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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Charles Guerreiro

          Charles Natali de Mendonça Ayres, mais conhecido no Flamengo como “Charles Guerreiro” por sua raça, nasceu em Belém (PA) no dia 22/12/1963 e foi lateral-direito do Mengão entre 1991 e 1995, período em que jogou 254 partidas e marcou dois gols com o Manto Sagrado.
         O lateral-direito começou a carreira no Paysandu em 1985 e ficou no clube paranaense ate 1987, conquistando o Campeonato Paranaense em 1985 e 1987 .
       O jogador defendeu também a Ponte Preta e em 1988 foi para o Guarani, clube em que ficou até 1990 e veio do Bugre para o Flamengo no ano seguinte.
       Em 1991, junto com Júnior atuando com grande talento  no meio campo  com Gilmar no gol , Carlinhos como técnico e contando com o talento de Marcelinho e Paulo Nunes e nomes como Gottardo, Junior Baiano, Piá, Nélio, Uidemar, Gaúcho e Zinho, Charles Guerreiro ajudou o o Fla a conquistar o Campeonato Carioca. Ao empatar com o Botafogo em 2 a 2 com um gol de cabeça de Gaúcho e outro de Zinho em frango do goleiro alvinegro, o Mengão se garantiu na decisão da competição por ser a equipe com maior número de pontos no campeonato. O Flamengo conquistou a Taça Rio  vencendo o próprio Botafogo por 1 a 0 em jogo extra. Gaúcho marcou o gol da vitória rubro-negra aproveitando o cruzamento certeiro de Charles Guerreiro  evitando o tri do time da estrela solitária. Na final o Flamengo enfrentou  o Fluminense, campeão da Taça GB. Na primeira partida, o Fla-Flu terminou empatado em 1 a 1 (gols de Ézio para o Flu e Paulo Nunes para o Fla) e no segundo jogo o Mengão venceu por 4 a 2. Èzio abriu o placar para o Tricolor.  Uidemar empatou. Piá cruzou na medida para Gaúcho marcar um golaço de cabeça e virar o jogo Zinho marcou o terceiro gol rubro-negro em chutaço de fora da área. Ézio diminuiu para o Flu. O Maestro Júnior marcou o quarto gol do para o Mengão coroando sua atuação no comando da equipe.
        No ano seguinte, Charles ajudou o Mengão a conquistar um Campeonato Brasileiro. O Flamengo sagrou-se Pentacampeão Brasileiro. A disputa do título foi contra o Botafogo e o Mengão venceu o primeiro jogo da final por 3 a 0. Júnior, o maestro do time aos 38 anos, deu um chutaço de primeira e abriu o placar. Nélio, o camisa 10 da equipe, marcou o segundo gol chutando entre as pernas do goleiro alvinegro, Ricardo Cruz, e Gaúcho, de cabeça, aproveitando cruzamento certeiro de Piá, fez o terceiro. Com o Maracanã lotado pela torcida rubro-negra, o segundo jogo da final ficou marcado pela queda de parte da grade da arquibancada mantando três torcedores e ferindo mais de 90 pessoas. Mas felizmente nem tudo foi trágico. Flamengo e Botafogo empataram em 2 a 2. Júnior fez um golaço de falta antológico comemorado com euforia e paixão e Piá cruzou na medida para Júlio César Imperador fazer o segundo do Fla. (Pichetti e Valdeir marcaram para o Bota). A conquista do Penta coroou a carreira de Junior com o manto sagrado e foi muito marcante na minha adolescência. Confesso que não vi um dos jogos da final para ir ao aniversário de uma amiga e já saí da boate onde a festa foi realizada comemorando a conquista!!
         A boa fase no Flamengo fez com que Charles Guerreiro fosse convocado para alguns amistosos da Seleção Brasileira pelo técnico Carlos Alberto Parreira em 1992: Brasil 3 X 1 Finlândia , Brasil 1 X 1 Inglaterra no estádio de Wembley (o gol do Brasil foi marcado por Bebeto) e Brasil 4 X2 Costa Rica.
       A última conquista de Charles Guerreiro ((atuando como cabeça de área) pelo Flamengo foi a Taça Guanabara de 1995. Na final do primeiro turno do Carioca contra o Botafogo, Romário abriu o placar em cobrança de pênalti e, após grande jogada de Sávio, fez o segundo gol do Flamengo. Porém, o Botafogo empatou com dois gols de Adriano no segundo tempo.. Mas Romário, aproveitando grande falha do zagueiro do Bota Márcio Theodoro, que deu a bola nos pés do Baixinho, fez o terceiro e deu a vitória ao Mengão.
       Depois de sair do Flamengo ainda em 1995, Charles foi para o Vasco e no ano seguinte, jogou no Fluminense. Em 1997, o jogador defendeu o Bragantino e o Inter de Limeira. Em 1999, Charles jogou pelo Olaria.
       Em 2000, o jogador voltou ao Paysandu e conquistou outro Campeonato Paranaense.
       Em 2001, curiosamente, Charles defendeu o Remo até 2002, quando encerrou a carreira de jogador. Vale lembrar que o Remo é rival do Paysandu, clube que revelou o atleta.
       Em 2006, Charles iniciou a carreira de treinador, comandando o pequeno clube paranaense Ananindeua.
        Em 2007, Charles treinou o Remo.
         Em 2008, o ex-lateral voltou ao Estado do Rio para treinar o Cardoso Moreira.
         Em 2010, Charles finalmente teve sucesso como técnico ao comandar o Paysandu e conquistar o Campeonato Paranaense no mesmo ano.  
          Em 2011, Charles treinou o São Raimundo e o Independente-PA.
           Em 2012. Charles foi técnico do Tuna Luso. No mesmo ano, ele também voltou a treinar o São Raimundo.
         Em 2013, Charles foi treinador do Paragominas.
       Entre 2013 e 2014, o ex-lateral do Flamengo voltou a ser técnico do Remo;
       Em 2015, voltou a treinar o Paragominas e atualmente é presidente deste mesmo clube do Pará.
       Bom recordar os bons momentos de Charles Guerreiro no Mengão e saber mais sobre a carreira do ex-lateral como jogador, técnico e agora dirigente de futebol.

Fontes:
http://flapedia.com.br/Charles_Natali_Mendon%C3%A7a_Ayres
Filho, Paschoal Ambrósio. 6X Mengão. Rio de Janeiro: Editora Maquinária, 2010.

——————— ,Vaz, Arturo e  Júnior, Celso. 100 anos de bola, raça e paixão: a história do futebol do Flamengo. Rio de Janeiro: Maquinária Editora: 2012.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

MEUS PITACOS 002/2016



                Normalmente MEUS PITACOS são mais para fazer critica e todas construtivas e impessoais, dar sugestões, ou alertar nossa diretoria, pouco faço elogios, que como militar que sou, acho que o certo é o comum e o melhor é obrigação.

                Num dos MEUS PITACOS de 2015, fiz um elogio a um profissional do Flamengo, CARLOS RENATO NOVAL, e no entanto, tive algumas criticas em e-mails direcionados a mim, perguntando: O que ele ganhou?

                Portanto, hoje volto a elogiá-lo,  não só ao NOVAL, ou BIGU, como carinhosamente é chamado, mas a toda sua equipe, como Luiz Carlos Júnior, Wallace, Waltinho, Kadu, Vinicius Costa e outros.

                A quem me criticou, informo que eles não tem a obrigação de ganhar nada, e sim de revelar, e  isso eles fazem com maestria, vejam os juniores anteriores, de Matheus,  Sartorio,  e tantos outros que foram muito bem revelados no Ninho do Urubu, e agora essa maravilhosa geração de campeões da Copinha.

                Porem foge à responsabilidade e domínio deles, os garotos depois de revelados e prontos, aparecerem os “profissionais do Flamengo” que amadoramente endeusam os novos e inexperientes atletas, deixam na mão de empresários e fazem mal negócios, “queimando” os jovens, que não prosperam.

Mas a equipe de Bigu fez seu trabalho. E cumpriu com o seu dever.

Agora se não acharem que Ronaldo é o novo Pato, que Lucas Paquetá o novo Neimar, que Felipe Vizeu(como artilheiro e matador) é o novo Nunes e não tratá-los como atletas em formação no profissional, não teremos nenhum jogador dessa equipe “estourando” nem daqui há dois anos.

O trabalho com eles tem que ser mantido, é muito diferente jogar nos juniores e nos profissionais, não podemos lançar um garoto desse como solução de um problema que a própria diretoria cria ou criou.

Cuidado para não acontecer o mesmo que está acontecendo com o promissor Jorge.

Criticar, nós vamos sempre, afinal é de emoção que vive o futebol e se tudo fosse certo não teria graça.

              Vou criticar a diretoria, a presidência, o time, o árbitro, os treinadores, os preparados físicos, os preparadores de goleiros, enfim a todos, mas quando o trabalho começar a fluir bem,  dando certo, não haverão criticas e sim elogios.

                Parabéns Mengão

                Parabéns NOVAL e Equipe.                       

Ward Gusmão
Sócio Proprietário
Conselheiro

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

MENINOS, EU VI!

Meninos, eu vi!

Vi meninos jogando feito gente grande, ostentando o Manto Sagrado rubro-negro, no histórico Estádio do Pacaembu, lotado, com a maior parte da torcida em preto e branco, "meu"!

Diga-se de passagem, que apesar de ocuparem a maior parte da arquibancada, os gambás são apenas a segunda maior torcida do Brasil e a quarta ou quinta do mundo.

Meninos, eu vi!

Zé Ricardo, técnico
campeão da Copinha
Vi um time Sub-20 do Flamengo se comportando como muitos profissionais não se comportam, durante toda a Copa São Paulo de Futebol Júnior, e chegar à final contra o "poderoso" Corinthians, cuja torcida achava que teria moleza.

Tá me tirando "mano"?

Isso aqui é Flamengo!

Vi o time flamenguista ir para o vestiário, no intervalo, perdendo por 2 x 0, de cabeça erguida, pois estava jogando sério e seguindo à risca as ordens táticas do treinador Zé Ricardo, este, mais uma grande revelação rubro-negra.

Com menos de dois minutos do segundo tempo, o Flamengo teve um gol, marcado por Paquetá, anulado pelo bandeirinha, por um impedimento inexistente.

Meninos, eu vi!

Ninguém se abateu. Pelo menos não demonstrou abatimento...

Matheus Sávio
comemora o gol de empate
A rapaziada da Gávea se encheu de brio e partiu pra cima da gambazada, organizadamente, e, com gols de Trindade e Matheus Sávio, empatou em 2 x 2 uma partida que só quem não é Flamengo achava que estava perdida.

Isso tudo aconteceu em apenas oito minutos!

E aí eu vi o sol escaldante maltratar os jogadores, que não se deixaram abater, não ficaram de cabeça quente, não perderam o foco e a vontade de serem campeões. Jogaram sério e com raça, até o apito final.

Foram para a disputa de pênaltis e o Flamengo venceu a Copinha pela terceira vez.

De quebra, o atacante Thiago Vizeu foi escolhido o melhor jogador da competição.

Tem muita gente boa para o Muricy aproveitar no time de cima do Mengão.

Depois eu vi que os "mano" foram pra casa chorando e incrédulos...

Bem que tentaram ajudar o Curintia, mas a taça foi para a Gávea.

Meninos, eu vi!

E quem viu, nunca mais vai esquecer estes meninos do Flamengo!

PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO   

domingo, 24 de janeiro de 2016

LEVAMOS SEIS GOLS EM APENAS DOIS JOGOS

Coitado do Muricy!

Levamos seis gols em dois jogos!

E jogamos contra dois timecos.

Quero só ver como ele vai ajeitar essa defesa do Flamengo.

Vai ter que fazer mágica ou o clube terá que investir em um ou dois bons zagueiros, com urgência.

Muricy quer um zagueiro de alta qualidade
Vamos gastar, presidente!

Até o goleiro, Muralha, que estreava, levou um frangaço, na derrota de 3 x 1 diante do Santa Cruz, em Recife.

Guerrero, pra variar, passou em branco.

Gabriel jogou bem e com seriedade.

O time é que não se acertou ainda, do meio para a frente, mas demonstra que tem potencial.

Parece que estou falando bobagem, mas não estou.

A qualidade, do meio pra frente, repito, existe, mas continua faltando raça e compromisso a todos os jogadores rubro-negros.

Vergonhoso!

Mas a defesa... Não vejo futuro.

Vamos ver por quanto tempo o técnico Muricy Ramalho se segura no cargo.

Se ele ver que o comportamento dos jogadores não vai mudar, vai cair fora.

E olha que o ano está apenas começando.

PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO   

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

MESMOS DEFEITOS E POUCAS NOVAS QUALIDADES

Coitado do Muricy Ramalho...

No empate de ontem, no amistoso diante do Ceará, por 3 x 3, o treinador estreante viu o Flamengo cometer os mesmos erros de passe e de posicionamento da defesa, do ano passado.

Como o Flamengo erra passes!

E como nossa defesa bate cabeça!

E olha que perdíamos por 2 x 0 e viramos para 3 x 2.

Na disputa de pênaltis, Guerrero perdeu o dele e deu a tal da Taça Asa Branca, que não vale coisíssima nenhuma, ao Ceará.

Aliás, pela Seleção do Peru, Guerrero perdeu os dois últimos pênaltis que cobrou.

Voltando a falar de nossa defesa o pessoal continua batendo cabeça.

Mancuello parece que vai ser "o cara", em 2016
Juan tá velho e não consegue acompanhar atacantes rápidos.

Wallace foi responsável direto por dois gols adversários.

Jorge subia bem ao ataque e esquecia de voltar.

Aí fica bem complicado...

Emerson Sheik, pra variar, foi o destaque do jogo, junto com o estreante argentino Mancuello.

Se fora de forma, jogando só o segundo tempo, o hermano mostrou que tem uma tremenda visão de jogo e deu belos passes, imagino como jogará quando estiver fisicamente inteiro.

Tomara, né?

PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO   

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

O começo de ano rubro-negro.

A pré-temporada do futebol rubro-negro segue a todo vapor. A torcida e os jogadores estão empolgados com o técnico Muricy, aparentemente as contratações estão caindo no gosto da galera, e começam a circular as notícias das melhorias em estrutura para os jogadores, o que pode reduzir a desvantagem competitiva do clube em comparação com os rivais. Agora ou vai ou racha! 

Só fica uma dúvida: em qual torneio iremos realmente demonstrar tudo isso? A Primeira Liga, hoje um dos únicos focos de resistência ao status quo, já está sendo gravemente atacada pela milícia nacional, responsável por manter o futebol brasi7e1iro no atoleiro. Aliás, curiosamente a figura atualmente mais em evidência é um cara que tem imunidade parlamentar. Só assim mesmo. 

O combalido estadual, que por si só, já merecia ser repensado e reformulado, está um autêntico jogo de cartas marcadas. O Flamengo, refém da milícia estadual, em conluio com a milícia nacional, será obrigado a colocar o que tem de melhor pra arriscar as canelas nos rala-côcos do estado, sob pena de não ver a cor da grana, que diga-se de passagem, sempre foi alvo do olho gordo dos nanicos conterrâneos. Tudo isso pra ter a carteira batida pela turma do apito.

Pegou mal, muito mal o vídeo de divulgação do Manto 3, lindo, por sinal. O Manto, não o vídeo. A coisa já começou errada quando chamaram pra participar do vídeo um "representante" de um site que sistematicamente alfineta o Flamengo (além de outros clubes, é bem verdade). A ideia era ser engraçado? Mais fácil achar o futebol do Val... Fica a sugestão pra que esses vídeos, assim como os uniformes, passem pela aprovação dos conselheiros. Talvez evite aborrecimentos. 

Belo papel a garotada tá fazendo na Copinha. Alguns jogadores, apesar da idade, parecem ter bom potencial. Caso do goleiro Thiago, do Thiago Ennes, do Ronaldo, do Paquetá e do Felipe Vizeu. Vamos aguardar e torcer. Olho neles! 

Do campo à quadra, nosso time de basquete engrenou mesmo no NBB. 7a vitória seguida e finalmente alcançando a liderança da temporada regular. Aliás, incrível como o Flamengo, mesmo com as seguidas reformulações de elenco a cada temporada, consegue manter o mesmo alto nível. Vida longa ao Zé Neto!

Ah, sim, pra finalizar: "Framengo" is my right egg!




segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Resenha do livro Savio: dribles certeiros de uma carreira de sucesso, de Renan Koerich (Rio de Janeiro: Maquinária, 2015, 253 p, R$ 39, 90)

            Com belo prefácio de Júnior, o livro Savio: dribles certeiros de uma carreira de sucesso, do jornalista Renan Koerich narra a vida do craque do Flamengo, do Real Madrid, do Bordeaux, do Zaragoza, do Real Sociedad, da Desportiva, do Amorrthosis Famagusta (Chipre) e do Avaí. Mostra as conquistas do ex-atacante nos clubes por onde passou e também a importância da família na vida do craque: o pai tricolor Mazinho, a mãe Rovena, os irmãos, a família portuguesa (o casal Adélia e Augusto e os filhos Zé Augusto e Ana Paula) que o acolheu no Rio como filho antes de Savio morar na concentração do Flamengo, a esposa Suzana e os filhos Breno, Hugo e Lucas.
            A biografia também mostra com detalhes, boa pesquisa e linguagem jornalística como desde cedo o craque aprendeu a controlar as finanças e planejar a carreira com a ajuda da família e de João Henrique Areias, amigo do jogador e especialista em marketing esportivo. Planejou bem a carreira, estudou e se preparou para virar agente de jogadores depois de pendurar as chuteiras em 2010.
Além disso, o livro mostra bem como o  Anjo Louro da Gávea teve muita disciplina, garra e talento para driblar as dificuldades da vida e conquistar vários títulos: Campeonato Carioca, Copa Ouro Sul-Americana pelo Mengão em 1996, a medalha de bronze nas Olímpiadas de Atlanta defendendo a Seleção Brasileira no mesmo ano,  duas Ligas dos Campeões, um Mundial Interclubes (1998) impedindo o titulo vascaíno e fazendo a alegria dos rubro-negros, um Campeonato Espanhol e uma Supercopa da Espanha pelo Real Madrid, uma Copa do Rei e outra Supercopa da Espanha pelo Zaragoza e o Campeonato Catarinense pelo Avaí.
            O projeto gráfico feito por Suzana Oliveira  e as artes e a capa de Ale Pádua e Maia são ótimos e enriquecem o ótimo livro de Renan Koverick sobre a trajetória de Savio dentro e fora dos gramados do Brasil e do mundo..

            Se eu já admirava Sávio como atleta e pessoa,  agora o meu respeito e admiração pelo Anjo Louro da Gávea aumentaram ainda mais por saber como ele batalhou em campo, estudou e se planejou para ser um atleta e profissional de sucesso.. Vale a pena ler esse livro e conhecer melhor a carreira do capixaba que fez sucesso no Mengão, no futebol europeu e no Avaí com dribles, arrancadas, passes e gols inesquecíveis e hoje vive em Florianópolis usando o conhecimento e a experiência como craque de futebol para agenciar e orientar novos jogadores.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Homenagem a Fabão

            José Fábio Alves de Azevedo, mais conhecido como Fabão, nasceu no dia 15/6/1976 e jogou 86 partidas pelo Mengão entre 1998 e 2000, marcando dois gols com o Manto.
            Em 1988, Fabão conquistou o Campeonato Baiano com a camisa do Bahia e a boa atuação do zagueiro pelo Tricolor Baiano fez com que o técnico Evaristo de Macedo, técnico do time baiano e ex-jogador do Mengão, tricampeão carioca (1953-1954-1955) e ídolo do Mengão na década de 1950 e que fez parte do grupo campeão carioca em 1965, intermediasse a ida do zagueiro para o Flamengo em outubro do mesmo ano.
            Fabão conquistou os títulos do Campeonato Carioca em 1999 como titular formando boa dupla de zaga com Luís Alberto e foi reserva na conquista da Copa Mercosul no mesmo ano. Em ambos os títulos, o técnico rubro-negro era o saudoso e competente Carlinhos.
            Em 1999, o Flamengo ganhou a Taça Guanabara. O adversário foi o Vasco, que entrou de salto alto, por achar que ganharia com a vantagem do empate. Doce ilusão. Não suportaram a raça do maior time do mundo. Athirson — aproveitando o passe de Iranildo numa jogada que fez jus à tradição rubro-negra pela garra e categoria — abriu o placar no início do jogo e Romário ampliou com um belo gol de canhota minutos depois. O adversário ainda diminuiu numa cabeçada de Odivan e tentou empatar, mas o Mengão soube segurar o resultado. Nada melhor do ganhar o primeiro turno de forma invicta.
Mas a festa estava só começando: o Mengão conquistou o Campeonato Estadual, vencendo o Vasco, que tinha ganhado o segundo turno. No primeiro jogo, o resultado foi 1 a 1 graças ao gol de peixinho de Fábio Baiano e às defesas salvadoras do goleiro Clemer. No segundo jogo, Rodrigo Mendes cobrou bem a falta sofrida por Caio e fez o gol do título, deixando o goleiro Carlos Germano parado e a torcida rubro-negra enlouquecida: Flamengo 1 a 0. O placar poderia ter sido maior, mas o juiz anulou um gol de Beto, alegando impedimento. Mesmo com os desfalques de Iranildo, Leandro Machado e Romário o time rubro-negro mostrou muita raça. E ganhar no peito e na raça, honrando as tradições rubro-negras, é bom demais!! Os heróis da conquista: Clemer, (Róbson) , Pimentel,, Fabão, Luís Alberto, Ronaldo, Fabiano, Athirson, (Marco Antônio), Jorginho, (Vágner), Leandro Ávila, (Bruno Quadros), (Leonardo Inácio), (Maurinho) , Beto, Fábio Baiano, Iranildo, Caio, Leandro Machado, Rodrigo Mendes, Romário, (Marcelo Santos),( Reinaldo), (Fabiano Cabral ) .
Outra importante conquista rubro-negra em 1999 foi a Copa Mercosul. As duas partidas da decisão contra o Palmeiras foram eletrizantes.  O Mengão venceu o primeiro jogo por 4 a 3. Show de emoção e garra. Juan abriu o placar para o Flamengo. Júnior Baiano empatou para o time paulista. Asprila virou para o Palmeiras. Caio empatou e Paulo Nunes fez 3 a 2. Mas era dia do Urubu voar alto. Caio marcou outro gol e Reinaldo garantiu a vitória rubro-negra no Maracanã com belo gol de cabeça após cruzamento de Athirson. No segundo jogo na casa dos palmeirenses novo sufoco. Arce pôs o time alviverde em vantagem. Caio empatou e Rodrigo Mendes virou o jogo com um golaço. Arce empatou de falta em falha de Clemer e Paulo Nunes marcou o terceiro do Palmeiras aproveitando lançamento de Zinho. Mas o jovem Lê marcou com frieza o gol de empate e que deu o título ao Flamengo.
            Fabão jogou apenas dois jogos na Taça GB de 2000, sendo que na final da mesma, o Flamengo jogou desfalcado de Athirson — o grande destaque do Flamengo no Carioca do mesmo ano — , que não foi liberado por Vanderlei Luxemburgo, técnico da Seleção Brasileira na época. Por isso, equivocadamente o técnico rubro-negro Paulo César Carpeggiani escalou o time do Flamengo sem um especialista na lateral esquerda e com três zagueiros  —Juan, Luiz Alberto e Fabão — (este último não jogava há dois meses e meio). O erro tático do treinador com a improvisação de um zagueiro na lateral  esquerda teve consequências desastrosas: o Flamengo foi goleado pelo Vasco por 5 a 1 com três gols de Romário, perdeu o turno e Carpeggiani foi demitido.
            Mas o Flamengo se recuperou ¾ graças à volta de Carlinhos ao comando da equipe e à raça e à união do time ¾ e conquistou a Taça Rio ao vencer o Friburguense por 3 a 1. (Os gols do Fla foram marcados por Reinaldo, Athirson e Fábio Baiano.)
Nas finais, o rubro-negro derrotou os vascaínos por 3 a 0 ¾ gols de Athirson (em linda jogada) Fábio Baiano (de falta) e Beto (de cabeça) ¾ no primeiro jogo e por 2 a 1 no segundo ¾ gols de Viola para o adversário e de Reinaldo e Tuta para o Mengão em bela virada e conquistou o bicampeonato carioca com bom desempenho  de Juan e Fabão na zaga do Flamengo na Taça Rio e na decisão do Campeonato Carioca e atuações excepcionais de Clemer,  Athirson e Reinaldo em toda a competição. Reinaldo foi o vice-artilheiro da competição com 15 gols e Athirson, em grande forma, foi um lateral-esquerdo muito ofensivo, marcando 10 gols, muitos deles em clássicos, sendo o destaque do Flamengo no campeonato. A equipe rubro-negra: Clemer, Júlio César, Maurinho, Bruno Carvalho, Juan, Luís Alberto, Fabão, Athirson, Marco Antônio, Leandro Ávila, Rocha, Mozart, Fábio Baiano, Iranildo, Beto, Petkovic, Reinaldo, Leandro Machado, Tuta, Rodrigo Mendes, Roma, Lê e Lúcio.
Em setembro do mesmo ano, o zagueiro disputou a última partida pelo Mengão foi vendido para o Bétis (Espanha), clube que defendeu até 2001, ano em que foi para o Córdoba , equipe do mesmo país que o defensor jogou até 2002, quando voltou ao Brasil para jogar pelo Goiás. Pelo clube goiano, Fabão foi campeão da Copa Centro-Oeste (2002) e do Campeonato Goiano (2003).
Em 2005, Fabão foi para o São Paulo e foi campeão do Campeonato Paulista, da Libertadores e do Mundial de Clubes de 2005 e do Brasileiro de 2006. O zagueiro foi decisivo ao marcar um gol na semifinal  e outro na final da Libertadores de 2005. No primeiro jogo da semifinal, a equipe paulista venceu o River Plate por 2 a 0 (gols de Danilo e Rogério Ceni). No jogo de volta em Buenos Aires, o São Paulo venceu o time argentino por 3 a 2. Danilo abriu o placar para o São Paulo. Ernesto empatou para o River. Amoroso desempatou para a equipe paulista. Fabão fez o terceiro gol do São Paulo e Marcelo Salas descontou para o time argentino. O São Paulo venceu o Atlético-PR por 4 a 0 na grande final da Libertadores com gols de Amoroso, Fabão , Luizão e Diego Tardelli, sagrando-se tricampeão da competição sul-americana Na final do Mundial o São Paulo se tornou tricampeão mundial ao vencer o Liverpool por 1 a 0 (gol de Mineiro). No Brasileiro de 2006, o São Paulo empatou com o Atlético –PR em 1 a 1 (gol de Fabão para o São Paulo e de Cristian para o Atlético e conquistou o título da competição nacional com a vitória de 1 a 0 do Paraná contra o Inter, vice-brasileiro.
Em 2007, Fabão foi para o Kashima Antlers e conquistou no mesmo ano  a Copa do Imperador Mas jogando pelo time japonês no qual grande ídolo e genial Zico e outros brasileiros já brilharam, Fabão sofreu uma grave lesão: uma fratura na perna direita, que levou ao rompimento dos ligamentos do tornozelo.
Depois de dois meses e meio de sofrimento, Fabão foi para o Santos terminar de tratar da contusão em 2008, quando voltou a jogar. Ficou no Peixe até 2009 e foi para o Guarani  no Brasileiro do ano seguinte quando o clube de Campinas foi rebaixado para a Série B .
Em 2011, o zagueiro defendeu o time chinês Henan Jianye.
Em 2012, o zagueiro teve breve passagem pelo Comercial e em 2013 defendeu o Sobradinho (DF) e em 2014 atuou pelo Goianésia (GO).
Bom relembrar as conquistas de Fabão no Flamengo e saber mais sobre a carreira do ex-zagueiro rubro-negro no exterior, o auge da carreira do defensor no São Paulo e a trajetória do jogador em outros clubes europeus, asiáticos e brasileiros.
Fontes:
Vaz, Arturo, Júnior, Celso e Filho, Paschoal Ambrósio. 100 anos de bola, raça e paixão: a história do futebol do Flamengo. Rio de Janeiro: Maquinária Editora: 2012.



quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Rodrigo Mendes

            Rodrigo Fabiano Mendes nasceu no dia 9/8/1975 em Uberaba (MG) e teve três passagens pelo Flamengo: a primeira entre 1993 e 1995, a segunda em 1997 e a terceira— mais marcante — entre 1999 e 2000. No total, o atacante revelado nas divisões de base do Flamengo jogou 205 partidas pelo Mengão e marcou 31 gols com o Manto Sagrado.
            Na primeira passagem pela Gávea, Rodrigo fez parte do time que conquistou a Taça Guanabara de 1995 junto com nomes como Romário e Sávio.
            Em 1996, Rodrigo teve a primeira passagem pelo Grêmio e conquistou o Campeonato Gaúcho. No mesmo ano, foi para o Kashima Antlers e conquistou a J-League  e em 1997 a Saper Xerox Cup ,
Em 1997, o jogador voltou à Gávea e participou da boa campanha do Mengão comandado por Paulo Autuori no Brasileiro do mesmo ano .
 Em 1998 jogou  pelo Atlético-PR e conquistou o Campeonato Paranaense.
Em 1999, Rodrigo voltou ao Flamengo e foi fundamental para a conquista do Campeonato Carioca e da Copa Mercosul sob o comando de Carlinhos.
Nesse mesmo ano, o Flamengo ganhou a Taça Guanabara. O adversário foi o Vasco, que entrou de salto alto, por achar que ganharia com a vantagem do empate. Doce ilusão. Não suportaram a raça do maior time do mundo. Athirson — aproveitando o passe de Iranildo numa jogada que fez jus à tradição rubro-negra pela garra e categoria — abriu o placar no início do jogo e Romário ampliou com um belo gol de canhota minutos depois. O adversário ainda diminuiu numa cabeçada de Odivan e tentou empatar, mas o Mengão soube segurar o resultado. Nada melhor do ganhar o primeiro turno de forma invicta.
Mas a festa estava só começando: o Mengão conquistou o Campeonato Estadual, vencendo o Vasco, que tinha ganhado o segundo turno. No primeiro jogo, o resultado foi 1 a 1 graças ao gol de peixinho de Fábio Baiano e às defesas salvadoras do goleiro Clemer. No segundo jogo, Rodrigo Mendes cobrou bem a falta sofrida por Caio e fez o gol do título, deixando o goleiro Carlos Germano parado e a torcida rubro-negra enlouquecida: Flamengo 1 a 0. O placar poderia ter sido maior, mas o juiz anulou um gol de Beto, alegando impedimento. Mesmo com os desfalques de Iranildo, Leandro Machado e Romário o time rubro-negro mostrou muita raça. E ganhar no peito e na raça, honrando as tradições rubro-negras, é bom demais!! Os heróis da conquista: Clemer, (Róbson) , Pimentel,, Fabão, Luís Alberto, Ronaldo, Fabiano, Athirson, (Marco Antônio), Jorginho, (Vágner), Leandro Ávila, (Bruno Quadros), (Leonardo Inácio), (Maurinho) , Beto, Fábio Baiano, Iranildo, Caio, Leandro Machado, Rodrigo Mendes, Romário, (Marcelo Santos),( Reinaldo), (Fabiano Cabral ) .
Outra importante conquista rubro-negra em 1999 foi a Copa Mercosul. O Flamengo estreou na competição sul-americana vencendo o Olímpia por 2 a 1 com dois gols de Romário . Na partida seguinte, o Mengão goleou o Colo Colo por 4 a 0 com dois gols de Rodrigo Mendes, um de Romário e outro de Fábio Baiano. O Fla perdeu para o Universidad do Chile por 2 a 0 e para o Olímpia por 3 a 1 e mesmo apos fazer 2 a 0 no jogo de volta contra o Colo Colo no Maracanã (gols de Marco Antônio e Caio), deixou o time chileno empatar a partida. Esses resultados fizeram o Flamengo precisar vencer o Universidad do Chile no Maracanã por pelo menos quatro gols de diferença para se classificar para a segunda fase da competição. E o Mengão conseguiu: goleou o time chileno por 7 a 0. Caio marcou o primeiro gol . Romário driblou dois adversários e fez o segundo, marcou o terceiro e também fez o quarto gol rubro-negro. Marco Antônio fez o quinto.  Romário marcou o sexto (o 200º gol do Baixinho com o Manto ) e Rodrigo Mendes fechou o placar.
Pela segunda fase da Mercosul, Fábio Baiano abriu o placar contra o Independiente. O juiz expulsou dois jogadores do Fla sem motivo e os argentinos empataram a partida , mas na raça o Mengão segurou o resultado mesmo com a enorme pressão dos adversários. No jogo de volta no Maracanã mesmo sem vários titulares, o Flamengo venceu o Independiente por 4 a 0 com dois gols de Leandro Machado, um de Fábio Baiano e outro de Romário, classificando-se para a semifinal contra o Peñarol.
Após a desclassificação no Brasileiro  com derrota para o Juventude por 3 a 1, Romário, Fábio Baiano, Marcelo e Leandro Machado escaparam da concentração e foram a uma festa em Caxias do Sul. O Romário saiu do Fla por não pedir desculpas à torcida e voltou para o Vasco. Mas os outros jogadores foram perdoados pela diretoria.
