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terça-feira, 13 de maio de 2014

SE CUIDA, NEY FRACO!

Faltou ética na demissão do técnico Jayme de Almeida.

Falei alguma novidade? Nenhuma.

Os "respeitados" empresários e executivos de sucesso que fizeram a lambança de mandar o treinador embora, primeiro pela imprensa e depois pelo telefone, são os mesmos que tanto reclamaram da saída inesperada de Mano Menezes.

O próprio Mano aproveitou para ironizar os cartolas rubro-negros: "Nada como um dia após o outro", disse o atual técnico corintiano.

Os dirigentes rubro-negros aplicaram no Jayme o mesmo veneno que o Mano usou contra o clube.

Sou contra a demissão do Jayme de Almeida, mas isso não importa. Não sou eu quem manda no Flamengo.

O empregador tem o direito de contratar e demitir.

Só que tudo precisa ser feito com ética e respeito ao ser humano.

O presidente Eduardo Bandeira de Mello, uma pessoa sabidamente séria (talvez o único da diretoria do Flamengo) não poderia ter deixado seus parceiros fazerem a sacanagem que fizeram.

Na verdade, apesar do estatuto do Flamengo determinar que o sistema no clube é presidencialista, o presidente do Flamengo, atualmente, não manda muito.

A maior prova foi  confuso e mal escrito comunicado que informava as demissões de Jayme, Paulo Pelaipe e outros profissionais.

O tal comunicado diz que tudo foi decidido pelo "Conselho Diretor".

Isso é uma forma de se esconder. Com a decisão de um "conselho diretor", na prática ninguém é responsável por nada.

Quando o "grupo" toma uma decisão, individualmente os seus componentes se isentam de responsabilidade.

Se a alguém reclamar com um membro do "grupo", que resposta irá ouvir? "A decisão foi do grupo".

Não se pode tirar os méritos do Jayme. Ele fez muito com este elenco fraquíssimo.

Vem aí o Ney Fraco, que não vai conseguir tirar muita coisa dos atuais jogadores do Flamengo. 

O elenco é sabidamente ruim, por culpa única e exclusiva dos cartolas que nada entendem de futebol.

O Ney Fraco que se cuide, pois não terá material humano de qualidade para trabalhar.

Duvido muito que essa "diretoria" sonhava que iria ganhar três títulos inesperados, em 8 meses: Copa do Brasil, Taça Guanabara e Campeonato Carioca.

Devem isso ao Jayme. Tinham que agradecer a ele todos os dias.

Mas, vida que segue...

O futebol não é um meio ético. Trata-se de um grande jogo de poder, fama e dinheiro.

Como escreveu o meu camarada, Junior Maestro: "Almeida fique somente com as coisas boas que aconteceram durante esses 8 meses que ficou a frente do time. As outras, a própria vida se encarrega de dar aos ingratos que você ajudou a fortalecer. E seja feliz longe deles, você, com seu caráter, não merece conviver com essa gente!" 

E tem outra coisa. Daqui a 200 anos a torcida vai se lembrar de Jayme de Almeida, seja como jogador, seja como técnico.

Mas será que vai se lembrar dos cartolas sem ética?

Cada um terá o lugar que merecer na história do Flamengo.

Um comentário:

Renata Christovão Bottino disse...

Tirou as palavras da minha boca. Parabéns pelo texto.