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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Calúnia do Rúbio Negrão

Sejemos cinseros e analfabéticos: sempre achei que um jogo de basquete fosse muito mais perigoso para as coronárias do que uma simples partida de futebol, disputada contra um time reconhecidamente freguês, e ainda por cima podendo perder pra se classificar.

Só que da mesma forma que sou incapaz de acertar os seis números da Mega-Sena (SEIS números! Qual é a dificuldade?), errei essa previsão: o futebol ainda é mais danoso ao sistema nervoso do que o basquete. Mas, como tudo o que vivo tem lá sua ironia, a que chamo carinhosmente de Claudinha, o Mengão perdeu no futebol para um time que tinha um tal de Leonardo Silva, talvez mais alto que o Walter Hermann, e um outro tal de Marcos Rocha, que joga nada com os pés, mas que da intermediária, usando somente as mãos, consegue arremessar a bola lá pra dentro da pequena área.

E perdemos pra essa tática: um zagueiro gigante tentando o cabeceio em todas as jogadas de ataque, e um lateral lançando a redonda com força para dentro de nós.

Obviamente, não foi apenas isso, meu leal detrator. Houve outra lambança, desta vez, de nossa parte, de nosso treinador Luxemburgo, a quem considero o melhor do mundo atualmente. Uma falha humana, porque apesar de falar muito palavrão, ele ainda é gente.

Cenão vejemos e erremos: ao colocar os defensivamente ineptos, e ofensivamente inócuos Luis Antônio e Matheus em campo, Luxa entregou a meia-cancha de mão beijada pras nossas pootinhas atleticanas. Assim não pode! Assim não dá! Em vez das duas camélias despetaladas citadas, metesse ali dois jogadores héteros, tipo Amaral, Samir, Marcelo. Pronto! Tava congestionado o meio. Tava embolado o jogo.

Mas tudo bem. Vida que segue, time grande não cai, pra frente é que se anda, o meu é maior que o teu, quem manda aqui sou eu, e batatinha quando nasce se esparrama pelo chão.

Parei. Por aqui ficarei porque estou com um gosto amargo na boca, e desconfio não ser por causa desta dose dupla de de Cinzano Rosso fora da validade.

Duplex Toc Zen 

1 - “Atlético-MG afasta André, Emerson Conceição e Jô por comprarem pizza”: No time do Kalil, os rolos não acabam em pizza, eles já começam nela.

2 - O Cuca venceu um Cariocão, e disse que tirou uma betoneira dos ombros. Agora, o Luxa saiu da “confusão”, e disse que tirou um saco de cimento: Tem gente aí na profissão errada.

3 - Pergunto aos ilustres conselheiros do Mais Querido que votarão contra a estrela do mundial de basquete na camisa do futebol: Devemos tirar a estrela mundial de futebol da camisa do basquete?

4 - “Renato Abreu revela que foi procurado pelo Vasco”Melhor pelo Vasco do que pela Jihad Islâmica, não é mesmo?

5 - Sobre 87, diz o torcedor do Scort Club que a taça ficou na Ilha do Retiro: Digo eu, bem mais digno, que o campeão ficou na história.

6 - “Com suspensão e lesões, defesa do Vasco vira quebra-cabeça para Joel”Será que o prazo de validade do Joel tá tão vencido que ele não consegue mais nem montar um quebra-cabeça de 5 peças?

7 - “Botafogo só terá decisões até o fim do Brasileirão”Seria uma excelente notícia, se o Brasileirão fosse disputado no sistema de mata-mata.

8 - Eleições no Vasco: Vence quem chegar em segundo.

9 - Sabe aquele galinho raquítico que fica kgando o terreiro inteiro? Pois é: Atlético mineiro.

9,1 - Responda rápido: De que vale yes we cam, vira-vira e classificação se o cara se olha no espelho, e percebe que não passa de um torcedor de Atlético?

9,2 - Aviso aos naufragantes: Após o Campeonato Brasileiro e a Libertadores, a galinha mineira se prepara para desvalorizar também a Copa do Brasil.

9,3 - Mas, pelo menos uma boa notícia: No ano que vem, aquele scudetto horroroso da CBF não vai mais poluir o sacrossanto manto rubro-negro.


11 - Twitter Cassetadas da semana (em tempo real só em @rubionegrao)

"Aliás, deveria ser o lema do patético (mineiro) YES, WE CRY!" - Janbriel@ButecodoMengo

O Luiz Antônio não faz nada em campo. O Luxa apenas o coloca pra absorver o ódio dos torcedores, deixando os outros jogadores jogarem em paz

Botafogo, um time de berreiros.

Geisy Arruda, Bárbara Evans, Mayra Cardi, Pri Pires...
Quanto pagam ou o que fazem pra sair diariamente em notinhas na globopontocom?

Alguma relação entre o Botafogo estar prestes a cair e a presença do Cazalbé no elenco?

Antes da Copa, quando eu afirmei com todas as letras "TIME GRANDE NÃO CAI"...
... todos concordaram comigo...
Que droga!

Como diria Joel Santana, "É aquele fortinho" @sergiomrvieira CBF confirma o árbitro para a partida de quarta-feira entre Fla e Atlético-MG.

"Fogos próximos ao hotel “embalam” sono de jogadores do Fla em BH."
Sim, ainda existem retardados no século XXI.

Nenhum time do mundo resiste a deixar o adversário jogando dentro da própria grande área.

Hoje o atleticano finalmente sentiu mesma a sensação que sentiu a torcida do Raja Casablanca em 2013.

As galinhas já sofreram tanto nas nossas mãos que não acho de todo injusto terem um pouco de alegria nas suas vidinhas miseráveis.

Desde o começo do ano estou escrevendo que o Luis Antônio não podia mais vestir a camisa do Flamengo, nem que seja uma edição pirata.
Taí.

O Matheus não tá pronto pro time profissional porque ainda está com a cabeça no infantil.

Era jogo pra jogador macho, feio, rude e mal-educado. Jamais poderia ter colocado o delicado Matheus em campo.

E não é que essa veadagem de "Yes, we C.A.M." regula mêsssss?!

E nada mais faço. Agora, quanto a beber, tô apenas começando.

(Ás do quinta-colunismo esportivo, Rúbio Negrão, vulgo Rubro-Negão Trolhoso, vulgo RNT, é cria dos juniores do blog da Flamengonet, e aceita doações de camisas oficiais novas do Flamengo no tamanho G.)

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

EU NÃO ACREDITO

Eu não acredito que fomos goleados, pelo Atlético Mineiro, no Galinheiro da Pampulha, por 4 x 1, e eliminados da Copa do Brasil.

Eu não acredito que tínhamos ganhado o primeiro jogo por 2 x 0 (tremenda vantagem!) e tiraram de nossa boca o nosso docimdilei. (quem é mineiro, sabe do que estou falando. Quem não é, vai perguntar a alguém)

Eu não acredito que fizemos o mesmo papelão do Corinthians.

Eu não acredito que é a quarta vez que o Atlético consegue esta façanha.

Eu não acredito como é bom e confiante este time do Galo.

Eu não acredito que o Flamengo não duplicou a marcação a maior parte do tempo e que quase nada dava certo para nós.

Era o dia... Aliás, não era nosso dia.

Eu não acredito que um zagueiro alto e rápido como o Samir ficou fora deste jogo.

O Pofexô foi o pior em campo
Eu não acredito que o Leonardo Moura tinha que se machucar logo agora!

Eu não acredito que o Everton conseguiu chutar certo e marcar um gol. Logo hoje... 

Eu não acredito que o Luxemburgo mudou para uma tática tão covarde no segundo tempo.

Recuou o time demais, atraindo os mineiros para nosso lado, levantando o moral do adversário, que pressionou com muita raça, empurrado por uma torcida quase tão fanática quanto à nossa.

Não acredito que o Eduardo da Silva quis dar aquele passe de calcanhar bisonho, que gerou a virada atleticana. Tinha que pagar uma multa.

A partir deste gol é que o Flamengo, que ainda tinha um pouquinho de organização, ficou desesperado e perdidinho em campo.

Eu não acredito que o Pofexô tirou o Eduardo, que tava mal e colocou o Luiz Antonio.

O nosso digníssimo treinador acreditava que tirando um atacante e recuando ainda mais o time, ia segurar os hôme?

Só trouxe eles mais pra dentro de nossa área.

Por que o Flamengo abriu mão de avançar?

Eu não acredito que o Pofexô tirou o Nixon, que é veloz, tava bem e até ajudava na defesa, colocando o Elton!

O que é Elton? Ninguém ainda me respondeu esta pergunta.

Eu não acredito que o Pofexô tirou o Everton, que estava dando trabalho pros caras e colocou o Matteus Bebetinho, que nunca jogou bola.

Mais frio e sem sangue que o Mattheus, nem o Mugni.

Podem me jogar pedras. O segundo tempo era jogo para a velocidade do Negueba. Nem no banco estava, né?

Com sua velocidade e suas jogadas chaplinianas, o Negueba conseguiria segurar mais a bola lá na frente, junto com o Nixon.

Eu não acreditei, mas nosso Luxa acreditou que resolveria todos os problemas de um Flamengo caótico, jogando muito mal, com Luis Antonio, Elton e Bebetinho.

Poderíamos até perder, mas também poderíamos estar classificados, não fosse nosso elenquinho de brinquedo, fraquinho, que ficou com medo, em pânico.

Um time que até nos dá algumas boas alegrias, quando joga no Maracanã, com a torcida em cima.

Só que o Atlético Mineiro é um timaço e mereceu a classificação.

E o Luxemburgo e nossos jogadores parece que não acreditavam que o Galo era um time tão bom assim..

Ficaram iludidos com a vitória de 2 x 0 no Maraca (é nosso).

E quase nos classificamos, num chute do Canteros no último minuto.

Não era para ser mesmo...

Nós, torcedores também acreditamos que conseguiríamos nos classificar.

É... Não tem jeito... 

Como dizia o falecido Bussunda: "Torcida chata e nojenta essa do Flamengo. Se acham superiores em tudo... Mas com razão, não é?".

Até somos, mas em parte... Em parte...

Menos mal perder na semifinal. Perder a final é que seria insuportável.

A torcida do Atlético acreditou e parabéns para ela.

PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO   

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Jorginho: um dos melhores laterais da história do Flamengo

         Jorge de Amorim Campos, o Jorginho, nasceu em 17/8/1964 e disputou 264 partidas com o Manto Sagrado entre 1984 e 1989, marcando oito gols.
        Formado nas divisões de base do América, Jorginho veio para o Flamengo em 1984. A partir da chegada de Jorginho ao Mengão, Leandro, o maior lateral direito da história do clube,  passou a atuar na zaga devido a problemas no joelho. Jorginho substituiu Leandro com brilhantismo na lateral-direita rubro-negra, sendo fundamental para a conquista da Taça GB em 1984 (com gol de Adílio na final contra o Flu), 1988 e 1989, da Taça Rio em 1985 e 1986, do Campeonato Carioca em 1986 e do Campeonato Brasileiro (Copa União) em 1987.
Em 1986, o Flamengo conquistou o Campeonato Carioca contando com jogadores como Zé Carlos, Jorginho, Leandro, Mozer (Aldair), Adalberto, Andrade, Adílio, Zico e Bebeto. Na final da Taça Rio, Bebeto estufou as redes vascaínas duas vezes na emocionante vitória rubro-negra por 3 a 2, abrindo o placar com gol de falta e empatando o jogo (gols de Romário e Dinamite para nosso eterno rival, que chegou a fazer 2 a 1). Júlio Cesar marcou o gol da vitória e que deu ao Flamengo a vaga na final. Na grande decisão, Marquinho deu belo passe para Bebeto fazer o primeiro gol e Júlio César marcou o segundo com direito a frango do goleiro Acácio.
No ano seguinte, Jorginho junto com Zico, Leandro, Andrade, Leonardo, Bebeto, Renato Gaúcho, Zé Carlos, Zinho, Edinho e Aílton foi fundamental para a conquista do Tetra Brasileiro. Na dura semifinal contra o Atlético-MG, Bebeto marcou o gol da vitória rubro-negra por 1 a 0 no Maracanã. O goleiro Zé Carlos também se destacou com defesas difíceis e importantes nas duas partidas. No eletrizante jogo no Mineirão, Zico jogou no sacrifício e abriu o placar com um golaço de cabeça. O Galinho lançou Renato Gaúcho, que tocou para Bebeto fazer 2 a 0 para o Mengão. O Atlético empatou e Renato Gaúcho fez linda jogada, driblou o goleiro atleticano e garantiu a classificação do Flamengo para a final contra o Internacional. No primeiro jogo da decisão no Beira Rio, Renato Gaúcho cruzou para Bebeto marcar de cabeça para o Mengão. Amarildo empatou para os colorados. No Maracanã, Bebeto mais uma vez foi decisivo ao aproveitar o passe de Andrade e fazer o único gol do jogo e levar a taça para Gávea. A CBF demorou a reconhecer nosso quarto título brasileiro conquistado com tanta raça e talento.
Em 1984 e 1987, Jorginho foi Campeão Pré-Olímpico pela Seleção. Em 1988, junto com craques como Taffarel (Zé Carlos), Andrade, Giovani, Careca, Bebeto e Romário, Jorginho fez parte da Seleção Brasileira que conquistou a medalha de prata nas Olímpiadas de Seul ao perder para a União Soviética por 2 a 1 na final.
No ano seguinte, Jorginho se transferiu para o futebol alemão, defendendo o Bayern Leverkusen (1989-1992) e passando a atuar como meia. Em 1993, Jorginho foi para o Bayern de Munique (1993-1995), conquistando o Campeonato Alemão em 1994.
No mesmo ano, voltando a jogar na lateral e junto com ex-companheiros do Flamengo como Bebeto, Zinho, Leonardo e Aldair, além de Taffarel, Márcio Santos, Branco, Mauro Silva, Dunga, Mazinho, Raí, e Romário, Jorginho conquistou a Copa do Mundo com a Seleção Brasileira. Na semifinal contra a Suécia, Jorginho cruzou e Romário marcou o único gol que deu a vitória ao Brasil, garantindo a vaga  na decisão da competição. Foi inesquecível ver Baggio chutando a bola para fora na decisão por pênaltis na final contra a Itália na qual o goleiro brasileiro também brilhou defendendo um pênalti, garantindo a conquista do tetracampeonato mundial. Foi a primeira Copa que vi o Brasil ganhar.
 Em 1995, Jorginho foi para o Kashima Antlers, voltando a trabalhar com Zico. Jorginho fez sucesso no futebol japonês, conquistando o Bicampeonato da J-League (1996 e 1998) e a Copa do Imperador (1998).
Jorginho voltou ao Brasil e jogou no São Paulo (1999), no Vasco , sendo Campeão Brasileiro e da Copa Mercosul em 2000 e encerrou a carreira no Flu em 2001.
Em 2000, Jorginho criou o Bola Para Frente, projeto social que ajuda crianças carentes dando-lhes acesso ao esporte (futebol), educação e cultura.
Após encerrar a carreira como jogador, Jorginho começou a carreira de treinador no América em 2005.
Entre  2006 e 2010 , foi auxiliar de Dunga na Seleção, conquistando os títulos da Copa América (2007) e da Copa das Confederações (2009).  Na Copa de 2010, a Seleção foi eliminada nas quartas de final.
Em 2010, Jorginho treinou ainda o Goiás por um breve período. Em 2011, o ex-jogador fez um bom trabalho no comando do Figueirense. Em 2012, treinou o Kashima Antlers conquistando a Copa Suringa e a Copa da Liga Japonesa.
Em 2013, Jorginho treinou o Flamengo por três meses. No entanto, não teve muito sucesso no comando da equipe no Carioca e no Brasileiro, sendo substituído por Jayme de Almeida. No mesmo ano, foi treinador da Ponte Preta.
Em 2014, Jorginho treinou o Al-Nasir e atualmente treina a Chapecoense.
Obrigada por tudo que você fez pelo Flamengo e pela Seleção, Jorginho! Boa sorte no seu projeto social e em sua carreira de treinador!
Fontes:
Filho, Paschoal Ambrósio. 6X Mengão. Rio de Janeiro: Editora Maquinária, 2010.

     Vaz, Arturo e Júnior, Celso. Acima de tudo rubro-negro: a história do C. R Flamengo. Rio de Janeiro: Paju Editora, 2008.



domingo, 2 de novembro de 2014

LÉO MOURA E A VITÓRIA DE HOJE

Galera, apesar de termos vencido a Chapecoense por 3 x 0, no Maraca (é nosso), saí do estádio com um sentimento diria até de revolta, ouvindo muita gente criticando o Leonardo Moura, que perdeu o pênalti.

É inacreditável que a torcida do Flamengo, que é tão sacaneada por causa daquele pênalti que o Zico perdeu na Copa de 1986, venha reclamar do nosso capitão.

Eu continuo defendendo o Leonardo Moura.

Não vai ser por causa de um pênalti perdido que ele está jogando fora toda a sua gloriosa história vestindo o Manto Sagrado.

Ele perdeu o pênalti porque errou, bateu mal. Alguém aqui é infalível?

O Leonardo Moura nunca soube bater pênalti. 

Lembro dele ter perdido alguns.

Os goleiros sabem que ele sempre bate fraco, no canto direito e, melhor ainda, à meia altura.

Que goleiro não quer uma moleza dessas?

Nem puxei muito pela memória, mas lembro que, no ano passado ele perdeu um diante do São Paulo e saiu dizendo: "Tenho que treinar mais".

Treinou? Que nada!

Se bobear, hoje ele disse a mesma coisa.

Não era ele quem tinha que cobrar. Gostaria de saber de quem partiu essa ideia.

Tem zilhões de jogadores no Flamengo que batem pênalti melhor que ele. 

Mas não são tantos os jogadores do Flamengo que se dedicam como ele.

Injusto é que a galera esqueceu por quanto tempo o Leonardo Moura carregou esse time nas costas, em dez anos atuando com nossa camisa rubro-negra.

O Flamengo teve a época da Léomouramania, pois se ele jogava bem (e quase sempre ele ia bem), o time ganhava.

Se ele jogasse mal, era uma complicação...

Em cada partida, todos os jogadores de futebol acertam e erram, de montão, o tempo todo.

É disso que é feito o esporte. Erros e acertos é que determinam o resultado de um jogo.

Não precisa ser inteligente para entender isso.

Quanto ao jogo de hoje, o primeiro tempo foi lamentável de tão ruim, fora o lance do pênalti perdido.

O gordinho Anderson Pico tomou conta da partida. Foi o melhor em campo.

Anderson Pico fez seu primeiro gol
no Fla e foi o melhor em campo
Isso sem falar que fez um golaço num foguetaço que soltou de fora da área, além do cruzamento para o primeiro gol do Nixon.

O Pico precisa ainda perder uns três a cinco quilos e estar bem psicologicamente, pois tem tudo para ser titular absoluto da lateral-esquerda flamenguista por muitos anos. Isso se não fazer besteiras, bebidas, noitadas e levar a sério uma alimentação balanceada.

E torço para que o João Paulo continue no Fla, mesmo no banco, pois sabe cruzar como poucos.

Nosso problema na lateral-esquerda, se o Luxemburgo e os cartolas não fizerem merda, está resolvido.

Depois o Léo (que não é o Moura) cruzou para o gol de voleio do Nixon.

Dois gols do Nixon!

E tem gente, inclusive na diretoria do Flamengo, querendo se livrar do menino, como já fizeram com outros.

O Arthur e o Élton, as grandes contratações do ano, devem ser melhores, né, cartolagem?

Foi a primeira vez que esse Léo jogou direitinho. Diante do Botafogo, havido sido um desastre e, na minha opinião, maior responsável por aquela derrota.

Quarta-feira, no Galinheiro de BH, tem o segundo jogo semifinal da Copa do Brasil.

Agora quero saber: como vamos ficar na lateral-direita, se o Leonardo Moura não se recuperar?

Não tem jeito. Vamos de Léo e torcer para que ele jogue pelo menos como se apresentou hoje.

E o Éverton? E o Gabriel?

É muita gente com problema muscular no Flamengo...

Tomara que os problemas deles não sejam graves.

Sem falar da gripe do Cáceres, o homem que dá equilíbrio e proteção à nossa defesa.

Não quero mais quebrar a cabeça com isso. Já estou cansado.

Luxemburgo que se vire, com a inspiração da Nação.

Boa noite e SRN!

PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO   

sábado, 1 de novembro de 2014

Mais uma estrela a brilhar

Eu sou totalmente a favor. E vocês?


VOLTANDO A FALAR DOS DRIBLES

Vamos aproveitar que amanhã o Flamengo vai jogar uma tremenda pelada, no Maraca (é nosso), contra o glorioso time da Chapecoense, e voltar a falar sobre a falta dos dribles no futebol.

É, porque se não sairmos de campo com 3 pontos, diante da Cha-pe-co-en-se, pelamordeDeus, né?

Se bem que sabemos que o Flamengo tropeça demais em times pequenos. O último foi o Botafogo.

Mas, vamos aos dribles!

Depois da vitória sobre o Atlético Mineiro, fiz um post falando da importância dos dribles, que havíamos ganhado graças aos dribles do Gabriel, que estava faltando drible no futebol... Drible... Drible... Drible...

E deixei uma pergunta no ar: porque estão rareando os dribles no nosso futebol?

Não quero nem saber do futebol dos outros países. Quero saber deste nosso problema.

O meu camarada Anderson Lopes me mandou o seguinte comentário: "O problema é que na base estão proibindo os meninos de driblar. E também porque, normalmente, os dribladores, com 11, 12 anos, são os menorezinhos do time. Como se agora se escolha o jogador pelo biotipo..."

O Anderson tem toda razão.

Este é o principal problema, mas a pergunta se mantém: por que não pode driblar?

Pôxa, essa é a grande beleza do futebol.

Quantas vezes um genial drible de um craque impressiona mais, muitas vezes te deixa mais feliz que um gol? 

Isso já aconteceu comigo e, com certeza, com quem está perdendo seu tempo lendo o que escrevo aqui neste cantinho.

Eu lembro das minhas peladas no Grajaú...

Eu era muito ruim de bola, mas como tinha pernas compridas e corria muito, jogava de centroavante, quando deixavam...

Estilo Brocador mesmo. Fazia gols de montão!

Acho até que eu era melhor que o Brocador. Falo isso sem o menor pudor.

Na verdade, eu era um ótimo goleiro, mas brigava demais para me deixarem jogar na linha, de vez em quando. Como eu fazia muitos gols, algumas vezes, a galera deixava, né? Principalmente quando o outro time era mais fraquinho. Além disso, havia um outro amigo, o Luís Cláudio, bom zagueiro, que também agarrava demais.

Como eu era perna-de-pau, raramente conseguia driblar alguém. 

Fazia meus gols na velocidade ou por estar bem colocado.

Mas quando eu conseguia driblar alguém... Vocês não imaginam a minha felicidade!

Ficava dias curtindo com a cara do driblado. Sempre arrumava um jeito de falar disso nas nossas conversas na esquina, que viravam a madrugada.

E o pessoal, é claro, só me sacaneava. Diziam que eu era tão ruim que a própria natureza me marcava...

Sacanagem...

Mas, vamos parar de falar da minha vida, que não interessa a ninguém. Vou tentar voltar ao assunto da falta de dribles.

Os treinadores das equipes de base dos clubes brasileiros, mudaram muito a sua filosofia.

Antigamente (e bota antigamente nisso), talvez até o final da década de 1980, os treinadores do infantil, infanto, juvenil, queriam descobrir talentos para o time de cima.

Lembra a frase? "Craque o Flamengo faz em casa".

Fazia, pois quando aparece um lá na Gávea, ele passa a ser proibido de mostrar o seu talento.

A ordem passou ser jogar, de preferência, em dois toques: recebe e passa ao companheiro melhor colocado.

Ai do cara que tente um drible e seja mal sucedido. Leva um esculacho e está arriscado até a ser mandado para o vestiário.

E podem ter certeza que tudo piorou depois que o Brasil foi tetra, na Copa de 1990, com aquele futebolzinho ruim, chato e irritante, onde os únicos talentos que se arriscavam a fazer algo diferente eram Bebeto e Romário.

O futebol feio e de resultados virou a fórmula da moda e ainda persiste, se bem que em menor intensidade.

Outro agravante é que, atualmente, os técnicos da base sonham (e com todo o direito) em um dia virarem técnicos famosos e bem pagos de times grandes.

Aí é que tudo se explica mais um pouco...

O "recebe e toca" tinha um motivo: o resultado.

Atualmente, os técnicos da base querem resultados. 

Só a vitória interessa (coisa óbvia), a qualquer custo, pois o treinador quer chegar ao clube orgulhoso, com a taça de campeão debaixo dos braços.

Muitos meninos que se profissionalizam têm técnica. Porque sabem fazer belas jogadas, dar um drible, deixar o adversário de bunda no chão.

E por que não fazem? Por que não tentam?

Porque a cabeça deles não deixa. Ficam com medo de levar bronca do técnico, vaias da torcida, xingamentos dos próprios companheiros.

Pô, se não arriscar, como saber se vai dar certo?

Aí não arriscam, aí nos deixam ver um futebol feio, apenas com rompantes de grandes jogadas, como fez o Gabriel.

Por estas e outras é que hoje fazemos festa pros outros.

Levamos goleadas de 7 x 1.

Ninguém tem o mesmo respeito à camisa da Seleção Brasileira. 

Respeitam muito a história, mas sabem que, hoje em dia, o nosso futebol só é capaz mesmo de contar belas histórias de conquistas épicas.

"E vamos partir pra cima do Brasil porque somos iguais a eles!"

Quantos craques em potencial passaram pelo Flamengo ultimamente e chegaram ao time profissional mal preparados técnica e psicologicamente?

Cito alguns atletas que muita gente vai me chamar de maluco, mas que foram talentos jogados fora, pois foram mal trabalhados na base. No time de cima já têm que chegar prontos. Isso é o correto. O resto é pegar experiência. E com nossa torcida rubro-negra impaciente...

Podemos citar, entre craques em potencial e outros que poderiam não ser craques, mas seriam grandes ou bons jogadores, que foram embora: Adryan, Erick Flores, Rafinha, Rodolfo, André Bahia, Andrezinho.

Grandes promessas. Algumas ainda lutam para ser o que deveriam, outros fizeram sucesso em outros lugares e alguns nunca serão nada.

Apesar do talento que carregam, a cabeça foi "mal feita", lááááá atrás, na base.

Quem tá me chamando de maluco agora, deve se lembrar que gritou muito das arquibancadas os nomes de alguns desses garotos...

De repente essa turma, que vinha bem, que tinha técnica, desaprendeu? Como?

Tá certo que vestir a camisa do Flamengo é difícil demais e ganhar muito dinheiro (às vezes) atrapalha.

Pra terminar, a culpa, definitivamente, está na formação de base.

Ou se muda a filosofia, ou vamos ver outros fracassarem e o futebol do Flamengo tendo que recorrer a jogadores de fora, contratados a peso de ouro.

Sem falar na decadência do futebol brasileiro em geral.

QUERO O DRIBLE DE VOLTA!

PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO