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sábado, 31 de maio de 2008

250.000 Page Views - Flamengo Eternamente

Galera, é difícil para a gente acreditar, mas aquele blog que começou meio como brincadeira e sem grandes ambições, a pouco mais de um ano atrás (25 de janeiro de 2007) chegou esse mês à expressiva marca de 250.000 page views. Parace locucura, mas aquele blog humilde que criamos foi visto 250.000 vezes (um quarto de MILHÃO) por pessoas de todo o Brasil (e de vários lugares do mundo).

Só temos a agradecer aos nossos parceiros, amigos e a toda a Nação Rubro Negra pela façanha. Sabemos que tratamos de uma ssunto riquíssimo (a história do Flamengho - O maior do MUNDO), mas não pensem que é fácil buscar coisas novas para postar quase que diariamente (já foram quase 500 postagens). E é muito bom ver que tanto trabalho tem sido reconhecido.

Agora vamos em busca da 500.000º visita e depois da 1.000.000º visita. E vamos continuar trabalhando para agradar nossos leitores. Nossa responsabilidade hoje é imensa. Como diria Saint-Exupéry :

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”

E ousamos cativar a maior torcida do Mundo. Esperamos conseguir cumprir nossa gigantesca Missão. E esperamos que a Maravilhosa Nação Rubro Negra continue a nosso lado.


Obrigado Nação

Alisson Fúrfuro
Warley Morbeck

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Flamengo na História - Nacional Atlético Clube

Em 16 de fevereiro de 1919, funcionários da São Paulo Railway organizaram um time de futebol, com o nome da própria companhia. Contudo, o clube só viria a participar de um Campeonato Paulista em 1936, pela Liga Paulista de Futebol, quando obteria a nona colocação, entre 11 participantes. Em 1939, o SPR obteria sua melhor colocação em Campeonatos Paulistas: um honroso quarto lugar, atrás apenas de Corinthians, Palestra Itália (hoje Palmeiras) e Portuguesa, além de ter o terceiro melhor ataque. Seis anos depois, Passarinho seria o único jogador do time a conquistar a artilharia de um Paulistão, marcando 17 gols, a mesma marca de Servílio de Jesus, do Corinthians.

No ano seguinte, a concessão da São Paulo Railway terminou e o clube teve de ser rebatizado, como Nacional Atlético Clube. Para marcar a mudança de nome, o clube paulista precisava de um adversário e respeito. E chamaram logo o Maior Clube do Brasil. No seu primeiro jogo com nome e uniforme novos, disputou um amistoso com o Flamengo, jogando o primeiro tempo como SPR e o segundo, como Nacional. Com o Pacaembu lotado, o time acabou perdendo por 4-2. Não poderia acabar de forma diferente.

FLAMENGO. O MAIS QUERIDO DO BRASIL (E DO MUNDO)

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Perácio




Jogador de um chute violentíssimo, também era um bom driblador e um goleador. Mineiro de Nova Lima, José Perácio chegou ao Rio de Janeiro para jogar no Botafogo. Ainda jogou pelo Vila Nova, onde começou, Palestra Itália, Fluminense, Flamengo e Canto do Rio. No Flamengo teve seus grandes momentos participando, inclusive, do tri campeonato dos anos quarenta. Foi convocado para a seleção brasileira que disputou a Copa do Mundo de 1930. Como pracinha da FEB lutou na II Grande Guerra Mundial. Perácio serviu como motorista na Itália.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Um frango que destruiu uma carreira

Uma história dramática aconteceu com o goleiro do Vasco, Marcelo, em 1964. Um jogo com o Flamengo, uma bola amaldiçoada chutada pelo Nelsinho Rosa Martins da intermediária. Quando Marcelo agachou-se para a defesa não pegou nada. E ai começou todo o drama do dono deste frango monumental. Sem condições psicológicas para continuar jogando, o goleiro chorava encostado na trave, implorando para sair enquanto ouvia vaias da torcida do Vasco. Trêmulo, nervoso, ele comoveu todo o estádio enquanto caminhava na direção do túnel. Então, deu-se o inesperado. Solidários na dor com o goleiro, as duas torcidas começaram a aplaudi-lo. Assim mesmo, Marcelo prosseguiu, rumo as escadarias que levam ao vestiário, para nunca mais voltar.

