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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

AÇÃO EXIGE PLANEJAMENTO

Uma das maiores críticas feitas à administração de Patrícia Amorim no Flamengo foi a de que ela não escolheu as pessoas certas para o marketing do clube, que era um departamento incompetente, ineficiente ou seja lá qual for o nome que se quiser dar.

 Bem, parece que as críticas faziam sentido, já que o Flamengo ficou boa parte de 2011 e todo o ano de 2012 sem nenhum patrocínio master na camisa.

Montar um departamento de marketing que funcionasse de verdade era uma das principais promessas do então candidato Eduardo Bandeira de Mello.

Diferentemente do futebol, o novo presidente não teve dificuldades e formar um bom time. Já que contava em suas fileiras com craques como Luiz Eduardo Baptista, presidente da Sky, operadora de TV por assinatura, e João Henrique Areias, um dos medalhões do marketing esportivo em nosso país, o homem que, em 1987, criou a Copa União e o Clube dos 13, que uniu as grandes equipes, numa verdadeira revolução comercial do futebol brasileiro. Bap na vice-presidência de marketing e Areias como diretor-executivo.

Só que esta dupla não durou nem quinze dias. Veja o comunicado oficial do Flamengo. "Ao entrarmos efetivamente na administração do marketing rubro-negro, pudemos analisar que, no atual momento do Clube de Regatas do Flamengo, o trabalho da Diretoria de Marketing Esportivo necessitará mais do que estratégia, mas de um grande esforço no lado operacional – de forma a colocar em prática todo o planejamento inicial já desenvolvido pela Vice-Presidência. Dentro deste raciocínio, acertamos – Flamengo e João Henrique Areias – que, neste início de trabalho, teremos um suporte profissional mais focado em operações e menos em planejamento (característica principal da bem sucedida carreira de João Henrique Areias).

Com isso, ele não assumirá mais o cargo de Diretor-Executivo, ficando na torcida, como rubro-negro apaixonado que é e colaborador de primeira hora do nosso grupo, pelo total sucesso do projeto.Futuramente será divulgado o nome do Diretor desta área. Vice-Presidência de Comunicação"

Na verdade, o que aconteceu é que Areias pediu o boné e caiu fora. Tudo por causa da difícil personalidade de Bap, tido como um executivo competente, porém muito personalista e centralizador. Isso acaba causando um certo clima ditatorial, já que ele não costuma muito ouvir a opinião dos que trabalham com ele. Para Bap, todos têm que fazer as coisas da maneira que ele quer.

Esse papo de que a "Diretoria de Marketing necessitará mais do que estratégia, mas de um grande esforço operacional" é uma tremenda balela. Uma coisa depende da outra. Como se vai operacionalizar algo que não foi planejado, sem estratégia nenhuma? Isso é conversinha pra boi dormir!

Bap já participou de reuniões com empresas como Peugeot e Ale (postos de combustíveis), mas ainda não conseguiu fechar com ninguém.

Ele pretende (ou pretendia?) "inventar" um rodízio de patrocinadores, acreditando que isso dará mais dinheiro ao Fla. O time teria de 3 a 4 patrocinadores masters por ano. Isso é complicado... Tanto é que a Adidas, que está colocando um caminhão de dinheiro dentro do Flamengo, já mandou um recado para o Sr. Bap, para ele ir pisando no freio. Não dá para a fornecedora de material esportivo ficar trocando os patrocinadores toda hora nas camisas. É uma operação complicada e comercialmente arriscada, já que muito produto pode ficar encalhado porque o torcedor vai querer comprar sempre a camisa mais nova.

Bem, já que o nosso vice-presidente de marketing prefere a ação, vamos ver se ele age com rapidez e fecha logo esse patrocínio master. É inadmissível um clube como o Flamengo, a maior torcida do Brasil, não ter um patrocínio na camisa. Se bem que prefiro o Manto Sagrado limpo, sem nenhum logotipo. Mas isso é uma outra história... Algo inimaginável no futebol atual. Os clubes precisam gerar renda para sobreviver.

Agora, João Henrique Areias, um dos mais ativos articuladores da Chapa Azul, na campanha eleitoral rubro-negra, "está no mercado", como se diz no jargão. Quem sabe vai reforçar outro time, outra camisa, como profissional competente que é.

Paschoal Ambrósio Filho

2 comentários:

Marcelo disse...

O Areias é tão centralizador quanto o Bap. Acho que o autor do texto fez uma crítica velada, sem trazer à baila o contexto completo.

Vinícius Monteiro disse...

Mas o Areias, em Marketing, Talvez seja melhor que o Bap... Foi a primeira falha da diretoria deixar o Areias sair.

Vamos ver como o Bap vai se virar. Patrocínio que é bom, NADA! Esse negócio de rodízio não vai dar certo, não adianta cobrar 15 Mi de cada patrocinador. Cobra no mínimo dos mínimos uns 20 Mi (como era), e das outras (dependendo do espaço da camisa) uns 3 a 5 Mi.