Pesquise no Flamengo Eternamente

Pesquisa personalizada

domingo, 30 de maio de 2010

Souza e o Chororô


Souza foi um atacante que jogou sem lá muito destaque pelo Flamengo. Fez alguns gols importantes, mas sempre foi muito questionado pela torcida do Flamengo. Ao todo ele fez 74 jogos e marcou 24 gols com o Manto. Mas ele vai ficar para sempre no folclore Rubro Negro pelo gesto que fez na foto que ilustra esse post. Para quem não lembra, após uma decisão em que o Botafogo perdeu (de novo) para o Flamengo, o time todo do Botafogo (juntamente com o presidente e o técnico) literalmente chorou, se sentindo prejudicado. O fato é que a Torcida do Flamengo fez uma versão de uma conhecida música botafoguense que dizia:

E ninguém cala esse chororô!
Chora o presidente,
chora o time todo,
chora o torcedor!”

E o Souza, ao marcar seu gol fez o gesto de choro, numa provocação bem humorada e sadia aos botafoguenses.

sábado, 29 de maio de 2010

Por que amar o meu time tem que ter explicação?


"Depois que você gosta de uma pessoa, é impossível ser lógica em relação a ela."
(Stephenie Meyer - em Lua Nova)


Sou uma pessoa totalmente intensa em minhas relações! Quando amo, amo mesmo! Quando me apaixono, sou pura ebulição! Por que com o futebol seria diferente?

Como explicar a emoção de fazer parte da maior e mais linda torcida do mundo e vibrar com ela, cantar com ela, estar no meio de 90 mil torcedores e, mesmo assim, não nos sentirmos apenas mais um no meio da multidão? Estar no Maracanã e gritar com um gol do meu time é uma sensação de catarse coletiva, sessão descarrego que faz aumentar a paixão! A gente se sente o "todo", se sente Nação, se sente mais forte. Vicia! A gente quer sempre mais.

Ficar feliz quando o time está bem, entristecido quando não está e puto quando ele foi prejudicado vem no pacote da tal paixão pelo time. Tem gente que não entende, tem gente que critica, tem gente - e coitadinha dessa gente! - que simplesmente nunca vai sentir esse tipo de emoção!

Eu acompanho mesmo, torço muito, seco os adversários, xingo o juiz, faço promessa, rezo pelos jogadores do meu time, saúdo aqueles que compartilham do mesmo amor, tenho orgulho de usar as cores do meu time... Acho que mulher quando gosta de verdade de futebol é pior que homem!
No futebol, como na vida, amor e paixão são mais do que palavras: são sentimentos. E sentimentos tão genuínos dispensam qualquer lógica. Mas a lógica aqui serve exatamente pra que?...


Cris Marassi
http://tsunamideletrinhas.blogspot.com/2009/11/por-que-amar-o-meu-time-tem-que-ter.html

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Flamengo na Pele IV



Essa tatuagem é do Itamar Giovanini Jr., de Belo Horizonte. Parabéns, Itamar a tatuagem ficou incrível. Agora ele vai poder ter o Flamengo para sempre junto de si.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

O jogo mais emocionante da minha vida

27 de maio de 2001. Aquele domingo jamais seria apagado da vida de milhões de brasileiros. Acordei me sentindo diferente, muito nervosa, ansiosa, um frio na barriga nunca tinha durado tanto tempo. Tentei seguir a rotina, mas tudo começou diferente, quando em pleno dia de descanso meus olhos abriram muito cedo e não quiseram mais fechar. Era o dia da decisão. O último jogo do Campeonato Carioca, o jogo que determinaria a fama de vice do Vasco e a fama de carrasco do Flamengo.

Não almocei direito, o estômago estava embrulhado, resolvi ir com meu pai até a casa da minha madrinha, do outro lado da rua, para o tempo passar mais rápido. Quando estava de saída, meu primo – hoje tão rubro negro quanto eu - brincou e falou: “Qual o placar de hoje, Paola?” e eu, sem pestanejar falei: “3X1 pra nós, com um gol de falta do Pet aos 40 do segundo tempo pra fechar o caixão!”. Ele riu, deu o palpite dele que nem me lembro qual foi e segui meu caminho de volta.

É de família. Dia de decisão tudo tem que ser igual, mesmas pessoas juntas, mesma TV, mesmo tudo da última grande final. Lá fui eu para meu quarto na companhia do meu pai para nos posicionarmos e fazer corrente positiva fluir.

Fiquei doida, nunca roí unha, mas nesse dia não restou uma, no meio do segundo tempo eu já chorava de nervoso e assistia ao jogo de pé, como se estivesse na arquibancada do Maracanã. Aos 39 já ganhávamos de 2X1 quando houve uma falta na entrada da área a favor do Flamengo. Eu gelei! Pet ajeitou a bola, mas errou. No fundo eu sabia que ainda faltava alguma coisa, sei lá. Quando aos 43, outra falta. Algo me dizia que aquela era a hora, uma simples brincadeira com meu primo começava a tomar forma de previsão, o que me deixou mais ainda num estado de nervos inexplicável. Pet bateu e fez o gol. O “meu” gol! Eu vi aquela bola entrando em câmera lenta na mesma proporção em que meus joelhos iam dobrando, e quando eu estava quase no chão, meu pai me abraçou e me levantou. Foi o único dia em que realmente minhas pernas não obedeceram, eu estava completamente sem controle do meu próprio corpo! Eu chorava copiosamente, meu pai estava incrédulo por eu ter narrado horas antes exatamente o que viria a acontecer, eu já não era mais dona de mim, eu estava entregue ao Flamengo! Ele comandava minhas pernas, minhas lágrimas, minha voz e quando o jogo acabou, enquanto todos comemoravam, toca o telefone da minha casa e do outro lado da linha ouço um menino falando:” Sua bruxa! Somos TRI! Obrigado!”. Meu primo tinha na época 9 anos, e naquele dia ele soube exatamente o que estaria por vir, o que ele começaria a sentir de verdade naquele coraçãozinho rubro negro: O gostinho de ser vitorioso!

O Hexa foi sensacional, foi o título mais importante ao longo dos meus 28 anos em que eu REALMENTE respirei futebol e sofri em todos os minutos, principalmente pelo tempo ter me dado um melhor entendimento sobre meu amor pelo Flamengo, mas o Tri Estadual de 2001, esse sim, foi o jogo mais emocionante de toda minha vida.

Paola Kohn

sexta-feira, 21 de maio de 2010

A indescritível certeza de ser FLAMENGO, até morrer...

Ser Flamengo é não precisar de incentivos com frases do tipo "O Sentimento não pode parar!". Ora, sentimento de rubro-negro não para! É como o sol: não precisa brilhar todo dia para se saber que ele existe!

Ser Flamengo é acompanhar o time mesmo que não seja sentado na arquibancada. É acompanhar o jogo nos bares, em casa pelo PPV, ou até ouvindo pelo rádio, sem nunca priorizar outras formas de lazer. É não ter vergonha de assumir ao mundo o orgulho de ser rubro-negro, mesmo na pior derrota. É não inventar desculpas do tipo "não gosto de futebol, mas tenho simpatia pelo Fluminense". Reparem como isso ocorre com os outros times!!!

Ser Flamengo é, mesmo após uma desclassificação, dormir com a certeza do dever cumprido. Acordar com o pensamento na competição seguinte já esperançoso de ser bem sucedido novamente.

Ser Flamengo é sofrer, chorar, tombar... mas nunca se entregar e nunca desistir. Mais duas vitórias e o Maraca, nossa casa, lotará novamente com aquele bando de rubro-negros. Nunca de loucos, porque louco é quem não é Flamengo!!!!

Ser Flamengo é ser objeto de ódio, inveja, ira... o arco-íris carioca deve pensar assim:
"Só porque a "mulambada" não conhece a segunda divisão, só porque possui seis titulos nacionais, só porque é o maior campeão carioca, só porque é o unico time carioca conhecido mundialmente, só porque dominam mais da metade da população do Rio, só porque estabeleceram uma supremacia na última década aqui no Rio, pensam que são os donos do mundo!!!!!" Opa...mas a "mulambada" é a única campeã do Mundo!!!!!!"

Ser Flamengo é ter um bando de "amigos cibernéticos" reunidos em lista que nem se conhecem pessoalmente e, mesmo assim, possuir uma relação de amizade impressionante!!!!
Ser Flamengo é isso: escrever trocentas linhas procurando uma definição e não encontrá-la.
Flamengo não foi feito para ser descrito. Flamengo foi feito para ser sentido!!!!!