sábado, 24 de maio de 2008

O COMEÇO DE TUDO

O COMEÇO DE TUDO

Desde pequeno que a minha paixão por futebol e pelo Flamengo era uma coisa anormal. Aliás, anormal não, porque anormal é não ser rubro-negro. A pessoa que não é flamenguista não pode ter equilíbrio emocional, já que tamanha frustração faz a vida infeliz para sempre. É comum se encontrar gente bem sucedida, com tudo o que sempre pediu a Deus, e que, no entanto, não consegue ser feliz. Quando você tenta ajudar, tenta descobrir a causa da infelicidade, ouve sempre o desabafo:

- Sou brasileiro, adoro futebol, mas, por castigo de Deus, não sou flamenguista.

O sofredor segue o seu destino, ciente de que o sofrimento vai acompanhá-lo até o Juízo Final. A nós, nada resta senão fazer uma prece em segredo, agradecendo ao Torcedor Supremo a graça de ser Flamengo.

Por sinal, foram dois tricolores (logo, frustrados), gente da melhor espécie, quem melhor descreveram a sensação de plenitude de ser Flamengo. Os nossos Nelson Rodrigues e Arthur da Távola escreveram os seguintes textos:

Há de chegar talvez o dia em que o Flamengo não precisará de jogadores, nem de técnico, nem de nada. Bastará a camisa, aberta no arco. E, diante do furor impotente do adversário, a camisa rubro-negra será uma bastilha inexpugnável.

Nelson Rodrigues.

SER FLAMENGO É TER ALMA DE HEROI

Ser Flamengo é ser inteiro e forte na capacidade de querer. É ter certezas, vontade, garra e disposição. É paixão com alegria, alma com fome de gol e vontade com definição.

É ser forte como o que é rubro e negro como o que é total. Forte e total, crescer em luta, peleja, ânimo e decisão.

Ser Flamengo é deixar a tristeza para depois da batalha e nela entrar por inteiro, alma de herói, cabeça de gênio militar e coração incendiado de guerreiro. É pronunciar com emoção as palavras flama, gana, garra, sou mais eu, ardor, vou, vida, sangue, seiva, agora, encarar, no peito, fé, vontade, insolação.

Ser Flamengo é morder com vigor o pão da melhor paixão; é respirar fundo e não temer é ter coração em compasso de multidão.

Ser Flamengo é ousar, é contrariar norma é enfrentar todas as formas de poder com arte, criatividade e malevolência. É saber o momento da contramão, de pular o muro, de driblar o otário e ser forte por ficar do lado do mais fraco. É poder tanto quanto querer. É querer tanto como saber é enfrentar trovões ou hinos de amor com o olhar firme da convicção.

Ser Flamengo é enganar o guarda, é roubar o beijo, é bailar sempre para distrair o poder e dobrar a injustiça. É ir em frente onde os outros param, é derrubar barreiras onde os prudentes medram, é jamais se arrepender, exceto do que não faz. É comungar a humildade com o rei interno de cada um.

É crer, é ser, é vibrar. É vencer. É correr para; jamais correr de. É seiva, é salva, é vastidão. É frente, é fraco, é forte, é furacão.

É flor que quebra o muro, mão que faz o trabalho, povo que faz país.

Arthur da Távola.

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Fonte: http://www.historiadetorcedor.com.br/

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Dequinha

Album do Futebol - Dequinha

Agência Placar

Depois de sua estréia no Flamengo, no maracanã contra o América em 1950, Dequinha, continuou como reserva de Bria. No ano seguinte garantiu seu lugar entre os titulares. Em 1952 ajudou o Flamengo começar sua arranca para o tri campeonato. Formou com Jadir e Jordan, um trio que marcou época no clube rubro negro. Participou da Copa do Mundo de 1954 e integrou a seleção brasileira nos anos de 1955 e 1956. Foi vice-campeão carioca em 1958 e 1959. O Flamengo atravessava uma fase difícil e Dequinha já sentia o peso de seus 31 anos de idade. Uma contusão o tirou definitivamente do Flamengo. Magoado com alguns dirigentes se transferiu para o Botafogo, tentando reviver seu bom futebol. Mas a mesma contusão que o afastou da Gávea o deixou na reserva em General Severiano. E ele foi parar no Campo Grande. Também fracassou.

Cansado e desgostoso Dequinha retornou a sua terra. Ainda jogou pelo ABC em 1962. Depois foi para o América de Recife e como técnico e jogador conseguiu seu primeiro titulo de campeão na Desportiva Ferroviária do Espírito Santo em 1965. Ainda passou pelo Uberaba e foi auxiliar técnico de Fleitas Solich no Atlético Mineiro. Em 1970 aceitou dirigir o Sergipe. Seu trabalho surpreendeu e o clube rubro sergipano foi tri campeão (1970/71/72). Só não ganhou o tetra campeonato porque perdeu para o Itabaiana nos pênaltis. A perda deste titulo abriu para Dequinha o capitulo mais triste de sua longa vida ligada ao esporte. Os dirigentes do Sergipe o culparam pela perda do tetra e o mandaram embora. Mesmo assim, Dequinha continuou trabalhando no futebol sergipano contratado pelo Confiança.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Flamengo, O primeiro Tri Campeão do Marcanã

O PRIMEIRO TRI.

Naqueles primeiros anos do Maracanã, a torcida rubro negra tinha seus motivos para ser feliz. Em 1953/54/55, o Flamengo conquistava o primeiro tri campeonato no Maracanã. Só os corações mais fortes resistiram ao ano do tri, após uma dramática melhor-de-três contra o América. O Flamengo ganhou o primeiro jogo por 1x0, e depois teve que amargar uma goleada de 5x1 no segundo jogo. Naquele dia, os americanos comemoraram a vitória cantando na saída do Maracanã – “Quem sabe sabe/conhece bem/ como é gostoso/ ganhar de alguém”. Mas, na negra, o Flamengo voltou a impor sua categoria e venceu por 4x1, com quatro gols de Dida. O alagoano que foi o grande xodó da galera rubro negra nos anos cinqüenta.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Avalanche Rubro-Negra - Flamengo

Nós apoiamos essa Idéia

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Nosso mascote, o urubu do Flamengo

 
Todos os anos, no dia dia 15 de novembro, o Brasil acorda mais alegre. O Brasil acorda ainda rubro-negro. Milhões de pessoas, espalhadas pelos 4 cantos do país, externam a maior paixão nacional, vestindo o manto sagrado, que representa o clube mais querido do Brasil. O manto já foi vestido por gênios como Dida, Zico, Leônidas, Domingos da Guia, Romário, Júnior. Agora estará cobrindo 40 milhões de Brasileiros. Vamos juntos tornar esta data inesquecível e mostrar para o mundo porque nós somos a maior e a mais fanática torcida do planeta!!!

A maior mobilização já feita por uma torcida no Brasil !

Vista seu manto sagrado rubro-negro nesse grande dia !

O Brasil é vermelho e preto !

Saiba mais http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=20589780

segunda-feira, 19 de maio de 2008

A Fé Rubro Negra




Não deveria, mas ainda me surpreendo com as manifestações positivas da Maior Torcida do Mundo. Em momentos de dúvida e incerteza, quando parece que a maionese vai desandar, e os adversários se encontram até em melhor momento, os flamenguistas, num arroubo do mais genuíno orgulho rubro negro, demonstram em massa toda sua confiança na recuperação do time. Bandeiras surgem nas varandas e janelas de prédios, flamenguistas vestem com garbo o manto sagrado e crianças dão sinceras mostras da permanente renovação do nosso incomensurável exército de torcedores.