Na semifinal da Mercosul contra o Peñarol,  o Flamengo venceu o primeiro jogo por 3 a 0 (gols de Leandro Machado, Maurinho e Lê.)  No segundo jogo, o time uruguaio venceu por 3 a 2 , mas mesmo com a derrota rubro-negra Reinaldo teve boa atuação. Sofreu o pênalti marcado por Athirson e fez um golaço. Lamentável a selvageria dos uruguaios, que agrediram os jogadores do Flamengo inconformados com a eliminação.
As duas partidas da decisão contra o Palmeiras foram eletrizantes.  O Mengão venceu o primeiro jogo por 4 a 3. Show de emoção e garra. Juan abriu o placar para o Flamengo. Júnior Baiano empatou para o time paulista. Asprila virou para o Palmeiras. Caio empatou e Paulo Nunes fez 3 a 2. Mas era dia do Urubu voar alto. Caio marcou outro gol e Reinaldo garantiu a vitória rubro-negra no Maracanã com belo gol de cabeça após cruzamento de Athirson. No segundo jogo na casa dos palmeirenses novo sufoco. Arce pôs o time alviverde em vantagem. Caio empatou e Rodrigo Mendes virou o jogo com um golaço. Arce empatou de falta em falha de Clemer e Paulo Nunes marcou o terceiro do Palmeiras aproveitando lançamento de Zinho. Mas o jovem Lê marcou com frieza o gol de empate e que deu o título ao Flamengo.
No ano seguinte, mesmo atuando na reserva, Rodrigo Mendes ajudou o Flamengo a conquistar outro título carioca. Em 2000, o Mengão venceu novamente o Campeonato Estadual. Nosso maior rival venceu a Taça Guanabara, mas o Flamengo se recuperou ¾ graças à volta de Carlinhos ao comando da equipe e à raça e à união do time ¾ e conquistou a Taça Rio ao vencer o Friburguense por 3 a 1. (Os gols do Fla foram marcados por Reinaldo, Athirson e Fábio Baiano.)
Nas finais, o rubro-negro derrotou os vascaínos por 3 a 0 ¾ gols de Athirson (em linda jogada) Fábio Baiano (de falta) e Beto (de cabeça) ¾ no primeiro jogo e por 2 a 1 no segundo ¾ gols de Viola para o adversário e de Reinaldo e Tuta para o Mengão em bela virada. Reinaldo foi o vice-artilheiro da competição com 15 gols e Athirson, em grande forma, foi um lateral-esquerdo muito ofensivo, marcando 10 gols, muitos deles em clássicos, sendo o destaque do Flamengo no campeonato.
            Em julho de 2000, Rodrigo Mendes jogou as últimas partidas pelo Flamengo e retornou ao Grêmio, clube que defendeu até 2002. O atacante conquistou o Campeonato Gaúcho e a Copa do Brasil de 2001 pelo Tricolor Gaúcho. Em 2002, Rodrigo Mendes também foi artilheiro da Libertadores com 10 gols e um dos artilheiros do Grêmio na temporada junto com Rodrigo Fabri com 25 gols levando o Grêmio à semifinal da Libertadores e do Brasileiro.
Em 2003, Rodrigo foi para o clube japonês Oita Trinita. No mesmo ano, o rsa Liga dos Campeões da Ásia e em 2004 o Campeonato dos Emirados Árabes.
Entre 2005 e 2007, o atacante jogou pelo Al-Gharafa (Qatar) e ganhou a Liga do Qatar (2004-2005). Em 2007, Rodrigo voltou ao Grêmio , mas rompeu os ligamentos do joelho e só voltou a jogar em março de 2008.
Durante o Brasileiro de 2008, Rodrigo foi negociado com o Sharjah (Emirados Àrabes), clube que defendeu até o fim daquela temporada.
Em 2009, Rodrigo voltou ao Brasil e foi para o Fortaleza, mas pouco jogou , pois teve várias contusões. Mesmo assim foi campeão cearense pelo Fortaleza. Procurou tratamento no Grêmio, mas não conseguiu e por ironia foi se tratar no rival Inter. Recuperado da contusão, em setembro do mesmo ano, Rodrigo foi para o Novo Hamburgo, clube em que encerrou a carreira em 2011.
Em 2013, Rodrigo treinou o time sub-17 do time gaúcho Ivoti e em seguida o ex-atacante treinou o time sub-20 do Novo Hamburgo.
Rodrigo fez cursos de formação de treinadores na CBF e na Escola Brasileira e de futebol e atualmente cursa a Graduação em Administração. Trabalha como consultor técnico de um grupo de investidores e desde dezembro de 2014 tem uma escolinha de futebol em Uberaba.
Gostei muito de relembrar os títulos de Rodrigo Mendes no Mengão, me diverti muito revendo o gol do título carioca de 1999 e foi muito bom saber mais sobre a carreira do ex-atacante no Brasil e no exterior. Desejo sorte a Rodrigo Mendes em seu projeto da escolinha de futebol, na faculdade de Administração e na carreira como técnico.
Fontes:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Rodrigo_Fabiano_Mendes
https://www.youtube.com/watch?v=2Ao8sNX0_Yw
Vaz, Arturo, Júnior, Celso e Filho, Paschoal Ambrósio. 100 anos de bola, raça e paixão: a história do futebol do Flamengo. Rio de Janeiro: Maquinária Editora: 2012.


             

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Benitez: o atacante paraguaio do segundo tri carioca

            Jorge Duílio Benitez Candia nasceu no dia 23/04 /1927 no Paraguai e jogou 144 partidas pelo Mengão entre 1952 e 1956, marcando 74 gols com o Manto Sagrado. Segundo o livro 100 anos de bola, raça e paixão , de Paschoal Ambrósio Filho, Arturo Vaz e Celso Junior, Benitez era um ”atacante oportunista , perigoso e que marcava presença na área adversária”’ (2012. p. 291).
            Benitez formou o ataque rubro-negro do time que conquistou o segundo  tri carioca(1953-1954 -1955)  junto com  Esquerdinha, Paulinho, Índio, Joel, Evaristo de Macedo e Zagallo e também com Dida e Babá( o primeiro a partir de outubro de 1954 e o segundo a partir de meados  do mesmo ano ). Vale lembrar que jogadores como o goleiro paraguaio Garcia (Chamorrro em 1955), Jadir, Pavão, Marinho (em 1953) e Tomires (a partir de 1954), Servílio, Jordan, o capitão Dequinha e o craque Rubens também foram fundamentais para a conquista do segundo tri carioca da história rubro-negra sob o comando de Fleitas Solich.
No Campeonato Carioca de 1953, o time rubro-negro realizou uma campanha espetacular ganhando 21 jogos e sendo derrotado apenas duas vezes. Benitez marcou dezoito gols, sendo o artilheiro da competição e destacando-se em muitas partidas, incluindo várias goleadas e em jogos contra tradicionais adversários como América, Flu e Vasco:  na vitória  contra o Madureira por 4 a 0 (dois gols de Esquerdinha, um de Joel e outro de Benitez),  fazendo todos os na goleada de 4 a 0 contra o Bonsucesso, no chocolate de 5 a 0 no Bangu (dois gols de Rubens, um de Joel e dois de Benitez ),  em outro triunfo sobre o Madureira por 5 a 0 (dois gols de Rubens, um de Benitez, um de Joel  e outro de Índio),  no chocolate de 5 a 0 contra a Portuguesa, (dois gols de Dequinha, um de Servílio, um de Índio e um de Benitez) , na apertada vitória por 3 a 2 contra o América (os gols do Fla foram marcados por Benitez, Rubens e Índio,),, a segunda vitória do Mengão por 2 a 1 contra o Flu no terceiro turno do campeonato (com gols de Benitez e Índio). Na penúltima rodada da competição, o Flamengo venceu o Vasco por 4 a 1 com um gol contra de Jorge, um gol de Índio e dois gols de Benitez e conquistou o título carioca. Na  última rodada, o Mengão venceu o Botafogo por 1 a 0 , gol de Rubens , coroando a brilhante campanha rubro-negra.
            No Campeonato Carioca de 1954, o Mengão fez outra brilhante campanha, passando a ser chamado de Rolo Compressor. Benitez também continuou fazendo gols apesar de ter se machucado ao longo da competição. Logo na estreia no Carioca, o Mengão venceu o Canto do Rio por 4 a 3 com três gols de Benitez e outro de Índio. O Mengão também goleou o Olaria por 4 a 0 (com dois gols de Rubens, um de Benitez e um de Evaristo). Depois de derrotar o Bangu e o América, o Flamengo goleou a Portuguesa por 4 a 1 (com dois gols de Índio e dois de Benitez. Na semana do clássico contra o Vasco em outubro do  mesmo ano,  Zagallo e Evaristo (que nesse ano se firmou como titular após uma contusão de Benitez ) se contundiram assim como Benitez , que fraturou o pé esquerdo. Mesmo desfalcado, o Flamengo venceu o Vasco por 2 a 1 (gols de Rubens  e  Índio e com o estreante Dida e Babá infernizando a defesa vascaína.
            O atacante paraguaio voltou a atuar em janeiro de 1955 em partidas válidas pelo Carioca de 1954 (já que naquela época o Campeonato Carioca se estendia até o ano seguinte) e marcou no empate em 1 a 1 com o América, na vitória por 3 a 2 contra o time rubro tijucano (gols de Evaristo, Rubens e Benitez para o Mengão ) . O Flamengo obteve 19 vitórias em todo o campeonato, sendo derrotado apenas duas vezes e confirmou o título ao vencer o Vasco por 2 a 1 (gols de Índio e Paulinho). Antes da última rodada do campeonato, o Flamengo fez um amistoso contra o Estrela Vermelha e venceu por 4 a 1 com dois de Evaristo, um de Zagallo e outro de Babá. Na última rodada, com direito a Carnaval em pleno Maracanã, o Flamengo derrotou o Bangu por 5 a 1 com gols de Benitez, Paulinho, Índio, Evaristo de Macedo, Edson (contra).
            Benitez jogou poucas partidas no início de  1955,   não entrou em campo no Carioca do mesmo ano e só voltou a jogar em 1956.  Em conversa particular no Facebook comigo e Bruno Lucena , Paschoal Ambrósio Filho levantou a hipótese de que talvez o rendimento do atacante tenha caído após a fratura sofrida em 1954, o que era comum na época e de Solich tenha optado por escalar outros atacantes do time   rubro-negro , pois destaco que o técnico tinha muitas opções para o ataque como  foi indicado no início do texto e Dida  estava em grande forma. Mesmo assim, podemos considerar que Benitez fez parte do grupo que conquistou o segundo tri carioca da história do Mengão em 1955.
Nesse ano, o Flamengo decidiu o título com o América e venceu o primeiro jogo por 1 a 0, gol de Evaristo; perdeu por 5 a 1 no segundo e venceu por 4 a 1 na terceira partida com três gols de Dida e um de Duca (segundo algumas fontes como  alguns jornais da época e o Almanaque do Flamengo afirmam que Dida marcou os quatro gols rubro-negros na grande final), sagrando-se tricampeão carioca (1953-1954-1955) pela segunda vez em abril de 1956. A conquista do tri carioca foi uma homenagem ao Presidente Gilberto Cardoso, que morreu de enfarte provocado pela emoção de ver uma vitória do basquete rubro-negro numa decisão contra o Sírio no fim de 1955. Mesmo abalados com a morte do grande presidente, os rubro-negros se empenharam para conquistar o tri carioca.. O atacante deixou a Gávea em 1956.
            Gostei muito de pesquisar sobre a trajetória de Benitez no Mengão e a importância do atacante para a conquista do segundo tri carioca da história do Clube, já que ele foi um dos muitos jogadores estrangeiros que foram campeões com o Manto Sagrado e entraram para a história do Flamengo como Bria, Valido, Garcia, Doval, Gamarra e Petkovic.
Feliz 2016 com muita paz, saúde, sucesso e conquistas rubro-negras para todos os leitores do Blog Flamengo Eternamente.
Fontes:
Assaf, Roberto e Martins, Clóvis. Almanaque do Flamengo. São Paulo. Editora Abril: 2001.
Sander, Roberto. Os dez mais do Flamengo. Rio de Janeiro: Editora Maquinária, 2008.
Vaz, Arturo e Júnior, Celso. Acima de tudo rubro-negro: a história do C. R Flamengo. Rio de Janeiro: Paju Editora, 2008.
————— e  Filho, Paschoal Ambrósio. 100 anos de bola, raça e paixão: a história do futebol do Flamengo. Rio de Janeiro: Maquinária Editora: 2012.


quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

FUTEBOL CARIOCA NO CTI

Meus amigos, mais um ano se encerra, no esporte bretão, e não poderia deixar de falar no quase falido futebol do Estado do Rio de Janeiro.
Um campeonato carioca da terceira divisão onde todos os anos há dezenas de jogos encerrados por W X O, por diversas razões e todas por culpa única e exclusiva dos clubes e Federação, que nada fazem para acabar com essa incomoda e desastrosa situação.

Jogos, quando há, são sem publico, sem patrocínio, sem interesse e sem retorno.
É desmotivador.

A Federação realiza por compromisso, os clubes participam porque são obrigados.
Campeonato carioca da primeira divisão, que já foi o mais bonito e competitivo que o Brasil viu, hoje não passa de um engodo, enganador, de fraquíssimos jogos. Os clubes informam que não investem por que tem que se preparar para o Brasileiro.
Existem clubes que chegam ao ponto de não oferecer salários a jogadores e sim projeção no Brasileiro.

Agora já estão querendo jogar com time reserva, ora se o time titular é ruim, imaginem o reserva, e como será o campeonato carioca de 2016?
Com isso o futebol do Rio de Janeiro está acabando. Acabando no sentido literal da palavra, pois está no CTI, em fase terminal.

Encerramos o campeonato brasileiro, onde o time melhor colocado é o Flamengo, justamente o time que mais criticamos, dizendo que é muito ruim e que a diretoria nada entende de futebol. Bem que ela não entende eu sei, concordo com isso, mas que o time é ruim, também é.

Logo após veio o Fluminense, que praticamente só competiu para cumprir tabela e  a torcida do Botafogo, vibrando porque seu time subiu para a primeira divisão e a do Vasco chorando que viu o seu cair para a segundona.

Para o futebol do Rio, isso é ridículo, é o fim.

Os ex-grandes clubes do Rio(Flamengo, Fluminense, Botafogo e Vasco), desgastados por más administrações, estão sucumbindo. Todos com times fracos, sem expressão em total desrespeito às suas torcidas.
Deixaram de ser competitivos e são desrespeitados pelos grandes clubes de outros estados.

Só um jogador foi convocado para a seleção Brasileira, Jeferson, goleiro do Botafogo que estava na segunda divisão.

A centena de outros jogadores dos outros clubes, não são nem vistos pela CBF, por falta de qualidade.

Ao assistir um jogo treino entre clubes da terceira divisão e da primeira, se vê um futebol nivelado, tal a fragilidade da equipe principal.

Os clubes não captam garotos, na baixada, zona oeste e interior. Querem que venham até eles, e esperam descobrir outro Neimar. Mas quando um garoto chega fazem tantas exigências, que o pobre garoto, as vezes, na tem como cumprir, aí ou não são avaliados ou cortados depois de 15/20 minutos que ficaram em campo.
Não investem na divisão de base, que fica à mercê de bons funcionários que ali trabalham.

Contratam errado, sempre. Escalam jogadores sem condições de jogo. Trazem “profissionais” a peso de ouro, que não conhecem de futebol.

Total falta de comprometimento.

Não adianta tentarmos dar sugestões para o aproveitamento dos campeonatos, porque ele se acham donos da verdade e entendem de tudo, só esquecem que não sabem do mais importante, o FUTEBOL.

Quando, os entendidos do futebol, permitiram a diminuição do Maracanã, que hoje parece mais um campo de grama sintética, o Rio de Janeiro, se apequenou.
Presidentes, diretores, gestores e responsáveis, o futebol do Rio está acabando e chegando ao ridículo.

Mudem, o rumo do futebol do Rio de Janeiro, senão vai falir, acabar ou ser motivo de vergonha por muito tempo.


Ward Gusmão

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Black Friday? Aqui teve a Blue Monday!

Esta Segunda marcou a reeleição do presidente Bandeira, que terá mais 3 anos de trabalho à frente do clube. O resultado foi uma goleada nas urnas.

Com a reeleição vêm mais desafios. A casa parece financeiramente arrumada, mas ainda há muito o que ser feito. Os resultados no futebol ainda estão bem aquém do que se espera de um clube do tamanho do Flamengo. O presidente reconheceu e já disse que daqui pra frente tudo vai ser diferente.

A chegada do Muricy pode ser o ponto de partida. O cara tem currículo. Ninguém consegue 5* títulos nacionais e 1 Libertadores por acaso. A vinda dele realmente vai forçar o clube a melhorar sua estrutura, ainda defasada em comparação com outros clubes, inclusive treinados recentemente por ele.

Acompanhei mais de perto o dia eleitoral na Gávea e o clima pareceu bem tranquilo, em nada parecia com o bate-boca que rolava nas redes sociais. Melhor assim.

Só é uma pena que tão poucos decidam pelo futuro do clube.

Foi uma boa oportunidade de ver e rever alguns amigos de longa data e agradecer a algumas figuras ilustres pelo que fizeram ao clube ao longo dos anos.

O trabalho só está começando!

Feliz 2016!!!

*Em 2005 Muricy treinou o Inter, verdadeiro campeão do Brasi7e1rão, apesar do troféu estar na estante do "time da Marginal S/Nº, graças a manobras sujas do stjd e do Márcio Rezende"

PARA OS CEGOS QUE INSISTEM EM NÃO ENXERGAR

Paulo Guerrero é um ótimo centroavante.

Quando quer...

Não parece mais querer no Flamengo, com tantas forçadas de barra para ganhar cartões, ser suspenso e simular contusões.

Joga poucas vezes.

Agora, além da China, surge o Barcelona com interesse no atacante peruano.

Como falei anteriormente, a maior parte da torcida rubro-negra não se oporia à saída de Guerrero do Flamengo.
Paolo Guerrero também interessa ao Barcelona

Eu não me incluo nesta turma. 

Apesar de chateado com Guerrero, gostaria que ele continuasse no Mengão, porém, com vontade de jogar futebol e cumprir o seu papel de goleador.

Se não for assim, melhor que se vá.

E vá logo!

Mas vejam algumas opiniões de torcedores.

Só cego não quer enxergar...

Ian Trindade Seria ótimo ele ir embora!

Camilla Fernandes da Silva Seria excelente!!!

Dario Leite Melhor notícia do fim do ano rubro-negro.

Roqueiro Carioca Que a diretoria não cometa a burrice de segurá-lo. Que não volte mais!


Kleber Varella Indolente, preguiçoso, desonesto por provocar cartão em todos os jogos. Rala Peito!


Flamenguista Tricordiano Por favor, Barcelona, leva logo este cara para vocês. Chega de chupa-sangue no Flamengo!

Teixeirense Vai com Deus!


PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO