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domingo, 2 de agosto de 2015

MAIS UMA VEZ, ENTREGAMOS DE BANDEJA

Já cansou essa história do Flamengo ficar entregando jogos fáceis, que estão na mão, principalmente em casa.

Mais uma vez, terminamos o primeiro tempo ganhando do Santos, por 2 x 0, em pleno Maracanã e deixamos os caras empatarem, no segundo tempo.

Uma decepção para mais de sessenta mil pessoas que lotaram o estádio, fora os quase quarenta milhões de rubro-negros espalhado por esse Brasilsão afora.

Entregamos o jogo de bandeja.

Isso é inadmissível!

No primeiro tempo o Flamengo dominou, martelou e só foi fazer o primeiro gol aos 40 minutos, com uma bomba que o Alan Patrick soltou de fora da área, no ângulo da meta adversária.

Um minuto depois, um lançamento de mestre do Canteros para o Emerson Sheik ganhar da zaga santista na corrida (que velocidade, aos 36 anos!) e chutar na saída do goleiro.

Tudo muito bem, tudo muito bom...

Intervalo e, aos 6 minutos do segundo tempo, córner para o Peixe. Bola na pequena área e Ricardo Oliveira, sozinho, sem nenhum zagueiro do Flamengo a marcá-lo fez de cabeça.

Some-se à falta de marcação a falha bizarra do Paulo Victor. Bola na pequena área tem que ser do goleiro, ainda mais numa situação daquelas.

Aí vêm os defensores do grande (sem ironia de minha parte) goleiro: "Pô, o cara quebrou a perna, ficou quarenta dias sem jogar e está sem ritmo de jogo".

Não justifica, pois a jogada foi muito infantil. 

Repito: na cobrança de escanteio bola na pequena área é do goleiro.

Depois, aos 27 minutos, Lucas Lima deu um belo chute de fora da área, muito bem colocado e empatou a partida.

Mais uma vez, Paulo Victor falhou. Ele estava bem no lance, em cima da bola e só raspou a mão nela deixando que entrasse. 

O chute foi ótimo, mas a bola era defensável. O próprio goleiro rubro-negro provou isso com o seu erro.

Depois disso, bateu o desespero, o Santos amarrou o jogo, perdemos alguns gols e dois pontos fáceis.

Existem culpados? 

Podemos dizer que sim...

Já falamos do Paulo Victor.

Podemos também falar do técnico Cristóvão Borges, que insiste em escalar o Márcio Araújo, deixando o Cáceres no banco.

Já fiz a pergunta aqui e repito aos senhores estatísticos: quantas vezes o Flamengo perdeu com o paraguaio em campo? Quando ele joga, é difícil isso acontecer. Ele dá segurança à defesa e não é nenhum estabanado, como esse tal de Márcio Araújo.

Cáceres é um guerreiro incansável e nosso técnico não percebe isso. Só nossos adversários.

Mais uma do Cristóvão: tirou o Alan Patrick, que estava num bom momento para colocar o Gabriel.

O menino baiano tem bola, mas é esquisito. A impressão que dá é que só joga quando está a fim.

Gabriel deve ter levado alguma bronca de "maínha" ou de "paínho" e estava triste. Não jogou nada, estava apagadinho e deixou o Flamengo com outro a menos.

Eu disse outro a menos porque o Guerrero não jogou absolutamente nada. 

Não estou dizendo que ele não se esforçou, não se deslocou, mas não jogou porra nenhuma.

Guerrero em sua única boa jogada
Na única boa jogada que fez, quase marcou o gol. E foi só.

Se tivesse marcado, bastaria. 

Não precisava ter jogado bem mesmo. Ninguém (nem eu) iria falar que ele não jogou nada.

Afinal, Guerrero está em campo é para fazer gols.

O Guerrero é um jogador que sabe se colocar, tem velocidade, raça, inteligência, segura bem a bola na frente, finaliza como poucos, sabe dar bons passes aos companheiros, mas tem um defeito que o prejudica: ele não sabe driblar.

Vamos admitir que ele não é perfeito, apesar de estar bem acima da média de quase a totalidade de nosso elenco.

Basta o zagueiro ser malandro, encostar nele, pressionar, que o Guerrero vai tentar o drible e vai ser desarmado, até com certa facilidade.

Vimos este filme neste e em outros jogos. Só que nos outros jogos, ou ele marcou ou deu o passe para o gol de um companheiro.

O Cristóvão precisa armar o time de maneira que a defesa adversária fique mais espalhada, para que o Guerrero possa ter espaço para se movimentar e receber o passe em boas condições de finalizar.

Hoje, infelizmente, o peruano foi um desastre.

Outro que foi mal foi o lateral-esquerdo Jorge, que vinha se destacando nas partidas passadas.

Quem se salvou? 

Pra variar, Emerson e Everton, além de Alan Patrick e Canteros.

O resto... Foi o resto...

O Cristóvão deixou o campo xingado pela galera.

PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO   

sexta-feira, 31 de julho de 2015

O que e um bom time?

Gostaria que os amigos do Blog me ajudassem a entender um ponto. O que é um bom time? Pergunto isso por que apesar de ver o Flamengo ter ganhado um bom número de jogos, ainda vejo muitos questionamentos. Ah, ganhou mas ganhou sem jogar bem. 

E isso importa? Minha teoria é bem simples. Time bom é time que ganha. Vou um pouco mais além no exercício da obviedade. Um time é ruim até o dia que deixa de ser. Pode parecer bobo, mas o raciocínio é muito válido. Jornalistas analisam se um time é bom ou ruim, no fundo, analisando a fama dos nomes que compõe o seu elenco. Se tem muitos nomes estrelados, de antemão ganha o rótulo de bom elenco. Se não, tem o elenco é fraco. Mesmo que no fundo, ninguém saiba avaliar potenciais, mas é automático. Se não tem nomes famosos, o elenco é fraco.

E aí, aquele elenco fraco ganha um jogo, dois, três, quatro. E os especialistas vão começando a perceber que aquele lateral direito é bom, que aquele zagueiro novato tem experiência, que aquele volante uruguaio está na Seleção por algum bom motivo. E o time que era fraco, se chegar a ser campão, na verdade estava coalhado de talentos. Pode parecer ridículo, mas é exatamente assim que a imprensa esportiva trabalha.

Então, antes de questionarmos o trabalho, vamos esperar. Se o time continuar ganhando, daqui a pouco ninguém questiona o trabalho do treinador e de nenhum jogador. Afinal, o time era bom o tempo todo. Só não sabíamos disso.

domingo, 26 de julho de 2015

O QUE HOUVE COM GUERRERO?

Paolo Guerrero não marcou o gol da vitória do Mengão sobre o Goiás, hoje, por 1 x 0, no Serra Dourada.

O que houve com ele?

Tá certo que foi dele o passe perfeito para o gol de Marcelo Cirino, que só jogou um pouco de futebol no segundo tempo, enquanto teve gás.

Cirino comemora o gol
com Alan Patrick e Guerrero
É gente, noitada em cima de noitada cansa, né, Cirino? O camisa 7 estava sem fazer gols há três meses.

Mas, voltemos ao Guerrero, que havia feito três gols em três jogos.

O técnico Cristóvão Borges e a comissão técnica precisam investigar porque o peruano não marcou nesta partida.

Claro que estou brincando, pois desde que ele chegou o Flamengo só venceu, mesmo com o time não jogando lá estas coisas. Podem fazer muito mais, pela capacidade que têm.

Mas, o motivo é fácil de saber.

Guerrero jogou isolado na frente, muito bem marcado pelos goianos e, algumas vezes, preferiu voltar um pouco e buscar a bola pelo lado esquerdo do campo.

Sem falar que Everton ficou sobrecarregado, já que Emerson Sheik não jogou, suspenso com três cartões amarelos.

No primeiro tempo o Goiás fez ótimas jogadas pela direita de nossa defesa, perdeu muitos gols e poderia ter definido o jogo, não fossem as boas defesas do César, que, só agora, que está para voltar ao banco de reservas, atuou bem nas duas últimas partidas.

No intervalo, o nosso treinador tirou o lateral-direito Ayrton, sem a menor necessidade, já que ele não tinha culpa de estar sendo envolvido pelo ataque do Goiás, e colocou o Pará (ninguém merece) em campo. 

Além disso, Márcio Araújo e Everton passaram a ajudar o lado direito da defesa. Com Pará ou com Ayrton, a casa ficaria (como ficou) arrumada por ali.

Acabou que conseguimos uma importante vitória fora de casa.

A conquista destes três pontos pode dar mais confiança ao time.

Ah... Ia esquecendo que tivemos a estreia do zagueiro César Martins, que veio emprestado do Benfica.

Ele jogou sem firulas e deu para sentir uma certa ansiedade nele, tanto que errou umas duas ou três vezes em jogadas fáceis. Mesmo assim, parece ter um bom poder de recuperação e ser um jogador tranquilo em campo, apesar de ter apenas 22 anos.

Domingo, no Maraca (é nosso) teremos o Santos pela frente, neste Brasileirão.

Do jeito que o Peixe anda jogando, é bem possível que a gente leve mais três pontos.

PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO   

sábado, 18 de julho de 2015

DAVA PARA SER GOLEADA

O Flamengo venceu o Grêmio, por 1 x 0, neste domingo, no Maraca (é nosso).

O gol foi do Guerrero. O terceiro dele em três jogos.

O cara tá com estrela.

Apesar do time não ter jogado bem, mais uma vez, dava para termos goleado os gaúchos, se apertássemos mais na marcação, errassemos menos passes e o goleiro Marcelo Grohe não tivesse feito duas ou três defesaças.

Poderia ter sido 3 x 1 ou 4 x 1 para nós, que não seria nenhuma surpresa.

A torcida apoia o time, mas não confia.

Tanto que, aos 45 minutos do segundo tempo, pedia para o juiz terminar o jogo, já que o Grêmio começou a atacar com perigo.

Sinceramente? Vendo a nossa torcida desesperada, pedindo para o jogo acabar, me senti um botafoguense...

Sheik e Everton, pra variar, jogaram bem.

Sem falar no lateral-esquerdo Jorge, que virou o xodó da torcida. Eficiente demais, só que poderia quer apoiado mais o ataque na partida de hoje.

Guerrero: três jogos e três gols.
Guerrero esteve muito isolado na frente, sempre com dois ou três na marcação, e apanhando bastante.

Não dá para ele fazer nada sozinho.

Só Guerrero não vai resolver nosso problema.

O Flamengo não tem jogada, esquema tático, não tem nada.

A melhor jogada do Flamengo é o abafa, cruzando na área adversária.

Cria-se o tumulto, o bate-rebate e acabamos fazendo o gol.

Foi assim o gol do Guerrero.

Bem, pelo menos, pela segunda vez neste Brasileirão, não levamos gol num jogo.

Mas que o time ainda está lento e desarrumado, isso está. 

Ainda precisamos de um 10.

Estamos com 16 pontos. Só faltam uns 29 ou 30 pontos para não caírmos.

Domingo, dia 26, às 16 horas, enfrentamos o Goiás, lá no serra Dourada. Em casa, os goianos costumam complicar a vida dos outros.

PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO   

quarta-feira, 15 de julho de 2015

SALVE JORGE E GUERRERO!

Isso aí, devemos aos dois os gols da vitória, por 2 x 0, em cima do Náutico, na Arena Pernambuco.

Estamos classificados para as oitavas de final da Copa do Brasil, quando enfrentaremos... Ainda não se sabe quem...

Começamos o jogo contra o Náutico, que se classificava com o 0 x 0, com os mesmos problemas de sempre e (me deixem cometer o pecado de falar uma verdade) com o Guerrero jogando igual ao Brocador.

O cara estava isolado na frente, cercado pelos zagueiros "nautiquenses", só recebendo bolas quadradas, mal cruzadas e torcendo por um rebote que desse a oportunidade dele marcar.

Igualzinho ao Brocador.

Por culpa do peruano? Nada disso, o time é não se acertava.

No segundo tempo, bastou Emerson Sheik e Everton começarem a se acertar pela esquerda do ataque que a coisa mudou.

Eles são os motores deste time. Se eles estão bem, o Flamengo melhora, apesar de suas limitações.

O menino Jorge foi o nome do jogo
Marcelo Cirino, que voltou a alternar altos e baixos, deu um belo passe de calcanhar e a bola foi parar nos pés do Sheik, que lançou o Everton e este cruzou na medida para o gol desafogador do menino Jorge.

Quero só ver quem vai ter a coragem de tirar o Jorge da lateral-esquerda para colocar o Armero. Não dá. Banco para o colombiano!

Depois do gol, estranhamente, o Fla se apequenou e aceitou uma tremenda pressão dos pernambucanos.

Foi a hora de aparecer um novo herói, o goleiro César.

Finalmente ele, que vinha sendo um desastre em todos os jogos, demonstrou confiança, fez três defesas milagrosas e nos salvou.

Num belo contra-ataque, Cirino achou Paolo Guerrero livre na área adversária e cruzou na medida para o gol que fechou o caixão do Náutico.

Agora, o próximo desafio é pelo Brasileirão, contra o Grêmio, sábado, às 18:30 h, no Maraca (é nosso).

Adversário duro de roer, que briga nas cabeças da tabela.

Se o Guerrero conseguir manter essa média de um gol por jogo, entraremos em campo já com três pontos. 

Que bom se fosse assim, pois o Flamengo ainda é um bando em campo.

Quando o Cristóvão Borges vai ter a competência de acertar esse time?

PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO   

domingo, 12 de julho de 2015

QUE TIMINHO É ESSE?

Ninguém pode reclamar da torcida do Flamengo.

Apesar das apresentações pífias do time, a galera compareceu ao Maracanã, gritou enquanto acreditou (e como acredita) e viu o Flamengo perder em casa, de novo, desta vez de 3 x 0, para o Corinthians.

Outra vergonha!

Isso mesmo os Gambás, que lutam pelo titulo, ganharam, enquanto nós, que lutamos para não sermos rebaixados, ainda vivemos das glórias de outrora.

Há oito jogos que os caras não venciam a gente no Maracanã, com sete vitórias do Fla e um empate.

"Ah - diriam os mais teimosos - mas Guerrero e Sheik não jogaram, por conta de um acordo..." 

Guerrero e o lutador José Aldo se encontram no Maracanã

Acordo ilegal (isso mesmo, a lei proíbe isso).

Ao negociar os jogadores, o Corinthians exigiu que eles não entrassem em campo para enfrentar o ex-clube no jogo de hoje.

Como, repito, isso é ilegal, o acordo ficou na palavra, o chamado "acordo de cavalheiros", que os dirigentes rubro-negros aceitaram. 

Gastam uma grana e aceitam... Não consigo entender.

Pensando bem, até consigo entender um pouco do amadorismo esportivo de nossa diretoria.

Quando o Luxemburgo voltou para o Flamengo, uma das primeiras coisas que ele fez foi afastar do elenco o goleiro Felipe, por razões pessoais, pois o atleta teria comemorado a saída do técnico na vez anterior.

Vingança do Luxemburgo, que, aliás, nunca foi um cara muito afeito às boas relações pessoais. Um falador de marca maior.

E a diretoria "assinou embaixo"...

Tínhamos dois goleiros de alto nível (Felipe e Paulo Victor) e ambos eram patrimônios do clube.

O Vanderlei não era patrimônio. Técnico nunca é patrimônio, pois é sempre ele quem dança quando o time vai mal.

Pois o Felipe foi embora, o Vanderlei foi embora e ficamos com Arthur Maia, Thallyson, Anderson Pico e outros merdas que chegaram com o aval (e pedido) do outrora grande treinador.

O Luxemburgo foi embora e agora o Flamengo que segure as buxas que ele deixou.

Agora não temos goleiro reserva de nível, pois esse menino César é muito ruim, nunca salta com os braços esticados, se coloca mal e toma gols que jamais um Paulo Victor tomaria.

Como falei no post anterior, não sabia como o Cristóvão Borges (será que ele ainda é o técnico do Fla?) iria escalar o time, pois não tínhamos atacantes suficientes.

Na lista de jogadores de hoje só haviam as opções de Marcelo Cirino e Paulinho.

Voltemos a Guerreo e Sheik, sem nos iludirmos com a vitória contra o Inter, na quarta-feira passada.

Em sã consciência, vocês acham que só eles dois vão acertar o time, com o bando que é nosso elenco?

Sinceramete? Duvido muito. Vai dar uma melhoradinha...

Ou então, eu vou entrar para "bando de loucos" ou cacarejar "eu acredito".

Aí, sim, vou dizer que Guerrero e Sheik, sozinhos serão a solução. Brincadeira...

Ah... Para terminar, um recado ao presidente Eduardo Bandeira de Mello.

O famoso "conselho gestor" está fazendo um trabalho financeiro, econômico e administrativo irretocável, histórico e inédito no clube, mas se o time não voltar a ganhar o senhor não será reeleito.

Isso, só porque o "conselho gestor" não entende de futebol.

O senhor, presidente, tem que pegar as rédeas desse futebol e se cercar e ouvir quem realmente entende do assunto.

Quando o "conselho gestor" falar de futebol, faça o que nossos avós chamavam de "ouvidos de mercador".

Garanto ao senhor que, de futebol,  o "conselho gestor" não entende NADA e ainda irá prejudicá-lo eleitoralmente.

Aí, sabe Deus lá o que vai acontecer. Vai que aparece um irresponsável para presidir o clube?

Outro pedido: Felipe Melo, não, tá?

PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO   

sexta-feira, 10 de julho de 2015

TEREMOS GUERRERO NO ITAQUERÃO

O acordo entre Flamengo e Corinthians, que impede que Paolo Guerrero enfrente seu ex-time, domingo, no Maraca (é nosso), não vale para o jogo de volta.

Quem me garantiu foi o presidente Eduardo Bandeira de Mello.
Como Cristóvão vai escalar o Fla?

Ou seja, teremos Guerrero no Itaquerão.

Sheik também não pode jogar domingo e já perdemos Eduardo da Silva, que voltou ao Shaktar.

Nixon só volta a jogar no ano que vem.

Alecsandro, já foi para o Palmeiras há um tempão.

Para o ataque nos sobram Marcelo Cirino, Paulinho e Gabriel.

Como o técnico Cristóvão Borges vai escalar o Mengão?

Agora, voltando ao tal acordo que impede que Guerrero e Sheik enfrentem o Corinthians, no domingo, repito: foi uma burrice aceitá-lo.

Mesmo assim, algo me diz que o Flamengo vai ganhar este jogo...

PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO   

quarta-feira, 8 de julho de 2015

É DESSE TIPO DE PERUANO QUE PRECISAMOS

Aparentemente contagiados pela estreia do peruano Paolo Guerrero, o time do Flamengo mostrou disposição e, em pleno Beira Rio, derrotou um inofensivo Internacional por 2 x 1.

Há treze anos que não vencíamos no Rio Grande do Sul.

Guerrero foi fundamental para esta vitória. Esse tem estrela e futebol para mostrar.

Um centroavante de qualidade e visão de jogo era exatamente a referência que precisávamos no ataque.

Guerrero estava tão entrosado, que nem parecia
que estreava com o Manto Sacrado
Guerrero, assessorado por dois incansáveis motores deste time, o Emerson Sheik e o Everton, só poderia mesmo ser premiado com um gol em sua primeira partida vestindo o Manto Sagrado.

Jorge, cruzou da esquerda, e achou Canteros impedido do outro lado. O argentino cabeceou para dentro da pequena área, para o peruano só escorar e marcar.

De quebra, Guerrero ainda recebeu um passe açucarado do Emerson, no meio de três adversários, e deu um toque espetacular para o gol do Everton.

Poderíamos ter marcado mais, pois a defesa do Inter estava uma teta.

Foi ótimo ver a volta do Cáceres, um segundo volante que joga focado e ainda se apresenta no ataque. 

Com Cáceres em campo, dificilmente o Flamengo perde. Podem fazer a pesquisa, senhores estatísticos.

Até o Jonas, que vinha jogando duro demais, afobado e fazendo faltas desnecessárias e desleais, se destacou no jogo de hoje, Jogou na bola e ganhou quase todas as disputas.

A única bola que foi mesmo em direção à meta do Flamengo gerou o gol dos gaúchos.

Foi numa bobeira do Jorge, que acabou cabeceando mal e a bola sobrou dentro da área para o gol adversário.

O goleiro César, que não me inspira nehuma confiança, tomou o gol numa bola chutada com pouca força e altamente defensável.

O colombiano Armero estápara chegar chegar. Vai ter que esquentar o banquinho junto com o Anderson Pico.

Para terminar, o Canteros alternou bons e mals momentos, mas demonstrou a raça de sempre.

O Marcelo Cirino vai ter que jogar muita bola para entrar neste time.

E a cabeça do técnico Cristóvão Borges continua em cima do pescoço.

Se o time voltar a jogar como hoje, nosso treinador continua, pois os jogadores gostam dele.

A tendência é melhorar, se o grupo não voltar a se entregar às orgias noturnas e parar com a biritagem.

Pra completar esse time, só mesmo se a diretoria conseguir trazer o Elias de volta.

Aí passo até a acreditar num título.

Por enquanto estamos em 13º lugar, no meio da tabela, dentro do esperado.

Vamos ver daqui pra frente.

Paolo Guerrero... É deste tipo de peruano que precisamos e não de "outros" inúteis, que ficam perambulando, arrastando correntes como fantasmas, na Gávea, arrumando confusão, prejudicando a imagem do clube e ameaçando associados verdadeiramente rubro-negros.


PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO   

domingo, 5 de julho de 2015

FALTA VERGONHA NA CARA

Perdemos de virada, para o Figueirense, por 2 x 1, em pleno Maracanã.

Vejam bem que falei de Figueirense, um timeco que está, no momento, no meio da tabela do Campeonato Brasileiro.

E o que dizer do Flamengo?

É um timeco?

Se analisarmos o elenco rubro-negro, não podemos dizer isso.

É um grupo de qualidade de mediana para cima. Não tão abaixo da maioria das equipes que ocupam os dez primeiros lugares da competição.

Se olharmos pela falta de conjunto, falta de interesesse, erros de passe e falta de vergonha na cara, o Flamengo passa a ser um timinho.

Para mim, olhando como torcedor, mas sem usar muito o coração, o que me passa é que os nossos jogadores só jogam sério quando querem.

Como pode, no jogo passado, diante do Joinville, todo mundo focado e hoje parecia que ninguém estava em campo?

Não falei que o Flamengo jogou bem diante do Joinville. Falei que jogou concentrado e buscando a vitória, que acabou acontecendo.

Levar uma virada do Figueirense, no Maracanã, é uma vergonha!

Se o Cristóvão não cair agora, quando vai cair?

Nâo que eu queira, mas sempre vai estourar na mão do treinador.

É mais fácil e barato demitir apenas o técnico, do que uns dez jogadores (pelo menos) que não querem nada a não ser dinheiro, birita e badalação noturna.

Sheik: profissionalismo, com quase 37 anos
Quarta-feira tem a estreia de Paolo Guerrero, que acontecerá diante do Internacional, no Beira-Rio.

O Inter não está bem no campeonato, em 13º lugar, apenas uma posição acima de nós, que só temos 10 pontos.

Acho uma temeridade, pois não acredito numa vitória rubro-negra, infelizmente.

Já falei uma vez e repito: só Guerrero não será a salvação do Flamengo.

A não ser que aconteça um milagre e que todos os jogadores rubro-negros se estimulem com o novo companheiro e com a vontade do Emerson Sheik.

Estranharam eu falar do Sheik?

Ele não jogou bem hoje, mas correu o tempo todo e se dedicou. 

Desde que voltou ao Flamengo, o Sheik vem me surpreendendo e queimando a minha língua, que não acreditava que ele fosse se portar de maneira tão profissional em campo, jogando bem ou jogando mal.

Bem, fazendo as contas, ainda precisamos de 35 pontos, pelo menos, em 27 jogos, para não cairmos para a Segundona.

Aliás, não acredito que o Flamengo caia.

Time grande não cai.

PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO   

quinta-feira, 2 de julho de 2015

VOLTAMOS A RESPIRAR

Finalmente, os jogadores do Flamengo resolveram se empenhar em campo, jogar sério e venceram o fraco time do Joinville, por 1 x 0, lá em Santa Catarina.

O gol foi de Emerson Sheik, que correu o jogo todo e mostrou muita raça.

Outro bom jogador em campo foi Marcelo Cirino. Mesmo tendo que ajudar a marcar o lateral adversário, Cirino mostrou parte daquele bom futebol que já conhecemos dele. Espero que ele mantenha essa postura profissional.

Everton repetiu suas boas atuações e foi fundamental, tanto na ajuda à defesa, quanto no ataque.

Emerson Sheik comemora o gol da vitória
Coincidência (ou não), foi só a diretoria rubro-negra ameaçar fazer uma faxina na Gávea, que o comportamento e dedicação dos jogadores mudaram bastante dentro de campo.

E, até que enfim, apareceu um lateral-direito que, ao que tudo indica, merece vestir a camisa rubro-negra.

Ayrton, emprestado pelo Palmeiras, estreou e não comprometeu. Fez o seu papel e jogou bem. Não foi nenhuma maravilha, mas foi eficiente.

O clube poderia fazer um esforço para contratá-lo de vez, isto é, se ele continuar atuando neste nível e com seriedade, o que espero que aconteça.

E o menino Jorge, estava confiante na lateral-esquerda.

O Cristóvão parece estar chegando à conclusão de que não adianta ficar insistindo com Pará, Pico, Arthur Maia e outros perebas que ainda circulam pela Gávea.

O nosso treinador parece estar achando a fórmula para transformar o nosso bando num time coeso.

Imagine se conseguir isso ainda antes da chegada de Guerrero? Seria ótimo!

Demorou, mas estamos fora da Zona de Rebaixamento.

Voltamos a respirar...

Vamos ver se nossos jogadores repetem a dose, no domingo, contra o Figueirense, no Maracanã.

PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO   

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Homenagem a Índio

            Aluísio Francisco da Luz, mais conhecido como “Índio”, nasceu no dia 1/3/1931 na Paraíba e foi meia-atacante do Flamengo entre 1949 e 1957. Índio disputou 217 jogos e marcou 147 gols com o Manto Sagrado, sendo o décimo maior artilheiro da história rubro- negra.  Era um jogador que tinha raça e técnica.
      Índio formou o ataque rubro-negro do time que conquistou o segundo tri carioca (1953-1954-1955) junto com Benitez, Paulinho, Joel , Evaristo de Macedo, Zagall o e também com Dida e Babá (o primeiro a partir de novembro de 1954 e o segundo a partir de meados do mesmo ano ). Vale lembrar que jogadores como Garcia (Chamorrro em 1955), Jadir, Pavão e Servíllo, Jordan, Dequinha, Rubens também foram fundamentais para a conquista do segundo tri carioca da história rubro-negra sob o comando de Fleitas Solich.
        Na estreia contra o Vasco em 1951, o meio-campo Rubens teve grande atuação ajudando o Flamengo a vencer os cruzmaltinos por 2 a 1 ao dar os passes para os gols de Adãozinho e Índio, quebrando um jejum de sete anos sem vitórias sobre o rival.
        No Carioca de 1953, Índio marcou em goleadas rubro-negras: na vitória contra o Bangu por 7 a 2 (três gols de Índio, dois de Rubens , um de Esquerdinha e outro de Joel para o Fla) , no chocolate sobre o Madureira por 5 a 0 (dois gols de Rubens, um de Benitez, um de Joel e outro de Índio) e na vitória por 4 a 0 contra o São Cristovão ( três gols de Rubens e outro de Índio). Índio também marcou em dois empates em 3 a 3 com o Vasco (no primeiro, os gols do Fla foram marcados por Índio , Bellini (contra) e Rubens; no segundo, Índio marcou dois gols e Benitez, um ) e em duas vitórias por 2 a 1 contra o Flu (a primeira de virada com um gol de Índio e outro de Rubens e a segunda com um gol de Índio e outro de Benitez). Na penúltima rodada da competição, o Flamengo venceu o Vasco por 4 a 1 om gols de Esquerdinha, Índio e dois gols de Benitez e conquistou o título carioca .Na última rodada, o Mengão venceu o Botafogo por 1 a 0 , gol de Rubens , coroando a brilhante campanha na qual o time do Flamengo ganhou 21 jogos e foi derrotado apenas duas vezes. Benitez marcou 22 gols e Índio fez 18 gols na competição.
Em 1954, Índio continuou sendo decisivo e o Flamengo foi outra vez avassalador. O Mengão venceu o Canto do Rio por 4 a 3 no jogo de estreia do Carioca do mesmo ano (com três de gols de Benitez e um de Índio, derrotou o São Cristovão por 2 a 1 (gols de Evaristo e Índio).Índio marcou os gols do Fla nas vitórias por 1 a 0 contra o Bonsucesso e 2 a 0 contra o América. O meia atacante também marcou nas vitórias por 4 a 1 contra a Portuguesa (dois gols de índio e dois de Benitez), na vitória de 2 a 1 no clássico contra o Vasco (gols de Rubens e Índio), na goleada de 5 a 0 contra o Canto do Rio (dois gols de Rubens, dois de Índio e um de Joel).  O Mengão obteve 19 vitórias em todo o Campeonato Carioca, sendo derrotado apenas duas vezes e confirmou o título ao vencer o Vasco de virada por 2 a 1 (gols de Índio e Paulinho). Antes da última rodada do campeonato, o Flamengo fez um amistoso contra o Estrela Vermelha e venceu por 4 a 1 com dois de Evaristo, um de Zagallo e outro de Babá. Na última rodada, com direito a Carnaval em pleno Maracanã, o Flamengo derrotou o Bangu por 5 a 1 com gols de Benitez, Paulinho, Índio, Evaristo de Macedo, Edson (contra).
        No Carioca de 1955, Índio fez gols na goleada de 4 a 1 contra o Bonsucesso (dois gols de Índio e dois de Evaristo), no chocolate de 5 a 1 contra a Portuguesa (dois gols de Joel, dois de Índio e um de Paulinho) , na vitória de 2 a 0 contra o Bonsucesso (um gol de Índio e outro de Evaristo. Mas Índio não jogou as finais do Carioca contra o América. Mesmo abalado com a morte do grande presidente Gilberto Cardoso, o Flamengo ganhou o primeiro jogo por 1 a 0, gol de Evaristo; perdeu por 5 a 1 no segundo e venceu por 4 a 1 na terceira partida com três gols de Dida e um de Duca, sagrando-se tricampeão carioca (1953-1954-1955) pela segunda vez.
       Índio deixou o Flamengo em 1957, mas gravou seu nome na história do Mengão como um dos grandes artilheiros da história rubro-negra. Gostaria de ter visto esse time tricampeão carioca na primeira metade da década de 1950 jogar.

Fontes:
Assaf, Roberto e Martins, Clóvis. Almanaque do Flamengo. São Paulo. Editora Abril: 2001.
Vaz, Arturo, Júnior, Celso e Filho, Paschoal Ambrósio. 100 anos de bola, raça e paixão: a história do futebol do Flamengo. Rio de Janeiro: Maquinária Editora: 2012.


BURRICE

Logo, logo, o peruano Paolo Guerrero estará se apresentando no Ninho do Urubu.


É claro que ele não é o salvador da pátria, mas acredito que irá ajudar a melhorar o time do Flamengo.

Precisamos de mais reforços, pois a "turma da birita" não parece muito interessada em jogar bola.

Falta comprometimento a este elenco, que não é pior que a maioria dos outros times que disputam o Brasileirão.

É um time que poderia até almejar uma vaga na Libertadores e garanto que não estou exagerando.


Mas, o pessoal não quer nada com a bola.

Se quer, não é isso que demonstra.

Poucos estão sendo dignos de vestir o Manto Sagrado.

É preciso fazer uma faxina na Gávea!

Marcelo Cirino, por exemplo, explodiu no Carioca, fez um monte de gols e não teve nenhuma contusão. Atualmente não tem jogado nem bolinha de gude. O que houve com ele?

Agora, tem que ser muito burro para fazer este acordo maluco de não estrear o Guerrero, no dia 12, exatamente contra o Corinthians, seu ex-clube, e exatamente no Maraca (é nosso).

O Flamengo não está precisando de dinheiro?

O Maracanã iria lotar!!!!!!!!!!!

Se o Guerrero tivesse vindo por empréstimo, eu até entenderia, mas o Flamengo agora é dono de seu passe e pode colocá-lo em campo quando quiser.

Estão pensando em promover a estreia do centroavante peruano longe da torcida carioca.

Ou será dia 8, contra o Internacional, em Porto Alegre, ou dia 15, em Recife, contra o Náutico.

É muita burrice!!!!!!!!!!!!

Que a nossa diretoria está recuperando o clube financeiramente e administrativamente,não podemos negar e devemos aplaudir e apoiar. 

Só que ainda precisa aprender muito sobre futebol...

PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO