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sexta-feira, 18 de abril de 2014

E o Brasileirão recomeça... será?

E neste final de semana começa o Brasileirão.
Quer dizer, começar mesmo, meeesmo, só depois das férias forçadas de junho.
E mais uma vez perdemos a oportunidade de ouro de dar uma ajeitada decente no nosso calendário.
O ideal seria ter iniciado os estaduais mais tarde, pra terminar no fim de maio. E só depois das férias de junho, começar o Brasileirão, como fazem todos os países futebolisticamente desenvolvidos, e vários outros minimamente organizados. Mas, vida que segue. Um dia, não sei quando, eles aprenderão.

A minha previsão pro Flamengo é que apesar do título carioca que ganhamos, ainda teremos muito a melhorar se quisermos faturar o Hepta. Não que haja tantos times melhores que o nosso. Mas é que o time precisa melhor um bocado se quiser fazer frente aos possíveis favoritos, que, é bom lembrar, estão fora do eixo RJxSP. Mas como o nível técnico do futebol nacional está bem baixo, é até possível que a gente possa brigar na metade de cima da tabela. A última Copa do Brasil mostrou do que somos capazes. Uma pena que o clube seja obrigado a abrir mão de montar um elenco realmente competitivo para cobrir os rombos de gestões anteriores. Mas isso logo vai passar, pra tristeza e desespero dos outros 19 clubes.

A minha torcida é que, ao contrário de 2013, este tenha "apenas" 38 rodadas, que os melhores vençam e que os realmente piores caiam.

Ah, só como curiosidade, todas as vezes que o Vice da Gama disputou a Série B, o Flamengo foi campeão da A. Oremos!

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Resenha do livro Simplesmente Zico, de Priscila Ulbrich (Editora Contexto)



            O livro Simplesmente Zico, de Priscila Ulbrich do blog Donas da Bola reúne depoimentos sobre Zico. Ex-jogadores de futebol, treinadores,  locutores, atletas de outros esportes como vôlei, basquete e remo, artistas, músicos, jornalistas e torcedores escreveram textos homenageando o maior jogador da história do Mengão e confirmaram o que eu já sabia: Zico é unanimidade tanto pelo talento dentro de campo quanto pelas atitudes fora dele. Rubro-negros ou não, todos elogiam o grande gênio da bola e a humildade e o caráter de Zico.
            Fiquei emocionada ao ler os depoimentos de grandes ídolos do Flamengo e companheiros do Galinho no Mengão como Adílio, Junior, Nunes, Rondinelli, Raul e Vitor, cada um me revelando uma jogada ou detalhe da vida de Zico que eu desconhecia ou de que não me recordava.
            Me identifiquei com a paixão e a emoção de torcedores do Flamengo e de outros times rivais como Vasco, Flu, Grêmio, Bahia, São Paulo, Atlético-MG e até do Fenerbahçe ao falarem de Zico e sonharem encontrá-lo pessoalmente, prova de que a admiração por um grande ídolo está acima da rivalidade clubística e não tem fronteiras. Só mesmo Zico e a magia do futebol são capazes de tal proeza.
            Jornalistas, treinadores e ídolos do futebol como Tarafel, Falcão, Roberto Dinamite, do vôlei como Nalbert, Virna e Carlão e do basquete como Oscar e Paula também deixam depoimentos de muito respeito, amizade e admiração pelo Galinho nas páginas do livro, revelando as várias facetas do eterno camisa 10 da Gávea: craque, amigo, treinador, atleta exemplar e o homem generoso capaz de dar autógrafos aos fãs com paciência e carinho. Um golaço em homenagem a Zico. Parabenizo a Patrícia Ulbrich e o blog Donas da Bola pela iniciativa de referenciar nosso grande camisa 10 e a Editora Contexto por publicar este livro. Parabéns e muito obrigada por tudo, Zicão!

terça-feira, 15 de abril de 2014

O FUTEBOL DE HOJE É NERD

As coisas andam muito mudadas...

Antigamente, o futebol era bem mais divertido, as brincadeiras e gozações envolvendo os torcedores eram mais saudáveis.

Tudo porque se tratava apenas de FUTEBOL, uma diversão, algo lúdico para o torcedor, apesar de ser profissional para atletas, treinadores e preparadores físicos.

Hoje em dia, principalmente depois do advento das assessorias de imprensa (por ser jornalista, falo com tranquilidade), o futebol está pasteurizado, bobo, chato, uma mesmice, um esporte sem graça.

Acaba o treinamento e tem um, apenas um jogador que vai falar com a imprensa (no máximo dois, quando acontece) .

No dia seguinte, todos os jornais aparecem com as mesmas notícias, as mesmas entrevistas bonitinhas, comportadinhas.

Como misses, os atuais jogadores sempre são certinhos, dão declarações bonitinhas (apesar de muitos errarem demais o português) e só faltam dizer que leem "O Pequeno Príncipe".

Um pé no saco!

O futebol de hoje é nerd!

Há alguns anos, tínhamos jogadores com personalidade, coragem para provocar os adversários e promover as partidas.

Não se vê mais as apostas e provocações de Romário, Renato Gaúcho, Edmundo, Dé, Garrincha, Dadá Maravilha, Túlio, apenas para falar de jogadores que atuavam no Rio.

Foi só o goleiro Felipe fazer uma brincadeira e dizer "ganhar roubado é mais gostoso", que todo mundo decidiu apedrejá-lo.

Que atire a primeira pedra aquele cujo time nunca foi beneficiado por uma má arbitragem numa final.

Até o Brasil já venceu partidas em Copas do Mundo por erros de arbitragem.

Lembram de Nilton Santos, que fez um pênalti e deu um passinho malandro à frente, iludindo o árbitro, que marcou falta fora da área? Alguém teria coragem de crucificar o "Enciclopédia"?

Vejam este e outros lances de Copa no link abaixo:


Calma, galera! Vocês estão levando as coisas muito a sério! Isso é só FUTEBOL!

Vou chegar ao extremo...

Tenho saudades do Eurico Miranda.

Pode soar estranho um rubro-negro falar isso, mas é a pura verdade.

Uns dizem que ele é ladrão. Outros dizem que se trata de um mau caráter. 

Não quero entrar neste mérito. O assunto aqui é outro.

A verdade é que o Eurico, apesar do jeitão mau humorado, era um dos elementos que badalava os jogos com suas declarações polêmicas, instigando a rivalidade.

Isso atraía o público e fazia com que o interesse da torcida aumentasse.

Hoje os dirigentes de clubes são, em sua maioria, empresários engravatados, que se acham infalíveis e não aceitam críticas, sejam elas quais forem.

São os verdadeiros cartolas, no mau sentido da palavra.

Por que eles não se soltam um pouco e se divertem com o futebol?

O que eu gostaria de ver de volta são dirigentes e jogadores que estimulem a rivalidade saudável.

Não a rivalidade imbecil de torcedores profissionais e violentos. Estes acabam manipulando alguns otários que, literalmente, vão à luta, agredindo e, muitas vezes, até matando aqueles que preferem outra agremiação.

Essa rivalidade não interessa ao futebol.

Quero de volta o futebol moleque, a gozação, as piadas e o bom humor do futebol carioca!

Seria pedir muito?

PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO   

Viva a hipocrisia!

Muitos apedrejaram o Felipe por essa frase, que nem inédita é...

Expliquem essa, hipócritas de uma figa!



segunda-feira, 14 de abril de 2014

Chorando se foi quem um dia só me fez chorar



 Ao contrário do pensamento popular amplificado pelo goleiro Felipe, eu não fico feliz se meu time ganhar roubado. Eu quero que o meu time vença jogando bem, dando show, goleando, porém isso nem sempre acontece.  Em contrapartida, não desejo torcer por uma equipe que só jogue bem e perca sempre. Dito isso, salvo situações comprovadamente ilícitas, entendo que os erros fazem parte dos esportes e, em particular, do futebol.

Talvez muitos não percebam, mas boa parte da paixão no futebol advém da imprevisibilidade, e a imprevisibilidade pode ser composta por equívocos, ou por maneiras distintas de se ver a mesma coisa. Uma partida de futebol é vista de forma bem diferente para quem vai ao estádio, e de outra para quem assiste na TV, onde o narrador e comentaristas contam com recursos com os quais o ser humano “in loco” não dispõe.

Se há 40.000 pessoas em um estádio, cada um dos espectadores possui uma visão muito particular do jogo, mesmo que influenciado pelos demais que estão imediatamente ao seu redor. Por muitas vezes, a percepção diferente de dois torcedores lado a lado nas arquibancadas proporciona desentendimentos que podem chegar as vias de fato.

Façamos um exercício. Se não fosse o vídeo tape, quem em sã consciência ontem reclamaria da legalidade do gol de Márcio Araújo? E chamo os leitores a pensar que os lances que fizeram o jogo sair do marasmo foram originários de erros. O primeiro foi a expulsão injusta do zagueiro Chicão que, a meu ver, era o melhor jogador do Flamengo em campo (talvez o melhor do jogo até aquela altura).

O segundo erro foi o do defensor Erazzo, que sabidamente vem tendo, no mínimo, problemas de adaptação ao futebol brasileiro. O pênalti do equatoriano foi infantil, o que para um homem daquele tamanho é vergonhoso. Vi, revi, e vi de novo, não há o que reclamar foi muito pênalti. E desse vacilo saiu o gol que encheu de alegria e esperança o torcedor vascaíno, que já se convencia da vitória inexorável, talvez motivado pela péssima qualidade técnica da peleja, tornando improvável que o rival empatasse.

Naquele momento, com toda a certeza, o torcedor do Vasco sequer estava preocupado se o gol tinha saído de um pênalti existente ou não. O vascaíno nas arquibancadas cantava, incentivado pelos jogadores que estavam no banco de reservas. Gritavam “Olé!”, convictos de que “Hoje não! Hoje não!”. O Vasco foi o Campeão Estadual do Rio de Janeiro até os exatos 46 minutos do segundo tempo.
 
 
E aí, por tudo que eu conheço de Flamengo, tanto a Magnética presente no estádio, quanto o que assistia pela televisão, ou que estavam com o radinho de pilha, ou com o rádio do celular nos ouvidos, todos apostávamos na síndrome do vice que assola os cruz-maltinos. Afinal, por mais que o adversário se esforçasse, por mais que parte da imprensa desejasse que o Vasco fosse campeão para atenuar a queda para a Série B, não podemos deixar de lado o fato de que o Flamengo fez uma campanha que fez jus ao título.

Para que fique bem claro, o choro vascaíno não é pelo erro. Fosse assim, basta voltarmos no tempo e ver a quantidade de vezes que o Vasco foi beneficiado. Roberto Dinamite, o maior artilheiro de São Januário quer anular a partida? Então teremos que discutir a relação com a nossa Baranga predileta. Podemos conversar sobre 1974, final do Campeonato Brasileiro. Armando Marques anulou o gol de empate do Cruzeiro. Dinamite, merecemos saber qual foi o motivo, o lance está aqui:   http://www.youtube.com/watch?v=FDCDLhmG_dM

E contra o Flamengo? Sei que os rubro-negros esqueceram-se das vezes que o nosso time foi prejudicado, por que todos sabemos  que a Escola de Rubro Negrismo Racional nos ensina a não viver de chorôrô http://globoesporte.globo.com/rj/torcedor-flamengo/platb/2008/08/25/rubro-negrismo-racional/

E a vida seguiu adiante. Reclamar só serve para aumentar a dor.
Mas aí, diante da onda desse moralismo hipócrita que assola o País, vem um monte de gente tentar nos convencer de que não podemos comemorar o título de ontem? Eles acham que somos o que? A virgem que habita o baixo meretrício? Como bem disse o Galinho de Quintino ao ser questionado pelo Juninho Pernambucano, indagando se o Zico não teria vergonha de ganhar assim “roubado”. Nosso craque foi muito feliz ao afirmar “Já perdi de formas piores!”...

Rapidamente, de forma bem sincera, qual vascaíno tem vergonha desta vitória aqui? http://www.youtube.com/watch?v=n7TZn3OwgRk
Pimenta nos olhos dos outros é refresco...

E isso serve para todos os grandes clubes brasileiros. Em Belo Horizonte, o torcedor do América Mineiro vê seu time ano após ano sucumbir diante do Atlético Mineiro, cuja torcida está nesta neste momento chorando por outro erro na decisão de ontem. E sabem como o torcedor do Cruzeiro respondeu a isso tudo? Comemorando e encarnando nos galináceos.


Todavia, se após isso tudo, o vascaíno achar que não é vergonha seguir os caminhos tricolores, que fiquem a vontade para entrar na justiça, no STJD, na FIFA. E olha que o Carioquinha não vale nada! Imagina se tivessem que jogar novamente contra o São Caetano decidindo a Série B de 2014? Para sorte, ou azar, o Azulão submergiu. Mas, como todos sabem, o Bacalhau já pode comemorar sua volta ao mundo do Flamengo em 2015. Afinal, o vice também sobe para a série A.


Cordiais saudações Rubro-Negras!

Ricardo Martins – Embaixada Fla BH

TODO MUNDO CHORA... ATÉ O FLAMENGO PODE CHORAR...

Vamos acabar com essa palhaçada de ficar chorando porque o gol foi de um jogador impedido!

O Flamengo foi campeão carioca com o gol do Márcio Araújo, que estava adiantado.

Mas, se ele não empatasse a partida, o Nixon estava lá para conferir e colocar a bola na rede.

O próprio bandeirinha Luiz Antônio Muniz de Oliveira e o árbitro Marcelo de Lima Henrique pensaram que o gol tinha sido do Nixon, que não estava impedido.

Tanto que colocaram isso na súmula. Aliás, a FFERJ vai corrigir a súmula.

Rubro-negro não chora, mas poderia reclamar do gol do Vasco no primeiro jogo da final, quando o Felipe sofreu falta clara e não conseguiu sair do gol a tempo.

Ou então do pênalti mais escandaloso que vi em minha vida, quando tiraram a camisa do Samir dentro da área vascaína.

Quantas vezes o Flamengo foi beneficiado pela arbitragem?

Com certeza foram tantas quantas o Vasco também o foi.

O mesmo podemos falar de qualquer equipe considerada grande.

E quantas vezes o Flamengo, o Vasco e outros foram prejudicados pela arbitragem?

Eu, com toda a tranquilidade, posso dizer aqui que os erros de arbitragem são, em sua maioria, erros de verdade, seja por incompetência ou seja porque não viram o lance direito mesmo.

Devo ser purista, mas me recuso a acreditar na desonestidade voluntária de um árbitro.

O dia em que eu acreditar nisso, desisto do esporte.


Repito: acredito na incompetência, desconhecimento da regra, burrice e até cegueira momentânea (se é que isso existe), mas roubo, mesmo, duvido muito.

E aí é que reside a graça do esporte.

Todos erram. O zagueiro erra e o atacante faz o gol. O atacante erra e chuta torto pra fora. O goleiro erra e leva um frango. O volante erra o passe e dá no pé do adversário.

É isso ai. O esporte, em todas as modalidades, é feito de erros e acertos de atletas e árbitros.

Já pensou se todos só errassem ou se só acertassem?

Então vamos parar de choradeira, ok?

Quem sabe, no futuro, a tecnologia será usada e os erros serão minimizados?

Isso mesmo, falei minimizados, pois eu divido que tudo seja resolvido com a tecnologia.

Sempre haverá alguma reclamação.

E é aí que reside a graça do esporte.

Que chatice seria se tudo corresse bem.

Ninguém estaria discutindo futebol nos botequins, no trabalho, nas bancas de jornais e nas esquinas.

Seria uma vida entediante....

domingo, 13 de abril de 2014

MANTIDA A TRADIÇÃO! FLAMENGO CAMPEÃO!

Flamengo campeão carioca de 2014!

33 títulos estaduais em sua história, confirmam a Dinastia Rubro-Negra!

Jogando com o Time A, Time B ou Time C, o Flamengo foi o melhor em tudo neste Cariocão 2014!

Tanto que entrou na final com a vantagem de empatar duas vezes para levar a taça para casa.

Confesso que estava preocupado com a final deste domingo, pois o Fla havia sido eliminado da Libertadores e o time do Vasco estava muito bem armado.

Achei errado o Flamengo ficar jogando atrás, esperando o tempo passar e ameaçando o Vasco apenas em raros e mal executados contra-ataques, que sempre terminavam em um chute precipitado de fora da área.

As expulsões de Chicão e do jogador vascaíno foram altamente injustas. Não havia motivo para o árbitro Marcelo de Lima Henrique tomar aquela atitude.

Isso prejudicou mais o Flamengo, que teve que colocar o Errazo em campo.

E o que aconteceu? O Errazo, "experiente" zagueiro da poderosa seleção do Equador, acabou cometendo um pênalti idiota.

Acabou que, atrás no placar, o Flamengo acordou e partiu pra cima. 

Ou empatava ou perdia de mais.

Mas, como a gente sabe, o Flamengo é foda!

Fazer gol nos acréscimos e ganhar o título é tradição rubro-negra.

Leonardo Moura bateu o córner e Wallace me lembrou o Rondinelli e quase marcou o gol de empate, com a bola entrando no ângulo. 
Márcio Araújo, autor do gol salvador

Seria demais, né? Ganhar um título em cima do Bacalhau com um gol de Wallace "imitando" o Rondinelli, em 1978?

Pois a bola bateu na trave e sobrou para o Márcio Araújo empatar o jogo e nos dar o título.

Choram os vascaínos: o Márcio Araújo estava impedido!

Estava, sim! E daí?

Se ele não estivesse lá, com toda a certeza o Nixon teria marcado. Reparem que o Márcio Araújo tirou o gol do Nixon.

Antes de terminar, gostaria de parabenizar o Vasco por mais um vice campeonato.

Nenhum time mereceu tanto ser o vice do Carioca 2014.

Sejamos sinceros, o Vasco mostrou que tem um time arrumado, aguerrido e que jogou muito bem as duas partidas finais contra o Flamengo.

O Vasco é o favorito absoluto para a conquista da Segunda Divisão do Brasileirão. Falo isso sem medo de errar.

No Carioca, apenas aconteceu o normal, o natural: Flamengo campeão e Vasco vice. 

Foi mantida a tradição.

Apenas para lembrar, a última vez que o Vasco ganhou uma final do Flamengo foi há 26 anos, com aquele gol do Cocada. 

Depois, tem gente que não entende como o torcedor flamenguista vê o time ser eliminado da Libertadores, "ficar na merda" e ainda vestir o Manto Sagrado com orgulho e um sorriso no rosto.

É porque sabe que outros títulos virão...

CURTAM AÍ A FOTO DOS HERÓIS RUBRO-NEGROS.


PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO   

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Justo, Muito Justo, Justíssimo!



José Wilker nos deixou no último dia 5 de abril. Há informação fidedigna que ele comprara ingresso para o jogo de hoje. O ator que no mundo da representação artística viveu vários personagens de sucesso, dentre eles o marcante Coronel Berlamino da novela Renascer, criou um jargão amplamente repetido Brasil afora: “Justo! Muito justo! Justíssimo!”.

Acho inclusive que o ator, vivo estivesse, poderia repetir desconfortavelmente suas famosas palavras. Afinal, apenas o time do Leon conseguiu jogar futebol, dentro de uma proposta tática correta, cujo objetivo era marcar, valorizar o domínio da bola e jogar nos erros do Flamengo.

Muitos acharão responsáveis individuais para a eliminação, mas eu prefiro destacar o maior problema que vi. Faltou gente que armasse as jogadas para o time. A formação da equipe talvez pudesse ter alguma eficácia caso estivéssemos jogando fora de casa, ou sendo atacados, mas para um time que precisava vencer para permanecer na competição, a função de um bom meia-armador fez muita falta.

Não crucificarei ninguém. Não acho que faltou raça. O que faltou foi gente com capacidade de pensar o jogo. Se o Amaral é o cara que está com o espaço para criar, definitivamente há algo muito errado.
Perdemos. Poderíamos até ganhar em um lance fortuito. Mas o terceiro gol do Leon era muito mais previsível do que poderíamos imaginar. Não há absolutamente nada para se reclamar. A derrota foi justa, muito justa, justíssima...

De positivo quero destacar que, não obstante o fato de eu não ter externado previamente a minha opinião de que nossas chances nesta Libertadores eram bem remotas, fica a convicção de que estamos no caminho de formação de um Flamengo competitivo, cuja presença nas próximas competições internacionais poderá ser uma constante.

Lembro também que o ano ainda não acabou. Cabe a Magnética fazer o que mais ela sabe: torcer, que é a forma como todos podem entrar em campo, constituindo o popular décimo-segundo jogador. Todavia, para partida de hoje, talvez um bom meia-armador fosse tão ou mais importante que ter um jogador a mais em campo. Só nessa Libertadores da América eu vi alguns bons atletas que serviriam para o Flamengo, que jogam no Velez, no Defensor e até mesmo no San Lorenzo.

Todos sabem o que o elenco necessita para seguir em frente: um lateral esquerdo, um meia e mais um atacante. No momento, diante das circunstâncias, o negócio é dar uma coça na Baranga, no próximo domingo. Pode até ser politicamente incorreto, mas, por ora, é a única opção. 

Cordiais saudações Rubro-Negras!

Ricardo Martins – Embaixada Fla BH

 Descanse em paz José Flamenguista Wilker!

Mais uma lição: até quando?

Depois de mais um tropeço, e da quebra do recorde unhas roídas ao mesmo tempo num lugar fechado, mais de 600 mil no Maracanã, fica a pergunta de sempre: O que faltou ao nosso time pra vencer o León?

Empenho não faltou. Os jogadores se superaram, dentro das suas limitações, que não são poucas. Mas faltaram pernas. Enquanto os mexicanos enquanto passaram os 90 minutos marcando pressão e não dando espaço pro nosso time criar, nós demos espaço pra eles trocarem passes. E com o tempo pegamos o caminho mais longo pro gol, o caminho do desespero.

Vamos combinar que o jogo de hoje está longe de ser considerado um vexame. O tal de León é um time decente, tem uma defesa limitada, mas sabe trocar passes e tem disciplina. E o pior, sobra fisicamente. Temos que reconhecer que algum mérito os tiveram, e tínhamos um time pior que eles. Nada comparável aos verdadeiros vexames anteriores, quando tínhamos um time bem mais qualificado e perdemos pra nós mesmos.

E qual a saída? Poderíamos copiar o exemplo do atual campeão do torneio: comprar uma pá de jogadores caros pra dedéu, pagar salários astronômicos (ou prometer pagar) e esquecer que o clube tá devendo até as calças. O problema é que essa fórmula já foi aplicada antes no Flamengo, e não deu certo.

Domingo teremos os vices, e que toda a ira da derrota resulte numa surra homérica, no último jogo contra eles em 2014. Lembrando que depois de Domingo cada time seguirá sua merecida divisão, nesse campeonato decadente, do qual infelizmente por questões geopolíticas, teremos que disputar.




JÁ VIMOS ESTE FILME

A derrota desta noite para o León do México, por 3 a 2, em pleno Maracanã, não parece ser nenhuma novidade para a Nação Rubro-Negra.

Já vimos este filme algumas vezes. 

Por exemplo: quando fomos eliminados pelo time do gordinho Cabañas, o América do México, também no Maracanã. Podíamos até perder por dois gols, mas levamos um 3 x 0 vergonhoso.

Em 2012, também fomos eliminados da competição na primeira fase.

Já acompanhamos muitos vexames históricos.

Até já perdemos, em casa, uma final da Copa do Brasil de 2004 para o minúsculo Santo André, atualmente na Série D do Brasileirão.

Mas a torcida não pode reclamar de falta de empenho, disposição, vontade etc.

Diante do León, os jogadores do Flamengo tentaram de tudo, chegaram a dominar os 20 minutos finais do primeiro tempo.

No segundo tempo, porém, prevaleceu a melhor qualidade técnica dos mexicanos.

Esta é a realidade.

O Flamengo de 2014 é bem mais fraco que o de 2013.

Temos até um elenco com mais opções, vieram jogadores de qualidade, mas o time não encaixou, é fraco mesmo!

É mais simples do que muita gente pensa. Caímos fora da Libertadores, mais uma vez, porque nos faltou futebol em diversos momentos da competição.

Faltou mais. Os rubro-negros estavam mortos na última meia hora de jogo. Não tinham mais pernas.

Paulinho jogou bem. Alecsandro jogou bem. Gabriel jogou bem. Alguns não tinham qualidade.Os demais tiveram muita vontade e só.

E os mexicanos passearam no gramado do Maracanã.

Não dá nem para culpar o Jayme de Almeida.

A verdade é que pagamos mais um mico na Libertadores. 

Ganhamos a primeira, em 1981, com Zico e companhia. Depois disso, em 11 participações, foi só chinelada...

A sensação que tenho é que somos gigantes no Brasil e nos encolhemos nas competições internacionais.

A gente só vai para fazer a alegria da torcida arco-íris.

Seria bom a nossa diretoria se movimentar rápido, senão podemos sofrer, e muito, no Campeonato Brasileiro.

PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO