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Mas é assim mesmo e cabe a eles torcer contra o Flamengo sempre. O que podemos fazer se o Flamengo é maior do que os três JUNTOS? Logo propomos que eles se fundam em um só para tentar formar um adversário à altura do Rubro Negro da Gávea e sua camisa mágica.
Warley Morbeck
Foi uma final emocionante. E com um herói: Diego Tardelli. O atacante, que entrou no segundo tempo, fez o gol do título rubro-negro nos acréscimos, aos 46 minutos. O Flamengo virou em cima do Botafogo e venceu por 2 a 1 no Maracanã, sagrando-se campeão da Taça Guanabara 2008, pela 18ª vez na história.
O jogo foi tenso, com lances polêmicos. Os alvinegros reclamaram bastante da arbitragem. Após a partida, alguns jogadores e o técnico Cuca foram procurar o árbitro Marcelo de Lima Henrique, que marcou um pênalti para o Flamengo e expulsou dois jogadores do Botafogo. Enquanto isso, na arquibancada, os torcedores rubro-negros faziam a festa cantando "vice de novo", lembrando que no ano passado o Flamengo foi campeão carioca em cima do Botafogo, e dançando "o créu".
![]() | A bola só cabia ali. Vi o goleiro adiantado e chutei. Fui feliz no lance e fiz o gol Diego Tardelli sobre o gol do título do Flamengo na Taça Guanabara | ![]() |
Com 24 segundos, o cartão de visitas do Flamengo. Ibson tocou para Leo Moura, que cruzou para Souza. Mas o atacante chegou um pouco atrasado e não conseguiu concluir. A resposta veio quatro minutos depois. Lucio Flavio cobrou falta rápida para Alessandro, que cruzou para Adriano Felicio. O meia cabeceou e o goleiro Bruno defendeu sem muita dificuldade.
O jogo começou em alta velocidade com os dois times buscando o ataque. Marcinho perdeu ótima oportunidade ao chutar, livre da entrada da área, por cima do travessão. Em seguida, Wellington Paulista recebeu passe de Lucio Flavio e caiu na área. O árbitro mandou o lance seguir. O time alvinegro voltou a reclamar no minuto seguinte quando em uma dividida Leo Moura tocou a bola para trás e o goleiro Bruno segurou. O Botafogo queria a marcação do recuo.
Aos 13 minutos, o Flamengo perdeu uma chance incrível. Souza recebeu na área e tocou para o zagueiro Fábio Luciano, que de calcanhar rolou para Jaílton livre na meia lua da área. De frente para o gol, o meia chutou forte, mas a bola subiu e foi para fora.
Sem Jorge Henrique, que com um problema muscular ficou no banco de reserva, Cuca escalou o time no esquema 3-6-1, com apenas Wellington Paulista na frente. E o atacante fez a diferença aos 27 minutos. Em linda jogada individual, ele fez o primeiro gol alvinegro. Após receber a bola na intermediária, Wellington Paulista girou em cima do marcador, superou outros dois rubro-negros e já na área chutou rasteiro, cruzado, sem chance para o goleiro Bruno: 1 a 0 Botafogo! Foi o quinto gol do jogador no Campeonato Carioca.
- Foi um gol de muita raça e vontade. Não é qualquer um que faz um gol com o Maracanã lotado desta forma - resumiu Wellington Paulista.
Logo após o gol alvinegro começou a cair uma fina chuva no Maracanã e esfriou a torcida rubro-negra, que compareceu em maior número. Além de ocupar o setor verde, era maioria no setor branco e nas cadeiras inferiores. Os rubro-negros ficaram em silêncio até o intervalo.
Com Leo Moura e Juan sem conseguir fazer boas jogadas pelas laterais, o Flamengo passou a tentar cruzamentos para a área nas bolas paradas. Mas o goleiro Castillo saia bem e conseguia afastar o perigo na maioria das vezes. E o Botafogo terminou o primeiro tempo em vantagem.
Para o segundo tempo, Joel Santana fez duas mudanças no Flamengo. Tirou Jaílton e Marcinho e colocou Kleberson e o xodó Obina. E assim como no primeiro tempo, o Rubro-negro começou assustando. Obina chutou rasteiro da entrada da área e o goleiro Castillo defendeu. O lance acordou a torcida, que voltou a apoiar o time. Mas em um contra-ataque o Botafogo assustou com Zé Carlos. Ele entrou pela esquerda e chutou forte. A bola foi para fora.
A chuva aumentou e, com ela, a pressão do Flamengo. Cruzamento para a área, Souza, livre, concluiu para fora. Pouco depois, Leo Moura aproveitou o rebote na área e chutou rasteiro. O goleiro Castillo defendeu bem, sem sobra. Assustado, o técnico Cuca chamou o zagueiro Edson aos 13 minutos. Ele entrou no lugar de Eduardo.
Mas não adiantou. Falta pelo lado direito de ataque do Flamengo. Na cobrança, o zagueiro Ferrero segura o rubro-negro Fabio Luciano pela camisa. Pênalti marcado pelo árbitro Marcelo de Lima Henrique. Após muita reclamação dos alvinegros, Ibson cobrou bem no canto direito de Castillo e empatou a partida.
Durante a comemoração, o clima esquentou. Souza foi tentar pegar a bola das mãos de Castillo. Começou o empurra-empurra. Os reservas do Flamengo, que estavam atrás do gol, invadiram o campo. Na confusão, Souza agrediu Zé Carlos. O árbitro resolveu expulsar os dois: Souza e Zé Carlos.
- Não sei porque fui expulso. É inacreditável isso. Quero saber por que ele me expulsou. Quero saber! - disse Zé Carlos, chorando, ao deixar o gramado.
O jogo ficou cinco minutos parado. O Flamengo quase virou aos 25 minutos. Lançamento para Obina. O goleiro Castillo consegue chegar primeiro e cortar de carrinho. Mas a bola sobrou para Juan, que chuta de primeira. O zagueiro Edson, de canela, conseguiu evitar o gol quase em cima da linha.
Aos 27 minutos, Lucio Flavio fez falta para evitar um contra-ataque e acabou expulso após receber o segundo cartão amarelo.
Apesar de estar com um jogador a menos, o Botafogo quase fez o segundo aos 35 minutos em um contra-ataque. Mas após passe de Diguinho, Wellington Paulista chutou em cima de Ronaldo Angelim.
Aos 38 minutos, Juan deixou Obina livre à frente do goleiro Castillo. O atacante chuta e a bola bate na trave. Mas o jogo estava parado. O árbitro marcou impedimento de forma errada.
O gol do título rubro-negro veio aos 46 minutos do segundo tempo com Diego Tardelli, que tinha entrado há poucos minutos. Após receber passe de Leo Moura, o atacante chutou colocado no canto esquerdo de Castillo: Flamengo 2 a 1!.
- A bola só cabia ali. Vi o goleiro adiantado e chutei. Fui feliz - disse Diego Tardelli
E no último lance, aos 50 minutos, após uma cobrança de falta, o zagueiro Edson cabeceou uma bola na trave do goleiro Bruno. Sorte de campeão! E o árbitro apitou o fim do jogo para a alegria da torcida rubro-negra, que começou a dançar o "créu" no Maracanã. Após a partida, alguns jogadores chegaram a chorar no gramado.
| FLAMENGO 2 x 1 BOTAFOGO | ||
| Bruno Leo Moura Fábio Luciano Ronaldo Angelim Juan Jaílton (Kleberson) Cristian Ibson Toró (Diego Tardelli) Marcinho (Obina) Souza T: Joel Santana | Castillo Renato Silva Ferrero Eduardo (Edson) Alessandro (Fábio) Diguinho Túlio A. Felício (J. Henrique) Lucio Flavio Zé Carlos Wellington Paulista T: Cuca | Gols: Wellington Paulista, aos 27 minutos do primeiro tempo; Ibson aos 17 minutos do segundo tempo; Diego Tardelli aos 46 minutos do segundo tempo |
Alexandre Pires (cantor)
Ancelmo Góis (jornalista)
André Gonçalves (ator)
André Marques (ator e apresentador)
Angélica (apresentadora)
Apolinho, Washington Rodrigues (radialista)
Astrid Fontenelle (apresentadora)
Baby do Brasil (cantora)
Beth Faria (atriz)
Bochecha (cantor)
Borjalo (executivo de tevê)
Bruno Gagliasso (ator)
Canisso (músico)
Carlão (atleta, vôlei)
Carlinhos de Jesus (coreógrafo e dançarino)
Carol Castro (atriz)
Carolina Dickman (atriz)
Ciça Guimarães (atriz e apresentadora)
Cláudia Abreu (atriz)
Cláudia Raia (atriz)
Cláudio Heinrich (ator)
Cláudio Manoel (comediante)
Davi Moraes (músico e cantor)
Digão (músico)
Diogo Nogueira (cantor)
Djavan (cantor e compositor)
Eduardo Galvão (ator)
Eduardo Moscovis (ator)
Elza Soares (cantora)
Eric Faria (jornalista)
Fafá de Belém (cantora)
Falcão d'O Rappa (cantor)
Fausto Silva (apresentador)
Felipe Camargo (ator)
Fernanda Keller (atleta)
Fernando Calazans (jornalista)
Fernando Scherer (atleta, natação)
Floriano Peixoto (ator)
Gabriel Pensador (cantor)
Galvão Bueno (locutor)
Giovana Gold (atriz)
Giovane (atleta, vôlei)
Glenda Kozlowski (jornalista e apresentadora)
Gualter Salles (piloto)
Hebert Vianna (músico e cantor)
Heitor Martinez (ator)
Humberto Martins (ator)
Ivete Sangalo (cantora)
Ivo Meireles (músico)
Jards Macalé (cantor e compositor)
João Bosco (cantor e compositor)
Joãozinho 30 (carnavalesco)
Jorge Ben Jor (cantor e compositor)
Jorge de Sá (ator)
Jorge Pontual (ator)
José Maria Scassa (jornalista)
José Nêumanne Pinto (jornalista)
José Padilha (cineasta)
Lan (cartunista)
Leandra Leal (atriz)
Leila Pinheiro (cantora)
Léo Batista (locutor e apresentador)
Leo Jaime (cantor)
Lisandra Souto (atriz)
Lúcia Veríssimo (atriz)
Lúcio Mauro Filho (ator)
Luiz Ayrão (cantor)
Malu Mader (atriz)
Marcelo D2 (cantor)
Marcelo Faria (ator)
Marcelo Serrado (ator)
Márcio Garcia (ator e apresentador)
Marcius Melhem (comediante)
Maria Carolina
Maria Paula (atriz e comediante)
Mauro Mendonça (ator)
Mauro Mendonça Filho (diretor de tevê)
Milena Ciribelli (jornalista e apresentadora)
Milton Gonçalves (ator)
Moacyr Luz (compositor e violonista)
Moraes Moreira (cantor e compositor)
Nalbert (atleta, vôlei)
Neguinho da Beija Flor (cantor)
Oscar Niemeyer (arquiteto)
Paula Toller (cantora)
Paulo Serra
Pepeu Gomes (músico e cantor)
Popó Bueno (piloto)
Reginaldo Faria (ator)
Renata Cordeiro (jornalista)
Renato Maurício Prado (jornalista)
Ricardo Teixeira (presidente da CBF)
Roberto Assaf (jornalista)
Roberto Pupo Moreno (piloto)
Rodolfo (cantor)
Romário (atleta, futebol)
Ronaldo Fenômeno (atleta, futebol)
Rosamaria Murtinho (atriz)
Ruy Castro (escritor)
Sandra de Sá (cantora)
Sérgio Bessermann (economista, ex-presidente do ibge)
Tande (atleta, volêi)
Tereza Seiblitz (atriz)
Thiago Lacerda (ator)
Toni Garrido (cantor)
Tony Tornado (ator e cantor)
Vera Fisher (atriz)
Wagner Love (atleta, futebol)
Wanderley Luxemburgo (técnico de futebol)
Xuxa (apresentadora)
Zico (atleta, futebol)
Ziraldo (cartunista)
Zizi Possi (cantora)
+Ary Barroso (compositor, radialista)
+Bezerra da Silva (cantor)
+Bussunda (comediante)
+Carlinhos Niemeyer (cineasta)
+Carlos Drummond de Andrade (poeta)
+Carlos Eduardo Dollabella (ator)
+Ciro Monteiro (cantor)
+Claudinho (cantor)
+Dias Gomes (escritor)
+Evandro Carlos (jornalista)
+Garrincha (atleta, futebol)
+Grande Otelo (ator)
+Henfil (cartunista)
+Ibrahin Sued (jornalista)
+João Nogueira (cantor)
+José Lins do Rego (escritor e cronista)
+Juscelino Kubtischek (presidente)
+Maria Lenk (atleta, natação)
+Mário Filho (escritor e jornalista)
+Moreira da Silva (cantor)
+Mussum (comediante)
+Otelo Caçador (cartunista)
+Paulo Francis (jornalista)
+Roberto Marinho (jornalista)
+Rômulo Arantes (ator e atleta, natação)
+Tom Jobim (compositor)
+Walter Clark (executivo de tevê)
+Zózimo Barroso do Amaral (jornalista)






Naquela tarde de 18 de dezembro de 1956, a torcida do Fluminense sofreu um dos maiores vexames de sua história. É preciso que se diga que, em nenhum momento dos noventa minutos, o Fluminense foi um time, um conjunto, um adversário. Nem mesmo quando, por um instante, vencia por 1x0, graças a um lindo gol de Didi. O Fluminense já entrou em campo com a alma derrotada. Enquanto isso, o Flamengo realizou sua melhor apresentação no campeonato.
O primeiro tempo terminou com 3x1. Aos 24 minutos Telê bateu uma falta para Didi que matou a bola no peito e fez um gol de alta categoria. Um minuto depois, Joel escapou pela direita e chutou sem angulo. A bola entrou entre a trave e o goleiro Veludo. Mais três minutos e Dida recebendo de Paulinho desvia de Veludo e marca o segundo gol. Dominando a partida com certa tranqüilidade, o Flamengo somente chegou aos 3x1 no ultimo minuto do primeiro tempo. Paulinho chutou, aparentemente a bola ia para fora, o goleiro Veludo saltou espetacularmente defendeu mas largou a bola nos pés do próprio Paulinho que mandou para as redes. Na etapa complementar a goleada começou a se desenhar aos 24 minutos através de um golaço do artilheiro Dida. Aos 38 Paulinho recebe de Zagalo e faz 5x1. Aos 44 novamente Paulinho completa o marcador de 6x1.
Como explicar a goleada de um time candidato ao titulo de campeão ? Podemos dizer que o Fluminense sofreu um colapso não só técnico como também psicológico. Não teve o mesmo élan, o menor espirito de luta e não acusou nem mesmo o desespero das grandes derrotas. O Flamengo apresentou um grande futebol. Com entrosamento em todos os setores o rubro negro não deu nenhuma chance ao adversário. Ao longo dos noventa minutos o Flamengo foi sempre fiel a sua legenda de sangue, de paixão, de garra. Mesmo quando Didi abriu a contagem no maracanã, era ainda o Flamengo que tinha autoridade de ganhador. Não se pode destacar nomes no clube rubro negro porque todos jogaram muito bem. O time foi um bloco solidário, harmonioso, irresistível. A defesa liquidou os ataques do adversário, não permitindo que, jamais, a ofensiva tricolor ameaçasse a meta de Anibal. Quanto ao ataque do clube da Gávea, justiça se faça, foi uma máquina admirável. Soube criar o espetáculo. Dida e Paulinho foram os grandes nomes da tarde.
Este foi o jogo que acabou com a carreira do goleiro Veludo acusado de venal por dirigentes do Fluminense.
O Flamengo goleou com Anibal. Servilho e Pavão. Jadir. Dequinha e Jordan. Joel. Paulinho. Indio. Dida e Zagalo.
O Fluminense perdeu com Veludo. Benê e Pinheiro. Vitor. Clóvis e Bassú. Telê Santana. Didi. Valdo. Robson e Escurinho.



No Fla-Flu decisivo da Taça Guanabara daquele ano, alguém lembrou que o presidente militar, Gen. João Baptista Figueiredo, apesar de gaúcho, era simpatizante do Fluminense; e que como alegria pouca é bobagem, uma comissão pó-de-arroz fora ao Palácio do Planalto entregar a faixa de campeão estadual de 83 àquele que dizia preferir “cheiro de cavalo a cheiro do povo”. Já o Flamengo, maior torcida do Brasil, seria a representação perfeita do povo.
A emenda não alcança o mínimo de votos para virar lei, e a escolha do presidente ficaria restrita à escolha dos deputados e senadores entre, Paulo Maluf, do PDS (partido do governo militar) e Tancredo Neves, do PMDB (partido de oposição). Logo, o Fla tancreda e o Flu malufa, inclusive tendo jogador tricolor pousando ao lado do candidato do PDS e dizendo ser o seu candidato à presidente.