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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Em defesa da alegria de ser Flamengo

Por Luiz Hélio Alves


Em defesa da alegria de ser Flamengo, busco traduzir nesse instante o que representa essa alegria entre um intervalo e outro de um jogo de 90 minutos, onde a mesma pode ser transformada em tristeza, frustração, raiva. Em se tratando de Flamengo — símbolo maior do futebol nacional — o que de fato traduz a alegria é o arrebatamento de felicidade. É fogo que arde no coração e incendeia a alma. Una pasion que provoca arrepios e sentimentos múltiplos. Mais. Ser Mengo é viver uma alegria libertária, espontânea, impulsiva, incontrolável. Alegria que não aceita patrulhamento, dogmas, paradigmas, ignóbeis panfletagens, cooptações ou qualquer tipo de aliciamento negativista. Antes de qualquer coisa, é um estado de espírito que não se articula. Até por que a alegria articulada associa-se à inesperada dor. Por isso, defendo a minha alegria flamenga e livre — a qual vez ou outra também me permite ficar triste e chorar — da mesma forma como o poeta uruguaio Mário Benedetti defendeu a sua: “Defender la alegria como um destino. Defenderla del fuego y de los bomberos, de los suicidas y los homicidas (...)”. Defender a alegria rubro-negra como âncora possível, como prenúncio de otimismo no sorriso de cada um de nós, homens, mulheres e crianças, seres flamengos legitimamente felizes além de qualquer resultado de uma partida de futebol. E para quem ainda não entendeu o que é ser Flamengo, relembraremos as geniais e sensitivas palavras justamente de um nobre e imortal tricolor pó-de-arroz chamado Arthur da Távola: “Ser Flamengo é enganar o guarda, é roubar o beijo. É comungar a humildade com o rei interno de cada um. É crer, é ser, é vibrar. É vencer. É correr para; jamais correr de. É seiva, é salva; é vastidão. É frente, é franco, é forte, é furacão. É flor que quebra o muro, mão que faz o trabalho, povo que faz país”.


Ser Flamengo, afinal, é entender essa alegria como ato apolítico, atemporal e ainda como algo irrepreensível, incensurável, indestrutível. Sentir o que é ser Flamengo, simplesmente, como um ato de intenso prazer. Eterno.


“Doce ou atroz, manso ou feroz...”, eu um poeta flamengo e nada mais. Ou muito mais...


Luiz Hélio é Flamengo, poeta e jornalista.

3 comentários:

Opinião do Carvalho disse...

Oi , boa tarde.
Meu nome é Rodrigo Carvalho, sou jornalista, tenho um blog sobre futebol e gostaria de saber se estaria interessado em fazer uma parceria.
A linha do meu blog é crítica.
Faço também uma entrevista por semana, sempre publicada aos sábados.
Se quiser, dê uma olhada nas realizadas, com Jefferson, Edmundo, Washington Rodrigues e outros.
Bom, minha proposta é essa, eu colocaria um banner do seu blog na minha página e vice-versa.
Meu intuito não é de puramente fazer por fazer, mas sim de me associar com blogs que eu goste e veja qualidade.
Um grande abraço.

Rodrigo Carvalho

http://opiniaodocarvalho.blogspot.com/

HBC HD disse...

vem conhecer nosso blog caro eleitor, nesse endereço: WWW.HBCHDTV.BLOGSPOT.COM

Clint McGuinness disse...

E o Flamengo? Melancólico e apático, o atual campeão brasileiro foi pequeno em 2010. A quem interessar, um texto legal sobre isso: http://www.canetada.com.br/2010/11/30/flamengo-qual-a-tua-cara/