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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Calúnia do Rúbio Negrão

Sejemos cinseros e analfabéticos: mais uma vez chegamos àquela época do ano, deliciosa para uns, irritante para outros, em que o boato passa a ser uma prática aceitável, e até encorajada.

Ou os leais detratores acham que durante as férias futebolísticas os jornais venderão exemplares ostentando manchetes do tipo “Fla está com contas quase em dia” e “Vasco consegue doação de dois caminhões-pipa”?

Quantos page views os sites esportivos gerariam cobrindo as férias do Amaral ou as novas tiradas do Joel Santana?

De modo que a alternativa que o profissional da mídia esportiva tem para não perder o emprego por falta do que fazer é “apurar” das suas “fontes secretas” quais seriam as negociações “mais quentes” do “mercado da bola”.

E por “fontes secretas” entendam o que quiserem, desde “redatores de programas humorísticos”, passando por “criadores de pegadinhas”, até simples “desocupados que morgam na internet”.

Cenão vejemos e erremos: já montei uns quatro ou cinco timaços diferentes do Flamengo só com as “informações” que leio diariamente nas redes sociais e antissociais. Cada novo vídeo de jogadores a que assisto me dá a certeza de que finalmente nasceu um novo Zico, e de que Pelé não passava de um enganation adulado pela mírdia escrotiva paulicha.

Bobagem, bem sei. Só há duas fórmulas infalíveis para se montar um elenco forte e equilibrado, e a primeira delas é saber que não há fórmulas infalíveis para se montar um elenco forte e equilibrado, porque mesmo quando um determinado atleta fez uma temporada exuberante numa equipe de menor expressão, certamente no Flamengo ele sentirá a pressão da torcida, o peso do sacrossanto manto, e o cansaço de ter que voltar toda hora lá da ponta esquerda pra cobrir o Léo Moura.

Ou seja, a primeira fórmula exige pensar pequeno.

Já a segunda fórmula infalível para se montar um elenco forte e equilibrado é ter grana, muita grana pra contratar jogadores igualmente infalíveis, como Robben, Neymar e Cris Ronaldo pro ataque, Schweinsteiger, Pirlo, Iniesta e Messi pro meio, David Luiz, Piqué e Lahm pra defesa, e o Neuer pro gol.

Daí, a segunda fórmula exige pensar grande.

Assim sejendo, em português horrendo, todo e qualquer diretor de futebol que se preze precisa entender que um atleta pode defender um clube anos a fio sem receber salários e direitos de imagem, e mesmo após a sua aposentadoria levar outros tantos anos a fio pra recebê-los, mas quando esse mesmo atleta se transfere pra um novo time sempre acaba custando uma bela grana, mesmo quando “vem de graça”.

Duplex Toc Zen

1 - Ecos do Brasileirão: Ano que vem, dos times itinerantes de divisão, Atlético-MG, Corinthians, Fluminense, Grêmio, Palmeiras e Vasco disputarão a Série A, enquanto o Botafogo voltará para a Série B.

2 - Justiça corrupta: Se o Luiz Antônio tivesse derrotado o Flamengo na Justiça do Trabalho, e ido jogar no Palmeiras, o time paulista teria caído.

3 - No início do ano, o Luiz Antônio perdeu tempo tentando sair do Flamengo à base de processos: Bastou ele voltar jogar a sua bolinha ridícula, e pronto: tá fora!

4 - Aceitam um queijinho?: Como o Flamengo já teve muito atacante sem brie que não sabia fazer gouda, por que não experimentar o Pratto? #TrocadalhoDoCarilho

5 - “O que me deixou ressabiado? Falta de gols [do Pratto] nos maiores jogos - River, Boca, Racing, Independiente, Estudiantes, San Lorenzo... Os maiores ali foram os Argentinos Jrs. e o Newells Old Boys.” – Gustavo Brasília: Então tá tudo em casa, Gustavo, porque no Brasileirão quase todos os times são pequenos.

6 - Não sei se o Fred tem uma pegada forte: Mas, pelo que revelou o Tiago Neves, tem uma manjada poderosa.

7 - Primeira lição: O Flamengo ficou na Série A porque time grande não cai.

8 - Segunda lição: Palmeiras, Fluminense, Atlético-MG e Corinthians ficaram na Série A porque time pequeno não cai sempre.

9 - Peço apenas um esclarecimento: Se o Pará vier pra Gávea, em quanto a dívida do Grêmio com o Flamengo será aumentada?

$ - Só digo uma coisa: É muito injusto os valorosos Blues fazerem das tripas coração pra pagar as dívidas rubro-negras, enquanto o Grêmio se livra de um baita prejuízo cedendo o desvalorizado Pará.

11 - Enquanto isso nas Laranjeiras, Waltinho anda desesperado com a debandada da Unimed: Porque o sonho acabou.

12 - Alguém avisa lá pro FluminenC: Não, o SUS não oferece plano pra cobrir contratação superfaturada.

13 - “Empresário sobre Léo Moura: ‘Falta assinar, mas a caneta está sem tinta’”Tinta a caneta tem, só que ela também não consegue mais descer pra ponta.

14 - Dica pro Pico perder 15kg em um dia: Basta esquecer de buscar o filho de 3 anos na escola.

15 - Flamengo usará jogadores como moeda de troca:

Felipe: “Rublo-negro”

Léo Moura: “Coroa enxuto”  

Luiz Antônio: “Peso morto”

Thomas: “Franco-atirador”

Matheus: “Meia pataca”

16 - Twitter Cassetadas da semana (em tempo real só em @rubionegrao)

E o Palmeiras deixou escapar o tri da Série B.

"A vingança é um Pratto que se come frio", já dizia o Waltinho.

Pará com isso, Luxa!

Se você acha o cabelinho do Pará ridículo é porque ainda não viu o futebol dele.

Inteligente a estratégia dos Blues de ameaçar a torcida com Pará. Assim, quando o Léo Moura renovar por 5 anos terá torcedor soltando fogos.

Além de Pará e Recife, pra dominar o Brasil, o Fla tem que contratar Ceará, André Bahia, Maranhão, Marcelinho Paraíba e Marquinhos Paraná.

FICA, LÉO MOURA!

E nada mais negocio.

(Ás do quinta-colunismo esportivo, Rúbio Negrão, vulgo Rubro-Negão Trolhoso, vulgo RNT, é cria dos juniores do blog da Flamengonet, e aceita doações de camisas oficiais novas do Flamengo no tamanho G.)

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Resenha do livro 100 anos de bola, raça e paixão

          O livro 100 anos de bola, raça e paixão: a história do futebol do Flamengo, de Arturo Vaz, Celso Júnior e Paschoal Ambrósio Filho (Rio de Janeiro: Maqunária, 2012) é interessante para os rubro-negros de todas as gerações. Cada capítulo da obra trata de uma década da história do Mengão com linguagem clara e objetiva e trechos de artigos de jornal que mostram a linguagem da época retratada descrevendo lances, partidas e exaltando jogadores e técnicos marcantes da história do clube fazendo o leitor viajar no tempo. Destaco a seguir os pontos principais de cada capítulo.
       Foi muito legal ler sobre a importância de Alberto Borgerth e nomes como Baena, Nery, Amarante, Gallo, Gustavo, Lawrence, Píndaro, Arnaldo, Baiano para a fundação do futebol rubro-negro ao saírem do Flu no fim de 1911; muito bom saber mais sobre a disputa do primeiro carioca em 1912 com Gustavo de Carvalho marcando o primeiro gol rubro-negro em goleada de 15 a 2 contra o Mangueira e ter mais informações sobre a conquista dos primeiros títulos cariocas em 1914 e 1915.
      Adorei saber mais sobre a conquista do Campeonato Carioca de 1920 para impedir o tri carioca do Flu. Gostei de ler sobre o jogo em que o Flamengo quebrou o jejum de quatro anos sobre o rival com a vitória por 2 a 1 com os gols do Flamengo sendo marcados por Sidney Pullen e Junqueira com passe de Sidney. O livro também trata do bicampeonato carioca em 1921 e fiquei encantada com o desempenho de Nonô e Candiota no campeonato. Nonô também foi artilheiro do Flamengo em meados da década de 20 e na conquista do Carioca de 1925. Fiquei impressionada com a raça de Moderato na conquista dos campeonatos cariocas de 25 e 27.
       O livro trata com detalhes da complicada década de 1930. Ressalto o fim da década marcado pelas contratações de Domingos da Guia e Leônidas da Silva e a conquista do título carioca de 39.
          A década de 40 é marcada pela conquista do primeiro tricampeonato carioca (1942-1943-1944) com craques como Domingos da Guia (ate 43), Zizinho, Jaime, Biguá, Bria, Pirillo, Vevê e o herói Valido marcando o gol da vitória por 1 a 0 na final contra o Vasco na final do Campeonato Carioca de 44.
Na década de 50, cabe exaltar a conquista do segundo tricampeonato carioca (1953-1954-1955) e o time conhecido como “Rolo Compressor”, que contava com Garcia (Chamorro), Jadir, Pavão, Jordan, Dequinha, Rubens, Evaristo, Paulinho, Índio, Esquerdinha, Benitez, Zagallo, Dida. Evaristo marcou o gol da vitória no primeiro jogo da final do Campeonato de 55 contra o América; no segundo jogo o time rubro venceu por 5 a 1 e no terceiro jogo da decisão o Flamengo venceu por 4 a 1 com três gols de Dida e um de Duca.
Na década de 60, ressalto a conquista do Torneio Rio-São Paulo em 61 com craques como Joubert, Carlinhos, Gérson, Henrique, Dida o Mengão (competição na qual venceu a final contra o Corinthians por 2 a 0, gols de Dida e Joel); as conquistas dos Campeonatos Cariocas de 63 (marcada pelas defesas do goleiro rubro-negro Marcial no empate em 0 a 0 na final contra o Flu) e de 65 (ano em que o Flamengo foi campeão com uma rodada de antecedência ao vencer o Flu por 2 a 1, gols de Neves e Silva, o grande destaque rubro-negro na competição), que marcaram a infância de Zico e Junior; o início de Zico nas divisões de base do Mengão em 67; como o urubu virou símbolo do clube em um jogo contra o Bota em 69.
Na década de 70, são marcantes a estreia de Zico no time profissional do Flamengo em 1971; as conquistas do Carioca de 72 com craques como Liminha, Doval, Caio Cambalhota e Paulo Cesar Caju (com o Fla ganhando do Flu por 5 a 2 na final da Taça GB com um gol de Liminha, três gols de Caio e um de Doval e derrotando o Tricolor de novo na final do Campeonato por 2 a 0, gols de Doval e Caio) e do Carioca de 1974, o primeiro título de Zico e Júnior, Jaime e Geraldo como profissionais (a primeira conquista do Galinho como titular do time principal do Mengão)  com empate em 0 a 0 na final contra o Vasco; os primeiros passos da geração de ouro do fim dos anos 70 e início dos anos 80, a morte de Geraldo em 1976; o tri carioca de 78-79-79 Especial: o gol de Rondinelli na vitória por 1 a 0 na final contra o Vasco no Carioca de 1978, o brilho de craques como Zico, Júnior, Raul, Adílio, Uri Geller, Cláudio Adão, Carpeggiani e Tita. Houve dois campeonatos cariocas em 1979 e, em fase espetacular, o Mengão venceu ambas as competições. Na primeira, o Flamengo empatou com o Botafogo em 2 a 2 na final do Campeonato Especial com dois golaços de Zico. Na segunda, mesmo desfalcado do Galinho de Quintino, que não jogou o terceiro turno, o Flamengo venceu o Vasco por 3 a 2 com dois gols de Tita e um contra de Ivan, e empatou com o Botafogo em 0 a 0, sendo tricampeão carioca com uma rodada de antecedência.
Na década de 80, são fundamentais as conquistas do Campeonato Brasileiro de 80 (nas duras finais contra o Atlético Mineiro com derrota de 1 a 0 para o time mineiro com gol de Reinaldo no primeiro jogo no Mineirão e a eletrizante vitória rubro-negra por 3 a 2 no Maracanã com dois gols de Nunes e um de Zico para o Fla e dois gols de Reinaldo para os mineiros), a conquista da Libertadores em 81 (ao vencer o Cobreloa por 2 a 1 no Maracanã com dois gols de Zico no primeiro jogo, ao perder para o time chileno por 1 a 0 e sofrer com a violência do zagueiro Mário Soto na segunda partida e vencer o terceiro jogo por 2 a 0 com dois golaços de Zico , um de virada e outro de falta no terceiro jogo ), do Estadual no mesmo ano (vencendo o Vasco por 2 a 1 no terceiro jogo da final do Carioca com gols de Adílio e Nunes), a morte de Coutinho e a consagração com o título do Mundial em 81 derrotando o Liverpool por 3 a 0 com dois gols de Nunes e um de Adílio e grande atuação de Zico. Foi exatamente no início da década de 80 que escolhi ser Flamengo encantada com o timaço formado por: Raul, Leandro, Mozer, Marinho, Andrade, Adílio, Zico, Tita, Nunes e Lico.
Ressalto ainda a conquista dos Brasileiros de 82 (marcado por viradas épicas contra times como São Paulo, Inter destacadas no livro e pela a difícil decisão contra o Grêmio com empate em 1 a 1 no primeiro jogo com o gol rubro-negro sendo marcado por Zico, empate em 0 a 0 na segunda partida e vitória do Flamengo no terceiro jogo no Olímpico com vitória rubro-negra por 1 a 0 com gol de Nunes com passe de Zico) e de 83 (competição em que o Flamengo decidiu o título contra o Santos e perdeu o primeiro jogo da final no Morumbi por 2 a 1, mas brilhou no Maracanã ao vencer o time paulista por 3 a 0 com gols de Zico , Leandro e Adílio.
      Também foram marcantes a dor da torcida com a ida de Zico para Udinese em 83; a ida de Júnior para o Torino e a perda de Figueiredo em 1984, a volta de Zico e a grave contusão no joelho em 85; a luta do camisa 10 rubro-negro para voltar a jogar no Carioca de 1986 e a estreia no Campeonato com o Flamengo goleando o Flu por 4 a 1 com três gols de Zico e um de Bebeto. Começaram a aparecer novos talentos como Jorginho, Bebeto, Aldair, Zinho e Zé Carlos que juntamente com Leandro Andrade, Zico, Júlio César Barbosa e Sócrates levaram o Flamengo a conquistar o Campeonato Estadual de 86, derrotando o Vasco por 2 a 0 (gols de Bebeto e Júlio César Barbosa) na final. Vale lembrar que Zico ainda estava com problemas no joelho e jogou poucas vezes.
Em 87, o time (que agora também contava com Leonardo na lateral esquerda. Edinho e Renato Gaúcho) ganhou o Campeonato Brasileiro pela quarta vez ao derrotar o Atlético MG no primeiro jogo da semifinal por 1 a 0 no Maracanã (gol de Bebeto) e vencer no Mineirão por 3 a 2 (gols de Zico, Bebeto e Renato Gaúcho para o Flamengo e de Chiquinho e Sérgio Araújo para os mineiros) e empatar com o Inter em 1 a 1 no primeiro jogo da final no Beira Rio e vencer por 1 a 0 (gol de Bebeto) no segundo jogo no Maracanã.
    Júnior voltou da Itália em 1989 e passou a jogar no meio-campo. Em dezembro do mesmo ano Zico fez seu último jogo oficial pelo Fla em Juiz de Fora, O Fla derrotou o Flu por 5 a 0. O Galinho deixou sua marca: um gol de falta. No dia 6 de fevereiro de 1990, Zico fez sua despedida do Flamengo em linda festa no Maracanã.
     Em 90, o Mengo ganhou a Copa do Brasil pela primeira vez ao derrotar o Goiás por 1 a 0 (gol de Fernando).
       Em 91, com Gilmar no gol e contando com o talento de Marcelinho e Paulo Nunes e nomes como Charles Guerreiro, Gottardo, Junior Baiano, Piá, Nélio, Uidemar, Gaúcho e Zinho., o Fla conquistou o Campeonato Estadual, vencendo o Fluminense por 4 a 2 (gols de Uidemar, Gaúcho, Zinho e Júnior para o Mengão e Ézio para o Flu).O técnico era Carlinhos.
     No ano seguinte, também sob o comando de Carlinhos e com a liderança de Júnior, o Flamengo sagrou-se Pentacampeão brasileiro. A disputa do título foi contra o Botafogo e o Mengão venceu o primeiro jogo da final por 3 a 0 (gols de Júnior, Nélio e Gaúcho) e empatou o segundo em 2 a 2. (gols de Júnior e Júlio César para o Fla).
     Em 96, o Flamengo foi campeão estadual invicto. O time formado por Roger (Zé Carlos), Alcir (Zé Maria), Jorge Luís, Ronaldão, Gilberto, Mancuso, Márcio Costa, Nélio, Marques, Sávio e Romário ganhou os 2 turnos (conquistou a Taça Guanabara, vencendo o Vasco por 2 a 0 — gols de Romário e Sávio — e ganhou o segundo turno ao empatar com o Vasco em 0 a 0). Foi o quarto título estadual invicto da história do clube de maior torcida do país.
     Em 1999, o Flamengo ganhou a Taça Guanabara. O adversário foi Vasco, que tinha a vantagem do empate. Mas deu Mengão. Athirson — aproveitando o passe de Iranildo numa jogada que fez jus à tradição rubro-negra pela garra e categoria — abriu o placar no início do jogo e Romário ampliou com um belo gol de canhota minutos depois. O Vasco ainda diminuiu numa cabeçada de Odivan, mas o Mengão soube segurar o resultado. Mas a festa estava só começando: o Mengão conquistou o Campeonato Estadual, vencendo o Vasco, que tinha ganhado o segundo turno. No primeiro jogo, o resultado foi 1 a 1 graças ao gol de peixinho de Fábio Baiano e às defesas salvadoras do goleiro Clemer. No segundo jogo, Rodrigo Mendes cobrou bem a falta sofrida por Caio e fez o gol do título, deixando o goleiro Carlos Germano parado e a torcida rubro-negra enlouquecida. O técnico era Carlinhos.
      No fim do mesmo ano, o Flamengo ganhou a Copa Mercosul. As finais contra o Palmeiras foram pra lá de emocionantes, disputadas e com várias alterações de placar. Jogando com muita raça e sem se abater com a conturbada saída de Romário do clube, o Fla venceu o primeiro jogo por 4 a 3 — um gol de Juan, dois gols de Caio e um de Reinaldo para o Mengão e de Júnior Baiano, Asprilla e Paulo Nunes para o Palmeiras — e empatou o segundo em 3 a 3 — gols de Caio, Rodrigo Mendes e Lê para o Flamengo e dois gols de Arce e um de Paulo Nunes para o Palmeiras, dando ao Mengão mais um título internacional.
Em 2000, o Mengão venceu novamente o Campeonato Estadual. Nosso maior rival venceu a Taça Guanabara, mas o Flamengo se recuperou ¾ graças à volta de Carlinhos ao comando da equipe e à raça e à união do time ¾ e conquistou a Taça Rio ao vencer o Friburguense por 3 a 1. (Os gols do Fla foram marcados por Reinaldo, Athirson e Fábio Baiano.)
Nas finais, o rubro-negro derrotou os vascaínos por 3 a 0 ¾ gols de Athirson (em linda jogada) Fábio Baiano (de falta) e Beto (de cabeça) ¾ no primeiro jogo e por 2 a 1 no segundo ¾ gols de Viola para o adversário e de Reinaldo e Tuta para o Mengão em bela virada. Athirson, em grande forma, foi um lateral-esquerdo muito ofensivo, sendo o destaque do Flamengo no campeonato.
Em 2001, o Flamengo conquistou o quarto tricampeonato carioca da história do Clube. O Mengão ganhou a Taça Guanabara ao vencer o Fluminense nos pênaltis por 5 a 3 depois do empate em 1 a 1 no tempo regulamentar (gol de Reinaldo de falta para o Flamengo e de Marco Britto para o Fluminense). Reinaldo, Juan, Roma, Cássio em cobrança espírita (O goleiro tricolor Murilo defendeu, a bola tomou um efeito incrível e voltou para dentro do gol) e Beto marcaram para o Flamengo e Júlio Cesar pegou a cobrança de Marco Brito.
     A decisão do título carioca foi contra nosso eterno vice. No primeiro jogo, vitória vascaína por 2 a 1 (gols de Petkovic para o Flamengo e Viola e Juninho para o adversário). No segundo jogo, o Flamengo venceu por 3 a 1 em uma partida histórica e emocionante. Edílson abriu o placar com um gol de pênalti depois que Cássio foi derrubado na área. Juninho empatou ainda no primeiro tempo. Edílson marcou de cabeça o segundo gol do Flamengo após o drible e o cruzamento preciso de Petkovic. O terceiro gol (o do tricampeonato, já que o Mengão precisava vencer por dois gols de diferença para ficar com o título) foi marcado aos 43 minutos do segundo tempo numa cobrança de falta magistral de Petkovic no ângulo, à Zico. Espetacular!! Edilson foi o artilheiro da competição com 16 gols. O técnico era Zagallo.
            No mesmo ano, o Flamengo conquistou também a Copa dos Campeões, o dando ao clube o direito de disputar a Libertadores de 2002. Venceu o Bahia por 4 a 2 (dois gols de Reinaldo, um de Rocha e um de Edílson) e 2 a 0 (dois gols de Reinaldo). Empatou com o Cruzeiro em 0 a 0 no primeiro jogo e ganhou por 3 a 0 no segundo (gols de Petkovic, Edílson e Beto). O Mengão disputou o título com o São Paulo em duas partidas muito emocionantes. Na primeira, venceu por 5 a 3., Edílson marcou o primeiro gol do jogo. Luís Fabiano empatou para o São Paulo. Reinaldo desempatou para o Flamengo.. Beto marcou um golaço, ampliando o placar ainda no primeiro tempo. Na segunda etapa, Edílson fez 4 a 1. No entanto, o São Paulo reagiu e diminuiu com os gols de Rogério Pinheiro e Luís Fabiano. Mas o dia era mesmo de Edílson. O Capetinha deu um chutaço, que desviou em Rogério Pinheiro e entrou. No segundo jogo, o Fla perdeu por 3 a 2, mas levou o título graças ao saldo de gols. Kaká marcou o primeiro gol do São Paulo ainda no primeiro tempo. Juan empatou, ao marcar um gol de cabeça, aproveitando a cobrança de falta de Petkovic. Pet marcou um golaço de falta, virando o jogo. Quase no final, França ainda marcou os outros dois gols do São Paulo. Porém, a taça e a vaga na Libertadores ficaram com Flamengo.
          O livro destaca ainda a conquista do Carioca de 2004. O Flamengo conquistou a Taça GB, vencendo o Vasco por 2 a 0 na semifinal com grande atuação de Felipe, que marcou o primeiro e contribuiu juntamente com Zinho para o segundo gol, marcado por Henrique, e depois derrotando o Fluminense por 3 a 2 — gols de Fabiano Eller , Jean e Roger para o Fla e Antônio Carlos e Henrique (contra) para o Flu — na final, o que deu ao Fla a vaga na decisão contra o Vasco, que venceu a Taça Rio. Venceu o arquirrival ¾e eterno vice!¾ por 2 a 1 no primeiro jogo. Os gols rubro-negros foram marcados por Rafael e Fabiano Eller e Wescley descontou nos acréscimos. No segundo jogo, o Mengão tomou o gol logo no início, mas virou o placar com três gols do inspirado artilheiro Jean garantindo o título.
        Em 2006, o Flamengo conquistou a Copa do Brasil ao derrotar o Vasco na final. Venceu o primeiro jogo por 2 a 0 (um golaço de Obina no ângulo e outro de Luizão de cabeça, após cruzamento perfeito de Léo Moura) e o segundo por 1 a 0 (gol de Juan, aproveitando novo passe de Léo Moura ),fechando o caixão do hexa vice.
       Em 2007, o Mengão conquistou o 29º título carioca. Ganhou a Taça Guanabara, vencendo o Vasco nos pênaltis na semifinal após o empate em 1 a 1 (gol de Obina, que se machucou seriamente e ficou meses sem jogar) e o Madureira na final. Depois de perder o primeiro jogo por 1 a 0, o Flamengo venceu o segundo jogo por 4 a 1 (dois gols de Souza, um de Renato Augusto — um golaço — e outro de Renato Abreu. Decidiu o titulo contra o Botafogo em dois empates eletrizantes em 2 a 2. No primeiro jogo da final, o Botafogo começou vencendo por 2 a 0 (gols de Lúcio Flávio e Dodô), mas o Fla empatou no segundo tempo (gols de Renato e Souza). Na grande final, o Mengão saiu na frente com Souza, o Botafogo fez 2 a 1, mas Renato Augusto acertou uma bomba de fora da área e empatou com um golaço, levando a decisão para os pênaltis. O goleiro Bruno foi o grande herói da decisão ao defender duas cobranças do time alvinegro e Léo Moura acertou o último pênalti, levando a taça para a Gávea.
O Mengão venceu a Taça Guanabara de 2008. Depois de derrotar nosso eterno vice por 2 a 1 de virada (gols de Fábio Luciano e Ronaldo Angelim) na semifinal, o Flamengo bateu o Botafogo também por 2 a 1 em um jogo emocionante e marcado por expulsões. O time alvinegro saiu na frente, mas o Flamengo empatou com um gol de pênalti cobrado por Ibson, já que Fábio Luciano foi claramente agarrado na área. O Fla virou o jogo com um golaço de Diego Tardelli. O Botafogo ainda meteu uma bola na trave no fim da partida, garantindo ao Mengão a conquista da taça GB.
      O Botafogo venceu a Taça Rio e decidiu o titulo carioca com o Flamengo. O Mengão venceu o primeiro jogo da final por 1 a 0, gol de Obina após passe de Tardelli no fim do segundo tempo. No segundo jogo da decisão o Mengão ganhou por 3 a 1. O alvinegro saiu na frente depois do frango de Bruno na cobrança de falta de Lúcio Flávio, mas no segundo tempo, com a entrada de Obina e Diego Tardelli, o Mengo, melhor em campo, virou o jogo. Obina empatou de cabeça após a cobrança de falta de Juan. Em bela jogada do lateral esquerdo Juan, Diego Tardelli desempatou e no fim do jogo ainda deu passe para Obina fazer mais um, coroando o bicampeonato carioca e fazendo o Mengão conquistar o 30º título carioca de sua história e se igualar ao Flu em número de títulos estaduais.
Em 2009, o Flamengo venceu a Taça Rio derrotando o Botafogo por 1 a 0 com gol contra do zagueiro alvinegro Emerson e decidiu o campeonato contra o próprio Bota, vencedor da Taça GB. O primeiro jogo da final do Carioca de 2009 foi emocionante: 2 a 2. O Mengão saiu na frente com o pênalti cobrado por Juan, o Bota empatou na cobrança de falta de Juninho. Reinaldo virou o jogo e o Mengão empatou na raça (Willians chutou e Emerson mais uma vez fez gol contra). O Mengão conquistou o quinto tricampeonato carioca da história vitoriosa do clube (2007-2008-2009), ao vencer o alvinegro pelo terceiro ano seguido. Num jogo emocionante e digno de uma final, Flamengo e Bota empataram novamente em 2 a 2. Klebérson fez 2 a 0 para o Mengão (marcando um gol de cabeça e um golaço de fora da área!) no primeiro tempo, mas o Bota reagiu e empatou o jogo, levando a decisão para os pênaltis. O goleiro Bruno foi o grande herói da final, já que além de pegar um pênalti no tempo normal ainda defendeu duas cobranças do time alvinegro na decisão por pênaltis. Léo Moura acertou a quarta cobrança, levando a taça para a Gávea. Assim, o Mengão conquistou seu 31º título carioca e superou o Flu em número de títulos estaduais.
A maior alegria do ano de 2009 veio com o Hexacampeonato Brasileiro 17 anos depois do Penta! Contando com atuações brilhantes de Petkovic e o faro de gol de Adriano, que voltaram ao Flamengo, e também com Bruno, Léo Moura, Everton (Juan), Ronaldo Angelim, Maldonado e Zé Roberto, sob o comando de Andrade ,o Flamengo saiu do 11 º lugar e , numa arrancada espetacular, venceu doze jogos, empatou quatro e perdeu apenas um, derrotando vários adversários inclusive em clássicos  contra Santos, São Paulo, Palmeiras. No jogo contra o Palmeiras no Parque Antártica, o Pet teve uma atuação extraordinária, marcando dois gols. O primeiro foi um gol de placa: após a tabela com Juan, Pet driblou dois jogadores, trocou a bola de pé e chutou no ângulo de Marcos. O segundo foi um gol olímpico.
No jogo contra o Atlético-MG, Pet repetiu a dose. O Mengão conquistou uma vitória sensacional em pleno Mineirão lotado. Pet marcou um lindo gol olímpico. Maldonado marcou seu primeiro gol com o Manto, fazendo 2 a 0. O Atlético diminuiu com Ricardinho, pressionou, mas o Imperador fez o terceiro gol de cabeça e garantiu a importante vitória rubro-negra. Na penúltima rodada, o Flamengo derrotou o Corinthians por 2 a 1 (gols de Zé Roberto e Léo Moura).
Na partida final, Pet também se destacou. Foi um sufoco como sempre acontece em jogos decisivos contra o Grêmio. O Flamengo entrou em campo lento e tenso demais e os reservas do tricolor gaúcho acabaram saindo na frente com o gol marcado por Roberson, aumentando a tensão da maior torcida do mundo, que lotou o Maraca e o coloriu de vermelho e preto. O Mengão empatou com um gol do zagueiro David Braz ainda no primeiro tempo, e na etapa final o Mengão virou o jogo. O genial Petkovic cobrou o escanteio com perfeição e colocou a bola na cabeça de Ronaldo Angelim, que marcou o gol do título.
        O livro também trata da conquista invicta do título do Campeonato Carioca de 2011 com o Flamengo contando com jogadores como o goleiro Felipe, Angelim, Willians, Thiago Neves e Ronaldinho Gaúcho. Depois de empatar com o Botafogo por 1 a 1 na semifinal da Taça GB em 1 a 1 (com gol de Ronaldo Angelim para o Fla após cruzamento de Thiago Neves e ganhar a vaga na final nos pênaltis com grande atuação de Felipe, que pegou dois pênaltis), o Flamengo enfrentou o Boavista na decisão e conquistou a Taça GB ganhando o jogo por 1 a 0 com um golaço de falta de Ronaldinho Gaúcho. Na Taça Rio, o Flamengo empatou em 1 a 1 na semifinal (gols de Rafael Moura abrindo o placar para o Flu e Thiago Neves para o Fla), levando a decisão da vaga na final para os pênaltis. O Flamengo venceu por 5 a 4 e conquistou a vaga na final do turno com o Vasco. O jogo entre Mengão e nosso eterno vice acabou empatado em 0 a 0. O jogo foi decidido nos pênaltis. O Vasco errou três cobranças e o Flamengo uma. Thiago Neves acertou a última cobrança e garantiu o título rubro-negro.
       O livro vai até 2012 e relembra o jogo memorável entre Flamengo e Santos pelo Brasileiro daquele ano. O Santos saiu na frente com dois gols de Borges e um golaço de Neymar. O Flamengo reagiu com um gol de Ronaldinho após cruzamento de Luiz Antônio e outro de Thiago Neves aproveitando cruzamento de Léo Moura. Deivid empatou o jogo: 3 a 3. No segundo tempo. Neymar fez mais um. No segundo tempo, Ronaldinho desempatou com cobrança de falta rasteira magistral enganando a barreira santista e após receber belo passe de Thiago neves ainda fez o gol da vitória rubro-negra por 5 a 4. Virada mágica e histórica!
     Frases de nomes como Mário Filho, Nelson Rodrigues, Bussunda, José Lins do Rego, Artur da Távola e Lamartine Babo exaltando o Flamengo fecham cada capítulo do livro.
        A obra apresenta ainda fichas sobre os cem maiores jogadores da história do Mengão e uma lista dos cem grandes jogos da história do Clube.
     O livro tem ainda um ótimo projeto gráfico com ilustrações e fotos de qualidade de técnicos, jogadores, torcedores e todos os times campeões pelo Flamengo. Gostei muito dos quadrinhos de Marcos Costa representando o gol decisivo de Nunes contra o Atlético-MG na final do Brasileiro de 1980 e o gol do Pet que deu ao Mengão o tri carioca em 2001.

        Fruto de uma pesquisa séria e criteriosa dos autores, esse livro não pode faltar na biblioteca de qualquer flamenguista que queira informar-se sobre a história de seu clube de coração.

domingo, 7 de dezembro de 2014

O QUE NOS RESERVA O FUTURO?

Último jogo de 2014.

Porto Alegre, domingo, dia 7 de dezembro, popular HOJE.

Calorão de 35 graus e Flamengo (só com reservas) e Grêmio, altamente desinteressados, dentro de campo.

Só podia dar no que deu. 

Um joguinho chato e chinfrim, que terminou empatado em 1 x 1.

O que será do Flamengo em 2015?

O que nos reserva o futuro?

Levando-se em consideração a "filosofia" de nossa diretoria, teremos mais um ano com um time ruim, que, num joguinho aqui, outro ali, poderá nos dar algumas poucas alegrias.

Igualzinho 2013 e 2014.

O negócio é pagar as dívidas (isso na cabeça da cartolagem).

Esquecem, às vezes, que dirigem um clube de futebol, com a maior torcida do mundo.

Dentro de campo, devem contratar alguns jogadores fraquinhos e outros medianos.

Uns serão verdadeiras piadas, que nos deixarão fulos de raiva.

Com certeza, "empresários amigos" devem encaixar alguns de seus pupilos na Gávea.

Um ou outro poderá dar certo.

Craques consagrados? Duvideodó, como diria a minha avó.

Só não tenho pena do Luxemburgo porque ele ganha muito bem para ocupar o cargo que ocupa. Mas que o Pofexô vai se aborrecer um bocado, disso não tenho dúvida.

A Nação merece ser feliz
Tenho pena é da Nação, que deve sofrer mais um ano, arrancar os cabelos pelas raízes.

A Nação merece um time digno de vestir o Manto Sagrado.

Bem, não quero ser totalmente sombrio e negativista. 

Espero, com sinceridade, queimar a língua.

Além do mais, existe uma esperança.

Em 2015, terá eleição no Flamengo.

Ou os atuais dirigentes armam um bom time, apesar das dívidas (que eu acho que devem ser honradas), ou correm o risco de perder a eleição.

Títulos em 2015?

Talvez o bi do Cariocão.

Campeonato Brasileiro? É provável que tenhamos que fazer contas desde a primeira rodada, para ficar longe da "confusão".

Vamos torcer para que, hoje, eu só tenha escrito besteiras aqui no meu cantinho e que Papai Noel e São Judas Tadeu nos reservem boas novidades.

Feliz Ano Novo!

Se houver algum assunto rubro-negro digno de ser comentado, volto a escrever.

Senão, só apareço por aqui lá para o dia 5 de janeiro!

Saudações rubro-negras, Mulambada!

PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO   

sábado, 6 de dezembro de 2014

CHICÃO VAI EMBORA E O ERAZO FICA?

O título deste post bem poderia parecer uma piada, mas não é.

O Flamengo não vai renovar com o zagueiro Chicão e até já o liberou do jogo deste domingo, diante do Grêmio, em Porto Alegre.

Jogo este que pode fazer com que o Flamengo termine mal esta temporada, o que não seria surpresa para ninguém, pois temos um time abaixo de nossas tradições.

Aliás, qual o problema em terminar mal, se já foi mal o ano todo, não é mesmo?

O problema da diretoria do Flamengo é que acha que entende de futebol e não entende.

Contrataram o Luxemburgo, que, para mim, entende muito, é claro. Não fosse ele um multicampeão.

Se bem que não ganha nada há alguns anos, o que não diminui a sua qualidade.

Decidiram mandar embora o Rodrigo Ximenes e o novo diretor de futebol vai ser o badalado Rodrigo Caetano, que espero que faça jus à sua fama, apesar de não jogar bola.

Mas, voltando ao Chicão.

Sempre considerei que o Flamengo estava com bons zagueiros. Era o único setor que nunca me preocupou.

O Chicão não é nenhuma maravilha, mas poderia muito bem fazer parte do elenco.

Erazo fica?????
Em um ano e meio, ganhou dois títulos pelo Mengão, o que é muito, considerando que temos um timeco: Campeão da Copa do Brasil de 2013 e Campeão Carioca deste ano.

Agora eu pergunto: e o Erazo, o que irão fazer com esse traste equatoriano?

O zagueiro Marcelo, que fez boas apresentações, também corre o risco de ser dispensado.

"Ô loco meu", como diria o chato do Faustão.

Pergunto de novo: se o Marcelo sai, continuaremos a ter o Errazo no elenco? (é com dois erres mesmo)

Por sorte esse Errazo quase não joga.

Tallyson já curte as praias do Rio.
Seria jogador para o Fla?
Já se comenta que irão mandar embora os dois laterais esquerdos, o fraco João Paulo e o útil Anderson Pico, que acabou arrumando um pouco a casa lá por aqueles lados.

Teremos quem na posição? O intrépido Tallyson, que estava na reserva do imponente ASA, de Arapiraca, Alagoas. O Luxemburgo aprovou sua contratação...

Vou repetir: o lateral-esquerdo Tallyson era RESERVA do ASA!

E o Flamengo o contratou!

Assim como o Errazo, ele vem curtir as praias do Rio de Janeiro.

Sinceramente, não dá para compreender as cabeças da Gávea.

Nixon começa a se destacar
Posso não entender muito de futebol, mas loucuras como estas eu jamais faria.

Até o Nixon, que parece ter encontrado o seu futebol, está na lista dos possíveis demitidos.

É claro que tudo isso com o apoio ou até mesmo palavra final do Vanderlei Luxemburgo.

Não tenho bolinha de cristal e sou um mero torcedor do Flamengo, mas se a coisa continuar seguindo por este caminho, se preparem para 2015.

Craque, que é craque, duvido que contratem...

Podem apostar que o Vanderlei Luxemburgo vai ter muitos daqueles ataques de raiva na beira do campo.

A não ser que a "filosofia" da diretoria rubro-negra mude um pouco e ajude a abrir seus antolhos.

PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO   

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Calúnia do Rúbio Negrão

Sejemos cinseros e analfabéticos: eu não dou a mínima se a pessoa faz sexo com o aparelho excretor (obrigado, Bolsonaro!), até porque isso não prejudica em nada o meu sentar, correr ou mesmo o meu título de sócio-proprietário do Clube dos Machões.

Agora, o que me irrita de verdade são as pessoas que usam o aparelho excretor para pensar. 

Cenão vejemos e erremos: renovar o contrato do veteraníssimo Léo Moura por mais um ano, seis meses, ou somente para o Cariocão é exatamente o contrário de formar um elenco competitivo para 2015. É, antes, investir num elenco comemorativo, cujo objetivo não é disputar títulos, mas sim agradecer aos jogadores pelos serviços prestados ao Clube.

Pois é. Se estamos chegando ao período do ano em que o futebol não é jogado, apenas especulado, em que deixamos de nos aborrecer com derrotas e empates, mas com dispensas, renovações e contratações burras, que, então, especulemos com nomes viáveis, aceitáveis. Porque ventilar nomes de jogadores com 38 ou 39 anos é tão efetivo quanto desejar Messi ou Cris Ronaldo. É o sonho inócuo versus o sonho impossível.

Por isso, eu apoio contratações como a de Thallyson e Arthur Maia, ambos jovens, mas não tão jovens a ponto de tremerem em campo, e promissores, mas não tão promissores a ponto de custarem fortunas. Em vez de um time vintage, com bons jogadores do passado, o Flamengo precisa montar um time competitivo, com bons jogadores de futuro, porque é a fome de bola que tem feito a diferença nos certames nacionais de times tão iguais.

Basta de perder tempo tentando Diegos da vida, que enrolam, embromam, postergam, e no fim acabam não vindo pro Mengão, ou porque só pensam em grana ou porque não têm coragem de comandar o Mais Querido do Mundo rumo a novas conquistas.

E outra: Matheus Boteco do Grêmio é sacanagem.


Duplex Toc Zen

1 - Pedido pro Papai Noel: Que em 2015 o “Pico” do Anderson realmente signifique “auge”.

2 - Porque 2014 acabou pro Flamengo: Já pro Botafogo, com melhor planejamento, acabaram 2014 e até 2015.

3 - “Flamengo demite Ximenes”: Quantos? Quais? O Wolverine também foi nessa barca? #TrocadalhoDoCarilho

4 - “Aécio: ‘Dilma põe Congresso de cócoras’”: O que indica que no Brasil o parto do bolivarismo também será natural.

5 - Na boa: Aceito o Pará se o Léo Moura se aposentar.

6 - Léo Moura em 2015: O Flamengo deixou de investir nos prata da casa pra investir nos bodas de prata.

7 - “Pelé tem ‘boa evolução clínica’, diz hospital”: Apesar de aposentado, o Atleta do Século costuma baixar ao departamento médico menos vezes do que muitos jogadores em atividade chamados Fred por aí...

8 - “Fernando Prass nega ter recebido mala branca e é absolvido pelo STJD”: Pelo visto, o sistema de cotas raciais já chegou à corrupção esportiva.

9 - “Henrique mira Fred na artilharia do Brasileirão”: Já o Fred miraria o Henrique no vestiário da Seleção.

171 - E agora um pedido pessoal pro bom velhinho: Se aposenta de uma vez, Léo Moura!

11 - “Após dois dias sem dormir, Régis se mostra à disposição para ficar no Bota”: A bagunça é tanta na Estrela Solitária que jogador nem esconde mais que frequenta raves.


12 - Twitter Cassetadas da semana (em tempo real só em @rubionegrao)

Duvido que a Black Friday dê descontos mais incríveis que os dados pelos juízes nos jogos do Brasileirão.

USP URGENTE
Qual é o problema de os alunos brincarem de médico num curso de medicina?

Contra o Vitória, pra ajudar o Fogão:
Negueba improvisado no gol,
LM, Erazo, Frauches e JP,
Amaral, Recife, Muralha e Matheus,
Arthur e Igor

O Chaves morreu?
E o Kiko?
#RIPChaves

Roberto Bolaños morreu, mas o Chaves jamais será esquecido pela história e pelos programadores do SBT.

"Renato Aragão diz que se pudesse comeria pílula de astronauta."
Já o Fenômeno, se pudesse, comeria o astronauta.

"Chega de férias, não preciso mais. Estou empregado em um grande clube." - Anderson Pico

"Não tinha noção do tamanho que é o Flamengo, é muita torcida, fanatismo, muita loucura." - Anderson Pico

E nada mais sonho.

(Ás do quinta-colunismo esportivo, Rúbio Negrão, vulgo Rubro-Negão Trolhoso, vulgo RNT, é cria dos juniores do blog da Flamengonet, e aceita doações de camisas oficiais novas do Flamengo no tamanho G.)

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Fio Maravilha

                 João Batista de Salles, mais conhecido como Fio,  nasceu em 9/1/1945 em Conselheiro Pena (MG) disputou 291 jogos pelo Flamengo e marcou 81 gols com o Manto Sagrado. Jogou pelo Flamengo entre 1965 e 1973.
      Atacante folclórico capaz de protagonizar tanto lances geniais quanto jogadas de peladeiro, Fio era querido pela torcida rubro-negra. Fio estreou pelo Mengão em 1965 em amistoso contra o Bahia em que o time baiano venceu por  3 a 0. Fez seu primeiro gol pelo Flamengo em um Fla-Flu na Taça Guanabara de 1965 (empate em 2 a 2 com os gols rubro-negros sendo marcados por Fio e César Lemos).
        Em 1969, Fio teve rápida passagem pelo Fluminense-BA.
        Em 1970, Fio voltou ao Mengão e  conquistou dois títulos com a camisa rubro-negra ao lado de nomes como Murilo, Liminha, Reyes, Dionísio e Arilson e Zanata. O primeiro título  foi o Torneio Internacional de Verão. No primeiro jogo da competição, o Flamengo venceu a Seleção da Romênia por 4 a 1 e na  partida seguinte derrotou o Independiente da Argentina por 6 a 1 com dois gols de Doval, dois gols de Dionísio, um gol de Fio e outro de Liminha. Na segunda partida, o Flamengo venceu o Vasco por 2 a 0 com gols de Liminha e Arilson, sagrando-se campeão do torneio.
      A segunda conquista do ano foi o primeiro título da Taça GB da história do Clube em empate com o Flu em 1 a 1, com o gol do Flamengo sendo marcado por Fio. Jair fez o gol do Tricolor Carioca.
      Em 1971, Fio marcou  em  num clássico contra o Vasco válido pela Taça GB que entrou para a história do Clube . Nei Oliveira abriu o placar para o Flamengo, o Vasco empatou e Fio fez o gol da vitória por 2 a 1. Esta partida marcou a estreia de Zico no time profissional do Mengão iniciando a jornada brilhante que o levou a ser o maior jogador e artilheiro da história rubro-negra. Nesse jogo o Flamengo foi a campo com Ubirajara Alcântara, Murilo, Washington (Onça), Fred, Tinteiro, Liminha, Thales (Chiquinho); Nei Oliveira, Zico, Fio e Rodrigues Neto.
      No inicio de 1972,ocorreu o momento mais antológico da carreira de Fio. Em jogo contra o Benfica em partida válida pelo Torneio Internacional de Verão, o time português pressionava e só não abriu o placar graças às defesas do goleiro rubro-negro Ubirajara Alcântara. A torcida pediu a entrada de Fio em campo e o técnico Zagalo atendeu. O atacante marcou o gol da vitória do Flamengo ,um golaço que inspirou a música de Jorge Ben Jor em homenagem ao jogador:

Foi um gol de anjo, um verdadeiro gol de placa
Que a magnética agradecida assim cantava
Foi um gol de anjo, um verdadeiro gol de placa
Que a magnética agradecida assim cantava
Fio Maravilha,
Nós gostamos de você
Fio Maravilha,
Faz mais um pra gente ver
E novamente ele chegou
Com inspiração
Com muito amor, com emoção, com explosão em gol
Sacudindo a torcida aos 33 minutos
Do segundo tempo
Depois de fazer uma jogada celestial em gol
Tabelou, driblou dois zagueiros
Deu um toque, driblou o goleiro
Só não entrou com bola e tudo
Porque teve humildade em gol
Foi um gol de classe onde ele mostrou
Sua malícia e sua raça
Foi um gol de anjo um verdadeiro gol de placa
Que a magnética agradecida assim cantava
Fio maravilha,
Nós gostamos de você
Fio maravilha,
Faz mais um pra gente ver


       (É uma pena  que equivocadamente Fio tenha processado o cantor alegando que não deu autorização para uso de seu nome, fazendo o Jorge Ben Jor cantar ‘’Filho Maravilha’’. Fio perdeu o processo,  se arrependeu da ação judicial e pediu desculpas ao artista e fanático torcedor rubro-negro.)
Na segunda partida do torneio, o Flamengo venceu o Vasco por 1 a 0, gol de Paulo César Caju e garantiu o título.
.Ficando na reserva, Fio participou das Conquistas da Taça GB e do Carioca de 1972. Liminha, Doval, Paulo César Caju e Caio Cambalhota foram fundamentais para a conquista do Campeonato Carioca de 1972. Flamengo e Fluminense se enfrentaram na final da Taça Guanabara e o Flamengo venceu por 5 a 2 em um clássico antológico, que eu gostaria de ter visto. Liminha abriu o placar para o Mengão, Caio marcou mais duas vezes, comemorando sempre com cambalhotas. Doval fez o quarto gol rubro-negro, transformando o domínio absoluto do time comandado por Zagalo em goleada. O Flu marcou dois gols, mas Caio fechou o placar com mais um gol fazendo a festa da Nação. Na final do campeonato, houve novo Fla-Flu. Doval fez de cabeça o primeiro gol do Flamengo. Caio recebeu belo passe de Paulo César Caju e ampliou. O Flu diminuiu com Jair e pressionou, mas o Mengão ganhou o jogo e conquistou o título carioca e a Taça Sesquicentenário da Independência do Brasil. Doval foi o artilheiro do campeonato com 16 gols.
No mesmo ano, Fio foi emprestado ao Avai e retornou ao Flamengo para disputar o Brasileiro.
Em 1973, Fio saiu do Flamengo e foi para o Paysandu, clube que defendeu até 1975. Em 1975, Fio defendeu o São Cristóvão e foi protagonista de uma surpreendente vitória do time suburbano contra o Flamengo no Carioca daquele ano. Zico fez  2 a 0 e o Mengão relaxou; Fio comandou a virada do São Cristovão. O ex jogador rubro-negro  chutou para defesa parcial do goleiro Renato e, aproveitando o rebote, Sena fez 2 a 1 Aos 35 minutos do segundo tempo, Fio deu passe para Sena, que estava livre na área empatar o jogo. Fio fez outra boa jogada oito minutos depois e Santos fez o terceiro do São Cristovão. .No mesmo ano, Fio jogou também no CEUB-DF. Ficou no clube brasilense até  1976.
Em 1977, o atacante foi para a Desportiva-ES, sendo campeão capixaba no mesmo ano. Fio ficou no clube capixaba até 1978.
No início dos anos 80, Fio se mudou para os EUA. Defendeu três clubes americanos sempre por alguns meses: Primeiro jogou no New York Eagles, depois no Monte Bello Panthers , clube de Los Angeles e encerrou a carreira no Mercury de São Francisco. Gostou tanto desta última cidade  que  mora lá até hoje e virou entregador de pizzas.
Bom saber mais sobre uma figura lendária da história rubro-negra como Fio Maravilha.

            Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fio_Maravilha
Assaf, Roberto e Martins, Clóvis. Almanaque do Flamengo. São Paulo. Editora Abril : 2001.
           Vaz, Arturo, Júnior, Celso e Filho, Paschoal Ambrósio. 100 anos de bola, raça e paixão: a história do futebol do Flamengo.Rio de Janeiro: Maquinária Editora: 2012.