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segunda-feira, 6 de abril de 2015

TAMBÉM EXISTEM IDIOTAS RUBRO-NEGROS

Gente, tá certo que o Flamengo está numa briga ferrenha contra a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FFERJ).


Estamos numa democracia e a discordância e o debate de ideias são naturais e devem até ser incentivados.

É destes debates e destas discordâncias que chegaremos ao melhor modelo para o nosso Campeonato Carioca, que não deve acabar nunca.

Quem não quiser isso, é, no mínimo, burro.

Só discordo da falta de respeito. 

A Nação, que banca a festa, foi privada de comemorar um título
Aqueles que têm opiniões diferentes devem debater ao máximo, até esgotar todos os seus motivos e chegarmos a um denominador comum, que seja bom para todos, principalmente para os apaixonados torcedores, que, no final das contas, são os consumidores, ou seja, aqueles que bancam tudo isso, com seu suado dinheirinho.

Tudo bem, somos Flamengo, e devemos defender nossos interesses.

O que não pode é um idiota qualquer (nem sei quem foi e nem interessa saber, pois o que interessa é o fato em si) impedir a torcida rubro-negra de comemorar a conquista de mais um troféu, que foi "escondido" e relegado num canto de vestiário.

Como flamenguistas, temos sempre a sensação (ou seria a certeza?) de superioridade e, às vezes, infalibilidade, mas também existem idiotas rubro-negros.

Ao ganhar dos Florzinhas, por 3 x 0, na "nossa casa", o Maracanã, conquistamos o Troféu Super Clássicos.

E o que é isto?

Simplesmente, no Cariocão, a equipe que conquistar mais pontos, somando apenas os confrontos entre os grandes, leva este título, esta taça.

Puxa, nós ganhamos mais um título, pela terceira vez consecutiva, e algum idiota "escondeu" a taça e não deixou o time dar a volta olímpica com ela erguida, para a alegria da galera.

Ganhamos em campo! 

O que rola fora de campo, não interessa num caso destes.

Taça é taça!

Tiraram o "doce da boca" da Nação.

A briga do Flamengo é com a FFERJ. 

Ou estou enganado?

E a torcida, repito, que banca tudo com sacrifício, é que é punida por isso?

Não é a TV que banca. Queria ver ela e outros patrocinadores colocarem a grana no clube se o Flamengo não tivesse a torcida que tem. Queria ver ele sobreviver sem os milhões de torcedores, a maior torcida do mundo.

Seja o Flamengo ou qualquer outro clube médio brasileiro...

É... Grande, só o Flamengo...

PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO   

domingo, 5 de abril de 2015

GANHAMOS O FLA-FLU E MAIS UMA TAÇA

Mesmo com cinco desfalques, o Flamengo ganhou o Florminense na maior tranquilidade, por 3 x 0, no Maraca (é nosso).

De quebra conquistamos o segundo título do ano.

Depois de ganharmos o Torneio de Manaus, agora fomos bicampeões do Torneio Super Clássicos.

Para quem ainda não conhece, fica com o troféu o time grande que somar mais pontos, valendo apenas os confrontos entre eles, no Cariocão.

Como devemos ganhar do Nova Iguaçu, na quarta-feira, na última rodada do campeonato, terminaremos na primeira colocação e conquistaremos mais um título em apenas três dias, a Taça Guanabara.

È mole?

O Fla-Flu não foi um jogo emocionante, mas até que foi bem movimentado.

O Flamengo começou respeitando muito os Florzinhas, mas com o golaço de Jonas de fora da área, aos 17 minutos, os papéis se inverteram.

Alecsandro comemora o segundo gol do Mengão
No segundo tempo, logo com 10 minutos, Alecsandro foi lançado e, com toda a liberdade, chegou a titubear, se dava ou não o passe para Marcelo Cirino (que não jogou bem) assumir, mais uma vez, a artilharia do campeonato.

Por sorte, o defensor do Flu não roubou a bola do Alecsandro.

Como sempre digo aqui, muito rápido e inteligente, ele notou que o goleiro Diego Cavalieri ameaçou ir em direção a Cirino. Aí, não teve jeito. Alecgol resolveu marcar e entrar na lista de artilheiros com 9 gols (os outros são Fred, Cirino e Rodrigo Pinho, do Madureira).

A partir daí o Flu ameaçou uma reação, mas, aos 30 minutos o goleiro Paulo Victor fez uma daquelas suas defesas sensacionais, o suficiente para esfriar o adversário.

Aí, com o Tricolor entregue, restou à galera rubro-negra gritar olé, olé, olé...

No último minuto, o menino Matheus Sávio em seu quarto jogo este ano pelo Flamengo, aproveitou bem o passe de Marcelo Cirino e fechou o placar. 

Foi o terceiro gol do garoto este ano, pelo time de profissionais.

Vamos agora falar, não do Flamengo, mas da expulsão do Fred, aos 30 minutos do primeiro tempo.

Não acho que isso influenciou no resultado da partida, pois o Fluminense já não vinha jogando bem e o Mengão dominava a partida.

Acredito que com ou sem Fred, não daria para o time das Laranjeiras arrumar nada em cima do Flamengo. 

Hoje era nosso dia. Não tinha jeito.

Para mim, foi uma expulsão injusta por uma interpretação errada do árbitro Wagner do Nascimento Magalhães, que achou que o atacante simulou uma falta.

Na verdade, Anderson Pico fez, sim, falta em Fred.

Não sou a favor da censura, da mordaça ou do que quer que seja. Cada um que tenha a sua opinião e fale o que quiser. Só não pode é falar sem conhecimento de causa.

O Fred, reclamou, justamente, por  sinal, contra a sua expulsão, mas ele pisou na bola ao dizer que o Campeonato Carioca tem que acabar.

