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sábado, 20 de dezembro de 2014

Recordar é Viver: Há 15 anos...

Hoje, neste 20 de dezembro, comemora-se 15 anos da conquista do nosso último título internacional: A Copa Mercosul.





Disputada por clubes que já tinham ganho a Libertadores e outros clubes grandes que até então nunca tinham a conquistado, a Copa Mercosul era o 2o torneio mais importante do continente. Na edição de 1999 participaram 16 clubes, em 5 grupos de 4 clubes, onde se classificavam os 5 primeiros de cada grupo, mas os 3 melhores 2os colocados. 

O Flamengo, que tinha até começado bem a competição, com vitórias sobre Olímpia (2x1) e Colo-Colo (4x0 em Santiago), foi derrotado fora de casa pela Universidad de Chile (2x0) e pelo Olímpia, já no returno. A situação se complicou com o tropeço em casa contra o Colo-Colo (2x2), restando na última vitória golear "La U" por 5 gols de diferença na última rodada pra se garantir entre os melhores segundos colocados.  Mas 5 foi pouco. A goleada de 7x0, com 4 gols de Romário, colocaram o Flamengo nas 4as de final. 

Nas 4as de final, enfrentamos o Independiente. Empate no jogo de ida em Avellaneda (1x1), e mais uma goleada rubro-negra no Maracanã. 4x0. Estávamos nas semifinais. 

Enquanto isso, no Brasileirão, a campanha irregular, com tropeços em jogos decisivos, nos deixou de fora dos mata-matas do Brasileirão. Pra piorar a situação, o time eliminado, e já sem muita motivação pro Brasileirão, sofreu uma grave baixa. Em Caxias do Sul alguns jogadores armaram uma farra com algumas modelos locais. O presidente Edmundo dos Santos Silva não gostou e mandou embora, logo quem?, Romário. Semanas depois o Baixinho assinaria com os Vices da Gama, para disputar o Torneio de Verão, que foi carinhosamente apelidado de "Mundial de Clubes da Fifa".

Restou recuperar a moral da tropa na Mercosul, onde enfrentaríamos na semifinal o Peñarol. No jogo de ida, 3x0 pro Mengão, com gols de Leandro Machado, Maurinho e Lê. No jogo de volta, o Flamengo, que tinha a classificação na mão, chegou a estar vencendo por 2x1, mas cedeu a vitória no finzinho, talvez pra tentar sair sem muitos arranhões do Centenário. Não deu muito certo. Após o fim do jogo, muita briga, com direito ao goleiro Clêmer tomando uma surra de toalha dos uruguaios. Com o placar agregado de 5x3, estávamos na final do torneio.

A final da Mercosul colocou novamente frente a frente Flamengo x Palmeiras. Naquele ano, já háviamos encontrado eles nas quartas-de-final da Copa do Brasil, onde saímos eliminados, no finzinho, com um gol pra lá de duvidoso. O troco viria. Não sabiam que seria no mesmo ano. O Palmeiras, que havia faturado a Libertadores, mas no Mundial perdeu pro Manchester United, tentava o bicampeonato da Mercosul, um bom prêmio de consolação. A nós restava a vingança, com um time limitado, que pra muitos não conseguiria dar trabalho ao "parmalático" time paulista. 

No jogo de ida, no Maracanã, um show de gols e uma virada  sensacional do Flamengo. 4x3, com gols do zagueiro Juan, Caio (o Caio Ribeiro da "plimplim") e Reinaldo, descontando Junior Baiano, Asprilla e Paulo Nunes. 

Para o jogo de volta, só a vitória interessava  ao Palmeiras, para forçar um 3o jogo. Ao Flamengo bastava o empate para levantar a taça. O Palmeiras saiu na frente com Arce, de pênalti mas Caio e Rodrigo Mendes viraram o jogo. Arce, de falta, e Paulo Nunes, desviraram o jogo, mas Lê fez o gol do título. Brilhou a estrela do grande técnico Carlinhos, que levou o desacreditado time rubro-negro a um dos seus mais importantes títulos.

A Campanha:
27/07/99 - 2 x 1 Olimpia (PAR) - Romário (2) - Maracanã
04/08/99 - 4 x 0 Colo-Colo (CHL) - Rodrigo Mendes (2), Romário e Fabio Baiano - Est. Monumental, Santiago
26/08/99 - 0 x 2 Universidad do Chile (CHL) - Est. Nacional, Santiago
08/09/99 - 1 x 3 Olimpia (PAR) - Leonardo Inácio - Defensores del Chaco, Assunção
21/09/99 - 2 x 2 Colo-Colo (CHL) - Caio e Marco Antonio - Maracanã
07/10/99 - 7 x 0 Universidad do Chile (CHL) - Romário (4), Caio, Marco Antonio e Rodrigo Mendes - Maracanã
02/11/99 - 1 x 1 Independiente (ARG) - Fabio Baiano - Avellaneda, Buenos Aires
05/11/99 - 4 x 0 Independiente (ARG) - Leandro Machado (2), Fabio Baiano e Romário - Maracanã
25/11/99 - 3 x 0 Peñarol (URU) - Leandro Machado, Maurinho e Lê - Maracanã
09/12/99 - 2 x 3 Peñarol (URU) - Athirson e Reinaldo - Est. Centenário, Montevidéu
16/12/99 - 4 x 3 Palmeiras - Caio (2), Juan e Reinaldo - Maracanã
20/12/99 - 3 x 3 Palmeiras - Caio, Rodrigo Mendes e Lê - Parque Antarctica

Vale muito a pena rever os gols dos jogos da final. 


sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

CONCORDO PLENAMENTE QUE É UMA COVARDIA E UMA FALTA DE RESPEITO COM UM ÍDOLO

MAIS UMA VERGONHA DA DIRETORIA DO FLAMENGO!

MATÉRIA PUBLICADA NO UOL.

