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domingo, 18 de maio de 2008

AMOR DE POESIA - Por Guto Bata

Fui invadido por uma força tão maior, tão sublime, com tamanha intensidade, que não consigo me lembrar sequer quando é que tudo começou. E então eu amei. Amei com todas as minhas forças. Amei do tamanho que um amor pode acontecer. Amei cegamente. Cegamente, porque pouco conhecia meu amor. Amei involuntariamente, porque fui tomado. Sim, porque a força é realmente imensurável. Mas aos poucos fui descobrindo, fui conhecendo. Aí amei voluntariamente, porque me apaixonei. Quanto mais conhecia, mais amava. E passei a amar também todo esse universo que nos envolvia. Nos víamos pouco, mas era o suficiente para alimentar aquela chama que queimava em meu peito. Começava a semana e eu já contava os minutos. Quarta à noite era uma data especial. Invariavelmente eu esperava meu amor. E, nem bem chegava a madrugada, minha cabeça já estava na tarde de domingo. Engraçado porque eu sempre odiei o domingo. Um dia monótono, sem muito que fazer. A não ser, é claro, pelos nossos encontros. Mas aos poucos fui descobrindo que meu amor era quase literário. Um daqueles sobre os quais Vinícius de Morais não se cansou de escrever. Platônico, daqueles que nunca se consumam. Achei que era um “quase”, que a reciprocidade era questão de tempo. Mas aí me disseram que amores assim não se permitem cumprir. Estraga a essência, quebra o encanto. Nessa hora me senti até mais importante. Vinícius, amor platônico… eu. Uau! Um amor digno de poesia. Fiquei muito mais fiel.
“… Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento…”
Nesse amor nunca coube o ciúme. Pelo contrário. Foi maravilhoso compartilhá-lo. Nessas horas ele ficava muito mais forte. Descobri, então, as vias deste amor. Ou melhor, a via. De mão única. Enquanto eu amasse, lá estaria meu amor para ser amado. Quanto mais gente amasse, maior o objeto do meu amor seria.
Mas… ultimamente, não consigo lembrar porque esse amor brotou.
Me ajude a lembrar novamente porque esse amor nasceu, FLAMENGO!!

*****

Fonte: http://www.magiarubronegra.com.br/
Aliás, ótimo site. Recomendo a visita

Um comentário:

Eduardo Smith disse...

Parabéns Guto.... vc conseguiu descrever nesse poema o momento pleno de um ser humano ao descobrir que o FLAMENGO não é um clube.... e sim um ESTADO DE ESPÍRITO.....
Sim, pois quando se está feliz, na verdade se está FLAMENGO....
Por isso dizer que todo o torcedor tem um FLAMENGO no coração.....
aahhh.... que inveja a deles companheiro....
não sabem o prazer que é estar feliz.... ou melhor.... estar FLAMENGO....

abçss...

Eduardo Smith.