O que move toda essa massa humana, composta de ricos, pobres e remediados a favor do Flamengo, em primeira instância, é um sentimento de coletividade que não se encontra talvez em nenhuma outra torcida. Não se trata apenas de pessoas que torcem para um clube. Há valores muito maiores dentro de cada flamenguista pelo Rio e pelo Brasil afora. Como se explica tamanha vontade de vencer em momentos aparentememente adversos em que nos encontramos inferiorizados tecnicamente pela imprensa e pelos rivais? Outras torcidas não procedem assim.

Evidente, pesa a nosso favor nossa superioridade numérica. Mas não é só nela que nos apoiamos quando se trata de defender as cores do Flamengo. Existe, sem dúvida, um sentimento de comunhão entre os flamenguistas, uma espécie de liga, que faz com que o pensamento da massa - que não é unanimidade - convirja num objetivo único. Há, pelo que parece, uma transmissão de pensamento instantânea, que guia os rubro negros em prol da superação. Uma fé quase religiosa, que não respeita os limites impostos pela lógica do resultado e do esporte. Uma fé rubro negra.

Existem alguns episódios na nossa densa história que são emblemáticos. O naufrágio do nosso primeiro barco de remo, Pherusa, a tenaz resistência do grupo de náufragos e o heroísmo de Joaquim Bahia já marcaram o Flamengo, para sempre, como um grupo unido e que não desiste de seus objetivos. Que não são apenas conquistas materiais. Inculcado em cada representante do Flamengo, acima de tudo, está a vontade inabalável da manter o nome do clube sempre no alto, e isso não implica somente títulos e vitórias. Como dito antes, a fé rubro negra está acima de aspectos técnicos e práticos.

Outro símbolo desse amor inabalável foi a morte de Gilberto Cardoso. Não me recordo de nenhum outro clube cujo presidente tenha falecido após uma cesta decisiva numa final de campeonato. Não me lembro nem de um que tenha pelo menos passado mal ou que tenha demonstrado de alguma forma mais física tamanha entrega por um clube. É o exemplo que fica pra sempre na memória da massa flamenga, que deve ser reverenciado como um herói de guerra, morto em combate em nome da glória de uma nação. Por isso, amigos rubro negros, não canso de repetir sempre ao final das simplórias postagens desse blog a frase eternizada por Jaime de Almeida:

AVANTE FLAMENGO!!!

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Crédito
http://www.flamengotimedopovo.blogspot.com/

domingo, 18 de maio de 2008

AMOR DE POESIA - Por Guto Bata

Fui invadido por uma força tão maior, tão sublime, com tamanha intensidade, que não consigo me lembrar sequer quando é que tudo começou. E então eu amei. Amei com todas as minhas forças. Amei do tamanho que um amor pode acontecer. Amei cegamente. Cegamente, porque pouco conhecia meu amor. Amei involuntariamente, porque fui tomado. Sim, porque a força é realmente imensurável. Mas aos poucos fui descobrindo, fui conhecendo. Aí amei voluntariamente, porque me apaixonei. Quanto mais conhecia, mais amava. E passei a amar também todo esse universo que nos envolvia. Nos víamos pouco, mas era o suficiente para alimentar aquela chama que queimava em meu peito. Começava a semana e eu já contava os minutos. Quarta à noite era uma data especial. Invariavelmente eu esperava meu amor. E, nem bem chegava a madrugada, minha cabeça já estava na tarde de domingo. Engraçado porque eu sempre odiei o domingo. Um dia monótono, sem muito que fazer. A não ser, é claro, pelos nossos encontros. Mas aos poucos fui descobrindo que meu amor era quase literário. Um daqueles sobre os quais Vinícius de Morais não se cansou de escrever. Platônico, daqueles que nunca se consumam. Achei que era um “quase”, que a reciprocidade era questão de tempo. Mas aí me disseram que amores assim não se permitem cumprir. Estraga a essência, quebra o encanto. Nessa hora me senti até mais importante. Vinícius, amor platônico… eu. Uau! Um amor digno de poesia. Fiquei muito mais fiel.
“… Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento…”
Nesse amor nunca coube o ciúme. Pelo contrário. Foi maravilhoso compartilhá-lo. Nessas horas ele ficava muito mais forte. Descobri, então, as vias deste amor. Ou melhor, a via. De mão única. Enquanto eu amasse, lá estaria meu amor para ser amado. Quanto mais gente amasse, maior o objeto do meu amor seria.
Mas… ultimamente, não consigo lembrar porque esse amor brotou.
Me ajude a lembrar novamente porque esse amor nasceu, FLAMENGO!!

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Fonte: http://www.magiarubronegra.com.br/
Aliás, ótimo site. Recomendo a visita

sábado, 17 de maio de 2008

Meu dia de glória - Zizinho




Revista Placar

Foto do gol de Valido que deu ao Flamengo seu tri campeonato em 1944.

Flávio Costa não era bobo, sabia muito bem uma equipe que tinha: Jurandir. Newton e Quirino. Biguá. Bria e Jaime. Valido. Zizinho. Pirilo. Tião e Vevé, e com tantos boêmios, em véspera de decisão, só havia mesmo uma saída: concentrar cinco dias antes do jogo. Mas, naquela final de 1944, contra o Vasco, não havia concentração que resolvesse os muitos problemas daqueles craques. A Gávea mais parecia um hospital. Lá estava Pirilo doente sem poder andar. Valido com violenta febre, que ia e vinha, preocupava todos. Como se não bastasse, o Flamengo tinha perdido Perácio, que fora para a Guerra e o Domingos da Guia vendido ao Corinthians. Na verdade, no ataque o único que tinha condições de jogo era Zizinho.

Durante o campeonato o Flamengo estava vários pontos atrás do líder. Aos poucos foi reagindo e encostando no Vasco seu último adversário. Assim, Vasco e Flamengo chegaram a última rodada em igualdade de pontos e um empate significaria uma melhor de três para decidir o título de 1944. Quando chegou a semana da decisão, a concentração do clube da Gávea estava cheia de mosquitos e ninguém melhorava. Então, Zizinho reuniu todo mundo e fizeram um pacto. No domingo seria tudo ou nada. Seria o jogo mais importante para todos. Uma vitória valia um tri campeonato.

Foi o jogo mais dramático da vida de Zizinho. Foi uma explosão quando Valido subiu com Argemiro, no finalzinho do jogo, e colocou a bola no fundo das redes de Barqueta. Era o prêmio pela, luta, persistência, dedicação e união daqueles jogadores que, na verdade, não estavam em suas condições reais de jogo. Quando acabou o jogo, caiu Valido para um lado, Pirilo para o outro. Desmaiaram e tiveram que ser carregados para o vestiário, em meio a festa e a alegria do tri campeonato. E não adiantaram as reclamações dos vascaínos, dizendo que Valido se apoiou em Argemiro para cabecear. Nunca mais outra emoção apagou da lembrança de Zizinho aquele momento fantástico, da partida mais apaixonante da sua vida. A conquista do tri campeonato de 1944 foi o dia de glória para Zizinho. Ele saiu da Gávea direto para a Praça XV, afim de pegar a barca das dez para Niterói. Foi um momento em que Zizinho passava a ser tri campeão da cidade no peito, na raça e com um time inesquecível.

Zizinho jogou pela primeira vez com a camisa do Flamengo num jogo preliminar contra o Fluminense quando marcou dois gols, um deles, de bicicleta. Ele ainda jogaria duas vezes no time de aspirante, contra o Vasco e o América. Sua estréia no primeiro time do Flamengo aconteceu no dia 24 de dezembro de 1939 em amistoso contra o Independientes da Argentina.

Fonte: http://www.museudosesportes.com.br/

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Algumas coisas nunca mudam



A Nação Rubro Negra é fantástica em qualquer época.

Torcer, todos torcem. Mas só a torcida do Flamengo joga junto. Por isso eles temem tanto.

Crédito da Imagem: http://www.fotolog.com/sou_flamengo/

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Estréia de Dida no Flamengo

Estréia de Dida no Flamengo



Dida estreou no time principal do Flamengo no dia 17 de outubro de 1954 no clássico carioca Flamengo e Vasco da Gama com o maracanã lotado.

Em seu comentário para a revista, O Esporte Ilustrado, o conhecido jornalista Luiz Mendes fez um relato sobre tudo que aconteceu antes, durante e depois do sensacional clássico. Extraímos uma parte desse comentário, justamente aquele que fala sobre a estréia da ala esquerda dos aspirantes do Flamengo no time titular. Luiz Mendes disse o seguinte:

“Ainda há poucos meses eles estavam em suas terras, ouvindo pelo rádio os grande jogos do Rio, apenas sonhando com o maracanã. Hoje, como eles vivessem a história de um desses contos maravilhosos de Alice no país da maravilha, eram, de verdade, protagonistas daquela beleza toda, transformando, de um momento para outro, em ídolo de uma platéia que se dá ao luxo de ser considerada a maior do Brasil. E os dois meninos da ala esquerda rubro negra, vivendo essa realidade empolgante, fizeram algumas travessuras”.

“Numa fugida de Bábá, o magnifico “scratchmam” nacional Paulinho de Almeida teve que usar de recursos extremos para evitar o gol, derrubando o ponteiro antes que ele entrasse na área. E disso nasceu o golaço de Rubens, cobrando a falta de maneira notável, chutando ao estilo de Jair, contornando a barreira e fazendo a bola chegar as redes”.

“O começo da vitória, portanto, teve inicio na manobra dos dois garotos. Um deles, o meia Dida, livrou-se do robusto Eli do Amparo, que parecia um Golias diante de um Davi, e meteu a bola na esquerda para a fuga de Bábá. Depois, no segundo tempo, a verde ala esquerda, formada por dois meninos que vieram do Norte, não teve maior influência de nenhum nervosismo. Paulinho não precisou, entretanto, temer mais as fugidas de Bábá, porque o ponteiro se contundiu e ficou em um pé só, sem poder correr. Apenas Eli continuou caçando Dida, e Dida como se fosse desconhecedor do nome, do prestígio e, até da condição de “scratchmam” do médio do Vasco, prosseguiu passando por Eli como se Eli não existisse”.

O jogo foi realizado no maracanã no dia 17 de outubro de 1954 em disputa do campeonato carioca. O Flamengo venceu por 2x1 com gols Rubens e Indio e Alvinho para o Vasco.

O Flamengo ganhou com Garcia. Tomires e Pavão. Jadir. Dequinha e Jordan. Joel. Rubens. Indio. DIDA e Bábá.

O Vasco perdeu com Barbosa. Paulinho e Belini. Eli. Mirim e Dario. Sabará. Ademir. Vává. Maneca e Alvinho.

Crédito: http://www.museudosesportes.com.br

terça-feira, 13 de maio de 2008

O GÊNESIS FLAMENGO

Texto maravilhoso para passar para a torcida Arco Íris. Aquela que se forma quando todas as cores se unem contra o Flamengo

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O GÊNESIS FLAMENGO.


No princípio, Deus criou o céu e a terra. A terra estava sem forma e vazia; as trevas cobriam o abismo e um vento impetuoso soprava sobre as águas.

E disse Deus: Haja luz; e houve luz.

No princípio, havia o esporte. Havia o futebol, mas tudo era sem forma e vazio. Deus então, criou o homem, que criou o Flamengo. E o homem que criou o Flamengo, criou também seu Hino.

"...Na regata, Ele me mata, me maltrata,
me arrebata, que emoção no coração.
Consagrado no gramado, sempre amado,
o mais cotado nos Fla X Flus,
é o "Ái Jesus !!""

O Flamengo, é o único Clube, que na letra de seu Hino, cita "Jesus", o "Filho de Deus". Então, "Jesus" é Flamenguista. Daí, porque a Camisa do Flamengo é o "Manto Sagrado". É como o Santo Sudário de Jesus.

E, se o "Filho" é Flamenguista, é porque seu "Pai", lhe ensinou a ser. Então, "Deus" é Flamenguista !!

Vamos mais adiante?

"...Eu teria um desgosto profundo, se faltasse o Flamengo no mundo !!"

Eu só, não! O mundo inteiro teria esse "desgosto profundo", se lhe faltasse o Flamengo!

Isso porque, o Flamengo, é o parâmetro, para toda e qualquer medida esportiva.

É também para toda e qualquer medida emocional no coração.

Sem o Flamengo, não haveria nada no mundo do esporte.

Sem o Flamengo, não haveria nem o esporte.

Sem o Flamengo, nunca se saberia o que é uma explosão de alegria coletiva.

Pode-se sentir alegria, porde-se fazer uma comemoração num estádio esportivo, mas nada que se aproxime às mesmas coisas e sentimentos, quando feitos e sentidos, pela Nação Rubro-Negra.

Sem o Flamengo, o Mundo seria só "um desgosto profundo"!

Sem o Flamengo, talvez nem o Mundo existisse.

Sem o Flamengo, não haveria nem o arco-íris.

Aliás, o Flamengo é a razão de ser e existir, é a emoção no coração e é também o "Ái Jesus", do arco-íris.

Aliás também, o Flamengo é o time do coração do arco-íris.

Aliás ainda, a única torcida que existe no Mundo, é a do Flamengo.

Sim. A maioria torce a favor. A minoria torce contra.

Mas, todo torcedor no esporte, é um Flamenguista.

Só que, amar o Flamengo, nunca foi "torcer". Amar o Flamengo, desde que Deus criou a luz, é "Orar".

Cada vez que se ouvir o grito de "MENGÔ", alguém está orando.

" Onde estiverem dois ou mais Flamenguistas reunidos em Meu Nome, guardem minha faixa de Campeão, pois lá Eu estarei."

Portanto, meus queridos Flamenguistas, da facção organizada "arco-íris", a vocês, que sobem nas tamancas da felicidade, ao verem o nosso Flamengo passando por este momento de dificuldade, a vocês, a minoria dos pelotões, perfumados, embacalhoados, encachorrados, empaulistados e outros "ados", a vocês, eu tenho uma mensagem:

Se lhes mandarem apostar todas as suas fichas, sobre o Flamengo, na loteria do "Cái", "Não Cái", para a segunda divisão do futebol Brasileiro, apostem metade no "Não Cái" e, a outra metade, apostem no "Não Cairá Nunca!! "

Porque Deus existe, criou Sua Obra e por Ela cuida, com extremo zelo e carinho.

E porque, não há nada no Mundo, capaz de derrubar o Flamengo!!!

Não há dirigente corrupto, não há jogador ou treinador incompetentes, não há juiz ladrão, não há imprensa globista e não há "arco-íris", capazes de derrubar o Flamengo, do patamar a Ele concedido, pela vontade do Criador do Mundo. Mundo este, que pela existência do Flamengo, nunca sentirá qualquer "desgosto profundo".

O Flamengo já chegou várias vezes à beira do abismo, assim, como vocês também, já chegaram. A diferença, é que vocês sempre deram um passo à frente.

A vocês, da "TOTFAI" (Sigla de :Torcida Também Flamenguista Arco-íris), eu peço encarecidamente:

Sacaneiem bastante o Flamengo. Zombem, façam piadas.

Sei que é impossível, mas tentem nos fazer sentir a mesma humilhação que vocês sentem, cada vez que nós conquistamos um título que vocês não conseguem.

Por favor, façam o que puderem, criem gozações, dentro da limitação dos seus atrofiados "célebros" (he he he essa foi boa!)

Plís (em ingrês), escrevam deboches, pois isso só nos dará mais armas para sacaneá-los, sempre, como já estamos acostumados.

Posso ajudar, criando uma piada:

Era uma vez, um torcedor de um time, que tinha muito, muitos, mas muuuuiiitos títulos de vice. Aí, um amigo perguntou a ele:

" Poxa, quem lhe deu tantos títulos de vice campeão?"

Aí, ele respondeu:

"Uma vez, Flamengo,............(pensou)........Sempre Flamengo!"

Boa essa né??!!

Na verdade, meus queridos do "arco-íris", vocês parecem, com aquele tipo de marido, que se diz malandro e gosta de "pular o muro".

Tão esperto, mas, não percebe que, quando pula o muro, deixa sua mulher sozinha em casa.

Só haveria um jeito de vocês nos sacanearem da mesma forma cruel, como nós fazemos com vocês; Seria se o Flamengo acabasse.

Mas, vejam bem; Vocês também acabariam.

Enfim, todos nós sentiríamos o tal do "desgosto profundo", que fala o nosso Hino.

Vocês, com certeza e eu já vi, desistem de torcer, quando enfrentam uma fase dessas. Nós não!

O nosso Flamengo, é Grande. É grande, como só há Ele próprio, para se comparar em grandeza.

Uma vez, eu era ainda um menininho, vi nosso Flamengo viver uma fase tão negra quanto esta. Lembro de todas as gozações que fizeram. Lembro dos gritos de "freguês". Lembro de um 6x0, no dia do Aniversário do Mengão.

Mas, eu me lembro também, que nada daquilo abalou o Amor que eu e toda a torcida sentíamos pelo "Mais Querido".

E lembro que, depois daquela tempestade, veio uma bela bonança e o Mengão formou um timaço, que conquistou o Mundo.

O mesmo Mundo, que pela existência do nosso Flamengo, não sente um "desgosto profundo"!!!

Sérgio Caetano

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Flamengo ganha da Seleção Brasileira

C.R. Flamengo 1 x 0 Seleção do Brasil
Amistoso
11/05/1958 - Estadio: Maracanã - Rio de Janeiro

Time: Fernando, Joubert, Milton Copolilo, Jordan, Jadir(Tomires), Dequinha(Carlinhos), Babá, Duca(Adalberto), Henrique(Manuelzinho), Luís Carlos e Alfredinho.
Gol: Manuelzinho.

Flamengo bate seleção no Rio

Oficialmente, foi um jogo-treino. Mas Flamengo e seleção brasileira entraram hoje no gramado do Maracanã vestindo seus uniformes oficiais -e diante de pequeno público, que deixou uma arrecadação de Cr$ 511.615,00 nas bilheterias.

E, após dois tempos de 35 minutos, o clube levou a melhor: bateu o Brasil considerado titular por 1 a 0 (diante da formação reserva, na primeira etapa, houve empate de 0 a 0).

No último período do treinamento, titulares e reservas da seleção se movimentaram por pouco mais de meia hora. A equipe principal venceu com desenvoltura (5 a 1).
No confronto com o clube da Gávea, ficou claro que as principais figuras do escrete, apáticas e sem mobilidade, se preocuparam em evitar choques duros.

Mesmo assim, o zagueiro Bellini e o meia Dino Sani terminaram o coletivo sentindo dores musculares. E o atacante Vavá também preocupa a comissão médica da seleção, pois sentiu uma fisgada na coxa.

Enquanto isso, com maior movimentação e vontade (como prometera o técnico Fleitas Solich), o Flamengo dominou amplamente as ações da partida. O árbitro do jogo, o mineiro Gama Malcher, anulou acertadamente dois gols de Pelé, que estava em posição irregular.

"Importante ressaltar que jogamos desfalcados de nossos principais atletas", disse Solich após o jogo. De fato, Moacir, Joel, Dida e Zagallo, todos atletas de expressão do time, no momento servem a seleção.