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sexta-feira, 31 de julho de 2009

A história do segundo Uniforme do Flamengo

O Uniforme branco foi inaugurado em 1938 pelo técnico Dori Krueschner com o intuito de ser utilizado em jogos noturnos e para servir como uniforme reserva. O Flamengo foi o clube pioneiro no Brasil a utilizar um segundo uniforme. Tal camisa possou por ligeiras mudanças ao longo dos anos mas basicamente pode ser dividida entre 2 modelos , o com duas listras no peito utilizado entre 1938 a 1979 e entre 1993 até 2007 como também o com as mangas listradas lançado pela Adidas em 1980 durando até 1993 e sendo relançado em 2007. Em 2009 a Olympikis relançou o modelo com as duas listas no peito.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Homenagem a Zé Carlos


José Carlos da Costa Araújo ( Rio de Janeiro, 7 de Fevereiro de 1962 - 24 de Julho de 2009 ) foi um goleiro revelado pelo Americano e que marcou época á frente da meta rubro-negra e também da Seleção Brasileira.No início de sua carreira, Zé Carlos atuou pelo Americano-RJ e Rio Branco-ES. Entretanto, sua carreira acabou sofrendo uma guinada em 1984, quando o goleiro foi contratado pelo Flamengo com a árdua tarefa de substituir um dos mais vitoriosos goleiros da longa história rubro-negra, Raul Plassman.Alto e ágil, logo se destacou no Mais Querido do Brasil, e já conquistou logo nas suas primeiras partidas, não só a posição de titular, como o Campeonato Carioca de 1986. Aquela conquista, aliás, seria apenas a primeira de um ciclo que se manteria entre 1986 e 1991, período em que Zé titular absoluto na meta do Flamengo.

Apesar da condição, vale-se ressaltar que Zé Carlos nunca foi uma unanimidade entre os torcedores, o motivo era simples, apesar de realizar defesas impossíveis, de puro reflexo e elasticidade, o ex-goleiro pecava em situações relativamente simples.O auge de Zé Carlos aconteceu na Copa União de 1987. Naquela competição apareceu ao realizar defesas importantes para a conquista do título brasileiro num time que tinha peças da estirpe de Zico,Leandro, Andrade, Renato Gaúcho, Bebeto, Jorginho, Leonardo e Zinho. Nesse ano, foi o segundo goleiro no clube a marcar um gol - em partida contra o Nacional.Graças ás brilhantes atuações, foi em 1988, chamado para a seleção olímpica e acabou conquistando a medalha de prata nos jogos de Seul. Voltaria a vestir a camisa canarinho dois anos depois, quando convocado por Lazzaroni, técnico de outros tempos no Flamengo. O time de Lazaroni, disputaria a Copa do Mundo de 1990, que acabaria se tornando um fracasso. Na competição, Zé Carlos foi reserva.Deixou o Flamengo pela primeira vez em 1991. Desgastado com a torcida, viu o Fla renovar-se com a chegada do então jovem treinadorLuxemburgo, que optou por utilizar o goleiro Gilmar Rinaldi e colocá-lo no incômodo banco de reservas. Assim, Zé Carlos pediu para ser negociado e teve rápida passagem pelo Cruzeiro, onde também não conseguiria brilhar. Em seguida, transferiu-se para o futebol português e defendeu o Vitória de Guimarães, o Farense, Felgueiras e FC Pedras Rubras.

No retorno ao Brasil, em maio de 1996, voltou a atuar pelo Flamengo, no entanto, encontrou Roger como titular da posição. Ainda assim, aproveitou-se das falhas do companheiro, ainda inseguro, e terminou a temporada como titular. Em 1997, é vitimado por um outro processo de renovação, que varrera diversos jogadores experientes do Mais Querido do Brasil e é negociado com o Vitória, que montava um projeto campeão.Antes de encerrar a carreira, em 2000, Zé Carlos ainda jogou pelo XV de Piracicaba, América-RJ e Tubarão-SC. No ano de 2006, Zé Carlos ocupou o cargo de gerente de futebol no América-RJ ao lado do ex-companheiro de Flamengo, o lateral Jorginho. Mais tarde, o companheiro se tornaria o braço direito de Dunga na Seleção Brasileira, e Zé Carlos tomaria outros rumos.

Mais tarde passou a defender o time de masters do Flamengo, ao lado de nomes como Adílio e Rondinelli em viagens por todo o Brasil. Ainda neste período, defendeu o Mais Querido nos torneios de Showbol.No ano de 2009, enquanto viajava com o time de masters, descobriu ser portador de um câncer de abdômen que já havia chegado em estágio avançado. Apesar de ter mostrado, na luta contra a doença, a mesma garra dos tempos de goleiro do Flamengo, Zé não conseguiu vencer esta batalha, e faleceu no dia 24 de Julho de 2009 deixando para a imensa torcida do Fla, a boa lembrança dos tempos em que foi a parede rubro-negra.

Nome Completo: José Carlos da Costa Araújo
Dia do Nascimento: 7 de Fevereiro de 1962
Local: Rio de Janeiro (RJ)
Posição: Goleiro
Número de Partidas pelo Fla: 352
Número de Gols pelo Fla: 1

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Tá na cara que vai dar empate

“Tá na cara que vai dar empate, prá dá renda”. Foi assim, num português, digamos, bem popular, que o meu amigo até hoje arrependido me respondeu, quando perguntei se ele iria ao Flamengo x Vasco que deu ao Rubro-Negro o Carioca de 1978.

Na época, vale ressaltar, os clubes ainda dependiam, e muito, de bilheteria, e a daquele ano, caso ocorresse efetivamente uma decisão de verdade, os dois rivais disputando o título sob as mesmas condições, prometia ser fantástica.

Esse diálogo se deu, de verdade, num restaurante da Garcia D´´Avila, em Ipanema, e o sujeito que fez tal declaração, acreditem, vez por outra cruza comigo e fico meio constrangido, pois a minha reação, entre uma e outra garfada de filé com fritas, foi um tanto radical.

Hoje, mais de 30 anos depois, eu continuo reagindo contra essa estupidez - “Esse jogo é prá dá (sic) renda” – e na realidade a minha revolta é ainda maior, porque depois de trabalhar 20 anos com futebol, mais precisamente desde 1989, sei da intensidade com que se disputa cada partida.
Assim ficou difícil explicar a esse amigo que a conquista do Estadual de 1978 começou exatamente no dia em que a diretoria do Flamengo já havia entendido que seria mais interessante faturar o título do que correr o risco de perdê-lo numa eventual decisão.

E mais, que os próprios jogadores, como já esclareceram muitos dos ídolos da época, como Rondinelli, Júnior e Zico, que ganhar o campeonato começaria a fortalecê-los definitivamente. Sabe-se hoje que os cartolas provavelmente iniciaram um processo de renovação, trocando e dispensando um punhado de peças – talvez até o próprio Zico – no caso de um insucesso.

Explica-se: o Flamengo já havia sido derrotado no Carioca de 1977 para o Vasco. Assim, caso se repetisse a dose, ficaria evidente, segundo a visão da turma, na teoria e na prática, que aquele grupo era “perdedor”.

Eu cheguei no Maracanã, naquele domingo, 3 de dezembro de 1978, por volta de uma da tarde. Não havia, naquele tempo, para o bem do povo e felicidade geral, essa bobagem de “choque de ordem”, que proíbe o cidadão – que trabalha e paga imposto – de beber a sua cervejinha em torno do estádio. Ainda não havia, por aqui, a Suíça imposta pela Guarda Municipal. Também não existia celular. E isso acabou me impedindo de telefonar ao meu amigo, já distante pela ausência da tecnologia, e dizer-lhe que havia um clima absolutamente favorável à nossa vitória.

O Flamengo x Vasco de 1978 foi um jogo de poucas chances de gol. Aos 40 minutos do segundo tempo, Rondinelli resolveu sair jogando e perdeu a bola para Roberto Dinamite, que deixou Paulinho Massariol na cara de Cantarelli. O atacante chutou torto.

Pois dois minutos depois, Rondinelli, ainda candidato a vilão, partiu para a área cruzmaltina, na esperança de aproveitar um escanteio que Marco Antônio cedera de forma infantil. Cheguei a comentar com meu amigo Sérgio Peçanha, com ce cedilha ou dois esses, pouco importa , antes da cobrança. “Pô, mas é o Zico que vai bater?”.

O resto da história todo mundo sabe. A bola entrou, o Flamengo foi campeão, a Gávea ficou superlotada – naqueles tempos o clube oferecia chope quando o clube era campeão – e os craques acabaram sendo preservados. Daí em diante foram... bem, não vou relacionar os títulos para não ocupar espaço. Dia desses, lá se vão uns seis meses, o amigo esbarrou comigo no samba, duas ou três da manhã, já bastante animado. Pôs a mão no meu ombro e exclamou. “Porra, porque você não me levou naquele jogo?”. E eu respondi, esboçando uma gargalhada. “Porque era pra dá renda!”.
Salve, Rondi! Se a Igreja Católica tem os seus santos, nós também temos os nossos.

Roberto Assaf
http://mkt.flamengo.com.br/reidorio/

terça-feira, 28 de julho de 2009

Delira Povão



Essa antiga Capa da Revista Placar parece mais atual que nunca. E a o Povão Rubro Negro, a maior Nação do Brasil vibra como nunca.

"Flamengo até morrer"

segunda-feira, 27 de julho de 2009

O primeiro treinador da História do Flamengo

O primeiro técnico de futebol do Flamengo foi um uruguaio. Ramon Platero assumiu a equipe rubro-negra em 1921. De 1912 a 1920 o Flamengo foi comandado pelo Ground Committeé que seria uma comissão técnica composta por diversos dirigentes.

domingo, 26 de julho de 2009

Flamengo - 1000 Jogos no Campeonato Brasileiro


No domingo, 26 de julho de 2009 o Flamengo atingiu mais uma marca histórica: o primeiro clube a chegar aos 1000 jogos no Campeonato Brasileiro. Mais um recorde e mais uma mostra por quê o Flamengo é o Maior Clube do Brasil.

sábado, 25 de julho de 2009

Papel de Parede Flamengo - O Dia


Mais um papel de Parede. Esse foi criado pelo jornal "O Dia", e apesar de ter um escudo antigo é muito bonito. Valeu Galera. Valeu Nação.

"Flamengo, eternamente em meu coração.
Flamengo, eternamente raça, amor e paixão."

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Festa na Favela

Durante anos e anos, quando o Flamengo perdia um clássico (ou estava perdendo momentaneamente) era sempre comum ouvir a torcida adversária gritar:

Favelaaaaaaa
Favelaaaaaaa
Silêncio na Favelaaaaaaaaaaaaa

Tal preconceituoso grito vinha do fato da torcida do Flamengo ser maioria nas favelas. O que eles não via é que o Flamengo também é maioria dentro das grandes empresas, das faculdades, da Academia Brasileira de Letras e onde mais existisse um aglomerado humano. Mas voltemos ao grito. Essa bobagem era comum. Mas agora, assim como fizemos com o Urubu (também criado como algo ofensivo Leia aqui), também assumimos esse grito. É uma honra ser o time da Favela. E agora é comum ouvir o grito quando o Flamengo ganha, dessa vez vindo da Magnética Rubro Negra:


Favelaaaaaaa
Favelaaaaaaa
Festa na Favelaaaaaaaaaaaaa

quinta-feira, 23 de julho de 2009

..e as multidões despertaram!

Elas despertaram em preto e vermelho e tomaram o coração do Brasil.

Primeiro eram uns poucos gaiatos que sem campo, mas com orgulho demais pra treinar em Laranjeiras, se arrumaram num gramado no Russel, na Glória. Depois, aquela gente de boa família virou espetáculo, nunca craques eram vistos de tão perto, democraticamente, e quando se viu era carnaval na cidade. De boca em boca os meninos passavam o amor pelo time e de repente o reco-reco se espalhava até o Largo do Machado, além dele, num carnaval fora de época. Era mais uma vitória do Flamengo.

O amor subiu o morro e desceu o asfalto, em pouco tempo o Rubro-negro já era “o mais querido”.
A rádio, fonte de informação e inspiração dos brasileiros de todos os cantos, levava em suas ondas os novos craques. O território nacional foi tomando as cores vermelho e preto.

Se fora de campo o Flamengo conquistava corações, dentro dele se coroava com títulos.

Desde que perdeu o carioca para o time “B” do Fluminense – o primeiro time do Flamengo era formado por dez ex-tricolores – em sete de julho de 1912, a rivalidade só fez crescer. Segundo Nélson Rodrigues foi essa derrota que se gravou na carne e na alma flamenga e que fez dele o grande conquistador.
Hoje o Fla deixou pra trás o Flu e tomou na bola, na boa, a hegemonia do título estadual. Está sem perder decisão para times do Rio desde 95. Em treze anos chegou e levou sete estaduais e uma Copa do Brasil em cima de cariocas. É a maior torcida do Brasil, quiçá do mundo, é uma nação em que time e apaixonados se completam.

A hegemonia vai ter que ser defendida a cada campeonato, heróis vão surgir – como nasceram de Zico a Zizinho, de Bruno a Pet, Evaristo, Junior, Joel, Leandro, Leônidas... –, dramas vão se desenhar, festas faremos, mas com essa torcida, o que posso garantir é que acredito na previsão do mestre Nelson:
“Há de chegar talvez o dia em que o Flamengo não precisará de jogadores, nem de técnicos, nem de nada. Bastará a camisa, aberta no arco. E, diante do furor impotente do adversário, a camisa rubro-negra será uma bastilha inexpugnável”. Sentença de tricolor!

Renata Cordeiro
http://mkt.flamengo.com.br/reidorio/

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Flamengo 5 X 2 Corinthians - Grande Jogo

No dia 28 de agosto de 1994 um jovem e desacreditado time do Flamengo entrou no campo mágico do Maracanã (O Teatro dos Sonhos Brasileiro) para enfrentar o Corinthians. Aquele time cheio de garotos não passava muita confiança, mas os paulistas se esqueceram de um detalhe, eles estavam vestindo o fardamento mais mágico do mundo: a Camisa do Flamengo. E assim aquele time começou a fazer gols e o jovem Magno, que conseguiu um ligeiro brilho no Flamengo, fez 3 gols (o então jovem Savio também deixou o dele). E o Corinthians voltou para São Paulo com 5 tentos no balaio e a ceretza que o Manto Sagrado pode tudo.


Veja a ficha do jogo:

C.R. Flamengo 5 x 2 Corinthians (SP)
Campeonato Brasileiro
28/08 - Estadio: Maracanã - Rio de Janeiro
Time: Gilmar, Fabiano(Paulo Nunes), Gelson, Índio, Marcos Adriano, Charles Guerreiro, Hugo, Marquinhos, Nélio, Magno e Savio.
Gols: Magno(3), Marcos Adriano e Savio.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Grandes jogadores do Flamengo - Gamarra

Gamarra foi um dos maiores zagueiros que o futebol já viu. Com muita raça, porém com poucas faltas, o paraguaio encantou a todo o mundo, principalmente representando sua Seleção, na Copa de 1998, na França. No Flamengo, foram apenas 30 partidas. Pouco, mas o suficiente para deixar com saudade os torcedores rubro-negros.

Em 2000, o Clube da Gávea não teve um bom ano, mas no ano seguinte, Gamarra comandou a zaga do Fla ao lado de Juan e com o olhar atento de Zagallo no banco de reservas treinando a equipe.

Foi um dos destaques das conquistas do tricampeonato estadual e da Copa dos Campeões. Antes, já havia feito história no Internacional e no Corinthians, conquistando o Campeonato Gaúcho de 1997, o Paulista de 1998 e o Brasileiro de 1999, que precedeu uma frustrada experiência no Atlético de Madrid. Por isso, o zagueiro ainda tinha o desejo de voltar à Europa.

Mas sua saída do Flamengo foi tumultuada, devido a problemas financeiros. No entanto, o jogador conseguiu se transferir para o AEK Atenas, da Grécia, onde ficou até 2002. De lá, foi para a Inter de Milão, e passou ainda pelo Palmeiras, pelo Ethnikus Piraeus, da Grécia, e finalmente encerrou a vitoriosa carreira no Olímpia do Paraguai.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Não sei quem um dia disse que “os brasileiros nascem flamengos; depois é que alguns degeneram”.

Não sei quem um dia disse que “os brasileiros nascem flamengos; depois é que alguns degeneram”. Concordo. Mas acontece que, embora tendo nascido flamengo, só o descobri numa noite há cinqüenta e três anos. A data é fácil de saber: foi a noite de 4 de abril de 1956, data do segundo tricampeonato do Flamengo, que então completaria seus sessenta anos, em novembro. Era uma melhor-de-três com o América, o clube mais simpático do Rio de Janeiro. O mais querido contra o mais simpático. A primeira partida, o Flamengo vencera por um mísero 1 a 0. A segunda fora um massacre americano: 5 a 1. Meu pai, americano doente, estava duplamente feliz, o América vencera e seu filho único fazia primeira comunhão.

Não assisti à partida final. “'Vi” o jogo pelo rádio. O América era o favorito. Entrou em campo com banca de campeão. O Flamengo, de calções negros, pisava no gramado com humildade e de luto (pelo recém falecido Presidente do Clube, Gilberto Cardoso). O juiz da peleja era o fero Mário Vianna — “com dois enes, falou, está falado”. Na tribuna de honra, o Presidente Juscelino Kubitschek.

O América tinha um goleiro meio “presepeiro”, meio exibicionista, o Pompéia, que gostava de fazer defesas e “pontes” espetaculares para a torcida americana e para a galera em geral. E, naquele jogo, para desespero e sofrimento dos torcedores rubro-negros, estava com pinta de que ia pegar tudo. No entanto, era noite de Dida. O alagoano endiabrado deu o passe para o primeiro gol do Flamengo. E fez o segundo, o terceiro e o quarto — este último quase ao apagar das luzes, aos 44 minutos do segundo tempo. Conta o jornalista Mário Filho, em seu antológico Histórias do Flamengo, que o Presidente Juscelino deu um pulo e aplaudiu de pé. A torcida invadiu o gramado e comemorou o tri. Eu, em casa, me descobria flamengo desde e para sempre, sem jamais degenerar.

Afinal, ensina o tricolor Mário Filho, dono do Jornal dos Sports e pai da crônica desportiva moderna, é mais difícil deixar de amar um clube de futebol do que uma mulher (os vira-casacas são uma espécie raríssima). No fundo, Mário Filho tinha também o coração rubro-negro, como o irmão, o maior dos tricolores, Nelson Rodrigues. Ambos conhecedores, aliás, das origens do Clube, que nada teve a ver com o Fluminense, em seu nascimento.

Pois o Flamengo não nasceu como clube de futebol. Os rapazes que o fundaram, a 17 de novembro de 1895, eram remadores. Acertaram que o Clube de Regatas do Flamengo deveria comemorar seus aniversários no dia 15, para coincidir com a data da recém-proclamada República. Este fato desfaz um velho mito, repetido até por flamengos (perdão, não gosto muito do termo flamenguista — o "ista'' me soa mal, como pejorativo) menos avisados, de que o Flamengo teria sido "filho” do Fluminense.

Em 1911, nos tempos do amadorismo, quando se jogava o football — ainda um esporte meio inglês — por amor à bola e à camisa, um grupo de jogadores tricolores, rapazes de boas famílias, se desentendeu lá com o pessoal das Laranjeiras e decidiu se juntar à turma do remo do Flamengo, para criar o departamento de esportes terrestres de um clube, até então, exclusivamente dedicado a regatas.

Por ironia, e a bem da verdade, devo relembrar que o primeiro Fla-Flu, em 1912, foi vencido pelo timinho do Fluminense: 3 a 2. Digo “por ironia”, porque a História registra que os jogadores que o Flamengo acolheu eram os melhores. E falo em "timinho" sem maior maldade ou desrespeito ao pseudopapai, até porque se gabam os tricolores de que muitas das grandes conquistas do Fluminense foram obra de equipes sem craques de renome (a galera pó-de-arroz nunca confundiu “timinho” com “timeco”.).

Sempre resisto a apresentar uma lista dos craques que formariam o melhor time do Flamengo de todos os tempos. Como sempre acontece com essas listas — afinal, cada torcedor tem a sua —, é inevitável que fiquem nomes de fora. De minha parte, gostaria de citar muitos heróis rubro-negros, que marcaram a História do Mais Querido. Mas os mais velhos se lembrarão de muitos outros: um Rubens (o Doutor Rúbis), meia armador clássico, que fez a torcida matar as saudades do antológico Zizinho; também ouvi falar em Fausto, a Maravilha Negra, Leônidas da Silva. Mas vi jogar Zico e Júnior.

No momento em que o Botafogo perde a terceira final consecutiva para o Flamengo, é bom recordar, especialmente aos de fraca memória, que foi no Flamengo onde o maior ídolo botafoguense encontrou o seu último grande clube, porto de abrigo derradeiro, antes do naufrágio no alcoolismo irreversível, na decadência financeira e no abandono. Com generosidade, mas com muita esperança, o Mais Querido, que tanto sofrera com as diabruras das pernas tortas do Mané, tentou recuperar para o futebol brasileiro aquele que fora, como ele próprio — Flamengo — sempre será, a Alegria do Povo.

Pedro Fernando Brêtas Bastos
http://mkt.flamengo.com.br/reidorio/

domingo, 19 de julho de 2009

Grandes Craques da História - Nonô


Claudionor Gonçalves da Silva, o Nonô, é o décimo quarto maior artilheiro da história do Flamengo, com 123 gols em 143 jogos disputados. Destaque do clube de 1920 a 1930, Nonô foi o jogador que mais marcou com a camisa do clube na década de 20. Conquistou quatro títulos e fez parte da geração que profissionalizou o futebol rubro-negro que ainda jogava no estádio da Rua Paysandu. Em 1925, quando o conquistou o seu terceiro título carioca pelo Flamengo, obteve a incrível marca de 30 gols em 21 partidas no ano pelo clube. Ao todo Nonô fez 143 jogos e 123 gols com a camisa do time de Maior Torcida do Mundo.

Fonte: Flapedia

sábado, 18 de julho de 2009

Foto do Time do Flamengo de 1997

Mais uma foto antiga, dessa vez do time do Flamengo de 1997. Nesse time vemos alguns jogadores que deixaram saudades e outros que não trazem boas recordações.

Vamos Flamengo, vamos ser Campeões, Vamos Flamengo

sexta-feira, 17 de julho de 2009

MARCA HISTÓRICA - FLAMENGO ETERNAMENTE 1.000.000 DE PAGE VIEWS

Nação Rubro Negra, esse mês de julho nos trouxe uma marca histórica. Atingimos a marca de 1.000.000 de Page Views nesse ano e meio que estamos no ar.

Gostaríamos de agradecer a toda a Torcida do Flamengo que nos possibilitou chegar tão longe e prometemos nos empenhar para chegar a outras marcas históricas, sempre trazendo conteúdo de qualidade e resgatando um pouquinho da vastíssima história do Flamengo.