Quem é ele para falar do Campeonato Carioca, com sua história mais que centenária, que revelou inúmeros craques e fez a fama dos times do Rio?

Fred não conhece 1% da importância do Campeonato Carioca, até porque ele é de Minas Gerais e está se lixando para o Rio de Janeiro.

Aliás, Ele não deve nem saber da importância do próprio Campeonato Mineiro.

Que ele e outros achem que o Campeonato Carioca precisa corrigir muita coisa, concordo plenamente. mas ele não poderia falar a bobagem que falou.

Até concordo e apoio o fato de que ele tem o direito de falar o que quiser, mas que falou merda, isso ele falou.

Ele tem a opinião dele e eu tenho a minha.

Acabar com o Campeonato Carioca?

Isso nunca! 

A rivalidade local (sadia, é claro) é importantíssima e muito disso se deve ao Campeonato Carioca e os demais estaduais.

PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO   

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Calúnia do Rúbio Negrão

Sejemos cinseros e analfabéticos: nos tempos em que eu era respeitado nos blogs e nas redes sociais, cheguei a ser chamado de “Zico do humor”. Não era verdade. Fui apenas, e continuo sendo, um simples “Cazalbé do riso”, e olhe lá.

Mas que era um elogio e tanto, isso era. O simples uso do nome do Zico enobrece qualquer alcunha, mesmo que seja em “Zico do tráfico”, “Zico da picaretagem” ou “Zico da corrupção”.

Aqui no meu canto, eu ficaria bem mais orgulhoso se eu fosse reconhecido um dia não como o “Zico do humor”, mas como o “Zico do ócio”, porque, como diria o saudoso Bussunda, “Eu tenho um nome a lazer”.

Ressalva feita, voltemos à calúnia propriamente dita (ou melhor, maldita).

Cenão vejemos e erremos: pode-se até discutir onde o futebol teve origem, se na China, no Japão, na Grécia ou em Roma, mas um fato é pacífico: o futebol só foi criado para ser praticado pelo Mengão. O Flamengo foi o clube que inspirou a criação do futebol muito antes de ser fundado. Como adversários eram necessários, daí os outros clubes. Por isso, espera-se que, como forma de retribuição, o Flamengo forneça cada vez mais craques para a perpetuação da boa prática desse esporte não bretão.

Só que hoje, todos se perguntam aonde foram parar os craques que a gente fazia em casa. Por que não surge mais um Adílio, um Leandro, um Andrade, um Mozer, um Júnior? Vá lá, um Jônatas?

Tenho cá as minhas teorias. Costumo comparar o jogador da nossa base ao povo cubano: é louco pra ir pro exterior, e quando lá chegam, simplesmente desaparece. Ou alguém se lembra de algum prata da casa que recentemente tenha se destacado em algum time gringo de primeira linha?

Mas mesmo essa secura de revelações já demonstra certa evolução. A safra maravilhosa dos anos 80 vingou no próprio clube. A dos anos 90, bastante aceitável, explodiu em times rivais. Agora, pelo menos, nossos juniores não explodem nem aqui nem ali, nos adversários diretos. É ou não é uma melhora?

Então, meus leais detratores, vamos às minhas teorias sobre o fracasso da base flamenguista:

Peso da camisa

Existe sim. A camisa do Flamengo pesa. Eu mesmo, quando vou à feira trajando o meu manto sagrado, sinto a responsa. Sei que estou sendo alvo de todos os olhares. Daí, evito dar aquela escarrada no chão, coçar o saco na frente de todos, ou pegar uma laranja quando o dono da barraca não estiver olhando.

Creio que o mesmo ocorra com os nossos garotões da base. Maraca cheio, torcida esperançosa, cobranças a caminho, toda a família assistindo...

Mas apesar do peso insustentável de um sacrossanto manto já envergado por craques da mais alta estirpe, há outro fator que pesa ainda mais do que o próprio manto: as jóias!

Brincos, pulseiras, colares, medalhões, óculos escuros, anéis, badulaques, pingentes, berloques e penduricalhos diversos curvam o jovem atleta sob um peso desumano a semana inteira. Obviamente, quando ele entra em campo no domingo, a sua coluna não é a mesma. O seu senso de equilíbrio foi afetado. A sua estabilidade durante um pique deve ser a mesma de uma Kombi 79.

Sem falar que, franzinos como eles só, os 200 gramas da camisa do Flamengo devem pesar-lhes muito mais do que a longa história que ela representa.

Peso do empresário

Segundo o Marxismo, “a religião é o ópio do povo”.

Se isso fosse verdade, não teríamos jogador crente fazendo fumaça por aí. Mas digamos que seja. Nesse caso, pior que a religião é o empresário, que também faz a cabeça da garotada. Empresário é um vício socialmente tolerado, porque apesar de causar dependência, não é considerado uma droga.

O peso do agente na vida do júnior vai além do fator psicológico. Empresário é um troço que já pesa por si só. Até ex-atletas, quando viram empresários, se tornam obesos em função de tantos almoços e jantares de negócios.

Aí, quando um empresário enorme de gordo encosta um Rafinha e seus bem distribuídos 38 quilos na parede, e começa a berrar “Tu vai pedir 1 milhão de euros por mês!”, o garoto desaba emocionalmente.

Mas a pior tortura é o bordão jogado na cara do moleque: “A fila anda, meu garoto!”

E o garoto sabe que não é da fila do treino físico que ele está falando.

Peso na consciência

Como dizia o grande Alexandre Souteiro da Flamengonet, “Passarinho que come pedra, sabe o forevis que tem.”

O moleque profissionalizado começa a ganhar um dinheirinho melhor, mas o preço por esse salário é abrir mão da juventude. Agora, titular do Flamengo aos 18 anos, o garotão sabe que tem que regular a bebida, os horários, as amizades, e, principalmente, as palavras que diz para os jornalistas (que só querem a sua desgraça).

Ora, é sabido que todo esse autocontrole pode perfeitamente ser adquirido, só que lá pelos 40 anos de idade, quando o moleque já pendurou as chuteiras!

Então, a vida do ex-júnior vai continuar a mesma zona de sempre, só que agora com um grande público assistindo. Logicamente, isso faz com que aqueles que possuem uma consciência passem a se sentir incomodados por ela. Saibam vocês detratores que olheiras e cabelos desgrenhados nem sempre são frutos de pileques.

Quando a consciência passa a incomodar, o garoto entra em parafuso, porque sabe que se falhar em ser um jogador de futebol profissional, terá que arrumar um emprego e passar a trabalhar como qualquer outro fracassado.

Pressão da torcida

Há, e todos sabem disso. Só que apesar de (literalmente) dura, a torcida é justa: Zico é idolatrado até hoje porque a torcida não se esquece dos seus feitos. Já certos Vampetas da vida serão lembrados apenas pelos telespectadores que assistirem ao SuperPop.

A pressão é um algo que cada júnior precisa enfrentar diariamente: há a pressão dos empresários, que exigem que os garotões vinguem depressa porque a alta do dólar não espera, e a janela internacional menos ainda! Tem a pressão daquela Maria Chuteira, que vive grávida e quer se casar de qualquer jeito. E ainda tem a pressão da torcida, milhões de fiscais que sabem onde o cara jantou, “o quem” comeu, e até se houve acompanhamento.

Pra não dizer que tudo é tristeza na sua vida, quando o atleta se torna um veterano, com certeza vai se recordar com carinho daqueles tempos em que podia comer à vontade. Imagino, hoje, o Ronabo, se lembrando, com nostalgia, da cozinheira do São Cristovão, dizendo: “Come mais, minino! Ocê percisa encorpá!”

Pressão dos companheiros

“Pô, professor! Todo dia eu levo farinha, ovo e corredor polonês! Por favor, avisa pra eles que meu aniversário só cai no dia 10 de outubro!” – ex-júnior e ex-futuro Neymar

Primeiro treino do ex-júnior entre os profissionais. Aí ele pega a bola e dá uma caneta num veterano, que, casualmente, é o capitão do time, e joga na mesma posição que o moleque abusado.

Diante do quadro acima, os outros jogadores simplesmente deixam de meter a bola pro garoto. Vai ficar indo e voltando o treino inteiro, sem receber qualquer passe ou lançamento. Vai terminar a atividade fazendo a cobertura de um dos laterais, isso se terminar, porque também pode levar uma bela pregada pra deixar de ser folgado.

Aí eu pergunto: isso é justo? Talvez seja, porque o cara que levou a caneta tem duas ex-esposas nas costas, e precisa renovar muito bem o contrato que está terminando pra poder pagar as duas pensões exorbitantes.

Então, quando todos os novos companheiros profissionais estiverem maltratando o garoto apavorado, entrará em ação o consagrado sistema “tira bom e tira mau”: um jogador irá até ele, amavelmente, ensinar-lhe como a banda toca entre os adultos. Ou seja: “Fica na boa, que ninguém vai te fazer nada. Vai jogando a tua bolinha na paz, sem humilhar ninguém, que você é bom garoto, e vai entrar no time quando a tua hora chegar. Liga não. É que o pessoal aqui baixa a porrada mesmo em quem sacaneia e barra um colega...”

E todo o esquema acima deslindado ocorre tanto sob o mandato de um treinador durão quando o de um treineiro banana. A única diferença é que o banana sabe de tudo, sendo por essa razão assim denominado.

Falta de força física

Pera aí! Garoto que nasce na favela só vai experimentar a sua primeira mamada aos 15 ou 16 anos de idade. Até lá, só se alimenta de mingau de serragem com água de poça, e mesmo assim quando chove! Aí vem o pessoal querer que o cara tenha “força física”?

Porra, o garoto já é um guerreiro só de estar vivo!

Falta de foco

Creio que os nossos problemas acabariam se os juniores recém-promovidos ao time principal encarassem essa honra como uma grande conquista. Só que a impressão que fica é que a subida para o time principal do Flamengo é apenas mais um degrau rumo ao time B do Manchester United, Barcelona ou Chelsea.

Tal distúrbio moral é denominado “falta de foco” ou “excesso de foco”, e acomete principalmente esta nova geração de jogadores flamenguistas imberbes, que provavelmente têm como exemplos de pratas da casa nomes como Marcelinho Carioca, Paulo Nunes e Djalminha.

Falta de referências

O ídolo do Zico era Dida. O ídolo daquela revelação da internet chamada Maicon Santana era Cristiano Ronaldo.

Ponto.

Excesso de preciosismo

Como eu disse acima, antes de irem pro Flamengo, nossos garotões comiam mingau de serragem. Feijão com arroz só em festa de casamento. Nos dias de semana, a base nutricional da galera era o que tivesse dentro do isopor com gelo da cozinha.

Assim sendo, precisamos entender que, para eles, “feijão com arroz” não é sinônimo de coisa simples. “Feijão com arroz”, pros nossos juniores, é coisa chique! Quando o treinador pede que entrem em campo e façam o feijão com arroz, eles entendem que só vale gol de voleio ou de bicicleta! Só querem marcar gols que o Dodô assinaria!

Um treinador politicamente correto saberia passar a mesma orientação na linguagem do boleiro ainda pobre: “Vão lá jogar um mingau naquelas vadias!”

Baixa autoestima

Assim que começa a jogar futebol pelo clube, o garoto passa a conviver com nomenclaturas até então desconhecidas, como “sub-15”, “sub-17”, “sub-19”, “sub-20” e “seu sub-humano!”.

Por que não seleção “sobre-17” ou “sobre-19”? Não daria na mesma?

Somente quando subir para treinar entre os profissionais o garotão começará a ouvir termos mais edificantes, como “top de linha”, “alto nível”, “baita”, etc.

Mas aí já será tarde demais. Com sua baixa autoestima completamente destruída, restará ao jovem profissional torcer para nunca mais ser convocado para seleção brasileira de categoria alguma, por não suportar mais pagar mico.

A solução

Para que não se diga que eu apenas critico, sem oferecer uma solução, aí vai ela, seu Roberto Gomes: precisamos de juniores fortes e sadios. Garotos que espirrem com tanta decisão que em vez de “Saúde!”, recebam “Parabéns!”.

Por isso, inspirados pelos jogos olímpicos de 2016, devemos encaminhar o jovem que chegar à nossa escolinha de futebol para qualquer outro esporte que lhe dê mais solidez. Por exemplo, a luta greco-romana ou mesmo o sumô, para os mais barrigudos.

Depois de um ano praticando somente luta, o nosso menino passará para a maromba propriamente dita, só levantando ferro diariamente por outro ano.

Em seguida, natação, remo, tiro, bocha e ginástica olímpica... Não, ginástica olímpica não, porque ele já não terá a leveza necessária para a prática desse esporte.

Somente depois de todo esse preparo, o garotão, agora com uns 16 ou 17 anos, entrará num campo de futebol pela primeira vez, aí sim pesando seus 90 ou 100 quilos.

Colocando em prática essa nova filosofia de formação de jovens, ganharemos, quem sabe, um novo Adriano ou um novo Ronabo. Se não der, pelo menos um Walter ou Cabañas nascerá. Agora, se a safra for muito fraca mesmo, me contento com um novo Anderson Pico, tudo bem.

Agora, se absolutamente nada der certo com essa garotada, tenho certeza de que pelo menos uns dois ou três Netos vão pintar. E aí, mesmo que fracassem em campo, sempre poderão trabalhar como Reis Momos ou como comerdaristas escrotivos na mírdia paulicha.

(Ás do quinta-colunismo esportivo, Rúbio Negrão, vulgo Rubro-Negão Trolhoso, vulgo RNT, é cria dos juniores do blog da Flamengonet, e aceita doações de camisas oficiais novas do Flamengo no tamanho G.)

terça-feira, 31 de março de 2015

Homenagem a Cássio

            Cássio José de Abreu Oliveira nasceu no dia 8/1/1980 e jogou 86 jogos pelo Flamengo entre 2000 e 2003. Entre idas e vindas, teve duas passagens pelo Mengão nesse período: a primeira entre 2000 e 2001 e a segunda em 2003.
          Bom lateral-esquerdo, rápido e com bom chute de fora da área, Cássio foi revelado nas divisões de base do Flamengo.  Estreou no time profissional do Flamengo no empate em 2 a 2 contra o Botafogo no Torneio Rio-São Paulo de 2000 (gols de Leandro Machado e Reinaldo ) . Mas voltou aos  juniores e não teve mais chance no time titular nesse ano , pois Athirson apresentou um desempenho brilhante na temporada de 2000.
Foi exatamente com a ida de Athirson para o Juventus (Itália)  em 2001 que Cássio virou titular,  substituiu bem o ídolo da Nação e foi decisivo na conquista do quarto do tri carioca da história do clube neste mesmo ano  Na final da Taça GB de 2001, Mengão ganhou o primeiro turno do Campeonato Carioca ao vencer o Fluminense nos pênaltis por 5 a 3 depois do empate em 1 a 1 no tempo regulamentar (gol de Reinaldo de falta para o Flamengo e de Marco Britto para o Fluminense). Reinaldo, Juan, Roma, Cássio em cobrança espírita — o goleiro tricolor Murilo defendeu, a bola quicou,  tomou um efeito incrível e voltou para dentro do gol—  e Beto marcaram para o Flamengo e Júlio Cesar pegou a cobrança de Marco Brito.
A decisão do título carioca foi contra nosso eterno vice. No primeiro jogo, vitória vascaína por 2 a 1 (gols de Petkovic para o Flamengo e Viola e Juninho para o adversário). No segundo jogo, o Flamengo venceu por 3 a 1 em uma partida histórica e emocionante. Edílson abriu o placar com um gol de pênalti depois que Cássio foi derrubado na área. Juninho empatou ainda no primeiro tempo. Edílson marcou de cabeça o segundo gol do Flamengo após o drible e o cruzamento preciso de Petkovic. O terceiro gol (o do tricampeonato, já que o Mengão precisava vencer por dois gols de diferença para ficar com o título) foi marcado aos 43 minutos do segundo tempo numa cobrança de falta magistral de Petkovic no ângulo, à Zico.  Senti uma emoção tão grande no gol do Pet que ri e chorei ao mesmo tempo! Espetacular!! Edilson foi o artilheiro da competição com 16 gols. O técnico era Zagallo. Vale lembrar que além de Edilson e Petkovic, Júlio César (que fez defesas fantásticas na grande final), Juan, Beto e Roma também fizeram um grande campeonato. Os jogadores da equipe  tricampeã foram Júlio César (Clemer) , Alessandro (Maurinho), Juan, Fernando (Gamarra), Cássio (Marco Antônio), Leandro Ávila, Rocha, Beto (Jorginho) , Petkovic, Reinaldo (Roma e Adriano) e Edílson.  Também jogaram Max, Bruno Carvalho, Luciano Netter, Bruno Quadros, Nélio, Iranildo, Rodrigo Juliani, Anderson, Andrezinho, Carlinhos, Leandro Machado, Jackson e Rodrigo Graal.
Em julho do mesmo ano, Cassio também ajudou o  Mengão a vencer  a Copa dos Campeões, o que deu ao time rubro-negro o direito de disputar a Libertadores de 2002.  . O Flamengo venceu o Bahia por 4 a 2 (dois gols de Reinaldo, um de Rocha e um de Edílson) e 2 a 0 (dois gols de Reinaldo). Empatou com o Cruzeiro em 0 a 0 no primeiro jogo e ganhou por 3 a 0 no segundo (gols de Petkovic, Edílson e Beto). O Mengão disputou o título com o São Paulo em duas partidas muito emocionantes. Na primeira, venceu por 5 a 3. Após a troca de passes entre Gamarra e Reinaldo, Edílson marcou o primeiro gol do jogo. Luís Fabiano empatou para o São Paulo. Reinaldo pôs o Flamengo de novo em vantagem no placar depois de receber um belo passe de Edílson. Beto marcou um golaço, ampliando o placar ainda no primeiro tempo. Na segunda etapa, Edílson fez 4 a 1. No entanto, o São Paulo reagiu e diminuiu com os gols de Rogério Pinheiro e Luís Fabiano. Mas o dia era mesmo de Edílson. O Capetinha deu um chutaço, que desviou em Rogério Pinheiro e entrou. No segundo jogo, o Flamengo perdeu por 3 a 2, mas levou o título graças ao saldo de gols. Kaká marcou o primeiro gol do São Paulo ainda no primeiro tempo. Juan empatou, ao marcar um gol de cabeça, aproveitando a cobrança de falta de Petkovic. Pet marcou um golaço de falta, virando o jogo. Quase no final, França ainda marcou os outros dois gols do São Paulo. Porém, o Mengão conquistou aa taça e a vaga na Libertadores do ano seguinte.
Mas em 2002 com a volta de Athirson ao Flamengo e  depois de cobrar mal o último pênalti na final da Copa Mercosul do ano anterior contra o San Lorenzo, o que levou o Flamengo a  perder o título da competição sul-americana na decisão por pênaltis após o empate em 1 a 1 no tempo regulamentar,  Cássio perdeu espaço no time titular  e foi emprestado ao Internacional. Pelo Colorado, o lateral conquistou o Campeonato Gaúcho no mesmo ano.
Cássio voltou ao Flamengo no ano seguinte, disputando a posição com Athirson, encerrando a última passagem pelo clube que o revelou.  
      Em 2004 , o lateral jogou pelo Marília e também defendeu o tradicional clube paraguaio Olímpia.
    Em 2005, Cássio continuou a carreira internacional no time americano New England Revolution. No mesmo ano, voltou ao Brasil e defendeu o Ceará e depois o Brasiliense, conquistando o título brasiliense daquele ano.
    Em 2006, Cássio voltou para o Ceará e também defendeu o Santa Cruz, ficando no clube pernambucano até 2007.
       Em 2007, Cássio foi para o Adelaide United, conquistou um título de um campeonato de pré-temporada e ficou no clube até 2014, encerrando sua carreira. Devido a uma lesão na coxa, o jogador não teve um jogo de despedida, mas recebeu uma homenagem da torcida do clube australiano em um hotel no início de 2015. Depois de pendurar as chuteiras, Cássio decidiu ficar na Austrália e virou sócio de uma escolinha de futebol.
     Bom relembrar as conquistas  de Cássio com o Manto Sagrado e saber mais sobre a carreira do lateral revelado na Gávea e as passagens e títulos  do jogador por outros clubes no Brasil e no exterior.
Fontes:
Poster da conquista do tri carioca publicado pelo jornal Lance em 28 maio de 2001.
Vaz, Arturo e Júnior, Celso. Acima de tudo rubro-negro: a história do C. R Flamengo. Rio de Janeiro: Paju Editora, 2008.
————— e  Filho, Paschoal Ambrósio. 100 anos de bola, raça e paixão: a história do futebol do Flamengo. Rio de Janeiro: Maquinária Editora: 2012.




sábado, 28 de março de 2015

SÓ AGORA QUE O POFEXÔ VIU ISSO?

O Flamengo venceu o timeco do Bonsucesso, por 2 x 0 no Engenhão.


E o técnico Vanderlei Luxemburgo não gostou da atuação da equipe: "Ganhamos o jogo, mas  resto foi um dia horrível em tudo. Tivemos uma atuação horrível. Jogamos de uma forma morna, sonsa e lerda. O jogo de hoje nos deixa distantes demais de quem deseja ser campeão. Não jogamos como o Flamengo precisa para ganhar o campeonato".

Ô Pofexô, só agora que o senhor viu isso?
Luxa tá preocupado

Não acredito!

Acho que só agora é que ele decidiu tocar no assunto.

Desde que o Cariocão começou eu venho dizendo por aqui que nosso time é fraco, que temos um bom elenco, cheio de opções, um contra-ataque rápido, mas que ainda não nos acertamos em campo, não temos uma equipe de verdade.

Isso já vem de longe e ficou mais evidente quando perdemos para o Botafoguinho... Empatamos com o Macaé... E ganhamos alguns jogos contra pequenos com dificuldades.

Empatamos com o Madureira, também, mas o Tricolor Suburbano não conta, pois está com um time muito bem armadinho e vai se classificar para as semifinais.

Os jogos que vencemos foi na raça, na vontade dos jogadores.

Concordo com você Luxemburgo, jogando assim, não seremos campeões nunca, a não ser que os outros consigam ser piores que nós.

Só que foi preciso se passar 13 rodadas para você ver isso?

Por sorte "temos camisa".

Domingo tem Fla-Flu e os Florzinhas, apesar do medo que têm da gente, vêm com tudo.

Não vão poupar pós de arroz, paetês e purpurinas para levar os três pontos.

Pra terminar, viram mais uma jogada de inteligência do Alecsandro, que proporcionou o gol de Marcelo Cirino.

E o gol do Matheus Sávio? Foi sem querer, ao cobrar uma falta num cruzamente em que ninguém alcançou a bola e ela entrou. Mas, seria ele mais uma promessa rubro-negra que não vai vingar?

PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO   

quinta-feira, 26 de março de 2015

Calúnia do Rúbio Negrão

Sejemos cinseros e analfabéticos: lá pelos idos de nem me lembro mais quando (talvez há uns dez anos; o @Adrianomelo72 saberá precisar aos portadores de TOC), uma época lamentável, os maiores ídolos do Flamengo eram o goleiro Julio César e o enganador Felipe Chinelo.

Cenão vejemos e erremos: ambos serviam à Seleção da CBF, desfalcando o então fragilizado Mais Querido do Mundo (obrigado, Conmebol!), que lutava furiosamente contra a ameaça de rebaixamento no Brasileirão, e mais ainda contra a má vontade de alguns jogadores frescos bagarai, que queriam receber seus salários em dia.

Tudo bem. Os ditos salários estavam muito, mas muito atrasados mesmo. Mas quem consegue pensar em dinheiro quando está jogando num Maracanã lotado, vestindo o sacrossanto manto?

Pois é, mas os caras pensavam.

Continuando, é claro que time grande não cai, como, de fato, não caiu. Mas quero ver ter essa frieza toda na hora em que o circo tá pegando fogo, amigo! Eu não conseguia comer nem dormir direito!

Tá OK. Eu não comia direito por falta de grana, mas a perda de sono foi por causa dos problemas do Mengão, sim.  

Recordo-me, também, de que o Flamengo tinha um jogo importante pela frente, um jogo do tipo vencer ou vencer, ou, na pior das hipóteses, ganhar. De qualquer maneira, a torcida estava otimista, porque Felipe Chinelo e Julio César finalmente retornariam da maldita Seleção para defender o Clube que, pelo menos na teoria, pagava os seus salários. Agora iria! A vergonha terminaria! O Julião era um líder nato que fechava o gol, e o Felipe podia não valer nada, mas estava em grande fase.

Só que a vida de rubro-negro não é mole, nunca foi, jamais será. Felipe Chinelo, aquele que só era profissional quando lhe interessava, resolveu fazer a cabeça do Julio César para que eles, logo eles, as estrelas da companhia, somente entrassem em campo caso recebessem os atrasados...

Desnecessário escrever que o sangue de alguns rubro-negros gelou nas veias, enquanto o de outros ferveu nas mesmas. Gelou porque se já estava difícil com os dois, sem eles o sprint tão necessário parecia impossível. E ferveu por pura e santa revolta contra o chineludo que havia virado especialista em acumular cartões amarelos para evitar os inconvenientes jogos nos finais de semana.

Agora, porém, é que começa a história. Surgiram boatos de que o Fluminense, então com os salários do seu elenco rigorosamente em dia, emprestaria a grana necessária ao coirmão em dificuldades.

Apesar da humilhação, respirei aliviado. Dizia e repetia aos amigos que o Flamengo não deveria aceitar tamanha humilhação, mas no fundo rezava para que a aceitasse o mais rápido possível.

Só que fora do confortável mundo dos boatos sempre há a dura realidade. Os urubus somos nós, mas quem se amarra de verdade numa carniça são os arcoirenses. De modo que em vez de seguir pela senda da grandeza que, afinal de contas, não tinha e não terá, o Fluminense, confirmando a sua eterna vocação para a pequenez, apressou-se em desmentir a fofoca, e ainda foi além: anunciou que decidira pagar um mês de salários adiantados aos seus atletas. 

E assim foi. O Tricolor da Série C protagonizou um feito provavelmente inédito no futebol brasileiro, cujo único resultado palpável foi, felizmente, ferir os brios dos que defendiam o sacrossanto manto.

Não caímos, e se o leal detrator chegou até este ponto da narrativa, certamente está se perguntando por que cargas d’água relembrei tão bizarro evento. Explico: foi só para deixar bem claro que eu quero mais é que o Fluminense, hoje devedor de cinco meses de salários aos seus boleiros, vá à falência.

Duplex Toc Zen

1 - Se cuida, Léo Moura: Pela Constituição brasileira ir e vir é um direito, mas nos E.U.A. é obrigação.

2 - Eurico Miranda está certo quando diz que Flamengo e Vasco disputam um campeonato à parte: Tão à parte que reúne um time da Série A e outro da Série B.

3 - Na verdade, todo time brasileiro disputa um campeonato à parte com o Flamengo: E o Flamengo disputa apenas jogos contra clubes de menor expressão.

4 - Seleção brasileira: Se Felipão e Parreira, que já deram certo lá atrás, pagaram um micaço numa Copa, imagina o Dunga que já deu errado antes.

5 - "Band acaba com talk show de Rafinha Bastos": Que passou a se chamar Agora é Tarde Demais.

6 - Alô, Julio @tuagloriaelutar: Chamar a bola de gorduchinha é bullying?

7 - Palmeiras 3 x 0 São Paulo: O Tricolor só não caiu de quatro por uma questão de centímetros.

8 - Se o FluminenC não for pras finais, o Cariocão vai perder toda a graça: Mas tudo bem, a gente ri da desgraça mesmo.

9 - Twitter Cassetadas da semana (em tempo real só em @rubionegrao)

@lavfilho Parabéns papai Celso Barros! RT "@rubionegrao: Cinco meses de atraso? O Fluminense está grávido!"

O STJD tem jurisdição no Cariocão?

A liderança do Madureira não é um retrato do futebol carioca. É, isto sim, um outdoor do futebol brasileiro.

O Eurico disse que jogo contra o Mengão é um campeonato à parte só pra conseguir faturar outro vice.
Porque vice em final de verdade tá osso

O último impeachment que deu certo no Brasil foi o do Márcio Araújo na final do Cariocão passado.

