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terça-feira, 29 de maio de 2007

Mengo meu dengo

Luiz Hélio - luiz.helio@flamengorj.com.br

Mengo meu dengo

Na coluna desta semana, estrearemos uma série de matérias/reportagens especiais trazendo fatos curiosos, personagens interessantes e outras peculiaridades que diferenciam o Flamengo dos demais clubes brasileiros. É evidente que por estarmos num país continental, esta série se limitará ao nordeste – uma região predominantemente rubro-negra – e, por conta da localização geográfica deste colunista, com maior ênfase nos estados da Bahia e de Pernambuco. Os caros amigos rubro-negros que visitam este site (residentes em qualquer região), também poderão participar das matérias, enviando para o e-mail da coluna informações sobre histórias que realmente traduzam a paixão despertada pelo Mais Querido.
Na vastidão da chapada, o retrato de uma paixão





Começaremos com esta foto-símbolo do flanatismo enviada pelo amigo Virgílio Siqueira. Ao passar com o seu carro pela rodovia que corta o sertão do Araripe, entre os municípios de Ouricuri e Exu, no estado de Pernambuco, o atento foto-jornalista - com a sua aguçada sensibilidade poética - avistou uma fantástica e surpreendente imagem no alto de uma das serras que formam a chapada do Araripe – considerado um verdadeiro oásis nordestino . Um típico casebre sertanejo, sombreado por um frondoso umbuzeiro e alegremente enfeitado de vermelho e preto. Em cada lado da humilde habitação, o escudo do Mengo – um dos símbolos mais conhecidos do mundo - singelamente ostentando uma indecifrável paixão pelo time do povo. Muitos já tentaram, mas é simplesmente impossível decifrar o mistério envolto no Flamengo que o torna tão especial, tão único e tão avassalador em sentimentos. Da zona sul aos morros cariocas, das cidades às vilas rurais, das metrópoles às serras e florestas, há um imenso manto rubro-negro estendido por todo o território nacional demarcando uma Nação dentro de outra Nação.
Após dar meia volta no carro e encontrar a estrada que o conduziu ao precioso achado, meu amigo sacou a câmera e registrou com entusiasmo juvenil aquela casinha-símbolo "perdida no meio do nada", na serrana solidão e na mais bendita paz do Sítio Manuíno. Sim, porque talvez seja normal encontrar semelhante demonstração de exacerbado flamenguismo em qualquer centro urbano brasileiro, porém ainda não tinha visto isso em um lugar tão recondito. Infelizmente, os ilustres moradores daquele lar-doce-lar não estavam presentes para que o registro fosse completo. Ao chegar em Ouricuri,cidade mais próxima e distante 60 km do local, Virgílio soube de um frentista que "Zé de Lia, aquele flamenguista doido" sempre levava a família para visitar os parentes da redondeza nas tardes de sábado. "Quem quiser falar com ele, tem que ir lá em outro dia. Sem falhar mesmo, só no domingo 'de tardinha', que é quando o 'doente' fica em casa 'assistindo' o jogo do Flamengo pelo rádio".
Qualquer dia encontraremos o – agora nacionalmente famoso - camarada Zé de Lia. Um brasileiro com um sentimento de fé que se chama: "Mengo, mengo, mengo meu dengo. Minha paixão, minha explosão, minha solidão, meu mengo, mengo, meu dengo".

3 comentários:

Marcelle disse...

Cada vez fico mais fã do blog. Vocês são sensacionais! A cada leitura, uma nova emoção. Explicar o que é o Flamengo é impossível, mas vocês se aproximam bastante. Parabéns a todos!

Paulo disse...

Isso é o Flamengo!

marcelleribas@gmail.com disse...

"Zé de lia" representa o sentimento rubro-negro presente em cada um de nós. Lembrei-me da minha infância, quando pedi aos meus pais para que a casa fosse pintada com as cores do Flamengo. Ao receber um sonoro não como resposta, caí em prantos! Meu pai, tentando disfarçar o orgulho e a emoção, diz à minha mãe: "Essa é Flamengo mesmo!"