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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

A história do Xadrez no Flamengo

No final dos anos 70, início dos anos 80 na praia do Leblon, inúmeros xadrezistas disputavam longas partidas de xadrez, ao pé da areia. Na época havia um grupo de jogadores que sequer participavam de clube e se entretiam no final da tarde com seus tabuleiros à beira da praia. Eram cenas insólitas, xadrez e biquinis, suor de fim de tarde e finais de peões, xeques duplos e ressacas de verão, chopps gelados e meio jogos quentes. Tudo ali, lado a lado, uma espécie de wormhole ligando as praias do Rio de Janeiro ao Café de la Regénce.

Vários personagens daquele palco feito de areia, tabuleiros quadriculados, sol abrasador e peças penduradas ainda fazem parte do cenário enxadrístico do Rio de Janeiro, outros vivem só na memória dos que passaram ótimos momentos naquele clube ao ar livre.

Me lembro do amável Carlos Emery Trindade, responsável pelo departamento de xadrez do Flamengo e que arrebanhou vários jogadores do calçadão; Mozart, que mais tarde também administrou o departamento de xadrez do Flamengo; Metin e Átila Yurtsever, dois grandes (em mais de um sentido) e inseparáveis irmãos que foram meus companheiros de equipe na classe B do Flamengo e hoje administram a empresa fundada pelo pai, a Rico Linhas Aéreas; Wader Luiz Gomes, o Vavá, engraçadíssimo e espirituoso ao extremo, sempre com uma piada na ponta da língua ("Borracha? Não tenho borracha, lápis é para quem erra!"); Sebastião Araújo, o Maestro da Orquestra Tabajara; Pierre, um francês que se encarregava de "amaciar" os novatos do local; Renato Terra, músico e autor de Bem te vi (com Dalto e Cláudio Rabello) dentre muitos outros.

domingo, 30 de agosto de 2009

O dia em que o Flamengo parou o Barça

Foi no dia 25 de agosto de 1979. Há exatamente 30 anos, o Flamengo bateu o Barcelona, já naquela época um dos maiores clubes do mundo, e assegurava sua vaga na final do torneio Torneio Ramón de Carranza, em Cádiz, na Espanha. O Flamengo venceria a competição posteriormente, com uma vitória por 2 a 0 (dois gols de Zico) sobre o Ujpest, da Hungria.

Com Cantarele no gol; Toninho na lateral; Manguito e Nelson na zaga; Júnior na lateral esquerda; um meio formado por Andrade, Carpegiani (substituído depois por Adílio) e Zico; e um ataque com Tita, Cláudio Adão (depois Beijoca) e Júlio Cesar (depois Reinaldo), os rubro-negros superaram os então campeões da hoje extinta Recopa Européia (Cup Winners' Cup). Na época, a Recopa era o segundo torneio mais importante do continente europeu, disputada entre os campeões das copas nacionais de cada pais. A equipe catalã tinha jogadores de prestígio da época, como Juan Manuel Asensi e o austríaco Hans Krankl - ambos até hoje lembrados como dois dos maiores nomes que já vestiram as cores do Barça.

Os gols do Flamengo foram marcados por Zico e Júlio Cesar, o Uri Geller. “Foi uma vitória muito importante que nos deu confiança para jogar a decisão contra o time da Hungria, Ujpest Dozsa, que era muito bom também. Mas aí, depois de passar pelo Barcelona, nós fizemos uma grande partida e conquistamos o título com 2 a 0, dois gols meus. Foi a nossa primeira taça Ramon de Carranza, que era sempre um troféu imponente e até difícil de carregar”, relembrou Zico em depoimento exclusivo ao site oficial do Flamengo.

O adversário - Aquele time formado por craques como Asensi, Krankl e companhia derrotou o Fortuna Dusseldorf, por 4 a 3, no Estádio Saint Jakob, em Basel, na Suíça, e conquistaram o primeiro título europeu do Barcelona. “Aquele time tinha o atacante austríaco Hans Krankl, que foi artilheiro da Europa no ano anterior. E ainda o dinamarquês muito bom que, dois anos antes, tinha conquistado a bola de ouro da France Football, o Allan Simonsen. Dois jogadores que estão na galeria do time catalão”, lembra Zico.

A vitória sobre os alemães do Fortuna Dusseldorf marcou o início de uma era de conquistas no Camp Nou. Um ano antes, finalmente, o clube tivera uma eleição aberta para sua presidência, vencida por Josep Luiz Nunes, que deu ao Barça muita estabilidade financeira e colocou os catalães entre os maiores clubes da Europa no ano de 1992, quando o Barcelona finalmente venceria a mais importante competição continental.

A equipe que enfrentou o Flamengo, naquele 25 de agosto de 1979, era um pouco diferente do time campeão europeu. Não contava com o holandês Neskeens, um dos principais nomes da famosa Laranja Mecânica. Mas tinha o capitão Asensi, um dos jogadores de maior identificação com o clube em sua história (e autor do terceiro gol catalão na final da Winners Cup), além do goleador austríaco Hans Krankl, que marcara 29 gols em 30 jogos oficiais naquela temporada.

O Flamengo - Embora ainda não tivesse começado sua brilhante trajetória de conquistas nacionais e internacionais, o Flamengo tinha conquistado a maior invencibilidade do futebol brasileiro, ao lado do Botafogo, com 52 jogos (43 vitórias e nove empates). Naquele período, entre outubro de 1978 e maio de 1979, a equipe marcara 137 gols e sofrera apenas 27. Meses depois, o Flamengo ainda conquistaria o terceiro tricampeonato estadual de sua história no futebol.
Aquela equipe já formava a base da “Geração de Ouro” do Flamengo, que viria a conquistar os Campeonatos Brasileiros de 1980, 1982 e 1983, além da Taça Libertadores e do Campeonato Mundial Interclubes de 1981. “Foi interessante que os espanhóis davam muita importância ao torneio, que foi disputado em Cadiz, mas não conheciam o Flamengo, o que era normal naquela época, e por isso, eles não acreditaram que poderíamos complicar as coisas para eles naquele jogo”, conta Zico ao site oficial do Flamengo.

O jogo - Ofensivo, o Flamengo partiu para cima dos Barcelona. Logo aos dois minutos de jogo, Júlio Cesar abriu o placar, aproveitando um lançamento primoroso de Carpegiani. Uri Geller entrou livre na área e mostrou categoria para tocar de pé esquerdo no canto direito do goleiro Amigo: 1 a 0 Flamengo, para surpresa da torcida local. A vantagem no placar fez com que os rubro-negros jogassem ainda mais soltos. Tocando a bola e impondo seu ritmo de jogo, o time colocou o Barcelona na roda e cozinhou a partida até marcar o segundo. Aos 38, Toninho driblou o goleiro e estava prestes a empurrar a bola para o fundo da rede, mas foi derrubado por Amigo: pênalti, que, no entanto, o juiz optou por marcar falta, fora da área. Mal sabiam os catalães que, com Zico em campo, uma falta era quase tão perigosa. O Galinho ajeitou com carinho e, com perfeição, colocou a bola no ângulo direito, definindo o placar do primeiro tempo: Flamengo 2 a 0.

A segunda etapa foi de um domínio ainda maior dos brasileiros. Jogando à vontade, a equipe encantou os espanhóis. Conforme o final do jogo se aproximava, o Fla também diminuía o ritmo e tentava sair nos contra-ataques, explorando a velocidade de Cláudio Adão. Mas a equipe não conseguiu ampliar e acabou sofrendo um gol. Aos 34 minutos, Esteban, que havia entrado no lugar de Rexach, aproveitou uma sobra de bola para fulminar Cantarele: 2 a 1. O gol acordou o Flamengo, que voltou a atacar e perderia pelo menos quatro chances claras de gol nos minutos finais. A vitória já estava selada e o Mengão saiu de campo ovacionado pela torcida espanhola. A fonte do relato do jogo é a edição daquela época do Jornal dos Sports.

FICHA TÉCNICA - Barcelona 1 x 2 Flamengo
Torneio Ramón de Carranza
Barcelona – Amigo; Zumbiria, Migueli, Olmo e Stela; Canotio, Landaburu e Asensi; Simonsen, Krankl e Rexach.
Flamengo – Cantarele; Toninho, Manguito, Nelson e Júnior; Andrade, Carpegiani(Adilio) e Zico; Tita, Claudio Adão(Beijoca) e Júlio Cesar(Reinaldo).
Data: 25 de Agosto de 1979
Local: Estádio Ramón de Carranza, em Cádiz (Espanha)
Arbitragem: Perez
Gols: Júlio Cesar (Flamengo) aos 2 minutos do primeiro tempo, e Zico (Flamengo) aos 38 minutos do primeiro tempo; e Esteban (Barcelona) aos 34 minutos do segundo tempo.
Da equipe do site oficial do Flamengo (TB/JSA)

sábado, 29 de agosto de 2009

Evaristo de Macedo

Segundo o 'Velho Lobo' Zagallo, que jogou ao lado de Evaristo no Flamengo, "Evaristo era o tipo do jogador que tinha vaga em qualquer time que escolhesse". E, revelado pela Madureira, o jogador escolheu defender apenas o Flamengo no Brasil. Ficou cinco anos na Gávea, de 1952 a 1957, o que bastou para se tornar um dos grandes ídolos da história do Mais Querido do Brasil.

Além de conquistar a torcida feminina por sua beleza, Evaristo se destacava dentro de campo pela sua velocidade, visão de jogo, inteligência na criação de jogadas, e grande capacidade técnica. Com 19 anos, foi convocado para a Seleção Brasileira que disputou as Olimpíadas de Helsinque, em 1952, quando ainda atuava pelo juvenil do Madureira. No ano seguinte, começou sua trajetória vitoriosa no Fla.

Em seu primeiro campeonato, conquistou seu primeiro título: o Campeonato Carioca de 1953. Foram apenas quatro jogos e um gol, do jovem atacante, de 20 anos. Mas, em 1954, o atacante firmou-se entre os titulares e ganhou o posto de ídolo. Mais maduro e com uma participação mais efetiva, o atacante terminou a competição como vice-artilheiro, com 13 gols, e foi um dos destaques da conquista do bicampeonato. No ano seguinte, já nas graças da Nação, repetiu a dose, marcando mais 13 gols, e sendo fundamental para a conquista do segundo tricampeonato estadual do Flamengo.

Tanto sucesso fez com que Evaristo fosse logo chamado para a Seleção Brasileira, onde estabeleceu recorde que segue até hoje: marcou cinco gols em uma única partida, contra a Colômbia, em vitória brasilieira pelo placar de 9x0. Foi também vice-campeão sul-americano, e um dos destaques na campanha do Brasil rumo à Copa de 58. Copa que ele acabou não disputando, por ter se transferido para a Europa.

No Velho Continente, Evaristo conseguiu outra façanha. Foi ídolo tanto no Barcelona como no Real Madrid. Ficou cinco anos na equipe basca e dois na madrilenha, conquistando cinco Campeonatos Espanhóis (dois pelo Barça e três pelo Real) e três Copas da Uefa (todas pelo Barcelona). Depois de brigar com o astro do Real, Di Stéfano, o atacante voltou para o Brasil em 65, quando vestiu a camisa do Flamengo mais uma vez antes de se aposentar e começar a trabalhar como treinador.
Ao todo fez 191 jogos e 103 gols pelo Flamengo.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Flamengo - Primeiro Campeão Carioca de Basquete

O primeiro campeonato carioca de basquete foi disputado em em 1919. E o primeiro campeão foi o Mengão, marcando para sempre seu nome na história do Basquete carioca e brasileiro.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Zagallo Sobre o Jogo do Tri de 2001

“Foi um jogo de emoção extraordinária. Na hora, falei que era como uma Copa do Mundo, porque se tratava de um tricampeonato, sobre o Vasco, com um gol no fim. Até hoje, quando saio à rua, flamenguistas me param para falar desse jogo, dizendo que marcou a vida deles, e para tirar uma foto. O jogo marcou a história do Flamengo e a minha. Fomos para o intervalo com 1 a 1 no placar, precisando de mais dois gols, depois que o Juninho tinha empatado para o Vasco no fim do primeiro tempo. Os dois goleiros, o Julio César e o Clemer, foram os que me ajudaram, dando ênfase ao que eu falava, puxando os jogadores para cima. Lembrei que ainda tínhamos condição de ganhar e que tínhamos de marcar o segundo gol o mais rápido possível. Conseguimos o segundo gol, com o Edílson, num passe do Petkovic, e depois o terceiro, faltando dois minutos. Olhei para a arquibancada do Vasco, lotada, depois o Joel Sanatana de pé, e mais atrás o Eurico dando uma baforada com o charuto. Tudo isso numa fração de segundos. O Pet pegou a bola, e eu tirei o Santo Antônio do bolso e fiquei segurando. E aí aconteceu. Havia problemas entre Edílson e Petkovic, mas superamos tudo. Não podíamos levar para o campo esses problemas particulares. Era uma situação que vinha se acumulando durante o campeonato. Tivemos reuniões, individuais e entre os jogadores, e numa delas eu saí e deixei todos os jogadores conversando. Foi preciso jogo de cintura e espírito de liderança.”

