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quinta-feira, 3 de abril de 2014

Viva Odorico Paraguaçu!




Nezinho do Jegue é um personagem singular da histórica novela “O Bem Amado”. Era comum sua presença nos comícios de Odorico Paraguassu, o prefeito corrupto, ávido para inaugurar o cemitério da cidade de Sucupira. Seu apoio dependia sempre do nível de álcool em seu sangue. A dualidade ia do “Viva Odorico Paraguaçu!” para “Odorico safado!” num piscar de olhos.

E assim é a paixão, onde o sujeito demonstra um desequilíbrio permanente em suas manifestações. O torcedor é um passional. Todavia, se ele for essencialmente passional, se torna um chato quando seu time perde, e mais chato ainda quando o seu time vence.

Eu entendo a passionalidade do torcedor. Lógico que se for algo exagerado como expressam os botafoguenses e os atleticanos, a coisa se torna doença, mas a passionalidade é intrínseca ao torcedor. Tudo plenamente compreensível.

Mas o que eu definitivamente não suporto é quando o torcedor deixa de fazer a sua parte, torcer, para ficar com frescuras. Afinal, o membro ninja da Magnética não pode ficar dando chiliques quando os 11 em campo não estão convergentes com sua forma de pensar. A caça as bruxas dentro do próprio território não ajuda em absolutamente nada.

Recordo-me quando muitos torcedores reclamavam que tal treinador não dava chance para este ou aquele jogador. Jaime de Almeida já demonstrou por diversas vezes que tem coerência em suas escalações, por mais intrigantes que sejam, mas demonstra conhecer bem o elenco que tem em mãos.
A dupla de zaga Samir e Wallace ganhou a posição jogando bola. Mas isso não significa que nunca tenham errado. Ambos erraram em momentos cruciais nesta Libertadores, mas enfatizo que mesmo Chicão, com toda a sua experiência, tinha errado feio no primeiro jogo da decisão da Copa do Brasil contra o Atlético do Paraná.


Então não adianta torcer o nariz quando determinado jogador está em campo. Essa postura mesquinha, me fez testemunhar recentemente uma crítica ao Mugni, onde um certo torcedor rubro-negro dizia que ele era tão ruim quanto Carlos Eduardo. Este tipo de comentário chega a ser covarde, pois Cadu teve diversas oportunidades, mas pouco ou nenhuma vontade apresentou, enquanto o argentino vem demonstrando evolução.

Cabe inclusive ressaltar que o jogador que vem do exterior necessita de um tempo para adaptação. Muitos se apegarão a exemplos de um passado recente, para buscar justificar algum tipo de lógica nos que execram o argentino e, principalmente, o equatoriano Erazzo que, claramente encontra-se na derradeira opção para o setor defensivo do Flamengo, mas isso não significa que ele não presta.


Nem me preocupo muito com isso, pois Jaime é muito tranqüilo em suas decisões. Enquanto o Nezinho do Jegue grita “Fora Jaime!” diante de qualquer resultado negativo, o torcedor Top da Magnética tem que torcer! Não é ficar blasfemando frases piegas como “Eu acredito!”... Mas, torcer de verdade, sem condicionantes.

Hoje, ao ver João Paulo na lateral esquerda e Welliton na lateral direita, o passional se apavorou, o Membro Ninja da Magnética simplesmente torceu. E é só isso que eu peço encarecidamente para todos os rubro-negros: TORÇAM PARA O FLAMENGO!

A própria imprensa esportiva, com destaque para o Luiz Carlos Junior do Sportv, ficava repetindo que o empate diante do Emelec era bom resultado. Bom resultado nada! O Flamengo tinha que ganhar para, como muito bem falou o goleiro Felipe: “exorcizar os fantasmas”.


Para se avançar em uma competição como a Libertadores da América, o time tem que jogar, tem que pontuar, e vencer vale 3 pontos. Para passar para a próxima fase, o Flamengo terá que vencer o Leon do México, e para vencer, terá que jogar bola. Só torcida não ganha jogo. O torcedor tem que jogar com o time, mas não basta só a torcida querer jogar.

Enquanto alguns já davam o Flamengo como eliminado, eu torcia para vencermos. Pensar no Leon não adiantaria de nada se a equipe perdesse para o Emelec. E o empate definitivamente não seria bom, até mesmo diante das circunstâncias do jogo, onde o próprio Paulinho poderia ter feito outro gol anteriormente, em lance que se precipitou. Mas, para nossa sorte, o renegado Negueba entrou ligado e colocou o atacante na cara do gol para matar o adversário.
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Quero terminar com uma pergunta: o que é mais fácil? Fazer o João Paulo jogar bola, ou colocar o André Santos em condições físicas de competição profissional? Não gosto de vaiar jogadores do Flamengo, mas, sinceramente, quem merece mais vaia entre esses dois?

Cordiais saudações Rubro-Negras!
Ricardo Martins – Embaixada Fla BH



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