Hoje o Maracanã molhado dará toda a vantagem pro Mengão, porque o Vasco não está acostumado à água.

E no G4 carioca estão o Rubro-Negro, o Cruz-Maltino, o Alvinegro e o Tricolor.
O Tricolor Suburbano, claro.

Quando o jogo virou uma pelada, o Bernard começou a se destacar. Ainda bem que foi expulso.

E hoje o Dr. Roger Flores não desenganou nenhum jogador.

A caravela do Vasco só tira onda mesmo no emblema do clube, porque quando é colocada na água naufraga.

Mas a culpa não era do Roberto Dinamite?

Este anos já metemos duas pauladas nos bacalhaus, e olha que ainda estamos em março!

Só por continuarem sendo vascaínos apesar das infinitas humilhações, esses caras da NetVice têm meu respeito.

Nunca gostei do Alecgol. Achava que era enganation. Só q não. E a prova disso foi não ter sentido o insustentável peso do sacrossanto manto.

Sobrevivi para ouvir o locutor da Band chamar o Almir do Bangu de "cracaço".

E nada mais agouro.

(Ás do quinta-colunismo esportivo, Rúbio Negrão, vulgo Rubro-Negão Trolhoso, vulgo RNT, é cria dos juniores do blog da Flamengonet, e aceita doações de camisas oficiais novas do Flamengo no tamanho G.)

terça-feira, 24 de março de 2015

Fábio Baiano

     Fábio da Silva Moraes, mais conhecido como Fábio Baiano, nasceu em Feira de Santana no dia 22/04/1975 e jogou 231 pelo Flamengo marcando 41 gols com o Manto Sagrado. O jogado  teve quatro passagens pela Gávea: a primeira entre junho de 1992 e fevereiro de 1996, a segunda entre 1997 e 1998 ,  a terceira e mais marcante entre o fim de 1998 e meados de 2000 e a quarta entre 2002 e 2004.
        Nas duas primeiras passagens, Fábio Baiano atuou como lateral direito,  mas era muito criticado pela torcida . Mesmo assim, conquistou a Taça GB de 1995 com o Flamengo vencendo o Botafogo por 3 a 2 na final em noite de Romário. O Baixinho fez 2 a 0 no primeiro tempo, mas na segunda etapa o Bota empatou com dois gols de Adriano. Mas o jogador do Bota Márcio Theodoro errou um passe e deu a bola no pé de Romário, que marcou o gol da vitória do Fla.
 Em 1996, o lateral foi para o Juventude (RS), mas voltou para o Mengão no ano seguinte. Em 1997, o Flamengo ganhou a Copa dos Campeões Mundiais. No primeiro jogo da competição, o Mengo empatou em 0 a 0 com o Santos; no segundo, empatou com o São paulo em 2 a 2 e no terceiro, derrotou o Grêmio por 4 a 2. O Fla decidiu o título contra o São paulo venceu o jogo por 1 a 0 (gol de Iranildo). Apesar de jovem, o time atuou muito bem A zaga — formada por Junior Baiano e Fabiano — se portou de forma impecável na final. Lúcio e Iranildo também foram destaque na competição.
       Em fevereiro de 1998, Fábio Baiano foi para o Bahia e conquistou o Campeonato Baiano,  mas voltou para o Flamengo no fim do mesmo ano.
     Na terceira passagem pelo Flamengo, junto com nomes como Athirson, Beto e Reinaldo, Fábio Baiano ajudou o Flamengo a conquistar dois títulos cariocas (1999 e 2000) e a Copa Mercosul em 1999. Em 1999, Fábio Baiano jogou como lateral no Carioca, mas na competição sul-americana atuou com muita raça como meia, posição em que também jogou na conquista do Estadual de 2000.
Em 1999, o Flamengo ganhou a Taça Guanabara. O adversário foi o Vasco, que entrou de salto alto, por achar que ganharia com a vantagem do empate. Doce ilusão. Não suportaram a raça do maior time do mundo. Athirson — aproveitando o passe de Iranildo numa jogada que fez jus à tradição rubro-negra pela garra e categoria — abriu o placar no início do jogo e Romário ampliou com um belo gol de canhota minutos depois. O adversário ainda diminuiu numa cabeçada de Odivan e tentou empatar, mas o Mengão soube segurar o resultado. Nada melhor do ganhar o primeiro turno de forma invicta. Mas a festa estava só começando: o Mengão conquistou o Campeonato Estadual, vencendo o Vasco, que tinha ganhado o segundo turno. No primeiro jogo, o resultado foi 1 a 1 graças ao gol de peixinho de Fábio Baiano e às defesas salvadoras do goleiro Clemer. No segundo jogo, Rodrigo Mendes cobrou bem a falta sofrida por Caio e fez o gol do título, deixando o goleiro Carlos Germano parado e a torcida rubro-negra enlouquecida. O placar poderia ter sido maior, mas o juiz anulou um gol de Beto, alegando impedimento. Mesmo com os desfalques de Iranildo, Leandro Machado e Romário o time rubro-negro mostrou muita raça. E ganhar no peito e na raça, honrando as tradições rubro-negras, é bom demais!! O técnico rubro-negro era Carlinhos.
Outra conquista importante em 1999 foi a Copa Mercosul. Fábio Baiano marcou em alguns jogos. Na primeira fase na competição, o Flamengo venceu o Colo Colo por 4 a 0 jogando fora de casa com dois gols de Rodrigo Mendes, um de Romário e outro de Fábio Baiano. Pela segunda fase da Mercosul, Fábio Baiano abriu o placar contra o Independiente. O juiz expulsou dois jogadores do Fla sem motivo e os argentinos empataram a partida , mas na raça o Mengão segurou o resultado mesmo com a enorme pressão dos adversários. No jogo de volta no Maracanã mesmo sem vários titulares, o Flamengo venceu o Independiente por 4 a 0 com dois gols de Leandro Machado, um de Fábio Baiano e outro de Romário, classificando-se para a semifinal contra o Peñarol.
Após a desclassificação no Brasileiro  com derrota para o Juventude por 3 a 1, Romário, Fábio Baiano, Marcelo e Leandro Machado escaparam da concentração e foram a uma festa em Caxias do Sul. O Romário saiu do Fla por não pedir desculpas à torcida e voltou para o Vasco. Mas os outros jogadores foram perdoados pela diretoria.
Na semifinal da Mercosul contra o Peñarol,  o Flamengo venceu o primeiro jogo por 3 a 0 (gols de Leandro Machado, Maurinho e Lê.)  No segundo jogo, o time uruguaio venceu por 3 a 2 , mas mesmo com a derrota rubro-negra Reinaldo teve boa atuação. Sofreu o pênalti marcado por Athirson e fez um golaço. Lamentável a selvageria dos uruguaios, que agrediram os jogadores do Flamengo inconformados com a eliminação.
As duas partidas da decisão contra o Palmeiras foram eletrizantes.  O Mengão venceu o primeiro jogo por 4 a 3. Show de emoção e garra. Juan abriu o placar para o Flamengo. Júnior Baiano empatou para o time paulista. Asprila virou para o Palmeiras. Caio empatou e Paulo Nunes fez 3 a 2. Mas era dia do Urubu voar alto. Caio marcou outro gol e Reinaldo garantiu a vitória rubro-negra no Maracanã com belo gol de cabeça após cruzamento de Athirson. No segundo jogo na casa dos palmeirenses novo sufoco. Arce pôs o time alviverde em vantagem. Caio empatou e Rodrigo Mendes virou o jogo com um golaço. Arce empatou de falta em falha de Clemer e Paulo Nunes marcou o terceiro do Palmeiras aproveitando lançamento de Zinho. Mas o jovem Lê marcou com frieza o gol de empate e que deu o título ao Flamengo.
Em 2000, o Mengão venceu novamente o Campeonato Estadual. Nosso maior rival venceu a Taça Guanabara, mas o Flamengo se recuperou ¾ graças à volta de Carlinhos ao comando da equipe e à raça e à união do time ¾ e conquistou a Taça Rio ao vencer o Friburguense por 3 a 1. (Os gols do Fla foram marcados por Reinaldo, Athirson e Fábio Baiano.)
Nas finais, o rubro-negro derrotou os vascaínos por 3 a 0 ¾ gols de Athirson (em linda jogada) Fábio Baiano (de falta) e Beto (de cabeça) ¾ no primeiro jogo e por 2 a 1 no segundo ¾ gols de Viola para o adversário e de Reinaldo e Tuta para o Mengão em bela virada. Reinaldo foi o vice-artilheiro da competição com 15 gols e Athirson, em grande forma, foi um lateral-esquerdo muito ofensivo, marcando 10 gols, muitos deles em clássicos, sendo o destaque do Flamengo no campeonato.
         Depois do Carioca de 2000, Fábio Baiano foi para o Grêmio e pelo time gaúcho conquistou a Copa do Brasil e o Campeonato Gaúcho ambos em 2001.
      Fábio Baiano ficou no Grêmio até 2002, ano em que voltou para o Flamengo durante o Campeonato Brasileiro. Vou destacar dois jogos em que Fábio Baiano atuou pelo Mengão em 2002. No Brasileiro do mesmo ano, o Flamengo venceu o Flu por 5 a 2. O Tricolor saiu na frente, mas Athirson empatou. Zé Carlos fez o segundo gol rubro-negro. Liédson marcou o terceiro. Iranildo acertou uma bomba rasteira e fez o quarto. Fábio Baiano pegou de primeira e fechou a goleada. O Flu descontou com Roni
   O Flamengo também venceu a Portuguesa por 2 a 1 no Brasileiro de 2002 em confronto direto na luta contra o rebaixamento. Alessandro abriu o placar, a Lusa empatou e Athirson com gol de pênalti garantiu a vitória rubro-negra.
       Fábio Baiano ficou no Flamengo até o início de 2004, chegando a disputar algumas partidas na campanha campeã da Taça GB como o primeiro duelo contra o Flu em que o Flamengo venceu  o Tricolor Carioca por 4 a 3. Jean abriu o placar para o Fla, mas ainda no primeiro tempo, Romário fez três gols pelo Flu. Mas no segundo tempo Felipe diminuiu para o Fla e Roger foi o herói do jogo marcando dois gols para o Mengão, um de cabeça, que empatou o jogo e o quarto, dando um chute cruzado que garantiu a vitória rubro-negra. O último jogo de Fábio Baiano pelo Fla foi na derrota de 4 a 3 para o América (gols de Jean, Roger e Diogo para o Fla) e o meia não chegou a disputar a final do turno contra o Flu, pois em 2004 Fábio Baiano foi para o São Caetano conquistando o título de Campeão Paulista. No mesmo ano, o atleta também jogou pelo Corinthians.
       Em 2005, Fábio Baiano jogou pelo Santos e pelo Atlético-MG. No ano seguinte, jogou pelo rival Vasco. e pela Ponte Preta.
           Em 2007 , o jogador defendeu o Paysandu e também voltou ao Juventude.
         Em 2008, Fábio Baiano foi para o Brasiliense e conquistou o Campeonato do Distrito Federal, junto com Iranildo.
    Bom recordar a trajetória de Fábio Baiano no Flamengo especialmente os títulos que o jogador ajudou o Mengão a conquistar bem como a carreira do atleta em outros clubes.
Fontes:
Vaz, Arturo, Júnior, Celso e Filho, Paschoal Ambrósio. 100 anos de bola, raça e paixão: a história do futebol do Flamengo. Rio de Janeiro: Maquinária Editora: 2012.