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Foto antiga do Volei do Flamengo



Alguém saberia dizer de que ano é essa foto? O Fato é que o Flamengo tem história nos mais diversos esportes.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

História da Bocha no Flamengo



As duas canchas de Bocha da Gávea (não sabemos se no passado existiam mais) foram construídas em 1961 pelo presidente Fadel Fadel. Desde o início, o novo esporte conquistou os sócios do clube, principalmente os da terceira idade. Orestes Conti, David Ferreira e Américo Angeli foram os mais empolgados. Aliás a família Angeli continua até os dias de hoje a trazer troféus de Bocha para o Flamengo.

Em 1961, o CR Flamengo fundou a Federação Carioca de Bocha junto como o Clube Municipal, o CR Piraquê, o Jardim Botânico Bochas Clube e o Clube de Bochas de Mesquita. A Federação durou até 1967 quando foi fundada a Federação Bochófila do Estado do Rio de Janeiro, após a unificação dos Estados da Guanabara e do Rio de Janeiro. Os fundadores da FBERJ foram: Liga Petropolitana de Desportos, Liga de Desportos de Volta Redonda, Liga Desportiva de Nova Iguaçu, Grêmio Esportivo Cometa (Petrópolis), Condomínio EC (Rio de Janeiro), EC Dona Isabel (Petrópolis), Potiguá (Mesquita), Centro Musical (Volta Redonda), Clube Naval (Rio de Janeiro), CR Piraquê (Rio de Janeiro) e CR Flamengo.

Ao que tudo indica, o Flamengo passou a praticar somente a Bocha Sul-Americana. Não temos evidência do Flamengo competindo na Bocha Rafa. Nestes anos todos, o Flamengo trouxe quase todos os possíveis troféus desse esporte, inclusive o cobiçado Troféu Reynaldo Carneiro Bastos.

Talvez a única reportagem sobre a Bocha Rubro-Negra a ganhar espaço no jornal foi em 31 de Outubro de 1988. Estava escrito assim: "Armando Young, aos 78 anos, se orgulha de ser o torcedor número um do Rubro-Negro nesse ‘esporte de precisão, bom para a cabeça’. Segundo Young as regras não são complicadas e a bocha se assemelha à sinuca, principalmente no que se refere à concentração".

A foto é de uma partida de Bocha na Gávea, em 1975.

http://esporterio.blogspot.com/2009/07/historia-da-bocha-no-flamengo.html

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Camisa do Flamengo de 1980


Essa foto é do uniforme do Flamengo de 1980. Bons tempos aqueles em que não existia patrocinador, nem logotipos de patrocinador esportivo. Existia apenas o místico CRF em branco reinando soberano no lindo Manto Rubro Negro. Não existia diferentes tons de Rubro, apenas o vermelho sangue, sangue dos Milhões de apaixonados por essa Camisa Mágica.

domingo, 23 de agosto de 2009

Érica Lopes - A Gazela Negra do Flamengo

Érica Lopes (Gazela Negra)

Érica Lopes chegou ao Flamengo em 1960, com 22 anos, depois de breves passagens pelo Internacional (RS), onde foi revelada, e pelo Grêmio (RS). É considerada a maior velocista do Atletismo rubro-negro de todos os tempos.

Suas especialidades eram os 100m e 200m rasos. Em 1963, ela se sagrou tricampeã sul-americana e um jornal venezuelano estampou: "A atleta que corre sorrindo". Na realidade eram seus músculos faciais que relaxavam.

Em 1962, competiu e venceu uma prova no dia do enterro de sua irmã. O presidente do clube Fadel Fadel entregou uma carta-homenagem à Gazela Negra.

Em 1974, voltou ao clube como treinadora e ficou no Flamengo até os anos 90.


http://esporterio.blogspot.com/

sábado, 22 de agosto de 2009

Flamengo Campeão Estadual de Basquete de 2005

O Flamengo armou um time forte para a disputa do Campeonato Carioca de 2005, contava com presenças de jogadores experientes comoAlexey, Gema, Olívia, Ricardinho, Minguão e outros... Mas, para todos, o grande favorito do título era a equipe da Telemar, que já tinha conquistado o título em 2004.Com uma boa campanha, a equipe do Flamengo chegou à final justamente contra a equipe da Telemar. A decisão seria em uma melhor de 3 partidas. No primeiro confronto, Telemar ganhou com 25 pontos de diferença, fazendo parecer que o time iria conseguir o Bicampeonato Carioca.Mas a torcida do Flamengo entrou em quadra para levar o time a conquista do Título.Em um segundo jogo emocionante, o Flamengoconsegue ganhar a partida com uma cesta no final, ficando com vantagem de 1 ponto apenas, fazendo o campeonato se decidir apenas no terceiro jogo.O terceiro confronto foi no Clube Municipal. A Nação Rubro-Negra lotou o ginásio. Os jogadores dentro de quadra mostraram a raça tradicional das equipes do Flamengo, e com belíssimas atuações de Ricardinho e Alexey, venceram a partida por 3 pontos apenas, e conquistaram o Campeonato Estadual de 2005.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Baltazar - O Artilheiro de Deus no Flamengo

Iniciou sua carreira profissional em 1978, atuando pelo Atlético-GO. Logo de cara mostrou que era um goleador nato, sagrando-se artilheiro do Campeonato Goiano.
No ano seguinte, transferiu-se para o Grêmio, aonde conquistou seus primeiros títulos com o bi-campeonato Gaúcho de 1979 e 1980. Também continuou provando que sabia fazer muitos gols, tendo sido o artilheiro do Campeonato Gaúcho por dois anos seguidos, em 1980 e1981.
Baltazar jogou também no Flamengo, onde conquistou o Campeonato Brasileiro de 1983,Botafogo, Palmeiras e na Europa. Teve uma breve passagem pela Seleção Brasileira, apesar de ter conquistado o título da Copa América 1989.
No Mais Querido do Brasil, o atacante provou a discórdia. Á época, Nunes se sentiu ultrajado por ser preterido e posto á condição de reserva de Baltazar e chegou a discutir com o então treinador e ex colega de campo Paulo César Carpegiani.Foi um dos primeiros jogadores a se declarar como Atleta de Cristo. Encerrou sua carreira em 1996, jogando no Japão. Ao todo fez 46 jogos e 23 gols com a camisa do Flamengo.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Jogadores do Flamengo Campeões da Copa do Mundo

O Flamengo sempre foi um grande fornecedor de craques para a melhor seleção do mundo e com isso alguns jogadores que jogavam pelo Mengão puderam levantar a Taça da Copa do Mundo. Os jogadores que foram campeões mundiais quando eram jogadores do Flamengo são:

1958 - Dida, Moacir, Joel e Zagallo

1970 -Brito

1994 - Gilmar

2002 - Juninho Paulista

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Foto do Flamengo de 1972

Seguimos revizitando nosso baú de imagens históricas do Flamengo e trazemos essa foto de 1972. Reparem que Wanderley Luxemburgo, que faria muito sucesso como treinador, fazia parte daquele time.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Flamengo Campeão Taça Sesquicentenário da Independência do Brasil

Em 1972, o Brasil comemorava o seu Sesquicentenário (150 anos) e para comemorar a data foi criada uma taça comemorativa. E o Flamengo derrotou o Fluminense e levantou mais essa Taça Histórica, junto com o Troféu de Campeão Carioca daquele ano.

Ficha do Jogo

C.R. Flamengo 2 x 1 Fluminense (RJ)
Campeonato Carioca - 2º Jogo da Final e Taça Sesquicentenário da Independência do Brasil
07/09 - Estadio: Maracanã - Rio de Janeiro
Time: Renato, Moreira, Chiquinho, Reyes(Tinho), Vanderlei, Liminha, Zé Mario,Rogério(Vicentinho), Caio, Doval, Paulo Cesar.
Gols: Doval e Caio.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Primeiro Estádio do Flamengo

O estádio ficava localizado na Rua Paysandu, no bairro do Flamengo e pertencia a tradicional família Guinle que arrendou o local para o clube realizar seus jogos de futebol. Sua característica principal era em seus arredores existirem várias palmeiras centenárias como mostra a foto acima. Posteriormente em 25/09/1932, o Flamengo disputa sua última partida no estádio e vence o Brasil (RJ) por 5x0, pois não possuía o dinheiro para pagar o terreno arrendado pela família Guinle.

Histórico

Primeira Partida

Data: 31/10/1915
Competição: Campeonato Carioca - 2º Turno
Estádio: Rua Paysandu
Jogo: Flamengo 5 x 1 Bangu
Time: Baena, Píndaro, Nery, Curiol, Sidney Pullen, Galo, Arnaldo, Gumercindo, Borgerth, Riemer e Paulo Buarque
Gols do Flamengo: Riemer(2), Arnaldo, Gumercindo e Paulo Buarque

domingo, 16 de agosto de 2009

Caricatura de Zizinho


Zizinho foi um dos maiores ídolos da história do Flamengo (leia mais aqui). E recebeu várias homenagens, como essa caricatura que retra sua técnica e categoria.

Viva Zizinho. Viva a história do Flamengo.

sábado, 15 de agosto de 2009

Jogadores Estrangeiros que mais marcaram gols pelo Flamengo

Ao longo de sua história, o Flamengo teve alguns craques nascidos fora das fronteiras brasileiras. Essa é a lista de estrangeiros que mais fizeram gols pelo Flamengo.

Doval 92 gols Argentina
Benitez 75 gols Paraguai
Dejan Petkovic 57 gols Sérvia
Sidney Pullen 47 gols Inglaterra
Agustín Valido 45 gols Argentina
Alfredo González 31 gols Argentina
Fritz Engel 23 gols Alemanha
Agustin Cosso 20 gols Argentina
Espanhol 15 gols Espanha
Cesar Ramirez 11 gols Paraguai
Dario Bottinelli 9 gols Argentina






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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Títulos do Atletismo do Flamengo


O Flamengo conquistou diversos título no Atletismo.

A imagem ao lado foi tirada do Estatuto do Flamengo, de 1933.

Maratona de Beppu (Japão) de 1999:
Éder Fialho trouxe este título do Japão para a Gávea.

I Meeting Social Inter-Clubes de 1999.

Taça Adhemar Ferreira da Silva de 1998:
A Competição foi disputada pelos atletas das categorias adulta e menor.
Masculino: 1) Flamengo - 109; 2) Arpoador - Rio - 102; 3) Mangueira - 92
Feminino: 1) Arpoador - Rio - 94; 2) Flamengo - 90; 3) Vasco da Gama - 86
Classificação Geral: 1) Flamengo - 199; 2) Arpoador - Rio - 196; 3) Mangueira - 169

Torneio Feminino do Rio de Janeiro: 1968 e 1971.

Troféu Gilberto Cardoso: 1957, 1963, 1965, 1966, 1967 e 1968.
Em 1957, o Flamengo somou 294 pontos, contra 230 do Vasco da Gama e 190 do Fluminense.
Em 1963, o Flamengo somou 280,5 pontos, contra 228 do Fluminense.
Em 1965, o Flamengo somou 305 pontos, contra 256 do Botafogo.
Em 1967, o Flamengo somou 418 pontos, contra 226 do Fluminense.

Troféu General Elói: 1966.

XIV Jogos da Primavera: 1962 (Decatlo).

Torneio Rubens Esposel Pinto: 1957.
O Flamengo somou 256 pontos contra 237 do Vasco da Gama.

Torneio Emílio Ribas: 1957.

Jogos da Primavera/Jornal dos Sports: 1955, 1956 e 1957.

Prova Rústica da Lagoa: 1953 e 1954.
Em 1953, o atleta foi Sebastião Mendes.
Em 1954, o atleta foi Geraldo Caetano Felipe.

Prova Rústica da Ilha do Governador: 1954
O atleta foi Geraldo Caetano Felipe.

Prova Rústica do Grajaú: 1952, 1953 e 1954.
Em 1952, o atleta foi Sebastião Mendes.
Em 1953 e em 1954, o atleta foi Geraldo Caetano Felipe.

Prova Rústica do Horto Florestal: 1952, 1953 e 1954.
Em 1952, o atleta foi Sebastião Mendes.
Em 1953, o atleta foi Hílson do Nascimento.
Em 1954, o atleta foi Albertino José Bandeira.

Troféu Imprensa: 1953.

Pentlato Clássico: 1921.

Taça Quinze de Novembro: 1919, 1920 e 1921.

Torneio Interestadual dos 100 metros rasos: 1920.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Antigo Desenho do CRF do Flamengo


Desde sempre o Flamengo tem as suas iniciais, CRF, bordadas nas camisa. Mas a princípio o desenho das iniciais do Flamengo eram diferentes do que vemos hoje. Esse desenho que vemos acima que era o usado na camisa do clube.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Bria - O Ídolo Paraguaio do Flamengo


Modesto Bria (Encarnación, 3 de Agosto de 1922), foi um jogador e técnico de futebol do Clube de Regatas do Flamengo.
Bria chegou ao Flamengo trazido por Ary Barroso. Começou a jogar pelo Flamengo em 1943 e disputou ao todo 369 jogos marcando 8 gols.
Como técnico dirigiu o clube em quatro oportunidades, a primeira em 1959 e a ultima em 1981. Tendo ainda outras duas passagens em1967 e 1971. Como técnico comandou o Flamengo em 80 partidas, venceu 44, empatou 15 e perdeu 21.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

O Flamengo em 1934

A implantação do regime remunerado levou os clubes a criar novas competições. Era preciso faturar para manter a folha de pagamento. O Torneio Extra surgiu em 1934, disputado pelos integrantes da liga Carioca de Football (LCF), a entidade profissionalista.

O Flamengo foi o primeiro clube a conquistar tal campeonato. Mas por pouco não o deixa escapar, por causa do impressionante desanimo que tomou conta do técnico, Flávio Costa, e dos jogadores após a derrota de 5 a 4 para o São Cristovão, no dia 13 de outubro, com um gol no ultimo minuto de jogo.

"O rapaz do placard pediu augmento de ordenado, cançado de tanto trabalho... Isso dizem os alvos, com bom humor, porque no seio do Flamengo nunca uma derrota foi tão sentida quanto a de sabbado. Seus players sumiram dos pontos habituais, e quando de raro em raro surgem, é com tristeza estampada no semblante, recordando um dia negro", registro o Jornal dos Sports, que publicou entrevistas com Flavio e com o ponta Jarbas.

"Sempre reputei o jogo nocturno no campo do São Cristovão como uma aventura. A tabella marcava a peleja para domingo a tarde", disse o técnico numa crítica evidente à sua diretoria, que concordou com a antecipação da partida. "Ninguém via o keeper deles naquela escuridão. Francisco vestiu-se de sombra. Na próxima vez levarei um lampião para iluminar o goal", garantiu Jarbas.

O bom humor de craques como o ponta rubro negro acabou por reanimar o grupo, tarefa mais complicada para uma época em que os jogadores, embora já profissionais, tinham sem dúvida mais amor à camisa. Com mais cinco vitórias, um empate e apenas uma derrota, o Flamengo chegou à decisão, na qual venceu o Fluminense por 2 X 1 em jogo realizado no campo do América. O bem humorado Jarbas fez o gol do título.

Ir para o índice da história do Flamengo ano a ano

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Maior goleada do Flamengo sobre o Corinthians

No dia 22 de dezembro de 1949, o Flamengo entrou em campo do Estádio São Januário para enfrentar o Corinthians, pelo Torneio Rio São Paulo. E os corintianos nunca vão esquecer aquele dia. O Flamengo sapecou meia dúzia nos paulistas e construiu a sua maior vitória sobre o time alvi negro. Durval fez nada mais nada menos do que cinco gols e Cidinho completou o passeio.

C.R. Flamengo 6 x 2 Corinthians (SP)
Torneio Rio-São Paulo
22/12/1949 - Estadio: São Januario - Rio de Janeiro
Time: Garcia, Juvenal, Newton, Biguá, Bria(Jaime), Valter, Cidinho, Zizinho, Gringo(Beto), Durval e Esquerdinha.
Gols: Durval(5) e Cidinho.

domingo, 9 de agosto de 2009

Zagalo - O Formiguinha do Flamengo


Alagoano de Maceió, o ex-jogador Zagallo foi criado no Rio de Janeiro e deu ínicio á sua carreira nos idos de 1950 jogando como ponta-esquerda pelo saudoso América RJ.
Bastante jovem, em 1951 transferiu-se para o Flamengo e passou a se projetar no futebol brasileiro. Foram sete anos na Gávea, período em que atuou em 217 partidas vestindo o Manto. Ao lado de craques como Evaristo, Dida e Joel, formou no Flamengo um ataque que manteve uma hegemonia no futebol carioca durante a década de 50. Foi ainda tricampeão carioca no Rubro-Negro, conquistas que fizeram com que o Mário Jorge Zagallo ganhasse uma vaga na Seleção Brasileira. Com ele o Brasil inovou taticamente e jogou em 1958 no esquema 4-3-3, pois Zagallo era um ponta esquerda que recuava para ajudar no meio-de-campo.
Era o armador pela esquerda, o desafogo da defesa, o idealizador do contra ataque, o ajudante no lateral, o formiguinha do time brasileiro campeão do mundo em 1958. Nessa Copa e na seguinte (1962) deixou na reserva Pepe, grande astro do Santos e companheiro de Pelé, além de desbancar o badalado Canhoteiro do São Paulo.
No ano em que se sagrou campeão mundial pela primeira vez, trocou o Mais Querido do Brasil pelo rival Botafogo que tinha nomes como Garrincha, Didi e Nilton Santos. Ficou no clube de General Severiano até pendurar as chuteiras no ano de 1965, antes disso porém, ainda conseguiu faturar o bicampeonato Carioca de 1961 e 1962 pelo clube da estrela solitária.

sábado, 8 de agosto de 2009

Um gol antológico do Flamengo

Ser Flamengo é ter a certeza de sentir o amor no seu sentido mais genuíno. Amamos o Flamengo e os outros são sempre, e somente, “os outros”.

Já vivi diversos momentos inesquecíveis como Flamengo. Como esquecer do gol com a cara na lama de Almir contra o Bangu em 1966? Do gol do Fio contra o Benfica, que inspirou a música do então Jorge Ben? E a estreia de Doval na partida em que o Urubu marcou sua entrada em cena como emblema do time e torcida?

O que dizer do gol do Rondinelli na final de 1978? Do gol do Nunes na final contra o Atlético no Brasileiro de 1980? E os Dele contra o Cobreloa na final da Libertadores de 1981? E os de Nunes e Adílio contra o Liverpool na conquista do Mundial Interclubes, comandados por Ele?

Daí até 1992, quando nos sagramos pentacampeões brasileiros, passando pelos 6 a 0 contra o Botafogo (depois 6 a 1), pelas conquistas dos Brasileiros de 1982, 1983 e 1987 e os estaduais de 1986 e 1991, foram tantas emoções, como diria o outro Rei, que não haveria espaço para elencá-las. Ser Flamengo é maravilhoso, inexplicável.
De 1992 a 2001 o Flamengo teve momentos marcantes, como os diversos gols de Romário e o gol de Rodrigo Mendes na final contra o Vasco em 1999, que iniciou a arrancada para o quarto tri. Mas nenhum se compara ao do Pet na final de 2001.

Havíamos perdido a primeira partida da final por 2x1, o que dava ao adversário a vantagem de jogar pelo empate e por uma derrota simples. Ao Flamengo só restava a vitória por dois gols de diferença. A Gávea viveu uma semana intensa e muitos dirigentes queriam a saída do Pet. Diziam que ele era “criador de casos” e que não “jogava essa bola toda”. Como fazia parte do Conselho de Administração, argumentei com alguns conselheiros que ele iria nos dar o tricampeonato, que era o mais talentoso do time e era reverente a Ele. Por diversas vezes Pet disse que seu ídolo era Zico.

Não fui ao Maracanã. Decidi ver sozinho pela televisão. Fiz todas as “mandingas necessárias”, me concentrei em cada lance, me transportei para o campo e suei como se tivesse jogado com os heróis daquela conquista. Como somos diferentes quantitativa e qualitativamente, as imagens da televisão mostravam o estádio tomado por 2/3 de rubro-negros. O Flamengo faz o primeiro gol, de pênalti, convertido por Edílson. Mas o adversário empata em seguida e fomos para o vestiário precisando de dois gols para o consagrador tricampeonato.

Aos oito minutos do segundo tempo, Edílson desempata de cabeça em jogada de Pet. A partir daí até os 43 minutos a partida foi tensa e dramática. O Flamengo foi todo ao ataque. O adversário, recuado, ameaçava nos contra-ataques. Julio César, nosso goleiro, defendeu bolas com os pés, mãos, corpo, tudo. Era uma muralha no gol. A torcida rubro-negra incentiva o time. A do adversário parecia pressentir a tragédia (para eles, claro) e permanecia muda. Diante da televisão, eu já estava todo molhado, contorcido, jogando intensamente com o time. Até que surgiu a falta, a meia distância, a favor do Flamengo. Desde 1990, Ele já estava aposentado pelo Flamengo.

Quando vi Pet ajeitando a bola pensei Nele. Camisa 10 igual a Ele. A bola fez uma curva e entrou no único lugar em que o goleiro, que ainda toca nela com os dedos, não podia defender. Pet sai correndo em direção à torcida e cai de costas no chão. Os jogadores correm para abraçá-lo, Zagallo beija Santo Antonio, a Maior Torcida está enlouquecida, o narrador grita o gol, e eu entrei em um choro convulsivo.

Dali até o final da partida, enquanto durava meu choro incontrolável de felicidade, o filme de momentos inesquecíveis me veio à mente. Neste filme Ele era o grande protagonista. Meu filho caçula, na época com quatro anos, hoje apaixonado pelo Flamengo como o pai, entrou no quarto. Eu não o vi entrando. Não sabia que estava ali. Quando percebi sua presença e vi a cara de espanto por ver o pai chorar, eu lhe disse: “Filho, papai está chorando de alegria. Um dia você vai entender”. Ele já entende, assiste aos jogos comigo e adora escutar minhas histórias sobre o Flamengo.

Dias depois, encontrei, por acaso, Pet no estacionamento do clube. Ele estava falando ao telefone. Esperei que terminasse, me aproximei e lhe agradeci, dizendo que aquele gol tinha sido o momento mais emocionante de minha vida como rubro-negro desde o penta brasileiro em 1992.
Naquela partida memorável, destaque também para o goleiro Julio César. Se o gol do Pet é o que ficou mais marcado na memória, não podemos nos esquecer da muralha que estava no nosso gol.

Ronaldo Helal

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

A camisa do Flamengo é mais que uma simples vestimenta esportiva

A camisa do Flamengo é mais que uma simples vestimenta esportiva. Ela é o tesouro de cada torcedor que pede aos jogadores que nela transpirem até a última gota de suor. Ela é o Manto Sagrado, que inspirou centenas de canções que a veneram. Ela é o símbolo que une todos os Rubro Negros espalhados pelo mundo. É o sangue, a alma e o coração de uma torcida que a ama incondicionalmente. A camisa que tantos ídolos e heróis ostentaram por mais de um século com fervor e paixão. Essa é a camisa do Flamengo.

Flamengo até morrer

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Grandes Decepções da História - Bigu

DÉCADA DE 80: NO MENGÃO ERA... BIGU + 10
A quantidade de jogadores que ouvi ou li, que se tornariam craques e não vingaram é enorme. As pessoas com, no mínimo, 30 anos, devem se lembrar o cabeça-de-área Bigu, do Flamengo? O então técnico Carlos Alberto Torres estava tão empolgado que na véspera de um jogo, o jornalista perguntou a escalação do Rubro-Negro e o Capitão do Tri respondeu de prima: “É Bigu e mais 10”.
No próprio Flamengo, em 1987, surgiu um meia-esquerda de 17 anos. O nome dele era Luís Antônio. Ele surgiu daquela geração de Júnior Baiano, Paulo Nunes, Djalminha, Rogério, entre outros. No entanto, apesar de ter sido campeão Brasileiro daquele ano, o craque esperado nunca surgiu.

http://jsports.uol.com.br/portal/processablog.php?modulo=montablog&blog=16

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Foto do Flamengo de 1957


Mais uma foto histórica, dessa vez do Flamengo de 1957. O time tinha Dida, Zagalo, Henrique e outros craques, que vestiram a camisa do Flamengo, em mais essa oportunidade.

Mande sua foto para a gente.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Flamengo Campeão da Taça José João Altafini "Mazolla".

No dia 05 de julho de 1975 o Flameno enfrentou a famosa Juventus da Itália pela Taça José João Altafini "Mazolla". E a "Vecchia Signora" voltou para a Itália com uma derrota na bagaem. Com gols do Galinho e do Gringo Doval o Flamengo bateu a equipe Alvi Negra e levantou a Taça que homenagiava o famoso ex-jogador das seleções Brasileira e italiana. Mais um clube do mundo que conheceu a força do Flamengo

C.R. Flamengo 2 x 1 Juventus ( ITÁLIA )
Taça José João Altafini "Mazolla".
05/07 - Estadio: Maracanã - Rio de Janeiro
Time: Cantareli, Júnior, Rondineli(Jaime), Luís Carlos, Rodrigues Neto, Liminha, Geraldo(Vanderlei), Doval, Luisinho, Zico e Luís Paulo (Júlio Cesar).
Gols: Doval e Zico.
(C.R. Flamengo Campeão)

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Flamengo - Campeão Carioca de Futmesa ( Futebol de Botão ) 2009

Advinhem quem foi o vice?

Campeão da Taça Guanabara no dia 31 de Maio de 209, o Flamengo venceu o Vasco pela Taça Rio e conquistou o Estadual sem necessidade de disputar uma finalíssima.

Final da Taça Rio:
05/07/09
Vasco da Gama 15 - 27 ** Flamengo

Os Campeões Estaduais:
2009 - Flamengo

Os Campeões da Taça Guanabara:
2009 - Flamengo

Os Campeões da Taça Rio:
2009 - Flamengo

http://esporterio.blogspot.com/2009/07/cr-flamengo-campeao-da-taca-rio-e.html

domingo, 2 de agosto de 2009

Fita Azul - Por que o Flamengo não foi Premiado?

Fita Azul era um prêmio concedido aos clubes de futebol que após suas excursões internacionais, retornavam invictos ao Brasil. Inicialmente a "Fita Azul" era concedida pela Confederação Brasileira de Desportos (CBD), entidade antecessora da CBF, que posteriormente acabou desistindo da idéia. Porém, o jornal "A Gazeta Esportiva", conceituado periódico paulista no ramo esportivo, decidiu continuar com a premiação por algum tempo, mas logo acabou desistindo de conceder tal gratificação. De maneira resumida, a "Fita Azul" era uma medalha de "Honra ao Mérito" entregue aos times que representaram bem o Brasil no exterior. (Veja relação de Campeões aqui)

Não se sabe por que o Flamengo não consta na relação de campeões, apesar de em oportunidades, como essa de 1951, o Flamengo tenha ficado 10 jogos invicto. No mesmo ano a Portuguesa foi agraciada com o prêmio tendo ficado também 10 jogos invicta jogando alguns jogos também na Suécia (http://www.sitedalusa.com/fita/fita51.php)

Eis a relação que deveria valer o prêmio ao Flamengo.

C.R. Flamengo 1 x 0 Malmoe (Suécia)
Amistoso
16/05 - Estadio: Rasunda - Estocolmo - Suécia
Time: Garcia, Biguá, Pavão, Bria, Valter, Bigode, Nestor, Hermes, Adãozinho, Índio(Aloísio) e Esquerdinha.
Gol: Esquerdinha.


C.R. Flamengo 6 x 1 AIK (Suécia)
Amistoso
20/05 - Estadio: Rasunda - Estocolmo - Suécia
Time: Garcia, Biguá, Pavão, Valter, Bria(Dequinha), Bigode, Nestor, Hermes, Adãozinho, Índio e Esquerdinha.
Gols: Hermes(3), Índio, Adãozinho e Esquerdinha.

C.R. Flamengo 2 x 0 Malmoe (Suécia)
Amistoso
23/05 - Estadio: ? - Malmoe - Suécia
Time: Garcia, Biguá, Pavão, Valter, Dequinha, Bigode, Nestor, Hermes, Adãozinho,Índio e Esquerdinha.
Gols: Nestor(2).

C.R. Flamengo 2 x 1 Sundvall (Suécia)
Amistoso
27/05 - Estadio: ? - Sundvall - Suécia.
Time: Garcia, Biguá, Pavão, Valter, Dequinha, Bigode, Nestor, Hermes, Adãozinho, Índio e Esquerdinha.
Gols: Índio e Pavão.

C.R. Flamengo 3 x 0 Elfsborg (Suécia)
Elfsborg Cup
01/06 - Estadio: ? - Boras - Suécia
Time: Garcia, Newton, Pavão, Bria, dequinha, Biguá, Nestor, Hermes(Aloísio), Adãozinho, Índio e Esquerdinha.
Gols: Nestor, Hermes e Larsson(contra).
(C.R. Flamengo Campeão)

C.R. Flamengo 2 x 0 Seleção de Copenhagen (Dinamarca)
Amistoso
05/06 - Estadio: ? - Copenhagen - Dinamarca
Time: Garcia, Biguá, Pavão, Bria, Dequinha, Bigode, Nestor, Hermes, Adãozinho, Índio e Esquerdinha.
Gols: Adãozinho e Esquerdinha.

C.R. Flamengo 2 x 0 Halmia (Suécia)
Amistoso
08/06 - Estadio: ? Halmstad - Suécia
Time: Garcia, Biguá, Pavão, Valter(Dequinha), Bria, Bigode, Nestor(Aloísio), Hermes, Adãozinho, Índio e Esquerdinha.
Gols: Índio e Adãozinho.

C.R. Flamengo 6 x 1 Norkopping (Suécia)
Amistoso
10/06 - Estadio: ? - Norkopping - Suécia
Time: Garcia, Biguá, Pavão, Valter, Dequinha, Bigode, Aloísio, Hermes, Adãozinho, Índio e Esquerdinha.
Gols: Esquerdinha(3), Hermes e Índio(2).

C.R. Flamengo 5 x 1 Racing Paris (França)
Amistoso
13/06 - Estadio: Parc des Princes - Paris - França.
Time: Garcia, Biguá, Pavão, Valter, Dequinha, Bigode, Nestor, Hermes, Adãozinho, Índio e Esquerdinha.
Gols: Hermes(2), Adãozinho(2) e Esquerdinha.

C.R. Flamengo 3 x 0 Belenenses(Portugal)
Amistoso
17/06 - Estadio: Restelo - Lisboa - Portugal
Time: Garcia, Biguá, Pavão, Valter, Dequinha, Bigode, Nestor(Aloísio), Hermes, Adãozinho, Índio e Esquerdinha.
Gols: Índio, Hermes e Aloísio.

sábado, 1 de agosto de 2009

Milésima vitória do Flamengo no Maracanã

Maracanã, 1000 vitórias

Que o Maracanã é a casa do Flamengo todo mundo sabe. Que o gigantesco e mitológico estádio tem sido o palco perfeito para celebrar a simbiose entre o clube e sua apaixonada torcida, isso tem sido provado desde o longínquo ano de 1950. O que poucos sabem é que esse casamento perfeito acaba de produzir o seu milésimo fruto. Sim, com o triunfo sobre o Barueri, na noite de 22 de julho de 2009, o Flamengo completou 1.000 vitórias no Maracanã. (N.E. Na verdade esse jogo acabou empatado. Assim a marca deve ter sido batida contra o Atlético Mineiro).

Mil vitórias, mil batalhas em que o bastião rubro-negro foi fincado como uma estaca no território inimigo... (ok, às vezes nem tão inimigo assim), mil ocasiões em que a massa rubro-negra se fez ouvir mais alto, forte e feliz, mil vezes, falando assim parece algo etéreo, intocável, inatingível.

Tudo começou com um prosaico amistoso contra o Bangu, que havia acabado de contratar Zizinho, o maior ídolo flamengo. Estávamos em 1950, havia apenas uma semana que o Brasil vivera o maior trauma da história de seu futebol. O triunfo por 3-1 marcou o início da “Era Maracanã” para o Flamengo, e desde então o time sairia vitorioso em pouco mais da metade das partidas disputadas no templo. No seu templo.

Mil vitórias. Quem já provou sabe que enfrentar o Flamengo no Maracanã costuma ser um inferno. Vários craques estelares podem ostentar essa marca em seu currículo. Gente como Pelé, Garrincha, Beckenbauer, Puskas, Maradona, Eusébio, Nilton Santos, Carlos Alberto Torres, Dino Zoff, Altafini, Romário, Ronaldo, Didi e Rivelino, entre outros gigantes, que viveram a experiência de enfrentar e ser derrotada pelo Flamengo no Maraca. Equipes como Juventus de Turim, Atletico de Madrid, Boca Juniors, Benfica, River Plate, New York Cosmos, Peñarol, times de 19 países diversos. Todos os clubes de expressão do Brasil, espalhados por 22 estados, todos eles subjugados pela magia de uma equipe que se agiganta quando está diante de seu povo, de sua gente, de sua torcida.

Mil triunfos. Há vitórias simples em jogos amistosos (ou quase), nessa lista entram jogos-treino, partidas de importância menor, mas há também triunfos decisivos, que valeram o grito de “é campeão”. Como esquecer a cabeçada de Rondinelli, a falta de Petkovic, o gol maroto de Nunes que deslocou João Leite, o toque certeiro de Bebeto se antecipando a Taffarel, o gol-relâmpago de Zico contra o Santos, a bomba de Obina que abriu o caminho da Copa do Brasil contra o Vasco, entre outros tantos gols que ajudaram a encher a Sala de Troféus da Gávea? Ser campeão é maravilhoso, com vitória no jogo final melhor ainda, e se essa vitória é conquistada em sua casa, aí beira a perfeição. Pois, nessas 1000 vitórias, o Flamengo fez sua torcida gritar “é campeão” em três Campeonatos Brasileiros, uma Copa do Brasil, 15 Estaduais, um Torneio Rio-SP e 13 Taças Guanabara, entre outros títulos menos cotados.

Mil jornadas vitoriosas que consagraram diversos personagens, que com seus pés escreveram cada página dessa história. Gente como Fio Maravilha, que com seu “gol de anjo, um verdadeiro gol de placa” marcado contra o Benfica em 1972 ganhou até música. Ou como Silva, o Batuta, que semanalmente arrombava as redes do estádio com suas bombas, na inesquecível temporada de 1965. Ou Almir, que meteu a cara na lama pra sacramentar mais uma peleja vencida, contra o Bangu em 1966, ou como Doval, Nunes, Gaúcho, Edílson, Bebeto, Romário, Cláudio Adão, Evaristo, Paulinho, Henrique, artilheiros que ajudaram a inchar bastante essa lista de vitórias. E o que dizer de Dida, que honrou por oito anos o manto flamengo, colecionando gols a ponto de se tornar o segundo maior artilheiro de sua história?

Mas nenhum jogador, de nenhuma nacionalidade ou posição, em nenhuma época foi tão íntimo, esteve tão à vontade e viveu com tanta intensidade a força da aliança entre o Flamengo time e o Flamengo torcida quanto Zico. O Maracanã era o seu teatro, era o palco onde dedilhava suas melhores notas, onde escolhia os melhores acordes para entoar para o público nos seus concertos semanais de 90 minutos. No auge da “Era Zico”, o Flamengo chegou a acumular uma série de 82 jogos sem derrota para intrusos (equipes de fora do RJ) no estádio, em um período de 1 ano e 8 meses (março de 1980 a novembro de 1982). Do total de mil vitórias no Maior do Mundo, o Galinho de Quintino foi o comandante de pouco mais de 20%, uma marca assombrosa. Ao todo, anotou 320 gols, de cabeça, de perto, de longe, de placa, de pênalti e de falta, os seus preferidos, que também deram até música (“é falta na entrada da área, adivinha quem vai bater...”). Para os adversários, o Maracanã era um assustador desafio. Para Zico, era seu lar.

Mil batalhas. Cada vitória, desde a mais fácil até a mais sangrenta, assinala a marca da defesa bem-sucedida do solo sagrado flamengo, de sua demonstração de força e caráter guerreiro. Viradas históricas, reversões inacreditáveis, como os 4-3 sobre o Vasco em 1963, salvando-se da eliminação e abrindo caminho para a arrancada do título estadual. Outro 4-3 célebre foi conseguido nas semifinais contra o perigoso e atrevido Coritiba em 1980, que fez dois gols relâmpago e obrigou time e torcida a virarem juntos o placar. Já que é pra falar de 4-3, que tal a “virada da poeira” contra o galáctico Fluminense em 2004, que deu a moral que o time precisava para o título daquele ano? Há mais viradas heróicas, há os 3-2 dos campeões do mundo sobre o São Paulo na abertura da temporada de 1982, ou os incríveis 2-1 sobre o Sport em 2008, conquistados nos seis minutos finais, debaixo de muita chuva.

Mil “cala-bocas”. Não foram poucas as vezes em que os lutadores flamengos entraram em campo cercados de desconfiança e descrença, contra um oponente considerado muito superior, e em momentos de histórica superação construíram vitórias retumbantes, como os 3-1 sobre o Bangu, “queridinho da cidade”, invicto e favorito em 1963, os 2-0 da garotada comandada por Bebeto e Aldair sobre o Vasco de Roberto, Geovani e Romário na decisão do Estadual de 1986, 2-0 da meninada de Sávio e Magno em cima do poderoso Palmeiras de Rivaldo, Evair, Edmundo e Roberto Carlos em 1994, ou as sucessivas vitórias sobre o forte Vasco do final dos anos 90, entre vários e fartos exemplos de superação.

Mil bailes. Às vezes os guerreiros flamengos defenderam sua cidadela de forma tão intensa que as linhas adversárias acabaram se rompendo com inesperada facilidade. E aí sobrevieram os dilúvios de gols, para lavar a alma da massa rubro-negra. Jogos como os quase inverossímeis 12-2 sobre o São Cristóvão, impostos pelo “Rolo Compressor” em 1956, naquela que foi a maior goleada da história do Maracanã. Aliás, como era bom de gol aquele “Rolo”! 4-1 no Vasco (1954, janeiro), 4-1 no Vasco de novo (1954, maio), 4-1 no Botafogo (1954), 5-2 no Fluminense (novamente em 1954), 6-1 no Fluminense (1955), 4-0 no Atlético-MG (1955), entre outras vítimas. Outros momentos divertidos, em outras épocas, foram os 9-2 no Cerro Porteño (1960), os 9-0 em cima da Portuguesa-RJ (1978), e as biabas de oito aplicadas no Olaria (1958), Bangu (1973), Sampaio Correa (1976), Fortaleza (1981), Madureira (1982) e Minerven, da Venezuela (1993). Mas, de todas as goleadas, uma vale como um título. Aliás, talvez nenhuma das mil vitórias tenha sido tão emblemática quanto os 6-0 sobre o Botafogo em 1981, um massacre que fez a massa flamenga explodir em festa, emoção, delírio, e principalmente alívio pelo fim de uma era de gozações e sofrimento.

Enfim, entre tantas vitórias épicas, goleadas impiedosas, triunfos de azarões, consagração de goleadores, mitos, craques e ídolos, foi forjada a identidade flamenga, a expressão de uma nação que se transfigura na face e na alma de cada torcedor, que se identifica e se vê representada pela multidão que ocupa cada pedaço de seu templo, seu espaço, sua casa, seu Maracanã e conclama seus representantes para a eterna batalha pela vitória, pela defesa de sua gente, de seu chão, de seu território. Do sagrado espaço do Maracanã.

Do Estádio das Mil Vitórias.

Adriano Melo, 37 anos, é engenheiro químico e trabalha como analista tributário em Salvador (BA). É pesquisador da história do Flamengo, tendo colaborado no hotsite oficial do clube o Rei do Rio.