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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Alberto Borgerth

Alberto Borgerth nasceu no dia 3/12/1892 e, segundo o site oficial do Flamengo, jogou 45 partidas pelo Mengão entre 1912 e 1916, marcando 21 gols.
Alberto Borgerth foi fundamental para a criação do futebol rubro-negro. Em 1911, Borgerth jogou pelo Fluminense, que foi campeão carioca nesse mesmo ano. Mas por desentendimentos com a diretoria tricolor, Borgerth e outros oito atletas resolveram deixar o Fluminense e, como Borgerth já era remador do Flamengo, surgiu a ideia de que fossem jogar no Flamengo, que até então era um Clube de Regatas.  Após longas negociações com o presidente Virgílio Leite de Oliveira e Silva, a proposta de criação de um Departamento de Esportes terrestres foi aprovada em assembleia realizada no dia 24/12/1911, mesmo sem unanimidade (já que o futebol não era bem visto pelo pessoal do Remo). Os atletas que deixaram o Flu e se transferiram para o Flamengo junto com Borgerth foram: Armando de Almeida, o “Galo”, Emmanuel Nery, Ernesto Amarante, Gustavo de Carvalho, Lawrence Andrews, Orlando Sampaio Mattos, mais conhecido como “Baiano”, Orton Baena de Figueiredo e Píndaro de Carvalho Rodrigues.
O primeiro jogo de futebol disputado pelo Flamengo foi contra o time do Mangueira e o Flamengo venceu por 15 a 2. Os gols foram marcados por Gustavo (5), Arnaldo (4), Gallo, Amarante (4), Borgerth. No primeiro Fla-Flu disputado em 1912, contrariando todas as expectativas, o Flu venceu por 3 a 2. Nos dois primeiros campeonatos cariocas que disputou o Flamengo usou a camisa papagaio vintém, que não deu muita sorte, pois o time foi vice-campeão carioca em 1912 e 1913.
Em 1914, usando a camisa cobra-coral a sorte do time rubro-negro mudou. Mais entrosado, o Flamengo conquistou o primeiro campeonato carioca da história do Clube.  O atacante Borgerth atuou em sete partidas da competição e junto com Baena, Píndaro, Nery, Ângelo, Miguel. Gallo, Arnaldo, Gumercindo, Baiano, Riemer e Raul contribui para a histórica conquista. A campanha só não foi invicta porque o Flamengo perdeu para o Botafogo por 2 a 1. No dia 15 de novembro, data do aniversário do Clube, o Flamengo venceu o Flu por 2 a 1, com gols de Borgerth e Riemer, que marcou nove gols no campeonato. Com essa vitória, o Fla se tornou campeão carioca com uma rodada de antecedência e confirmou o título ao empatar com o São Cristóvão em 4 a 4 na última rodada da competição.
Em 1915, o time base do Flamengo foi Baena, Píndaro, Nery, Curiol, Sidney Pullen e Galo, Gumercindo, Baiano, Borgerth, Riemer e Raul (Paulo Buarque). Arnaldo também jogou algumas partidas. Na campanha do time bicampeão carioca, vale destacar a goleada de 5 a 0 contra o Fluminense (gols de Borgerth, Sidney Pullen, Baiano e Riemer, que marcou duas vezes), outro chocolate de 5 a 0 no São Cristóvão (um gol de Borgerth e quatro de Riemer), a vitória por 2 a 1 contra o Botafogo (gols de Borgerth e Riemer), a goleada de 4 a 2 contra o América (um gol de Raul, um de Sidney Pullen e dois de Riemer para o Flamengo), a vitória por 4 a 0 contra o Bangu (um gol de pênalti de Sidney Pullen, um de Riemer, outro de Paulo Buarque e um de Borgerth) Na última rodada o Flamengo tornou a golear o Bangu por 5 a 1 (dois gols de Riemer, um de Paulo Buarque, um de Arnaldo e outro de Gumercindo para o Flamengo), o que garantiu a conquista do bicampeonato carioca.
Formado em Medicina, Alberto Borgerth abandonou o futebol após o campeonato carioca de 1915, ainda que tenha jogado duas partidas pelo Flamengo em 1916.
Em 1927, Borgerth foi um dos presidentes do Flamengo. Esse ano foi muito conturbado para o Flamengo, pois o time estava suspenso de competições oficiais. Mas com a pressão popular e de seus diretores, o Flamengo conseguiu suspender a punição e acabou sendo campeão em vários esportes incluindo futebol, tênis, basquete, atletismo, polo aquático. Borgerth acabou renunciando ao mandato.
Borgerth faleceu em 1958 e seu corpo foi velado com no Salão Nobre da Sede do Clube de Regatas do Flamengo no Morro da Viúva .  O caixão foi coberto com a Bandeira do Flamengo durante o cortejo até o cemitério São João Batista.
Muito obrigada por ter contribuído decisivamente para a criação do Departamento de Futebol do Flamengo, que hoje é o motivo de paixão e alegria de 40 milhões de rubro-negros, Sr. Borgerth.
Fontes:

Assaf, Roberto e Martins, Clóvis. Almanaque do Flamengo. São Paulo. Editora Abril : 2001

domingo, 17 de agosto de 2014

COMO TIME PEQUENO, SEREMOS SALVOS

Jogando como time pequeno, o Flamengo se salvará do rebaixamento.

É uma pena, mas essa é a nossa dura realidade.

Neste domingo derrotamos o Coritiba, fora de casa, por 1 x 0.

Não foi nenhum gol de jogada trabalhada. Foi apenas uma roubada de bola do Éverton, num vacilo da defesa paranaense, que resultou no gol da vitória.
Luxemburgo optou por fechar a defesa

Foi nossa primeira vitória como visitantes.

Este é o mérito de Vanderlei Luxemburgo.

Ao ver que o elenco era fraco e oscilante e que a diretoria não iria fazer grandes contratações (ou por falta de dinheiro ou por falta de capacidade), abriu mão de jogar bonito, decidiu montar a equipe muito bem fechada na defesa e exigir o máximo de disciplina tática.

Taí, está dando certo!

Jogando como time pequeno, muito bem postado na defesa, Vanderlei conseguiu 3 vitórias e apenas uma derrota, todos os jogos com o placar de 1 x 0.

Em quatro jogos só levamos um gol.

Agora estamos fora da Zona de Rebaixamento e o que vier daí em diante é lucro.

Só não podemos é cair para a Segundona.

Esta não é a sina do Flamengo.

O torcedor rubro-negro não está acostumado a perder.

Muito pelo contrário, estamos mal acostumados com muitos títulos e vitórias.

A gente fala do time, mas com essa fraca diretoria que está aí, devemos até levantar as mãos para o céu...

Deixo claro que a diretoria é fraca em termos de futebol.

Quarta-feira encaramos o Atlético Mineiro, no Maraca (é nosso).

Vamos ver no que vai dar...

PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO   

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Calúnia do Rúbio Negrão

Era uma família perfeitamente ajustada: um filho era vascaíno, o outro era assumido, ou seja, tricolor. A mãe era americana (e bota “era” nisso...), e pra completar o desencanto, o pai, a cabeça supostamente pensante da bagaça, era botafoguense.

De modo que naquela casa poderia até faltar pão, mas recalque ali jamais faltaria. Desnecessário e redundante dizer, pois, para onde fluía tamanho rancor, porque além da pura inveja do Flamengo, outros traumas faziam parte do quadro clínico de cada enfermo.

Cenão vejemos e erremos: só o Pelé sozinho meteu mil gols no Vasco. Ponto.

O Botafogo teve Garrincha justo quando o Santos teve Pelé. Ponto.

Quer mais?

O pai sofria muito para colocar comida naquela mesa. Nem tanto pelo parco salário, que, como única vantagem, jamais lhe deixava estressado com nada relativo ao serviço. Sofria, principalmente, por causa das gozações dos colegas de trabalho, torcedores daquele time topo de cadeia alimentar, que, por ironia, trabalhavam numa empresa vagabunda, topo de cadeia falimentar. E levava as humilhações pra casa junto com a bisnaga que comprava na esquina.

A mãe era do lar. Não, não trabalhava com câmbio. Era só “do lar” mesmo. Lavava, passava, cozinhava, lustrava, e, nisto ela era boa pakarai, envelhecia a olhos vistos. 

O caçula até que estudava numa faculdade dessas aí, de onde se sai direto pra cadeia por algum erro profissional que nenhum professor se lembrou de mencionar, e o filho mais velho vivia no banheiro, não por desarranjo intestinal, mas por uma cãibra que acometia sua perna esquerda sempre que se sentava ao vaso sanitário. E quando bate cãibra sentado no vaso, amigo, não dá pra se levantar nem kgando.

Sejemos cinceros e analfabéticos: não bastasse o moral lá no chão, a tal família ainda contava com poucas posses. Eram simples. Um tapetão puído a cobrir o piso já bem desdentado de tacos, e na garagem um fusca 1.300 rebaixado, que só saía pra subir a rua uma vez por ano.

E assim viviam. Sem emoção, cor nem calor. Uma vidinha triste, de espera ansiosa por uma quimera que jamais chegaria: o rebaixamento rubro-negro.

Esperam, esperavam, esperavam...


