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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Flamengo Campeão do Troféu Centenário do Linfield F.C.

O time Norte Irlandês do Linfield completou seu centenário e convidou o Mengão para a festa. E o Flamengo foi um péssimo convidado e sapecou 4 X 0 estragando a festa dos Norte Irlandeses e trazendo mais uma Taça para a Gávea.

C.R. Flamengo 4 x 0 Linfield (IRLANDA DO NORTE)
Troféu Centenário do Linfield F.C.
19/08 - Estadio: Windsor Park - Belfast - Irlanda do Norte
Time: Zé Carlos(Hugo), Jorginho, Leandro(Mozer), Aldair(Guto), Adalberto, Andrade(Valtinho), Ailton(Julio Cesar Barbosa), Adilio, Bebeto(Carlinhos), Vinicius(Wallace) e Zinho.
Gols: Vinicius(2), Andrade e Bebeto.
( C.R. Flamengo Campeão )

domingo, 8 de novembro de 2009

Frase do dia


"Amo o Flamengo como se fosse um pedaço da terra onde nasci".- José Lins do Rêgo

sábado, 7 de novembro de 2009

Maria Lenk, primeira atleta brasileira em Olimpíadas - 1932

A grande nadadora Maria LenkHistóriaMaria Lenk, grande nadadora do Clube de Regatas do Flamengo, foi a primeira mulher da América do Sul, a participar de uma Olimpíadas, isso aconteceu em 1932 nas Olimpíadas de Los Angeles quando tinha apenas 17 anos e disputou as provas de 100m livre, 100m costas e 200m peito. Na época as atletas sofriam de enorme preconceito para praticar esportes.
Ainda em 1932, Maria junto com outros 68 atletas da equipe brasileira custearam a viagem para competir nas Olimpíadas de Los Angeles vendendo o café que levaram no porão do navio.
Não conseguiu ganhar medalhas em Olimpíadas, mas é considerada pioneira da natação moderna, foi responsável pela introdução do nado borboleta, quando o nadou nas Olimpíadas de 1936 em Berlim, em uma prova de peito.
Maria Lenk estava em grande forma para as Olimpíadas de 1940 em Tóquio e brigaria pela medalha de ouro, já que no ano anterior havia batido os recordes mundiais dos 200 e 400 metros peito, isso tudo sem técnico e com seus próprios métodos de treinamento. Mas com o início da Segunda Guerra Mundial em 1939, a Olimpíadas é cancelada e o sonho de Maria acaba não se concretizando.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Maior goleada do Flamengo sobre o Atletico Mineiro

No dia 18 de Agosto de 1938, Flamengo e Galo disputavam um amistoso, no estádio das Laranjeiras. Naquele dia, porém o Flamengo não foi nada amistoso e detonou o time mineiro com a maior goleada da história dos Rubro Negros sobre o Alvi Negro de Belo Horizonte. Gonzales, Providente e Jarbas fizeram os gols do show de bola.

C.R. Flamengo 5 x 1 Atlético (MG)
Amistoso
18/08 - Estadio: Laranjeiras - Rio de Janeiro
Time: Valter, Domingos, Marin, Médio, Fausto(Volante), Natal, Sá, Valdemar, Providente, Gonzales e Jarbas.
Gols: Gonzales(2), Providente(2) e Jarbas.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Local da Fundação do Flamengo


O Flamengo foi fundado em 15/11/1895, numa precária casa situada na Praia do Flamengo nº 22, hoje nº 66.

Em 1920 o terreno foi definitivamente comprado e, em 1933, a casa original foi substituída pela primeira sede, que se vê na foto acima (esta sede resistiu até 1979, quando foi vendida para a Servenco, em troca do 4º andar do futuro bloco B do edifício, além da participação de 12,5% em uma loja comercial do térreo).

Fonte: Saudades do Rio, por Luiz Darcy.

Agradecimento ao Amigo Kid

domingo, 1 de novembro de 2009

Foto do Flamengo de 1987

A legenda precisa de uma correção. Onde se lê "Aloisio", leia-se "Airton"


Foto de um dos melhores times da nossa história. Esse time era cheio de craques e deixou saudade. Mande para gente a as recordações desse time.

sábado, 31 de outubro de 2009

É hoje. Vamos Flamengo

É hoje. As derrotas acontecem mas o Flamengo é maior que isso. Hoje é o dia da torcida e do time voltarem a ser um só, é dia do Flamengo mostrar por que é o Flamengo e a Nação mostrar por que é a Nação. É hoje, vamos para cima deles Flamengo. Vamos fazê-los tremer, vamos mostrar quem manda no Maracanã. O Flamengo é eterno, é mágico, é único. E é por isso que todos o invejam tanto. Vamos Flamengo. A Nação acredita em você. E quem tem Deus e a Nação ao seu lado, não precisa de mais nada.


NÓS ACREDITAMOS

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Preleção de Joel Santana

Joel Santana é um técnico limitado e que nunca foi unanimidade. Mas ele conseguiu ótimos resultados no Flamengo por que sabe como poucos motivar seus atletas e entendeu como poucos o que é ser Flamengo. Essa preleção dele é histórica:

“Para jogar aqui tem que ser suor e luta. É por causa disso que essa nação está aí, porque ela confia e acredita em vocês. Estamos prontos para ir pra Libertadores e hoje vamos provar isso, nós fizemos por onde. Eles não respiram, eles não jogam, eles não correm, eles não fazem porra nenhuma porque vocês não vão deixar. Sem muito papo, sem muita conversa, isso aqui é Flamengo e tem que honrar isso aqui. Vamos lá!”

Mais Flamengo que isso, impossível.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Entrevista Candidatos a Presidente do Flamengo 2009 - Plínio Serpa Pinto

Sócio do Flamengo desde 1985, o benemérito Plinio Serpa Pinto, 62, é casado há 35 anos, tem um filho e uma filha, além de um casal de netos. Bacharel em Direito, Plinio é executivo da Brasil Brokers, uma das maiores empresas de prestação de serviços do país. No Flamengo, Plinio Serpa Pinto foi relator e presidente da Comissão de Finanças do Conselho de Administração e ocupou a vice-presidência de futebol no período de 1996 a 1998. Foi o diretor de futebol do pentatri.

1. Boa parte das receitas do clube para o seu mandato já foi adiantada e provavelmente o contrato de patrocínio já estará assinado. Como o senhor imagina ter recursos para gerir o clube e ainda implementar todas as melhorias prometidas em sua campanha? Há algum projeto específico para lidar com a dívida atual?

Todos os nossos projetos têm orçamento e forma de realização expressos em seu bojo. Não serão dependentes de dinheiro velho. Faremos entrar dinheiro novo no caixa do clube. Vamos estudar todos os contratos que foram feitos, tratar de melhorá-los e, com credibilidade, criatividade e transparência, viabilizaremos a renegociação de nossa dívida existente. A nova sede, o Morro da Viúva e a direção profissional do futebol já têm encaminhamento positivo. Vamos vencer as eleições e colocar em prática nossa forma de gerir o Flamengo, com muito sucesso.


2) O senhor é a favor da construção de um novo estádio já em seu mandato? Em caso positivo, qual o orçamento previsto, de onde virão os recursos financeiros e em que local esse estádio poderá ser construído?

Vamos ter o Maracanã fechado por um longo período. O acordo que está sendo montado pela atual administração é para que nós possamos jogar no Engenhão. Eu acredito que não há como se possa fazer investimento no estádio da Gávea porque a idéia é transformar os nossos 70 mil metros quadrados da Gávea no maior clube esportivo e social da Zona Sul do Rio de Janeiro. Os sócios vão ter um clube, cujo projeto já apresentamos, com orçamento da obra e com as fontes de receitas de venda de títulos e locação para que a gente possa, em dois anos executar essa obra. Qualquer investimento num estádio na Gávea seria obsoleto e não seria viável. Portanto, vamos usar o Engenhão e poderemos fazer alguns jogos fora, no aspecto de atender à demanda da nossa torcida e trazer cada dia mais lucratividade para nossas receitas. Não tenho idéia do investimento, falam em um estádio de 45 mil lugares, custando centenas de milhões de reais e seria totalmente inexeqüível. O Flamengo vai negociar com sagacidade, com uma empresa internacional, para obter o justo valor pelo envolvimento nosso na privatização do Maracanã. Acho que aí está o ganho financeiro que o Flamengo pode receber por ser o trem pagador do futebol brasileiro.


3) O senhor é a favor da transformação do futebol do Flamengo em uma sociedade anônima de capital aberto?

O que nós temos que fazer não é obrigatoriamente transformar o Flamengo em empresa. É tratar o Flamengo como uma empresa fosse. Com profissionalização na área de recursos humanos, na área financeira, na área administrativa, na área do futebol. A primeira coisa que nós vamos fazer com nossos juristas, nossos advogados, é adequar o nosso estatuto ao Código Civil. Fazê-lo mais ágil, mais moderno para que o sócio do Flamengo possa conviver com a realidade e modernidade dos dias atuais, transformando essa imensa nação rubro-negra, essa massa fantástica e potência esportiva e social, sendo a principal plataforma na formação de atletas olímpicos para a Olimpíada de 2016.


4) O senhor tem algum projeto de sócio torcedor? Em caso positivo, quais os benefícios previstos para quem se associar? Qual o custo de implementação desse projeto? Os futuros sócios torcedores terão direito à privilégios na compra de ingressos e descontos na aquisição de produtos licenciados? Terão direito à voto?

Vamos dar condições a todos que quiserem para que se associem e tenham o mesmo direito de todos os sócios. Quanto mais sócios, mais forte o Flamengo será. Olhe para os clubes ingleses e espanhóis. Por que não podemos ter nossa torcida associada e votando? Vamos incrementar a possibilidade dos nossos torcedores se transformarem em sócios do clube. Mesmo os que residem fora do Rio. Para nós, nossa torcida é o maior dos nossos patrimônios e queremos todos participando conosco. Juntos, encontraremos a solução para essa questão que é da maior importância para a existência do Clube de Regatas do Flamengo e para o seu futuro. Queremos continuar sendo o mais querido. Se outros clubes conseguem fazer trinta mil sócios em seis meses, que dirá o Flamengo em nossa administração.


5. Qual o seu projeto para atrair mais público ao estádio? O senhor planeja aumentar o preço dos ingressos, como forma de incremento da receita, pensa em reduzi-lo ou manteria a política de preços atuais? Como se dará a relação com os torcedores na arquibancada e as organizadas? Qual a sua visão sobre o comportamento atual do nosso torcedor?

Atrair público se faz com um grande time, com uma direção profissional e com vitórias. É isso que faremos. Não está em nossos planos aumentar preços de ingressos. Queremos sempre estudar fórmulas que beneficiem os torcedores e a grande Nação Rubro-negra. Nossa relação com a arquibancada é e sempre será excelente. Foi de lá que saímos. Quanto às organizadas, nossa relação será de respeito mútuo e parceria, dentro de padrões dignos, aceitáveis e responsáveis. Tenho certeza que o torcedor na média é excelente. Existem casos excepcionais de comportamento inadequado que sabemos, que através do diálogo serão contornados. A torcida é nossa parceira para enchermos os estádios e para levarmos nossos atletas a vitórias históricas. Aliás, como sempre tem sido. Sabemos disso.


6) - Como e quando vai terminar nosso Centro de Treinamento?

Construiremos a primeira fase do Centro de Treinamento Ninho do Urubu em seis meses, com recursos e financiamento absolutamente possíveis. Vamos blindar nossas divisões de base, oferecendo aos atletas em formação a tranqüilidade e as instalações necessárias ao seu aperfeiçoamento. Não estamos sonhando. Nossa fábrica de craques será restabelecida e o futuro do Clube de Regatas do Flamengo estará garantido.


7 ) Faça um pequeno resumo dos seus planos para o clube no seu mandato.

Bom, aos 62 anos de idade, tenho minha vida realizada e há dois anos vendi todas as minhas empresas, num processo de abertura de capital. A minha independência financeira , pela minha declaração de Imposto de Renda, pelos meus bens e pelo meu sucesso profissional, me permite dar ao meu Flamengo, uma paixão desde os 7 anos de idade, do qual sou sócio desde 1985 e sou benemérito, todo o tempo necessário. Não sou nenhum mecenas, nem alguém com condição financeira privilegiada vai colocar dinheiro no Flamengo e resolver a vida do Flamengo. Não é isso. Vou me cercar de profissionais competentes, as pessoas que estão à minha volta na nossa chapa são experientes, mas o que vamos fazer de verdade é recorrer ao mercado de trabalho trazendo profissionais das áreas de recursos humanos, administrativa, financeira, marketing, para tentar reformular o Flamengo e dar ao clube a situação que tem o Internacional, que tem o Atlético Paranaense, que tem o São Paulo. Não há nenhum projeto mirabolante, o Flamengo vai renegociar todos os seus contratos, fazer uma auditoria profunda, de sorte que não haja promessas. Haja projetos concretos, que todos podem tomar conhecimento no nosso site.

Plínio Serpa Pinto Presidente
Por Um Sonho. Por Uma Nação.
Para mais informações acessem o site:
http://www.pliniopresidente.com.br

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Dia do Flamenguista

“Cada brasileiro, vivo ou morto já foi Flamengo por um instante, por um dia.“, disse Nelson Rodrigues, fanático tricolor desprovido de vaidades clubisticas na hora de analisar futebol.

Hoje, 28 de outubro, é o dia do flamenguista. Hoje, 28 de outubro de 2009, é o dia que o Flamengo pode se tornar líder do campeonato Brasileiro. Hoje, como quase toda quarta-feira, é dia de 35 milhões de pessoas viverem por um só objetivo e outras 150 milhões torcerem contra.

Amanhã, como sempre, líder ou fora da briga, a capa dos jornais terá o tal do Flamengo.

Decidindo titulo, lá estarão milhares de torcedores, em outro estado, fazendo com que o tal do Flamengo jogue em casa quando deveria atuar fora.

No sábado, onde todos brigam pela liderança, lá estará ele, de novo, jogando com 12, burlando o regulamento básico do futebol.

E se o time pipocar e perder o titulo novamente, não muda nada. Vão se revoltar, xingar, protestar e, daqui 3 meses, lá estarão eles fazendo juras de amor ao time num clássico qualquer pelo campeonato estadual, aquele que nem eles aguentam mais vencer.

O time mais inexplicável do planeta terra, sem dúvida.

Não ganha o principal titulo nacional desde 1992. Lá se vão mais de 17 anos e a torcida diminui? Não, aumenta. Segundo pesquisa, a maior entre as crianças do país.

Quando ninguém dá nada pra eles, chegam e surpreendem a todos. Quando todos esperam muito, ele perde e decepciona sua nação.

Favorito em tudo que disputa, simplesmente pelo citado acima. Ninguém é capaz de saber o que esperar do Flamengo, nunca.

E quando eventualmente não tem um time capaz de ser campeão, a cobrança é como se tivesse. Ou seja, não existem jogadores no Flamengo. Existe o Flamengo e ponto final.

Única torcida do planeta que paga ingresso por 2 espetáculos. Um no campo, como todas elas, e outro que ela mesmo proporciona.

O flamenguista vai ao Maracanã pra curtir o time, o jogo, o clima e a própria torcida. É único.

Talvez uma das raras torcidas do mundo que tenha dezenas de ídolos, mas que não há discussão sobre o maior.

Existe o Zico e o resto. E o “resto” inclui, talvez, os dois melhores laterais que o mundo já viu em cores. Leandro e Junior.

A Nação rubro-negra não tem esse nome a toa. São 35 milhões de torcedores, e vejamos:

A cidade mais populosa do mundo é Tóquio. E tem 34 milhões de pessoas.

A maior do Brasil é são Paulo, com 19.

O Flamengo, sozinho, tem 35. Se cobrasse impostos seria trilhardário.

Não cobra, e vive devendo.

Deve milhões, e isso não faz a menor diferença.

Ao contrário do amor que tanto exaltamos, este não vai embora quando o amado fica pobre. É amor de verdade, o mais puro que existe.

Incondicional, este sim.

Aquele que não analisa, que não raciocina, que não condiciona a nada.

A nação poderia dizer, sem culpa: “Eu te amo, e pronto”.

Não interessa porque, como, quando e nem sob quais condições.

É maior, é inexplicável.

Ser Flamengo é algo que não tem comparação. Eu não nasci assim, e nem ouso dizer se felizmente ou infelizmente.

Flamenguista é aquele sujeito que ama futebol acima do que ele o proporciona. Aquele que não troca amor por resultados, e que não condiciona sua preferencia por um ou outro jogador.

Por aí existe o Santos de Pelé, o São Paulo de Rogério Ceni, o Palmeiras de Ademir.

Lá existe o Zico do Flamengo.

A ordem é sempre inversa. Os valores são sempre diferentes.

Ser flamenguista não torna ninguém melhor do que os outros, nem pior. Diferente, sem dúvida.

Ser maioria é algo que fortalece. É infinito, porque a nação não tem fim, e nem deixará de ser a maior torcida do país nos próximos 200 anos.

Odiar o Flamengo é absolutamente justificavel.

Qualquer um fica irritado em ganhar titulos e mais titulos e ver que a capa do jornal não muda de foto. É sempre a do Flamengo.

Qualquer um se incomoda em saber que titulos e dividas menores não conseguem sobrepor a importancia de um clube que tem sua grandeza baseada em nada atual e concreto.

É grande. Porque? Porque é.

Pode existir algo maior do que o que não se explica?

Entrar num Maracanã lotado e olhar pra aquela torcida é algo que apenas eles sabem o que é, o que significa e o quanto importa.

“Torcida não ganha jogo”, dizem.

“Só se for a sua”, eles dirão.

Hoje é dia do flamenguista.

Você não é Flamenguista?

Que pena.

By Rica Perone

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Crônica de Nelson Rodrigues

Crônica Esportiva
(*) Nelson Rodrigues

Corria o ano de 1911. Vejam vocês: - 1911! O bigode do kaiser estava, então, em plena vigência; Mata-Hari, com um seio só, ateava paixões e suicídios; e as mulheres, aqui e alhures, usavam umas ancas imensas e intransportáveis. Aliás, diga-se de passagem: - é impossível não ter uma funda nostalgia dos quadris anteriores à Primeira Grande Guerra. Uma menina de catorze anos para atravessar uma porta tinha que se pôr de perfil.
Convenhamos: - grande época! grande época! Pois bem. Foi em 1911, tempo dos cabelos compridos e dos espartilhos, das valsas em primeira audição e do busto unilateral de Mata-Hari, que nasceu o Flamengo. Em tempo retifico: - nasceu a seção terrestre do Flamengo. De fato, o clube de regatas já existia, já começava a tecer a sua camoniana tradição náutica. Em 1911, aconteceu uma briga no Fluminense. Discute daqui, dali, e é possível que tenha havido tapa, nome feio, o diabo. Conclusão: - cindiu-se o Fluminense e a dissidência, ainda esbravejante, ainda ululante, foi fundar, no Flamengo de regatas, o Flamengo de futebol.
Naquele tempo tudo era diferente. Por exemplo: - a torcida tinha uma ênfase, uma grandiloqüência de ópera. E acontecia esta coisa sublime: - quando havia um gol, as mulheres rolavam em ataques. Eis o que empobrece liricamente o futebol atual: - a inexistência do histerismo feminino. Difícil, muito difícil, achar-se uma torcedora histérica. Por sua vez, os homens torciam como espanhóis de anedota. E os jogadores? Ah, os jogadores! A bola tinha uma importância relativa ou nula. Quantas vezes o craque esquecia a pelota e saía em frente, ceifando, dizimando, assassinando canelas, rins, tórax e baços adversários? Hoje, o homem está muito desvirilizado e já não aceita a ferocidade dos velhos tempos. Mas raciocinemos: - em 1911, ninguém bebia um copo d’água sem paixão. Passou-se. E o Flamengo joga, hoje, com a mesma alma de 1911. Admite, é claro, as convenções disciplinares que o futebol moderno exige. Mas o comportamento interior, a gana, a garra, o élan são perfeitamente inatuais. Essa fixação no tempo explica a tremenda força rubro-negra. Note-se: - não se trata de um fenômeno apenas do jogador. Mas do torcedor também. Aliás, time e torcida completam-se numa integração definitiva. O adepto de qualquer outro clube recebe um gol, uma derrota, com uma tristeza maior ou menor, que não afeta as raízes do ser. O torcedor rubro-negro, não. Se entra um gol adversário, ele se crispa, ele arqueja, ele vidra os olhos, ele agoniza, ele sangra como um césar apunhalado. Também é de 1911, da mentalidade anterior à Primeira Grande Guerra, o amor às cores do clube. Para qualquer um, a camisa vale tanto quanto umagravata. Não para o Flamengo. Para o Flamengo, a camisa é tudo. Já tem acontecido várias vezes o seguinte: - quando o time não dá nada, a camisa é içada, desfraldada, por invisíveis mãos. Adversários, juízes, bandeirinhas tremem então, intimidados, acovardados, batidos. Há de chegar talvez o dia em que oFlamengo não precisará de jogadores, nem de técnicos, nem de nada. Bastará a camisa, aberta no arco. E, diante do furor impotente do adversário, a camisa rubro-negra será uma bastilha inexpugnável.”


segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Baggio e o Flamengo

Já em fim de carreira, Roberto Baggio recebeu um telefonema de empresários brasileiros tentando coloca-lo no Palmeiras. Seria um marketing enorme, até pela questão da Itália e tal. O jogador ouviu, mas a conversa não evoluiu.
O clube não insistiu, pois ele queria mesmo parar e vir pro Brasil era fora de cogitação para a maioria dos craques europeus. E Baggio era um deles. Mas, essa historia toda teve “bastidores” interssantes, que fiquei sabendo hoje.
Pra quem nào sabe, Roberto Baggio só virou jogador de futebol porque um dia o Zico foi jogar no time dele, a Udinese. O garotinho ia todo dia ver os treinos e repetia em casa o que o ídolo fazia. Baggio se tornou não apenas jogador como um conhecedor de futebol brasileiro, capaz de escalar times e dar informações precisas sobre o que acontece no campeonato daqui.

Até hoje é assim. Em seu blog, as vezes comenta o Brasileirão com propriedade.
Mas, Baggio tinha um time lá, e outro cá. Afinal, fã que é fã segue o ídolo em tudo.
Nesse momento em que tentaram leva-lo pro Palmeiras, Baggio revelou a empresários um desejo pouco conhecido, e que na verdade é um boato, lenda, não sabemos até que ponto é verdade. Mas, está em “lendas do futebol”, logo… foda-se.
Ele teria digo aos empresários o seguinte:

- Então não tem acerto pra vir pro Palmeiras?
- Não, infelizmente não. Eu estou parando, não quero mais, ainda mais fora do meu país…
- Uma pena, adorariam voce aqui.
- Tem o penalti da Copa também, eu aguentaria muita gozação por isso, não sei se é o que quero.
- Tudo bem, se um dia quiser retomar a carreira e jogar no Brasil, só entrar em contato, nós providenciamos um grande clube, etc, etc, etc.
- Muito obrigado. Ja sonhei em jogar no Brasil quando garoto, mas não no Palmeiras…
- Ah é? E voce queria jogar onde?
- Queria vestir a camisa que foi do Zico. Mas a minha carreira foi andando e virou apenas um sonho de garoto.
- Quer que falamos com o Flamengo? Quem sabe?
- Não, não. Eu estou parando mesmo. Mas, há 2 anos… eu teria pensado com carinho.
E assim terminou a breve negociação entre empresarios e Roberto Baggio, que seria jogador do Palmeiras por vontade deles e, quem sabe, do Flamengo por sonho de infância, influenciado pelo seu idolo maior.

Ja pensou?

Rica Perrone

domingo, 25 de outubro de 2009

Leandro Ávila


Leandro Coronas Ávila, o Leandro Ávila, foi um cabeça de área que marcou época no futebol carioca, principalmente em Vasco, Botafogo e Flamengo. Revelado pelo time cruzmaltino em 1991, Leandro destacou-se ao vencer o Campeonato Brasileiro de 1995 pelo Botafogo, no mesmo ano em que chegou ao alvinegro.
O jogador passou ainda por diversos outros clubes, como o Internacional e o Palmeiras. No Flamengo, ficou por 5 anos, de 1998 até 2002, e participou da conquista do tricampeonato estadual, de 1999 a 2001 e também do título da Copa Mercosul de 1999, com grande destaque.
Volante de muita raça e disposição, caiu nas graças da torcida do Fla, clube onde teve sua última grande passagem, e onde, curiosamente, não marcou nenhum gol, em mais de 150 partidas vestindo o Manto Sagrado. Depois, passou por Internacional, Marília e Serrano, antes de começar sua carreira como treinador, no CFZ do Rio.

Dados
Nome Completo: Leandro Coronas Ávila
Dia do Nascimento: 6 de abril de 1971
Nascimento: Porto Alegre (RS)
Posição: Volante
Número de Partidas pelo Fla: 156
Número de Gols: 0

sábado, 24 de outubro de 2009

Pensamento do Dia

Acho que o problema do Flamengo era a gasolina. Foi só trocar de posto que o time funcionou direitinho.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Lançamento da Revista do Flamengo



Depois de anos ausente, o Flamengo lançou novamente a sua Revista. Tal veículo é comum nos clubes do mundo todo e não dava de entender por que o Flamengo não tinha a sua. A nova Revista está muito interessante e merece ser prestigiada pela Nação.



Revista antiga

myrt.auriq.com