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terça-feira, 11 de novembro de 2014

Homenagem a Clemer


Clemer Melo da Silva nasceu em São Luís no dia 28/10/1968 e jogou 232 jogos pelo Mengão entre 1997 e 2002.
Clemer começou a carreira no Moto Clube em 1987. Nos anos seguintes, defendeu o Guarantiguetá (1988) e o Santo André (1989) e passou por vários clubes (entre eles o Ferroviário do Ceará em 1993). Foi campeão paranaense em 1993 e 1994 pelo Remo e campeão goiano pelo Goiás em 1996.
Mas o ano de 1996 foi marcante na vida de Clemer pela ótima passagem pela Portuguesa. O clube paulista foi vice-campeão brasileiro. O bom desempenho na Portuguesa levou o goleiro a disputar um amistoso pela Seleção em 1997, ano em que Clemer chamou a atenção do Flamengo, que o contratou.
Defendendo o Manto Sagrado, Clemer conquistou os títulos do Campeonato Carioca e da Copa Mercosul de 1999 e o Campeonato Carioca de 2000 como titular e os títulos de Campeão Carioca e da Copa dos Campeões de 2001 como reserva.
Em 1999, o Flamengo ganhou a Taça Guanabara. O adversário foi o Vasco. que entrou de salto alto, por achar que ganharia com a vantagem do empate. Doce ilusão. Não suportaram a raça do maior time do mundo. Athirson — aproveitando o passe de Iranildo numa jogada que fez jus à tradição rubro-negra pela garra e categoria — abriu o placar no início do jogo e Romário ampliou com um belo gol de canhota minutos depois. O Vasco ainda diminuiu numa cabeçada de Odivan e tentou empatar, mas graças às defesas de Clemer e à boa atuação do time, o Mengão soube segurar o resultado. Nada melhor do ganhar o primeiro turno de forma invicta. Mas a festa estava só começando. O Mengão conquistou o Campeonato Estadual, vencendo o Vasco, que tinha ganho o segundo turno. No primeiro jogo, empate em 1 a 1 graças ao gol de peixinho de Fábio Baiano e às defesas salvadoras do “São” Clemer. No segundo jogo, Rodrigo cobrou bem a falta sofrida por Caio e fez o gol do título. Clemer também fez defesas importantes. O placar poderia ter sido maior, mas o juiz anulou um gol de Beto, alegando impedimento. Mesmo com os desfalques de Iranildo, Leandro Machado e Romário o time mostrou muita raça. E ganhar no peito e na raça, honrando as tradições rubro-negras, é bom demais!!
No fim do mesmo ano, o Flamengo ganhou a Copa Mercosul. As finais contra o Palmeiras foram pra lá de emocionantes, disputadas e com várias alterações de placar. Jogando com muita raça e sem se abater com a conturbada saída de Romário do clube, o Fla venceu o primeiro jogo por 4 a 3 — 1 gol de Juan, 2 gols de Caio e 1 de Reinaldo para o MENGÃO e de Júnior Baiano, Asprilla e Paulo Nunes para o Palmeiras — e empatou o segundo em 3 a 3 — gols de Caio, Rodrigo Mendes e Lê para o Flamengo e dois gols de Arce e um de Paulo Nunes para o Palmeiras, vingando a eliminação na Copa do Brasil e fazendo com que o Porco, que achava que ia levar o título com facilidade, terminasse mal o ano.
            Em 2000, o último ano do século 20, O Flamengo venceu novamente o  Campeonato Estadual em cima do “Vasco Depois de ter ficado em terceiro lugar na Taça Guanabara (vencida pelo nosso maior rival), o Flamengo se recuperou ¾ graças à volta de Carlinhos ao comando da equipe e à raça e à união do time ¾ e conquistou a Taça Rio ao vencer o Friburguense por 3 a 1. (Os gols do Fla foram marcados por Reinaldo, Athirson e Fábio Baiano.) Nas finais, o Fla “derrotou o time cruzmaltino por 3 a 0 ¾ gols de Athirson, Fábio Baiano e Beto ¾ no primeiro jogo e por 2 a 1 no segundo ¾ gols de Viola para o adversário e de Reinaldo e Tuta para o MENGÃO. Clemer fez defesas importantes na última partida da decisão. Reinaldo foi o vice-artilheiro da competição com 15 gols e Athirson, em grande forma, foi um lateral-esquerdo muito ofensivo, marcando 10 gols, muitos deles em clássicos.   
No decorrer do Brasileiro de 2000, Clemer perdeu a posição de titular no gol rubro-negro para Júlio César.
Em 2001, o Flamengo conquistou o quarto tricampeonato estadual da história do Clube Ganhou a Taça Guanabara ao vencer o Fluminense nos pênaltis por 5 a 3 depois do empate em 1 a 1 no tempo regulamentar (gol de Reinaldo de falta para o Flamengo e de Marco Britto para o Fluminense). Decidiu o título carioca com o Vasco. No primeiro jogo perdemos por 2 a 1 (gols de Petkovic para o Flamengo e Viola e Juninho para o adversário). No segundo jogo, vencemos por 3 a 1. Edílson abriu o placar com um gol de pênalti depois que Cássio foi derrubado na área. Juninho empatou ainda no primeiro tempo. Edílson marcou de cabeça o segundo gol do Flamengo após o drible e o cruzamento preciso de Petkovic. O terceiro gol (o do tricampeonato, já que precisávamos vencer por 2 gols de diferença para ficar com o título) foi marcado aos 43 minutos do segundo tempo numa cobrança de falta magistral de Petkovic no ângulo, à Zico. Edilson foi o artilheiro da competição com 16 gols. O técnico foi Zagallo. Vale lembrar que além de Edilson e Petkovic, Júlio César, Juan, Beto e Roma também fizeram um grande campeonato.
Em julho do mesmo ano, o Flamengo as também ganhou a Copa dos Campeões, o que de u ao clube o direito de disputar a Libertadores de 2002. Venceu o Bahia por 4 a 2 (dois gols de Reinaldo, um de Rocha e um de Edílson) e 2 a 0 (dois gols de Reinaldo). Empatou com o Cruzeiro em 0 a 0 no primeiro jogo e ganhou por 3 a 0 no segundo (gols de Petkovic, Edílson e Beto). O Mengão disputou o título com o São Paulo em duas partidas muito emocionantes. Na primeira, venceu por 5 a 3. Após a troca de passes entre Gamarra e Reinaldo, Edílson marcou o primeiro gol do jogo. Luís Fabiano empatou para o São Paulo. Reinaldo pôs o Flamengo de novo em vantagem no placar depois de receber um belo passe de Edílson. Beto marcou um golaço, ampliando o placar ainda no primeiro tempo. Na segunda etapa, Edílson fez 4 a 1. No entanto, o São Paulo reagiu e diminuiu com os gols de Rogério Pinheiro e Luís Fabiano. Mas o dia era mesmo de Edílson. O Capetinha deu um chutaço, que desviou em Rogério Pinheiro e entrou. No segundo jogo, o time rubro-negro perdeu por 3 a 2, mas levou o título graças ao saldo de gols. Kaká marcou o primeiro gol do São Paulo ainda no primeiro tempo. Juan empatou, ao marcar um gol de cabeça, aproveitando a cobrança de falta de Petkovic. Pet marcou um golaço de falta, virando o jogo. Quase no final, França ainda marcou os outros dois gols do São Paulo. Porém, a taça e a vaga na Libertadores ficaram com o Flamengo.
No ano seguinte, Clemer foi para o Inter e teve carreira vitoriosa no clube gaúcho. Conquistou o Campeonato Gaúcho em 2002, 2003, 2004 e 2005, 2008 e 2009, a Libertadores (vencendo o São Paulo por 2 a 1 no primeiro jogo da decisão e empatando o segundo jogo contra time paulista em 2 a 2 ) de o Mundial de Clubes em 2006 (derrotando o Barcelona por 1 a 0 na final), a Recopa Sul-Americana em 2007 e da Copa Sul-Americana no ano seguinte. Em 2010, Clemer encerrou a carreira como jogador e virou preparador de goleiros, conquistando mais uma Libertadores pelo clube colorado. Desejo sorte a Clemer na nova função e agradeço ao ex-goleiro tudo que fez pelo Flamengo.
Fontes:
Vaz, Arturo e Júnior, Celso. Acima de tudo rubro-negro: a história do C. R Flamengo. Rio de Janeiro: Paju Editora, 2008.
https://www.youtube.com/watch?v=hpC5n_O5--w


sábado, 8 de novembro de 2014

CONCORDO COM O LUXEMBURGO

Vamos voltar a falar de nossa mais recente vergonha, que foi a eliminação da Copa do Brasil, diante do Atlético Mineiro, por 4 x 1.

O técnico Vanderlei Luxemburgo deu uma declaração e concordo com ele plenamente, quando ele defendeu o Matteus Bebetinho: "Não é nenhuma surpresa para mim, dentro do imediatismo do futebol brasileiro. Se eu tivesse colocado o Amaral e perdêssemos, seria o Amaral o alvo. Sempre tem o bode expiatório. Acho uma covardia muito grande com um menino que pode se tornar um grande jogador. Se tem um responsável, fui eu, que escalei. Não me arrependo de ter escalado naquele momento, de ter dado oportunidade a ele. Acho uma covardia muito grande colocar o Mattheus como grande vilão dessa derrota. O culpado vai ser sempre alguém".

Mattheus, um falso jogador de futebol
Concordo que é uma covardia. Mas quem fez a covardia foi o próprio técnico, ao escalar um cara que JAMAIS será um jogador de futebol, muito menos "um grande jogador de futebol", conforme declarou e espera o Luxemburgo e o pai do Mattheus.

O treinador também disse: "Eu já preparei a cabeça pensando que precisaria de um jogador com uma bola boa na frente. O Mattheus é esse jogador, que pensa, que raciocina".

O Mattheus é um cara que pensa e raciocina? Tenho quase que absoluta certeza que sim. Me parece, inclusive, ser um cara culto e inteligente.

Eu também me considero um cara que pensa e raciocina, mas sou igual ao Mattheus. Não jogo bulhufas!

E, realmente, o culpado não foi o Bebetinho. Foi o Luxemburgo, que recuou demais o time e colocou três inúteis em campo.

Existem pessoas, que tentam enganar a torcida com discursos "bonitos", prepotentes, sem pé, nem cabeça, que estão destruindo o futebol do Flamengo.

Não acredito que o Luxemburgo esteja destruindo o Flamengo, até porque o conheço e sei que é um rubro-negro mais que roxo. 

Só que precisa ter humildade e assumir que errou e que, com o elenco de merda que a nossa diretoria (de nível não muito diferente do elenco) colocou nas mãos dele, fica difícil trabalhar.

Acho o Luxemburgo um grande treinador, mas que errou diante do Atlético, errou. Mas, fazer o quê? Todo mundo tem o direito de errar na vida. Isso é normal no ser humano.

O Pofexô já fez muitos milagres com o timeco que tem em mãos. E muita gente não reconhece isso.

Só não tem o direito é de querer fazer os outros de otários.

Isso não!

E nem de querer aparecer dando esporro em jornalista.

Muitos técnicos acham que sempre são mais espertos e mais inteligentes que todos e que torcedores e jornalistas são meras antas e massa de manobra, para ouvir declarações estapafúrdias.

Jornalista também erra. Também existe jornalista que nem deveria ser chamado assim, devido ao grau de imbecilidade.

Apesar do vexame, temos que encarar esta e outras derrotas com a naturalidade do esporte.

Futebol é isso. Um dia se ganha... Outro se perde... Normal.

Já disse e repeti isso diversas vezes aqui. Se o Mattheus tivesse 10% do talento do pai, seria um bom banco para o Botafogo, Madureira, Olaria e outros menos cotados.

Mattheus, Elton, Erazo e Mugni poderiam pegar a grana fácil que eles ganharam, até agora, e deveriam se transformar em empreendedores.

Podiam, por exemplo, abrir uma franquia da Casa do Pão de Queijo ou do Boticário (não estou fazendo comercial).

Garanto que aí eles seriam ótimos empresários (se fizerem o cursinho do Sebrae). Em campo, só para matar rubro-negro do coração.

Mais uma vez, parabenizo o Atlético Mineiro, por ter um verdadeiro time de futebol.

Um dia nós, flamenguistas, também teremos um, né?

A fé nunca pode acabar!

Tá na hora de renovar com o Luxemburgo para 2015!

Ele tem que continuar sendo o nosso treinador.

É uma dos poucos profissionais de altíssima qualidade que o Flamengo tem.

A diretoria tem que acordar. Já passou da hora de planejar o ano que vem.

O que estão esperando?

PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO   

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Calúnia do Rúbio Negrão

Sejemos cinseros e analfabéticos: sempre achei que um jogo de basquete fosse muito mais perigoso para as coronárias do que uma simples partida de futebol, disputada contra um time reconhecidamente freguês, e ainda por cima podendo perder pra se classificar.

Só que da mesma forma que sou incapaz de acertar os seis números da Mega-Sena (SEIS números! Qual é a dificuldade?), errei essa previsão: o futebol ainda é mais danoso ao sistema nervoso do que o basquete. Mas, como tudo o que vivo tem lá sua ironia, a que chamo carinhosmente de Claudinha, o Mengão perdeu no futebol para um time que tinha um tal de Leonardo Silva, talvez mais alto que o Walter Hermann, e um outro tal de Marcos Rocha, que joga nada com os pés, mas que da intermediária, usando somente as mãos, consegue arremessar a bola lá pra dentro da pequena área.

E perdemos pra essa tática: um zagueiro gigante tentando o cabeceio em todas as jogadas de ataque, e um lateral lançando a redonda com força para dentro de nós.

Obviamente, não foi apenas isso, meu leal detrator. Houve outra lambança, desta vez, de nossa parte, de nosso treinador Luxemburgo, a quem considero o melhor do mundo atualmente. Uma falha humana, porque apesar de falar muito palavrão, ele ainda é gente.

Cenão vejemos e erremos: ao colocar os defensivamente ineptos, e ofensivamente inócuos Luis Antônio e Matheus em campo, Luxa entregou a meia-cancha de mão beijada pras nossas pootinhas atleticanas. Assim não pode! Assim não dá! Em vez das duas camélias despetaladas citadas, metesse ali dois jogadores héteros, tipo Amaral, Samir, Marcelo. Pronto! Tava congestionado o meio. Tava embolado o jogo.

Mas tudo bem. Vida que segue, time grande não cai, pra frente é que se anda, o meu é maior que o teu, quem manda aqui sou eu, e batatinha quando nasce se esparrama pelo chão.

Parei. Por aqui ficarei porque estou com um gosto amargo na boca, e desconfio não ser por causa desta dose dupla de de Cinzano Rosso fora da validade.

Duplex Toc Zen 

1 - “Atlético-MG afasta André, Emerson Conceição e Jô por comprarem pizza”: No time do Kalil, os rolos não acabam em pizza, eles já começam nela.

2 - O Cuca venceu um Cariocão, e disse que tirou uma betoneira dos ombros. Agora, o Luxa saiu da “confusão”, e disse que tirou um saco de cimento: Tem gente aí na profissão errada.

3 - Pergunto aos ilustres conselheiros do Mais Querido que votarão contra a estrela do mundial de basquete na camisa do futebol: Devemos tirar a estrela mundial de futebol da camisa do basquete?

4 - “Renato Abreu revela que foi procurado pelo Vasco”Melhor pelo Vasco do que pela Jihad Islâmica, não é mesmo?

5 - Sobre 87, diz o torcedor do Scort Club que a taça ficou na Ilha do Retiro: Digo eu, bem mais digno, que o campeão ficou na história.

6 - “Com suspensão e lesões, defesa do Vasco vira quebra-cabeça para Joel”Será que o prazo de validade do Joel tá tão vencido que ele não consegue mais nem montar um quebra-cabeça de 5 peças?

7 - “Botafogo só terá decisões até o fim do Brasileirão”Seria uma excelente notícia, se o Brasileirão fosse disputado no sistema de mata-mata.

8 - Eleições no Vasco: Vence quem chegar em segundo.

9 - Sabe aquele galinho raquítico que fica kgando o terreiro inteiro? Pois é: Atlético mineiro.

9,1 - Responda rápido: De que vale yes we cam, vira-vira e classificação se o cara se olha no espelho, e percebe que não passa de um torcedor de Atlético?

9,2 - Aviso aos naufragantes: Após o Campeonato Brasileiro e a Libertadores, a galinha mineira se prepara para desvalorizar também a Copa do Brasil.

9,3 - Mas, pelo menos uma boa notícia: No ano que vem, aquele scudetto horroroso da CBF não vai mais poluir o sacrossanto manto rubro-negro.


11 - Twitter Cassetadas da semana (em tempo real só em @rubionegrao)

"Aliás, deveria ser o lema do patético (mineiro) YES, WE CRY!" - Janbriel@ButecodoMengo

O Luiz Antônio não faz nada em campo. O Luxa apenas o coloca pra absorver o ódio dos torcedores, deixando os outros jogadores jogarem em paz

Botafogo, um time de berreiros.

Geisy Arruda, Bárbara Evans, Mayra Cardi, Pri Pires...
Quanto pagam ou o que fazem pra sair diariamente em notinhas na globopontocom?

Alguma relação entre o Botafogo estar prestes a cair e a presença do Cazalbé no elenco?

Antes da Copa, quando eu afirmei com todas as letras "TIME GRANDE NÃO CAI"...
... todos concordaram comigo...
Que droga!

Como diria Joel Santana, "É aquele fortinho" @sergiomrvieira CBF confirma o árbitro para a partida de quarta-feira entre Fla e Atlético-MG.

"Fogos próximos ao hotel “embalam” sono de jogadores do Fla em BH."
Sim, ainda existem retardados no século XXI.

Nenhum time do mundo resiste a deixar o adversário jogando dentro da própria grande área.

Hoje o atleticano finalmente sentiu mesma a sensação que sentiu a torcida do Raja Casablanca em 2013.

As galinhas já sofreram tanto nas nossas mãos que não acho de todo injusto terem um pouco de alegria nas suas vidinhas miseráveis.

Desde o começo do ano estou escrevendo que o Luis Antônio não podia mais vestir a camisa do Flamengo, nem que seja uma edição pirata.
Taí.

O Matheus não tá pronto pro time profissional porque ainda está com a cabeça no infantil.

Era jogo pra jogador macho, feio, rude e mal-educado. Jamais poderia ter colocado o delicado Matheus em campo.

E não é que essa veadagem de "Yes, we C.A.M." regula mêsssss?!

E nada mais faço. Agora, quanto a beber, tô apenas começando.

(Ás do quinta-colunismo esportivo, Rúbio Negrão, vulgo Rubro-Negão Trolhoso, vulgo RNT, é cria dos juniores do blog da Flamengonet, e aceita doações de camisas oficiais novas do Flamengo no tamanho G.)

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

EU NÃO ACREDITO

Eu não acredito que fomos goleados, pelo Atlético Mineiro, no Galinheiro da Pampulha, por 4 x 1, e eliminados da Copa do Brasil.

Eu não acredito que tínhamos ganhado o primeiro jogo por 2 x 0 (tremenda vantagem!) e tiraram de nossa boca o nosso docimdilei. (quem é mineiro, sabe do que estou falando. Quem não é, vai perguntar a alguém)

Eu não acredito que fizemos o mesmo papelão do Corinthians.

Eu não acredito que é a quarta vez que o Atlético consegue esta façanha.

Eu não acredito como é bom e confiante este time do Galo.

Eu não acredito que o Flamengo não duplicou a marcação a maior parte do tempo e que quase nada dava certo para nós.

Era o dia... Aliás, não era nosso dia.

Eu não acredito que um zagueiro alto e rápido como o Samir ficou fora deste jogo.

O Pofexô foi o pior em campo
Eu não acredito que o Leonardo Moura tinha que se machucar logo agora!

Eu não acredito que o Everton conseguiu chutar certo e marcar um gol. Logo hoje... 

Eu não acredito que o Luxemburgo mudou para uma tática tão covarde no segundo tempo.

Recuou o time demais, atraindo os mineiros para nosso lado, levantando o moral do adversário, que pressionou com muita raça, empurrado por uma torcida quase tão fanática quanto à nossa.

Não acredito que o Eduardo da Silva quis dar aquele passe de calcanhar bisonho, que gerou a virada atleticana. Tinha que pagar uma multa.

A partir deste gol é que o Flamengo, que ainda tinha um pouquinho de organização, ficou desesperado e perdidinho em campo.

Eu não acredito que o Pofexô tirou o Eduardo, que tava mal e colocou o Luiz Antonio.

O nosso digníssimo treinador acreditava que tirando um atacante e recuando ainda mais o time, ia segurar os hôme?

Só trouxe eles mais pra dentro de nossa área.

Por que o Flamengo abriu mão de avançar?

Eu não acredito que o Pofexô tirou o Nixon, que é veloz, tava bem e até ajudava na defesa, colocando o Elton!

O que é Elton? Ninguém ainda me respondeu esta pergunta.

Eu não acredito que o Pofexô tirou o Everton, que estava dando trabalho pros caras e colocou o Matteus Bebetinho, que nunca jogou bola.

Mais frio e sem sangue que o Mattheus, nem o Mugni.

Podem me jogar pedras. O segundo tempo era jogo para a velocidade do Negueba. Nem no banco estava, né?

Com sua velocidade e suas jogadas chaplinianas, o Negueba conseguiria segurar mais a bola lá na frente, junto com o Nixon.

Eu não acreditei, mas nosso Luxa acreditou que resolveria todos os problemas de um Flamengo caótico, jogando muito mal, com Luis Antonio, Elton e Bebetinho.

Poderíamos até perder, mas também poderíamos estar classificados, não fosse nosso elenquinho de brinquedo, fraquinho, que ficou com medo, em pânico.

Um time que até nos dá algumas boas alegrias, quando joga no Maracanã, com a torcida em cima.

Só que o Atlético Mineiro é um timaço e mereceu a classificação.

E o Luxemburgo e nossos jogadores parece que não acreditavam que o Galo era um time tão bom assim..

Ficaram iludidos com a vitória de 2 x 0 no Maraca (é nosso).

E quase nos classificamos, num chute do Canteros no último minuto.

Não era para ser mesmo...

Nós, torcedores também acreditamos que conseguiríamos nos classificar.

É... Não tem jeito... 

Como dizia o falecido Bussunda: "Torcida chata e nojenta essa do Flamengo. Se acham superiores em tudo... Mas com razão, não é?".

Até somos, mas em parte... Em parte...

Menos mal perder na semifinal. Perder a final é que seria insuportável.

A torcida do Atlético acreditou e parabéns para ela.

PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO   

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Jorginho: um dos melhores laterais da história do Flamengo

         Jorge de Amorim Campos, o Jorginho, nasceu em 17/8/1964 e disputou 264 partidas com o Manto Sagrado entre 1984 e 1989, marcando oito gols.
        Formado nas divisões de base do América, Jorginho veio para o Flamengo em 1984. A partir da chegada de Jorginho ao Mengão, Leandro, o maior lateral direito da história do clube,  passou a atuar na zaga devido a problemas no joelho. Jorginho substituiu Leandro com brilhantismo na lateral-direita rubro-negra, sendo fundamental para a conquista da Taça GB em 1984 (com gol de Adílio na final contra o Flu), 1988 e 1989, da Taça Rio em 1985 e 1986, do Campeonato Carioca em 1986 e do Campeonato Brasileiro (Copa União) em 1987.
Em 1986, o Flamengo conquistou o Campeonato Carioca contando com jogadores como Zé Carlos, Jorginho, Leandro, Mozer (Aldair), Adalberto, Andrade, Adílio, Zico e Bebeto. Na final da Taça Rio, Bebeto estufou as redes vascaínas duas vezes na emocionante vitória rubro-negra por 3 a 2, abrindo o placar com gol de falta e empatando o jogo (gols de Romário e Dinamite para nosso eterno rival, que chegou a fazer 2 a 1). Júlio Cesar marcou o gol da vitória e que deu ao Flamengo a vaga na final. Na grande decisão, Marquinho deu belo passe para Bebeto fazer o primeiro gol e Júlio César marcou o segundo com direito a frango do goleiro Acácio.
No ano seguinte, Jorginho junto com Zico, Leandro, Andrade, Leonardo, Bebeto, Renato Gaúcho, Zé Carlos, Zinho, Edinho e Aílton foi fundamental para a conquista do Tetra Brasileiro. Na dura semifinal contra o Atlético-MG, Bebeto marcou o gol da vitória rubro-negra por 1 a 0 no Maracanã. O goleiro Zé Carlos também se destacou com defesas difíceis e importantes nas duas partidas. No eletrizante jogo no Mineirão, Zico jogou no sacrifício e abriu o placar com um golaço de cabeça. O Galinho lançou Renato Gaúcho, que tocou para Bebeto fazer 2 a 0 para o Mengão. O Atlético empatou e Renato Gaúcho fez linda jogada, driblou o goleiro atleticano e garantiu a classificação do Flamengo para a final contra o Internacional. No primeiro jogo da decisão no Beira Rio, Renato Gaúcho cruzou para Bebeto marcar de cabeça para o Mengão. Amarildo empatou para os colorados. No Maracanã, Bebeto mais uma vez foi decisivo ao aproveitar o passe de Andrade e fazer o único gol do jogo e levar a taça para Gávea. A CBF demorou a reconhecer nosso quarto título brasileiro conquistado com tanta raça e talento.
Em 1984 e 1987, Jorginho foi Campeão Pré-Olímpico pela Seleção. Em 1988, junto com craques como Taffarel (Zé Carlos), Andrade, Giovani, Careca, Bebeto e Romário, Jorginho fez parte da Seleção Brasileira que conquistou a medalha de prata nas Olímpiadas de Seul ao perder para a União Soviética por 2 a 1 na final.
No ano seguinte, Jorginho se transferiu para o futebol alemão, defendendo o Bayern Leverkusen (1989-1992) e passando a atuar como meia. Em 1993, Jorginho foi para o Bayern de Munique (1993-1995), conquistando o Campeonato Alemão em 1994.
No mesmo ano, voltando a jogar na lateral e junto com ex-companheiros do Flamengo como Bebeto, Zinho, Leonardo e Aldair, além de Taffarel, Márcio Santos, Branco, Mauro Silva, Dunga, Mazinho, Raí, e Romário, Jorginho conquistou a Copa do Mundo com a Seleção Brasileira. Na semifinal contra a Suécia, Jorginho cruzou e Romário marcou o único gol que deu a vitória ao Brasil, garantindo a vaga  na decisão da competição. Foi inesquecível ver Baggio chutando a bola para fora na decisão por pênaltis na final contra a Itália na qual o goleiro brasileiro também brilhou defendendo um pênalti, garantindo a conquista do tetracampeonato mundial. Foi a primeira Copa que vi o Brasil ganhar.
 Em 1995, Jorginho foi para o Kashima Antlers, voltando a trabalhar com Zico. Jorginho fez sucesso no futebol japonês, conquistando o Bicampeonato da J-League (1996 e 1998) e a Copa do Imperador (1998).
Jorginho voltou ao Brasil e jogou no São Paulo (1999), no Vasco , sendo Campeão Brasileiro e da Copa Mercosul em 2000 e encerrou a carreira no Flu em 2001.
Em 2000, Jorginho criou o Bola Para Frente, projeto social que ajuda crianças carentes dando-lhes acesso ao esporte (futebol), educação e cultura.
Após encerrar a carreira como jogador, Jorginho começou a carreira de treinador no América em 2005.
Entre  2006 e 2010 , foi auxiliar de Dunga na Seleção, conquistando os títulos da Copa América (2007) e da Copa das Confederações (2009).  Na Copa de 2010, a Seleção foi eliminada nas quartas de final.
Em 2010, Jorginho treinou ainda o Goiás por um breve período. Em 2011, o ex-jogador fez um bom trabalho no comando do Figueirense. Em 2012, treinou o Kashima Antlers conquistando a Copa Suringa e a Copa da Liga Japonesa.
Em 2013, Jorginho treinou o Flamengo por três meses. No entanto, não teve muito sucesso no comando da equipe no Carioca e no Brasileiro, sendo substituído por Jayme de Almeida. No mesmo ano, foi treinador da Ponte Preta.
Em 2014, Jorginho treinou o Al-Nasir e atualmente treina a Chapecoense.
Obrigada por tudo que você fez pelo Flamengo e pela Seleção, Jorginho! Boa sorte no seu projeto social e em sua carreira de treinador!
Fontes:
Filho, Paschoal Ambrósio. 6X Mengão. Rio de Janeiro: Editora Maquinária, 2010.

     Vaz, Arturo e Júnior, Celso. Acima de tudo rubro-negro: a história do C. R Flamengo. Rio de Janeiro: Paju Editora, 2008.



domingo, 2 de novembro de 2014

LÉO MOURA E A VITÓRIA DE HOJE

Galera, apesar de termos vencido a Chapecoense por 3 x 0, no Maraca (é nosso), saí do estádio com um sentimento diria até de revolta, ouvindo muita gente criticando o Leonardo Moura, que perdeu o pênalti.

É inacreditável que a torcida do Flamengo, que é tão sacaneada por causa daquele pênalti que o Zico perdeu na Copa de 1986, venha reclamar do nosso capitão.

Eu continuo defendendo o Leonardo Moura.

Não vai ser por causa de um pênalti perdido que ele está jogando fora toda a sua gloriosa história vestindo o Manto Sagrado.

Ele perdeu o pênalti porque errou, bateu mal. Alguém aqui é infalível?

O Leonardo Moura nunca soube bater pênalti. 

Lembro dele ter perdido alguns.

Os goleiros sabem que ele sempre bate fraco, no canto direito e, melhor ainda, à meia altura.

Que goleiro não quer uma moleza dessas?

Nem puxei muito pela memória, mas lembro que, no ano passado ele perdeu um diante do São Paulo e saiu dizendo: "Tenho que treinar mais".

Treinou? Que nada!

Se bobear, hoje ele disse a mesma coisa.

Não era ele quem tinha que cobrar. Gostaria de saber de quem partiu essa ideia.

Tem zilhões de jogadores no Flamengo que batem pênalti melhor que ele. 

Mas não são tantos os jogadores do Flamengo que se dedicam como ele.

Injusto é que a galera esqueceu por quanto tempo o Leonardo Moura carregou esse time nas costas, em dez anos atuando com nossa camisa rubro-negra.

O Flamengo teve a época da Léomouramania, pois se ele jogava bem (e quase sempre ele ia bem), o time ganhava.

Se ele jogasse mal, era uma complicação...

Em cada partida, todos os jogadores de futebol acertam e erram, de montão, o tempo todo.

É disso que é feito o esporte. Erros e acertos é que determinam o resultado de um jogo.

Não precisa ser inteligente para entender isso.

Quanto ao jogo de hoje, o primeiro tempo foi lamentável de tão ruim, fora o lance do pênalti perdido.

O gordinho Anderson Pico tomou conta da partida. Foi o melhor em campo.

Anderson Pico fez seu primeiro gol
no Fla e foi o melhor em campo
Isso sem falar que fez um golaço num foguetaço que soltou de fora da área, além do cruzamento para o primeiro gol do Nixon.

O Pico precisa ainda perder uns três a cinco quilos e estar bem psicologicamente, pois tem tudo para ser titular absoluto da lateral-esquerda flamenguista por muitos anos. Isso se não fazer besteiras, bebidas, noitadas e levar a sério uma alimentação balanceada.

E torço para que o João Paulo continue no Fla, mesmo no banco, pois sabe cruzar como poucos.

Nosso problema na lateral-esquerda, se o Luxemburgo e os cartolas não fizerem merda, está resolvido.

Depois o Léo (que não é o Moura) cruzou para o gol de voleio do Nixon.

Dois gols do Nixon!

E tem gente, inclusive na diretoria do Flamengo, querendo se livrar do menino, como já fizeram com outros.

O Arthur e o Élton, as grandes contratações do ano, devem ser melhores, né, cartolagem?

Foi a primeira vez que esse Léo jogou direitinho. Diante do Botafogo, havido sido um desastre e, na minha opinião, maior responsável por aquela derrota.

Quarta-feira, no Galinheiro de BH, tem o segundo jogo semifinal da Copa do Brasil.

Agora quero saber: como vamos ficar na lateral-direita, se o Leonardo Moura não se recuperar?

Não tem jeito. Vamos de Léo e torcer para que ele jogue pelo menos como se apresentou hoje.

E o Éverton? E o Gabriel?

É muita gente com problema muscular no Flamengo...

Tomara que os problemas deles não sejam graves.

Sem falar da gripe do Cáceres, o homem que dá equilíbrio e proteção à nossa defesa.

Não quero mais quebrar a cabeça com isso. Já estou cansado.

Luxemburgo que se vire, com a inspiração da Nação.

Boa noite e SRN!

PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO