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sábado, 25 de abril de 2015

Recordar é viver: O "Campeão de Tudo"!

Leandro, Raul, Figueiredo, Marinho, Andrade e Júnior
Lico, Adílio, Nunes, Zico e Tita

Neste dia de hoje, 25 de abril, há exatos 33 anos, o Flamengo levantava a taça de campeão brasileiro pela segunda vez na sua história, ao vencer o Grêmio por 1x0, no Estádio Olímpico (in memoriam). Dos 6 títulos rubro-negros do Campeonato Brasileiro, este foi o primeiro e único conquistado fora do Maracanã.

Com a conquista nacional, o Flamengo passou a deter naquele momento todos os títulos possíveis a serem obtidos pra época: Além de campeão brasileiro, também era campeão carioca, sul-americano e mundial. 

A Campanha: 

Primeira fase (8 grupos de 5 - Todos contra todos em turno e returno)
20/1 - Flamengo 3 x 2 São Paulo (Zico (2) e Andrade (FLA) - Serginho (2) (SP))
24/1 - Náutico 3 x 4 Flamengo (Zico (2), Lico e Leandro (FLA) - Hêider (2) e Douglas (NAU))
28/1 - Flamengo 5 x 0 Treze (Zico, Nunes, Andrade (2) e Adílio)
31/1 - Flamengo 3 x 0 Ferroviário/CE (Zico (3))
7/2 - Treze 1 x 3 Flamengo (Tita(2) e Adílio (FLA)- João Paulo (TRE))
10/2 - Ferroviário/CE 1 x 2 Flamengo (Nunes e Tita (FLA) - Paulo Maurício (FER))
13/2 - Flamengo 1 x 1 Náutico (Nunes (FLA) - Lupercínio (NAU))
16/2 - São Paulo 3 x 4 Flamengo (Nunes, Lico, Tita e Zico (FLA) - Éverton(2) e Renato (SP))

Segunda fase (8 grupos de 4 - Todos contra todos em turno e returno)
27/2 - Corinthians 1 x 1 Flamengo (Zico (FLA) - Wladimir (COR))
7/3 - Flamengo 2 x 1 Atlético/MG (Marinho e Mozer (FLA) - Reinaldo (CAM))
11/3 - Flamengo 1 x 1 Inter/RS (Zico (FLA) - Rodrigues Neto (INT))
14/3 - Atlético/MG 3 x 1 Flamengo (Zico (FLA) - Reinaldo, Éder e Renato (CAM))
17/3 - Inter/RS 2 x 3 Flamengo (Zico, Reinaldo e Vítor (FLA) - Mauro Pastor e Geraldo (INT))
25/3 - Flamengo 2 x 0 Corinthians (Zico e Tita)

Oitavas de final:
28/3 - Flamengo 2 x 0 Sport (Zico (2))
31/3 - Sport 2 x 1 Flamengo (Leandro (FLA) - Betinho e Edson (SPO))

Quartas de final:
3/4 - Flamengo 2 x 1 Santos (Tita e Marinho (FLA) - Gilberto Sorriso (STS))
6/4 - Santos 1 x 1 Flamengo (Zico (FLA) - Batistote (STS))

Semifinais: 
11/4 - Flamengo 2 x 1 Guarani (Zico e Peu (FLA) - Lúcio (GUA))
15/4 - Guarani 2 x 3 Flamengo (Zico (3) (FLA) - Jorge Mendonça (2) (GUA))

O herói Nunes e o eterno freguês Leão
Finais:
18/4 - Flamengo 1 x 1 Grêmio (Zico (FLA) - Tonho (GRE)
21/4 - Grêmio 0 x 0 Flamengo
25/4 - Grêmio 0 x 1 Flamengo (Nunes)

Resumo da campanha: 23 jogos - 15 vitórias - 6 empates - 2 derrotas - 48 gols pró - 27 gols contra. 
Zico foi o artilheiro do time e do campeonato, com 21 gols.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

LUXA VAI PARA O SÃO PAULO?

Ontem, aquele joguinho contra o Salgueiro, de Pernambuco, pela Copa do Brasil, me deu tanto sono, que nem vim para o computador para escrever minhas bobagens.


Para quem ainda não sabe, por não ter se interessado nesta partida, vencemos por 2 x 0, gols de Arthur Maia e Marcelo Cirino, o artilheiro que só faz gols em times pequenos (espero que isso mude, no Brasileirão. Que uruca!)

O Vanderlei Luxemburgo ficou feliz da vida, com a classificação para a terceira fase, sem precisar enfrentar de novo os salgueirenses. 

Parecia que tinha ganhado do Barcelona. E ainda deu quatro dias de folga aos jogadores.

Ainda continuo achando que ele vai para o São Paulo. Ou, pelo menos, ainda pensa nesta possibilidade.

Não seria surpresa.

Posso até estar falando uma grande besteira, mas saí do Maracanã, depois de perdermos para aquele timinho do Vasco, com esse sentimento.

Ele, no fundo, quer ir para provar que pode fazer um bom trabalho no Tricolor Paulista, que sempre o renegou. Está com o orgulho ferido e quer mostrar serviço lá.

Repito: posso até quebrar a cara.

O que ainda o prende é o fato dele ser flamenguista fanático e querer mostrar serviço antes de sair.

O Luxa teve quatro meses (falando apenas deste ano) para montar um time no Flamengo e não conseguiu. Tem uma boa conversa, mas não convence mais a torcida rubro-negra.

Precisava mostrar resultados e não conseguiu.

Luxemburgo ainda pensa no São Paulo
O elenco do Flamengo pode não ser ainda o ideal, mas é o melhor do Estado do Rio e poderíamos estar na final do Cariocão, na maior tranquilidade.

Um cara que não conseguiu, com o material humano que tem, dar um padrão de jogo a um time, não tem mais o que mostrar.

Além do mais, é um tal de problemas musculares... 

Sinal que o trabalho físico também não está sendo bem feito.

Estranho também é a demora de alguns jogadores voltarem ao time, mesmo recuperados de contusões. Outra prova de preparação física incompetente.

Eu facilitaria as coisas e liberaria logo o Luxemburgo, para que um novo tècnico possa ter um tempinho razoável para trabalhar o time, antes do Brasileirão.

Pode ser que esta definição do futuro de Luxemburgo aconteça ainda hoje.

Faltam apenas dezessete dias para estrearmos, dia 10 de maio, contra o São Paulo, no Morumbi.

É isso aí! Agora só vem pedreira!

Esperar mais poderá ser catastrófico, pois o possível novo técnico teria que acertar o time durante a competição.

PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO   

domingo, 19 de abril de 2015

Faltou jogar. Só isso.

OK, galera. Sem entrar no assunto arbitragem, já que não era surpresa nenhuma que jogaríamos esta semifinal de estadual contra 12, 13, 14. Vai ficar repetitivo enumerar os "erros" (não dá pra chamar de erro o que é feito intencionalmente), quando todos já falaram por aí.

Mas custava ter jogado só um pouco? Sabe, só pra não ficar parecendo que não jogamos nada nessas semifinais. Não adianta culpar apenas o juiz. Já sabíamos desde o início do ano que iriam roubar a gente. Ainda mais num jogo contra quem, senão o time comparsa da federação. Mas pelo menos podíamos ter um pouco de vontade de vencer. Nesse segundo jogo foram no máximo 2 lances de perigo a nosso favor. 2. Dois. Até o Rio Branco, do Acre, durante a semana meteu dois gols naquele timinho, e nós não fizemos um em 2 jogos. E se tivesse mais uns 50 minutos de acréscimo jogando o que (não) estávamos jogando, iriamos permanecer no zero.

Hoje teve a vitória do único time que entrou em campo querendo ganhar. Mal conseguimos trocar 4 passes. Desaprendemos? Se não conseguimos ganhar desse subtime que nem vice da Série B pegou, como serão os próximos meses? Não sei. Mas sei que não quero fazer aquela continha maldita dos 45 pontos.

Espero que no clube tirem alguma coisa de útil da derrota. Que vejam que ainda falta um bocado pra termos um time competitivo. Que temos bons jogadores que podem compor o elenco, mas podem não ser tão decisivos quanto são contra os Barramansas e Resendes do combalido certame da província.

Aliás, disputaremos esse torneio insosso ano que vem? Não teremos nada útil pra fazer nesses 4 primeiros meses de temporada? Viveremos a mercê dessas (con)federações, que são milícias esportivas? Não dá pra fazer o trocado que não fizemos aqui jogando uns amistosos lá nos States? Parece que tem alguns outros times descontentes com os estaduais. Não dá pra reunir geral pra fazer uma versão maior daquele Super Series, usando os elefantes brancos que foram construídos praquela copa inútil que teve ano passado por aqui? 

CADÊ O "POJETO", "POFEXÔ" ?

Já falei aqui outras vezes e repito: o Flamengo tem o melhor elenco do Rio, mas o Pofexô Luxemburgo ainda não conseguiu formar um time.


O Flamengo é um timeco desorganizado, um bando dentro de campo.

Isso ficou, mais uma vez, provado nesta derrota na semifinal do Cariocão, por 1 x 0, diante do Vasco, um velho freguês que não nos vencia há dez jogos ou três anos.

Já vínhamos jogando mal há algum tempo, inclusive empatando sem gols com o ridículo time do Nova Iguaçu e perdendo a Taça Guanabara para os Chorões.

Na base da raça, o Flamengo poderia ter resolvido o jogo no primeiro tempo, mas desperdiçou no mínimo três grandes chances, com Everton, com Alecsandro e numa ótima cobrança de falta de Luiz Antonio.

No segundo tempo, o Vasco veio mais organizado e encurralou o Flamengo, que, como eu disse antes, estava perdido e sem padrão de jogo.

O árbitro Rodrigo Nunes de Sá marcou um pênalti que não existiu, aos 17 minutos do segundo tempo.

Serginho se jogou diante da chegada de Walace que nem chegou a tocá-lo.

Gilberto cobrou e fez o gol da vitória vascaína.

Depois disso os jogadores rubro-negros ficaram mais nervosos ainda e aí é que não jogaram mais nada e perdiam bolas fáceis, além de errarem muitos passes.

Não tínhamos uma jogada treinada, ensaiada ou seja lá o que for.

Era só correria e precipitação.

Cadê o "pojeto", "Pofexô"?
O que o Luxemburgo treinou com os jogadores durante uma semana inteira?

Que trabalho é esse?

De nada adiantaram as tentativas de Vanderlei Luxeburgo, que colocou em campo Arthur Maia, Gabriel e Eduardo da Silva, nos lugares de Luiz Antonio; Everton, que vinha jogando bem, e Marcelo Cirino, que nunca havia sido substituído neste campeonato.

Piada do Sr. Luxa!

Ele conseguiu a proeza, mais uma vez, de piorar o time.

Algo parecido com o que fez na eliminação do Fla, da Copa do Brasil, diante do Atlético Mineiro.

Pará, Jonas e Márcio Araújo ajudaram a afundar o Fla.

A verdade é que perdemos para um time de retalhos, pois o Vasco, pelamordeDeus, não passa de uma colcha de retalhos.

Pior, só o Botafogo, que vai agora decidir o título contra os portugas.

Perdemos por que fomos "roubados"? Sim. O juiz errou, mas não foi fator preponderante para a nossa derrota.

Perdemos, em primeiro lugar, porque não jogamos nada.

Mas, não podemos reclamar, pois tambem já ganhamos da mesma forma.

Futebol é assim mesmo.

Se o Flamengo tivesse jogado bem, dominado a partida e marcado gols, poderia ter pênalti roubado, que, mesmo assim, estaria na final.

A verdade é que o time não jogou lhufas.

Agora, se, realmente, o Pofexô tivesse um "pojeto", talvez o bom elenco do Flamengo se transformasse em, pelo menos, um time de mediano para cima.

Quando esse "pojeto" começa a ser executado?

Não se assustem se, de repente, o Vanderlei Luxemburgo, for para o São Paulo.

Mas, caso ele continue, terá que trabalhar (e muito) para montar um time decente, que vista o Manto Sagrado jogando muita bola.

Porque, com esse bando que temos, já podemos nos preparar para sofrermos no Brasileirão.

PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO   

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Recordar é viver. Há 14 anos, título inédito sobre o velho freguês!

Entrando no clima do jogo decisivo das semifinais do Estadual, contra nossos fregueses de carteirinha, vale a pena recordar uma bela página histórica do Flamengo, ocorrida há exatos 14 anos. 


Em 17/04/2001 nosso time feminino de vôlei conquistava a Superliga nacional, nosso eterno freguês de terra e mar, ao vencer por 3 sets a 2 o quarto jogo do playoff final, fechando a série em 3 x 1. 



Vale a pena ver os instantes finais desta partida. 


quinta-feira, 16 de abril de 2015

Calúnia do Rúbio Negrão

“O segredo da vida é saber quando ir embora.” - Danny Rayburn, a ovelha negra da família na série “Bloodline”

Sejemos cinseros e analfabéticos: assim como a geração do primeiro homem a pisar na Lua, vocês, meus leais detratores, poderão contar aos seus netos que testemunharam a última Calúnia do Rúbio Negrão: esta.

Verdade. Dolorosa para alguns, auspiciosa para a maioria, mas o fato é que por motivo de força maior, ou, no meu caso específico, esforço menor, pararei. Pararei, quem sabe, para me reciclar, fazer um curso de redação, dedicar-me à arte nobre e milenar de tentar ganhar na Mega-Sena acumulada, ou ficar o dia sem fazer nada, o que, no fim das contas, dá no mesmo.

E pra mim já deu. Quando a bagaça começa a se parecer muito com trabalho, tô fora. Muito fora. Exageradamente fora.

Cenão vejemos e erremos: pode parecer que escrevo as Calúnias sentado num vaso sanitário, como soem fazer certos compositores de funk, só que não. Até porque o banheiro da lan house que frequento é pequeno demais para acomodar ao mesmo tempo um negão, um gabinete, um teclado e um monitor de 17 polegadas.

Pra quem não se lembra, ou nunca se importou, comecei a escrever as Calúnias no longínquo ano de 2010, lá no blog da Flamengonet. De lá pra cá, com duas Copas do Mundo das mais traumáticas no lombo, não conquistei droga nenhuma. Nada ganhei com as letras. Nem fama nem glória nem fortuna nem sabedoria nem mulheres nem ao menos travecos. De onde deduzo a razão de alguns boleiros não darem a mínima pra gramática.

Isso sem falar que na semana passada recebi um ofício da FERJ, segundo o qual eu seria “impiedosamente processado” caso não parasse de criticar o criador Eurico Miranda, e sua criatura, o Cariocão. A princípio, cheguei a pensar que se tratava de um trote do Luiz Antônio Processinho, outro de meus inúmeros desafetos, mas pelos termos da missiva, chulos demais até para um jogador de futebol, deduzi que o estilo literário era mesmo do Rubens Lopes.

Sendo assim, seguirei a vida tuitando e facebuqueando mesmo, porque além de não dar processo nem trabalho, ainda é uma cachaça.

É isto: se nestes quase 5 anos de quinta-colunismo esportivo alguns eu diverti, o mérito é tão meu quanto deles, porque, felizmente, possuem senso de humor. E aos muitos que enfadei, que não riram comigo, que ao menos tenham conseguido rir de mim.

Com um forte abraço aos amigos e amigas, os quais não cito nominalmente para que minha parca memória não cometa injustiças, e sem mais para o momento, toco y me voy.

SRN do RNT.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

PARABÉNS PELA VOLTA DO JAYME DE ALMEIDA

Finalmente foi feita justiça.


Depois de ter sido demitido pela imprensa, pelo telefone, mas não pessoalmente, Jayme de Almeida está de volta ao Flamengo, como funcionário, carteira assinada e auxiliar-técnico do Luxemburgo.

Luxemburgo agora conta com Jayme, um auxiliar de primeira linha
Tudo graças à sua amizade de longa data com o técnico rubro-negro e ao sentimento de justiça do presidente Eduardo Bandeira de Mello.

Por tudo que fez pelo Flamengo, como jogador e como técnico, Jayme de Almeida merecia voltar.

Ele faz parte de importantes capítulos da gloriosa história flamenguista.

Além disso, ninguém conhece as categorias de base do clube como ele.

É um vitorioso nato!

PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO   

domingo, 12 de abril de 2015

AINDA TEMOS A VANTAGEM, MAS PRECISAMOS MELHORAR

Eita joguinho ruim, sô!


Flamengo e Vasco fizeram uma partida nervosa, no Maraca (é nosso), com alguns lances violentos e outros desleais.

O árbitro João Baptista de Arruda não soube se impor e distribuiu cartões amarelos, com e sem razão, sem falar que fingiu não ver algumas faltas.

Só podia terminar em 0 x 0 mesmo, pois o que os jogadores das duas equipes erraram nas finalizações, foi demais.

Nenhum dos times teve uma grande superioridade sobre o adversário.

Paulo Victor foi o melhor em campo
Em alguns perídodos o Flamengo dominava, em outros o Vasco mandava na partida.

Pelo lado do Flamengo Paulo Victor foi o destaque, com três defesaças daquelas milagrosas.

Com toda a sinceridade e sem flamenguismos, acho que o nosso goleiro já merece uma chance naquele time do Dunga.

Canteros, que voltava de contusão, está claramente fora de ritmo de jogo. Errou muitos passes que não costuma errar. Quando ele joga bem, o Flamengo também vai bem. Mas, neste domingo...

Gabriel fez ótimas jogadas e passes para seus companheiros concluirem mal. Ele mesmo isolou a bola duas vezes ao chutar a gol. Numa delas, o gol vascaíno estava escancarado à sua frente. 

Alecsandro e Marcelo Cirino não jogaram nada.

Achei estranho foi a torcida e o time do Vasco, no final, comemorarem tanto o empate sem gols.

Quer dizer, achei estranho na hora. Só agora fui me tocar que eles estão tão acostumados a perder da gente, nos últimos tempos, que o resultado tinha que ser comemorado mesmo.

Bem, tudo ficou para ser definido no domingo que vem.

Mas, nós ainda temos a vantagem do empate, nesta semifinal.

Mesmo com essa vantagem, nosso time ainda precisa melhorar muito. 

Tem jogado muito mal, mais parecendo um bando em campo.

Acorda, Pofexô!!!!!!!!

PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO   

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Calúnia do Rúbio Negrão

Sejemos cinseros e analfabéticos: graças ao inacreditavelmente longo alcance das minhas Calúnias, estou começando a ganhar certa notoriedade. Passei a ser muito abordado por pessoas na rua. Só ontem, lá pelas 4 da tarde, quando fui ao boteco tomar o meu café da manhã, uns 15 ou 20 mendigos me pediram esmola! E eu que pensava que mendigo sentia cheiro de grana... Eles sentem mesmo é o cheiro do sucesso!

É isso aí. Pra frente é que se anda. Não estranhem se em breve vocês lerem a seguinte bomba na página inicial do Globo.com: “Rúbio Negrão das Calúnias compra três bisnagas na padaria.”

E sem eu ter de pagar nada!

Mas apesar de ainda estar me acostumando a conviver com a fama repentina, continuo humilde, no chinelinho (número 44, comprado em 2012 e precisado de uma demão de Super Bonder na tira), plenamente ciente da máxima da corrupção “Para rir, primeiro tem que fazer rir”.

Então, como vivemos na era da superficialidade, em que o futebol não é exatamente o que aparenta ser, apresento em primeira mão o meu “Microdicionário Holístico Futebolístico”, com os termos mais utilizados no futebol especialmente destrinchados para quem deseja conhecer o verdadeiro espírito da coisa.

Espero sinceramente que esta Calúnia de cunho altamente didático e pioneiro me abra as portas da Academia Brasileira de Letras, onde poderei passar os dias coçando o saco de forma socialmente aceitável ao lado dos meus pares.

Sem mais delongas, meus leais detratores, vamos ao dicionário:

Botar na roda: manobra que consiste em tocar a bola no campo do time adversário com o único objetivo de confirmar um resultado favorável no placar. Apesar de exigir habilidade de toda a equipe, trata-se muitas vezes de procedimento hipócrita, visto que vários jogadores, sobretudo tricolores, em vez de “botar”, gostariam mesmo é de “levar na roda”.

Contratação pontual: contratar jogador que não chega atrasado em treino.

Contratação cirúrgica: contratar jogador bichado, que toda hora precisa entrar na faca.

Homem da sobra: durantes as refeições do elenco, jogador que limpa o seu prato rapidamente a fim de tentar conseguir dos companheiros mais algum alimento.

Direito de imagem: é a liberdade que um treinador evangélico concede aos seus jogadores católicos de cultuarem suas imagens em paz.

Triatleta: atleta que pratica três modalidades esportivas diferentes. O surgimento dos triatletas possibilitou a assunção dos biatletas, até então enrustidos.

Cai-cai: diz-se do “bolêmico” (mistura de “boleiro” com “boêmio”) que bebe-bebe na balada, e depois, na hora que mais precisa dele, o troço cai-cai.

Elenco fechado: grupo de jogadores unidos em uma grande panelinha que impossibilita a absorção de novos atletas no elenco; igrejinha.

Maria chuteira: uma ex-Maria sapatão que percebeu que jogador de futebol ganha mais grana que cantoras da MPB.

G4: 1. de março a setembro, as quatro equipes de menor porte que ocupam as primeiras colocações do Campeonato Brasileiro da Série A. 2. de outubro a dezembro, o campeão brasileiro mais os três classificados para a disputa da Copa Libertadores.

Z4: para onde aquelas quatro equipes de menor porte que se encontravam no G4 de março a setembro geralmente vão parar de outubro a dezembro.

Paradinha: termo originalmente criado para se referir ao expediente utilizado por Pelé para bater pênaltis, atualmente “paradinha” significa forçar cartões amarelos ou vermelhos a fim de ficar de fora de partidas, decisivas ou não, que caiam em datas nas quais os atletas tenham compromissos mais importantes.

Bola pro mato: ocorre quando o atleta se encontra confortavelmente instalado, tomando umas bolas na espreguiçadeira de sua varanda na Barra da Tijuca, e bate a polícia no prédio em virtude de denúncias feitas por vizinhos. Daí, todas as bolas voam longe, direto pro mato.

Parar a jogada: para-se a jogada quando o esquema ilegal é descoberto dentro do clube. Dependendo da jogada em questão, pode haver a necessidade de se utilizar um laranja para assumir a culpa.

Dar uma caneta: procedimento largamente adotado por empresários buscadores de jovens promessas, que consiste em oferecer uma caneta aos pais das mesmas para que assinem um contrato leonino ad eternum.

DVD: também conhecido como “DVenDer”, trata-se de uma compilação dos melhores momentos de um atleta no estilo fantasioso do Winning Eleven, só que com jogadores humanos.

Capitão do time: jogador injustiçado, porque apesar ter de usar uma logomarca adicional do fornecedor de material esportivo numa faixa em seu braço, não recebe um tostão a mais de direito de imagem.

STJD: Suspeito Tribunal de Juízes Demierda.

CBF: Clube do Bolinha do Futebol.

FIFA: Farra Internacional do Futebol Association.

FERJ: Feudo Euricano e Rubiano do Jabaculê.

Ir na podre: quando o desfecho da jogada não é exatamente o esperado, tornando-se, inclusive, traumático. Ex.: Jogador Fulano foi na podre com traveco em Copacabana.

Matar a pau: o oposto de “ir na podre”. Ex.: Traveco em Copacana matou a pau com jogador fulano.

Engenharia financeira: estratégia utilizada para a contratação oportunista de jogadores caríssimos. Apesar de toda a engenharia envolvida, no fim das contas a casa sempre cai.

Pendurar as chuteiras: costume dos jogadores de antanho que consistia em abandonarem a profissão enquanto ainda podiam praticá-la com dignidade. Caiu em desuso quando os atletas perceberam que, apesar de velhos e barrigudos, sempre havia um clube disposto a pagar uma fortuna para contratá-los.

Roda de bobo: brincadeira entre atletas heterossexuais, que consiste em um deles tentar pegar a bola dos companheiros. Há uma variação praticada entre jogadores homossexuais denominada “roda de biba”, na qual o atleta tenta pegar os próprios companheiros.

Rachão: é o objetivo final de todo o sacrifício feito durante a semana de preparação para determinada partida.

Chinelinho: diz-se de jogador cujos salários estão atrasados há dois meses.

Grevista: diz-se de jogador cujos salários estão atrasados há quatro meses.

Dono do passe: diz-se de jogador cujos salários estão atrasados há doze meses.

Panelinha: grupo de jogadores muito afeitos a acepipes, que não podem ver uma panela no fogo que logo partem pra cima.

Drible da vaca: jogada que mulher devassa tenta aplicar em jogador ingênuo.

Cavadinha: técnica utilizada na cobrança de um pênalti, que consiste em algum jogador da equipe punida com a infração cavoucar com a ponta da chuteira um pequeno buraco no local onde a bola deverá ser colocada para o chute, com o fito exclusivo de prejudicar o cobrador adversário.

Motherfucker: xingamento imediatamente punido com o cartão vermelho por juízes do quadro de árbitros da FIFA, é bastante tolerado por juízes ignorantes do inglês, para os quais “motherfucker” significa apenas “mamãe foca”.

Trairagem: aquilo que a pootaria fez com a sacanagem.

Vice-campeão: time especializado em morrer na praia, justamente onde a caravela sempre encalha.

(Ás do quinta-colunismo esportivo, Rúbio Negrão, vulgo Rubro-Negão Trolhoso, vulgo RNT, é cria dos juniores do blog da Flamengonet, e aceita doações de camisas oficiais novas do Flamengo no tamanho G.)

quarta-feira, 8 de abril de 2015

SALTO ALTO DO FLA E MUITAS ZEBRAS NA ÚLTIMA RODADA

Foi emocionante a 15a. e última rodada da fase classificatória do Campeonato Carioca.

Uma rodada marcada por muitas zebras.

A primeira delas foi a classificação do Fluminense, que acabou eliminando o Madureira, depois de uma vitória por 2 x 1.

Em time pequeno não dá para apostar mesmo.

O Madureira ficou quase todo o campeonato na zona de classificação e acabou perdendo para o Florminense, que, inesperadamente, se viu nas semifinais.

A outra zebra foi o Botafogo, que venceu o Macaé, por 1 x 0 e conquistou a Taça Guanabara.

Foi um presente que o time rubro-negro deu para os Chorões.

As duas equipes empataram em tudo e o Botafogo só levou o título pelo critério do confronto direto, pois venceu o Flamengo por 1 x 0.

Eu sabia e falei, na época, que esta derrota iria nos custar caro lá na frente. E custou.

E a terceira zebra foi exatamente o empate sem gols entre o Flamengo e o Nova Iguaçu.

Vale lembrar que o Flamengo ainda está desfalcado de Nixon, Arthur Maia, Everton, Cáceres e Canteros.

No primeiro tempo o Fla entrou em campo de "salto alto" achando que resolveria tudo com tranquilidade e que os gols sairiam naturalmente. 

Não sairam e todos foram para o vestiário preocupados.

Marcelo Cirino tenta mais um ataque para o Fla
No segundo tempo, na base da raça e da correria, o Flamengo tentou de tudo para marcar um golzinho apenas e ganhar a Taça Guanabara.

Os jogadores estavam nitidamente nervosos e acabaram perdendo muitas chances de gol, principalmente nos pés de Eduardo da Silva, Marcelo Cirino e Alecsandro, que chegou a mandar uma bola no travessão, no último ataque.

Foi um tremendo bombardeio rubro-negro, mas sem calma, os jogadores se precipitavam e e erravam demais as finalizações.

Agora, paciência, fomos vices...

Coincidentemente iremos enfrentar o Vice-Mor, o Vasquinho (que ganhou do Volta Redonda por 4 x 1), nas semifinais, com a vantagem de nos classificarmos com dois empates.

A outra semi será entre Botafogo e Fluminense.

Continuo apostando que o Flamengo será campeão carioca, mas precisa recuperar seus atletas machucados e jogar como uma equipe coesa e táticamente disciplinada, organizada.

Na base só dos chutões e da correria a coisa pode complicar.

Como dizia minha avó: "Muita calma nesta hora..."

PASCHOAL AMBRÓSIO FILHO   

Ubirajara Alcântara

        Ubirajara da Silva Alcântara nasceu em 27/02/1946 e foi goleiro profissional do Flamengo entre 1967 e 1976 e teve várias passagens pelo Flamengo nesse período defendendo o Manto Sagrado em 119 jogos e marcando um gol histórico.
    Começou a carreira das divisões de base do Flamengo em 1958 e estreou pelo time profissional do Mengão em amistoso contra o Necasca do México (vitória do time mexicano por 2 a1 em 1957, mas foi emprestado ao Olaria no mesmo ano jogando no time principal do clube suburbano.
Ubirajara Alcântara  voltou ao Flamengo em 1958, quando esteve em campo na goleada de 5 a 1 contra o Cruzeiro.
             Mas o goleiro foi emprestado ao Fluminense de Feira de Santana e foi campeão baiano em 1959.
         Porém ,Ubirajara Alcântara voltou à Gávea no fim do mesmo ano , dando início a sua passagem mais marcante pelo Flamengo, que durou até o início de 1972 . Nesse período, o goleiro conquistou  vários títulos como a Taça GB de 70, a primeira a ser conquistada pelo Flamengo,  ao lado de nomes como Murilo, Liminha, Reyes, Dionísio , Fio, Arilson e Zanata.
            Em 19 de setembro de 1970, em partida contra o Madureira pelo Carioca do mesmo ano realizada no estádio da Portuguesa, ocorreu um lance que fez Ubirajara entrar para a história do Flamengo e do futebol brasileiro. O Flamengo abriu o placar com gol de pênalti de Zanata . Ao cobrar um tiro de meta no segundo tempo da partida, Ubirajara Alcantara chutou a bola na direção do atacante Nei, mas o forte vento impulsionou muito a bola, que quicou na frente do goleiro adversário e o encobriu. O Flamengo venceu o Madureira por 2 a 0 e Ubirajara Alcântara se tornou o primeiro goleiro do Mengão a marcar um gol e foi  também a primeira vez que esse tipo de lance incrível ocorreu num jogo oficial no futebol brasileiro.
      Em 1971, o goleiro atuou  em  num clássico contra o Vasco válido pela Taça GB que entrou para a história do Clube . Nei Oliveira abriu o placar para o Flamengo, o Vasco empatou e Fio fez o gol da vitória por 2 a 1. Esta partida marcou a estreia de Zico no time profissional do Mengão iniciando a jornada brilhante que o levou a ser o maior jogador e artilheiro da história rubro-negra. Nesse jogo o Flamengo foi a campo com Ubirajara Alcântara, Murilo, Washington (Onça), Fred, Tinteiro, Liminha, Thales (Chiquinho); Nei Oliveira, Zico, Fio e Rodrigues Neto.
         No mesmo ano, Ubirajara Alcântara também foi eleito o negro mais bonito do Brasil em concurso realizado no programa de TV Discoteca do Chacrinha.
              Em 1972, o goleiro Ubirajara Alcântara conquistou participou da conquista de três títulos pelo Mengão: o Torneio Internacional de Verão, o Torneio do Povo e jogou algumas partidas da Taça GB, turno que o Flamengo venceu no mesmo ano.
No inicio de 1972, o Flamengo disputou o Torneio Internacional de Verão.  No primeiro jogo  contra o Benfica  o time português pressionava e só não abriu o placar graças às defesas do goleiro rubro-negro Ubirajara Alcântara. A torcida pediu a entrada de Fio em campo e o técnico Zagalo atendeu. O atacante marcou o gol da vitória do Flamengo por 1 a 0, um golaço que inspirou a música de Jorge Ben Jor em homenagem ao jogador. Na segunda partida do torneio, o Flamengo venceu o Vasco por 1 a 0, gol de Paulo César Caju e garantiu o título.
No mesmo ano, o Fla conquistou o Torneio do Povo. No primeiro jogo, o Flamengo venceu o Bahia por 1 a 0, gol de Caio Cambalhota. Na segunda partida, o Mengão venceu o Atlético-MG por 2 a 0, gols de Doval e Paulo César Caju. No terceiro jogo, o Flamengo derrotou o Corinthians por 2 a 1com gols de Doval e Paulo César Caju. Na última partida, o Fla empatou em 0 a 0 com o Inter e conquistou o torneio.
Ubirajara Alcântara jogou algumas partidas da Taça GB, mas perdeu a posição no decorrer da Taça GB para o goleiro Renato. Flamengo e Fluminense se enfrentaram na final da Taça Guanabara e o Flamengo venceu por 5 a 2 em um clássico antológico, que eu gostaria de ter visto. Liminha abriu o placar para o Mengão, Caio marcou mais duas vezes, comemorando sempre com cambalhotas. Doval fez o quarto gol rubro-negro, transformando o domínio absoluto do time comandado por Zagalo em goleada. O Flu marcou dois gols (um de Jair e outro de Mickey), mas Caio fechou o placar com mais um gol fazendo a festa da Nação. No mesmo ano, Ubirajara Alcântara foi emprestado ao América.
   Em 1973, Ubirajara jogou pelo Avaí, sendo campeão catarinense. No mesmo ano, Ubirajara também defendeu o Banfield, conquistando o Campeonato Argentino da Segunda Divisão.
Entre 1973 e 1974, o goleiro também jogou pelo Olaria e teve outra curta passagem pelo Avaí.
Entre 1974 e 1975, Ubirajara defendeu o Botafogo.
Em 1976, o goleiro voltou a defender  o gol do Mengão, mas sem o brilho da passagem anterior encerrando sua trajetória pela Gávea.
No mesmo ano, Ubirajara voltou ao Botafogo, clube que defendeu até 1980.
Em 1980, o goleiro foi para o Itabaiana e conquistou o Campeonato Sergipano no mesmo ano e em 1981.
Ubirajara encerrou a carreira no Vila Nova em 1982, ano em que conquistou o Campeonato Goiano.
Depois de encerrar a carreira viveu dez anos nos EUA e depois de voltar ao Brasil trabalhou nas categorias de base do América e do Olaria e também foi Coordenador das divisões de base do Fla entre 1999 e 2005.
Ubirajara é formado em Direito e Propaganda e Marketing e fez Pós-Graduação em Treinamento Esportivo.
Gostei de pesquisar sobre Ubirajara Alcântara, o primeiro goleiro a fazer um gol pelo Flamengo, marcando a história do Mengão e do futebol brasileiro.

Fontes:

Vaz, Arturo, Júnior, Celso e Filho, Paschoal Ambrósio. 100 anos de bola, raça e paixão: a história do futebol do Flamengo. Rio de Janeiro: Maquinária Editora: 2012.