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sexta-feira, 6 de março de 2009

Travessia Rio-Santos com Engole Garfo, Boca Larga e Angelú - 1932


O ano de 1932 começa com um grande rebuliço no remo.

Três remadores do Flamengo, Engole Garfo, Boca Larga e Angelú decidem repetir o feito de João Segadas Viana e Antônio José Ribeiro, que fizeram a Travessia Rio-Santos, em 1928.

O fato tomou grande repercussão, o que levou as autoridades a impedirem a todo custo a realização de tal feito. Montaram guarda em frente a garagem dos barcos do Flamengo para não permitirem a partida da embarcação.

Porém, já sabendo da decisão das autoridades, os três remadores levam o barco de nome Flamengo, com a ajuda de Afonso Segreto Sobrinho e Arnaldo Costa, na madrugada anterior para a praia do Leblon e partem em direção a Santos, em 14 de janeiro.

Em 15 de janeiro, os policiais que tomavam conta da garagem do Flamengo, souberam que na madrugada anterior os três remadores já iniciaram a façanha. Em 16 de janeiro, os três remadores pernoitam na Ilha Grande, no Sul do Estado do Rio de Janeiro. Em 17 de janeiro, chegam a Ubatuba, litoral norte de São Paulo.

Em 18 de janeiro, os três partem de Ubatuba, chegando em 20 de janeiro ao Canal de Bertioga, às 10h30 min. Às 15h ocorre o desembarque no Porto de Santos, onde as pessoas já sabiam da realização do feito.

A chegada foi cercada de grande festa para os três corajosos remadores. Em 28 de janeiro, os três chegam ao Rio de Janeiro, a bordo do Navio Bahia. A cidade inteira parou. Houve desfile em carro aberto pelas ruas do centro. O presidente Getúlio Vargas fez questão de cumprimentar os remadores rubro-negros e os jornais não paravam de enaltecer o feito dos remadores do Flamengo.

Numa homenagem ao feito, Adélio Rego e José Pacheco compuseram a marcha militar Flamengo.

4 comentários:

Leandro Montianele disse...

Bela história Warley!!!
Isso é Flamengo, superar todas as dificuldades e chegar ao alvo final com muita luta. Honraram o manto sagrada e venceram.

Abraços!

Guto disse...

O Flamengo sempre foi responsável por façanhas.

Anônimo disse...

São verdadeiros heróis.

Warley Morbeck disse...

É isso aí, Leandro.