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quinta-feira, 2 de julho de 2015

VOLTAMOS A RESPIRAR

Finalmente, os jogadores do Flamengo resolveram se empenhar em campo, jogar sério e venceram o fraco time do Joinville, por 1 x 0, lá em Santa Catarina.

O gol foi de Emerson Sheik, que correu o jogo todo e mostrou muita raça.

Outro bom jogador em campo foi Marcelo Cirino. Mesmo tendo que ajudar a marcar o lateral adversário, Cirino mostrou parte daquele bom futebol que já conhecemos dele. Espero que ele mantenha essa postura profissional.

Everton repetiu suas boas atuações e foi fundamental, tanto na ajuda à defesa, quanto no ataque.

Emerson Sheik comemora o gol da vitória
Coincidência (ou não), foi só a diretoria rubro-negra ameaçar fazer uma faxina na Gávea, que o comportamento e dedicação dos jogadores mudaram bastante dentro de campo.

E, até que enfim, apareceu um lateral-direito que, ao que tudo indica, merece vestir a camisa rubro-negra.

Ayrton, emprestado pelo Palmeiras, estreou e não comprometeu. Fez o seu papel e jogou bem. Não foi nenhuma maravilha, mas foi eficiente.

O clube poderia fazer um esforço para contratá-lo de vez, isto é, se ele continuar atuando neste nível e com seriedade, o que espero que aconteça.

E o menino Jorge, estava confiante na lateral-esquerda.

O Cristóvão parece estar chegando à conclusão de que não adianta ficar insistindo com Pará, Pico, Arthur Maia e outros perebas que ainda circulam pela Gávea.

O nosso treinador parece estar achando a fórmula para transformar o nosso bando num time coeso.

Imagine se conseguir isso ainda antes da chegada de Guerrero? Seria ótimo!

Demorou, mas estamos fora da Zona de Rebaixamento.

Voltamos a respirar...

Vamos ver se nossos jogadores repetem a dose, no domingo, contra o Figueirense, no Maracanã.

PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO   

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Homenagem a Índio

            Aluísio Francisco da Luz, mais conhecido como “Índio”, nasceu no dia 1/3/1931 na Paraíba e foi meia-atacante do Flamengo entre 1949 e 1957. Índio disputou 217 jogos e marcou 147 gols com o Manto Sagrado, sendo o décimo maior artilheiro da história rubro- negra.  Era um jogador que tinha raça e técnica.
      Índio formou o ataque rubro-negro do time que conquistou o segundo tri carioca (1953-1954-1955) junto com Benitez, Paulinho, Joel , Evaristo de Macedo, Zagall o e também com Dida e Babá (o primeiro a partir de novembro de 1954 e o segundo a partir de meados do mesmo ano ). Vale lembrar que jogadores como Garcia (Chamorrro em 1955), Jadir, Pavão e Servíllo, Jordan, Dequinha, Rubens também foram fundamentais para a conquista do segundo tri carioca da história rubro-negra sob o comando de Fleitas Solich.
        Na estreia contra o Vasco em 1951, o meio-campo Rubens teve grande atuação ajudando o Flamengo a vencer os cruzmaltinos por 2 a 1 ao dar os passes para os gols de Adãozinho e Índio, quebrando um jejum de sete anos sem vitórias sobre o rival.
        No Carioca de 1953, Índio marcou em goleadas rubro-negras: na vitória contra o Bangu por 7 a 2 (três gols de Índio, dois de Rubens , um de Esquerdinha e outro de Joel para o Fla) , no chocolate sobre o Madureira por 5 a 0 (dois gols de Rubens, um de Benitez, um de Joel e outro de Índio) e na vitória por 4 a 0 contra o São Cristovão ( três gols de Rubens e outro de Índio). Índio também marcou em dois empates em 3 a 3 com o Vasco (no primeiro, os gols do Fla foram marcados por Índio , Bellini (contra) e Rubens; no segundo, Índio marcou dois gols e Benitez, um ) e em duas vitórias por 2 a 1 contra o Flu (a primeira de virada com um gol de Índio e outro de Rubens e a segunda com um gol de Índio e outro de Benitez). Na penúltima rodada da competição, o Flamengo venceu o Vasco por 4 a 1 om gols de Esquerdinha, Índio e dois gols de Benitez e conquistou o título carioca .Na última rodada, o Mengão venceu o Botafogo por 1 a 0 , gol de Rubens , coroando a brilhante campanha na qual o time do Flamengo ganhou 21 jogos e foi derrotado apenas duas vezes. Benitez marcou 22 gols e Índio fez 18 gols na competição.
Em 1954, Índio continuou sendo decisivo e o Flamengo foi outra vez avassalador. O Mengão venceu o Canto do Rio por 4 a 3 no jogo de estreia do Carioca do mesmo ano (com três de gols de Benitez e um de Índio, derrotou o São Cristovão por 2 a 1 (gols de Evaristo e Índio).Índio marcou os gols do Fla nas vitórias por 1 a 0 contra o Bonsucesso e 2 a 0 contra o América. O meia atacante também marcou nas vitórias por 4 a 1 contra a Portuguesa (dois gols de índio e dois de Benitez), na vitória de 2 a 1 no clássico contra o Vasco (gols de Rubens e Índio), na goleada de 5 a 0 contra o Canto do Rio (dois gols de Rubens, dois de Índio e um de Joel).  O Mengão obteve 19 vitórias em todo o Campeonato Carioca, sendo derrotado apenas duas vezes e confirmou o título ao vencer o Vasco de virada por 2 a 1 (gols de Índio e Paulinho). Antes da última rodada do campeonato, o Flamengo fez um amistoso contra o Estrela Vermelha e venceu por 4 a 1 com dois de Evaristo, um de Zagallo e outro de Babá. Na última rodada, com direito a Carnaval em pleno Maracanã, o Flamengo derrotou o Bangu por 5 a 1 com gols de Benitez, Paulinho, Índio, Evaristo de Macedo, Edson (contra).
        No Carioca de 1955, Índio fez gols na goleada de 4 a 1 contra o Bonsucesso (dois gols de Índio e dois de Evaristo), no chocolate de 5 a 1 contra a Portuguesa (dois gols de Joel, dois de Índio e um de Paulinho) , na vitória de 2 a 0 contra o Bonsucesso (um gol de Índio e outro de Evaristo. Mas Índio não jogou as finais do Carioca contra o América. Mesmo abalado com a morte do grande presidente Gilberto Cardoso, o Flamengo ganhou o primeiro jogo por 1 a 0, gol de Evaristo; perdeu por 5 a 1 no segundo e venceu por 4 a 1 na terceira partida com três gols de Dida e um de Duca, sagrando-se tricampeão carioca (1953-1954-1955) pela segunda vez.
       Índio deixou o Flamengo em 1957, mas gravou seu nome na história do Mengão como um dos grandes artilheiros da história rubro-negra. Gostaria de ter visto esse time tricampeão carioca na primeira metade da década de 1950 jogar.

