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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Sobre Panelas e o Flamengo


Jogador de futebol é um bicho esquisito. Trata-se em sua maioria de uma mão de obra (ou seria pé de obra???) altissimamente especializada. Os caras só ganham o que ganham por que tem pouquíssima gente capaz de fazer o que fazem. Adam Smith já sabia a muito tempo atrás de que quando a demanda (dos clubes) é maior que a oferta (de bons jogadores), os preços sobem. Sabe aquele cracaço das peladas daí da sua cidade? Te digo com 99% de certeza de que ele não teria a mínima condição de ser reserva em qualquer time grande.

E aí vem a grande peculiaridade da boleirada. Enquanto normalmente mão de obra especializada é sinônimo de grande estudo, no caso deles é o contrário. Quase sempre o boleiro abandona a escola para jogar bola. Quase sempre são oriundos de famílias pobres e muitas vezes desestruturadas. E de uma hora para outra esses moleques sem preparo são alçados à condição de celebridades. Difícil algum que não se deslumbre. Os caras percebem que eles são a peça principal do espetáculo. E a famosa máscara quase sempre cresce. 

O resultado dessa equação são atletas mimados, egoístas e arrogantes. Que não aceitam ser reserva. e não aceitam que os trutas sejam reservas. Acabam formando a famosa "panela". Se mexer com um, mexe com todos. Isso aí não é exclusividade do Flamengo, mas eu só me preocupo com o Flamengo. Os outros clubes que se explodam. No Flamengo dá para perceber que alguns atletas são intocáveis. Entra treinador e sai treinador e ninguém tira. Muitas vezes o torcedor não sabe o porquê. Muitas vezes é só por medo mesmo. O treinador fica com medo de ficar mal com a "rapeize". Se a galera ficar de biquinho, todo mundo para de correr, todo mundo para de esforçar. O time começa a perder, notícias de dentro do vestiário "vazam" o treinador cai e a vida continua. Para quê se preocupar com o torcedor?

E diante desse cenário só existem duas hipóteses. Ou fica pianinho e deixa a panela escalar o time, e torce para que ela ganhe. Ou mostra que tem peito e barra todo mundo para fazer o que tem que ser feito. Até agora Dorival tem mostrado que optou pela primeira alternativa. E não vem dando certo. Tá na hora de encarar o problema, barrar quem precisa ser barrado. Se alguém fizer beicinho, barra também. O problema tem que ser encarado. E a barca do ano que vem deveria ser grande.

Warley Morbeck



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