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sábado, 25 de outubro de 2014

FLA SÓ TROPEÇA EM TIME PEQUENO

A derrota do Flamengo para o Botafogo, esta noite, em Manaus, por 2 x 1, serviu para nos provar duas coisas:

Primeiro: Sem os titulares, que já não são lá essas coisas, e com os reservas em campo, é que a gente vê como o Flamengo tem um elenco ridículo.

Segundo: O Flamengo continua se enrolando em jogos contra times pequenos. 

Bem, eu, mais ou menos, já esperava que poderíamos perder.

Quando o Flamengo encara times bons, times grandes, dana de correr, morder a canela até do árbitro e tem vencido.

Aí, quando pega timeco, não sabe o que fazer com a bola, se desespera, erra passes o tempo todo, uma desgraça.

Hoje tava tudo desentrosado.

Vocês viram o que o Lucas Mugni fez? Não viram? Isso mesmo, ele não fez nada.

O Igor Sartori entrou no lugar dele e mostrou que também não sabia fazer nada.

Se esse Igor jogasse, ou melhor, tivesse metade da raça do pai dele, o velho Alcindo Careca-Cabeludo...

Antes de mais nada, quero dizer que achei correta a atitude de nosso treinador de levar um time reserva para Manaus. Eu mesmo já pedia isso na quarta-feira, depois de vencermos o Inter.

Léo: é esse cara que vocês querem
no lugar do Leonardo Moura?
Agora vamos falar com aqueles que odeiam o Leonardo Moura, que dizem que ele está velho, que não serve pra mais nada, mas que vem batendo um bolão a cada partida.

O Luxemburgo colocou o reserva Léo para jogar e ele foi, na minha opinião, o principal responsável pelos dois gols do Botafogo.

No primeiro ele estava paradão dois metros atrás do Rogério, viu que o cara ia receber a bola e marcar o gol e não se moveu. Parado estava, parado ficou. 

Nem fingiu que ficou chateado, colocando as mãos na cabeça. Nem disfarçou fingindo amarrar a chuteira...

No início do segundo tempo, numa cobrança de córner a favor do Fla, a bola achou o tal do Léo, que teve a capacidade de, sozinho, cabeceá-la nos próprios pés. Pouca gente reparou nisso.

Depois, no segundo tempo, veio o segundo gol do Botafogo.

Não é a primeira vez, desde que estreou no Flamengo, que o bom zagueiro Marcelo (é um bom zagueiro, sim) tenta sair com a bola dominada e dá o passe nos pés do adversário, que acaba marcando o gol.

Eu falei que ele é um bom zagueiro e não que era um bom jogador, como o Samir, que sabe sair jogando.

Já fez a mesma merda outras vezes.

Pois o adversário que recebeu o passe foi o Bolatti, que viu o Wallyson na esquerda, "marcado" por quem? Pelo Léo... 

Tem coisa melhor?

Eram 22 minutos do segundo tempo e o Léo, de apenas 23 anos, mal conseguia se manter em pé.

O Wallyson partiu pra cima e acabou marcando um golaço, no ângulo do Paulo Victor.

Aí que o time rubro-negro acordou.

O gordinho (com cara de chorão)
Anderson Pico, foi o melhor do Fla
O Anderson Pico, ainda gordinho (porém muito forte), paticamente largou a lateral esquerda, partiu diversas vezes para o ataque e começou a levar perigo à defesa do Botafogo, fazendo jogadas com Eduardo da Silva e Gabriel, que estavam jogando bem, assim como o zagueiro Samir.

E foi numa destas jogadas do Anderson, que tem um chute fortíssimo, que ele acertou a trave do goleiro Jefferson e a bola sobrou para o gol do Eduardo da Silva, já com 30 minutos de jogo.

O Flamengo continuou naquela mesma pressão desesperada, porém desarrumada e o placar ficou mesmo no 2 x 1 para os botafoguenses.

Ah... Para não ser injusto, o Élton quase fez um gol, mas o Jefferson fez uma defesa sensacional.

Mas, como já conversamos anteriormente, o Brasileirão já acabou para nós.

Temos que pensar é na parada que iremos enfrentar, pela Copa do Brasil, quarta-feira, no Maraca (é nosso).

O time dos Galináceos é bom, mas a nossa equipe deve estar inteira e bem de cabeça.

Como vamos enfrentar um time grande, que treme quando vê nossa camisa, acho que dá Mengão.

Sem falar que a torcida vai incendiar o Maracanã.

Ninguém vai ficar feliz com vitória de 1 x 0 e ninguém vai aceitar que os mineiros façam gol.

Portanto, jogadores do Flamengo, este é o jogo do ano.

Sem desculpinhas esfarrapadas, como a do Samir, hoje, no final do jogo, que disse que "o time estava meio desconcentrado".

Vocês ganham muito bem e em dia e não têm o menor direito de se "desligar" em campo.

Aliás, só oito clubes brasileiros estão pagando em dia. Uma vergonha!

Quem estiver caidão, desconcentrado, que enfie a porra do dedo na tomada e tome um choque para acordar!

Mas, podem ter certeza que depois virão outros, pois se fizerem tudo conforme estamos combinando agora, até o final de 2014, ainda teremos mais "três jogos do ano".

PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO   

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

O BRASILEIRÃO JÁ ERA

Pra mim e para toda a Nação, o Flamengo já pode esquecer o rebaixamento.

Está com 40 pontos ganhos e, para não haver dúvidas, basta fazer seis míseros pontinhos em oito jogos.

São 24 pontos em disputa.

Só se, nestas partidas que faltam, tivermos um time inteiro de Éltons vendados ou mancos em campo, com o Mugni no gol. Aí, sim, o Flamengo “poderia” se arriscar a ser rebaixado.

Repito: Perigo zero.

Como sabemos: TIME GRANDE NÃO CAI!

Vanderlei tentando fazer o Mugni entender
De verdade?

Para mim o Campeonato Brasileiro acabou para o Flamengo.

A minha única preocupação é o Luxemburgo dar uma de Mano Menezes e pedir demissão do Fla, porque não está conseguindo fazer o Élton e o Mugni entenderem o que ele quer.

Mas é bom os outros times ficarem espertos, senão a gente ainda acaba beliscando uma vaga na Libertadores.

A Galinha Mineira que se cuide!

Copa do Brasil? 

Aí estamos nós, a Nação!

PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO   

Calúnia do Rúbio Negrão

Sejemos cinseros e analfabéticos: apoio a corrente da medicina que acredita na morte dos neurônios, porque é a única explicação razoável para o fato de tanta gente por aí já não ter mais nem o Tico nem o Teco morando na sua cabeça.

Não quero aparelhar o blog, posto que sou apolítico e murista convicto, mas neste momento histórico do povo brasileiro, quando escolheremos o nosso próximo governante, aquele em que depositaremos nossas esperanças, e que, por sua vez, depositará em nós algo bem mais concreto, deixarei de abordar “a coisa mais importante das coisas menos importantes” (obrigado, Juca Kfouri!), a saber, o futebol, e escreverei sobre a coisa menos importante das coisas mais importantes, ou seja, a política.

Cenão vejemos e erremos: nesta época de acirrado patrulhamento ideológico nas redes sociais, estádios, trabalho e até dentro de banheiros de botecos, quando chamar um eleitor de “indeciso” pode gerar pesadas acusações de homofobia, quando a referida legião isenta de Ticos e Tecos resolve ir “dar uma votada”, e quando, apesar de “politifóbico”, consegui perder seguidores no Twitter mesmo sem revelar se votarei na Dilma, no Aécio ou se deixarei o país na próxima segunda-feira, todo cuidado é pouco.

Devemos, sim, exercer o nosso sagrado direito à opinião, contanto que a profiramos lá de cima do muro, o mais afastados que pudermos das pedras lançadas pelos sempre irritáveis donos da verdade. Devemos, sim, ir às urnas, até porque votar é um dos poucos programas gratuitos que dá pra fazer aos domingos. E cada cidadão, flamenguista ou não, tem lá seu motivo e sua razão para escolher quem irá escolher. Cada um com seus problemas, mesmo que durante os próximos 4 anos os tais problemas se espalhem tal um Ebola cruel e ensandecido pros lados de gente que nada tinha a ver com isso. Estamos todos no mesmo barco, não é?

Assim sejendo (não encham o saco: o verbo sejer consta do Novo Acordo Ortográfico!), se determinado candidato comprou o voto do leal detrator por uma Bolsa Família, uma Bolsa Aeroporto, ou mesmo uma simples bolsa escrotal, o problema pode vir a ser meu se daqui a alguns meses o tal candidato, devidamente eleito, tentar “se casar comigo” no sentido penitenciário do termo. Então, o eleitor não pode vender o seu voto. Ou, pelo menos, deve vendê-lo caro. Ora, apesar de a nossa urna eletrônica ser um antiquado equipamento de primeira geração, de uso bastante simples, justamente para atender às necessidades especiais dos votantes de raciocínio mais lento, nada impede que estes levem uma colinha para gabaritar a mísera prova de apenas uma questão!

Fica, assim, o suspense que vem tirando o meu apetite: quem vencerá o grande jogo político PT x PSDB no domingo que vem? Será que o PT manterá a longa invencibilidade de 12 anos? Ou o PSDB finalmente voltará ao topo? Digo apenas que a minha sugestão de voto nem de longe privilegia a inclusão social, a política externa, o controle da inflação nem mesmo a manutenção da democracia. Se querem conhecer a minha opinião, rubro-negro tem mais é que votar naquele que prometer dar um estádio de presente pro Flamengo.

E, certamente, o Brasil irá crescendo junto conosco.


Duplex Toc Zen

1 - “Dilma e Aécio estão em empate técnico, aponta CNT/MDA”Tô dizendo que essa eleição ainda vai pros pênaltis...

2 - “O PT está no poder há 12 anos”Finalmente o Lula promoveu o seu partido ao nível Johnnie Walker Black Label.

3 - O leal detrator acha que os candidatos estão preocupados com uma derrota nas urnas?: Graças às fabulosas verbas de campanha, quando o político não mama na teta, mama no pleito.


4 - “Os pichadores do monumento a Zumbi dos Palmares alegaram não saber o que a suástica representa”: Beleza. Então prendam esses dois negões numa cela da irmandade nazista pra eles aprenderem rapidinho.

5 - Aliás, como esses ignorantes se atreveram a pichar o monumento à história dos sofridos e injustiçados zumbis?: Mais precisamente, o monumento à série “The Walking Dead.”

6 - Como alguns leais detratores pouco esclarecidos têm me perguntado o que significa a sigla LGBT, lá vai: Lambisgoias, Gulosos, Bichas, Travecos e Tarados por Trolhas.

7 - O nome do cara que fez mágica com este time do Flamengo?: Vanderlei Luxembruxo.

8 - “Fla aciona a Fifa para receber dinheiro referente à venda de Hernane”: Se o sheik devedor não fosse o do Al Nassr, mas o do Botafogo, essa grana iria aparecer mais fácil.

9 - Só agora percebi: O Vasco anda meio sumido, hein?

171 - A tal da inclusão social: O filho do Lula e a filha da Dilma só ficaram ricos graças ao programa Embolsa Família.

11 - Caiu a ficha: E não é que o Cruzeiro se sagrou campeão brasileiro ainda no 1º turno, e a gente nem se deu conta?

12 - Como insider profundo do Flamengo, cravo seco e sem vaselina: O time aqui da minha rua está 99% fechado com o Muralha e o Luis Antônio. 

13 - O Muralha é um jogador de sonho: Pena que caia muito de produção quando está acordado.

14 - “Não podemos esquecer que [Gabriel] é um peladeiro, que começou velho no futebol.” – Luxa: Putz! Se o Gabriel é peladeiro, o Muralha é o quê?

15 - E vem aí uma verdadeira epidemia em homenagem ao futebol: O Ebola.

16 - Contra o Flamengo, o time do Internacional me pareceu estar fechado com a Dilma: Porque deixou o vermelho de lado, e foi à luta trajando um branquinho básico.

17 - Já o time do Flamengo parece mesmo preferir o Aécio: Porque seu único objetivo é chegar aos 45.


18 - Twitter Cassetadas da semana (em tempo real só em @rubionegrao)

Tirando o Muralha, tá pra nascer jogador mais sem sangue que o Luiz Antônio.

O Luiz Antônio acaba de declarar que vai processar o juiz de nominho francês por perdas e danos.

Esse bosta do Luiz Antônio só serve pra processar o Flamengo. Parece até a oposição na Gávea.

Esse Baddy do Atlético_PR é ruinzinho mesmo.

"Mais magrinha, Mayra Cardi alivia o calor na piscina de casa nos EUA, após treino"
Quanto o globo.com cobra pra publicar isso?

O auditório do debate na Record me lembrou muito o do Silvio Santos.

Se o Gabriel do Santos é Gabigol, o do Mengão é Gabicréu.

E nada mais faço, porque no sábado começa a maldita lei seca.

(Ás do quinta-colunismo esportivo, Rúbio Negrão, vulgo Rubro-Negão Trolhoso, vulgo RNT, é cria dos juniores do blog da Flamengonet, e aceita doações de camisas oficiais novas do Flamengo no tamanho G.)

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

PERIGO ZERO! COPA DO BRASIL À VISTA!

Quando acabou o primeiro tempo de Flamengo e Internacional, quase desisti de ver o segundo, de tão chata que estava a partida.

Pra não dizer que nada aconteceu, cada uma das equipes teve apenas uma chance de gol. O dos gaúchos só não saiu porque Paulo Victor fez uma defesaça.
Paulo Victor, o Milagreiro

Mas, não adianta, flamenguista tem sempre "aquele" pressentimento de que algo pode mudar de uma hora para outra.

Isso é a rotina dos 112 anos de história futebolística rubro-negra.

E não é que vencemos o poderoso Internacional por 2 x 0, no Maraca (é nosso)?

Infelizmente, para o meu sogro, o grande Enedino, lá de Pinheiro Machado, cidade da região da Campanha, quase no Uruguai, o Colorado acabou dizendo adeus ao título de vez. 

O Inter, que era a principal equipe, na minha opinião, capaz de ser campeã, além do Cruzeiro.

De cavalo chucro, virou cavalo manco.

E se continuar dando mole, nem vai à Libertadores.

E não estou sendo irônico. O elenco do Inter é muito bom, só que às vezes dá uma de Flamengo e perde uns jogos esquisitos, como a goleada que levou do pseudo-time da Chapecoense, por 5 x 0. Perde pro Vitória, pro Figueirense e até consegue empatar com timinhos como Fluminense e Bahia.

Assim fica difícil, né?

Bem, vamos deixar o Enedino Índio Véio em paz, lá no seu rincão, e falar do Mengão.

O jogo esquentou no segundo tempo, pois os gaúchos resolveram apertar o Fla e até tiveram chances de gol. Uma delas depois de uma indecisão entre Paulo Victor e Léo Moura, na cobrança de um córner. A bola caiu nos pés do Nilmar e o Paulo Victor fez o seu segundo milagre.

Mas, com o time que tem o que mais o Flamengo quer é isso, que o adversário venha com tudo, pois o contra ataque rubro-negro é muito rápido e pode ser mortal. Como foi, né?

Poderia ter sido melhor, mas os jogadores do Flamengo finalizam muito mal e, muitas vezes, precipitadamente.

Como o Eduardo da Silva estava mal, o Luxemburgo colocou o menino Nixon, que anda numa boa fase, em campo.

Depois veio a "sacada genial" do Luxa!

Ele decidiu tirar o Everton, que além de não saber chutar, estava cansado e ia colocar o Lucas Mugni.

Viu que legal? O Mugni, aquele que sabe jogar bola, mas não quer, ia entrar...

Só que o Vanderlei Luxemburgo teve uma ideia melhor ainda. Mandou o Mugni de volta para o banco e decidiu que o Flamengo jogaria com menos um.

Tirou o Everton e colocou o Élton, "pra fazer número", como a gente diz na pelada.

E não é que o Élton tava lá, de bobeira, do lado esquerdo do campo e alguém mandou a bola pra ele?

A bola resvalou na cabeça do cara e sobrou para o Nixon, que partiu como um foguete e cruzou para o primeiro gol do baianinho Gabriel, que tá batendo um bolão!

Foi a única vez que os narradores falaram o nome desse Élton, porque, depois o Flamengo teve outras chances de contra ataque e ele estava sempre fora da área adversária. 

Êpa! Peraí! Vai ver é estratégia do cara, que fica esperando o rebote dos zagueiros.

Nixon abraça Gabriel que acabou com o jogo
É isso! Acho que descobri o segredo do Élton! Não é burro não... Não é burro não... Só é ruim de bola. Burro? Não é mesmo! Na verdade, nunca falei que o Élton era burro.

Aí o Paulo Victor fez outra defesa espetacular, os gaúchos deram bobeira numa cobrança de falta e lá partiu o Canteros, desta vez pela direita, para mais um contra ataque fulminante.

Cruzou para o Leonardo Moura, ele chutou, a bola bateu na zaga e sobrou para Gabriel, de fora da área, mandar no cantinho.

Fim de papo!

Para mim, acabou a "confusão" que tanto amedrontava o Pofexô.

Faltam seis pontinhos em oito jogos. 

O Pofexô tá rindo à toa
Um deles é sábado, contra o Botafogo (coitado...), lá em Manaus. Acredito que o Luxemburgo deva levar um time reserva, para poupar os demais.

Como esperávamos, com o time que temos, devemos terminar o Brasileirão lá na meiúca da tabela.

Agora temos é que nos concentrar no tetra da Copa do Brasil.

Os Galináceos estão com um time bom, mas tremem quando dão de frente com o Manto Sagrado.

Se mantivermos a seriedade, chegamos à final.

Aí... Deixou chegar...

Não podemos é ficar contando sempre com dois ou três milagres do goleirão Paulo Victor em todos os jogos...

Do outro lado pode dar o Cruzeiro, que também treme com a camisa e a torcida do Flamengo.

O Santos, por mais incrível que pareça, me preocupa mais que os mineiros.

Vamos ver no que vai dar.

Bota fé, que São Judas Tadeu tá a fim de comemorar mais um título este ano.

PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO   

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Homenagem a Cláudio Coutinho

          Cláudio Pecego de Moraes Coutinho nasceu em 5/1/1939 em Dom Pedrito (RS), veio para o Rio aos quatro anos de idade e foi um dos maiores técnicos da história do Flamengo, dirigindo o time rubro-negro entre 1977 e 1980. Coutinho também teve passagens importantes pela Seleção Brasileira exercendo várias funções.
Cláudio Coutinho era apaixonado por esportes. Foi tricampeão estadual de vôlei pelo Flamengo (1959-1960-1961). Coutinho era militar e se formou na Escola de Educação Física do Exército.
Foi preparador físico da Seleção na Copa de 1966 e auxiliar na preparação física na Copa de 1970. Em 1969, Coutinho estagiou na Nasa e teve contato com Kenneth Cooper conhecendo o teste de Cooper. Coutinho foi o responsável pela implementação do modelo Cooper e desse conceito no Brasil , o que contribuiu para que a Seleção Tricampeã do Mundo, que contava com o talento de Pelé, Gerson, Rivelino, Carlos Alberto Torres, Jairzinho, Tostão e Clodoaldo ,voasse em campo encantando multidões com um futebol fantástico no Mundial do México .
     Coutinho foi também Coordenador Técnico da Seleção na Copa de 1974, competição na qual o Brasil comandado por Zagallo perdeu para a Holanda, seleção que encantou o mundo com várias inovações táticas como a polivalência (ideia segundo a qual jogadores podem desempenhar mais de uma função em campo).
    Coutinho foi ainda treinador da Seleção Olímpica de 1976, que contou com jogadores rubro-negros como Júnior e Uri Geller e ficou em quarto lugar na competição; pois perdeu para a Polônia por 2 a 0 e para a antiga União Soviética pelo mesmo placar.
Influenciado pelo time holandês vice-campeão mundial em 1974 e 1978, Coutinho empregou várias inovações táticas no Flamengo e na Seleção de 1978. O livro 1981 de Mauro Beting e André Rocha trata com minúcia dessas  táticas de Cláudio Coutinho, como o overlapping, ou ultrapassagem, jogada  pela lateral do campo, em que  um companheiro de time faz a inversão do jogo,  contando também  com a colaboração de um ponta que fecha para o meio — abrindo espaço para um lateral ou meio-campo —  (como explica Júnior  na p. 30 do livro) ,o ponto futuro (“o lugar onde o jogador deveria estar chegar  no mesmo instante em que a bola é lançada pelo companheiro” (p. 30 do livro 1981)  e a tática da “teia de aranha ”na qual o time jogava em bloco, “cercando o adversário pelos lados do campo e evitando a inversão de jogo” , valorizando a pose de bola, como explica Zico na p. 29 do mesmo livro. Zico também enfatiza que Coutinho defendia a ideia de era melhor partir para cima do adversário, marcando gols e lhe dando um nocaute (p. 30 da obra de Rocha e Beting). Outro ponto importante, como  ressalta Júnior em sua autobiografia Minha paixão pelo futebol (p. 41), é que Coutinho fazia questão que “os jogadores exercitassem os fundamentos do futebol: passes, chutes, cabeçadas, domínio de bola criatividade” em qualquer treino (táctico, técnico ou coletivo).
O trabalho de Coutinho como técnico da Seleção na Copa de 1978 foi criticado por essas inovações e por ele não ter convocado Falcão, considerado o melhor jogador do pais por seu desempenho no Inter,  para essa competição.  Além disso, o próprio Coutinho se arrependeu de  não levar Júnior para a Copa realizada na Argentina na qual a Seleção contava com nomes como Zico, Reinaldo, Rivelino, Cerezo e Dinamite.  Na primeira fase, o Brasil empatou com a Suécia em 1 a 1 (com direito a um gol de cabeça de Zico marcado no momento do apito final mal anulado pelo juiz) e com a Espanha em 0 a 0 e venceu a Áustria por 1 a 0. Na semifinal, o Brasil venceu o Peru por 3 a 0, empatou com a Argentina em 0 a 0 e derrotou a Polônia por 3 a 1, mas foi desclassificado  porque a Argentina  venceu o Peru por 6 a 0 em jogo suspeito, classificando-se no saldo de gols. O Brasil ficou em terceiro lugar ao vencer a Itália por 2 a 1 . Os anfitriões derrotaram a Holanda na final por 3 a 1 e foram os campeões da competição.
Mas no Flamengo essas inovações táticas empregadas por Coutinho ao ser contatado como treinador do clube em 1977 tiveram enorme sucesso e contribuíram decisivamente para a formação do fantástico time  rubro negro no fim dos anos 70 e início dos 80 e para a conquista de vários títulos como o Tricampeonato carioca de 1978-1979-1979 Especial, os Torneios Ramon de Carranza (1979 e 1980) e  o Brasileiro de 1980.
A conquista do Campeonato Carioca de 1978 foi marcante para jogadores como Zico, Júnior, Raul, Adílio, Rondinelli e Uri Geller. Na final contra o Vasco, Zico bateu o escanteio com perfeição e Rondinelli cabeceou com força para a rede cruzmaltina aos 42 minutos do segundo tempo. Começava o período mais glorioso da história do Flamengo.
Houve dois campeonatos cariocas em 1979 e, em fase espetacular, o Mengão venceu ambas as competições. Na primeira, o Flamengo empatou com o Botafogo em 2 a 2 na final do Campeonato Especial com dois golaços de Zico. Na segunda, mesmo desfalcado do Galinho de Quintino, que marcou 34 gols em 25 partidas naquele ano apesar de não ter jogado o terceiro turno, o Flamengo venceu o Vasco por 3 a 2 , dois gols de Tita e um contra de Ivan, e empatou com o Botafogo em 0 a 0, sendo tricampeão carioca com uma rodada de antecedência. Entre 1978 e 1979, o Flamengo ficou 52 jogos invicto.
Além disso, em julho do mesmo ano, o Flamengo venceu o Troféu Ramon de Carranza. A equipe rubro-negra venceu o Barcelona por 2 a 1 com gols de Zico e Uri Geller. Na decisão da competição, o Flamengo venceu o Ujpest da Hungria com dois gols de Zico, sagrando-se campeão do torneio.
No ano seguinte veio a consagração nacional do Flamengo e de Coutinho. O Mengão fez excelente campanha no Brasileiro de 1980 e decidiu o título com o Atlético-MG. No primeiro jogo no Mineirão, desfalcado de Zico, o Rubro-Negro carioca perdeu por 1 a 0 (gol de Reinaldo). O segundo e decisivo jogo realizado no Maracanã foi eletrizante. Nunes abriu o placar para o Flamengo, mas Reinaldo empatou para o Atlético logo em seguida. Zico marcou um golaço e fez 2 a 1 para o Clube de maior torcida do Brasil. No segundo tempo, mesmo machucado, Reinaldo tornou a empatar o jogo. Em lance épico no fim da partida, Nunes driblou Silvestre e chutou sem defesa para o goleiro João Leite, garantindo o título brasileiro e a vaga na Libertadores de 1981.
. Em 1980, o Flamengo conquistou ainda a Taça Guanabara, a Taça Cidade de Santander (vencendo o Real Sociedad por 2 a 0 com gols de Adílio e Zico e o Spartak por 2 a 1 com dois gols de Zico) e o bicampeonato do Troféu Ramon de Carranza ao derrotar o Bétis por 2 a 1 com dois gols de Zico. Essa foi a última conquista de Coutinho como técnico rubro-negro, já que o treinador deixou o cargo no fim do mesmo ano por estar magoado com a diretoria rubro-negra.
Em 1981, Coutinho treinou o Los Angeles Astecs e, infelizmente, ao voltar ao Rio em novembro do mesmo ano, morreu afogado praticando a pesca submarina. Duas semanas antes da morte de Coutinho, o Flamengo conquistou com muita garra, suor e sangue a Libertadores da América ao vencer o Cobreloa por 2 a 0 com dois gols de Zico.
Mas as conquistas não pararam por aí. Vencedor do primeiro e do terceiro turnos do Campeonato Estadual de 1981, o Flamengo enfrentou o ganhador do segundo turno (Vasco) numa série de três jogos. Abalado pela perda do ex-técnico Cláudio Coutinho, o Fla perdeu as duas primeiras partidas, mas venceu o terceiro jogo por 2 a 1. Adílio abriu o placar ao marcar de cabeça. Júnior disputou a bola com o goleiro adversário e Nunes marcou o segundo gol rubro-negro dando um chutaço de fora da área. Ticão descontou para o adversário.
Na semana seguinte, no dia 13 de dezembro de 1981, o Mengão venceu o Liverpool por 3 a 0 (dois gols de Nunes e um de Adílio), sagrando-se campeão do mundo em Tóquio. Zico foi eleito o melhor jogador da partida, pois com sua extraordinária visão de jogo participou da construção dos três gols. O eterno camisa 10 da Gávea fez um lançamento milimétrico e absolutamente genial para Nunes, que marcou o primeiro gol. Zicão cobrou a falta que originou o gol de Adílio e deu outro passe preciso para Nunes chutar cruzado e marcar o terceiro aos 41 minutos do primeiro tempo.
 Sob o comando de Paulo César Carpegiani, as conquistas do Flamengo em 1981 foram uma homenagem a Coutinho, já que o esquema ofensivo e as inovações táticas desse grande treinador — aliadas ao talento de Raul, Leandro, Marinho, Mozer, Junior, Andrade, Adílio, Zico, Tita, Nunes e Lico —  foram fundamentais para levar o Flamengo ao topo do mundo, colorindo-o de vermelho e preto.

Fontes:

Junior. Minha paixão pelo futebol. Rio de Janeiro: Rocco Jovens Leitores, 2010.

Rocha, André e Beting, Mauro. 1981: Como um craque idolatrado, um time fantástico e uma torcida inigualável fizeram o Flamengo ganhar tantos títulos e conquistar o mundo em um só ano. Rio de Janeiro: Maquinária, 2011.