Fontes:
Assaf, Roberto e Martins, Clóvis. Almanaque do Flamengo. São Paulo. Editora Abril: 2001.
Vaz, Arturo, Júnior, Celso e Filho, Paschoal Ambrósio. 100 anos de bola, raça e paixão: a história do futebol do Flamengo. Rio de Janeiro: Maquinária Editora: 2012.


BURRICE

Logo, logo, o peruano Paolo Guerrero estará se apresentando no Ninho do Urubu.


É claro que ele não é o salvador da pátria, mas acredito que irá ajudar a melhorar o time do Flamengo.

Precisamos de mais reforços, pois a "turma da birita" não parece muito interessada em jogar bola.

Falta comprometimento a este elenco, que não é pior que a maioria dos outros times que disputam o Brasileirão.

É um time que poderia até almejar uma vaga na Libertadores e garanto que não estou exagerando.


Mas, o pessoal não quer nada com a bola.

Se quer, não é isso que demonstra.

Poucos estão sendo dignos de vestir o Manto Sagrado.

É preciso fazer uma faxina na Gávea!

Marcelo Cirino, por exemplo, explodiu no Carioca, fez um monte de gols e não teve nenhuma contusão. Atualmente não tem jogado nem bolinha de gude. O que houve com ele?

Agora, tem que ser muito burro para fazer este acordo maluco de não estrear o Guerrero, no dia 12, exatamente contra o Corinthians, seu ex-clube, e exatamente no Maraca (é nosso).

O Flamengo não está precisando de dinheiro?

O Maracanã iria lotar!!!!!!!!!!!

Se o Guerrero tivesse vindo por empréstimo, eu até entenderia, mas o Flamengo agora é dono de seu passe e pode colocá-lo em campo quando quiser.

Estão pensando em promover a estreia do centroavante peruano longe da torcida carioca.

Ou será dia 8, contra o Internacional, em Porto Alegre, ou dia 15, em Recife, contra o Náutico.

É muita burrice!!!!!!!!!!!!

Que a nossa diretoria está recuperando o clube financeiramente e administrativamente,não podemos negar e devemos aplaudir e apoiar. 

Só que ainda precisa aprender muito sobre futebol...

PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO   

domingo, 28 de junho de 2015

O RESSUSCITADOR

Neste domingo, ao perder para o Vasquinho, por 1 x 0, na Arena Pantanal, o Flamengo confirmou a sua fama de ressuscitar os mortos.


O Vasco não tinha vencido ninguém no Brasileirão, em oito rodadas, e ganhou logo de quem?

Uma proeza rubro-negra...

Mas, os dois timecos continuam na Zona de Rebaixamento.

O Anderson Pico está, até agora, procurando o Madson, o bom lateral-direito do Vasco, que passou por ele de passagem e cruzou para o atacante cabecear e fazer o gol.

Quem, achar o Madson, favor avisar ao Pico.

Enquanto isso, nosso melhor lateral-direito é o Luiz Antonio, que é volante.

Ele barrou o Pará, lateral-direito de ofício, mas não de competência.

Volta, Leonardo Moura!

O Sheik, correu, correu, mas estava mais perdido que cachorro em mudança.

O pior é perder para esse time de merda do Vasco, pela segunda vez seguida.

É isso mesmo, o Vasco consegue ter um time pior que o do Flamengo.

Cristóvão Borges continuará empregado?
Falar o que mais deste jogo, onde nosso pessoal só fez errar passes?

Foi ridículo! 

Bem, se o Cristóvão Borges não for demitido até amanhã, será uma surpresa.

Podia ir de braços dados com o Márcio Araújo, um arremedo de jogador.

Dúvida cruel! Quem virá para seu lugar?

Seria o Doriva o oitavo técnico desta ex-nova diretoria?

Por que não o Jayme de Almeida?

Quarta-feira a gente vai enfrentar o Joinville, lanterninha do campeonato, lá na casa deles.

Como será o novo capítulo desta novela mexicana?

PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO   

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Recordar é Viver: Há 15 anos, um troco em 2 parcelas!

Neste 17 de junho, há exatos 15 anos, o Flamengo se sagrava bicampeão carioca, ao vencer o seu tradicional freguês, o Vice da Gama, por 2x1. 



Para o ano 2000, o Flamengo, que havia acabado de faturar a Copa Mercosul, trazia Paulo Cesar Carpegiani à comissão técnica do Flamengo. Era o retorno do técnico campeão mundial de 1981, que vinha de uma boa campanha à frente da seleção paraguaia na copa de 1998. No elenco o time se reforçava com a contratação dos meias Mozart e Petkovic e do atacante Tuta, que teria a dura missão de substituir Romário, mandado embora do clube, numa demissão que causou sérios danos aos cofres rubro-negros. 

Após uma campanha irregular no Rio-SP, onde não passou da 1a fase, o time iniciou sua participação no Estadual, com goleadas sobre America (5x0) e Madureira (4x0), e uma vitória magra sobre o Volta Redonda (1x0). No primeiro clássico, derrota por 2x1 frente o Botafogo. 3 dias depois, empate em Campos contra o Americano (2x2) e a recuperação com vitória sobre o Olaria (2x0), no famoso jogo do "ão ão ão, Maurinho é seleção / il il il, primeiro de abril". Novo tropeço, um empate sem gols contra a Cabofriense, e mais uma goleada, 7x1 no Friburguense. 

No clássico contra o Fluminense, vitória suada por 2x1, e o trabalho de Carpegiani não estava agradando a torcida, que pediu a sua saída durante o clássico. No meio da semana, goleada sobre o Bangu (6x1) e o time chegava à última rodada da Taça GB precisando ganhar do líder Vasco. Seria o reencontro de Romário com o clube que o demitiu. Fragilizado pela perda do seu destaque Athirson, convocado pelo time da cbf, o Flamengo pouco pôde fazer. Goleada por 5x1, que resultou no título do primeiro turno para os vices, e a queda de Carpegiani. 

A Taça Rio começou com o Flamengo de técnico interino, Carlos Cesar. Com ele, 5 vitórias: América (4x1), Fluminense (3x2), Madureira (3x0), Botafogo (2x1) e Olaria (3x2). Após novo tropeço contra o Americano (2x1, no Maracanã), voltava ao comando técnico Carlinhos, campeão estadual e da Mercosul na temporada anterior, que estreou no empate contra o Vasco, por 3x3. As vitórias sobre Bangu (3x0) e Friburguense (3x1) garantiram o título da Taça Rio e a presença na final contra o Vasco, que teria a vantagem dos 2 empates.

No primeiro jogo da final, depois de empate na primeira etapa, passeio rubro-negro, no 2o. tempo. 3x0, com gols de Athirson, Fábio Baiano, de falta, e Beto, nos acréscimos. O Flamengo, reverteu com sobras a vantagem, e poderia até perder por 2 gols no segundo jogo. Mas nem o desfalque de Athirson, pego em antidoping, serviu pra equilibrar as coisas pro lado dos vices. A começar pela torcida. Enquanto a torcida rubro-negra invadiu o espaço adversário das arquibancadas amarelas do Maracanã, que na véspera comemorava 50 anos de fundação, a dos vices mal conseguia encher o espaço das verdes que acabou lhe sobrando.

Em campo, o Vasco até chegou a assustar, com gol de Viola no fim do primeiro tempo, mas pro 2o tempo o Flamengo pôs as coisas no lugar. Um gol de Reinaldo, depois de um excelente lançamento de Mozart (o único momento importante dele no clube), e outro de Tuta deram ao clube mais um troféu pra galeria e mais um vice pro Vasco, com a goleada da Taça GB devolvida em 2 parcelas, e vingada com as embaixadinhas de Beto ao fim do jogo. 


sábado, 13 de junho de 2015

DE GRÃO EM GRÃO

Puxa, vida, ainda bem que, finalmente, conseguimos vencer duas partidas seguidas neste Brasileirão e daremos uma pequena respirada.


Mesmo com o Coritiba mal, o Flamengo, que estava menos mal, sofreu para ganhar de 1 x 0, no Estádio Couto Pereira.

Eduardo da Silva comemora seu beloGOL de cabeça
OGOL foi de Eduardo da Silva, que tem uma cabeçada certeira. Sempre que dão oportunidade, ele sabe colocar a bola com a cabeça onde quer. Viram que o goleiro nem se mexeu?

O cruzamento perfeito foi de Luiz Antonio, que é o nosso melhor lateral-direito, mesmo não sendo lateral-direito.

Sofremos?

É claro que sofremos, ainda mais quando o Jonas, mais uma vez conseguiu fazer duas faltas em doze minutos, ganhou dois amarelos e foi para o chuveiro mais cedo.

Tenho lá minhas dúvidas quanto às faltas que o juizinho marcou e deu cartões amarelos.

Achei um exagero, mas acho que o Jonas quer mostrar raça demais, acaba se excedendo e entrando forte. Mesmo quando não faz falta, fica parecendo que fez.

E quem é esse Arthur Maia, que chegou cheio de fama e pose, com sua barbinha bem tratada?

Eu mandaria ele de volta ao América de Natal. Até agora, ele não jogou bola.

Estranhamente, Paulinho, Gabriel, Éverton, Canteros e Marcelo Cirino não fizeram nada em campo.

Não vou falar do Pará, porque ele não conta.

Samir foi o melhor em campo. Pena que dizem que logo o perderemos para um time europeu. Para mim ele está entre os cinco ou seis melhores zagueiros do Brasil.

Uma pergunta se repete a cada jogo: quando o Paulinho vai recuperar pelo menos parte daquele seu grande futebol? Qual o mistério? 

Desaprendeu? Duvido.

Está fora de forma? É possível.

Está com medo de se quebrar novamente? Psicológicamente, é uma hipótese a ser considerada.

De qualquer maneira, de novo, ganhamos mais na base da raça do que do futebol, somamos mais três pontinhos e estamos com 7.

Agora só faltam 38.

De grão em grão, chegaremos lá.

Onde? Não sei, mas não acredito em rebaixamento, pelo simples fato de que time grande não cai, ainda mais quando esse time se chama Flamengo.

Temos que ir segurando a rebordosa até Guerrero e outros reforços chegarem e mostrarem o futebol que esperamos.

Tomara que tudo dê certo... Mesmo que o Sheik venha...

Mas, vai que o Sheik chega, muda suas atitudes e joga o que sabe?

Seria ótimo, né?

Afinal de contas, "futebol é uma caixinha de surpresas". (que frase!)

PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO   

terça-feira, 9 de junho de 2015

Leandro Ávila


            Leandro Coronas Ávila nasceu em 6/4/1971 e teve duas passagens pelo Flamengo : a primeira,  mais longa e marcante entre 1998 e 2001, e outra, mais curta, em 2002. Jogou 156 partidas pelo Mengão, mas não marcou nenhum gol com o Manto Sagrado.
Leandro Ávila foi um ótimo volante, um jogador leal, sendo um excelente marcador destacando-se nas roubadas de bola e primando pela regularidade em todos os clubes que jogou.
            Leandro Àvila jogou por vários clubes. Foi tricampeão carioca pelo Vasco em 1992-1993-1994. Conquistou o Brasileiro pelo Botafogo em 1995, junto com nomes como Túlio, Donizete e Beto, que anos depois foi companheiro de meio campo de Leandro Ávila no Flamengo. Entre 1996 e 1997, defendeu o Palmeiras. Entre 1997 e 1998, jogou pelo Fluminense.
 Entre 1995 e 1997, Leandro jogou oito partidas pela Seleção.
Em meados de 1998, Leandro Ávila finalmente chegou à Gávea. Ganhou vários títulos importantes pelo Mengão:  o quarto tricampeonato carioca da história do clube (1999-2000-2001), a Copa Mercosul em 1999 e a Copa dos Campeões em 2001.  
            Em 1999, o Flamengo ganhou a Taça Guanabara. O adversário foi o Vasco. .Athirson — aproveitando o passe de Iranildo numa jogada que fez jus à tradição rubro-negra pela garra e categoria — abriu o placar no início do jogo e Romário ampliou com um belo gol de canhota minutos depois. O time cruzmaltino ainda diminuiu numa cabeçada de Odivan e tentou empatar, mas o Mengão soube segurar o resultado. O Mengão disputou o título carioca com Vasco, vencedor da Taça Rio. No primeiro jogo da decisão as duas equipes empataram em 1 a 1 com gol de peixinho de Fábio Baiano para o Fla podendo-se destacar as defesas salvadoras do “São” Clemer. No segundo jogo, Rodrigo Mendes cobrou bem a falta sofrida por Caio e fez o gol do título, deixando o goleiro Carlos Germano parado e a torcida rubro-negra enlouquecida. O placar poderia ter sido maior, mas o juiz anulou um gol de Beto, alegando impedimento. Mesmo com os desfalques de Iranildo, Leandro Machado e Romário o time rubro-negro mostrou muita raça. E ganhar no peito e na raça, honrando as tradições rubro-negras, é bom demais!! O técnico rubro-negro era Carlinhos.
Outra conquista importante em 1999 foi a da Copa Mercosul. As duas partidas da decisão contra o Palmeiras foram eletrizantes. O Mengão venceu o primeiro jogo por 4 a 3. Show de emoção e garra. Juan abriu o placar para o Flamengo. Júnior Baiano empatou para o time paulista. Asprila virou para o Palmeiras. Caio empatou e Paulo Nunes fez 3 a 2. Mas era dia do Urubu voar alto. Caio marcou outro gol e Reinaldo garantiu a vitória rubro-negra no Maracanã com belo gol de cabeça após cruzamento de Athirson. No segundo jogo na casa dos palmeirenses novo sufoco. Arce pôs o time alviverde em vantagem. Caio empatou e Rodrigo Mendes virou o jogo com um golaço. Arce empatou de falta em falha de Clemer e Paulo Nunes marcou o terceiro do Palmeiras aproveitando lançamento de Zinho. Mas o jovem Lê marcou com frieza o gol de empate e que deu o título da competição internacional  ao Flamengo.
Em 2000, o Mengão venceu novamente o Campeonato Estadual. Nosso maior rival venceu a Taça Guanabara, mas o Flamengo se recuperou ¾ graças à volta de Carlinhos ao comando da equipe e à raça e à união do time ¾ e conquistou a Taça Rio ao vencer o Friburguense por 3 a 1. (Os gols do Fla foram marcados por Reinaldo, Athirson e Fábio Baiano.)
Nas finais, o rubro-negro derrotou os vascaínos por 3 a 0 ¾ gols de Athirson (em linda jogada) Fábio Baiano (de falta) e Beto (de cabeça) ¾ no primeiro jogo e por 2 a 1 no segundo ¾ gols de Viola para o adversário e de Reinaldo e Tuta para o Mengão em bela virada. Reinaldo foi o vice-artilheiro da competição com 15 gols e Athirson, em grande forma, foi um lateral-esquerdo muito ofensivo, marcando 10 gols, muitos deles em clássicos, sendo o destaque do Flamengo no campeonato.
Em 2001, o Flamengo conquistou o quarto tricampeonato estadual da história do Clube. Venceu o Vasco por 1 a 0 na semifinal da Taça GB com gol de Beto e se classificou para a final do turno. Ganhou a Taça Guanabara ao vencer o Fluminense nos pênaltis por 5 a 3 com gol espírita do lateral-esquerdo Cássio depois do empate em 1 a 1 no tempo regulamentar (gol de Reinaldo de falta para o Flamengo e de Marco Britto para o Fluminense).
O Flamengo decidiu o título carioca com o Vasco. No primeiro jogo o Flamengo perdeu por 2 a 1 (gols de Petkovic para o Flamengo e Viola e Juninho para o adversário). No segundo jogo, o Mengão venceu por 3 a 1. Edílson abriu o placar com um gol de pênalti depois que Cássio foi derrubado na área. Juninho empatou ainda no primeiro tempo. Edílson marcou de cabeça o segundo gol do Flamengo após o drible e o cruzamento preciso de Petkovic. O terceiro gol (o do tricampeonato, já que o Flamengo precisava vencer por dois gols de diferença para ficar com o título) foi marcado aos 43 minutos do segundo tempo numa cobrança de falta magistral de Petkovic no ângulo, à Zico. Edilson foi o artilheiro da competição com 16 gols. O técnico foi Zagallo. Vale lembrar que além de Edilson e Petkovic, Júlio César, Juan, Beto e Roma também fizeram um grande campeonato. O time tricampeão carioca foi Júlio César (Clemer), Alessandro (Maurinho), Juan, Gamarra (Fernando), Cássio (Marco Antônio), Leandro Ávila, Rocha, Beto (Jorginho), Petkovic, Roma (Reinaldo e Adriano) e Edílson.
Em julho do mesmo ano, o Mengão venceu também a Copa dos Campeões, o que deu ao time rubro-negro o direito de disputar a Libertadores de 2002. Reinaldo foi decisivo. O Flamengo venceu o Bahia por 4 a 2 (dois gols de Reinaldo, um de Rocha e um de Edílson) e 2 a 0 (dois gols de Reinaldo). Empatou com o Cruzeiro em 0 a 0 no primeiro jogo e ganhou por 3 a 0 no segundo (gols de Petkovic, Edílson e Beto). O Mengão disputou o título com o São Paulo em duas partidas muito emocionantes. Na primeira, venceu por 5 a 3. Após a troca de passes entre Gamarra e Reinaldo, Edílson marcou o primeiro gol do jogo. Luís Fabiano empatou para o São Paulo. Reinaldo pôs o Flamengo de novo em vantagem no placar depois de receber um belo passe de Edílson. Beto marcou um golaço, ampliando o placar ainda no primeiro tempo. Na segunda etapa, Edílson fez 4 a 1. No entanto, o São Paulo reagiu e diminuiu com os gols de Rogério Pinheiro e Luís Fabiano. Mas o dia era mesmo de Edílson. O Capetinha deu um chutaço, que desviou em Rogério Pinheiro e entrou. No segundo jogo, o Flamengo perdeu por 3 a 2, mas levou o título graças ao saldo de gols. Kaká marcou o primeiro gol do São Paulo ainda no primeiro tempo. Juan empatou, ao marcar um gol de cabeça, aproveitando a cobrança de falta de Petkovic. Pet marcou um golaço de falta, virando o jogo. Quase no final, França ainda marcou os outros dois gols do São Paulo. Porém, o Mengão conquistou aa taça e a vaga na Libertadores do ano seguinte.
       Depois da conquista da Copa dos Campeões, Leandro Àvila deixou o Flamengo e voltou a jogar pelo Botafogo.
O volante retornou ao Flamengo em 2002 e defendeu o clube no Torneio Rio São Paulo e na Libertadores.
No entanto, no mesmo ano, Leandro Àvila foi para o Internacional e conquistou o Campeonato Gaúcho.
Em 2003, o volante foi para o Al-Hilal.
No ano seguinte, o jogador voltou ao Brasil e defendeu o Marília e o Serrano.
Após encerrar a carreira como jogador, Leandro atuou como auxiliar técnico em vários clubes como Brasiliense, Atlético-PR,  Sport , Grêmio e Portuguesa.
Foi técnico do CFZ do Rio em 2007.
Em 2011, Leandro Ávila foi para o exterior e virou treinador do Torreense, clube da Terceira Divisão de Portugal.
Em 2014, o ex-volante foi técnico interino do Atlético-PR, o primeiro clube da Série A do Brasileiro que Leandro Ávila treinou.
Gostei de relembrar a carreira de Leandro Ávila, excelente roubador de bolas que defendeu os quatro grandes clubes do Rio e conquistou títulos marcantes na história do Mengão.

Fontes:
Vaz, Arturo, Júnior, Celso e Filho, Paschoal Ambrósio. 100 anos de bola, raça e paixão: a história do futebol do Flamengo. Rio de Janeiro: Maquinária Editora: 2012.


PIADAS DE MAU GOSTO

Nossa diretoria está se especializando em fazer piadas de mau gosto.


Liberaram Alecsandro.

Querem trazer Sheik de volta.

Já negociam com Alan Patrick, do Palmeiras.

A bangunça vai voltar a fazer parte de nossa triste rotina rubro-negra?

Quem interessa mesmo, como Elias e Quintero, estão conversando com o Flamengo ou só andam "plantando" notícias para dar falsas esperanças à torcida?

Se estes dois estiverem negociando mesmo, beleza! 

Aí podem trazer o palhaço ou o indisciplinado que quiserem, mesmo que seja o Sheik.

Pra quem já tem que aturar outra piada, que é o Pará...

PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO   

sábado, 6 de junho de 2015

ENFIM, VENCEMOS!

Depois de seis rodadas, finalmente conseguimos ganhar uma no Campeonato Brasileiro.


Foi um 1 x 0, magrinho, em cima da Chapecoense.

Ufa!

Não venham me dizer que foi só porque o adversário era a Chapecoense e porque jogamos no Maraca (é nosso).

Os catarinenses estavam em quinto lugar e o time deles, apesar de não ser grande coisa, é mais arrumado que o nosso.

Tivemos as mesmas dificuldades das partidas anteriores, com muitos erros de passe e alguns erros de finalização.

Quando finalizavam bem (coisa rara), nossos jogadores acabavam assistindo à uma grande defesa do goleiro adversário ou algum zagueiro tirando a bola em cima da linha.

Gabriel, o melhor em campo, comemora o gol que marcou
O time rubro-negro não teve uma atuação tão boa quanto nas duas partidas anteriores, contra Fluminense e Cruzeiro, quando jogamos melhor (apesar de desorganizados) e acabamos perdendo.

Deu pro gasto, mas poderia ter sido melhor, se o técnico Cristóvão Borges não resolvesse fazer a burrice de tirar o Gabriel, autor do gol e melhor jogador em campo.

Ninguém entendeu, quando a placa do assistente subiu mostrando a saída de Gabriel para a entrada de Paulinho.

Depois, disso, o Flamengo desandou e recuou um pouco.

Estava na cara que os jogadores queriam segurar aquele resultado, garantir os três pontinhos.

Não se sabe se por decisão própria ou por ordem do treinador.

Por causa disso, quase que a Chapecoense empatou com um belo chute de Apodi, lindamente defendido por Paulo Victor.

Bem que esse Apodi poderia ser nosso lateral-direito, em vez do lamentável e irritante Pará, que não tenta um brible e só dá passes para trás.

Como o Alecsandro e o Everton fizeram falta...

Pode ser que, a partir de agora, nossos atletas passem a ter mais confiança e a sorte melhore para o nosso lado, apesar de termos um time de mediano a fraco.

Sábado que vem enfrentaremos o Coritiba, no Estádio Couto Pereira.

Agora só faltam 41 pontos...

PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO   

quarta-feira, 3 de junho de 2015

NO JOGO DOS PIORES, DEU RUIM PARA O FLA

A coisa tá bem complicada.


Dois dos piores times do Brasileirão, se enfrentaram, no Mineirão, e o Flamego conseguiu a proeza de perder para o Cruzeiro, num gol idiota de cabeça, após cobrança de córner. 1 x 0 para a Mineirada.

O Flamengo até que não jogou tão mal assim, foi até melhor que o Cruzeiro na maior parte do tempo.

Mas, com o Alecsandro isolado no meio da zaga inimiga e recebendo bolas quadradas, quando recebia, não há santo que dê jeito.

Os comedores de docidilei levaram mais perigo, porque finalizavam melhor que o Flamengo. 

Paulo Victor nos salvou duas vezes
Ainda bem que São Paulo Victor fez duas grandes defesas.

Os jogadores rubro-negros continuam pecando nas mesmas coisas: erros naquele último passe e conclusões afobadas e sem direção.

Achei a derrota injusta, pelo que o Cruzeiro apresentou em campo.

Nós poderíamos muito bem sair de campo com pelo menos um empate.

Mas, quando a coisa não está boa, a ansiedade acaba piorando tudo e fica cada vez mais difícil sair do buraco.

Viram que o Anderson Pico errou passes de montão e o Luiz Antônio foi para a lateral-direita e acabou a brincadeira por lá?

O Cristóvão deslocou o Pará para a esquerda e os mineiros acabaram tentando a maioria das jogadas por lá.

Eles também sabem que o Pará é uma piada de mau gosto. 

E foi pela esquerda que saiu a jogada que originou o escanteio, do mesmo lado, e saiu o gol.  

Com toda a sinceridade, também acho que tá faltando um pouquinho de sorte ao Fla. 

Isso ficou evidente nestas duas últimas partidas, contra o Florminense e o Cruzeiro.

Não merecíamos a derrota em nenhuma delas. 

Mas, quando a coisa não está boa, a ansiedade acaba piorando tudo e fica cada vez mais difícil sair do buraco.

Pô! Um mísero pontinho, em quinze disputados é sacanagem!

O lado emocional dos jogadores do Flamengo está bastante abalado.

A nossa torcida, sabemos bem como está...

Quem não tem do que se queixar é o Vanderlei Luxemburgo que, finalmente, sem fazer nada, acabou conseguindo sua primeira vitória no Brasileiro deste ano, estreando logo contra seu ex-clube.

É muita ironia do destino...

Domingo, enfrentaremos a Chapecoense, no Maracanã. O time catarinense, por incrível que pareça, está em quinto lugar, com nove pontos ganhos.

Confesso que estou com medo até deste jogo.

PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO   

terça-feira, 2 de junho de 2015

Roger Guerreiro

Roger Guerreiro nasceu no dia 25/5 /1982 e foi lateral esquerdo do Flamengo em 2004, disputando 63 jogos e marcando 11 gols com o Manto Sagrado.
Roger começou a carreira no São Caetano em 2000.
Foi para o Corinthians em 2002 vencendo o Torneio Rio São Paulo e a Copa do Brasil no mesmo ano e conquistou o Campeonato Paulista em 2003.
O lateral veio para a Gávea no ano seguinte. Junto com o meia Felipe, o volante Ibson, o zagueiro Fabiano Eller, o atacante Jean e o experiente Zinho, Roger foi decisivo na conquista do Campeonato Carioca de 2004 sob o comando do técnico Abel Braga, além de virar carrasco do Fluminense na Taça Guanabara do mesmo ano.
Pela terceira rodada da Taça GB de 2004, em jogo emocionante o Flamengo derrotou o Fluminense por 4 a 3. Jean abriu o placar para o Fla. Mas Romário, que na época era jogador do Flu, virou o jogo para o Tricolor. Romário deixou Rodolfo na cara do gol para marcar 3 a 1 para o Flu, mas o Mengão reagiu. Jean lançou Felipe, que fez o segundo gol do Fla. O lateral-direito rubro-negro Rafael cruzou e Roger empatou de cabeça. Roger recebeu boa bola de Felipe e chutou no ângulo para dar a vitória ao Flamengo: 4 a 3.
O Flamengo conquistou a Taça GB.  Venceu o Vasco por 2 a 0 na semifinal com grande atuação de Felipe, que marcou o primeiro e contribuiu juntamente com Zinho para o segundo gol, marcado por Henrique. Na final, o Mengão derrotou o Fluminense por 3 a 2.  O Flamengo entrou em campo com Júlio César, Rafael, Henrique, Fabiano Eller e Roger; Robson (Anderson Luiz), Zinho e Felipe; Diogo (Andrezinho) e Jean (Rafael Gaúcho).  Fabiano Eller abriu o placar para o Fla com gol de cabeça após bela cobrança de falta de Zinho. Antônio Carlos empatou para o Flu. Diogo fez boa jogada, Rafael cruzou e  Jean fez o segundo do Flamengo. O zagueiro rubro-negro Henrique fez gol contra e empatou o jogo.  Ibson deu belo passe para Roger fazer o terceiro e dar a vitória, o título da Taça GB e a vaga  na decisão do Carioca contra o Vasco,  que venceu a Taça Rio.
O Flamengo venceu o arquirrival por 2 a 1 no primeiro jogo, jogando com raça. Os gols rubro-negros foram marcados por Rafael e Fabiano Eller e Wescley descontou nos acréscimos.  Segundo Paschoal Ambrósio Filho, Arturo Vaz e Celso Júnior (2012, pp. 256-257), no segundo jogo da decisão, o técnico rubro-negro Abel colocou em campo: Júlio César, Rafael (Reginaldo Araújo), Fabiano Eller, Henrique e Roger; Róbson, Douglas Silva, Ibson e Zinho (Tiago); Felipe e Jean.  Valdir abriu o placar para o Vasco, logo no início da partida, mas o Flamengo virou o placar com três gols do inspirado artilheiro Jean: no primeiro, o atacante recebeu lançamento de Róbson; no segundo, Zinho tocou para Felipe, que deixou Jean na cara do gol e no terceiro, Roger deu passe para o atacante fechar o placar. Assim o Mengão venceu por 3 a 1 e garantiu o título carioca num jogo de muitas expulsões (no final ficaram em campo nove rubro-negros contra sete vascaínos), deixando o vice de novo em São Januário.
Em 2005, Roger, jogou pelo Celta de Vigo e pelo Juventude sem muito brilho.
Em 2006, Roger foi para o futebol polonês e defendeu o Legia Varsóvia e conquistou o Campeonato Polonês no mesmo ano e a Copa da Polônia e a Supercopa da Polônia em 2008
.As boas atuações do jogador chamaram a atenção do técnico da Polônia na época e em 2008, Roger se naturalizou polonês buscando uma chance na Seleção do país do Leste Europeu. Roger acabou sendo convocado para a Euro Copa de 2008, marcando o único gol da Polônia na competição no empate em 1 a 1 em jogo contra a Áustria.
Em 2009, Roger foi para o AEK (Grécia) e ficou no clube grego até 2012, e conquistou a Copa da Grécia em 2011.  Ficou sem receber salários devido à crise econômica da Grécia em 2012. No período em que atuou na Europa, Roger virou meia.
Em 2013, Roger voltou ao Brasil e jogou pelo Guaratinguetá.
 Em 2014, Roger atuou pelo Comercial e atualmente defende o Rio Branco-PR.
 Gostei de saber mais sobre a carreira de Roger e relembrar os gols do jogador contra o Flu na vitoriosa passagem de Roger pela Gávea e a conquista do Carioca de 2004.
Fontes:
Vaz, Arturo, Júnior, Celso e Filho, Paschoal Ambrósio. 100 anos de bola, raça e paixão: a história do futebol do Flamengo. Rio de Janeiro: Maquinária Editora: 2012.



DEIXAR ALECSANDRO IR EMBORA NÃO É UMA BOA

Hoje fui surpreendido com a notícia de que o Flamengo praticamente está enxotando o Alecsandro e que ele deverá ir para o Palmeiras.


Liberar o jogador com tanta facilidade, e dar incentivo para ele negociar com quem quiser, para mim é a mesma coisa que enxotar. Coisa de quem quer se livrar de alguém.

Vamos perder a raça de Alecsandro
Alecsandro é um dos poucos jogadores inteligentes neste elenco rubro-negro.

Ele sabe ter uma leitura tática de jogo melhor do que a de muitos técnicos do Brasil.

E isso é raro.

Sabe até falar e se expressar bem! Apesar de que ele é pago para jogar e não para falar.

Não foram poucas as vezes em que o vi trocar de lado com companheiros, ter conversas de pé de ouvido e arrumar o ataque do Flamengo durante uma partida, mesmo contra as ordens do treinador na beira do campo.

E a coisa acabou dando certo.

É o artilheiro do Mengão nesta temporada,com 11 gols.

Pelo menos esse é um jogador que se entrega o jogo inteiro, tem raça sempre.

Não é nenhum craque. Está longe disso, mas sabe se colocar em campo.

Seria por causa da vinda de Guerrero? 

Lembro que Guerrero é um ótimo jogador, mas também não é craque.

Acho que os dois poderiam muito bem jogar juntos.

Ou até mesmo o Alecsandro poderia ser seu reserva imediato.

Indo embora o Alecgol, quem teria potencial, no nosso elenco, de ser um reserva no mesmo nível?

Nixon, que está parado há meses? Paulinho, que ainda está fora de forma? Cirino, que não anda bem? Ou Eduardo da Silva, que tem atuações inconstantes?

Repare que de todos que citei, apenas Nixon tem o chamado "cacoete" de centroavante.

Espero que a diretoria do Flamengo tenha um coelho na cartola, que ainda não contou a ninguém.

A saída de Alecsandro seria o prenúncio de que algo melhor vem por aí?

PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO