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sábado, 15 de agosto de 2009

Jogadores Estrangeiros que mais marcaram gols pelo Flamengo

Ao longo de sua história, o Flamengo teve alguns craques nascidos fora das fronteiras brasileiras. Essa é a lista de estrangeiros que mais fizeram gols pelo Flamengo.

Doval 92 gols Argentina
Benitez 75 gols Paraguai
Dejan Petkovic 57 gols Sérvia
Sidney Pullen 47 gols Inglaterra
Agustín Valido 45 gols Argentina
Alfredo González 31 gols Argentina
Fritz Engel 23 gols Alemanha
Agustin Cosso 20 gols Argentina
Espanhol 15 gols Espanha
Cesar Ramirez 11 gols Paraguai
Dario Bottinelli 9 gols Argentina






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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Títulos do Atletismo do Flamengo


O Flamengo conquistou diversos título no Atletismo.

A imagem ao lado foi tirada do Estatuto do Flamengo, de 1933.

Maratona de Beppu (Japão) de 1999:
Éder Fialho trouxe este título do Japão para a Gávea.

I Meeting Social Inter-Clubes de 1999.

Taça Adhemar Ferreira da Silva de 1998:
A Competição foi disputada pelos atletas das categorias adulta e menor.
Masculino: 1) Flamengo - 109; 2) Arpoador - Rio - 102; 3) Mangueira - 92
Feminino: 1) Arpoador - Rio - 94; 2) Flamengo - 90; 3) Vasco da Gama - 86
Classificação Geral: 1) Flamengo - 199; 2) Arpoador - Rio - 196; 3) Mangueira - 169

Torneio Feminino do Rio de Janeiro: 1968 e 1971.

Troféu Gilberto Cardoso: 1957, 1963, 1965, 1966, 1967 e 1968.
Em 1957, o Flamengo somou 294 pontos, contra 230 do Vasco da Gama e 190 do Fluminense.
Em 1963, o Flamengo somou 280,5 pontos, contra 228 do Fluminense.
Em 1965, o Flamengo somou 305 pontos, contra 256 do Botafogo.
Em 1967, o Flamengo somou 418 pontos, contra 226 do Fluminense.

Troféu General Elói: 1966.

XIV Jogos da Primavera: 1962 (Decatlo).

Torneio Rubens Esposel Pinto: 1957.
O Flamengo somou 256 pontos contra 237 do Vasco da Gama.

Torneio Emílio Ribas: 1957.

Jogos da Primavera/Jornal dos Sports: 1955, 1956 e 1957.

Prova Rústica da Lagoa: 1953 e 1954.
Em 1953, o atleta foi Sebastião Mendes.
Em 1954, o atleta foi Geraldo Caetano Felipe.

Prova Rústica da Ilha do Governador: 1954
O atleta foi Geraldo Caetano Felipe.

Prova Rústica do Grajaú: 1952, 1953 e 1954.
Em 1952, o atleta foi Sebastião Mendes.
Em 1953 e em 1954, o atleta foi Geraldo Caetano Felipe.

Prova Rústica do Horto Florestal: 1952, 1953 e 1954.
Em 1952, o atleta foi Sebastião Mendes.
Em 1953, o atleta foi Hílson do Nascimento.
Em 1954, o atleta foi Albertino José Bandeira.

Troféu Imprensa: 1953.

Pentlato Clássico: 1921.

Taça Quinze de Novembro: 1919, 1920 e 1921.

Torneio Interestadual dos 100 metros rasos: 1920.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Antigo Desenho do CRF do Flamengo


Desde sempre o Flamengo tem as suas iniciais, CRF, bordadas nas camisa. Mas a princípio o desenho das iniciais do Flamengo eram diferentes do que vemos hoje. Esse desenho que vemos acima que era o usado na camisa do clube.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Bria - O Ídolo Paraguaio do Flamengo


Modesto Bria (Encarnación, 3 de Agosto de 1922), foi um jogador e técnico de futebol do Clube de Regatas do Flamengo.
Bria chegou ao Flamengo trazido por Ary Barroso. Começou a jogar pelo Flamengo em 1943 e disputou ao todo 369 jogos marcando 8 gols.
Como técnico dirigiu o clube em quatro oportunidades, a primeira em 1959 e a ultima em 1981. Tendo ainda outras duas passagens em1967 e 1971. Como técnico comandou o Flamengo em 80 partidas, venceu 44, empatou 15 e perdeu 21.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

O Flamengo em 1934

A implantação do regime remunerado levou os clubes a criar novas competições. Era preciso faturar para manter a folha de pagamento. O Torneio Extra surgiu em 1934, disputado pelos integrantes da liga Carioca de Football (LCF), a entidade profissionalista.

O Flamengo foi o primeiro clube a conquistar tal campeonato. Mas por pouco não o deixa escapar, por causa do impressionante desanimo que tomou conta do técnico, Flávio Costa, e dos jogadores após a derrota de 5 a 4 para o São Cristovão, no dia 13 de outubro, com um gol no ultimo minuto de jogo.

"O rapaz do placard pediu augmento de ordenado, cançado de tanto trabalho... Isso dizem os alvos, com bom humor, porque no seio do Flamengo nunca uma derrota foi tão sentida quanto a de sabbado. Seus players sumiram dos pontos habituais, e quando de raro em raro surgem, é com tristeza estampada no semblante, recordando um dia negro", registro o Jornal dos Sports, que publicou entrevistas com Flavio e com o ponta Jarbas.

"Sempre reputei o jogo nocturno no campo do São Cristovão como uma aventura. A tabella marcava a peleja para domingo a tarde", disse o técnico numa crítica evidente à sua diretoria, que concordou com a antecipação da partida. "Ninguém via o keeper deles naquela escuridão. Francisco vestiu-se de sombra. Na próxima vez levarei um lampião para iluminar o goal", garantiu Jarbas.

O bom humor de craques como o ponta rubro negro acabou por reanimar o grupo, tarefa mais complicada para uma época em que os jogadores, embora já profissionais, tinham sem dúvida mais amor à camisa. Com mais cinco vitórias, um empate e apenas uma derrota, o Flamengo chegou à decisão, na qual venceu o Fluminense por 2 X 1 em jogo realizado no campo do América. O bem humorado Jarbas fez o gol do título.

Ir para o índice da história do Flamengo ano a ano

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Maior goleada do Flamengo sobre o Corinthians

No dia 22 de dezembro de 1949, o Flamengo entrou em campo do Estádio São Januário para enfrentar o Corinthians, pelo Torneio Rio São Paulo. E os corintianos nunca vão esquecer aquele dia. O Flamengo sapecou meia dúzia nos paulistas e construiu a sua maior vitória sobre o time alvi negro. Durval fez nada mais nada menos do que cinco gols e Cidinho completou o passeio.

C.R. Flamengo 6 x 2 Corinthians (SP)
Torneio Rio-São Paulo
22/12/1949 - Estadio: São Januario - Rio de Janeiro
Time: Garcia, Juvenal, Newton, Biguá, Bria(Jaime), Valter, Cidinho, Zizinho, Gringo(Beto), Durval e Esquerdinha.
Gols: Durval(5) e Cidinho.

domingo, 9 de agosto de 2009

Zagalo - O Formiguinha do Flamengo


Alagoano de Maceió, o ex-jogador Zagallo foi criado no Rio de Janeiro e deu ínicio á sua carreira nos idos de 1950 jogando como ponta-esquerda pelo saudoso América RJ.
Bastante jovem, em 1951 transferiu-se para o Flamengo e passou a se projetar no futebol brasileiro. Foram sete anos na Gávea, período em que atuou em 217 partidas vestindo o Manto. Ao lado de craques como Evaristo, Dida e Joel, formou no Flamengo um ataque que manteve uma hegemonia no futebol carioca durante a década de 50. Foi ainda tricampeão carioca no Rubro-Negro, conquistas que fizeram com que o Mário Jorge Zagallo ganhasse uma vaga na Seleção Brasileira. Com ele o Brasil inovou taticamente e jogou em 1958 no esquema 4-3-3, pois Zagallo era um ponta esquerda que recuava para ajudar no meio-de-campo.
Era o armador pela esquerda, o desafogo da defesa, o idealizador do contra ataque, o ajudante no lateral, o formiguinha do time brasileiro campeão do mundo em 1958. Nessa Copa e na seguinte (1962) deixou na reserva Pepe, grande astro do Santos e companheiro de Pelé, além de desbancar o badalado Canhoteiro do São Paulo.
No ano em que se sagrou campeão mundial pela primeira vez, trocou o Mais Querido do Brasil pelo rival Botafogo que tinha nomes como Garrincha, Didi e Nilton Santos. Ficou no clube de General Severiano até pendurar as chuteiras no ano de 1965, antes disso porém, ainda conseguiu faturar o bicampeonato Carioca de 1961 e 1962 pelo clube da estrela solitária.

sábado, 8 de agosto de 2009

Um gol antológico do Flamengo

Ser Flamengo é ter a certeza de sentir o amor no seu sentido mais genuíno. Amamos o Flamengo e os outros são sempre, e somente, “os outros”.

Já vivi diversos momentos inesquecíveis como Flamengo. Como esquecer do gol com a cara na lama de Almir contra o Bangu em 1966? Do gol do Fio contra o Benfica, que inspirou a música do então Jorge Ben? E a estreia de Doval na partida em que o Urubu marcou sua entrada em cena como emblema do time e torcida?

O que dizer do gol do Rondinelli na final de 1978? Do gol do Nunes na final contra o Atlético no Brasileiro de 1980? E os Dele contra o Cobreloa na final da Libertadores de 1981? E os de Nunes e Adílio contra o Liverpool na conquista do Mundial Interclubes, comandados por Ele?

Daí até 1992, quando nos sagramos pentacampeões brasileiros, passando pelos 6 a 0 contra o Botafogo (depois 6 a 1), pelas conquistas dos Brasileiros de 1982, 1983 e 1987 e os estaduais de 1986 e 1991, foram tantas emoções, como diria o outro Rei, que não haveria espaço para elencá-las. Ser Flamengo é maravilhoso, inexplicável.
De 1992 a 2001 o Flamengo teve momentos marcantes, como os diversos gols de Romário e o gol de Rodrigo Mendes na final contra o Vasco em 1999, que iniciou a arrancada para o quarto tri. Mas nenhum se compara ao do Pet na final de 2001.

Havíamos perdido a primeira partida da final por 2x1, o que dava ao adversário a vantagem de jogar pelo empate e por uma derrota simples. Ao Flamengo só restava a vitória por dois gols de diferença. A Gávea viveu uma semana intensa e muitos dirigentes queriam a saída do Pet. Diziam que ele era “criador de casos” e que não “jogava essa bola toda”. Como fazia parte do Conselho de Administração, argumentei com alguns conselheiros que ele iria nos dar o tricampeonato, que era o mais talentoso do time e era reverente a Ele. Por diversas vezes Pet disse que seu ídolo era Zico.

Não fui ao Maracanã. Decidi ver sozinho pela televisão. Fiz todas as “mandingas necessárias”, me concentrei em cada lance, me transportei para o campo e suei como se tivesse jogado com os heróis daquela conquista. Como somos diferentes quantitativa e qualitativamente, as imagens da televisão mostravam o estádio tomado por 2/3 de rubro-negros. O Flamengo faz o primeiro gol, de pênalti, convertido por Edílson. Mas o adversário empata em seguida e fomos para o vestiário precisando de dois gols para o consagrador tricampeonato.

Aos oito minutos do segundo tempo, Edílson desempata de cabeça em jogada de Pet. A partir daí até os 43 minutos a partida foi tensa e dramática. O Flamengo foi todo ao ataque. O adversário, recuado, ameaçava nos contra-ataques. Julio César, nosso goleiro, defendeu bolas com os pés, mãos, corpo, tudo. Era uma muralha no gol. A torcida rubro-negra incentiva o time. A do adversário parecia pressentir a tragédia (para eles, claro) e permanecia muda. Diante da televisão, eu já estava todo molhado, contorcido, jogando intensamente com o time. Até que surgiu a falta, a meia distância, a favor do Flamengo. Desde 1990, Ele já estava aposentado pelo Flamengo.

Quando vi Pet ajeitando a bola pensei Nele. Camisa 10 igual a Ele. A bola fez uma curva e entrou no único lugar em que o goleiro, que ainda toca nela com os dedos, não podia defender. Pet sai correndo em direção à torcida e cai de costas no chão. Os jogadores correm para abraçá-lo, Zagallo beija Santo Antonio, a Maior Torcida está enlouquecida, o narrador grita o gol, e eu entrei em um choro convulsivo.

Dali até o final da partida, enquanto durava meu choro incontrolável de felicidade, o filme de momentos inesquecíveis me veio à mente. Neste filme Ele era o grande protagonista. Meu filho caçula, na época com quatro anos, hoje apaixonado pelo Flamengo como o pai, entrou no quarto. Eu não o vi entrando. Não sabia que estava ali. Quando percebi sua presença e vi a cara de espanto por ver o pai chorar, eu lhe disse: “Filho, papai está chorando de alegria. Um dia você vai entender”. Ele já entende, assiste aos jogos comigo e adora escutar minhas histórias sobre o Flamengo.

Dias depois, encontrei, por acaso, Pet no estacionamento do clube. Ele estava falando ao telefone. Esperei que terminasse, me aproximei e lhe agradeci, dizendo que aquele gol tinha sido o momento mais emocionante de minha vida como rubro-negro desde o penta brasileiro em 1992.
Naquela partida memorável, destaque também para o goleiro Julio César. Se o gol do Pet é o que ficou mais marcado na memória, não podemos nos esquecer da muralha que estava no nosso gol.

Ronaldo Helal

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

A camisa do Flamengo é mais que uma simples vestimenta esportiva

A camisa do Flamengo é mais que uma simples vestimenta esportiva. Ela é o tesouro de cada torcedor que pede aos jogadores que nela transpirem até a última gota de suor. Ela é o Manto Sagrado, que inspirou centenas de canções que a veneram. Ela é o símbolo que une todos os Rubro Negros espalhados pelo mundo. É o sangue, a alma e o coração de uma torcida que a ama incondicionalmente. A camisa que tantos ídolos e heróis ostentaram por mais de um século com fervor e paixão. Essa é a camisa do Flamengo.

Flamengo até morrer

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Grandes Decepções da História - Bigu

DÉCADA DE 80: NO MENGÃO ERA... BIGU + 10
A quantidade de jogadores que ouvi ou li, que se tornariam craques e não vingaram é enorme. As pessoas com, no mínimo, 30 anos, devem se lembrar o cabeça-de-área Bigu, do Flamengo? O então técnico Carlos Alberto Torres estava tão empolgado que na véspera de um jogo, o jornalista perguntou a escalação do Rubro-Negro e o Capitão do Tri respondeu de prima: “É Bigu e mais 10”.
No próprio Flamengo, em 1987, surgiu um meia-esquerda de 17 anos. O nome dele era Luís Antônio. Ele surgiu daquela geração de Júnior Baiano, Paulo Nunes, Djalminha, Rogério, entre outros. No entanto, apesar de ter sido campeão Brasileiro daquele ano, o craque esperado nunca surgiu.

http://jsports.uol.com.br/portal/processablog.php?modulo=montablog&blog=16

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Foto do Flamengo de 1957


Mais uma foto histórica, dessa vez do Flamengo de 1957. O time tinha Dida, Zagalo, Henrique e outros craques, que vestiram a camisa do Flamengo, em mais essa oportunidade.

Mande sua foto para a gente.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Flamengo Campeão da Taça José João Altafini "Mazolla".

No dia 05 de julho de 1975 o Flameno enfrentou a famosa Juventus da Itália pela Taça José João Altafini "Mazolla". E a "Vecchia Signora" voltou para a Itália com uma derrota na bagaem. Com gols do Galinho e do Gringo Doval o Flamengo bateu a equipe Alvi Negra e levantou a Taça que homenagiava o famoso ex-jogador das seleções Brasileira e italiana. Mais um clube do mundo que conheceu a força do Flamengo

C.R. Flamengo 2 x 1 Juventus ( ITÁLIA )
Taça José João Altafini "Mazolla".
05/07 - Estadio: Maracanã - Rio de Janeiro
Time: Cantareli, Júnior, Rondineli(Jaime), Luís Carlos, Rodrigues Neto, Liminha, Geraldo(Vanderlei), Doval, Luisinho, Zico e Luís Paulo (Júlio Cesar).
Gols: Doval e Zico.
(C.R. Flamengo Campeão)

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Flamengo - Campeão Carioca de Futmesa ( Futebol de Botão ) 2009

Advinhem quem foi o vice?

Campeão da Taça Guanabara no dia 31 de Maio de 209, o Flamengo venceu o Vasco pela Taça Rio e conquistou o Estadual sem necessidade de disputar uma finalíssima.

Final da Taça Rio:
05/07/09
Vasco da Gama 15 - 27 ** Flamengo

Os Campeões Estaduais:
2009 - Flamengo

Os Campeões da Taça Guanabara:
2009 - Flamengo

Os Campeões da Taça Rio:
2009 - Flamengo

http://esporterio.blogspot.com/2009/07/cr-flamengo-campeao-da-taca-rio-e.html

domingo, 2 de agosto de 2009

Fita Azul - Por que o Flamengo não foi Premiado?

Fita Azul era um prêmio concedido aos clubes de futebol que após suas excursões internacionais, retornavam invictos ao Brasil. Inicialmente a "Fita Azul" era concedida pela Confederação Brasileira de Desportos (CBD), entidade antecessora da CBF, que posteriormente acabou desistindo da idéia. Porém, o jornal "A Gazeta Esportiva", conceituado periódico paulista no ramo esportivo, decidiu continuar com a premiação por algum tempo, mas logo acabou desistindo de conceder tal gratificação. De maneira resumida, a "Fita Azul" era uma medalha de "Honra ao Mérito" entregue aos times que representaram bem o Brasil no exterior. (Veja relação de Campeões aqui)

Não se sabe por que o Flamengo não consta na relação de campeões, apesar de em oportunidades, como essa de 1951, o Flamengo tenha ficado 10 jogos invicto. No mesmo ano a Portuguesa foi agraciada com o prêmio tendo ficado também 10 jogos invicta jogando alguns jogos também na Suécia (http://www.sitedalusa.com/fita/fita51.php)

Eis a relação que deveria valer o prêmio ao Flamengo.

C.R. Flamengo 1 x 0 Malmoe (Suécia)
Amistoso
16/05 - Estadio: Rasunda - Estocolmo - Suécia
Time: Garcia, Biguá, Pavão, Bria, Valter, Bigode, Nestor, Hermes, Adãozinho, Índio(Aloísio) e Esquerdinha.
Gol: Esquerdinha.


C.R. Flamengo 6 x 1 AIK (Suécia)
Amistoso
20/05 - Estadio: Rasunda - Estocolmo - Suécia
Time: Garcia, Biguá, Pavão, Valter, Bria(Dequinha), Bigode, Nestor, Hermes, Adãozinho, Índio e Esquerdinha.
Gols: Hermes(3), Índio, Adãozinho e Esquerdinha.

C.R. Flamengo 2 x 0 Malmoe (Suécia)
Amistoso
23/05 - Estadio: ? - Malmoe - Suécia
Time: Garcia, Biguá, Pavão, Valter, Dequinha, Bigode, Nestor, Hermes, Adãozinho,Índio e Esquerdinha.
Gols: Nestor(2).

C.R. Flamengo 2 x 1 Sundvall (Suécia)
Amistoso
27/05 - Estadio: ? - Sundvall - Suécia.
Time: Garcia, Biguá, Pavão, Valter, Dequinha, Bigode, Nestor, Hermes, Adãozinho, Índio e Esquerdinha.
Gols: Índio e Pavão.

C.R. Flamengo 3 x 0 Elfsborg (Suécia)
Elfsborg Cup
01/06 - Estadio: ? - Boras - Suécia
Time: Garcia, Newton, Pavão, Bria, dequinha, Biguá, Nestor, Hermes(Aloísio), Adãozinho, Índio e Esquerdinha.
Gols: Nestor, Hermes e Larsson(contra).
(C.R. Flamengo Campeão)

C.R. Flamengo 2 x 0 Seleção de Copenhagen (Dinamarca)
Amistoso
05/06 - Estadio: ? - Copenhagen - Dinamarca
Time: Garcia, Biguá, Pavão, Bria, Dequinha, Bigode, Nestor, Hermes, Adãozinho, Índio e Esquerdinha.
Gols: Adãozinho e Esquerdinha.

C.R. Flamengo 2 x 0 Halmia (Suécia)
Amistoso
08/06 - Estadio: ? Halmstad - Suécia
Time: Garcia, Biguá, Pavão, Valter(Dequinha), Bria, Bigode, Nestor(Aloísio), Hermes, Adãozinho, Índio e Esquerdinha.
Gols: Índio e Adãozinho.

C.R. Flamengo 6 x 1 Norkopping (Suécia)
Amistoso
10/06 - Estadio: ? - Norkopping - Suécia
Time: Garcia, Biguá, Pavão, Valter, Dequinha, Bigode, Aloísio, Hermes, Adãozinho, Índio e Esquerdinha.
Gols: Esquerdinha(3), Hermes e Índio(2).

C.R. Flamengo 5 x 1 Racing Paris (França)
Amistoso
13/06 - Estadio: Parc des Princes - Paris - França.
Time: Garcia, Biguá, Pavão, Valter, Dequinha, Bigode, Nestor, Hermes, Adãozinho, Índio e Esquerdinha.
Gols: Hermes(2), Adãozinho(2) e Esquerdinha.

C.R. Flamengo 3 x 0 Belenenses(Portugal)
Amistoso
17/06 - Estadio: Restelo - Lisboa - Portugal
Time: Garcia, Biguá, Pavão, Valter, Dequinha, Bigode, Nestor(Aloísio), Hermes, Adãozinho, Índio e Esquerdinha.
Gols: Índio, Hermes e Aloísio.

sábado, 1 de agosto de 2009

Milésima vitória do Flamengo no Maracanã

Maracanã, 1000 vitórias

Que o Maracanã é a casa do Flamengo todo mundo sabe. Que o gigantesco e mitológico estádio tem sido o palco perfeito para celebrar a simbiose entre o clube e sua apaixonada torcida, isso tem sido provado desde o longínquo ano de 1950. O que poucos sabem é que esse casamento perfeito acaba de produzir o seu milésimo fruto. Sim, com o triunfo sobre o Barueri, na noite de 22 de julho de 2009, o Flamengo completou 1.000 vitórias no Maracanã. (N.E. Na verdade esse jogo acabou empatado. Assim a marca deve ter sido batida contra o Atlético Mineiro).

Mil vitórias, mil batalhas em que o bastião rubro-negro foi fincado como uma estaca no território inimigo... (ok, às vezes nem tão inimigo assim), mil ocasiões em que a massa rubro-negra se fez ouvir mais alto, forte e feliz, mil vezes, falando assim parece algo etéreo, intocável, inatingível.

Tudo começou com um prosaico amistoso contra o Bangu, que havia acabado de contratar Zizinho, o maior ídolo flamengo. Estávamos em 1950, havia apenas uma semana que o Brasil vivera o maior trauma da história de seu futebol. O triunfo por 3-1 marcou o início da “Era Maracanã” para o Flamengo, e desde então o time sairia vitorioso em pouco mais da metade das partidas disputadas no templo. No seu templo.

Mil vitórias. Quem já provou sabe que enfrentar o Flamengo no Maracanã costuma ser um inferno. Vários craques estelares podem ostentar essa marca em seu currículo. Gente como Pelé, Garrincha, Beckenbauer, Puskas, Maradona, Eusébio, Nilton Santos, Carlos Alberto Torres, Dino Zoff, Altafini, Romário, Ronaldo, Didi e Rivelino, entre outros gigantes, que viveram a experiência de enfrentar e ser derrotada pelo Flamengo no Maraca. Equipes como Juventus de Turim, Atletico de Madrid, Boca Juniors, Benfica, River Plate, New York Cosmos, Peñarol, times de 19 países diversos. Todos os clubes de expressão do Brasil, espalhados por 22 estados, todos eles subjugados pela magia de uma equipe que se agiganta quando está diante de seu povo, de sua gente, de sua torcida.

Mil triunfos. Há vitórias simples em jogos amistosos (ou quase), nessa lista entram jogos-treino, partidas de importância menor, mas há também triunfos decisivos, que valeram o grito de “é campeão”. Como esquecer a cabeçada de Rondinelli, a falta de Petkovic, o gol maroto de Nunes que deslocou João Leite, o toque certeiro de Bebeto se antecipando a Taffarel, o gol-relâmpago de Zico contra o Santos, a bomba de Obina que abriu o caminho da Copa do Brasil contra o Vasco, entre outros tantos gols que ajudaram a encher a Sala de Troféus da Gávea? Ser campeão é maravilhoso, com vitória no jogo final melhor ainda, e se essa vitória é conquistada em sua casa, aí beira a perfeição. Pois, nessas 1000 vitórias, o Flamengo fez sua torcida gritar “é campeão” em três Campeonatos Brasileiros, uma Copa do Brasil, 15 Estaduais, um Torneio Rio-SP e 13 Taças Guanabara, entre outros títulos menos cotados.

Mil jornadas vitoriosas que consagraram diversos personagens, que com seus pés escreveram cada página dessa história. Gente como Fio Maravilha, que com seu “gol de anjo, um verdadeiro gol de placa” marcado contra o Benfica em 1972 ganhou até música. Ou como Silva, o Batuta, que semanalmente arrombava as redes do estádio com suas bombas, na inesquecível temporada de 1965. Ou Almir, que meteu a cara na lama pra sacramentar mais uma peleja vencida, contra o Bangu em 1966, ou como Doval, Nunes, Gaúcho, Edílson, Bebeto, Romário, Cláudio Adão, Evaristo, Paulinho, Henrique, artilheiros que ajudaram a inchar bastante essa lista de vitórias. E o que dizer de Dida, que honrou por oito anos o manto flamengo, colecionando gols a ponto de se tornar o segundo maior artilheiro de sua história?

Mas nenhum jogador, de nenhuma nacionalidade ou posição, em nenhuma época foi tão íntimo, esteve tão à vontade e viveu com tanta intensidade a força da aliança entre o Flamengo time e o Flamengo torcida quanto Zico. O Maracanã era o seu teatro, era o palco onde dedilhava suas melhores notas, onde escolhia os melhores acordes para entoar para o público nos seus concertos semanais de 90 minutos. No auge da “Era Zico”, o Flamengo chegou a acumular uma série de 82 jogos sem derrota para intrusos (equipes de fora do RJ) no estádio, em um período de 1 ano e 8 meses (março de 1980 a novembro de 1982). Do total de mil vitórias no Maior do Mundo, o Galinho de Quintino foi o comandante de pouco mais de 20%, uma marca assombrosa. Ao todo, anotou 320 gols, de cabeça, de perto, de longe, de placa, de pênalti e de falta, os seus preferidos, que também deram até música (“é falta na entrada da área, adivinha quem vai bater...”). Para os adversários, o Maracanã era um assustador desafio. Para Zico, era seu lar.

Mil batalhas. Cada vitória, desde a mais fácil até a mais sangrenta, assinala a marca da defesa bem-sucedida do solo sagrado flamengo, de sua demonstração de força e caráter guerreiro. Viradas históricas, reversões inacreditáveis, como os 4-3 sobre o Vasco em 1963, salvando-se da eliminação e abrindo caminho para a arrancada do título estadual. Outro 4-3 célebre foi conseguido nas semifinais contra o perigoso e atrevido Coritiba em 1980, que fez dois gols relâmpago e obrigou time e torcida a virarem juntos o placar. Já que é pra falar de 4-3, que tal a “virada da poeira” contra o galáctico Fluminense em 2004, que deu a moral que o time precisava para o título daquele ano? Há mais viradas heróicas, há os 3-2 dos campeões do mundo sobre o São Paulo na abertura da temporada de 1982, ou os incríveis 2-1 sobre o Sport em 2008, conquistados nos seis minutos finais, debaixo de muita chuva.

Mil “cala-bocas”. Não foram poucas as vezes em que os lutadores flamengos entraram em campo cercados de desconfiança e descrença, contra um oponente considerado muito superior, e em momentos de histórica superação construíram vitórias retumbantes, como os 3-1 sobre o Bangu, “queridinho da cidade”, invicto e favorito em 1963, os 2-0 da garotada comandada por Bebeto e Aldair sobre o Vasco de Roberto, Geovani e Romário na decisão do Estadual de 1986, 2-0 da meninada de Sávio e Magno em cima do poderoso Palmeiras de Rivaldo, Evair, Edmundo e Roberto Carlos em 1994, ou as sucessivas vitórias sobre o forte Vasco do final dos anos 90, entre vários e fartos exemplos de superação.

Mil bailes. Às vezes os guerreiros flamengos defenderam sua cidadela de forma tão intensa que as linhas adversárias acabaram se rompendo com inesperada facilidade. E aí sobrevieram os dilúvios de gols, para lavar a alma da massa rubro-negra. Jogos como os quase inverossímeis 12-2 sobre o São Cristóvão, impostos pelo “Rolo Compressor” em 1956, naquela que foi a maior goleada da história do Maracanã. Aliás, como era bom de gol aquele “Rolo”! 4-1 no Vasco (1954, janeiro), 4-1 no Vasco de novo (1954, maio), 4-1 no Botafogo (1954), 5-2 no Fluminense (novamente em 1954), 6-1 no Fluminense (1955), 4-0 no Atlético-MG (1955), entre outras vítimas. Outros momentos divertidos, em outras épocas, foram os 9-2 no Cerro Porteño (1960), os 9-0 em cima da Portuguesa-RJ (1978), e as biabas de oito aplicadas no Olaria (1958), Bangu (1973), Sampaio Correa (1976), Fortaleza (1981), Madureira (1982) e Minerven, da Venezuela (1993). Mas, de todas as goleadas, uma vale como um título. Aliás, talvez nenhuma das mil vitórias tenha sido tão emblemática quanto os 6-0 sobre o Botafogo em 1981, um massacre que fez a massa flamenga explodir em festa, emoção, delírio, e principalmente alívio pelo fim de uma era de gozações e sofrimento.

Enfim, entre tantas vitórias épicas, goleadas impiedosas, triunfos de azarões, consagração de goleadores, mitos, craques e ídolos, foi forjada a identidade flamenga, a expressão de uma nação que se transfigura na face e na alma de cada torcedor, que se identifica e se vê representada pela multidão que ocupa cada pedaço de seu templo, seu espaço, sua casa, seu Maracanã e conclama seus representantes para a eterna batalha pela vitória, pela defesa de sua gente, de seu chão, de seu território. Do sagrado espaço do Maracanã.

Do Estádio das Mil Vitórias.

Adriano Melo, 37 anos, é engenheiro químico e trabalha como analista tributário em Salvador (BA). É pesquisador da história do Flamengo, tendo colaborado no hotsite oficial do clube o Rei do Rio.