Pesquise no Flamengo Eternamente

Pesquisa personalizada

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

A conquista da Copa do Brasil de 2013

      Na coluna desta semana, vou recordar o tricampeonato da Copa do Brasil conquistado em 2013. O Flamengo também venceu a competição em 1990 e 2006.
        A seguir, vou relembrar passo a passo a conquista de 2013, que teve como destaque o desempenho de Léo Moura, Chicão (Samir), Wallace, André Santos, Elias, Luiz Antônio, Rafinha. Paulinho, Hernane.
        O Flamengo estreou na competição sob o comando de Jorginho vencendo o Remo por 1 a 0 no jogo de ida no Pará (gol de Rafinha). No jogo de volta no Raulino de Oliveira em Volta Redonda, o Mengão derrotou o time paraense por 3 a 0 com três gols de Hernane.
Na fase seguinte, o Flamengo enfrentou o Campinense. O time rubro-negro ganhou o primeiro jogo por 2 a 1 com dois golaços de falta de Renato Abreu. No jogo de volta, o Flamengo venceu pelo mesmo placar. A torcida fez linda festa em Juiz de Fora! Léo Moura cruzou na área do time paraibano, a zaga tentou cortar, mas marcou um gol contra. A equipe paraibana empatou. No segundo tempo, em linda troca de passes entre Rodolfo, Luiz Antônio, Elias e o estreante Paulinho, Elias deu um sem-pulo e desempatou, marcando um golaço. O Fla pode não ter feito uma partida brilhante, mas se classificou para enfrentar o Asa de Arapiraca na terceira fase da competição.
Não contando mais com Renato Abreu e sob o comando de Mano Menezes, já que Jorginho foi demitido pelo péssimo desempenho no Brasileiro, o Mengão venceu o time alagoano no jogo de ida por 2 a 0 com gols de Marcelo Moreno e Nixon. No jogo de volta, o Mengão ganhou por 2 a 1. Abriu o placar com Elias na primeira etapa e levou um gol do ASA no segundo tempo. Marcelo Moreno, de cabeça, marcou o gol da vitória rubro-negra aproveitando cruzamento de Bruninho.  
Nas oitavas de final, o Mengão enfrentou o Cruzeiro, um dos favoritos ao título, e a classificação foi duríssima. Na partida de ida no Mineirão, o Flamengo perdeu para o time mineiro por 2 a 1, com o gol do Flamengo sendo marcado pelo criticado Carlos Eduardo, aproveitando o rebote de um chute de Marcelo Moreno, que contou com a falha do zagueiro do Cruzeiro Dedé na jogada. Vale destacar também grandes defesas de Felipe, que evitaram que uma vitória cruzeirense por placar maior.  O Flamengo precisava vencer o líder do Brasileiro no jogo de volta no Maracanã. E conseguiu. Contando com o apoio da Nação, o Rubro-Negro derrotou o Cruzeiro por 1 a 0 na raça com gol de Elias, que mesmo machucado, foi o melhor em campo. Rafinha e Paulinho também atuaram bem.
Mas no Brasileiro a situação do Flamengo estava muito complicada com o time correndo risco de rebaixamento. Depois que o Fla perdeu para o Atlético-PR por 4 a 2, Mano Menezes pediu demissão num misto de covardia e incompetência. Jayme de Almeida Filho assumiu o cargo de treinador rubro-negro, o que foi fundamental para a conquista da Copa do Brasil de 2013 e a permanência do Mengão na Série A. Depois de comandar o time como interino em alguns jogos, Jayme foi efetivado como técnico rubro-negro exatamente nas quartas de final da Copa do Brasil contra o Botafogo. No primeiro jogo, Flamengo e Bota empataram em 1 a 1. André Santos marcou o gol do Fla após cruzamento de Paulinho e Edilson fez o gol do alvinegro.
No jogo de volta, festa rubro-negra no dia do aniversário de Léo Moura. O camisa 2 foi um dos destaques na incontestável goleada por 4 a 0 na partida contra o Botafogo. Léo, Paulinho e Hernane tiveram estrela. Jayme, técnico do Fla, também. Jogada de mestre colocar Paulinho junto com André Santos no lado esquerdo. Deu uma velocidade incrível ao time. Só não precisava ter escalado Carlos Eduardo, que perdeu gol feito. Ainda bem que o Hernane foi decisivo. André Santos cobrou falta e Hernane estava no lugar certo e abriu o placar. A parceria entre André e o camisa 9 rubro-negro deu certo mais uma vez e Hernane ampliou a vantagem do Flamengo no placar. No segundo tempo, o domínio rubro-negro continuou. Hernane marcou mais um e Léo Moura marcou o quarto de pênalti. Festa da Nação que lotou o Maraca, reverenciou Léo Moura e mais uma vez empurrou e embalou onze jogadores vestidos de vermelho e preto com cânticos mágicos. Baile de Paulinho e Hernane para o capitão rubro-negro.
Na semifinal da competição, o adversário do Mengão foi o Goiás. No primeiro jogo no Serra Dourada, Paulinho fez boa tabela com André Santos e abriu o placar com um golaço. Vitor empatou para o Goiás e Chicão garantiu a vitória do Fla com gol de falta. Na partida de volta no Maracanã, Sacha abriu o placar para o time goiano. Após boa troca de passes com Elias, Hernane empatou com um golaço de cobertura. Elias marcou um golaço de fora da área e garantiu a virada e a vaga rubro-negra na final.
O Flamengo disputou o título com o Atlético-PR. No jogo de ida em Curitiba empate em 1 a 1. No início do primeiro tempo, o time do Flamengo ficou desatento e levou o gol em um míssil de Marcelo Cirino, mas Amaral empatou com outro chutão. Vibrei muito. Gostei muito das atuações de Amaral, Samir e Wallace. Deram muita segurança à defesa do Flamengo. O segundo substituiu muito bem o experiente Chicão. 
Que festa linda na segunda partida da final no Maracanã! A Nação lotou o estádio. O time rubro-negro fez bonito e venceu o Atlético-PR por 2 a 0. O empate em 0 a 0 dava o título ao Mengão, mas um gol do Atlético poderia mudar tudo e os gols demoraram a sair deixando a torcida tensa.  Elias, Luiz Antônio, Hernane, Paulinho e Samir tiveram grande atuação na finalíssima. Paulinho deu lindo drible no jogador do time paranaense e tocou para Elias abrir o placar no fim do jogo. Explodi e chorei de alegria e alívio. Hernane marcou o lindo segundo gol do Mengão após receber passe de Luiz Antônio já nos acréscimos e foi o artilheiro da competição com oito gols. Gritei com toda a torcida mesmo na frente da TV da minha casa: “É campeão!” “Tricampeão!” Vaga na Libertadores de 2014 garantida. !
Vitória da superação de Felipe e de Amaral, da experiência do capitão Léo Moura, da classe de Elias, do futebol de Paulinho, dos gols de falta de Chicão, da pontaria de Hernane e de Jayme de Almeida, que injetou sangue rubro-negro em um time desacreditado e o levou a derrotar Botafogo, Goiás e o rubro-negro paranaense. Que emoção ver o Léo Moura levantando a taça e o time dando a volta olímpica! Valeu por essa imensa alegria de recordar a conquista de mais um título nacional, Mengão!

Fontes:





quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Calúnia do Rúbio Negrão

Sejemos cinseros e analfabéticos: esta Calúnia podia estar fazendo uma retrospectiva 2014 do Flamengo, mas prefere matar, roubar ou “estrupar”. Porque retrospectivas não levam a nada quando não se tem nada para lembrar.

Do Flamengo, meus leais detratores, prefiro fazer uma espécie de “frentospectiva” 2015, porque gostem ou não, é pra lá que estamos indo. E neste meu humilde, porém ambicioso exercício de futurologia, onde abusarei também da minha consagrada técnica de “embromologia”, prevejo que se o Flamengo não contratar pelo menos uns três machos alfas para liderarem a alcateia, a onça vai beber água.

Cenão vejemos e erremos: apostas são aceitáveis quando se tem lastro. Ou seja: num time como o do Barcelona, com Messi, Neymar, Xavi, Iniesta, Suárez e companhia, não há mal nenhum em testar um Luiz Antônio da vida, mesmo ciente de que irá jogar com um jogador a menos. Por outro lado, testar Arthur Maia, Thalysson e Bressan num time instável é suicídio, mesmo se os caras forem bons de bola. Porque ninguém chega do interior de Saturno, veste o sacrossanto manto perante milhões de fiéis e infiéis, e dá conta do recado nas primeiras 30 partidas. E caso tal milagre ocorra, terá sido algo como ganhar sozinho na Mega-Sena acumulada.

Ah, e sem ter jogado um cartão sequer.

Assim sejendo, em português horrendo, fiquei bastante animado com a vinda do Marcelo Cirino, que, apesar de jovem, é um jogador prêt-à-porter (para os ignorantes que não entendem russo, “pronto para usar”). Do mesmo modo que ficarei muito contente com a chegada do Jadson, e mais ainda se for para a reserva do tal “10 de fechar o aeroporto” anunciado pela Rádio Globo.

A isso eu chamo de encorpar o elenco, de um jeito que nem o Pico conseguiria fazer numa tarde de folga dentro do Bob's.

E aqui termina a minha “frentospectiva” 2015. Breve, bem sei, mas foi a que deu pra fazer após uma mistura malsucedida de sidra e Cinzano.

Agora, retrospectiva 2014 eu posso fazer é de mim mesmo, porque no ano que passou cumpri quase todas as resoluções assumidas em 31 de dezembro de 2013, a saber: beber muito Cinzano com azeitona verde no palito, dormir até depois das 2 da tarde todos os dias, não trabalhar, não me exercitar, e sair da minha zona de conforto para outra zona mais confortável ainda.

A única resolução que não consegui tirar do papel foi tomar 2 Cornettos da Kibon por dia, porque confesso que em meados de agosto acabei enjoando.

Mas deste ano não passa.

Duplex Toc Zen

1 - Em 2014 o Flamengo privilegiou tanto a probidade...: Que acabou montando um time pobrinho.

2 - Mas em 2015 o Mengão vai decolar: Doyen a quem doyer. #TrocadalhoDoCarilho

3 - Se sobrou alguma coisa que preste pro Flamengo lá no falido Botafogo?: Só a estrela solitária, pra fazer companhia à nossa estrela dourada do Mundial.

4 - Aí o torcedor do time francês Le Havre sonhou com Agüero...: E acordou com Cachaceiro...

5 - Como se diz “menos que zero” em twittês?: 99%.

6 - Não sei se o Flamengo fará alguma contratação de “fechar o aeroporto”...: Mas garanto que fará dispensas de interditar o cais do porto.

7 - Dica ao consumidor: Jamais adquira um pau de selfie fabricado no Japão, porque ele praticamente não altera o ângulo da foto.

8 - Fica esperto, aí, ô mão de vaca!: A morte súbita do FluminenC é um exemplo pra você que acha bobagem ter um plano de saúde decente.

9 - Resta saber se o tal 10 vai fechar o aeroporto por causa dos milhares de torcedores que atrairá por ser craque...: Ou por causa das centenas de policiais que mobilizará por ser criador de casos.

2015 - Twitter Cassetadas da semana (em tempo real só em @rubionegrao)

"Réveillon. Michel Teló vai comandar virada na Paulista."
Gente...

"Grupo protesta por estudantes sumidos há 3 meses no México."
Matar aula state of the art.

"Cantareira sobe pela terceira vez consecutiva."
O Vasco só subiu duas. #ChupaBacalhau

"Estão contratando a barca de 2016." - @MBallem@ButecodoMengo 

O Rafinha é talentoso, sabe jogar e tal, mas com aquele corpinho não vai se criar.
Perto dele, até o delicado Roger Flores parece parrudão.

Contratação pra fechar aeroporto? Deve ser o Rogerio Ceni, porque vive dando apagão.

Os caras fecham um aeroporto, mas não fecham jogador.

Porque a pressa em contratar jogador se ainda faltam 368 dias pra terminar 2015?

"O Flamengo não tá conseguindo contratar jogador que fecha rodoviária, imagine aeroporto." - @_stompy@ButecodoMengo 

Spoiler de série ninguém quer ler, mas quando se trata de spoiler de contratação, rubro-negro vai à loucura.

Esse negócio de "fechar aeroporto" não cola, porque aeroporto não fecha.

Já avisaram pro Cirino que ele vai ter que recuar pra cobrir o Moicano com reflexos dourados?

"Jiboia é entregue por moradora, em Manaus, e reintroduzida à natureza."
Inteirinha?

"Obama ganha busto rico em detalhes feito em impressora 3D."
Ufa, pensei que tinha colocado silicone.

"A 2 dias do fim do ano, 6 categorias seguem sem receber salários e 13º."
Verdade. Pertenço à categoria dos desocupados, e até agora, nada.

Estão falando de um grande camisa 10 no Flamengo? Vem cá: qual é a altura do Jadson?

Aí vem o Djalminha pra ser o nosso 10, e vocês reclamam que ele tá velho...
Orra, cês também querem tudo de mão beijada!

"A gente viaja na maionese e vem um "Cólon" da vida e caga outro argentino por aqui!." - Robson / Campos-RJ@ButecodoMengo 

Pra quem está com rojões encalhados desde a Copa do Mundo, a hora é esta!

Anderson Pico indo pro terceiro tender inteiro, mas desta vez vai acompanhar com cerveja mesmo porque enjoou do milk-shake.

Vaza, 2014 FDP!

E nada mais retrospecto.

(Ás do quinta-colunismo esportivo, Rúbio Negrão, vulgo Rubro-Negão Trolhoso, vulgo RNT, é cria dos juniores do blog da Flamengonet, e aceita doações de camisas oficiais novas do Flamengo no tamanho G.)

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

As conquistas do Troféu Ramon de Carranza e do Torneio Cidade de Santander

Na coluna desta semana, tratarei de conquistas rubro-negras em terras espanholas na Era Zico: o bicampeonato do Troféu Ramon de Carranza (1979 e 1980) e o Torneio Cidade de Santander (1980).
Em agosto de 1979, o supertime do Mengão contando com craques como Cantareli, Toninho, Manguito, Nélson, Júnior, Carpeggiani, Andrade (Adílio), Zico, Tita, Cláudio Adão e Uri Geller venceu o grande time do Barcelona por 2 a 1. Carpeggiani deu passe para Uri Geller driblar um jogador adversário e abrir o placar. Toninho foi derrubado na área. O juiz equivocadamente marcou falta fora da área e não pênalti. Azar do time catalão. Zico marcou o segundo gol rubro-negro. Apesar do domínio da equipe comandada por Coutinho, Esteban diminuiu para o Barça. A imprensa espanhola ficou impressionada com o toque de bola do timaço rubro-negro e os dribles de Uri Geller.  Na final, o Flamengo venceu o Ujpest, o campeão húngaro, por 2 a 0 com dois gols de Zico, conquistando o torneio. Nesse mesmo ano, o Mengão conquistou o terceiro tricampeonato carioca de sua história (1978-1979 Especial-1979 ao vencer os dois campeonatos cariocas realizados em 1979.
Em 1980, após conquistar pela primeira vez o Campeonato Brasileiro e também a Taça GB, o Flamengo venceu vários torneios internacionais, dois deles na Espanha. Contando com Raul (Cantareli) no gol, o lateral direito Carlos Alberto e os zagueiros Rondinelli (Mozer) e Marinho e o atacante Nunes (e Lico na reserva), o Flamengo venceu o Real Sociedad por 2 a 0 (gols de Zico e Adílio) e o Spartak Sofia por 2 a 1 (dois gols de Zico para o Mengão e Bazov para o time búlgaro), conquistando o torneio Cidade de Santander.
A seguir, o Flamengo disputou novamente o Troféu Ramon de Carranza. Empatou em 2 a 2 com o Dínamo Triblisse (da antiga União Soviética) com gols de Nunes e Adílio para o Mengão, que venceu nos pênaltis por 4 a 3. Na final, o Flamengo venceu o Bétis por 2 a 1 (com dois gols de Zico para o Fla e um de Moran para o time espanhol), garantindo o bi do torneio.
Bom recordar algumas das conquistas internacionais do grande time rubro-negro no fim dos anos 70 e início dos anos 80 já começando a encantar o mundo. E é com a alegria proporcionada pelo toque de classe e mira certeira de Zico, pelos dribles e gols  de Adílio e Uri Geller e pelo faro de gol de Nunes na Espanha que encerro a ultima coluna de 2014. Aproveito para desejar um Feliz 2015 com muita paz, saúde e sucesso e conquistas no futebol e na vida a todos os rubro-negros e leitores do Blog Flamengo Eternamente.
Fontes:
http://www.flaestatistica.com/anoaano.html
Assaf, Roberto e Martins, Clóvis. Almanaque do Flamengo. São Paulo. Editora Abril: 2001.
Vaz, Arturo, Júnior, Celso e Filho, Paschoal Ambrósio. 100 anos de bola, raça e paixão: a história do futebol do Flamengo. Rio de Janeiro: Maquinária Editora: 2012.


quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Calúnia do Rúbio Negrão

Sejemos cinseros e analfabéticos: tem época no ano melhor que esta? Um período em que pessoas bafejadas pela sorte tentam ajudar os menos favorecidos, como, por exemplo, o Uram conseguindo uma milagrosa renovação de contrato pro Léo Moura. Um tempo em que as instituições mais poderosas abrem seus cofres para presentear o homem mais humilde, como, por exemplo, o Flamengo prometendo um belo presente aos seus milhões de torcedores.

Se o leal detrator pensou no Natal, enganou-se redondamente. Esta fase do ano é apenas o recesso futebolístico, ou simplesmente a pré-pré-temporada. 

Pelo menos pra mim, que estou sentado no sofá nesta noite de 24 de dezembro com um copo de Cinzano numa mão, e o dedo indicador da outra “catamilhando” este teclado de apagadas letras do meu desktop 486, tentando não descarregar minhas frustrações sobre os que agora me leem. E o motivo não pode ser mas simples e primal: até hoje, ninguém me presenteou ou doou uma camisa oficial nova do Flamengo no tamanho G sequer! Como posso manter minha coleção de camisas rubro-negras respeitável se nem ao menos consigo arrumar a primeira peça? O único, repito, o ÚNICO que teve a humanidade de se lembrar de mim neste Natal deprimente, me enviando uma grana e um pote de gel modelador foi o cracaço Léo Moura, o homem, o mito, o gênio da bola, além de capitão eterno do Flamengo. Valeu?

Mesmo assim, recalque não se cria comigo. De modo que, seus ingratos, apesar de ser desprezado pela humanidade, apesar de ser pobre de grana e de espírito, imaginei os presentes que eu daria pros jogadores rubro-negros caso eu pudesse.

Cenão vejemos e erremos:

Paulo Victor: um tratamento completo contra daltonismo, para que ele finalmente consiga enxergar que joga vestindo um uniforme amarelo;

Léo Moura: um cilindro de oxigênio de 50 litros;

Marcelo: antolhos, que é pra ele parar de ficar se assustando à toa;

Wallace: uma faixa da Adidas pra usar no braço esquerdo durante os jogos;

Pico: 52 sessões de manicure pra manter as unhas bem aparadas, e não ficar beliscando o dia todo;

Cáceres: um porta-cartões de couro pra ele organizar os diversos amarelos e vermelhos que coleciona durante o ano;

Canteros: um anemômetro pra calcular a velocidade do vento antes de realizar lançamentos longos demais;

Marcio Araújo: um terno escuro e uma pistola Taurus pra exercer condignamente a função de guarda-costas do Léo Moura; 

Conca, opa, escapou, Rodrigo Caetano... Digo, Negueba: 30 caixas de Homogenin, e mais 20 de Super Proteinato de Cálcio 90;

Eduardo da Silva: uma cânula nasal pra ele poder aproveitar o balão de oxigênio do Léo Moura;

Paulinho: um par de sandálias do modelo humildade;

Everton: um airbag; e

Lu%a: um camisa 10 bom de bola.

Em tempo: rezo para que Papai Noel exista, do contrário acabei de dar um tiro num petista que tentou entrar pela janela da minha sala.

Duplex Toc Zen

1 - A propósito: Se os dirigentes do Flamengo são chamados de Blues, porque não chamamos os governantes do Brasil de Reds?

2 - O Flamengo é tão bom pra galera que quando todos esperavam receber um simples presente de Natal, ele deu o bom velhinho inteiro: Léo Moura. 

3 - “Léo Moura recua e renova com o Flamengo até junho de 2015”: Justo, porque quem não chega à linha de fundo não merece contrato que chegue ao fim do ano.

4 - Efeito Tostines: O Léo Moura chegou ao fim da linha porque não chega à linha de fundo, ou não chega à linha de fundo porque chegou ao fim da linha?

5 - Após tungar do Flamengo o título de 87, o Sport já tem outro golpe em vista: Exigir naming rights da SporTV.

6 - E não é que o Joel Santana tá investindo na carreira de garoto-propaganda?: Sempre com produtos voltados pros segmentos B e C, tipo Vasco da Gama e Head & Shoulders.

7 - O Flamengo anda tão politizado, mas tão politizado...: Que a esperança para 2015 se chama Nixon.

8 - Twitter Cassetadas da semana (em tempo real só em @rubionegrao)

"Alckmin anuncia ex-secretário de Kassab para assumir Segurança."
Cheguei a pensar que iria assumir outra coisa.

"Stevie Wonder será homenageado na edição do Grammy 2015, em fevereiro."
Quem viver, verá.

Chegamos a um ponto em que jogador que quer receber salários em dia tem que jogar no Flamengo.

Credibilidade chama dinheiro. Eu, por exemplo, não tenho nenhum.

"Gabriel ganha do Botafogo na justiça e liminar deixa volante livre."
Vê se aprende, ô Luiz Antônio!

"Jurídico do Fla comemora redução de 84% de ações trabalhistas em 2 anos."
Foi só o Luiz Antônio baixar o facho.

"Quebra de rotina faz pais esquecerem filho no carro."
Tudo isso pra não pagar ao flanelinha?

E nada mais comemoro.

(Ás do quinta-colunismo esportivo, Rúbio Negrão, vulgo Rubro-Negão Trolhoso, vulgo RNT, é cria dos juniores do blog da Flamengonet, e aceita doações de camisas oficiais novas do Flamengo no tamanho G.)

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Homenagem a Nonô

            Claudionor Gonçalves da Silva, o Nonô, nasceu em 1899 e, segundo o site Fla-Estatística, disputou 141 jogos pelo Flamengo entre 1921 e 1930, marcando 122 gols.
            O atacante altíssimo e mulato ajudou o Fla a conquistar o Campeonato Carioca em 1921, 1925 e 1927.
               Em 1921 , o Flamengo lutava ´pelo bicampeonato carioca, já que havia conquistado o título estadual no ano anterior. Manteve o time base da conquista do carioca de 1920 com nomes como o goleiro Kuntz, Sidney Pullen, Candiota e Junqueira e contratou Nonô e Orlando. Mas não foi muito bem no primeiro turno. Empatou em 1 a 1 com o São Cristóvão, perdeu para o Bangu por 4 a 2 (os gols do Fla foram marcados por Nonô). Mas venceu o América por 4 a 0 com dois gols de Nonô, um de Sidney Pullen e outro de Candiota; Porém, como o Fla perdeu para o Americano por 5 a 0 e empatou com o Bangu por 3 a 3, o primeiro técnico da história do Clube, Ramon Platero, foi substituído pelo zagueiro Telefone, que passou a atuar tanto como jogador quanto como técnico. Vale destacar a emocionante vitória por 4 a 3 contra o Flu (com dois gols de Junqueira , um de Nonô e um de Candiota para o Mengão e três de Machado para o Flu), o empate em 2 a 2 contra o Bota (os gols rubro-negros foram marcados por Junqueira e Japonês). Fechando o turno o Fla empatou com o Andaraí por 3 a 3 (os gols do Fla foram marcados por Sidney Pullen, Nonô e Junqueira.
No segundo turno, o Flamengo goleou o São Cristóvão por 6 a 3 (com três gols de Galvão Bueno, dois de Sidney Pullen e um de Nonô para o time rubro-negro), empatou com o América por 3 a 3 (gols de Junqueira, Nonô e Telefone para o Fla). mas perdeu para o Andaraí por 3 a 2. Empatou com o Flu em 1 a 1 (com o gol de empate do Fla sendo marcado por Junqueira), mas venceu o Bota de virada por 3 a 1 com dois gols de Candiota e um de Junqueira e derrotou o Bangu por 2 a 0 (gols de Candiota e Nonô).
          Como ao final dos dois turnos da competição, América e Flamengo terminaram empatados com 15 pontos, foi realizado um jogo extra entre as duas equipes para decidir o Carioca de 1921. O Flamengo jogou com Kuntz, Burgos e Telefone, Rodrigo, Sidney Pullen e Dino, Galvão Bueno, Candiota e Junqueira, Nonô e Orlando. O América entrou em campo com Tomich, Peres e Barata, Osvaldo, Miranda e Avellar, Barroso, Gilberto, Chico, Muniz e Ribeiro. Chico cruzou e o goleiro rubro-negro se enrolou pondo a bola para dentro. Nonô empatou a partida com um chute entre as pernas do goleiro do América. Que frango! Com esse gol, Nonô foi o artilheiro do Fla no campeonato, já que marcou onze vezes na competição. O jogo foi para a prorrogação. Candiota aproveitou uma bola mal rebatida por Avellar e fez o gol do título: 2 a 1 Flamengo! A torcida rubro-negra comemorou o bi carioca com um desfile de corsos, fazendo muita festa pelas ruas da cidade.
          Em 1923, ano em que nasceu a rivalidade entre Flamengo e Vasco (tema de que tratarei em uma próxima coluna) e nosso maior rival conquistou o título carioca pela primeira vez, Nonô foi o artilheiro do Campeonato com 17 gols. Pela primeira vez um jogador rubro-negro conseguiu esse feito.
         Em 1924, no dia do aniversário do Mengão, o Flamengo enfrentou o Paulistano, que contava com o ex-goleiro do Fla Kuntz e Friedenreich, grande craque do futebol brasileiro na época do amadorismo. Friedenreich fez 2 a 0 para o time paulista, mas o Flamengo virou o jogo com atuação fantástica de Nonô, que marcou três gols. Junqueira fez o quarto gol rubro-negro, fechando o placar.
         No ano seguinte, o Flamengo fez uma campanha espetacular no Campeonato Carioca. Contando com craques que jogavam pela Seleção como o goleiro Batalha, Hélcio, Penaforte, Japonês, Candiota, Nonô e Moderato, o Mengão só não foi campeão invicto porque perdeu para o Flu por 3 a 1. O Flamengo conquistou o campeonato ao vencer o América por 4 a 0 na rodada final jogando com o seguinte time: Batalha, Hélcio, Penaforte, Japonês, Zito ,Hermínio, Vadinho (Newton), Candiota, Nonô. Aché e Moderato. Os .gols do Fla foram marcados por Candiota , Nonô (2) e Aché. Nonô teve atuação impressionante na competição e foi o artilheiro do Campeonato com 30 gols.
           Nonô também ajudou o Flamengo a conquistar o Campeonato Carioca de 1927, mesmo que o Fla tendo sofrido uma goleada de 9 a 2 para o Bota. Destaco três partidas fundamentais para a conquista rubro-negra. O Flamengo derrotou o Vasco com grande atuação do goleiro Amado e dos atacantes Moderato e Vadinho. Mesmo sentindo fortes dores abdominais, Moderato entrou em campo e participou das jogadas de todos os gols da vitória por 3 a 0 marcados por Vadinho. Nos dois primeiros gols, Moderato cruzou duas bolas certeiras na cabeça de Vadinho, que não perdoou. No terceiro gol, Moderato deu longo passe para Vadinho fechar o placar. Depois do jogo, Moderato foi para o hospital ser operado de apendicite supurada, pondo sua saúde em risco por amor ao Mengão. Na penúltima rodada da competição o Flamengo venceu novamente o Vasco por 2 a 1 com gols de Nonô e Vadinho para o Mengão. Faltava vencer o América para o Fla conquistar o título. Vale lembrar ainda que o ex–zagueiro rubro negro Penaforte jogou pelo América no Carioca de 1927, o que fez o jogador ser vaiado pela torcida do Flamengo por todo jogo, desestabilizando o adversário e contribuindo para a vitória rubro-negra. Jogando com Amado, Hermínio, Hélcio, Benevenuto, Seabra, Rubens, Chrystolino (Nilton),Fragoso, Vadinho, Nonô (Frederico ) e Moderato, que ainda se recuperava da cirurgia de apêndice e demonstrou muita raça ao disputar a partida com uma cinta abdominal, o Mengão venceu o time rubro por 2 a1 com gols de Nonô e Moderato para o Flamengo e Celso para o América. Mais um título carioca conquistado pelo Mengão com muito amor ao Manto Sagrado e comemorado com muita festa pela torcida!
       Infelizmente, Nonô morreu de tuberculose em 1931 aos 32 anos, deixando saudade na torcida rubro-negra. Mas deixou seu nome gravado na história do Mengão como um dos grandes artilheiros da história do Clube.

Fontes:

Assaf, Roberto e Martins, Clóvis. Almanaque do Flamengo. São Paulo. Editora Abril : 2001.
          Vaz, Arturo, Júnior, Celso e Filho, Paschoal Ambrósio. 100 anos de bola, raça e paixão: a história do futebol do Flamengo. Rio de Janeiro: Maquinária Editora: 2012.


sábado, 20 de dezembro de 2014

Recordar é Viver: Há 15 anos...

Hoje, neste 20 de dezembro, comemora-se 15 anos da conquista do nosso último título internacional: A Copa Mercosul.





Disputada por clubes que já tinham ganho a Libertadores e outros clubes grandes que até então nunca tinham a conquistado, a Copa Mercosul era o 2o torneio mais importante do continente. Na edição de 1999 participaram 16 clubes, em 5 grupos de 4 clubes, onde se classificavam os 5 primeiros de cada grupo, mas os 3 melhores 2os colocados. 

O Flamengo, que tinha até começado bem a competição, com vitórias sobre Olímpia (2x1) e Colo-Colo (4x0 em Santiago), foi derrotado fora de casa pela Universidad de Chile (2x0) e pelo Olímpia, já no returno. A situação se complicou com o tropeço em casa contra o Colo-Colo (2x2), restando na última vitória golear "La U" por 5 gols de diferença na última rodada pra se garantir entre os melhores segundos colocados.  Mas 5 foi pouco. A goleada de 7x0, com 4 gols de Romário, colocaram o Flamengo nas 4as de final. 

Nas 4as de final, enfrentamos o Independiente. Empate no jogo de ida em Avellaneda (1x1), e mais uma goleada rubro-negra no Maracanã. 4x0. Estávamos nas semifinais. 

Enquanto isso, no Brasileirão, a campanha irregular, com tropeços em jogos decisivos, nos deixou de fora dos mata-matas do Brasileirão. Pra piorar a situação, o time eliminado, e já sem muita motivação pro Brasileirão, sofreu uma grave baixa. Em Caxias do Sul alguns jogadores armaram uma farra com algumas modelos locais. O presidente Edmundo dos Santos Silva não gostou e mandou embora, logo quem?, Romário. Semanas depois o Baixinho assinaria com os Vices da Gama, para disputar o Torneio de Verão, que foi carinhosamente apelidado de "Mundial de Clubes da Fifa".

Restou recuperar a moral da tropa na Mercosul, onde enfrentaríamos na semifinal o Peñarol. No jogo de ida, 3x0 pro Mengão, com gols de Leandro Machado, Maurinho e Lê. No jogo de volta, o Flamengo, que tinha a classificação na mão, chegou a estar vencendo por 2x1, mas cedeu a vitória no finzinho, talvez pra tentar sair sem muitos arranhões do Centenário. Não deu muito certo. Após o fim do jogo, muita briga, com direito ao goleiro Clêmer tomando uma surra de toalha dos uruguaios. Com o placar agregado de 5x3, estávamos na final do torneio.

A final da Mercosul colocou novamente frente a frente Flamengo x Palmeiras. Naquele ano, já háviamos encontrado eles nas quartas-de-final da Copa do Brasil, onde saímos eliminados, no finzinho, com um gol pra lá de duvidoso. O troco viria. Não sabiam que seria no mesmo ano. O Palmeiras, que havia faturado a Libertadores, mas no Mundial perdeu pro Manchester United, tentava o bicampeonato da Mercosul, um bom prêmio de consolação. A nós restava a vingança, com um time limitado, que pra muitos não conseguiria dar trabalho ao "parmalático" time paulista. 

No jogo de ida, no Maracanã, um show de gols e uma virada  sensacional do Flamengo. 4x3, com gols do zagueiro Juan, Caio (o Caio Ribeiro da "plimplim") e Reinaldo, descontando Junior Baiano, Asprilla e Paulo Nunes. 

Para o jogo de volta, só a vitória interessava  ao Palmeiras, para forçar um 3o jogo. Ao Flamengo bastava o empate para levantar a taça. O Palmeiras saiu na frente com Arce, de pênalti mas Caio e Rodrigo Mendes viraram o jogo. Arce, de falta, e Paulo Nunes, desviraram o jogo, mas Lê fez o gol do título. Brilhou a estrela do grande técnico Carlinhos, que levou o desacreditado time rubro-negro a um dos seus mais importantes títulos.

A Campanha:
27/07/99 - 2 x 1 Olimpia (PAR) - Romário (2) - Maracanã
04/08/99 - 4 x 0 Colo-Colo (CHL) - Rodrigo Mendes (2), Romário e Fabio Baiano - Est. Monumental, Santiago
26/08/99 - 0 x 2 Universidad do Chile (CHL) - Est. Nacional, Santiago
08/09/99 - 1 x 3 Olimpia (PAR) - Leonardo Inácio - Defensores del Chaco, Assunção
21/09/99 - 2 x 2 Colo-Colo (CHL) - Caio e Marco Antonio - Maracanã
07/10/99 - 7 x 0 Universidad do Chile (CHL) - Romário (4), Caio, Marco Antonio e Rodrigo Mendes - Maracanã
02/11/99 - 1 x 1 Independiente (ARG) - Fabio Baiano - Avellaneda, Buenos Aires
05/11/99 - 4 x 0 Independiente (ARG) - Leandro Machado (2), Fabio Baiano e Romário - Maracanã
25/11/99 - 3 x 0 Peñarol (URU) - Leandro Machado, Maurinho e Lê - Maracanã
09/12/99 - 2 x 3 Peñarol (URU) - Athirson e Reinaldo - Est. Centenário, Montevidéu
16/12/99 - 4 x 3 Palmeiras - Caio (2), Juan e Reinaldo - Maracanã
20/12/99 - 3 x 3 Palmeiras - Caio, Rodrigo Mendes e Lê - Parque Antarctica

Vale muito a pena rever os gols dos jogos da final. 


sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

CONCORDO PLENAMENTE QUE É UMA COVARDIA E UMA FALTA DE RESPEITO COM UM ÍDOLO

MAIS UMA VERGONHA DA DIRETORIA DO FLAMENGO!

MATÉRIA PUBLICADA NO UOL.

Irmã de Léo Moura detona cúpula do Fla por proposta de 6 meses: 'covardia'


A indefinição sobre o futuro de Léo Moura começa a irritar a família do lateral-direito e capitão do Flamengo. Nesta sexta-feira, a irmã do experiente jogador não poupou críticas à diretoria do Rubro-negro por conta da proposta de renovar com o atleta por um período menor que o desejado pelo camisa 2.
"Fazer uma proposta de redução de salário e renovação por seis meses para um jogador que foi fiel a uma só camisa por dez anos, é no mínimo uma covardia", desabafou em uma rede social, dizendo ainda se sentir perplexa com a situação.
Na última quinta-feira, Léo Moura já havia postado uma foto no Instagram com seu empresário, Eduardo Uram, e deixado uma mensagem em tom de despedida.
"Ao longo de todos esses anos essa pessoa fantástica e competente sempre direcionou minha carreira de forma brilhante,hoje estamos aqui mais uma vez juntos para direcionar o meu futuro..e certo que Deus também esta no controle. Certas coisas na vida nem sempre acontece da forma que planejamos,mas estamos sempre preparados para ultrapassar qualquer barreira", escreveu o lateral.
Com o vínculo atual se encerrando em 31 de dezembro, Léo Moura conversa há algumas semanas com a diretoria para resolver seu futuro. Com 10 anos de clube, ele deseja mais um ano de contrato, mas a cúpula rubro-negra não pensa desse jeito e lhe oferece apenas um acordo até o final do Campeonato Carioca.
Internamente, diretoria e técnico Vanderlei Luxemburgo não pretendem estender o vínculo, mas têm certo receio de dispensar um ídolo da torcida e receber uma chuva de críticas. A novela deve ter um desfecho até o final desta semana.
PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO   

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Calúnia do Rúbio Negrão

Sejemos cinseros e analfabéticos: dentre as inúmeras especulações com jogadores em andamento (ou “desandamento”), pincei para esta Calúnia a que mais me interessa no momento: a minha possível contratação pelo GE para assumir, porém sem sair do armário, o blog do Flamengo.

Quem começou a campanha foi o nobre Vinicius Paiva (@vpaiva_btj), um daqueles caras que acredita tanto no próprio taco que não tem medo de colocar azeitona na empada dos outros. Ou melhor, gelo no Cinzano alheio.

Alguns leais detratores apoiaram a sugestão, outros a ignoraram solenemente, e alguns simplesmente começaram a me pedir dinheiro emprestado. Mas nenhum, absolutamente nenhum se preocupou em me perguntar se o GE realmente tinha me feito alguma consulta.

Mesmo assim, como insider profundo e sem vaselina da minha própria vida, sinto-me na obrigação de informar ao leais detratores que de concreto até o momento, só o fato de eu ter desbloqueado o Gustavo Poli no Twitter. Vai que ele quer falar comigo?

Mas de resto, tudo especulação, e um tipo de especulação que me incomoda bastante por dois motivos.

Cenão vejemos e erremos:

Primeiramente, trata-se de um cargo remunerado, e, por ter grana na parada, tecnicamente é trabalho, e, por ser trabalho, eu me recuso a fazê-lo.

Segundamente (obrigado, Vicente Matheus!), ouvi dizer que pra trabalhar para o Grupo Globo é preciso passar pelo teste do sofá, que, segundo alguns galãs da emissora de TV, não dói apenas no orgulho.

Assim sejendo, em português horrendo, muito provavelmente não deverei aceitar o convite que nem sequer recebi, a não ser que o receba, de fato. Mas não se aflijam, ó detratores, porque apesar da enchida que deram na minha bola, a fama fugaz não me subiu à cabeça: continuarei sendo a mesma pessoa genial, linda, pegadora, simpática e apaixonante de sempre.

Duplex Toc Zen

1 - Sempre que ouço que chegará ao Mengão um cara pra escolher camisa, me pergunto: Será um jogador ou um estilista?

2 - E parece que a sala de troféus da Gávea receberá um novo e valioso objeto: Uma caneta sem tinta.

3 - “Under Armour vestirá o São Paulo” 1: Tinha que ter algo a ver com armário no nome, né?

4 - “Under Armour vestirá o São Paulo” 2: Peraí. Se “Armour” é “armário”, “Under” é “debaixo” ou “dentro”?

5 - Agora é sério: Para 2015, alguns jogadores precisam ser dispensados, e outros, repensados.

6 - Se o Matheus suportará a dor da dispensa?: Ninguém sabe, porque até hoje, o garoto nunca demonstrou nenhuma emoção.

7 - “Vice-presidente do Cruzeiro admite haver negociação pelo retorno de Fred”: Retorno ao Cruzeiro ou à Seleção?

8 - Finalmente com novo treinador, o Vasco não está mais à deriva: Está à Doriva.

9 - Negueba, Luiz Antônio, Muralha e Matheus pelo Erik do Goiás: “Moeda de troca o Flamengo faz em casa.”

2ª - Surpresa não é o Botafogo ter caído de novo: Surpresa é o Botafogo ter se fingido de time grande todos esses anos.

11 - Credibilidade deixou de ser problema pro Flamengo: Agora o problema é só grana.

12 - “Rubro-negro faz consulta por Conca”De uma hora pra outra, o Flamengo começou a fazer tantas consultas que até parece que acertou com a Unimed.

13 - Depois da top Unimed, o Fluminense terá que se sujeitar a um plano de saúde tipo Lincx: Que só oferece consultas com Cazalbé, Jobson, Sheik, e demais especialistas do mesmo ramo.

14 - Não me surpreende a Unimed ter deixado o Fluminense: Depois que o assistido passa dos 100 anos, o plano de saúde faz de tudo pra deixar ele na mão.

15 - A sorte do Léo Moura é que o Flamengo é devagar quase parando pra acertar com jogador: No dia em que o Mengão acelerar o passo, o Moicano vai ficar pra trás.

16 - Propaganda enganosa: Em São Paulo anunciam o Bom Prato a 1 real, mas o Atlético-MG só arrumou um médio Pratto a 700 mil!

17 - Twitter Cassetadas da semana (em tempo real só em @rubionegrao)

Recebi um atestado de probidade da @MarluciMartins: fui bloqueado.
Pra ganhar o Nobel da Paz só falta eu ser processado pelo Eurico Miranda.

Ainda bem que o STJD julgou rapidinho essa queda do Twitter.

Desta vez o Eurico Miranda deu azar, porque retornou ao futebol brasileiro quando o futebol brasileiro tá falido.

Estou 99% certo no Blog do Flamengo no GE.

Estou por um teste do sofá pra ser confirmado no Blog do Flamengo no GE.

Domingão sem futebol te deprime? Então finja que estão jogando Botafogo e Vasco na TV, e boa soneca.

Do mundial rubro-negro de 81, só me lembro de ter passado o 2º tempo inteiro batendo papo com meu pai, porque a fatura já estava liquidada.

O problema com a renovação do Léo Moura é que acabou a tinta da caneta, e o gás do jogador.

Ô, Léo Moura: até o Richarlyson teve a hombridade de se aposentar!

"O Flamengo tem que se decidir logo." - Eduardo Uram
Então diga de uma vez quanto o Léo Moura está disposto a pagar pra jogar em 2015, ora!

Se o Léo Moura reúne condições pra mais uma temporada?
Do jeito que ele vem jogando, com o freio de mão puxado, joga fácil até 2018.

Marquinhos e Gilson Kleina recusaram a proposta do Vasco porque ser auxiliar-técnico do Eurico Miranda ninguém merece, né?

Se eu sou o Rodrigo Caetano acabo com a frescura, e baixo uma ordem na Gávea pra 2015: corte de cabelo só igual ao do Kim Jong-un.

O Léo Moura jamais será citado no perfil @vaievem_futebol por com ele ou vai ou vem. Ir e vir foi só até 2011.

"Agentes analisam melhor vitrine para Dudu, novo 'queridinho' do mercado."
Olha aí um novo Carlos Eduardo pintando na área...

Treinador o Vasco já tem.
Agora só falta o time.

Conselho pro Léo Moura: se aposenta rápido, antes que o Pará chegue e diga que ganhou a sua vaga.

A Xuxa não renovou com a Globo porque já aturou todo tipo de baixinho, menos o salário.

E a Polícia Civil acabar de dar batidas no Botafogo e no Fluminense pra investigar os desmanches.

E nada mais escrevo, que o teclado tá sem tinta.

(Ás do quinta-colunismo esportivo, Rúbio Negrão, vulgo Rubro-Negão Trolhoso, vulgo RNT, é cria dos juniores do blog da Flamengonet, e aceita doações de camisas oficiais novas do Flamengo no tamanho G.)

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Resenha do livro a.Z.--d,Z.: o Flamengo e o mundo antes e depois de Zico, de Aldizio Tabosa e Marcelo Rosenthal (Rio de Janeiro: Editora Maquinária, 2014)


Zico é um marco na história do Flamengo. Foi com o Galinho em campo que o Flamengo conquistou quatro títulos brasileiros (1980, 1982, 1983, 1987), uma Libertadores e o Mundial Interclubes (1981) e sete Cariocas (1972 — campeonato em Zico disputou poucos jogos como reserva — 1974, 1978, 1979-!979 Especial, 1981 e 1986), além de outros torneios nacionais e internacionais.
O a.Z.--d,Z. : o Flamengo e o mundo antes e depois de Zico presta uma homenagem a Zico narrando historias de torcedores em jogos do Flamengo em 1968, 1972, 1978, 1985, 1987. 1995, 2000, 2004 e 2007. O grande diferencial do livro é relembrar o que acontecia na vida do maior ídolo rubro-negro e destacar fatos históricos, culturais e esportivos ocorridos no ano de cada partida, entrelaçando futebol, teatro, cinema, música, literatura, novelas de TV e vários esportes (entre eles automobilismo, vôlei, basquete nas Olimpíadas).
Só na primeira história (que acontece em 1968), o Flamengo perde. Entre as décadas de 1970 e 2000 são narradas vitórias do Mengão.
Gostei muito da história da família que vai ao Maracanã ver a final da Taça GB de 72 e presencia a atuação de Zico na preliminar fazendo dois gols no Tricolor e o show que o Flamengo de Liminha, Caio Cambalhota, Doval e Paulo Cesar Caju deu no Flu.
A história do menino que confessa ao pai vascaíno que virou Flamengo na final do Carioca de 78 e fica super feliz com o mítico gol de Rondinelli no Vasco também me emocionou.
Fiquei arrepiada com a aventura e raça de dois rubro-negros para curtir a vitória do Mengão na semifinal do Brasileiro de 87 em pleno Mineirão superando as condições mais adversas para ver Zico, Bebeto e Renato Gaúcho e Cia depenarem o Galo Mineiro.
Ri muito com a história do torcedor rubro-negro que briga com a namorada para bebemorar uma goleada do Fla no Bota em 85 e encontra seu verdadeiro amor graças à paixão pelo Mengão. A narrativa explora os vários sentidos da palavra “decisão”.
Também me diverti com a história de um flamenguista no velório de um vascaíno no dia da final do Carioca de 2004.
Foi bom recordar a vitória na Taça GB contra o Bota em 1995, uma goleada em que o Flamengo venceu o Vasco por 4 a 2 no mesmo ano e a conquista do Carioca em 2000 em divertidas histórias.
O humor também impera na história que fecha o livro narrando a despedida de solteiro de um flamenguista durante a arrancada do Mengão no Brasileiro de 2007, saindo da zona de rebaixamento e chegando ao G4.
Só senti falta de uma história que relembrasse uma das grandes conquistas do Flamengo entre 1980 e 1983. Apesar disso, gostei do livro.

Assim, como é ressaltado na orelha do livro, no prefácio assinado por Zico e no comentário de Paschoal Ambrósio Filho em comentário na contracapa da obra, com uma mistura de drama, romance e aventura e muita criatividade, Aldizio Tabosa e Marcelo Rosenthal homenageiam Zico traçando um painel da vida de nosso maior ídolo, relembrando jogos e conquistas do Mengão no contexto histórico-cultural e esportivo em que estas ocorreram. Por isso, convido o leitor a entrar no túnel de tempo de a.Z,--d,Z,, , mais uma obra que reverencia merecidamente o maior jogador da história rubro-negra e um dos maiores ídolos do futebol mundial. 

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Calúnia do Rúbio Negrão

Sejemos cinseros e analfabéticos: mais uma vez chegamos àquela época do ano, deliciosa para uns, irritante para outros, em que o boato passa a ser uma prática aceitável, e até encorajada.

Ou os leais detratores acham que durante as férias futebolísticas os jornais venderão exemplares ostentando manchetes do tipo “Fla está com contas quase em dia” e “Vasco consegue doação de dois caminhões-pipa”?

Quantos page views os sites esportivos gerariam cobrindo as férias do Amaral ou as novas tiradas do Joel Santana?

De modo que a alternativa que o profissional da mídia esportiva tem para não perder o emprego por falta do que fazer é “apurar” das suas “fontes secretas” quais seriam as negociações “mais quentes” do “mercado da bola”.

E por “fontes secretas” entendam o que quiserem, desde “redatores de programas humorísticos”, passando por “criadores de pegadinhas”, até simples “desocupados que morgam na internet”.

Cenão vejemos e erremos: já montei uns quatro ou cinco timaços diferentes do Flamengo só com as “informações” que leio diariamente nas redes sociais e antissociais. Cada novo vídeo de jogadores a que assisto me dá a certeza de que finalmente nasceu um novo Zico, e de que Pelé não passava de um enganation adulado pela mírdia escrotiva paulicha.

Bobagem, bem sei. Só há duas fórmulas infalíveis para se montar um elenco forte e equilibrado, e a primeira delas é saber que não há fórmulas infalíveis para se montar um elenco forte e equilibrado, porque mesmo quando um determinado atleta fez uma temporada exuberante numa equipe de menor expressão, certamente no Flamengo ele sentirá a pressão da torcida, o peso do sacrossanto manto, e o cansaço de ter que voltar toda hora lá da ponta esquerda pra cobrir o Léo Moura.

Ou seja, a primeira fórmula exige pensar pequeno.

Já a segunda fórmula infalível para se montar um elenco forte e equilibrado é ter grana, muita grana pra contratar jogadores igualmente infalíveis, como Robben, Neymar e Cris Ronaldo pro ataque, Schweinsteiger, Pirlo, Iniesta e Messi pro meio, David Luiz, Piqué e Lahm pra defesa, e o Neuer pro gol.

Daí, a segunda fórmula exige pensar grande.

Assim sejendo, em português horrendo, todo e qualquer diretor de futebol que se preze precisa entender que um atleta pode defender um clube anos a fio sem receber salários e direitos de imagem, e mesmo após a sua aposentadoria levar outros tantos anos a fio pra recebê-los, mas quando esse mesmo atleta se transfere pra um novo time sempre acaba custando uma bela grana, mesmo quando “vem de graça”.

Duplex Toc Zen

1 - Ecos do Brasileirão: Ano que vem, dos times itinerantes de divisão, Atlético-MG, Corinthians, Fluminense, Grêmio, Palmeiras e Vasco disputarão a Série A, enquanto o Botafogo voltará para a Série B.

2 - Justiça corrupta: Se o Luiz Antônio tivesse derrotado o Flamengo na Justiça do Trabalho, e ido jogar no Palmeiras, o time paulista teria caído.

3 - No início do ano, o Luiz Antônio perdeu tempo tentando sair do Flamengo à base de processos: Bastou ele voltar jogar a sua bolinha ridícula, e pronto: tá fora!

4 - Aceitam um queijinho?: Como o Flamengo já teve muito atacante sem brie que não sabia fazer gouda, por que não experimentar o Pratto? #TrocadalhoDoCarilho

5 - “O que me deixou ressabiado? Falta de gols [do Pratto] nos maiores jogos - River, Boca, Racing, Independiente, Estudiantes, San Lorenzo... Os maiores ali foram os Argentinos Jrs. e o Newells Old Boys.” – Gustavo Brasília: Então tá tudo em casa, Gustavo, porque no Brasileirão quase todos os times são pequenos.

6 - Não sei se o Fred tem uma pegada forte: Mas, pelo que revelou o Tiago Neves, tem uma manjada poderosa.

7 - Primeira lição: O Flamengo ficou na Série A porque time grande não cai.

8 - Segunda lição: Palmeiras, Fluminense, Atlético-MG e Corinthians ficaram na Série A porque time pequeno não cai sempre.

9 - Peço apenas um esclarecimento: Se o Pará vier pra Gávea, em quanto a dívida do Grêmio com o Flamengo será aumentada?

$ - Só digo uma coisa: É muito injusto os valorosos Blues fazerem das tripas coração pra pagar as dívidas rubro-negras, enquanto o Grêmio se livra de um baita prejuízo cedendo o desvalorizado Pará.

11 - Enquanto isso nas Laranjeiras, Waltinho anda desesperado com a debandada da Unimed: Porque o sonho acabou.

12 - Alguém avisa lá pro FluminenC: Não, o SUS não oferece plano pra cobrir contratação superfaturada.

13 - “Empresário sobre Léo Moura: ‘Falta assinar, mas a caneta está sem tinta’”Tinta a caneta tem, só que ela também não consegue mais descer pra ponta.

14 - Dica pro Pico perder 15kg em um dia: Basta esquecer de buscar o filho de 3 anos na escola.

15 - Flamengo usará jogadores como moeda de troca:

Felipe: “Rublo-negro”

Léo Moura: “Coroa enxuto”  

Luiz Antônio: “Peso morto”

Thomas: “Franco-atirador”

Matheus: “Meia pataca”

16 - Twitter Cassetadas da semana (em tempo real só em @rubionegrao)

E o Palmeiras deixou escapar o tri da Série B.

"A vingança é um Pratto que se come frio", já dizia o Waltinho.

Pará com isso, Luxa!

Se você acha o cabelinho do Pará ridículo é porque ainda não viu o futebol dele.

Inteligente a estratégia dos Blues de ameaçar a torcida com Pará. Assim, quando o Léo Moura renovar por 5 anos terá torcedor soltando fogos.

Além de Pará e Recife, pra dominar o Brasil, o Fla tem que contratar Ceará, André Bahia, Maranhão, Marcelinho Paraíba e Marquinhos Paraná.

FICA, LÉO MOURA!

E nada mais negocio.

(Ás do quinta-colunismo esportivo, Rúbio Negrão, vulgo Rubro-Negão Trolhoso, vulgo RNT, é cria dos juniores do blog da Flamengonet, e aceita doações de camisas oficiais novas do Flamengo no tamanho G.)