Irmã de Léo Moura detona cúpula do Fla por proposta de 6 meses: 'covardia'


A indefinição sobre o futuro de Léo Moura começa a irritar a família do lateral-direito e capitão do Flamengo. Nesta sexta-feira, a irmã do experiente jogador não poupou críticas à diretoria do Rubro-negro por conta da proposta de renovar com o atleta por um período menor que o desejado pelo camisa 2.
"Fazer uma proposta de redução de salário e renovação por seis meses para um jogador que foi fiel a uma só camisa por dez anos, é no mínimo uma covardia", desabafou em uma rede social, dizendo ainda se sentir perplexa com a situação.
Na última quinta-feira, Léo Moura já havia postado uma foto no Instagram com seu empresário, Eduardo Uram, e deixado uma mensagem em tom de despedida.
"Ao longo de todos esses anos essa pessoa fantástica e competente sempre direcionou minha carreira de forma brilhante,hoje estamos aqui mais uma vez juntos para direcionar o meu futuro..e certo que Deus também esta no controle. Certas coisas na vida nem sempre acontece da forma que planejamos,mas estamos sempre preparados para ultrapassar qualquer barreira", escreveu o lateral.
Com o vínculo atual se encerrando em 31 de dezembro, Léo Moura conversa há algumas semanas com a diretoria para resolver seu futuro. Com 10 anos de clube, ele deseja mais um ano de contrato, mas a cúpula rubro-negra não pensa desse jeito e lhe oferece apenas um acordo até o final do Campeonato Carioca.
Internamente, diretoria e técnico Vanderlei Luxemburgo não pretendem estender o vínculo, mas têm certo receio de dispensar um ídolo da torcida e receber uma chuva de críticas. A novela deve ter um desfecho até o final desta semana.
PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO   

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Calúnia do Rúbio Negrão

Sejemos cinseros e analfabéticos: dentre as inúmeras especulações com jogadores em andamento (ou “desandamento”), pincei para esta Calúnia a que mais me interessa no momento: a minha possível contratação pelo GE para assumir, porém sem sair do armário, o blog do Flamengo.

Quem começou a campanha foi o nobre Vinicius Paiva (@vpaiva_btj), um daqueles caras que acredita tanto no próprio taco que não tem medo de colocar azeitona na empada dos outros. Ou melhor, gelo no Cinzano alheio.

Alguns leais detratores apoiaram a sugestão, outros a ignoraram solenemente, e alguns simplesmente começaram a me pedir dinheiro emprestado. Mas nenhum, absolutamente nenhum se preocupou em me perguntar se o GE realmente tinha me feito alguma consulta.

Mesmo assim, como insider profundo e sem vaselina da minha própria vida, sinto-me na obrigação de informar ao leais detratores que de concreto até o momento, só o fato de eu ter desbloqueado o Gustavo Poli no Twitter. Vai que ele quer falar comigo?

Mas de resto, tudo especulação, e um tipo de especulação que me incomoda bastante por dois motivos.

Cenão vejemos e erremos:

Primeiramente, trata-se de um cargo remunerado, e, por ter grana na parada, tecnicamente é trabalho, e, por ser trabalho, eu me recuso a fazê-lo.

Segundamente (obrigado, Vicente Matheus!), ouvi dizer que pra trabalhar para o Grupo Globo é preciso passar pelo teste do sofá, que, segundo alguns galãs da emissora de TV, não dói apenas no orgulho.

Assim sejendo, em português horrendo, muito provavelmente não deverei aceitar o convite que nem sequer recebi, a não ser que o receba, de fato. Mas não se aflijam, ó detratores, porque apesar da enchida que deram na minha bola, a fama fugaz não me subiu à cabeça: continuarei sendo a mesma pessoa genial, linda, pegadora, simpática e apaixonante de sempre.

Duplex Toc Zen

1 - Sempre que ouço que chegará ao Mengão um cara pra escolher camisa, me pergunto: Será um jogador ou um estilista?

2 - E parece que a sala de troféus da Gávea receberá um novo e valioso objeto: Uma caneta sem tinta.

3 - “Under Armour vestirá o São Paulo” 1: Tinha que ter algo a ver com armário no nome, né?

4 - “Under Armour vestirá o São Paulo” 2: Peraí. Se “Armour” é “armário”, “Under” é “debaixo” ou “dentro”?

5 - Agora é sério: Para 2015, alguns jogadores precisam ser dispensados, e outros, repensados.

6 - Se o Matheus suportará a dor da dispensa?: Ninguém sabe, porque até hoje, o garoto nunca demonstrou nenhuma emoção.

7 - “Vice-presidente do Cruzeiro admite haver negociação pelo retorno de Fred”: Retorno ao Cruzeiro ou à Seleção?

8 - Finalmente com novo treinador, o Vasco não está mais à deriva: Está à Doriva.

9 - Negueba, Luiz Antônio, Muralha e Matheus pelo Erik do Goiás: “Moeda de troca o Flamengo faz em casa.”

2ª - Surpresa não é o Botafogo ter caído de novo: Surpresa é o Botafogo ter se fingido de time grande todos esses anos.

11 - Credibilidade deixou de ser problema pro Flamengo: Agora o problema é só grana.

12 - “Rubro-negro faz consulta por Conca”De uma hora pra outra, o Flamengo começou a fazer tantas consultas que até parece que acertou com a Unimed.

13 - Depois da top Unimed, o Fluminense terá que se sujeitar a um plano de saúde tipo Lincx: Que só oferece consultas com Cazalbé, Jobson, Sheik, e demais especialistas do mesmo ramo.

14 - Não me surpreende a Unimed ter deixado o Fluminense: Depois que o assistido passa dos 100 anos, o plano de saúde faz de tudo pra deixar ele na mão.

15 - A sorte do Léo Moura é que o Flamengo é devagar quase parando pra acertar com jogador: No dia em que o Mengão acelerar o passo, o Moicano vai ficar pra trás.

16 - Propaganda enganosa: Em São Paulo anunciam o Bom Prato a 1 real, mas o Atlético-MG só arrumou um médio Pratto a 700 mil!

17 - Twitter Cassetadas da semana (em tempo real só em @rubionegrao)

Recebi um atestado de probidade da @MarluciMartins: fui bloqueado.
Pra ganhar o Nobel da Paz só falta eu ser processado pelo Eurico Miranda.

Ainda bem que o STJD julgou rapidinho essa queda do Twitter.

Desta vez o Eurico Miranda deu azar, porque retornou ao futebol brasileiro quando o futebol brasileiro tá falido.

Estou 99% certo no Blog do Flamengo no GE.

Estou por um teste do sofá pra ser confirmado no Blog do Flamengo no GE.

Domingão sem futebol te deprime? Então finja que estão jogando Botafogo e Vasco na TV, e boa soneca.

Do mundial rubro-negro de 81, só me lembro de ter passado o 2º tempo inteiro batendo papo com meu pai, porque a fatura já estava liquidada.

O problema com a renovação do Léo Moura é que acabou a tinta da caneta, e o gás do jogador.

Ô, Léo Moura: até o Richarlyson teve a hombridade de se aposentar!

"O Flamengo tem que se decidir logo." - Eduardo Uram
Então diga de uma vez quanto o Léo Moura está disposto a pagar pra jogar em 2015, ora!

Se o Léo Moura reúne condições pra mais uma temporada?
Do jeito que ele vem jogando, com o freio de mão puxado, joga fácil até 2018.

Marquinhos e Gilson Kleina recusaram a proposta do Vasco porque ser auxiliar-técnico do Eurico Miranda ninguém merece, né?

Se eu sou o Rodrigo Caetano acabo com a frescura, e baixo uma ordem na Gávea pra 2015: corte de cabelo só igual ao do Kim Jong-un.

O Léo Moura jamais será citado no perfil @vaievem_futebol por com ele ou vai ou vem. Ir e vir foi só até 2011.

"Agentes analisam melhor vitrine para Dudu, novo 'queridinho' do mercado."
Olha aí um novo Carlos Eduardo pintando na área...

Treinador o Vasco já tem.
Agora só falta o time.

Conselho pro Léo Moura: se aposenta rápido, antes que o Pará chegue e diga que ganhou a sua vaga.

A Xuxa não renovou com a Globo porque já aturou todo tipo de baixinho, menos o salário.

E a Polícia Civil acabar de dar batidas no Botafogo e no Fluminense pra investigar os desmanches.

E nada mais escrevo, que o teclado tá sem tinta.

(Ás do quinta-colunismo esportivo, Rúbio Negrão, vulgo Rubro-Negão Trolhoso, vulgo RNT, é cria dos juniores do blog da Flamengonet, e aceita doações de camisas oficiais novas do Flamengo no tamanho G.)

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Resenha do livro a.Z.--d,Z.: o Flamengo e o mundo antes e depois de Zico, de Aldizio Tabosa e Marcelo Rosenthal (Rio de Janeiro: Editora Maquinária, 2014)


Zico é um marco na história do Flamengo. Foi com o Galinho em campo que o Flamengo conquistou quatro títulos brasileiros (1980, 1982, 1983, 1987), uma Libertadores e o Mundial Interclubes (1981) e sete Cariocas (1972 — campeonato em Zico disputou poucos jogos como reserva — 1974, 1978, 1979-!979 Especial, 1981 e 1986), além de outros torneios nacionais e internacionais.
O a.Z.--d,Z. : o Flamengo e o mundo antes e depois de Zico presta uma homenagem a Zico narrando historias de torcedores em jogos do Flamengo em 1968, 1972, 1978, 1985, 1987. 1995, 2000, 2004 e 2007. O grande diferencial do livro é relembrar o que acontecia na vida do maior ídolo rubro-negro e destacar fatos históricos, culturais e esportivos ocorridos no ano de cada partida, entrelaçando futebol, teatro, cinema, música, literatura, novelas de TV e vários esportes (entre eles automobilismo, vôlei, basquete nas Olimpíadas).
Só na primeira história (que acontece em 1968), o Flamengo perde. Entre as décadas de 1970 e 2000 são narradas vitórias do Mengão.
Gostei muito da história da família que vai ao Maracanã ver a final da Taça GB de 72 e presencia a atuação de Zico na preliminar fazendo dois gols no Tricolor e o show que o Flamengo de Liminha, Caio Cambalhota, Doval e Paulo Cesar Caju deu no Flu.
A história do menino que confessa ao pai vascaíno que virou Flamengo na final do Carioca de 78 e fica super feliz com o mítico gol de Rondinelli no Vasco também me emocionou.
Fiquei arrepiada com a aventura e raça de dois rubro-negros para curtir a vitória do Mengão na semifinal do Brasileiro de 87 em pleno Mineirão superando as condições mais adversas para ver Zico, Bebeto e Renato Gaúcho e Cia depenarem o Galo Mineiro.
Ri muito com a história do torcedor rubro-negro que briga com a namorada para bebemorar uma goleada do Fla no Bota em 85 e encontra seu verdadeiro amor graças à paixão pelo Mengão. A narrativa explora os vários sentidos da palavra “decisão”.
Também me diverti com a história de um flamenguista no velório de um vascaíno no dia da final do Carioca de 2004.
Foi bom recordar a vitória na Taça GB contra o Bota em 1995, uma goleada em que o Flamengo venceu o Vasco por 4 a 2 no mesmo ano e a conquista do Carioca em 2000 em divertidas histórias.
O humor também impera na história que fecha o livro narrando a despedida de solteiro de um flamenguista durante a arrancada do Mengão no Brasileiro de 2007, saindo da zona de rebaixamento e chegando ao G4.
Só senti falta de uma história que relembrasse uma das grandes conquistas do Flamengo entre 1980 e 1983. Apesar disso, gostei do livro.

Assim, como é ressaltado na orelha do livro, no prefácio assinado por Zico e no comentário de Paschoal Ambrósio Filho em comentário na contracapa da obra, com uma mistura de drama, romance e aventura e muita criatividade, Aldizio Tabosa e Marcelo Rosenthal homenageiam Zico traçando um painel da vida de nosso maior ídolo, relembrando jogos e conquistas do Mengão no contexto histórico-cultural e esportivo em que estas ocorreram. Por isso, convido o leitor a entrar no túnel de tempo de a.Z,--d,Z,, , mais uma obra que reverencia merecidamente o maior jogador da história rubro-negra e um dos maiores ídolos do futebol mundial. 

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Calúnia do Rúbio Negrão

Sejemos cinseros e analfabéticos: mais uma vez chegamos àquela época do ano, deliciosa para uns, irritante para outros, em que o boato passa a ser uma prática aceitável, e até encorajada.

Ou os leais detratores acham que durante as férias futebolísticas os jornais venderão exemplares ostentando manchetes do tipo “Fla está com contas quase em dia” e “Vasco consegue doação de dois caminhões-pipa”?

Quantos page views os sites esportivos gerariam cobrindo as férias do Amaral ou as novas tiradas do Joel Santana?

De modo que a alternativa que o profissional da mídia esportiva tem para não perder o emprego por falta do que fazer é “apurar” das suas “fontes secretas” quais seriam as negociações “mais quentes” do “mercado da bola”.

E por “fontes secretas” entendam o que quiserem, desde “redatores de programas humorísticos”, passando por “criadores de pegadinhas”, até simples “desocupados que morgam na internet”.

Cenão vejemos e erremos: já montei uns quatro ou cinco timaços diferentes do Flamengo só com as “informações” que leio diariamente nas redes sociais e antissociais. Cada novo vídeo de jogadores a que assisto me dá a certeza de que finalmente nasceu um novo Zico, e de que Pelé não passava de um enganation adulado pela mírdia escrotiva paulicha.

Bobagem, bem sei. Só há duas fórmulas infalíveis para se montar um elenco forte e equilibrado, e a primeira delas é saber que não há fórmulas infalíveis para se montar um elenco forte e equilibrado, porque mesmo quando um determinado atleta fez uma temporada exuberante numa equipe de menor expressão, certamente no Flamengo ele sentirá a pressão da torcida, o peso do sacrossanto manto, e o cansaço de ter que voltar toda hora lá da ponta esquerda pra cobrir o Léo Moura.

Ou seja, a primeira fórmula exige pensar pequeno.

Já a segunda fórmula infalível para se montar um elenco forte e equilibrado é ter grana, muita grana pra contratar jogadores igualmente infalíveis, como Robben, Neymar e Cris Ronaldo pro ataque, Schweinsteiger, Pirlo, Iniesta e Messi pro meio, David Luiz, Piqué e Lahm pra defesa, e o Neuer pro gol.

Daí, a segunda fórmula exige pensar grande.

Assim sejendo, em português horrendo, todo e qualquer diretor de futebol que se preze precisa entender que um atleta pode defender um clube anos a fio sem receber salários e direitos de imagem, e mesmo após a sua aposentadoria levar outros tantos anos a fio pra recebê-los, mas quando esse mesmo atleta se transfere pra um novo time sempre acaba custando uma bela grana, mesmo quando “vem de graça”.

Duplex Toc Zen

1 - Ecos do Brasileirão: Ano que vem, dos times itinerantes de divisão, Atlético-MG, Corinthians, Fluminense, Grêmio, Palmeiras e Vasco disputarão a Série A, enquanto o Botafogo voltará para a Série B.

2 - Justiça corrupta: Se o Luiz Antônio tivesse derrotado o Flamengo na Justiça do Trabalho, e ido jogar no Palmeiras, o time paulista teria caído.

3 - No início do ano, o Luiz Antônio perdeu tempo tentando sair do Flamengo à base de processos: Bastou ele voltar jogar a sua bolinha ridícula, e pronto: tá fora!

4 - Aceitam um queijinho?: Como o Flamengo já teve muito atacante sem brie que não sabia fazer gouda, por que não experimentar o Pratto? #TrocadalhoDoCarilho

5 - “O que me deixou ressabiado? Falta de gols [do Pratto] nos maiores jogos - River, Boca, Racing, Independiente, Estudiantes, San Lorenzo... Os maiores ali foram os Argentinos Jrs. e o Newells Old Boys.” – Gustavo Brasília: Então tá tudo em casa, Gustavo, porque no Brasileirão quase todos os times são pequenos.

6 - Não sei se o Fred tem uma pegada forte: Mas, pelo que revelou o Tiago Neves, tem uma manjada poderosa.

7 - Primeira lição: O Flamengo ficou na Série A porque time grande não cai.

8 - Segunda lição: Palmeiras, Fluminense, Atlético-MG e Corinthians ficaram na Série A porque time pequeno não cai sempre.

9 - Peço apenas um esclarecimento: Se o Pará vier pra Gávea, em quanto a dívida do Grêmio com o Flamengo será aumentada?

$ - Só digo uma coisa: É muito injusto os valorosos Blues fazerem das tripas coração pra pagar as dívidas rubro-negras, enquanto o Grêmio se livra de um baita prejuízo cedendo o desvalorizado Pará.

11 - Enquanto isso nas Laranjeiras, Waltinho anda desesperado com a debandada da Unimed: Porque o sonho acabou.

12 - Alguém avisa lá pro FluminenC: Não, o SUS não oferece plano pra cobrir contratação superfaturada.

13 - “Empresário sobre Léo Moura: ‘Falta assinar, mas a caneta está sem tinta’”Tinta a caneta tem, só que ela também não consegue mais descer pra ponta.

14 - Dica pro Pico perder 15kg em um dia: Basta esquecer de buscar o filho de 3 anos na escola.

15 - Flamengo usará jogadores como moeda de troca:

Felipe: “Rublo-negro”

Léo Moura: “Coroa enxuto”  

Luiz Antônio: “Peso morto”

Thomas: “Franco-atirador”

Matheus: “Meia pataca”

16 - Twitter Cassetadas da semana (em tempo real só em @rubionegrao)

E o Palmeiras deixou escapar o tri da Série B.

"A vingança é um Pratto que se come frio", já dizia o Waltinho.

Pará com isso, Luxa!

Se você acha o cabelinho do Pará ridículo é porque ainda não viu o futebol dele.

Inteligente a estratégia dos Blues de ameaçar a torcida com Pará. Assim, quando o Léo Moura renovar por 5 anos terá torcedor soltando fogos.

Além de Pará e Recife, pra dominar o Brasil, o Fla tem que contratar Ceará, André Bahia, Maranhão, Marcelinho Paraíba e Marquinhos Paraná.

FICA, LÉO MOURA!

E nada mais negocio.

(Ás do quinta-colunismo esportivo, Rúbio Negrão, vulgo Rubro-Negão Trolhoso, vulgo RNT, é cria dos juniores do blog da Flamengonet, e aceita doações de camisas oficiais novas do Flamengo no tamanho G.)

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Resenha do livro 100 anos de bola, raça e paixão

          O livro 100 anos de bola, raça e paixão: a história do futebol do Flamengo, de Arturo Vaz, Celso Júnior e Paschoal Ambrósio Filho (Rio de Janeiro: Maqunária, 2012) é interessante para os rubro-negros de todas as gerações. Cada capítulo da obra trata de uma década da história do Mengão com linguagem clara e objetiva e trechos de artigos de jornal que mostram a linguagem da época retratada descrevendo lances, partidas e exaltando jogadores e técnicos marcantes da história do clube fazendo o leitor viajar no tempo. Destaco a seguir os pontos principais de cada capítulo.
       Foi muito legal ler sobre a importância de Alberto Borgerth e nomes como Baena, Nery, Amarante, Gallo, Gustavo, Lawrence, Píndaro, Arnaldo, Baiano para a fundação do futebol rubro-negro ao saírem do Flu no fim de 1911; muito bom saber mais sobre a disputa do primeiro carioca em 1912 com Gustavo de Carvalho marcando o primeiro gol rubro-negro em goleada de 15 a 2 contra o Mangueira e ter mais informações sobre a conquista dos primeiros títulos cariocas em 1914 e 1915.
      Adorei saber mais sobre a conquista do Campeonato Carioca de 1920 para impedir o tri carioca do Flu. Gostei de ler sobre o jogo em que o Flamengo quebrou o jejum de quatro anos sobre o rival com a vitória por 2 a 1 com os gols do Flamengo sendo marcados por Sidney Pullen e Junqueira com passe de Sidney. O livro também trata do bicampeonato carioca em 1921 e fiquei encantada com o desempenho de Nonô e Candiota no campeonato. Nonô também foi artilheiro do Flamengo em meados da década de 20 e na conquista do Carioca de 1925. Fiquei impressionada com a raça de Moderato na conquista dos campeonatos cariocas de 25 e 27.
       O livro trata com detalhes da complicada década de 1930. Ressalto o fim da década marcado pelas contratações de Domingos da Guia e Leônidas da Silva e a conquista do título carioca de 39.
          A década de 40 é marcada pela conquista do primeiro tricampeonato carioca (1942-1943-1944) com craques como Domingos da Guia (ate 43), Zizinho, Jaime, Biguá, Bria, Pirillo, Vevê e o herói Valido marcando o gol da vitória por 1 a 0 na final contra o Vasco na final do Campeonato Carioca de 44.
Na década de 50, cabe exaltar a conquista do segundo tricampeonato carioca (1953-1954-1955) e o time conhecido como “Rolo Compressor”, que contava com Garcia (Chamorro), Jadir, Pavão, Jordan, Dequinha, Rubens, Evaristo, Paulinho, Índio, Esquerdinha, Benitez, Zagallo, Dida. Evaristo marcou o gol da vitória no primeiro jogo da final do Campeonato de 55 contra o América; no segundo jogo o time rubro venceu por 5 a 1 e no terceiro jogo da decisão o Flamengo venceu por 4 a 1 com três gols de Dida e um de Duca.
Na década de 60, ressalto a conquista do Torneio Rio-São Paulo em 61 com craques como Joubert, Carlinhos, Gérson, Henrique, Dida o Mengão (competição na qual venceu a final contra o Corinthians por 2 a 0, gols de Dida e Joel); as conquistas dos Campeonatos Cariocas de 63 (marcada pelas defesas do goleiro rubro-negro Marcial no empate em 0 a 0 na final contra o Flu) e de 65 (ano em que o Flamengo foi campeão com uma rodada de antecedência ao vencer o Flu por 2 a 1, gols de Neves e Silva, o grande destaque rubro-negro na competição), que marcaram a infância de Zico e Junior; o início de Zico nas divisões de base do Mengão em 67; como o urubu virou símbolo do clube em um jogo contra o Bota em 69.
Na década de 70, são marcantes a estreia de Zico no time profissional do Flamengo em 1971; as conquistas do Carioca de 72 com craques como Liminha, Doval, Caio Cambalhota e Paulo Cesar Caju (com o Fla ganhando do Flu por 5 a 2 na final da Taça GB com um gol de Liminha, três gols de Caio e um de Doval e derrotando o Tricolor de novo na final do Campeonato por 2 a 0, gols de Doval e Caio) e do Carioca de 1974, o primeiro título de Zico e Júnior, Jaime e Geraldo como profissionais (a primeira conquista do Galinho como titular do time principal do Mengão)  com empate em 0 a 0 na final contra o Vasco; os primeiros passos da geração de ouro do fim dos anos 70 e início dos anos 80, a morte de Geraldo em 1976; o tri carioca de 78-79-79 Especial: o gol de Rondinelli na vitória por 1 a 0 na final contra o Vasco no Carioca de 1978, o brilho de craques como Zico, Júnior, Raul, Adílio, Uri Geller, Cláudio Adão, Carpeggiani e Tita. Houve dois campeonatos cariocas em 1979 e, em fase espetacular, o Mengão venceu ambas as competições. Na primeira, o Flamengo empatou com o Botafogo em 2 a 2 na final do Campeonato Especial com dois golaços de Zico. Na segunda, mesmo desfalcado do Galinho de Quintino, que não jogou o terceiro turno, o Flamengo venceu o Vasco por 3 a 2 com dois gols de Tita e um contra de Ivan, e empatou com o Botafogo em 0 a 0, sendo tricampeão carioca com uma rodada de antecedência.
Na década de 80, são fundamentais as conquistas do Campeonato Brasileiro de 80 (nas duras finais contra o Atlético Mineiro com derrota de 1 a 0 para o time mineiro com gol de Reinaldo no primeiro jogo no Mineirão e a eletrizante vitória rubro-negra por 3 a 2 no Maracanã com dois gols de Nunes e um de Zico para o Fla e dois gols de Reinaldo para os mineiros), a conquista da Libertadores em 81 (ao vencer o Cobreloa por 2 a 1 no Maracanã com dois gols de Zico no primeiro jogo, ao perder para o time chileno por 1 a 0 e sofrer com a violência do zagueiro Mário Soto na segunda partida e vencer o terceiro jogo por 2 a 0 com dois golaços de Zico , um de virada e outro de falta no terceiro jogo ), do Estadual no mesmo ano (vencendo o Vasco por 2 a 1 no terceiro jogo da final do Carioca com gols de Adílio e Nunes), a morte de Coutinho e a consagração com o título do Mundial em 81 derrotando o Liverpool por 3 a 0 com dois gols de Nunes e um de Adílio e grande atuação de Zico. Foi exatamente no início da década de 80 que escolhi ser Flamengo encantada com o timaço formado por: Raul, Leandro, Mozer, Marinho, Andrade, Adílio, Zico, Tita, Nunes e Lico.
Ressalto ainda a conquista dos Brasileiros de 82 (marcado por viradas épicas contra times como São Paulo, Inter destacadas no livro e pela a difícil decisão contra o Grêmio com empate em 1 a 1 no primeiro jogo com o gol rubro-negro sendo marcado por Zico, empate em 0 a 0 na segunda partida e vitória do Flamengo no terceiro jogo no Olímpico com vitória rubro-negra por 1 a 0 com gol de Nunes com passe de Zico) e de 83 (competição em que o Flamengo decidiu o título contra o Santos e perdeu o primeiro jogo da final no Morumbi por 2 a 1, mas brilhou no Maracanã ao vencer o time paulista por 3 a 0 com gols de Zico , Leandro e Adílio.
      Também foram marcantes a dor da torcida com a ida de Zico para Udinese em 83; a ida de Júnior para o Torino e a perda de Figueiredo em 1984, a volta de Zico e a grave contusão no joelho em 85; a luta do camisa 10 rubro-negro para voltar a jogar no Carioca de 1986 e a estreia no Campeonato com o Flamengo goleando o Flu por 4 a 1 com três gols de Zico e um de Bebeto. Começaram a aparecer novos talentos como Jorginho, Bebeto, Aldair, Zinho e Zé Carlos que juntamente com Leandro Andrade, Zico, Júlio César Barbosa e Sócrates levaram o Flamengo a conquistar o Campeonato Estadual de 86, derrotando o Vasco por 2 a 0 (gols de Bebeto e Júlio César Barbosa) na final. Vale lembrar que Zico ainda estava com problemas no joelho e jogou poucas vezes.
Em 87, o time (que agora também contava com Leonardo na lateral esquerda. Edinho e Renato Gaúcho) ganhou o Campeonato Brasileiro pela quarta vez ao derrotar o Atlético MG no primeiro jogo da semifinal por 1 a 0 no Maracanã (gol de Bebeto) e vencer no Mineirão por 3 a 2 (gols de Zico, Bebeto e Renato Gaúcho para o Flamengo e de Chiquinho e Sérgio Araújo para os mineiros) e empatar com o Inter em 1 a 1 no primeiro jogo da final no Beira Rio e vencer por 1 a 0 (gol de Bebeto) no segundo jogo no Maracanã.
    Júnior voltou da Itália em 1989 e passou a jogar no meio-campo. Em dezembro do mesmo ano Zico fez seu último jogo oficial pelo Fla em Juiz de Fora, O Fla derrotou o Flu por 5 a 0. O Galinho deixou sua marca: um gol de falta. No dia 6 de fevereiro de 1990, Zico fez sua despedida do Flamengo em linda festa no Maracanã.
     Em 90, o Mengo ganhou a Copa do Brasil pela primeira vez ao derrotar o Goiás por 1 a 0 (gol de Fernando).
       Em 91, com Gilmar no gol e contando com o talento de Marcelinho e Paulo Nunes e nomes como Charles Guerreiro, Gottardo, Junior Baiano, Piá, Nélio, Uidemar, Gaúcho e Zinho., o Fla conquistou o Campeonato Estadual, vencendo o Fluminense por 4 a 2 (gols de Uidemar, Gaúcho, Zinho e Júnior para o Mengão e Ézio para o Flu).O técnico era Carlinhos.
     No ano seguinte, também sob o comando de Carlinhos e com a liderança de Júnior, o Flamengo sagrou-se Pentacampeão brasileiro. A disputa do título foi contra o Botafogo e o Mengão venceu o primeiro jogo da final por 3 a 0 (gols de Júnior, Nélio e Gaúcho) e empatou o segundo em 2 a 2. (gols de Júnior e Júlio César para o Fla).
     Em 96, o Flamengo foi campeão estadual invicto. O time formado por Roger (Zé Carlos), Alcir (Zé Maria), Jorge Luís, Ronaldão, Gilberto, Mancuso, Márcio Costa, Nélio, Marques, Sávio e Romário ganhou os 2 turnos (conquistou a Taça Guanabara, vencendo o Vasco por 2 a 0 — gols de Romário e Sávio — e ganhou o segundo turno ao empatar com o Vasco em 0 a 0). Foi o quarto título estadual invicto da história do clube de maior torcida do país.
     Em 1999, o Flamengo ganhou a Taça Guanabara. O adversário foi Vasco, que tinha a vantagem do empate. Mas deu Mengão. Athirson — aproveitando o passe de Iranildo numa jogada que fez jus à tradição rubro-negra pela garra e categoria — abriu o placar no início do jogo e Romário ampliou com um belo gol de canhota minutos depois. O Vasco ainda diminuiu numa cabeçada de Odivan, mas o Mengão soube segurar o resultado. Mas a festa estava só começando: o Mengão conquistou o Campeonato Estadual, vencendo o Vasco, que tinha ganhado o segundo turno. No primeiro jogo, o resultado foi 1 a 1 graças ao gol de peixinho de Fábio Baiano e às defesas salvadoras do goleiro Clemer. No segundo jogo, Rodrigo Mendes cobrou bem a falta sofrida por Caio e fez o gol do título, deixando o goleiro Carlos Germano parado e a torcida rubro-negra enlouquecida. O técnico era Carlinhos.
      No fim do mesmo ano, o Flamengo ganhou a Copa Mercosul. As finais contra o Palmeiras foram pra lá de emocionantes, disputadas e com várias alterações de placar. Jogando com muita raça e sem se abater com a conturbada saída de Romário do clube, o Fla venceu o primeiro jogo por 4 a 3 — um gol de Juan, dois gols de Caio e um de Reinaldo para o Mengão e de Júnior Baiano, Asprilla e Paulo Nunes para o Palmeiras — e empatou o segundo em 3 a 3 — gols de Caio, Rodrigo Mendes e Lê para o Flamengo e dois gols de Arce e um de Paulo Nunes para o Palmeiras, dando ao Mengão mais um título internacional.
Em 2000, o Mengão venceu novamente o Campeonato Estadual. Nosso maior rival venceu a Taça Guanabara, mas o Flamengo se recuperou ¾ graças à volta de Carlinhos ao comando da equipe e à raça e à união do time ¾ e conquistou a Taça Rio ao vencer o Friburguense por 3 a 1. (Os gols do Fla foram marcados por Reinaldo, Athirson e Fábio Baiano.)
Nas finais, o rubro-negro derrotou os vascaínos por 3 a 0 ¾ gols de Athirson (em linda jogada) Fábio Baiano (de falta) e Beto (de cabeça) ¾ no primeiro jogo e por 2 a 1 no segundo ¾ gols de Viola para o adversário e de Reinaldo e Tuta para o Mengão em bela virada. Athirson, em grande forma, foi um lateral-esquerdo muito ofensivo, sendo o destaque do Flamengo no campeonato.
Em 2001, o Flamengo conquistou o quarto tricampeonato carioca da história do Clube. O Mengão ganhou a Taça Guanabara ao vencer o Fluminense nos pênaltis por 5 a 3 depois do empate em 1 a 1 no tempo regulamentar (gol de Reinaldo de falta para o Flamengo e de Marco Britto para o Fluminense). Reinaldo, Juan, Roma, Cássio em cobrança espírita (O goleiro tricolor Murilo defendeu, a bola tomou um efeito incrível e voltou para dentro do gol) e Beto marcaram para o Flamengo e Júlio Cesar pegou a cobrança de Marco Brito.
     A decisão do título carioca foi contra nosso eterno vice. No primeiro jogo, vitória vascaína por 2 a 1 (gols de Petkovic para o Flamengo e Viola e Juninho para o adversário). No segundo jogo, o Flamengo venceu por 3 a 1 em uma partida histórica e emocionante. Edílson abriu o placar com um gol de pênalti depois que Cássio foi derrubado na área. Juninho empatou ainda no primeiro tempo. Edílson marcou de cabeça o segundo gol do Flamengo após o drible e o cruzamento preciso de Petkovic. O terceiro gol (o do tricampeonato, já que o Mengão precisava vencer por dois gols de diferença para ficar com o título) foi marcado aos 43 minutos do segundo tempo numa cobrança de falta magistral de Petkovic no ângulo, à Zico. Espetacular!! Edilson foi o artilheiro da competição com 16 gols. O técnico era Zagallo.
            No mesmo ano, o Flamengo conquistou também a Copa dos Campeões, o dando ao clube o direito de disputar a Libertadores de 2002. Venceu o Bahia por 4 a 2 (dois gols de Reinaldo, um de Rocha e um de Edílson) e 2 a 0 (dois gols de Reinaldo). Empatou com o Cruzeiro em 0 a 0 no primeiro jogo e ganhou por 3 a 0 no segundo (gols de Petkovic, Edílson e Beto). O Mengão disputou o título com o São Paulo em duas partidas muito emocionantes. Na primeira, venceu por 5 a 3., Edílson marcou o primeiro gol do jogo. Luís Fabiano empatou para o São Paulo. Reinaldo desempatou para o Flamengo.. Beto marcou um golaço, ampliando o placar ainda no primeiro tempo. Na segunda etapa, Edílson fez 4 a 1. No entanto, o São Paulo reagiu e diminuiu com os gols de Rogério Pinheiro e Luís Fabiano. Mas o dia era mesmo de Edílson. O Capetinha deu um chutaço, que desviou em Rogério Pinheiro e entrou. No segundo jogo, o Fla perdeu por 3 a 2, mas levou o título graças ao saldo de gols. Kaká marcou o primeiro gol do São Paulo ainda no primeiro tempo. Juan empatou, ao marcar um gol de cabeça, aproveitando a cobrança de falta de Petkovic. Pet marcou um golaço de falta, virando o jogo. Quase no final, França ainda marcou os outros dois gols do São Paulo. Porém, a taça e a vaga na Libertadores ficaram com Flamengo.
          O livro destaca ainda a conquista do Carioca de 2004. O Flamengo conquistou a Taça GB, vencendo o Vasco por 2 a 0 na semifinal com grande atuação de Felipe, que marcou o primeiro e contribuiu juntamente com Zinho para o segundo gol, marcado por Henrique, e depois derrotando o Fluminense por 3 a 2 — gols de Fabiano Eller , Jean e Roger para o Fla e Antônio Carlos e Henrique (contra) para o Flu — na final, o que deu ao Fla a vaga na decisão contra o Vasco, que venceu a Taça Rio. Venceu o arquirrival ¾e eterno vice!¾ por 2 a 1 no primeiro jogo. Os gols rubro-negros foram marcados por Rafael e Fabiano Eller e Wescley descontou nos acréscimos. No segundo jogo, o Mengão tomou o gol logo no início, mas virou o placar com três gols do inspirado artilheiro Jean garantindo o título.
        Em 2006, o Flamengo conquistou a Copa do Brasil ao derrotar o Vasco na final. Venceu o primeiro jogo por 2 a 0 (um golaço de Obina no ângulo e outro de Luizão de cabeça, após cruzamento perfeito de Léo Moura) e o segundo por 1 a 0 (gol de Juan, aproveitando novo passe de Léo Moura ),fechando o caixão do hexa vice.
       Em 2007, o Mengão conquistou o 29º título carioca. Ganhou a Taça Guanabara, vencendo o Vasco nos pênaltis na semifinal após o empate em 1 a 1 (gol de Obina, que se machucou seriamente e ficou meses sem jogar) e o Madureira na final. Depois de perder o primeiro jogo por 1 a 0, o Flamengo venceu o segundo jogo por 4 a 1 (dois gols de Souza, um de Renato Augusto — um golaço — e outro de Renato Abreu. Decidiu o titulo contra o Botafogo em dois empates eletrizantes em 2 a 2. No primeiro jogo da final, o Botafogo começou vencendo por 2 a 0 (gols de Lúcio Flávio e Dodô), mas o Fla empatou no segundo tempo (gols de Renato e Souza). Na grande final, o Mengão saiu na frente com Souza, o Botafogo fez 2 a 1, mas Renato Augusto acertou uma bomba de fora da área e empatou com um golaço, levando a decisão para os pênaltis. O goleiro Bruno foi o grande herói da decisão ao defender duas cobranças do time alvinegro e Léo Moura acertou o último pênalti, levando a taça para a Gávea.
O Mengão venceu a Taça Guanabara de 2008. Depois de derrotar nosso eterno vice por 2 a 1 de virada (gols de Fábio Luciano e Ronaldo Angelim) na semifinal, o Flamengo bateu o Botafogo também por 2 a 1 em um jogo emocionante e marcado por expulsões. O time alvinegro saiu na frente, mas o Flamengo empatou com um gol de pênalti cobrado por Ibson, já que Fábio Luciano foi claramente agarrado na área. O Fla virou o jogo com um golaço de Diego Tardelli. O Botafogo ainda meteu uma bola na trave no fim da partida, garantindo ao Mengão a conquista da taça GB.
      O Botafogo venceu a Taça Rio e decidiu o titulo carioca com o Flamengo. O Mengão venceu o primeiro jogo da final por 1 a 0, gol de Obina após passe de Tardelli no fim do segundo tempo. No segundo jogo da decisão o Mengão ganhou por 3 a 1. O alvinegro saiu na frente depois do frango de Bruno na cobrança de falta de Lúcio Flávio, mas no segundo tempo, com a entrada de Obina e Diego Tardelli, o Mengo, melhor em campo, virou o jogo. Obina empatou de cabeça após a cobrança de falta de Juan. Em bela jogada do lateral esquerdo Juan, Diego Tardelli desempatou e no fim do jogo ainda deu passe para Obina fazer mais um, coroando o bicampeonato carioca e fazendo o Mengão conquistar o 30º título carioca de sua história e se igualar ao Flu em número de títulos estaduais.
Em 2009, o Flamengo venceu a Taça Rio derrotando o Botafogo por 1 a 0 com gol contra do zagueiro alvinegro Emerson e decidiu o campeonato contra o próprio Bota, vencedor da Taça GB. O primeiro jogo da final do Carioca de 2009 foi emocionante: 2 a 2. O Mengão saiu na frente com o pênalti cobrado por Juan, o Bota empatou na cobrança de falta de Juninho. Reinaldo virou o jogo e o Mengão empatou na raça (Willians chutou e Emerson mais uma vez fez gol contra). O Mengão conquistou o quinto tricampeonato carioca da história vitoriosa do clube (2007-2008-2009), ao vencer o alvinegro pelo terceiro ano seguido. Num jogo emocionante e digno de uma final, Flamengo e Bota empataram novamente em 2 a 2. Klebérson fez 2 a 0 para o Mengão (marcando um gol de cabeça e um golaço de fora da área!) no primeiro tempo, mas o Bota reagiu e empatou o jogo, levando a decisão para os pênaltis. O goleiro Bruno foi o grande herói da final, já que além de pegar um pênalti no tempo normal ainda defendeu duas cobranças do time alvinegro na decisão por pênaltis. Léo Moura acertou a quarta cobrança, levando a taça para a Gávea. Assim, o Mengão conquistou seu 31º título carioca e superou o Flu em número de títulos estaduais.
A maior alegria do ano de 2009 veio com o Hexacampeonato Brasileiro 17 anos depois do Penta! Contando com atuações brilhantes de Petkovic e o faro de gol de Adriano, que voltaram ao Flamengo, e também com Bruno, Léo Moura, Everton (Juan), Ronaldo Angelim, Maldonado e Zé Roberto, sob o comando de Andrade ,o Flamengo saiu do 11 º lugar e , numa arrancada espetacular, venceu doze jogos, empatou quatro e perdeu apenas um, derrotando vários adversários inclusive em clássicos  contra Santos, São Paulo, Palmeiras. No jogo contra o Palmeiras no Parque Antártica, o Pet teve uma atuação extraordinária, marcando dois gols. O primeiro foi um gol de placa: após a tabela com Juan, Pet driblou dois jogadores, trocou a bola de pé e chutou no ângulo de Marcos. O segundo foi um gol olímpico.
No jogo contra o Atlético-MG, Pet repetiu a dose. O Mengão conquistou uma vitória sensacional em pleno Mineirão lotado. Pet marcou um lindo gol olímpico. Maldonado marcou seu primeiro gol com o Manto, fazendo 2 a 0. O Atlético diminuiu com Ricardinho, pressionou, mas o Imperador fez o terceiro gol de cabeça e garantiu a importante vitória rubro-negra. Na penúltima rodada, o Flamengo derrotou o Corinthians por 2 a 1 (gols de Zé Roberto e Léo Moura).
Na partida final, Pet também se destacou. Foi um sufoco como sempre acontece em jogos decisivos contra o Grêmio. O Flamengo entrou em campo lento e tenso demais e os reservas do tricolor gaúcho acabaram saindo na frente com o gol marcado por Roberson, aumentando a tensão da maior torcida do mundo, que lotou o Maraca e o coloriu de vermelho e preto. O Mengão empatou com um gol do zagueiro David Braz ainda no primeiro tempo, e na etapa final o Mengão virou o jogo. O genial Petkovic cobrou o escanteio com perfeição e colocou a bola na cabeça de Ronaldo Angelim, que marcou o gol do título.
        O livro também trata da conquista invicta do título do Campeonato Carioca de 2011 com o Flamengo contando com jogadores como o goleiro Felipe, Angelim, Willians, Thiago Neves e Ronaldinho Gaúcho. Depois de empatar com o Botafogo por 1 a 1 na semifinal da Taça GB em 1 a 1 (com gol de Ronaldo Angelim para o Fla após cruzamento de Thiago Neves e ganhar a vaga na final nos pênaltis com grande atuação de Felipe, que pegou dois pênaltis), o Flamengo enfrentou o Boavista na decisão e conquistou a Taça GB ganhando o jogo por 1 a 0 com um golaço de falta de Ronaldinho Gaúcho. Na Taça Rio, o Flamengo empatou em 1 a 1 na semifinal (gols de Rafael Moura abrindo o placar para o Flu e Thiago Neves para o Fla), levando a decisão da vaga na final para os pênaltis. O Flamengo venceu por 5 a 4 e conquistou a vaga na final do turno com o Vasco. O jogo entre Mengão e nosso eterno vice acabou empatado em 0 a 0. O jogo foi decidido nos pênaltis. O Vasco errou três cobranças e o Flamengo uma. Thiago Neves acertou a última cobrança e garantiu o título rubro-negro.
       O livro vai até 2012 e relembra o jogo memorável entre Flamengo e Santos pelo Brasileiro daquele ano. O Santos saiu na frente com dois gols de Borges e um golaço de Neymar. O Flamengo reagiu com um gol de Ronaldinho após cruzamento de Luiz Antônio e outro de Thiago Neves aproveitando cruzamento de Léo Moura. Deivid empatou o jogo: 3 a 3. No segundo tempo. Neymar fez mais um. No segundo tempo, Ronaldinho desempatou com cobrança de falta rasteira magistral enganando a barreira santista e após receber belo passe de Thiago neves ainda fez o gol da vitória rubro-negra por 5 a 4. Virada mágica e histórica!
     Frases de nomes como Mário Filho, Nelson Rodrigues, Bussunda, José Lins do Rego, Artur da Távola e Lamartine Babo exaltando o Flamengo fecham cada capítulo do livro.
        A obra apresenta ainda fichas sobre os cem maiores jogadores da história do Mengão e uma lista dos cem grandes jogos da história do Clube.
     O livro tem ainda um ótimo projeto gráfico com ilustrações e fotos de qualidade de técnicos, jogadores, torcedores e todos os times campeões pelo Flamengo. Gostei muito dos quadrinhos de Marcos Costa representando o gol decisivo de Nunes contra o Atlético-MG na final do Brasileiro de 1980 e o gol do Pet que deu ao Mengão o tri carioca em 2001.

        Fruto de uma pesquisa séria e criteriosa dos autores, esse livro não pode faltar na biblioteca de qualquer flamenguista que queira informar-se sobre a história de seu clube de coração.

domingo, 7 de dezembro de 2014

O QUE NOS RESERVA O FUTURO?

Último jogo de 2014.

Porto Alegre, domingo, dia 7 de dezembro, popular HOJE.

Calorão de 35 graus e Flamengo (só com reservas) e Grêmio, altamente desinteressados, dentro de campo.

Só podia dar no que deu. 

Um joguinho chato e chinfrim, que terminou empatado em 1 x 1.

O que será do Flamengo em 2015?

O que nos reserva o futuro?

Levando-se em consideração a "filosofia" de nossa diretoria, teremos mais um ano com um time ruim, que, num joguinho aqui, outro ali, poderá nos dar algumas poucas alegrias.

Igualzinho 2013 e 2014.

O negócio é pagar as dívidas (isso na cabeça da cartolagem).

Esquecem, às vezes, que dirigem um clube de futebol, com a maior torcida do mundo.

Dentro de campo, devem contratar alguns jogadores fraquinhos e outros medianos.

Uns serão verdadeiras piadas, que nos deixarão fulos de raiva.

Com certeza, "empresários amigos" devem encaixar alguns de seus pupilos na Gávea.

Um ou outro poderá dar certo.

Craques consagrados? Duvideodó, como diria a minha avó.

Só não tenho pena do Luxemburgo porque ele ganha muito bem para ocupar o cargo que ocupa. Mas que o Pofexô vai se aborrecer um bocado, disso não tenho dúvida.

A Nação merece ser feliz
Tenho pena é da Nação, que deve sofrer mais um ano, arrancar os cabelos pelas raízes.

A Nação merece um time digno de vestir o Manto Sagrado.

Bem, não quero ser totalmente sombrio e negativista. 

Espero, com sinceridade, queimar a língua.

Além do mais, existe uma esperança.

Em 2015, terá eleição no Flamengo.

Ou os atuais dirigentes armam um bom time, apesar das dívidas (que eu acho que devem ser honradas), ou correm o risco de perder a eleição.

Títulos em 2015?

Talvez o bi do Cariocão.

Campeonato Brasileiro? É provável que tenhamos que fazer contas desde a primeira rodada, para ficar longe da "confusão".

Vamos torcer para que, hoje, eu só tenha escrito besteiras aqui no meu cantinho e que Papai Noel e São Judas Tadeu nos reservem boas novidades.

Feliz Ano Novo!

Se houver algum assunto rubro-negro digno de ser comentado, volto a escrever.

Senão, só apareço por aqui lá para o dia 5 de janeiro!

Saudações rubro-negras, Mulambada!

PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO