quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

2009 - O ano mais vitorioso da História do Basquete Rubro Negro

O ano de 2009 foi o mais vitorioso da história do basquete do Flamengo. Em 114 anos de vida, o clube nunca conquistou tantos títulos na modalidade em uma só temporada. O time do técnico Paulo Chupeta, que já era campeão nacional e tetra estadual, teve um 2009 irretocável e conquistou o bicampeonato brasileiro, o penta carioca e ainda a Liga Sul-Americana. Não poderia ter sido melhor. E, como recordar é viver, vale a pena lembrar estes momentos de glória em vermelho e preto dentro das quadras.

A bola subiu para o basquete do Flamengo pela primeira vez neste ano no dia 14 de janeiro. A equipe estreava na Liga das Américas já superando seu grande rival, o Brasília, por 96 a 92, e dava um importante passo para a classificação no torneio. Depois, o time ainda venceu o Deportes Castro, mas, na última rodada, acabou derrotado pelo Libertad Sunchales e ficou fora do Final Four. Mas, tudo bem, o melhor estava guardado para os meses seguintes. Se o ano começou com uma pequena decepção, sua sequência foi só de glórias.

Vieram a continuação da primeira fase do Novo Basquete Brasil, que havia começado no final de 2008, e a fase de classificação da Liga Sul-Americana. Em ambas, o Flamengo se deu bem. Superou todos os adversários e, com muita técnica aliada à vontade de vencer e à superação, terminou a primeira fase do NBB como líder e classificou-se para o quadrangular decisivo da competição internacional. E foi justamente este o primeiro título do Rubro-Negro na temporada.

Sul-Americana - No fim da noite de um inesquecível dia 12 de março, com 41 pontos do craque Marcelinho Machado, o time de Paulo Chupeta fazia história. Dentro da Argentina, em um ginásio lotado, sofrendo pressão de todos os lados, o Flamengo venceu o forte time do Quimsa, por 98 a 96, e como já havia superado o Regatas (92 a 72) e o Cucuta (115 a 82), conquistou, pela terceira vez na história do clube, o título de Campeão Sul-Americano de Basquete Masculino.

"Estamos numa sequência muito boa, principalmente de conquistas, e isso é muito importante. Tudo isso é fruto de treinamento, de muita dedicação, de muito trabalho e da força desse grupo, que tem prazer em jogar junto e é muito unido", afirmou o ala/armador Duda.

NBB - Passaram-se dois meses até o início dos playoffs do NBB, que começaram no dia 16 de maio. Nas quartas-de-final, já uma série considerada muito difícil, contra o Pinheiros. Porém, com a dupla Marcelinho e Baby mais do que inspirada, os rubro-negros não encontraram muitos problemas para se classificarem às semifinais. Foram vitórias apertadas, mas a equipe fechou a série melhor de cinco com três vitórias a zero (92 a 87, 92 a 85 e 87 a 84) e garantiu-se nas semifinais, para pegar o Joinville. Depois de uma primeira partida complicada (88 a 86), o Fla deslanchou e também passou fácil pelos catarinenses: 92 a 86 e 109 a 94.

Chegou então a decisão que todos esperavam. Frente a frente, assim como em 2008, os dois melhores times do basquete nacional: Flamengo e Brasília. No dia 11 de junho, começou a série final do Novo Basquete Brasil, na capital federal. E quem disse que o Flamengo se assustou por causa disso? Pelo contrário, partiu para cima dos adversários e abriu 1 a 0 na série vencendo por 81 a 74, com 32 pontos de Marcelinho e 20 de Jefferson. Depois disso, o time teria dois jogos em casa para fechar as finais.

No entanto, no primeiro deles, acabou perdendo por dez pontos de diferença: 81 a 71. Então, a série ficou complicada. E tudo apontava para um quinto jogo. Foi exatamente o que aconteceu. No segundo jogo na HSBC Arena, o Flamengo venceu por 99 a 78, e no segundo jogo em Brasília, vitória dos donos da casa por 82 a 78 na prorrogação. A decisão do título ficou para o Rio de Janeiro. Diante de mais de 15 mil pessoas no ginásio da Barra da Tijuca, o Flamengo não poderia decepcionar. E não o fez. Na raça, e novamente com participação decisiva de Marcelinho, com 27 pontos, venceu o Universo por 76 a 68 e conquistou seu segundo título nacional consecutivo.

Estadual - Para fechar o ano com a Tríplice Coroa, só faltava confirmar o favoritismo e vencer o Campeonato Estadual no final de 2009. E ele veio, sem muita dificuldade. Mais uma vez, de forma invicta, o Flamengo superou todos os adversários, batendo o Club Municipal na final melhor de três jogos por 2 a 0, e conquistando o pentacampeonato carioca.

"Este é o meu oitavo título pelo Flamengo e cada um é especial. É uma alegria muito grande ser campeão com a camisa do meu clube do coração", disse o capitão Marcelinho Machado.

Depois de um ano tão vitorioso, a expectativa é de que em 2010, o Flamengo possa seguir com a mesma pegada para conquistar ainda mais títulos e fazer com que Marcelinho e companhia escrevam ainda mais seus nomes na história do clube.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

A primeira presidente da história do Flamengo

O Flamengo viveu uma noite histórica no dia 22 de Dezembro de 2009. A primeira presidenta dos então 114 anos de vida do clube mais querido do Brasil foi empossada diante de uma platéia lotada e confiante. Com um discurso emocionante, baseado em sua paixão pelo clube, mas também ressaltando a importância do profissionalismo, ela arrancou aplausos dos presentes a cerimônia e deixou o clube esperançoso para 2010.

Ex-atleta e dirigente de grande identificação com o clube e a torcida, Patrícia viveu na noite de hoje sua consagração. Depois de conquistar muitos resultados positivos dentro da piscina e também em seu gabinete como vice-presidente de Esportes Olímpicos, ela já havia avisado que iria concorrer e vencer as eleições para presidente do Flamengo. Não deu outra. Nesta terça, ela assinou o termo de posse e tornou-se oficialmente a maior autoridade do clube mais popular do país. Visivelmente emocionada, ela prometeu dias ainda melhores para o clube.

"Que meu coração rubro-negro pulse em cada um de vocês para que consigamos levar o Flamengo à grandeza que ele merece ter. Agradeço a todos que confiaram na capacidade do nosso trabalho. Sempre disse que ganharia a eleição e estou dizendo que o Flamengo será maior do que é hoje. Nós vamos conseguir isso. Meu compromisso é gerir o Flamengo de forma profissional, com muita transparência", disse Patrícia para um Salão Nobre recheado de torcedores, dirigentes, ex-atletas e conselheiros, unidos, para desejar boa sorte à nova presidenta.

A cerimônia contou com a presença de personalidades ilustres do meio desportivo, com Dr. João Havelange, presidente de honra da Fifa, os atletas Diego e Daniele Hypolito, Jade, Virna, Leila, Mariana Brochado, Luisa Parente, e os técnicos Andrade, Letícia Pessoa e Georgette Vidor. Entre os artistas estiveram presentes os atores Marcelo Serrado e Heitor Martinez. O ex-presidente do Flamengo, Marcio Braga, realizou a transição de maneira tranqüila e emocionada. Após seis anos à frente do clube, ele se despediu colocando-se à disposição da nova mandatária para o que ela precisar.

Durante a cerimônia, Patrícia aproveitou para anunciar novos vice-presidentes de cargos fundamentais na estrutura do clube. Um deles, aliás, ela acumulou: o de vice-presidente de remo. O novo vice de administração é Michel Levy. À frente dos Esportes Olímpicos, assume a ex-atleta Cristina Callou. No futebol, Marcos Braz segue como dirigente. O marketing agora fica a cargo de Antônio Henrique de Paula Brandão e Rafael de Pino será o procurado geral.

Patrícia Amorim

Das piscinas, onde representou as cores do Brasil e da bandeira rubro-negra, à Presidência. Assim pode ser resumida a carreira da ex-nadadora Patrícia Amorim, de 40 anos, dentro da Gávea. Casada e mãe de quatro filhos, Patrícia Amorim chegou ao C.R.Flamengo em 1977 e conquistou 28 títulos brasileiros, batendo 85 recordes nacionais, 180 recordes estaduais e 29 recordes sul-americanos. Representante do C.R.F e do Brasil nos Jogos Olímpicos de Seul (1988), Patrícia Amorim quebrou um jejum de 12 anos sem a participação feminina da natação brasileira em olimpíadas.

Eleita por unanimidade 2ª secretária da casa legislativa, Patrícia Amorim está em seu terceiro mandato como vereadora, onde é a legítima representante do esporte na Câmara Municipal do Rio de Janeiro (CMRJ).

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

A estrela de Lico Brilhou

Finalmente, chegava a hora de Lico.

A estréia da nova formação não poderia ter sido mais contundente, justo nos históricos 6-0 sobre o Botafogo. Lico, junto com toda a equipe, estraçalhou e fez até gol. A seguir, o embalado Flamengo faria 6-1 no Americano, novamente com gol e grande atuação do novo número 11 que, mesmo sem aparecer muito, encaixava-se como uma luva na proposta de jogo de Carpegiani. Mas logo Lico viveria seu momento de estrela.

Domingo, dia de Fla-Flu, válido pelo Terceiro Turno do Estadual de 1981. Jogo extremamente badalado, pois uma vitória deixaria o Flamengo a um passo do título do turno. O Fluminense ainda brigava, e se vencesse embolaria a disputa. Durante toda a semana, falou-se no clássico. 120 mil ingressos vendidos. O Secretário de Estado norte-americano, Henry Kissinger, em visita ao Brasil, confirma presença no jogão. Sol a pino, o Flamengo faz 1-0 com Nunes e domina, mas esbarra na forte defesa tricolor. Até que, já na segunda etapa, aos 4’, Tita sai jogando pela direita com Lico. Adílio se aproxima, e os três iniciam uma lenta triangulação. Quase caminham com a bola. Estão preparando o bote. Zico sai da área, vem buscar jogo. Recebe de Tita e aprofunda a Lico, que de repente dispara em direção à área. Lico recebe e faz o pivô com Adílio, que lhe devolve de primeira. O tricolor Edinho, craque, capitão e referência do Fluminense, um dos grandes zagueiros do Brasil, jogador de seleção brasileira, sai no combate de Lico. Pois o sabiá Lico, com um simples toque, deita o estrelado Edinho ao chão, como um mero beque de roça, e entra na área. O goleiro Paulo Vítor sai da meta confiante, fecha o canto. Ainda não conhece Lico. O catarinense ergue a cabeça e apenas sussurra à bola um toque de seda, impõe-lhe uma trajetória macia, amanteigada. A pelota viaja por cobertura e se abriga no reconfortante leito das redes. Um gol antológico, de placa, espetacular, que faz explodir o Maracanã aos gritos de "Lico, Lico".
O Flamengo venceria a partida por 3-1, mas naquele dia todos os elogios, prêmios e festa tinham um só dono: o craque magrelo que se descobriu tardiamente, o tímido passarinho que veio do Sul e que, do alto de sua condição de coadjuvante, conseguira transformar uma equipe temida numa máquina de triturar adversários.

Seu espetacular gol no Fla-Flu foi escolhido um dos dez mais belos de 1981 pelo programa "Gols do Fantástico" daquele ano.

Fonte: Blog do Adriano Melo

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Fleitas Solich – O valioso legado do Feiticeiro


Imagine-se o Flamengo numa decisão que literalmente está parando o país. Jornais e rádios só falando no jogão, o time perto de ganhar um título que, se confirmado, será lembrado com destaque na história do clube. Pois o treinador flamengo, para esse jogo crucial, barra o seu artilheiro e coloca um garoto que ainda está se firmando no elenco. Não satisfeito, mexe na base do sistema defensivo sacando um de seus principais jogadores e põe em seu lugar um atleta que praticamente não vem atuando. Uma decisão à primeira vista temerária, quase irresponsável, atitude inconseqüente, de maluco. Ou de um bruxo.

A história do treinador paraguaio Fleitas Solich no Flamengo se inicia com a conquista, pelos paraguaios, do Campeonato Sul-Americano de 1953, torneio em que os campeões, comandados por Solich, derrotaram o Brasil na final, em Lima. A aplicação tática e o caráter aguerrido da equipe chamaram a atenção da diretoria do Flamengo, que viu em Solich o substituto ideal para Flávio Costa, desgastado na Gávea. Eram tempos difíceis, o Flamengo vinha num jejum de títulos que chegava ao seu nono ano. Inspirado pelas boas experiências recentes com atletas paraguaios (Modesto Bría, Garcia e Benítez), a diretoria flamenga decidiu apostar em Fleitas Solich para comandar um processo de renovação de elenco e mentalidade.

Ao chegar, Don Fleitas mostrou-se bastante satisfeito com a qualidade do elenco e praticamente não pediu reforços. Logo seu jeito espontâneo, paternal, bonachão e bastante exigente começaram a conquistar a Gávea. Sem falar na sua assombrosa capacidade de realizar leituras táticas que deixavam jornalistas, dirigentes e torcedores sem fôlego. Fleitas era capaz de modificar o panorama de uma partida simplesmente mudando a função de um jogador com o jogo em pleno andamento, algo que hoje soa banal mas que não fazia parte da realidade do engessado futebol brasileiro dos anos 50. As intervenções de Fleitas justificavam plenamente o apelido de "El Brujo", ganho no Paraguai. Rapidamente Solich passou a ser conhecido como o "Feiticeiro".

Fleitas Solich era adepto do futebol solidário, mostrando-se bastante à frente do seu tempo. Pregava a compactação dos setores, treinava à exaustão jogadas em que os médios (precursores dos laterais de hoje) avançavam recebendo a cobertura dos homens de frente. Costumava montar formações que atuavam com um posicionamento bastante avançado, trocando bola rapidamente e desenvolvendo intensa movimentação. Numa época em que se valorizava o individualismo de dribladores e goleadores, a visão coletiva de Fleitas causou uma revolução no ambiente do futebol da Gávea.

E logo os resultados viriam. Aliando sua privilegiada visão tática a uma aguda capacidade de revelar jogadores, Fleitas Solich montou uma das melhores equipes da história flamenga, um time que possuía um ataque devastador, que se movimentava de forma insana, levando defesas adversárias ao desespero. Era o "Rolo Compressor", que conquistou sem nenhuma dificuldade os campeonatos cariocas de 1953 e 1954, empilhando goleadas. Nesse período o Feiticeiro lançou ou deu mais espaço a nomes como os atacantes Zagalo, Paulinho, Evaristo, Henrique, Dida e Babá, dando início a uma espécie de revezamento, em que os jogadores eram escalados de acordo com as características do adversário, o que ajudou a consolidar o mito do bruxo.

A sistemática de Don Fleitas foi mantida para a temporada de 1955, em que o Flamengo marchou para seu tricampeonato. Mas o campeonato foi bem mais difícil, algumas desavenças começaram a surgir (como a barração do virtuoso e individualista Rubens, que antes de Fleitas era a estrela do time). Mesmo assim, o time chegou às finais. E eis que retornamos ao início do texto: estamos na grande decisão, jogam Flamengo x América. O Flamengo vence a primeira (1-0), mas é massacrado na segunda partida (1-5), o que provoca a negra. O jogo para a cidade, até o presidente eleito vai ao Maracanã. Fleitas surpreende a todos e tira o atacante Paulinho, artilheiro do time, pondo o garoto Dida em seu lugar. Dida ainda era reserva, e apesar de mostrar qualidade, não parecia pronto para assumir a posição de titular, ainda mais numa final. Além disso, o Feiticeiro saca o médio Jadir, um dos principais nomes da defesa, entrando o experiente e vigoroso Servílio.

Apesar da desconfiança por jogadores e torcida, as mexidas de Fleitas se mostram incrivelmente acertadas. A entrada de Servílio anula totalmente o jogo aéreo americano, que se mostrara letal no jogo anterior. Dida, por sua vez, estraçalha e acaba com a partida, e com quatro gols é o nome da acachapante goleada (4-1) que dá o tri ao Flamengo. O Feiticeiro atinge o auge de seu prestígio (com o título, Fleitas chegou a ser cotado para dirigir a Seleção Brasileira na Copa-58. Mais tarde, chegou a dirigir o Real Madrid).
Fleitas Solich permaneceria no clube até 1957. Ainda dirigiria o Flamengo em mais três oportunidades (1958-1959, 1960-1962 e 1971), em que conquistaria o Rio-São Paulo de 1961. Mas seu legado é muito maior do que os títulos conquistados. Com Fleitas, o Flamengo consolidou sua imagem de equipe ofensiva, que joga pro ataque, buscando sempre e sempre o gol, marcando quatro gols a cada três sofridos. O Feiticeiro foi o responsável pela ascensão de alguns dos mais importantes jogadores da história flamenga, como os goleadores Henrique e Evaristo, o meia-atacante Gérson (o Canhotinha de Ouro) e o volante Carlinhos (o Violino), entre outros nomes.
Também é impossível deixar de lembrar a importância de Fleitas Solich na trajetória de um dos maiores ídolos da história do clube, o atacante Dida, descoberto quase por acaso no Nordeste e tratado como verdadeiro diamante por Don Fleitas. Dida, com 264 gols, até hoje figura como o segundo maior artilheiro da história do Flamengo.

Mas o que poucos sabem é que o Feiticeiro, já nos estertores de sua vida flamenga, no árido ano de 1971, ao aceitar o convite para tentar remontar uma base destroçada, resolveu recorrer às divisões de base. Interessou-se pelo futebol de um garoto franzino, que já vinha chamando a atenção. Viu duas atuações do menino e não hesitou em lançá-lo no time titular, mesmo avisando que o garoto não iria estourar de início.

Assim, o garoto Zico começava sua história no Flamengo. O legado de Fleitas Solich estava, dessa forma, completo.

Fleitas Solich é considerado um dos maiores treinadores da história do Flamengo. Possui a espantosa marca de 300 vitórias em 504 jogos, num aproveitamento de 69,44%. Faleceu em 1984.

http://www.flamengo.com.br/site/blog/blog.php?id=3

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Proposta para Alteração do Hino do Flamengo

Recebemos pelos comentários, a seguinte mensagem:


"PROPOSTA COM RELAÇÃO AO HINO DO FLAMENGO QUE EU GOSTARIA QUE FOSSE ANALISADA PELOS DIRIGENTES, REPRESENTANTES DAS TORCIDAS ORGANIZADAS E OUTROS SEGMENTOS QUE DIRETA OU INDIRETAMENTE SEJAM LIGADOS ÀS IMPORTANTES DECISÕES DO CLUBE E À DEMOCRACIA QUE O CARACTERIZA.


Não só sou Flamengo até morrer como antes de nascer já era flamenguista.
Mas, ao longo desses anos uma coisa tem-me incucado e perturbado. Uma palavra intrusa no hino do Flamengo: Flu, pois não acho interessante um hino próprio de um clube, enfocar, citar diretamente o nome de um adversário, é como se no hino do Brasil falasse na Argentina. Portanto, na minha opinião, o hino como está, torna o Flamengo limitado, pois se ganha um título contra o Vasco, Grêmio e outros ao ser tocado aparece a frase “o mais cotado nos Fla-Flus”, acho que este hino deve tornar o Flamengo maior, mais autêntico, mais rubro-negro, deixando de ser o mais cotado só com o Fluminense e sim com qualquer adversário.
Sugiro, portanto, uma mudança: que a pessoa competente e legal com relação aos direitos autorais seja consultada e encontre uma palavra que substitua Flus nesta frase “o mais cotado nos Fla-Flus”. Na minha humilde sugestão, seria retirar o Flus ficando: “O mais cotado nos Clássicos (us) é um ai Jesus.”
É impossível mudar? Claro que não, pois até a Constituição de um país sofre mudanças.
Muito grato e gostaria de receber um retorno."

Vicente Lúcio


Como resposta, publico um texto do meu amigo Affonso Romero Dantas


"Para nós sermos grandes, nós não precisamos diminuir a importância histórica de ninguém. Ao contrário, é bom nós sermos os maiores entre os grandes.

O Fla-Flu foi o primeiro dos grandes clássicos do futebol brasileiro. Isso se deve ao Flamengo, mas ao Fluminense também. Aos fatores históricos, principalmemnte. Ao cantar isso em nosso hino (ou marcha, para ser exato), o que nós evidenciamos é que somos grandes desde o início, enquanto o Flu foi grande e se apequenou.

O Fluminense venceu quase tudo que disputou no futebol antes de existir o Flamengo em terra. Poderia e deveria ter a maior torcida, mas nunca teve. Isso deveria ser vergonha para eles.

O Fluminense nasceu do Flamengo (e não o contrário), porque o Flamengo de então não quis ter um time de futebol. Vão ver a ata de fundação do Fluminense: o presidente do Flamengo na época é fundador do Fluminense. Ele tinha sido voto vencido porque queria que nós deixássemos de ser exclusivamente de remo. Então, ninguém saiu do Flamengo mas, por anos, muitos foram atletas dos dois clubes ao mesmo tempo.

Quando houve a tal briga no futebol do Fluminense, o Flamengo enfim admitiu o futebol. A maioria não "trocou" o Flu pela Fla, como contam eles. A maioria daquele time deles já era de sócios do Flamengo e fundaram o departamento de futebol, com o aval do pessoal do remo.

E, sendo já um time campeão municipal, atraiu a já crescente atenção do público do remo para futebol. Lembrem-se que o futebol era um esporte restrito apenas às elites e foi o Flamengo (já popular no Rio pelo remo) quem abriu as portas da popularidade ao futebol, não o contrário.

Sendo assim, sendo o Rio a capital federal de onde emanavam todas as modas, sendo o Fluminense o maior campeão da era pré-Flamengo e sendo o Flamengo já popular, a massificação do futebol no Brasil atende por um nome composto: Fla-Flu. Sendo o Fla, o primeiro clube da dupla a ser citado na sigla, a representação do povo; e o Flu, o coadjuvante, a representação da elite, como eles mesmos sempre gostaram de se definir.

E, como metáfora da vida, sendo o futebol a primeira atividade pública de um Brasil elitista ao extremo na qual o povo surrava impiedosamente as elites. Daí a mítica, daí a importãncia do Fluminense como o contraponto que fez do Flamengo uma paixão nacional."


E aí, Nação. O que acham dessa discussão?



segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Homenagem a Andrade


Parabéns Andrade. Chegou quietinho, ninguém esperava muita coisa, e levou o Flamengo ao Hexa.

Andrade já era um dos grandes da nossa história, e agora ganhou ainda mais destaque.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Adriano - Bola de Ouro da Revista Placar


Desde o ano de 1992 o Flamengo não ganhava o Campeonato Brasileiro. E desde 1992, com o mestre Junior, um jogador do Flamengo não ganhava a Bola de Ouro da Revista Placar. E os dois tabus caíram em 2009. Adriano, Imperador, levou o prêmio para casa.

Seguem os Rubro Negros que levaram a Bola de Ouro para casa:

1974 - Zico
1982 - Zico
1987 - Renato Gaúcho
1992 - Junior
2009 - Adriano

sábado, 12 de dezembro de 2009

Heróis do Hexa falam do Flamengo


Frases de alguns heróis do Hexa, e outros que não fizeram parte do time mas tem história recente. O Flamengo é mesmo diferente de todos os outros clubes. Nenhum clube desperta tanta paixão


"... A torcida do Flamengo me elevou aos céus... Era um peso grande, mas deu tudo certo... o próprio ZICO já falou bem de mim." PETKOVIC

"Eu daria minha vida pelo Flamengo durante cada dia que vivi lá."
FÁBIO LUCIANO, ETERNO CAPITÃO.

"O Flamengo virou minha casa. Hoje, sou o Bruno do Flamengo"
BRUNO

"É muito explicar o que o Flamengo tem que me faz gostar tanto dele. É como no hino, "Uma vez Flamengo, sempre Flamengo."
JUAN

"Em 92, eu estava atrás do gol com meu pai quando Júnior bateu a falta. O Flamengo é um marco na minha vida, vou levar para sempre."
LÉO MOURA, A foto do post mostra que ele é Rubro Negro de verdade. Ainda criança, com Zico

"Cheguei ao Flamengo com 9 anos, sou um jogador-torcedor."
IBSON

"O Flamengo está sendo meu psicólogo, meu tudo. Aqui estou realmente em casa. Sempre fui rubro-negro."
ADRIANO IMPERADOR

"A paixão de jogar pelo meu clube de infância... ( começa a chorar ) quando eu parar de jogar, meus filhos vão ver os videos ( não consegue falar mais )... Jogar no Flamengo é único, a maior realização da minha vida"
RONALDO ANGELIM


"SAÍ CORRENDO QUE NEM UM MALUCO NAQUELE CAMPO ENLAMEADO, FOI EMOCIONANTE, ERA UM PASSE QUE SIGNIFICAVA O TÍTULO."
ANDRADE, LEMBRANDO EMOCIONADO O GOL DO BEBETO EM 87 NA FINAL CONTRA O INTER.

Crédito: http://jlwrubronegros.blogspot.com/

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Feito Inédito: Flamengo Campeão Carioca e Brasileiro no mesmo ano

Quando Héber Roberto Lopes assoprou seu apito, por volta de sete da noite de domingo, o Flamengo ganhou bem mais do que o hexa. Pela primeira vez em sua história, o clube conseguiu conquistar o Campeonato Brasileiro no mesmo ano em que foi campeão estadual.

Curiosamente, essa feliz coincidência não havia acontecido nem mesmo na Era Zico, em que o Flamengo foi campeão mundial e da Libertadores. Nem mesmo em 1999, quando a equipe de Carlinhos ganhou o estadual e outra taça internacional relevante, a Copa Mercosul.

Em 1980, o timaço comandado por Cláudio Coutinho levantou o primeiro caneco nacional no primeiro semestre, mas perdeu a chance do tetracampeonato estadual - na edição daquele ano, o Flamengo nem mesmo chegou à final, em que o Fluminense bateu o Vasco.

Em 1981, ano de ouro do Flamengo, a equipe venceu em dezembro o Estadual, mas tinha tropeçado no Brasileiro, diante do Botafogo. Em 1982, depois de faturar o bicampeonato nacional, com uma vitória sobre o Grêmio em pleno estádio Olímpico, o Flamengo perdeu para o Vasco na final do estadual. Em 1983, o tricampeonato brasileiro veio com gols de Zico, Leandro e Adílio. Mas a equipe acabaria perdendo a chance de encerrar o ano com fecho de ouro, com uma derrota para o Fluminense.

Em 1987, o calendário era outro. A alegria veio no final do ano, com um gol de Bebeto que marcou o tetracammpeonato brasileiro, meses depois da frustração da derrota para o Vasco. Em 1992, o Flamengo superou o Botafogo e ganhou o penta. Mas não conseguiu vencer a interdição do Maracanã. Num campeonato em que os dois clássicos contra o VAsco foram disputados em São Januário, o clube cruzmaltino levou a melhor.

A façanha do grupo hexacampeão é expressiva. Nem mesmo nos anos em que o Flamengo foi campeão da Copa do Brasil (1990 e 2006), o clube havia vencido o estadual. A coincidência tampouco aconteceu em 1961, quando ganhou o Rio-São Paulo. Em todos esses anos, o título estadual foi para General Severiano.

O ano de 2001 foi a única vez que, no mesmo ano de uma conquista estadual, o Flamengo conseguiu um título nacional - a Copa dos Campeões. Para isso, respectivamente, venceu o Vasco, no Maracanã, e levou a melhor no placar agregado sobre o São Paulo.

Crédito: Agência Fla

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Por que Hexa?

O Flamengo é hexacampeão brasileiro nos gritos da torcida, nas faixas, na imprensa e até no site da Fifa. Por que então uma minoria questiona o hexa? A discussão em torno da pergunta expressa o dilema da cultura brasileira, como colocado pelo antropólogo Roberto DaMatta: a tensão entre códigos impessoais e pessoais. A Copa União, idealizada pelo então recém-fundado Clube dos 13, vencida pelo Flamengo e pivô da polêmica, foi um marco no futebol brasileiro, obtendo a segunda melhor média de público da história até aquele momento.

A presença do dilema brasileiro aparece já nos antecedentes.

As regras do campeonato de 1986 haviam sido infringidas para favorecer um grande clube a entrar na segunda fase da competição, com três outros de menor expressão, apesar de não terem se classificado pelo regulamento. O campeonato de 1986 retornou em 1987, com o início dos torneios regionais, gerando complicações, pois os clubes que disputavam as semifinais recusaram-se a competir, naquele período, em seus campeonatos locais.

Em maio de 1987 a CBF afirmou que não tinha recursos para organizar o campeonato daquele ano.

Em 1985 um presidente civil assumiu o poder, após duas décadas de ditadura, sendo que desde 1984 a luta por eleições diretas e por uma nova Constituição espalhou-se pelo país. É neste cenário que surge o Clube dos 13.

Entre outras coisas, o Clube dos 13 propunha o campeonato com 13 clubes e a adoção do voto proporcional na CBF.

A política de troca de favores sustentava o poder político da CBF que, sob a égide do voto unitário, proporcionava às pequenas ligas e clubes um poder de decisão maior do que o dos grandes clubes

De um lado, a CBF, entidade amparada na legislação, e, de outro, o Clube dos 13, integrando os grandes clubes. Um campeonato sem esses clubes seria inconcebível. Mas se abandonassem a CBF a Fifa não os reconheceria. A disputa entre o legal e o legítimo foi a base para o acordo entre as partes.

No dia 4 de setembro de 1987 foi noticiado o acordo. O campeonato teria 16 times no módulo verde e 16 no amarelo. O Clube dos 13 negociaria o evento enquanto a CBF incluía três times. Restava uma dúvida. O campeão do módulo verde (Copa União) seria o campeão brasileiro? No comunicado entregue à imprensa pela CBF estava escrito que "a classificação dos representantes do Brasil na Taça Libertadores da América ocorrerá na abertura da temporada de 1988, sob forma de um torneio quadrangular, integrado pelos dois primeiros colocados dos módulos verde e amarelo" (O GLOBO, 04/09/87). Por que esta cláusula esdrúxula? Por que os representantes nacionais na Libertadores teriam que sair de um quadrangular entre os campeões da primeira e da segunda divisão? Simplesmente porque o poder da CBF estava assentado no apoio de clubes de menor expressão, em uma política nociva de troca de favores que, por muitos anos, produzia campeonatos inchados e deficitários.

O Clube dos 13 não aceitou o quadrangular, visto como um retrocesso em relação as suas reivindicações e uma depreciação à competição, e a CBF, por razões políticas, manteve o que estava escrito. A conquista do campeonato de 2009 pelo Flamengo traz o impasse à tona outra vez. Fora do âmbito das relações jocosas entre torcidas, a desconsideração da CBF ao título do Flamengo em 1987 é um desrespeito aos atletas, aos torcedores e aos dirigentes dos clubes que participaram da competição. Retirar do Sport um título, ainda que esdrúxulo, que ele ostenta há 22 anos seria, no momento, indigno. A conciliação é inexorável. A CBF declararia dois campeões em 1987: o Flamengo e o Sport. Não seria a primeira vez com dois campeões. O Campeonato Carioca, por exemplo, teve dois campeões durante os anos de 1933 a 1936, já que a entidade máxima do futebol não reconhecia a recém-criada liga profissional. Mas é preciso dar um basta nesta oscilação entre códigos impessoais e pessoais. Este dilema, tal como colocado por Roberto DaMatta, não pode ser uma marca indelével de nossa sociedade.

RONALDO HELAL é sociólogo e professor da Faculdade de Comunicação Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Resultado da Promoção da Ale

Galera, haviam cinco frentistas na foto, e como não especificamos nenhum, valeu quem achou qualquer um deles. Os ganhadores foram:

Yuri de CAstro - Camisa Oficial

Letícia Neves - CAmisa Ale
PRI D.S - Camisa ale

LEmbrando que a Pri não deixou e-mail, assim não temos como entrar em contato com ela. Pri, entre com seu logi e deixe seu e-mail aqui para podermos entrar em contato.

Se até o fim da quinta feira a PRI não entrar em contato, pasaremos para o próximo da lista (DArio Malta). Afinal, colocamos no post que deveria ter e-mails, né?

Descobridor dos Sete Mares

A música é meio fraquinha, mas pelo menos eu acho que não é copiada. vamos lá Nação. A gente consegue fazer mais


“Essa torcida que te guia,
Está presente, e todo jogo dá um show.

Vamos Flamengo vai pra cima,
Tua grandeza não permite recuar,
Quem veste o manto rubro negro,
Bate no peito, canta e grita sem parar
E todo jogo é uma guerra,
Ó meu Flamengo o teu destino é ganhar!

Vamos venceeeeer,
Jogar com garra e vontade, Rubro Negro é assim!
Até que a morte nos separe,
ESSE AMOR EU VOU SENTIR!”

http://www.youtube.com/watch?v=LvWFq1s9QZY

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Promoção Ale



Conforme anunciamos em http://flamengoeternamente.blogspot.com/2009/12/flamengo-eternamente-na-promocao.html estamos enviando o Link da Promoção. O primeiro que postar a frase correta ganha a Camisa do Flamengo e os dois próximos ganham a Camisa da Ale em Homenagem ao Flamengo. Boa sorte.

Não esqueça de deixar o e-mail

Segue o link para a Promoção da Ale.

Estamos aguardando as frases vencedoras.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Homenagem ao Hexa do Flamengo


Mais uma homenagem ao Flamengo. A Só BAndeiras que fabrica as bandeiras do Flamengo, homenageia
o maior clube do Brasil pelo título

domingo, 6 de dezembro de 2009

Flamengo Campeão Brasileiro de 2009 - Hexa Campeão

O sorriso voltou ao rosto da maior torcida do país, mas não com a facilidade que ela esperava. Mesmo jogando com apenas três titulares e sem grandes ambições, o Grêmio foi páreo duro, chegou a complicar, mas não foi capaz de calar as quase 85 mil pessoas que estiveram no Maracanã e viram o Flamengo vencer por 2 a 1 e terminar o Campeonato Brasileiro mais disputado da história como o grande campeão.

No início, o clima de festa que foi criado no Maracanã quase teve final triste. Aos 21min, Roberson aproveitou uma falha da zaga do Flamengo para abrir o placar. Ironia do destino, coube as zagueiros rubro-negros "ofuscarem" o artilheiro Adriano e, com um gol de David na primeira etapa e Ronaldo Angelim na segunda, garantir o título brasileiro após 17 anos de jejum.


Este título coroou um clube que, se não foi brilhante, soube ser mais constante durante a competição, cresceu de produção no segundo turno e, na penúltima rodada, também contou com um pouco de sorte para assumir a liderança e não desperdiçá-la no final.

Se o grupo todo do Flamengo pode comemorar essa conquista, dois personagens têm ainda outros motivos para celebrar. Substituto de Cuca e visto com desconfiança no início do seu trabalho, o técnico Andrade se firma como o primeiro técnico negro a comandar um time campeão brasileiro e, de quebra, chega ao seu sexto título na competição (cinco como atleta e agora como treinador).

A taça também coroa o retorno de Adriano ao futebol brasileiro. O Imperador, que no primeiro semestre abandonou a Inter de Milão e ameaçou pendurar para sempre as chuteiras, deu a volta por cima, voltou a ser convocado para a seleção brasileira e, de quebra, encerrou a competição nacional como artilheiro.

Agora, a meta rubro-negra passa a ser a Libertadores do ano que vem, competição que o clube venceu apenas uma vez, em 1981, e que amargou fracassos nas suas últimas participações, como em 2007 e 2008, quando foi eliminado ainda nas oitavas de final. A principal meta será manter Adriano, cobiçado por clubes europeus e que tem contrato apenas até maio de 2010.

Neste domingo de sol no Maracanã, além da torcida da casa, alguns gremistas também estiveram no estádio. Um deles, inclusive, levou uma bandeira com o símbolo do Grêmio e Flamengo, lado a lado, fato que animou os flamenguistas.

Quando a bola rolou, no entanto, o Grêmio mostrou que não iria entregar a partida ao rival, como muito se discutiu ao longo desta semana. Pelo contrário, o clube gaúcho abriu o placar com Roberson e, além de anular Petkovic, assistiu Adriano desperdiçar diversas chances de empatar.

Coube ao zagueiro David, que entrou em campo apenas porque Álvaro está suspenso, fazer o gol de empate, em um chute na entrada da área. A jogada revoltou os gremistas, que alegaram uma suposta falta cometida por Adriano no lance.

Antes do início do segundo tempo, os jogadores do Flamengo fizeram uma última reunião em campo, tentando absorver a força que vinha das arquibancadas. A tática deu certo e o time carioca voltou melhor. Adriano e Leo Moura tiveram a chance de marcar, mas coube a Ronaldo Angelim, de cabeça, mandar a bola para as redes, devolver o sorriso ao torcedor e, de quebra, selar de vez a conquista do Campeonato Brasileiro.

FLAMENGO 2 X 1 GRÊMIO

Flamengo
Bruno; Leonardo Moura, David, Ronaldo Angelim e Juan; Airton, Toró (Everton), Williams e Petkovic (Fierro); Zé Roberto (Kleberson) e Adriano
Técnico: Andrade

Grêmio
Marcelo Grohe; Mario Fernandes, Léo, Tiego e Fabio Santos; Túlio, Douglas Costa, Lúcio e Adilson (Mithyue); Maylson e Roberson (Bergson)
Técnico: Marcelo Rospide

Data: 06/12/2009
Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa-PR)
Auxiliares: Alessandro de Matos (Fifa-BA) e Carlos Berkenbrock (Fifa-SC)
Público: 84.848 presentes
Cartões amarelos: David (F), Douglas Costa, Adilson (G)
Gols: Roberson, aos 21 min, David, aos 29min do primeiro tempo; Ronaldo Angelim, aos 24min do segundo tempo

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