Duplex Toc Zen

1 - Se na política o Brasil leva o Mercosul nas costas...: Bem que o Cáceres, o Canteros e o Mugni podiam oferecer uma contrapartida em campo, né?! 

2 - DARF: “Deixou Arrecadar, Phodeu.”

3 - E o Botafogo, coitado, que já tava devendo, e muito, à sua torcida...: Agora deu pra dever também aos jogadores.

4 - O maior patrimônio de um clube é a sua torcida: É por isso que o Botafogo vive duro.

5 - Quem foi o trouxa que falou que futebol não tem lógica?: Desde que o Sheik começou a emprestar dinheiro pros outros jogadores, ele nunca mais conseguiu “guardar”.

6 - O time do Vasco vem crescendo tanto na B20...: Que já acredito que no ano que vem subirá pro Z4.

7 - No início do ano, o Luiz Antônio não deu sorte na Justiça Trabalhista: Então, agora desejo a ele todo o sucesso do mundo na Justiça Criminal!

8 - E o Eduardo da Silva, que só atuou uns 45 minutos, já detém uma média de gols recorde pelo Flamengo: 1 gol por tempo de jogo, ou seja, 200% de aproveitamento.

9 - E a cada jogo que passa, o Paulinho vem confirmando que é um jogador de ponta: Ponta esquerda, e olhe lá!

171 - Como assim, não existe o “se” no futebol? Existe, sim, e provo: “Ô, Léo Moura, vai SE phoder!”

11 - O Mengão pode até estar em 3º no Z4: Mas o Asco Cagama tá em 2º na B20.

12 - Twitter Cassetadas da semana (em tempo real só em @rubionegrao)

"Homor seria uma espécie de Humor Gay?" - JeanCarlo@ButecodoMengo 

Um 1º tempo de sonho do Mengão contra o Scort: cheguei até a adormecer.

O time do Flamengo tá bem fechado.
Bem fechado com a incompetência.

O João Paulo só sabe é cruzar. Vou até mandar ele pro meu sítio, porque tô com umas rottweilers no cio lá. Vamos ver se sai algo que preste.

O mais legal é que o Mengão tá saindo da lama com gols LEGAIS, sem pênaltis marotos ou outras jogadas sensacionais de bastidores.

"Campeão brasileiro original de 87 1x0 Campeão brasileiro pirata de 87." - @aafsouzanit 

É, Felipão... Esse negócio de "vamo-lá-porra" funcionava muito no tempo em que jogador de futebol tinha sangue nas veias...

O Júlio César tá pedindo 700 mil de salários? Putz! O cara ficou mesmo com fixação pelo número 7!

"Se esse Flamengo ganhou do Sport, imagina o de 87." - Lu Mattos@ButecodoMengo 

E nada mais faço. Só espero, espero, espero...

(Ás do quinta-colunismo esportivo, Rúbio Negrão, vulgo Rubro-Negão Trolhoso, vulgo RNT, é cria dos juniores do blog da Flamengonet, e aceita doações de camisas oficiais novas do Flamengo no tamanho G.)

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Reyes

          Francisco Santiago Reyes Villalba nasceu em Assunção no dia 4/7/1941 e jogou pelo Flamengo entre 1967 e 1973, defendendo o Manto Sagrado em 200 jogos e marcando sete gols.
            O zagueiro paraguaio era muito raçudo . Tinha excelente domínio de bola e sabia sair jogando muito bem porque começou a carreira atuando como meio-campo.
Logo no primeiro ano em jogou pelo Flamengo, Reyes marcou dois gols em um Fla-Flu em que o Mengão venceu por 4 a 2. Os outros gols rubro-negros foram marcados por Dionísio.
Reyes conquistou a Taça Guanabara em 1970 , ano em que o Flamengo a venceu pela primeira vez, e também em 1972. O zagueiro foi campeão carioca em 1972 junto com craques como Paulo César Caju e Doval. Nesse mesmo ano, Reyes conquistou também o Torneio do Povo. Reyes cativou a Nação Rubro-Negra pela raça e simpatia com que tratava os torcedores.
Reyes marcou um gol contra em um Fla-Flu decisivo, mas mesmo assim entrou para história do Flamengo pela enorme raça e qualidade técnica. Infelizmente, Reyes faleceu em 1974, vítima de leucemia. 

          
Fontes:




segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Flamengo XSport

O Flamengo não jogou bem , criou poucas chances de gol, mas venceu o Sport por 1 a 0 com gol do estreante Eduardo da Silva, após cruzamento preciso de João Paulo. Ganhar é o que importa nesse momento. 
A entrada do Mugni pareceu melhorar o meio -campo rubro-negro. Gostaria que ele fosse titular. 
A Nação deu um show, empurrou o time, me arrepiei ao ver a torcida cantando e apoiando o time no Maracanã.
Agora é ganhar do Curitiba, nosso adversário direto na luta contra o rebaixamento. Vamos lá, Mengão! Continue apoiando nosso time como sempre , Nação!

domingo, 10 de agosto de 2014

ARRUMADINHO

Finalmente, vendo o Flamengo jogar diante do Sport Recife, na vitória por 1 x 0, deu para constatar que o time está um pouco mais arrumadinho.

Não é nada demais. Não é nenhum esquadrão rubro-negro, mas, repito, está arrumadinho, com o pessoal mais bem distribuído em campo.

O problema é a tal da ansiedade, que faz com que os jogadores do Flamengo errem passes em demasia.

Não podemos esquecer, é claro, da falta de qualidade técnica de alguns jogadores.

E da inutilidade de outros, como o Mugni, apesar dele ser um bom jogador. Esse ainda não acertou no Flamengo.

Só consegui ver mesmo o segundo tempo do jogo e deu para constatar que o Alecssandro não está numa boa fase.

Agora eu pergunto: por que foram vender o Hernane por alguns trocadinhos, no momento em que mais precisamos de um finalizador que simplifique as coisas?

Do qualquer maneira o gol do Eduardo da Silva mostrou que ele sabe das coisas.

Não deu uma cabeçada qualquer.

Estava de olhos abertos e mandou a bola para dentro da rede bem onde o goleiro não alcançaria.

Não podemos nos iludir.

Não seguramos mais a lanterna, porém ainda estamos na zona de rebaixamento.

O Luxemburgo ainda tem muito o que fazer.

Pena que o material humano que tem em mãos seja tão ruim e atrapalhe demais o seu trabalho.

Domingo, temos um jogo dificílimo, no Paraná, contra o Coritiba.

Valha-me São Judas Tadeu!

PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO   

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Calúnia do Rúbio Negrão

Em 1929, o banqueiro Charles E. Mitchell, presidente da diretoria do National City Bank, disse sobre as ações da bolsa de valores em Wall Street: “Não vão cair.”

Em 1937, Joseph Goebbels, ministro da Propaganda nazista, disse sobre o dirigível Hindenburg: “Não vai cair.”

Em 1971, Chagas Freitas, governador do Rio de Janeiro, disse sobre o elevado Paulo de Frontin: “Não vai cair.”

Em 1998, Sérgio Naya, engenheiro e dono da Construtora Sersan, disse sobre o edifício Palace II: “Não vai cair.”

Em 2001, Dan Daly, chefe do corpo de bombeiros de Nova York, disse sobre o World Trade Center: “Não vai cair.”

Em 2014, Vanderlei Luxemburgo, treinador de futebol, disse sobre o Flamengo: “Não vai cair.”

Tudo bem que o Flamengo seja maior, mais sólido, mais famoso e mais querido do que a bolsa de Wall Street, o dirigível Hindenburg, o elevado Paulo de Frontin, o Palace II, e o World Trade Center.

Eu até acrescentaria às tragédias citadas a Disneylândia, o Burj Al-Arab de Dubai, e aqueles quatro maconheiros de Liverpool... Beagles... Ah, os Beatles!

O Flamengo é tão maior do que tudo isso, que se fosse possível a sua queda, nem o melhor advogado tricolor teria como reerguê-lo. Nem Eurico Miranda inspirado nem todo o champanhe estourado nem o mais forte homem nem o menos viril veado.

Porque de tão grande, o Flamengo é como a inflação brasileira. O Flamengo é “incaível”.

Então, calma no Brasil!

Twitter Cassetadas da semana (em tempo real só em @rubionegrao)

Luxa, Viagra da Nação: se os carecas são os azuis, o Luxa é o azulzinho...

Chapecoense 1-0 Flamengo.
Com um golaço do grande astro rei: o Sol!

Muralha foi aquilo que o Luxa construiu em torno do Luis Phellllippppe. 

E o pobre infeliz do torcedor do Chapecoense tentando zoar o Mengão...
O Flamengo já perdeu pra times muito mais fracos que o teu, ô mané!

Até que não fomos mal contra o Chapecoense, porque num jogo de 6 pontos só perdemos 3.

Tô tranquilo, porque todos já sabiam que o Brasileirão seria um perde-ganha danado.
E na parte do "perde", o Mengão já tá voando baixo.

E nada mais faço. Pregui de faze até a Calú.

(Ás do quinta-colunismo esportivo, Rúbio Negrão, vulgo Rubro-Negão Trolhoso, vulgo RNT, é cria dos juniores do blog da Flamengonet, e aceita doações de camisas oficiais novas do Flamengo no tamanho G.)

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Pavão


           
            Marcos Cortez, mais conhecido como Pavão, nasceu no dia 4/1/1929 em Santos e jogou 356 partidas pelo Flamengo entre 1951 e 1959, marcando cinco gols com o Manto Sagrado.
            O zagueiro foi importante para várias conquistas rubro-negras da década de 1950 como o tricampeonato carioca de 1953-1954-1955 jogando com nomes como Garcia, Jadir (Servílio), Jordan, Dequinha, Rubens, Evaristo, Zagallo, Joel, Benitez, Esquerdinha, Índio, Paulinho e Dida sob o comando do técnico paraguaio Fleitas Solich.  Pavão, Rubens e Dequinha foram homenageados no Samba Rubro-Negro, de Wilson Batista. Diz a letra da canção:
Flamengo joga amanhã
Eu vou pra lá
Vai haver mais um baile no Maracanã
O Mais Querido
Tem Rubens, Dequinha e Pavão
Eu já rezei pra São Jorge
Pro Mengo ser campeão

Em 1953, o time rubro-negro realizou uma campanha espetacular ganhando 21 jogos e sendo derrotado apenas duas vezes. Na penúltima rodada, o Flamengo venceu o Vasco por 4 a 2 com gols de Esquerdinha, Índio e dois gols de Benitez e conquistou o título carioca. Na última rodada, o Mengão venceu o Botafogo por 1 a 0 com gol de Rubens coroando a brilhante campanha. 
Em 1954, o Flamengo continuou avassalador e obteve 19 vitórias em todo o campeonato, sendo derrotado apenas duas vezes e confirmou o título ao vencer o Vasco por 2 a 1 (gols de Índio e Paulinho). Antes da última rodada do campeonato, o Flamengo fez um amistoso contra o Estrela Vermelha e venceu por 4 a 1 com dois de Evaristo, um de Zagallo e outro de Babá. Na última rodada, com direito a Carnaval em pleno Maracanã, o Flamengo derrotou o Bangu por 5 a 1 com gols de Benitez, Paulinho, Índio, Evaristo de Macedo, Edson (contra).
Em 1955, mesmo abalado com a morte do Presidente Gilberto Cardoso, o Mengão conquistou o Campeonato Carioca para homenagear um dos maiores presidentes da história do clube. Na final desta competição  realizada somente em 1956, o Flamengo venceu o América por 1 a 0 no primeiro jogo (gol de Evaristo), perdeu por 5 a 1 no segundo e venceu por 4 a 1 na terceira partida com três gols de Dida e um de Duca, sagrando-se tricampeão carioca (1953-1954-1955) pela segunda vez.
Ao deixar o Flamengo, Pavão jogou no Santos com Pelé e outros craques sendo campeão paulista em 1960 e 1961. Pavão faleceu em 7/5/2006.
Fontes:
http://flamengo.com.br/site/perfil/detalhe/94/pavao?idolo=1
Sander, Roberto. Os dez mais do Flamengo. Rio de Janeiro: Editora Maquinária, 2008.



sábado, 2 de agosto de 2014

Quer ajudar? Tá aí sua chance

Frequento sites do Flamengo e as mais diversas redes sociais sobre o clube a quase 20 anos. E de tempos em tempos alguém me aborda, com uma ideia genial: somos 40 milhões de torcedores. Se cada um der dez reais por mês... E sempre fica nisso.

Ei que agora, temos a chance real de ajudar o clube. Obviamente nem todos os 40 milhões querem ou podem ajudar. Mas quem quer não pode mais reclamar de falta de chance.

O primeiro é o projeto Oficial do Clube



O programa Nação Rubro Negra www.nrnoficial.com.br é o oficial do clube. Embora, para mim, pudesse ser muito melhor, já que nosso Marketing não parece ser muito afeito ao trabalho, ele oferece alguns benefícios e permite que você contribua todo mês através do cartão ou boleto.

Ok. Quer ajudar mas não quer ter compromisso mensal e quer doar quando puder? Agora você pode.


O Flamengo da Nação (http://www.flamengodanacao.com.br) te disponibiliza contas em nome do Flamengo, onde você pode mandar quanto quiser, quando quiser. O dinheiro vai direto ao clube e prometem que o dinheiro só vai ser usado com uma auditoria.

Ah, você quer ajudar mas quer que o dinheiro seja usado apenas para abater a dívida? Pode também.


O Fla em Dia ( http://flaemdia.com.br/ ) te permite imprimir Guias de Recolhimento de Imposto, e abater a dívida do Flamengo direto na Receita Federal, sem passar pela mão de ninguém. Em dois dias o programa emitiu quase Um Milhão de Reais em guias e tem sido um grande sucesso.

Lembrando ainda que qualquer um pode apostar no Flamengo na Timemania e também ajudar a quitar impostos.

Mas está aí. O sonho virou realidade. Agora qualquer um pode ajudar. Basta querer.

Vamos fazer nossa parte?

Warley Morbeck


quinta-feira, 31 de julho de 2014

Calúnia do Rúbio Negrão

Sejemos cinseros e analfabéticos: e daí que Robinho esteja velho? E daí que só o Milton Neves acredite que ele será o novo Pelé? E daí que as noites cariocas sejam capazes de transformar um abstêmio convicto num consumidor de Cinzano, desses de “dez conto” nas boas casas do ramo?

E daí?

Estou escrevendo aqui uma coluna sobre futebol, e não um tratado sobre lógica. De modo que o Robinho, mesmo um tanto idoso de corpo para o esporte bretão, ou outro tanto jovem demais de mente para a night, brincaria de jogar bola nas peladas de luxo disputadas em estádios padrão FIFA que o Brasileirão nos proporciona semanalmente. E outra: até o Adriano Imperador, se ainda conseguisse andar, disputaria a artilharia de 2014!

Daí, deu pra perceber que não ficarei chateado caso o Robinho surja com o sacrossanto manto ainda nesta semana. De graça, ainda melhor. “De sóbrio”, então, melhor ainda.

Agora o Cruzeiro. Cejemos cinseros e analfabéticos: acho que 18 pontos de dianteira está mais do que justo, não? Tá boa essa vantagem, Cruzeiro? Porque só agora o Mengão começou a disputar o campeonato à vera. Donde espero que em dezembro os arcoirenses admitam o nosso hepta com hombridade, sem choro, desculpas ou tapetões.

E agora, pra finalizar, o Luxa. Já começou a tirar cartas da manga. Como não? Meus leais detratores: quando o Luxa tira cartas da manga, duas coisas podem acontecer, sendo uma delas título. A outra, infelizmente, chama-se dívida.

Longe de mim fazer um trocadilho infame, coisa que não é do meu feitio, mas é fato que uma semana atrás o Flamengo estava no buraco, até o canastra do Luxa ser convocado. Agora, é uma mera questão de paciência.

Duplex Toc Zen

1 - O que a vitória do Mengão sobre o Botafogo prova?: Prova que em apenas dois dias o Luxa conseguiu transformar um bando desorganizado num time de peladas.

2 - Olho no calendário, seu Adriano Galliani!: Se o seu leilão pelo Robinho demorar muito, daqui a pouco já estará na hora de ele se apresentar ao Orlando City.

3 - “O Sheik socorre alguns atletas financeiramente.” – Vagner Mancini: Antes de dizer que acho bonito, prefiro esperar pra saber qual a taxa de juros que o Emercenário tá praticando.

4 - Apesar de se machucar muito, o Cáceres só tem um defeito: Ter nascido com defeito.

5 - Diálogo entre gerações: Alguém tem que avisar os jovens boleiros do futebol brasileiro que ser um jogador moderno não significa cortar o cabelo e a barba na última moda.

6 - “Segundo BID da CBF, Emerson e Edilson não poderiam jogar o clássico contra o Flamengo”: Ué! E jogaram?! 

7 - Palmeirenses depredaram a Arena Corrupção após o jogo contra o Corinthians?: Lamento muito, mas espero que o Governo não envie a conta da restauração do estádio pra minha casa.

8 - E já que falei em Milton Neves, a seguir o Momento Merchan: “Café Pelé. O pereba dos cafés.” #TroçoRuimBagaraio

9 - E ao Alexandre Kalil, que ultimamente vem achando que o Patétrico-MG é grande: Quando alguém diz “Flamengo”, todos sabem que não é o do Piauí nem o de Guarulhos, mas quando alguém fala “Atlético”, logo se pergunta: “Qual deles?”

1-1-6 - Se liga, Kalil: O Flamengo não é grande porque tem Mundial, Libertadores e Brasileirões. O Flamengo é grande porque nunca foi rebaixado.

11 - Calúnia também é cultura: A mascote do Botafogo é um cachorro porque cachorros enxergam o mundo em preto e branco. 

12 - Veterano puxando fila em treino físico no Ninho do Urubu?: Só se o Luxa instituir a fila para idosos.

13 - Se o Adriano terminou no A.A. (Alcoólicos Anônimos), o Ronaldinho Gaúcho vai acabar onde?: No O.O. (Onanistas Onônimos)? 

14 - Twitter Cassetadas da semana (em tempo real só em @rubionegrao)

Tô nem aí se o Vanderlei Luxemburgo é um treinador ultrapassado. Pelo menos é treinador.

Aproveite pra ler a Calúnia enquanto ainda é de graça, porque amanhã poderei estar pagando pelo seu tempo. 

É impressionante como o nosso departamento médico ficou vazio quando o Ney Franco foi embora...

O Luxa é treinador mesmo. Arrumou a bagaça em 2 dias.

Cáceres é um monstro! Um leão! Jogador de Seleção brasileira!

Tremei, arcoirenses: começou o Brasileirão pro Mengão.

Se o Cáceres não se encangalhou de vez hoje, não se escangalha nunca mais. Só cavalo no time do Botafogo.

O mérito do Luxa nem foi a escalação do time, mas sim a barração dos jogadores certos.

Por que o Maduro se veste como um palhaço?

Além de focado e profissional, o Cáceres é um excelente jogador. Só tem um defeito: quando não tá machucado, tá suspenso.

E nada mais faço, contanto que o Mengão continue fazendo 3 pontinhos por jogo.

(Ás do quinta-colunismo esportivo, Rúbio Negrão, vulgo Rubro-Negão Trolhoso, vulgo RNT, é cria dos juniores do blog da Flamengonet, e aceita doações de camisas oficiais novas do Flamengo no tamanho G.)

terça-feira, 29 de julho de 2014

Dequinha

José Mendonça dos Santos, o Dequinha, nasceu no dia 19/3/1929 em Mossoró e defendeu o Flamengo em 384 partidas entre 1950 e 1959, marcando oito gols.
Dequinha começou a carreira no Atlético de Mossoró em 1945 e no ano seguinte jogou no Potiguar. Em 1947, Dequinha defendeu o ABC de Natal e foi campeão estadual.  Em 1949, o meio-campo virou ídolo do América de Recife e deixou saudade na torcida quando veio para a Gávea.
Dequinha veio para o Flamengo em 1950 e virou titular do time no ano seguinte. Dequinha era raçudo e no livro Os dez mais do Flamengo, de Roberto Sander Evaristo de Macedo, que jogou com o meio-campo na campanha do tricampeonato carioca de 1953-1954-1955, descreve Dequinha como “um jogador altamente técnico. A mesma facilidade que tinha de tomar a bola do adversário, ele também tinha para fazer um passe ou dar um lançamento de longa distância” (p. 70). O talento de Dequinha também serviu de inspiração para Carlinhos, que na década de 60 o substituiria na posição de volante do time rubro-negro. 
Dequinha era capitão da equipe do Flamengo conhecida como “Rolo Compressor” e participou de todos os jogos da campanha do segundo tricampeonato carioca da história do clube, sendo fundamental para essa conquista junto com craques como Garcia, Pavão, Jadir, Jordan, Rubens, Evaristo, Benitez, Zagallo, Esquerdinha, Índio, Paulinho, Joel e Dida. O técnico era o paraguaio Fleitas Solich.
Dequinha marcou dois golaços de fora da área na goleada por 5 a 0 contra a Portuguesa no Campeonato Carioca de 1953. Os outros gols rubro-negros foram marcados por Servílio, Índio e Benitez. Nessa competição ,o time rubro-negro realizou uma campanha espetacular ganhando 21 jogos e sendo derrotado apenas duas vezes. Na penúltima rodada, o Flamengo venceu o Vasco por 4 a 2 com gols de Esquerdinha, Índio e dois gols de Benitez e conquistou o título carioca .Na última rodada, o Mengão venceu o Botafogo por 1 a 0 com gol de Rubens coroando a brilhante campanha. 
Em 1954, o Flamengo continuou avassalador sempre contando com a liderança de Dequinha e obteve 19 vitórias em todo o campeonato, sendo derrotado apenas duas vezes e confirmou o título ao vencer o Vasco por 2 a 1 (gols de Índio e Paulinho). Antes da última rodada do campeonato, o Flamengo fez um amistoso contra o Estrela Vermelha e venceu por 4 a 1 com dois de Evaristo, um de Zagallo e outro de Babá. Na última rodada, com direito a Carnaval em pleno Maracanã, o Flamengo derrotou o Bangu por 5 a 1 com gols de Benitez, Paulinho, Índio, Evaristo de Macedo, Edson (contra).
No mesmo ano, Dequinha fez parte do grupo que defendeu Seleção Brasileira na Copa do Mundo da Suíça, ficando na reserva junto com Rubens.
Em 1955, Dequinha marcou o gol da vitória do Flamengo por 1 a 0 no clássico contra o Botafogo com uma bomba que bateu no travessão antes de entrar. Na final do Campeonato Carioca de 1955 realizada somente em 1956, o Flamengo venceu o América por 1 a 0 no primeiro jogo (gol de Evaristo), perdeu por 5 a 1 no segundo e venceu por 4 a 1 na terceira partida com três gols de Dida e um de Duca, sagrando-se tricampeão carioca (1953-1954-1955) pela segunda vez.
Dequinha é um exemplo de jogador que agrada a Nação Rubro-Negra pela raça e técnica e marcou a história do Flamengo. Dequinha faleceu em 1997.
Fontes:
Sander, Roberto. Os dez mais do Flamengo, Rio de Janeiro: Editora Maquinária, 2008.



domingo, 27 de julho de 2014

Tá na hora da virada

Torcida acreditando. Flamengo unido. A hora é agora.

Pra cima deles, Mengão

Mas depois de sair da lama, tem muita coisa que precisa mudar....

Vale a Pena Ver de Novo - Há 3 anos, um certo 5x4.

Neste 27 de julho, há exatos 3 anos, aconteceu um dos jogos mais incríveis da história do Brasileirão. A sensacional virada do invicto Flamengo contra o campeão da Libertadores em pleno poleiro da Vila Belmiro.



O placar e os gols dizem por si só. Vamos rever.






sábado, 26 de julho de 2014

Recordar é Viver II - Cai um tabu histórico!

Neste 26 de julho, além de comemorarmos o aniversário da conquista da Copa do Brasil contra nosso arquirrival e freguês, também é um dia a ser festejado por nós. 

Há exatos 5 anos, em 2009 o Flamengo dava o primeiro passo na dura caminhada rumo ao Hexa, derrotando de virada o Santos por 2x1. Estreava o técnico Andrade, um dos responsáveis pela conquista nacional, e que após o jogo dedicou a vitória ao goleiro Zé Carlos, que dias antes havia morrido. 

Vamos rever os principais lances do jogo:


Recordar é Viver: Bicampeonato da Copa do Brasil

Neste Sábado temos mais uma data especial a ser lembrada. 
Neste dia, em 2006, conquistávamos pela segunda vez a Copa do Brasil. 

Um título duplamente comemorado pela imensa nação rubro-negra, porque o vice foi nosso eterno rival e freguês, o Vasco. 

Depois de ter passado sufoco para se manter na primeira divisão no ano anterior, o Flamengo começou 2006 com o pé esquerdo. Seguidos tropeços para os chamados clubes pequenos deixaram o Flamengo eliminado prematuramente da Taça Guanabara, e depois da Taça Rio. 

O time, que começou o ano com Adílio de técnico, começou a Copa do Brasil com Valdyr Espinosa, que foi demitido devido aos maus resultados no estadual, só comandando o time no jogo de ida, em Arapiraca contra o ASA. O clube trouxe Waldemar Lemos, e com ele o time evoluiu, e foi avançando de fase na Copa do Brasil, onde no ano anterior havíamos sido eliminados nas 8as de final pelo Ceará, na pior participação do clube no torneio. As goleadas nos jogos de ida contra Guarani e Atlético Mineiro deixaram o time com a classificação bem encaminhada para as fases seguintes. 

Após passar com dificuldade pelas semifinais pela surpresa da competição, o Ipatinga, o Flamengo surpreendeu ao demitir Waldemar Lemos e contratar o técnico do time mineiro, o então desconhecido Ney Franco. As finais foram após as férias causadas pela copa de 2006. O adversário seria o Vasco, que já havia eliminado dois times do RJ: O Volta Redonda nas 4as de final e o Fluminense nas semifinais. 

As duas finais foram no Maracanã, que ainda passava pelas obras do Pan de 2007. No jogo de ida, o Vasco, que diziam alguns entendidos, era favorito, não ofereceu perigo, o Flamengo, que tinha em Jônatas seu principal destaque, botou a mão na taça vencendo por 2x0, gols de Obina e Luizão. No jogo de volta, mais uma vitória rubro-negra. 1x0, gol de Juan. Mais um taça pra nossa coleção. Mais um vice pra coleção deles. 


Campanha: 

1a fase: 
22/02 - ASA 1 x 1 Flamengo
08/03 - Flamengo 2 x 1 ASA

2a fase:
22/03 - ABC 0 x 1 Flamengo
05/04 - Flamengo 4 x 0 ABC

Oitavas de final:
12/04 - Flamengo 5 x 1 Guarani
19/04 - Guarani 1 x 0 Flamengo

Quartas de final:
26/04 - Flamengo 4 x 1 Atlético/MG
03/05 - Atlético/MG 0x0 Flamengo

Semifinais: 
10/05 - Ipatinga 1 x 1 Flamengo
18/05 - Flamengo 2 x 1 Ipatinga

Finais:
19/07 - Vasco 0 x 2 Flamengo
26/07 - Flamengo 1 x 0 Vasco

O gol do título vale a pena ver de novo!