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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Paixão Rubro-Negra

Paixão Rubro-Negra
Era um amistoso sem nenhuma importância, tanto que Fadel Fadel nem se lembra direito do adversário. Lembra-se vagamente de que o jogo terminou empatado. Fadel ia saindo do Maracanã, caminhando pelo estacionamento em busca do carro, quando o cumprimenta um senhor de meia-idade, cabelos grisalhos, pele curtida de cor indefinida, e com uma surrada camisa rubro-negra. Afável, sobretudo com torcedores do seu clube, Fadel responde ao cumprimento e ouve paciente o que o homem começa a lhe dizer:

– Seu Fadel, foi bom encontrar o senhor. O senhor é um homem importante, presidente do Flamengo, tem sua família, sua mulher, seus filhos, sua casa... Tem um carro bonito, tem os seus negócios... Eu queria fazer-lhe um pedido:

Fadel deixa a mão deslizar até o bolso, adivinhando o tipo de pedido que ia ouvir. O torcedor continua:

– Seu Fadel, eu queria lhe pedir para o senhor cuidar muito bem do Flamengo. O senhor tem tudo na vida, mas eu só tenho uma coisa: O Flamengo. Por favor, cuide bem dele.

Fadel acha que só naquele dia entendeu profundamente o que é a paixão pelo Flamengo.

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