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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

PERIGO ZERO! COPA DO BRASIL À VISTA!

Quando acabou o primeiro tempo de Flamengo e Internacional, quase desisti de ver o segundo, de tão chata que estava a partida.

Pra não dizer que nada aconteceu, cada uma das equipes teve apenas uma chance de gol. O dos gaúchos só não saiu porque Paulo Victor fez uma defesaça.
Paulo Victor, o Milagreiro

Mas, não adianta, flamenguista tem sempre "aquele" pressentimento de que algo pode mudar de uma hora para outra.

Isso é a rotina dos 112 anos de história futebolística rubro-negra.

E não é que vencemos o poderoso Internacional por 2 x 0, no Maraca (é nosso)?

Infelizmente, para o meu sogro, o grande Enedino, lá de Pinheiro Machado, cidade da região da Campanha, quase no Uruguai, o Colorado acabou dizendo adeus ao título de vez. 

O Inter, que era a principal equipe, na minha opinião, capaz de ser campeã, além do Cruzeiro.

De cavalo chucro, virou cavalo manco.

E se continuar dando mole, nem vai à Libertadores.

E não estou sendo irônico. O elenco do Inter é muito bom, só que às vezes dá uma de Flamengo e perde uns jogos esquisitos, como a goleada que levou do pseudo-time da Chapecoense, por 5 x 0. Perde pro Vitória, pro Figueirense e até consegue empatar com timinhos como Fluminense e Bahia.

Assim fica difícil, né?

Bem, vamos deixar o Enedino Índio Véio em paz, lá no seu rincão, e falar do Mengão.

O jogo esquentou no segundo tempo, pois os gaúchos resolveram apertar o Fla e até tiveram chances de gol. Uma delas depois de uma indecisão entre Paulo Victor e Léo Moura, na cobrança de um córner. A bola caiu nos pés do Nilmar e o Paulo Victor fez o seu segundo milagre.

Mas, com o time que tem o que mais o Flamengo quer é isso, que o adversário venha com tudo, pois o contra ataque rubro-negro é muito rápido e pode ser mortal. Como foi, né?

Poderia ter sido melhor, mas os jogadores do Flamengo finalizam muito mal e, muitas vezes, precipitadamente.

Como o Eduardo da Silva estava mal, o Luxemburgo colocou o menino Nixon, que anda numa boa fase, em campo.

Depois veio a "sacada genial" do Luxa!

Ele decidiu tirar o Everton, que além de não saber chutar, estava cansado e ia colocar o Lucas Mugni.

Viu que legal? O Mugni, aquele que sabe jogar bola, mas não quer, ia entrar...

Só que o Vanderlei Luxemburgo teve uma ideia melhor ainda. Mandou o Mugni de volta para o banco e decidiu que o Flamengo jogaria com menos um.

Tirou o Everton e colocou o Élton, "pra fazer número", como a gente diz na pelada.

E não é que o Élton tava lá, de bobeira, do lado esquerdo do campo e alguém mandou a bola pra ele?

A bola resvalou na cabeça do cara e sobrou para o Nixon, que partiu como um foguete e cruzou para o primeiro gol do baianinho Gabriel, que tá batendo um bolão!

Foi a única vez que os narradores falaram o nome desse Élton, porque, depois o Flamengo teve outras chances de contra ataque e ele estava sempre fora da área adversária. 

Êpa! Peraí! Vai ver é estratégia do cara, que fica esperando o rebote dos zagueiros.

Nixon abraça Gabriel que acabou com o jogo
É isso! Acho que descobri o segredo do Élton! Não é burro não... Não é burro não... Só é ruim de bola. Burro? Não é mesmo! Na verdade, nunca falei que o Élton era burro.

Aí o Paulo Victor fez outra defesa espetacular, os gaúchos deram bobeira numa cobrança de falta e lá partiu o Canteros, desta vez pela direita, para mais um contra ataque fulminante.

Cruzou para o Leonardo Moura, ele chutou, a bola bateu na zaga e sobrou para Gabriel, de fora da área, mandar no cantinho.

Fim de papo!