VAMOS FLAMENGO!!!!!VENCER VENCER VENCER... UMA VEZ FLAMENGO, FLAMENGO ATÉ MORRER!

Leonardo Picanço

quinta-feira, 20 de maio de 2010

O Manto dos milagres

Flamenguista realista?! Não gosto de nenhum dos termos. Creio que nem exista esse tipo de criatura. Primeiro porque sou um confesso fla-ufanista que vive diariamente a magia de ser Flamengo na essência. E quando se diz: “sou Flamengo”, entende-se essa imperiosa e galharda autodenominação como um adjetivo de felicidade que será levada além-vida. Mais de cem anos de heróicas glórias atestam isso. Por isso, ou se é Flamengo ou se é Rubro-Negro ¬ o primeiro e único original (recuse os genéricos!) ¬. O termo flamenguista é só uma vã tentativa da horda arcoirista em tentar minimizar a magnitude da famosa e colossal magnética nação, guerreira massa defensora do Sagrado Manto dos Milagres, as honrosas vestes do Mais Querido da Galáxia.

Segundo, como ser “realista” em relação a mais mística agremiação esportiva? Até o portuga Manuel José, ex-técnico do Benfica, reconheceu essa força sobrenatural que envolve e unge o Mengo com o poderoso óleo dos vencedores nas mais difíceis batalhas. “Há no mundo cinco ou seis clubes místicos: Barcelona, Milan, Benfica, Boca Juniors e o maior de todos, o Flamengo”. Estas não são simples palavras jogadas ao vento que vem lá do outro lado do atlântico. É uma real constatação do que conta a história rubro-negra. E como um velho conhecedor do esporte bretão, “Dom” Manuel não esquivou de despir-se do arraigado patriotismo lusitano para render-se à magia do clube mais popular da ex-colônia terra de Santa Cruz.

Nestes 115 anos que contam a sua saga, o abençoado Clube de Regatas do Flamengo protagonizou inúmeros milagres. Como todos nós sabemos o primeiro aconteceu no dia 06 de outubro de 1895, quando abordo da baleeira Pherusa, um grupo de jovens destemidos remadores deram início à consagradora epopéia do clube do povo. Algumas horas após ser lançada na água para a sua missão inaugural, a Pherusa é atingida por um mar revolto e acaba naufragando. Agarrados ao casco da embarcação e correndo risco de morrerem devido ao mal tempo, os desbravadores flamengos precisavam tomar uma decisão rápida e corajosa. Foi então que o bravo Joaquim Bahia decidiu procurar ajuda percorrendo a nado uma enorme distância até o continente, no intuito de pedir socorro e salvar os demais companheiros. Mas como Deus já havia escolhido o Flamengo, a nau foi rebocada por outra embarcação que milagrosamente passava pela área do naufrágio. O que não tirou o mérito do ato de heroísmo do destemido Joaquim Bahia naquela que pode ser considerada a primeira demonstração de raça de um atleta flamengo.

Desde então os milagres se sucederam ano após ano, troféu após troféu, pódio após pódio. Alguns mais emblemáticos do que outros, a exemplo da conquista do primeiro tricampeonato carioca em 1944, com meio time entregue ao departamento médico. Quando já se esgotava o tempo regulamentar um moribundo Valido queimando de febre (e em fim de carreira) fez o milagroso gol de cabeça em cima do rival que desde então passaria a ser o nosso eterno freguês. Ou ainda em 1955 quando o escrete de ouro do basquete bateu mais uma vez o Vasco numa sensacional final disputada ponto a ponto e que acabou sendo emoção em demasia para o apaixonado coração rubro-negro do eterno presidente Gilberto Cardoso.

Tivemos ainda o gol de Nunes na final do Brasileiro de 1980, “ao apagar das luzes”, sacramentando uma inédita conquista para a geração de ouro. O gol de raça do Renato Gaúcho na sensacional semifinal de 87 contra o Atlético/MG em pleno Mineirão que conduziu o Mengo ao Tetra brasileiro. O título da Mercosul em 1999 dentro do Palestra diante do maior time do Palmeiras depois da “Academia palmeirense”, jogando com um modesto time de jogadores como Lê, Leandro Machado, Leonardo Inácio e Iranildo. Ainda no mesmo ano, alguns meses antes, o primeiro capítulo do quarto tricampeonato contra a base do bacalhau campeão da Libertadores numa sofrida partida salva pelo gol redentor do Rodrigo Mendes numa magistral cobrança de falta que congelou o ótimo goleiro Carlos Germano e incendiou o Maracanã.

“Hoje o Rio está em festa, brilhou nosso camisa 10. Que falta o Pet fez na Gávea, que gol de falta ele fez...”. Estes versos do excelente músico Álvaro Gríbel traduzem bem o sentimento de cada um dos 40 milhões de rubro-negros em relação ao milagre protagonizado pelo Pet em 2001. Um gol antológico, uma cobrança de falta a la Zico, cinematográfica. Um roteiro surreal transformado em realidade sob a interseção de São Judas Tadeu e com as bênçãos do Divino.

Milagre. Qual clube no mundo tem mais a seu favor essa “transgressão de uma lei da Natureza pela vontade de uma Divindade”? Quem tem mais a cumplicidade das forças invisíveis? A resposta natural é: o Flamengo! Uma entidade acima da esfera esportiva, uma religião para milhões de fiéis em todo o mundo. Uma poderosa manifestação de fé capaz de derrubar impérios e alcançar as mais “impossíveis” proezas. Nosso Manto é ungido e derruba todas as barreiras deixando outrora soberbos adversários embasbacados e incrédulos.

Portanto, não ligo se o aspirante de técnico entrará mais uma vez com três mil volantes e um falso meia, deixando Pet no banco numa partida na qual a bola precisa chegar com precisão ao ataque. Não importa se não temos certeza de como o Imperador vai reagir diante de mais uma situação de pressão a que está submetido e nem se o Love já desentortou o seu pé goleador. Na noite desta quinta-feira, 20 de maio de 2010, só é importante saber que os 11 corpos entrarão em campo para representar a nação vestidos no Manto dos Milagres. E então esses corpos só precisam fazer o combinado com os deuses do futebol: correr, suar, lutar, enfim, jogar com raça. Bastará isso para avançarmos na Libertadores. Pois o que depender do improvável, do humanamente inatingível, entrará em campo o nosso etéreo craque chamado Sobrenatural de Almeida.

Vai pra cima deles Mengooooooooo! Estamos unidos pela vitória!

Dica musical para hoje: “São Judas Ajuda”, de Leandrade.

Luiz Hélio é Flamengo, poeta e jornalista.
Presidente da Embaixada FLA-Juazeiro/BA

terça-feira, 18 de maio de 2010

Torcedor do Flamengo torcendo na Copa do Mundo

- “Quem joga no Flamengo não precisa de seleção!”

O Goleirão Raul criou essa máxima que continua super atual (Veja aqui). O ex-atacante Casagrande também falou que a camisa do Flamengo é mais importante que a da Seleção (aqui). A verdade é que o torcedor costuma pensar igual. Entre um título do Flamengo e um da Seleção, não há muito o que pensar (eu mesmo já escrevi isso veja aqui ). O Rubro Negro até torce pelo Brasil, mas sem a mesma empolgação com que torce pelo Mengão. E na hora de torcer muitos flamenguistas vão torcer pela Seleção, mas sem deixar o MEngão de lado. A presidente PAtrícia Amorim já falou que vai usar o Terceiro uniforme do Flamengo para torcer na Copa.




A FutebolFC Shop oferece uma camisa ainda mais direta. E a mensagem é clara: "A Camisa é Amarela, mas o Coração é Rubro Negro". clique aqui



E aí, como você vai torcer?

Para Comprar o terceiro uniforme, clique aqui e para comprar a camisa do Coração Rubro Negro clique aqui

domingo, 16 de maio de 2010

Luciano Huck com a camisa do Flamengo


O apresentador Luciano Huck é corintiano e fez uma aposta. Se o Maior do Brasil eliminasse o Corinthians pela Copa Libertadores de 2010, ele desfilaria pelo PROJAC com o Manto Sagrado Rubro Negro. E não deu outra. Corinthians eliminado e Luciano pagando a aposta. Com certeza o Luciano aprendeu duas coias:
1 - Não se aposta contra o Flamengo
2 - Ninguém veste essa camisa impunemente. Agora, mesmo que ele não admita, não vai mais ver graça naquela torcida feia e regional em preto e branco. E agora ele também é Flamengo

sábado, 15 de maio de 2010

Primeira vez que o Flamengo joga uma partida de futebol sem camisa Rubro Negra - Estréia da Camisa Azul e Amarela


O jogo contra o Vitória da Bahia, do dia 15 de maio de 2010 foi histórico. Foi a primeira vez na história que o Flamengo usou um uniforme oficial que não fosse uma variação de vermelho, preto ou branco em um jogo de futebol. É verdade que as cores azul e amarela eram as primeiras do clube, mas foram usadas no remo, nunca antes no futebol. É verdade também que o Flamengo já jogou duas partidas com camisa azul (duvida, clique aqui) mas eram casos especiais, de camisas emprestadas por algum motivo, não eram um uniforme oficial do clube. E as cores novas estreiaram com um empate, 1 X 1, gol de Vagner Love.

O Flamengo jogou como:

Bruno; Léo Moura, David, Ronaldo Angelim e Juan; Toró (Maldonado), Willians, Kleberson e Michael (Fierro); Vagner Love (Petkovic) e Adriano.
Técnico: Rogério Lourenço

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Fabio Luciano - O Capitão que o Flamengo merece


Quando eu achava que iria passar de 1,60 m, queria ser jogadora de volei. Passava horas e horas na quadra de vôlei e esse foi um dos motivos de ter me formado em Educação Física. Mas o meu maior orgulho era quando chegava na hora do jogo, porque eu era capitã do time. Era eu que tirava o cara e coroa, que falava com o juiz quando tinha alguma provocação e era na minha camisa que tinha um traço com esparadrapo, para me identificar. Eu adoooooorava isso.

Então eu sempre opinei sobre os capitães de todas as equipes possíveis e imagináveis. Foi assim com o Dunga, com o Carlão e a Fernanda Venturini do volêi. Só não opinei sobre o Zico. Também, era muita empáfia da minha parte, né não?

E é óbvio que eu transfiro isso tudo para o Flamengo. E nos últimos tempos, o cara que personificou o capitão que todo o time merece foi o Fábio Luciano. Arrisco-me a dizer que depois da chegada do Fábio Luciano, o Flamengo voltou a um patamar que ele nunca devia ter saído. A sua determinação e a sua vibração trouxe de volta aquela imagem meio Rondineliana que muitas e muitas vezes os torcedores procuravam em campo alguém para se identificar e não encontravam.

Com a habilidade para resolver problemas fora de campo e com a sua liderança dentro de campo, a torcida tinha a certeza que a faixa de capitão estava no braço de quem a merecia. E a torcida merecia quem estava com a braçadeira de capitão.

A imagem dele, em um video, mostrando ele indo pra torcida, batendo no peito, depois de uma vitória contra o São Paulo, no Maracanã, em 2007, não só enche os meus olhos d´água, como me enche de orgulho.
Se hoje estamos tão habituados a disputar Libertadores e a ter boas campanhas em Brasileiros, coloque também na conta do Fábio Luciano, o capitão que a gente merece.

Fábio Luciano no Flamengo:
Posição: Zagueiro
Data do 1º Jogo :11/08/2007 Data do Ultimo Jogo :03/05/2009
Nº Jogos :93 N º Gols :7

Dani Souto

sábado, 8 de maio de 2010

O sonho acabou

Desde a quarta feira passada, quando o Flamengo venceu o primeiro jogo desse grande duelo contra o Corinthians, eu não conseguia raciocinar futebol. Mesmo que tivesse vencido o primeiro jogo atuando melhor, não era possível prever o que o segundo jogo reservava. Nào tive sequer a audácia de descrever a imponente vitória com um homem a menos, onde o Flamengo calou os críticos e maliciosos, que diminuiam o Flamengo até a várzea, gerando fatos que tem como objetivo desistabilizar os adversários do Corínthians, para que a chance de possíveis vexames sejam minimizados.

Digo isso porque, embora acreditasse na classificação rubro-negra, não vi ninguém cravar com segurança um palpite. Aqueles que o fizeram, era porque tinham interesse em reafirmar o favoritismo corinthiano, nessas mesas redondas paulistas, pois era uma maneira de estimular a auto-estima e trabalhar o psicológico do jogo. Então qualquer opinião emitida que não fosse meramente descritiva sobre o último jogo era leviana.

Mas passado o turbilhão juntamos os cacos. E o prejuizo é alvinegro. Primeiro pela expectativa mais uma vez frustrada pela conquista da Libertadores. Essa coisa de obsessão não me convencia, mas faz sentido. O Corinthians é o sonho da imprensa paulista de transformar um clube de massa de São Paulo no maior clube brasileiro, como o fez com maestria a Rádio Globo nas Décadas de 40 e 50 com os esquadrões rubro-negros de Leônidas e Dida, e na década de 80 como o time de Zico, nos empurrando guela abaixo a propaganda do "Timão Poderoso", manipulando pesquisas, impetrando fatos que conduzem as pessoas de menor personalidade a modificarem seus gostos e aptidões. Porque isso representa crescimento econômico e melhores contratos, logo, times mais fortes e títulos. O sonho do Corínthians é ter os títulos do São Paulo e a torcida do Flamengo.

Já a máxima do deixou chegar faz-se mais uma vez mística. O impressionante metabolismo rubro-negro regenera o organismo infectado em corpo são, e a camisa vira armadura espartana, mas o exército rubro-negro tem que estar coeso. Nem torcida, nem time sozinhos desequilibram. É uma unidade que como um casamento vira um só corpo, e a relação tempo-espaço se transforma e algo simplesmente acontece. Nada que a lógica explique, irracional. O Flamengo do primeiro tempo foi o time versão 2010. O time do segundo tempo foi o Campeão Brasileiro. E o corinthians sentiu o que é o poder, percebeu que contra o imponderável nào existem manipulações e holofotes, tão valorizado por seu treinador Mano Menezes.

Foram bonitas as explicações. O desabafo do presidente, maestro dessa orquestra midiática que usa do poder financeiro inerente ao nosso estado mais poderoso para comprar emissoras com anúncios publicitários e formadores de opiniões que são garotos propagandas dos interesses de um único clube, e não profissionais isentos. Foi bonito ver o vaidoso técnico se rendendo ao óbvio, justificando seu fracasso diante de "um dos maiores clubes do mundo". Foi maravilhoso ver Ronaldo com cara de traquinas cobrado por aquilo que não pode mais fazer, mas que o dinheiro levado às últimas consequencias o levou a ludibriar milhões de pessoas com falsas promessas. Se queimou com as duas torcidas. E é claro, ver a imprensa paulista se render ao Flamengo e à derrocada corintiana, quando no início do ano nem sequer citavam o campeão brasileiro entre os favoritos.

Na verdade, a classificação do Flamengo foi linda. O que eu esperava desse time se concretizou: corresponder na hora certa. E fizeram em alto estilo.

Duda Campagnolli

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Mano Menezes sobre o Flamengo

“Não perdemos para um time qualquer, perdemos para o Flamengo, que é um dos maiores times do mundo”
Mano Menezes - Técnico do Corinthians

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Me maltrata, me arrebata!

No começo de 2010, campeão brasileiro, o Flamengo montou um “super-time” em busca do título da Libertadores, do Carioca e do Brasileirão. Queria tudo, e começou bem. Até que um dia, sem a menor explicação, o time parou de jogar. Virou alvo de críticas, de muitas dúvidas e conseguiu complicar a mais simples vaga nas oitavas da Libertadores.

Teve que torcer na rodada sem jogar, dependendo de 3 resultados. E os 3 aconteceram.

Em seguida, cai o treinador e o diretor de futebol. O time fica sem treinador a dias de encarar um dos melhores times do país, também focado na Libertadores, em paz, com a melhor campanha.

A presidenta vai lá e avisa. O time reage mal a mudança. A torcida está MORRENDO DE MEDO do jogo, essa era a verdade. Você conversava com os rubro-negros e eles diziam: “O que será agora? Isso era hora dessa crise estourar?”.

E lá vai ele, treinando, chamando técnico dos juniores, apostando na camisa e em mais nada. A torcida lota o Maracanã, empurra, sonha, acha que pode “jogar com eles”.

Joga, e muito bem.

Vê um dilúvio que impede qualquer tipo de jogo. Vê um jogador recém promovido ao time titular ser expulso.

Convenhamos, é impossível. Como um time perdido, sem treinador, sem padrão, em crise, com jogadores descontentes e com um a menos vai ganhar de um dos melhores times do país, em boa fase, calmo, com estrelas e a melhor campanha?

A torcida está como uma bomba relógio. Revoltada com o time, cobra e deixa claro que a coisa vai ficar preta se perder.

Pressão. Muita pressão.

E como pode um provável derrotado ser pressionado? Em que lugar do mundo o “não favorito” pode ser pressionado a vencer?

No Flamengo. Só.

No Maracanã, já sem tanta chuva, a bola volta a rolar. Com ela, um lance isolado dá ao Flamengo a chance de um pênalti. E Adriano, questionado, marca.

Não comemora, porque está chateado. Mas, foda-se. Tem 35 milhões de pessoas comemorando.

O time segura, a bola não entra, o drama termina. 1×0, na raça, na camisa, e só.

Uma semana para treinar. O Corinthians promete vingança. O Flamengo se faz mudo.

Adriano falta ao treino. É, de novo, o ponto de partida de uma crise.

Crise, Flamengo. Quanta sintonia entre os dois.

O time vem a São Paulo e ouve parte da imprensa paulista GARANTIR que o time do Flamengo é FRACO e que o Corinthians vencerá. E que não venceu no Maracanã por incompetencia dele, não por méritos do Flamengo.

Mas, sejamos razoáveis… Quem não conhece a imprensa de SP? Aqui existem 4 times. No Brasileirão, os mesmos 4. Na Libertadores, os 4. E se pedir pra olhar 1 km além da fronteira… não rola.

Pagam a língua o tempo todo, mas não aprendem.

Onde que Love, Adriano, Pet, Bruno, Leo, Juan, Maldonado, Kleberson e cia não tem time pra peitar o Corinthians? É muito desconhecimento de causa, me desculpem.

Mas, aguardem. Em alguns dias começa o bla bla bla dizendo que o Cruzeiro não tem time pra bater o SPFC. É quase lei essa empáfia, que pra mim é DESPREPARO.

Desculpa, não são todos. Mas são muitos.

E em meio a tudo isso, o Flamengo vai ao Pacaembu.

Mordido? Não. Apático. Assustado.

Joga um primeiro tempo ridículo, com a péssima escalção de Pacheco, que não consegue fazer nada há algum tempo.

Sofre 2 gols no primeiro tempo e a vaga vira de lado.

Agora, quem corre atrás é o Flamengo.

Flamengo que não está jogando NADA. Que está deixando a torcida desesperada, irritada, puta.

Rogério mexe. Coloca Kleberson, o jogador mais questionado do time no ano, e deixa Pet, o herói, no banco.

Ninguém entende. Mas, era simples: Vou trancar, e se o gol sair, eu ganho porque 2×1 é nosso.

Mas, e se não sai?

E como que numa transformação mágica de 15 minutos o Flamengo volta como Flamengo.

O Corinthians se assusta. Quem manda no jogo, dita o ritmo e coloca a bola no chão é o rubro-negro.

Gol de Vagner Love, com passe de Kleberson.

Rogério, quase burro, é quase gênio.

Flamengo, quase fora, está quase dentro.

Corações quase saudáveis estão sob risco. A nação treme, come unhas, chora, se desespera.

Do outro lado, um time de causas impossíveis, uma versão paulista do Mengão.

Se é Flamengo, tem que ser sofrido. Mas, se é Corinthians, também.

Então, o tempo passa.

As chances mais claras são, pasmem, do Flamengo. Mas ele perde todas.

E perde porque o Flamengo não pode vencer um jogo de forma simples e tranquila.

É preciso sofrer, é preciso ser no sufoco, é preciso ser Flamengo.

O gol não sai. O Corinthians não consegue criar.

E aos 46 minutos, Rômulo faz falta na entrada da área.

Chicão prepara. O Pacaembu se cala, a nação fecha os olhos e pensa: “Meu Deus, será?”

A outra nação repete: “Será?”

Nada mais natural. Afinal, se for Flamengo, tem que ser com um susto no fim.

Se for Corinthians, com um gol no fim.

Chicão cobra, Bruno voa e coloca pra fora quase dentro do gol.

A nação respira, a fiel se desespera.

Escanteio, mais sofrimento.

A zaga corta, o contra-ataque está armado. Nervoso, o time erra.

Ainda tem mais Corinthians. Mas a zaga corta.

O juiz faz cena, não termina.

48:30, é só apitar.

E eis que ele apita. E o Flamengo está classificado para as quartas de final, eliminando o maior projeto de 2010 rumo ao título da Libertadores, fora de casa, num jogo onde tudo caminhava para uma derrota histórica.

Aí você, desavisado, pergunta: “Mas como é possível?!?!”.

E o rubro-negro te responde, com 115 anos de história: “Eu já sabia”

E você duvida?

abs,
RicaPerrone

http://www.ricaperrone.com.br/2010/05/me-maltrata-me-arrebata/

terça-feira, 4 de maio de 2010

Promoção Terceiro Uniforme Olympikus

Para comemorar o lançamento do novo uniforme do Flamengo, que remete às primeiras cores do clube, a Olympikus lançou uma promoção. Envie sua história sobre sua priomeira camisa do Flamengo e participe. As melhores história receberão de presente a nova camisa.

Assista o vídeo da divulgação




O julgamento das melhores histórias será feito por uma comissão de blogueiros, da qual faz parte esse que vos escreve.

Não deixe de participar

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Terceiro Uniforme Flamengo 2010 - Amarelo e Azul




A história todo Rubro Negro que se preza conhece. As primeiras cores do Flamengo eram azul e dourado, mas o clube mudou suas cores pelo fato das camisas originais desbotarem muito rápido e por serem difíceis de encontrar. Pois bem, agora o Flamengo revisita sua história e lança seu terceiro uniforme nas primeiras cores do clube. De saída já foram vendidas mais de 70.000 camisas. E aí, gostou? Deixe seu comentário.

Vale lembrar que o Flamengo já tentou lançar um uniforme que homenageava as primeiras cores, mas naquela feita não foi aprovado pelo conslho do clube, tendo sido comercializada mas nunca usada em um jogo.



*****************

Gostaríamos de deixar registrado o agradecimento Olympikus, que ofereceu a camisa como presente aos humildes blogueiros. Não é por acaso que as vendas do Manto dispararam com a OLK como parceira, que se preocupa com o torcedor.

sábado, 1 de maio de 2010

Flamengo - Bi Campeão Brasileiro de Showbol 2010

Na semana em que Flamengo e Corinthians disputaram o primeiro jogo das oitavas de final da Libertadores, o duelo entre cariocas e paulistas se estendeu também no showbol. Além de ter vencido por 1 a 0 no Maracanã, o Rubro-Negro também bateu o Timão por 9 a 7 na final do torneio de veteranos. Com isso, a equipe de Djalminha e Cia se sagrou bicampeã da competição.

O Flamengo esteve à frente do marcador em boa parte do confronto. Mas o zagueiro Júnior Baiano cometeu dois pênaltis, e, na segunda penalidade - faltando 27 segundos para o fim do jogo- o atacante Viola virou para o Corinhtians (7 a 6).

No entanto, restando 13 segundos para o apito final, Fabio Baiano conseguiu deixar tudo igual no placar (7 a 7). Motivado, o Flamengo partiu para cima do Corinthians nos cinco minutos extras. Djlaminha desempatou a partida (8 a 7) e Fabio Baiano consolidou o triunfo rubro-negro por 9 a 7, em Volta Redonda.


Júnior Baiano diz que noite deve ser esquecida


No fim do jogo, Júnior Baiano reconheceu que quase atrapalhou a festa rubro-negra.

- Hoje é uma noite para ser esquecida. Peguei trânsito (em Volta Redonda), cheguei atrasado à partida e ainda cometi dois pênaltis. Mas, mesmo depois do que aconteceu, tenho que comemorar. Não vou nem mais pegar no carro. Agora é a patroa que vai dirigindo (para o Rio de Janeiro) - afirmou, em entrevista ao SporTV.

Por outro lado, Djalminha - que balançou a rede três vezes- brincou com o fato de ter sido o destaque da final do showbol.

- Tive sorte de acompanhar a jogada e fazer o gol que praticamente nos deu o título. O Fabio Baiano só consolidou a nossa vitória. Agora que fiz três gols, quero pedir uma música no "Fantástico" - brincou o camisa 10 do Flamengo, que logo em seguida cantou a canção "Nosso Sonho", de Claudinho e Buchecha.