Para mim, acabou a "confusão" que tanto amedrontava o Pofexô.

Faltam seis pontinhos em oito jogos. 

O Pofexô tá rindo à toa
Um deles é sábado, contra o Botafogo (coitado...), lá em Manaus. Acredito que o Luxemburgo deva levar um time reserva, para poupar os demais.

Como esperávamos, com o time que temos, devemos terminar o Brasileirão lá na meiúca da tabela.

Agora temos é que nos concentrar no tetra da Copa do Brasil.

Os Galináceos estão com um time bom, mas tremem quando dão de frente com o Manto Sagrado.

Se mantivermos a seriedade, chegamos à final.

Aí... Deixou chegar...

Não podemos é ficar contando sempre com dois ou três milagres do goleirão Paulo Victor em todos os jogos...

Do outro lado pode dar o Cruzeiro, que também treme com a camisa e a torcida do Flamengo.

O Santos, por mais incrível que pareça, me preocupa mais que os mineiros.

Vamos ver no que vai dar.

Bota fé, que São Judas Tadeu tá a fim de comemorar mais um título este ano.

PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO   

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Homenagem a Cláudio Coutinho

          Cláudio Pecego de Moraes Coutinho nasceu em 5/1/1939 em Dom Pedrito (RS), veio para o Rio aos quatro anos de idade e foi um dos maiores técnicos da história do Flamengo, dirigindo o time rubro-negro entre 1977 e 1980. Coutinho também teve passagens importantes pela Seleção Brasileira exercendo várias funções.
Cláudio Coutinho era apaixonado por esportes. Foi tricampeão estadual de vôlei pelo Flamengo (1959-1960-1961). Coutinho era militar e se formou na Escola de Educação Física do Exército.
Foi preparador físico da Seleção na Copa de 1966 e auxiliar na preparação física na Copa de 1970. Em 1969, Coutinho estagiou na Nasa e teve contato com Kenneth Cooper conhecendo o teste de Cooper. Coutinho foi o responsável pela implementação do modelo Cooper e desse conceito no Brasil , o que contribuiu para que a Seleção Tricampeã do Mundo, que contava com o talento de Pelé, Gerson, Rivelino, Carlos Alberto Torres, Jairzinho, Tostão e Clodoaldo ,voasse em campo encantando multidões com um futebol fantástico no Mundial do México .
     Coutinho foi também Coordenador Técnico da Seleção na Copa de 1974, competição na qual o Brasil comandado por Zagallo perdeu para a Holanda, seleção que encantou o mundo com várias inovações táticas como a polivalência (ideia segundo a qual jogadores podem desempenhar mais de uma função em campo).
    Coutinho foi ainda treinador da Seleção Olímpica de 1976, que contou com jogadores rubro-negros como Júnior e Uri Geller e ficou em quarto lugar na competição; pois perdeu para a Polônia por 2 a 0 e para a antiga União Soviética pelo mesmo placar.
Influenciado pelo time holandês vice-campeão mundial em 1974 e 1978, Coutinho empregou várias inovações táticas no Flamengo e na Seleção de 1978. O livro 1981 de Mauro Beting e André Rocha trata com minúcia dessas  táticas de Cláudio Coutinho, como o overlapping, ou ultrapassagem, jogada  pela lateral do campo, em que  um companheiro de time faz a inversão do jogo,  contando também  com a colaboração de um ponta que fecha para o meio — abrindo espaço para um lateral ou meio-campo —  (como explica Júnior  na p. 30 do livro) ,o ponto futuro (“o lugar onde o jogador deveria estar chegar  no mesmo instante em que a bola é lançada pelo companheiro” (p. 30 do livro 1981)  e a tática da “teia de aranha ”na qual o time jogava em bloco, “cercando o adversário pelos lados do campo e evitando a inversão de jogo” , valorizando a pose de bola, como explica Zico na p. 29 do mesmo livro. Zico também enfatiza que Coutinho defendia a ideia de era melhor partir para cima do adversário, marcando gols e lhe dando um nocaute (p. 30 da obra de Rocha e Beting). Outro ponto importante, como  ressalta Júnior em sua autobiografia Minha paixão pelo futebol (p. 41), é que Coutinho fazia questão que “os jogadores exercitassem os fundamentos do futebol: passes, chutes, cabeçadas, domínio de bola criatividade” em qualquer treino (táctico, técnico ou coletivo).
O trabalho de Coutinho como técnico da Seleção na Copa de 1978 foi criticado por essas inovações e por ele não ter convocado Falcão, considerado o melhor jogador do pais por seu desempenho no Inter,  para essa competição.  Além disso, o próprio Coutinho se arrependeu de  não levar Júnior para a Copa realizada na Argentina na qual a Seleção contava com nomes como Zico, Reinaldo, Rivelino, Cerezo e Dinamite.  Na primeira fase, o Brasil empatou com a Suécia em 1 a 1 (com direito a um gol de cabeça de Zico marcado no momento do apito final mal anulado pelo juiz) e com a Espanha em 0 a 0 e venceu a Áustria por 1 a 0. Na semifinal, o Brasil venceu o Peru por 3 a 0, empatou com a Argentina em 0 a 0 e derrotou a Polônia por 3 a 1, mas foi desclassificado  porque a Argentina  venceu o Peru por 6 a 0 em jogo suspeito, classificando-se no saldo de gols. O Brasil ficou em terceiro lugar ao vencer a Itália por 2 a 1 . Os anfitriões derrotaram a Holanda na final por 3 a 1 e foram os campeões da competição.
Mas no Flamengo essas inovações táticas empregadas por Coutinho ao ser contatado como treinador do clube em 1977 tiveram enorme sucesso e contribuíram decisivamente para a formação do fantástico time  rubro negro no fim dos anos 70 e início dos 80 e para a conquista de vários títulos como o Tricampeonato carioca de 1978-1979-1979 Especial, os Torneios Ramon de Carranza (1979 e 1980) e  o Brasileiro de 1980.
A conquista do Campeonato Carioca de 1978 foi marcante para jogadores como Zico, Júnior, Raul, Adílio, Rondinelli e Uri Geller. Na final contra o Vasco, Zico bateu o escanteio com perfeição e Rondinelli cabeceou com força para a rede cruzmaltina aos 42 minutos do segundo tempo. Começava o período mais glorioso da história do Flamengo.
Houve dois campeonatos cariocas em 1979 e, em fase espetacular, o Mengão venceu ambas as competições. Na primeira, o Flamengo empatou com o Botafogo em 2 a 2 na final do Campeonato Especial com dois golaços de Zico. Na segunda, mesmo desfalcado do Galinho de Quintino, que marcou 34 gols em 25 partidas naquele ano apesar de não ter jogado o terceiro turno, o Flamengo venceu o Vasco por 3 a 2 , dois gols de Tita e um contra de Ivan, e empatou com o Botafogo em 0 a 0, sendo tricampeão carioca com uma rodada de antecedência. Entre 1978 e 1979, o Flamengo ficou 52 jogos invicto.
Além disso, em julho do mesmo ano, o Flamengo venceu o Troféu Ramon de Carranza. A equipe rubro-negra venceu o Barcelona por 2 a 1 com gols de Zico e Uri Geller. Na decisão da competição, o Flamengo venceu o Ujpest da Hungria com dois gols de Zico, sagrando-se campeão do torneio.
No ano seguinte veio a consagração nacional do Flamengo e de Coutinho. O Mengão fez excelente campanha no Brasileiro de 1980 e decidiu o título com o Atlético-MG. No primeiro jogo no Mineirão, desfalcado de Zico, o Rubro-Negro carioca perdeu por 1 a 0 (gol de Reinaldo). O segundo e decisivo jogo realizado no Maracanã foi eletrizante. Nunes abriu o placar para o Flamengo, mas Reinaldo empatou para o Atlético logo em seguida. Zico marcou um golaço e fez 2 a 1 para o Clube de maior torcida do Brasil. No segundo tempo, mesmo machucado, Reinaldo tornou a empatar o jogo. Em lance épico no fim da partida, Nunes driblou Silvestre e chutou sem defesa para o goleiro João Leite, garantindo o título brasileiro e a vaga na Libertadores de 1981.
. Em 1980, o Flamengo conquistou ainda a Taça Guanabara, a Taça Cidade de Santander (vencendo o Real Sociedad por 2 a 0 com gols de Adílio e Zico e o Spartak por 2 a 1 com dois gols de Zico) e o bicampeonato do Troféu Ramon de Carranza ao derrotar o Bétis por 2 a 1 com dois gols de Zico. Essa foi a última conquista de Coutinho como técnico rubro-negro, já que o treinador deixou o cargo no fim do mesmo ano por estar magoado com a diretoria rubro-negra.
Em 1981, Coutinho treinou o Los Angeles Astecs e, infelizmente, ao voltar ao Rio em novembro do mesmo ano, morreu afogado praticando a pesca submarina. Duas semanas antes da morte de Coutinho, o Flamengo conquistou com muita garra, suor e sangue a Libertadores da América ao vencer o Cobreloa por 2 a 0 com dois gols de Zico.
Mas as conquistas não pararam por aí. Vencedor do primeiro e do terceiro turnos do Campeonato Estadual de 1981, o Flamengo enfrentou o ganhador do segundo turno (Vasco) numa série de três jogos. Abalado pela perda do ex-técnico Cláudio Coutinho, o Fla perdeu as duas primeiras partidas, mas venceu o terceiro jogo por 2 a 1. Adílio abriu o placar ao marcar de cabeça. Júnior disputou a bola com o goleiro adversário e Nunes marcou o segundo gol rubro-negro dando um chutaço de fora da área. Ticão descontou para o adversário.
Na semana seguinte, no dia 13 de dezembro de 1981, o Mengão venceu o Liverpool por 3 a 0 (dois gols de Nunes e um de Adílio), sagrando-se campeão do mundo em Tóquio. Zico foi eleito o melhor jogador da partida, pois com sua extraordinária visão de jogo participou da construção dos três gols. O eterno camisa 10 da Gávea fez um lançamento milimétrico e absolutamente genial para Nunes, que marcou o primeiro gol. Zicão cobrou a falta que originou o gol de Adílio e deu outro passe preciso para Nunes chutar cruzado e marcar o terceiro aos 41 minutos do primeiro tempo.
 Sob o comando de Paulo César Carpegiani, as conquistas do Flamengo em 1981 foram uma homenagem a Coutinho, já que o esquema ofensivo e as inovações táticas desse grande treinador — aliadas ao talento de Raul, Leandro, Marinho, Mozer, Junior, Andrade, Adílio, Zico, Tita, Nunes e Lico —  foram fundamentais para levar o Flamengo ao topo do mundo, colorindo-o de vermelho e preto.

Fontes:

Junior. Minha paixão pelo futebol. Rio de Janeiro: Rocco Jovens Leitores, 2010.

Rocha, André e Beting, Mauro. 1981: Como um craque idolatrado, um time fantástico e uma torcida inigualável fizeram o Flamengo ganhar tantos títulos e conquistar o mundo em um só ano. Rio de Janeiro: Maquinária, 2011.

domingo, 19 de outubro de 2014

PERDA DE TEMPO

Cá entre nós, eu perdi meu tempo diante da TV, vendo o Flamengo ser derrotado por 2 x 1 pelo Atlético Paranaense, na Arena da Baixada.

Aliás, não vencemos dos caras, lá em Curitiba, há mais de 40 anos.

Nosso gol saiu de um chute do Everton, que desviou no Eduardo da Silva, que tava lá, paradão, no meio da área dos caras. 

Fez o gol sem querer. A bola bateu em seu braço. o que não quer dizer nada, pois estava com o membro (o braço) colado ao corpo.
Everton: ótimo corredor, grande driblador e péssimo finalizador

Qualquer pateta que estivesse naquele lugar faria aquele gol.

Daí em diante, vimos que os dois times são ruins, jogaram mal para caramba e que o Everton continua sem saber chutar a gol.

E que o Luxemburgo continua sem interesse em colocar alguém para treinar o cara.

Depois o Marcelo (não sei porque o Samir ficou no banco) fez um pênalti desnecessário e o Atlético Paranaense acabou virando o jogo e vencendo.

O Flamengo poderia ter perdido de mais, não fossem três defesas "daquelas" do Paulo Victor.

Uma partida tão, ruim e tão sem graça que estava na cara que o Vanderlei Luxemburgo também estava de saco cheio de estar lá, pegando chuva, vendo uma pelada da pior espécie. Tava doidinho para o jogo acabar.

Eu devia era ter ido ao cinema.

PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO   

sábado, 18 de outubro de 2014

SEM ELE A COISA COMPLICA...

Ultimamente, um dos grandes símbolos de raça e sangue rubro-negro, vinha sendo o Alecsandro.

Não é nenhum craque, mas é um atacante de rara inteligência que, apesar de ser centroavante, não fica paradão no meio dos zagueiros adversários, esperando um vacilo deles ou um lance casualmente genial de sua parte, para fazer um gol.

Estava sempre se deslocando, buscando a bola, principalmente pelas laterais do campo, de onde saíram muitos gols com seus passes.

Agora ele, literalmente quebrou a cara. Teve um afundamento na testa, acima do olho direito, numa jogada normal, quanto tentava fazer um gol de cabeça no América de Natal, pela Copa do Brasil.

Momento em que Alecsandro se machucou
Ficou alí, dentro de campo, querendo continuar a jogar, com um tremendo buraco na testa. 

Os médicos logo viram que era grave, o levaram a um hospital, onde foi operado, e passa bem.

Teve alta neste sábado e já está em casa.

Tempo de recuperação: pelo menos 30 dias sem atividades físicas.

Isso significa que só um milagre fará Alecsandro voltar a atuar pelo Flamengo, ainda este ano.

Isso também significa que, sem ele, a situação complica bastante para o Flamengo na Copa do Brasil.

No próximo dia 29, uma quarta-feira, faremos o primeiro jogo das semifinais, contra o Atlético Mineiro, no Maraca (é nosso).

Se vai ser difícil decidir a vaga jogando fora de casa, sem o Alecsandro, então, a coisa piora.

Mesmo sendo o Galináceo um velho freguês de nossa granja...

Quais as opções do Vanderlei Luxemburgo?

Colocar o Nixon em campo, para mim, é a melhor solução.

Com o apoio dos meias Everton, Eduardo da Silva e Gabriel, que poderá virar titular, acredito que o ataque do Flamengo fique forte e funcione, porém, não é nenhuma formação de impor tanto respeito aos adversários.

O que o Luxemburgo não pode, de maneira alguma é usar o Arthur e o tal do Élton, que até agora não sei porque veio parar no Flamengo. 

Vai ver o empresário dele é muito amigo de algum diretor do clube. Não vejo outra explicação.

Aliás, o presidente Eduardo Bandeira de Melo é quem deveria estar cobrando do pessoal esse tipo de contratação. Será que ele cobrou?

Se eu fosse o Vanderlei nem colocava no banco esse Arthur e esse Éverton.

Deixa na reserva o Negueba, que pelo menos tem raça e corre o campo todo, deixando os zagueiros adversários meio tontos.

Bota até o João Paulo, que não joga nada, mas tem disposição, mais adiantado, e o Anderson Pico, que não comprometeu quando jogou, para dar cobertura a ele.

Faça o que quiser, Luxemburgo! 

Bota até o Frauches no ataque, nas esquece desta dupla inútil de Arthur e Élton.

Aliás, não temos mais o Hernane Brocador.

Mas os árabes já pagaram por ele?

Traz o cara de volta, pô!

PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO   

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Calúnia do Rúbio Negrão

Sejemos cinseros e analfabéticos: parei com o meu novo ex-amigo Mineiro, aquele que odeia o Vasco acima de tudo, e que apresentei aos leais detratores na Calúnia passada. Muito garganta. Parece até o Bap. Veio cheio de marra lá de Minas Gerais, não me lembro exatamente de que cidade, apenas de que começa com a letra bê. Estou em dúvida entre Barbacena, Belzonte, Beraba ou Berlândia.

E começou com uns papos de que tinha sido piloto de avião, jogador de basquete, o escambau:

“Jogador de basquete como, ô Mineiro, se tu tem aí, no máximo, 1m65cm?”

“É que eu era armador. Playmaker, uai.”

“E piloto de avião? Com esses óculos de fundo de garrafa?”

“Nunca ouviu falar em voo por instrumentos, Rubião?”

Foi quando eu deveria ter decifrado o cara. Mas não decifrei. Fui dando ouvidos, dando trela, até que ele começou a dar uma de matemático, sugerindo até uma nova fórmula de disputa para o Brasileirão, a ser usada somente em anos de eleições: o time que obtivesse 50% mais 1 dos pontos disputados no primeiro turno seria declarado campeão. Caso nenhuma equipe conseguisse realizar tamanha façanha, o primeiro colocado do primeiro turno e o Fluminense disputariam o segundo turno: um playoff com três partidas, sendo uma transmitida pela Record, uma, pela Band, e a outra, pela Globo.

Mas não parou por aí, meu leal detrator. Experimente degustar um joelho de presunto e queijo com um cara fazendo continhas em voz alta bem do seu lado:

“O Vasco empatou, soma um ponto... Se perder a próxima, cai pra quarto, mas se o Icasa arrrumar um pontinho contra o ABC...”

Orra, meu! Nem se eu fosse o mais fanático vascaíno eu escutaria tanto sobre esse lixo o dia inteiro! Nem se time grande caísse, e o Flamengo jogasse a Série B, eu saberia tanto sobre a divisão maldita do futebol brasileiro!

Cenão vejemos e erremos: o Mineiro ainda não sabe quem é Anderson Pico, mas conhece de cor a escalação do time juvenil cruz-maltino, com direito a treinador, reservas e um dos roupeiros! 

De modo que o Mineiro já deu. Ou melhor, pra não deixar dúvidas no ar, o Mineiro já encheu. Odiar o Vasco é uma coisa, destilá-lo perto de mim é outra bem diferente.

Mas que fique bem claro nestes tempos de eleições: não curto coisas diferentes, mas não sou homofóbico.

Duplex Toc Zen

1 - A voz da razão: “A vantagem de ir pro segundo turno de eleição é que o vice já tá na mão.” – Roberto Dinamite.

2 - E já que falamos de eleições: Eu votaria no Aécio só porque me lembra “Uócio”.

3 - “O Anderson Pico é 342.” – Vanderlei Luxemburgo: Curioso pra saber o que é “342”? Então aproveita que já tá com a maquininha ligada na mão, e divide 342 por 2.

4 - “Ainda não jogamos a toalha.” - Fred: Mas tá torcendo pra jogarem logo, né, manjador?

5 - “Após 10 dias sem chuvas, nível do Cantareira chega a 4,5%”Para contornar o problema da falta d’água, a Sabesp buscará o assessoramento do Club de Regatas Vasco da Gama.

6 - O Flamengo só não tem “estádio” por uma simples razão: Não teve a cara de pau de pegar dois campinhos de pelada mixurucas, e colocar neles os pomposos nomes de “Estádio São Januário” e “Estádio das Laranjeiras”.

7 - “O esporte é uma guerra sem armas.” - George Orwell: Muito fácil de dizer pra quem nunca levou as travas da chuteira adversária bem no meio da tíbia.

8 - G4 e Z4 são pros fracos: O Fluminense já tá garantido é no STJD171.

9 - Sinal dos tempos: Pra quem já teve Zico e Lico, é duro se contentar com Pico.

342 - O falecido Jorge Curi narrava os gols do Zico gritando “Zicão”: Se vivo estivesse, como narraria os gols do Pico?

11 - “Grêmio anuncia acordo com a OAS para a compra da Arena”Os caras arrumam grana até pra comprar estádio, só não pagam o Rodrigo Mendes.


12 - Twitter Cassetadas da semana (em tempo real só em @rubionegrao)

Execução perfeita da nossa jogada, @CondeHerrmann. Todas as horas que passei te ensinando a manha valeram a pena!

E não é que a defesa do Cruzeiro é mais aguda que o ataque do Flamengo?

Os 3 a 0 do Mengão pra cima do líder do campeonato não estava nos planos nem do mais pessimista dos vascaínos.

O Cruzeiro pode ter conseguido tirar o Dedé do Vasco, mas jamais conseguirá tirar o Vasco do Dedé.

Do jeito que o Luxa arma um time, a coisa chega a parecer fácil.

Logo vi q ele não tava com essa bola toda @ItaloCunhaa Só uma correção chata: O nome do jogador do América-RN é Rodrigo Pimpão, e não Pintão

Não quero chocar ninguém, mas adivinhem qual é a colocação do Vasco na Série B...

Fábio, Nilton, Dedé, Marlone...
Como disse o @sergiomrvieira, com tantos ex-vascaínos, o Cruzeiro tem que ficar esperto pra não ser vice.

O Luxa é tão malandro que até desenroscou o Cáceres da Seleção Paraguaia.
Antes nós do que eles.

Final de carreira melancólico do ex-senador Suplicy: ser humilhado pelo cada vez mais sem graça Rafinha Bastos...

"The answer, my friend,
Is blowing the job
The answer
Is blowing the job."

E nada mais fasso. Perdão: faso.

(Ás do quinta-colunismo esportivo, Rúbio Negrão, vulgo Rubro-Negão Trolhoso, vulgo RNT, é cria dos juniores do blog da Flamengonet, e aceita doações de camisas oficiais novas do Flamengo no tamanho G.)

O QUE IMPORTA É A CLASSIFICAÇÃO

Acabo de chegar do Maraca (é nosso), onde vi o que eu esperava.

Um time do Flamengo burocrático, meio que deixando o tempo e a bola rolarem, pois bastava um empatezinho, mesmo sem gols, para conseguir a classificação para as semifinais da Copa do Brasil.

O América de Natal correu enquanto teve gás, mas não deu muito trabalho e também ficou naquela de fazer um golzinho numa bolinha vadia qualquer.

E quase marcou em três oportunidades, no segundo tempo. Mais por desleixo e bobeira da defesa do que por méritos de seu ataque. 

Paulo Victor acabou fazendo três ótimas defesas, mas o jogo já estava 1 x 0 para nós.

Pode até parecer estranho o que vou dizer, mas a dupla de zagueiros Marcelo e Samir, foi perfeita. Por isso falei, que as chances dos potiguares só aconteceram por puro desleixo mesmo.

O primeiro tempo foi muito ruim. Tanto que o Luxemburgo decidiu esquentar um pouco colocando, já no intervalo, o Nixon no lugar do Eduardo da Silva, que foi uma figura nula neste jogo.

Gabriel fez o gol e foi o melhor em campo
Antes, porém, no último minuto o treinador foi obrigado a tirar o Márcio Araújo, machucado e colocar o Gabriel. 

Ninguém sabia, mas esta era a mexida que iria mudar o jogo.

Gabriel, Canteros e Leonardo Moura, deram velocidade ao ataque e arrasaram com o lado esquerdo da defesa do América. 

Fizeram um verdadeiro Carnaval, até Gabriel, o melhor em campo, marcar o gol da vitória.

Aí o time esfriou de vez...

O lado triste ficou por conta da contusão de Alecsandro, no segundo tempo, com uma pancada tão forte na cabeça que chegou a causar um pequeno afundamento no crânio.

Ele agora está fazendo exames e deve passar pelo menos uma noite em observação num hospital.

Agora vamos enfrentar, nas semifinais, o Atlético Mineiro, um freguês das antigas, que venceu o Corinthians por 4 x 1.

Alguém duvida no tetra (ou bi seguido) da Copa do Brasil?

Se depender da torcida, que compareceu em massa (mais de 40 mil pessoas) para ver esse joguinho com o América de Natal...

PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO