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terça-feira, 19 de maio de 2020

Flamengo, dois Hinos e Muita História


O mais cantado do Brasil e do mundo. Eis outro título do qual pode se orgulhar o Flamengo. No livro Futebol no País da Música (Panda Books, 2009), Beto Xavier a rma: “Nenhum time brasileiro, e do mundo, foi tão cantado e idolatrado como o Flamengo, em gêneros que passam pelo choro, foxtrote, marcha, baião, rock, samba e samba-enredo”. O  mesmo autor contabiliza “mais de 150 gravações que contam os feitos, os títulos, as torcidas e até as tristezas rubro-negras”. Entre elas, há verdadeiros clássicos da própria Música Popular Brasileira, como “Fio Maravilha” e “Camisa 10 da Gávea”, ambas compostas pelo rubro-negro Jorge Ben Jor, para homenagear o atacante Fio, em 1972, e o ídolo maior Zico, em 1976.

Já os hinos do clube são dois: o oficial, composto em 1919 por Paulo Magalhães, goleiro do time reserva de futebol; e o não oficial, a Marcha do Flamengo, que o autor de marchinhas carnavalescas Lamartine Babo registrou em 1950, junto com as dos outros dez clubes que à época disputavam o Campeonato Carioca: América, Bangu, Bonsucesso, Botafogo, Canto do Rio, Fluminense, Madureira, Olaria, São Cristóvão e Vasco.

O Hymno Rubro-Negro, como informa a capa da partitura reproduzida ao lado, foi executado pela primeira vez há 95 anos, pelos próprios atletas e sob a regência do autor, no antigo campo da Rua Paissandu, durante a festa do 25º aniversário do clube. Sua primeira gravação, no entanto, é de 1932, na voz de Castro Barbosa, responsável também pelo maior sucesso do Carnaval daquele ano, Teu Cabelo Não Nega, de Lamartine Babo e Pixinguinha.

Já a Marcha do Flamengo tornou-se, na prática, o hino do clube. Gravado também com os nomes de Hino do Flamengo, pelo cantor Gilberto Alves, e Sempre Flamengo, pelo conjunto Quatro Ases e Um Coringa, é até hoje o mais cantado e conhecido pela torcida.

Hymno Rubro-Negro (Paulo Magalhães, 1919)

Flamengo, Flamengo
Tua glória é lutar
Flamengo, Flamengo
Campeão de terra e mar

Saudemos todos com muito ardor
O pavilhão do nosso amor
Preto encarnado, idolatrado,
Dois mil campeões do vencedor

Flamengo, Flamengo
Tua glória é lutar
Flamengo, Flamengo
Campeão de terra e mar

Lutemos sempre com valor infindo
Ardentemente com denodo e fé
Que o futuro ainda será mais lindo
Que o teu presente que tão lindo é

Flamengo, Flamengo
Tua glória é lutar
Flamengo, Flamengo
Campeão de terra e mar

Marcha do Flamengo (Lamartine Babo, 1950)

Uma vez Flamengo, sempre Flamengo
Flamengo sempre eu hei de ser
É meu maior prazer vê-lo brilhar
Seja na terra, seja no mar
Vencer, vencer, vencer!
Uma vez Flamengo, Flamengo até morrer!

Na regata, ele me mata
Me maltrata, me arrebata
Que emoção no coração!
Consagrado no gramado
Sempre amado, o mais cotado
No Fla-Flu é o Ai, Jesus!

Eu teria um desgosto profundo
Se faltasse o Flamengo no mundo
Ele vibra, ele é fibra
Muita libra já pesou
Flamengo até morrer eu sou!




sábado, 4 de junho de 2011

Primeiro jogo do Flamengo com a camisa Rubro Negra


Depois de utilizar a camisa cobra-coral, o Flamengo estreou, diante do São Bento (SP), seu tradicional uniforme rubro-negro, em 04 de junho de 1916. Desde então, o manto sagrado não perdeu mais as características. Mais largas ou estreitas, as listras vermelhas e pretas sempre vestiram os jogadores do Mais querido.

Neste confronto, o Flamengo venceu por 3 a 1 e, como não poderia de ser, deu início a trajetória vencedora que o rubro-negro segue até os dias de hoje.

Confira a ficha técnica:
Flamengo 3x1 São Bento (SP Capital)
Amistoso
Estádio: Rua Paissandu
Juiz: Affonso de Castro
Time: Cazuza, Antonico e Nery; Curiol, Sydney Pullen e Galo; Arnaldo, Gumercindo, Reid, Borgerth e Riemer.
Gols: Sydney Pullen (4'), Gumercindo (17' do 1º tempo) e Riemer (22º do 2º tempo) e Burgos (31' do 1º tempo)

domingo, 17 de abril de 2011

Brahma conta a história do Flamengo



Ao ouvir os primeiros versos de “Uma vez Flamengo, sempre Flamengo...”, o Brahmeiro rubro-negro enche o peito de orgulho com uma história repleta de conquistas e craques no futebol. Mas foi com remos e barcos e não com chuteiras que a grande história flamenguista começou a ser escrita, em 1895. O futebol, esporte no qual o time dá de lavada em relação aos rivais do Rio de Janeiro, só começa a ser praticado no Flamengo em 1911, graças a uma dissidência do outro time que disputa o Fla x Flu.

Desde então, não faltaram motivos para o flamenguista abrir uma Brahma a cada faixa de campeão colocada no peito. Aliás, Brahmeiro flamenguista não tem lá o hábito de ficar muito tempo sem gritar “É Campeão”. O único período em que isso aconteceu foi entre 1927 e 1939, quando o Mengão já tinha sete estaduais em sua imensa galeria de troféus. Mas havia algo que incomodava: como o time mais popular do Brasil desde sempre concentrava suas conquistas no Estado da Guanabara (e depois no Rio de Janeiro) e tinha apenas o Rio-São Paulo de 1961 como conquista além das fronteiras estaduais? Uma geração liderada por Artur Antunes Coimbra, o Zico, tratou de dar ao Mengão esses títulos. E pensar que começou em 1980...

Raul, Leandro, Rondinelli, Júnior, Andrade, Adílio, Nunes & Cia puseram o Flamengo no topo das Américas e do Mundo em 1981. Em terras brasileiras, construíram uma história de conquistas que poucos times no mundo possuem. Dominaram a década de 1980 praticamente sem adversários à altura.

E para aqueles que achavam que as alegrias dos Brahmeiros torcedores do Flamengo iriam diminuir após Zico se despedir do clube em 1989, uma Copa do Brasil no ano seguinte foi a resposta. E mais um estadual em 1991, outro Brasileiro em 1992, dois tricampeonatos cariocas entre 1999 e 2009, outro Brasileiro em 2009, só para ficar em alguns troféus. Afinal de contas, está na sexta estrofe do hino: “Vencer, vencer, vencer”. E haja Brahma pra comemorar!

http://www.brahma.com.br/futebol/flamengo/historia

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Local da Fundação do Flamengo


O Flamengo foi fundado em 15/11/1895, numa precária casa situada na Praia do Flamengo nº 22, hoje nº 66.

Em 1920 o terreno foi definitivamente comprado e, em 1933, a casa original foi substituída pela primeira sede, que se vê na foto acima (esta sede resistiu até 1979, quando foi vendida para a Servenco, em troca do 4º andar do futuro bloco B do edifício, além da participação de 12,5% em uma loja comercial do térreo).

Fonte: Saudades do Rio, por Luiz Darcy.

Agradecimento ao Amigo Kid

terça-feira, 11 de agosto de 2009

O Flamengo em 1934

A implantação do regime remunerado levou os clubes a criar novas competições. Era preciso faturar para manter a folha de pagamento. O Torneio Extra surgiu em 1934, disputado pelos integrantes da liga Carioca de Football (LCF), a entidade profissionalista.

O Flamengo foi o primeiro clube a conquistar tal campeonato. Mas por pouco não o deixa escapar, por causa do impressionante desanimo que tomou conta do técnico, Flávio Costa, e dos jogadores após a derrota de 5 a 4 para o São Cristovão, no dia 13 de outubro, com um gol no ultimo minuto de jogo.

"O rapaz do placard pediu augmento de ordenado, cançado de tanto trabalho... Isso dizem os alvos, com bom humor, porque no seio do Flamengo nunca uma derrota foi tão sentida quanto a de sabbado. Seus players sumiram dos pontos habituais, e quando de raro em raro surgem, é com tristeza estampada no semblante, recordando um dia negro", registro o Jornal dos Sports, que publicou entrevistas com Flavio e com o ponta Jarbas.

"Sempre reputei o jogo nocturno no campo do São Cristovão como uma aventura. A tabella marcava a peleja para domingo a tarde", disse o técnico numa crítica evidente à sua diretoria, que concordou com a antecipação da partida. "Ninguém via o keeper deles naquela escuridão. Francisco vestiu-se de sombra. Na próxima vez levarei um lampião para iluminar o goal", garantiu Jarbas.

O bom humor de craques como o ponta rubro negro acabou por reanimar o grupo, tarefa mais complicada para uma época em que os jogadores, embora já profissionais, tinham sem dúvida mais amor à camisa. Com mais cinco vitórias, um empate e apenas uma derrota, o Flamengo chegou à decisão, na qual venceu o Fluminense por 2 X 1 em jogo realizado no campo do América. O bem humorado Jarbas fez o gol do título.

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sábado, 1 de agosto de 2009

Milésima vitória do Flamengo no Maracanã

Maracanã, 1000 vitórias

Que o Maracanã é a casa do Flamengo todo mundo sabe. Que o gigantesco e mitológico estádio tem sido o palco perfeito para celebrar a simbiose entre o clube e sua apaixonada torcida, isso tem sido provado desde o longínquo ano de 1950. O que poucos sabem é que esse casamento perfeito acaba de produzir o seu milésimo fruto. Sim, com o triunfo sobre o Barueri, na noite de 22 de julho de 2009, o Flamengo completou 1.000 vitórias no Maracanã. (N.E. Na verdade esse jogo acabou empatado. Assim a marca deve ter sido batida contra o Atlético Mineiro).

Mil vitórias, mil batalhas em que o bastião rubro-negro foi fincado como uma estaca no território inimigo... (ok, às vezes nem tão inimigo assim), mil ocasiões em que a massa rubro-negra se fez ouvir mais alto, forte e feliz, mil vezes, falando assim parece algo etéreo, intocável, inatingível.

Tudo começou com um prosaico amistoso contra o Bangu, que havia acabado de contratar Zizinho, o maior ídolo flamengo. Estávamos em 1950, havia apenas uma semana que o Brasil vivera o maior trauma da história de seu futebol. O triunfo por 3-1 marcou o início da “Era Maracanã” para o Flamengo, e desde então o time sairia vitorioso em pouco mais da metade das partidas disputadas no templo. No seu templo.

Mil vitórias. Quem já provou sabe que enfrentar o Flamengo no Maracanã costuma ser um inferno. Vários craques estelares podem ostentar essa marca em seu currículo. Gente como Pelé, Garrincha, Beckenbauer, Puskas, Maradona, Eusébio, Nilton Santos, Carlos Alberto Torres, Dino Zoff, Altafini, Romário, Ronaldo, Didi e Rivelino, entre outros gigantes, que viveram a experiência de enfrentar e ser derrotada pelo Flamengo no Maraca. Equipes como Juventus de Turim, Atletico de Madrid, Boca Juniors, Benfica, River Plate, New York Cosmos, Peñarol, times de 19 países diversos. Todos os clubes de expressão do Brasil, espalhados por 22 estados, todos eles subjugados pela magia de uma equipe que se agiganta quando está diante de seu povo, de sua gente, de sua torcida.

Mil triunfos. Há vitórias simples em jogos amistosos (ou quase), nessa lista entram jogos-treino, partidas de importância menor, mas há também triunfos decisivos, que valeram o grito de “é campeão”. Como esquecer a cabeçada de Rondinelli, a falta de Petkovic, o gol maroto de Nunes que deslocou João Leite, o toque certeiro de Bebeto se antecipando a Taffarel, o gol-relâmpago de Zico contra o Santos, a bomba de Obina que abriu o caminho da Copa do Brasil contra o Vasco, entre outros tantos gols que ajudaram a encher a Sala de Troféus da Gávea? Ser campeão é maravilhoso, com vitória no jogo final melhor ainda, e se essa vitória é conquistada em sua casa, aí beira a perfeição. Pois, nessas 1000 vitórias, o Flamengo fez sua torcida gritar “é campeão” em três Campeonatos Brasileiros, uma Copa do Brasil, 15 Estaduais, um Torneio Rio-SP e 13 Taças Guanabara, entre outros títulos menos cotados.

Mil jornadas vitoriosas que consagraram diversos personagens, que com seus pés escreveram cada página dessa história. Gente como Fio Maravilha, que com seu “gol de anjo, um verdadeiro gol de placa” marcado contra o Benfica em 1972 ganhou até música. Ou como Silva, o Batuta, que semanalmente arrombava as redes do estádio com suas bombas, na inesquecível temporada de 1965. Ou Almir, que meteu a cara na lama pra sacramentar mais uma peleja vencida, contra o Bangu em 1966, ou como Doval, Nunes, Gaúcho, Edílson, Bebeto, Romário, Cláudio Adão, Evaristo, Paulinho, Henrique, artilheiros que ajudaram a inchar bastante essa lista de vitórias. E o que dizer de Dida, que honrou por oito anos o manto flamengo, colecionando gols a ponto de se tornar o segundo maior artilheiro de sua história?

Mas nenhum jogador, de nenhuma nacionalidade ou posição, em nenhuma época foi tão íntimo, esteve tão à vontade e viveu com tanta intensidade a força da aliança entre o Flamengo time e o Flamengo torcida quanto Zico. O Maracanã era o seu teatro, era o palco onde dedilhava suas melhores notas, onde escolhia os melhores acordes para entoar para o público nos seus concertos semanais de 90 minutos. No auge da “Era Zico”, o Flamengo chegou a acumular uma série de 82 jogos sem derrota para intrusos (equipes de fora do RJ) no estádio, em um período de 1 ano e 8 meses (março de 1980 a novembro de 1982). Do total de mil vitórias no Maior do Mundo, o Galinho de Quintino foi o comandante de pouco mais de 20%, uma marca assombrosa. Ao todo, anotou 320 gols, de cabeça, de perto, de longe, de placa, de pênalti e de falta, os seus preferidos, que também deram até música (“é falta na entrada da área, adivinha quem vai bater...”). Para os adversários, o Maracanã era um assustador desafio. Para Zico, era seu lar.

Mil batalhas. Cada vitória, desde a mais fácil até a mais sangrenta, assinala a marca da defesa bem-sucedida do solo sagrado flamengo, de sua demonstração de força e caráter guerreiro. Viradas históricas, reversões inacreditáveis, como os 4-3 sobre o Vasco em 1963, salvando-se da eliminação e abrindo caminho para a arrancada do título estadual. Outro 4-3 célebre foi conseguido nas semifinais contra o perigoso e atrevido Coritiba em 1980, que fez dois gols relâmpago e obrigou time e torcida a virarem juntos o placar. Já que é pra falar de 4-3, que tal a “virada da poeira” contra o galáctico Fluminense em 2004, que deu a moral que o time precisava para o título daquele ano? Há mais viradas heróicas, há os 3-2 dos campeões do mundo sobre o São Paulo na abertura da temporada de 1982, ou os incríveis 2-1 sobre o Sport em 2008, conquistados nos seis minutos finais, debaixo de muita chuva.

Mil “cala-bocas”. Não foram poucas as vezes em que os lutadores flamengos entraram em campo cercados de desconfiança e descrença, contra um oponente considerado muito superior, e em momentos de histórica superação construíram vitórias retumbantes, como os 3-1 sobre o Bangu, “queridinho da cidade”, invicto e favorito em 1963, os 2-0 da garotada comandada por Bebeto e Aldair sobre o Vasco de Roberto, Geovani e Romário na decisão do Estadual de 1986, 2-0 da meninada de Sávio e Magno em cima do poderoso Palmeiras de Rivaldo, Evair, Edmundo e Roberto Carlos em 1994, ou as sucessivas vitórias sobre o forte Vasco do final dos anos 90, entre vários e fartos exemplos de superação.

Mil bailes. Às vezes os guerreiros flamengos defenderam sua cidadela de forma tão intensa que as linhas adversárias acabaram se rompendo com inesperada facilidade. E aí sobrevieram os dilúvios de gols, para lavar a alma da massa rubro-negra. Jogos como os quase inverossímeis 12-2 sobre o São Cristóvão, impostos pelo “Rolo Compressor” em 1956, naquela que foi a maior goleada da história do Maracanã. Aliás, como era bom de gol aquele “Rolo”! 4-1 no Vasco (1954, janeiro), 4-1 no Vasco de novo (1954, maio), 4-1 no Botafogo (1954), 5-2 no Fluminense (novamente em 1954), 6-1 no Fluminense (1955), 4-0 no Atlético-MG (1955), entre outras vítimas. Outros momentos divertidos, em outras épocas, foram os 9-2 no Cerro Porteño (1960), os 9-0 em cima da Portuguesa-RJ (1978), e as biabas de oito aplicadas no Olaria (1958), Bangu (1973), Sampaio Correa (1976), Fortaleza (1981), Madureira (1982) e Minerven, da Venezuela (1993). Mas, de todas as goleadas, uma vale como um título. Aliás, talvez nenhuma das mil vitórias tenha sido tão emblemática quanto os 6-0 sobre o Botafogo em 1981, um massacre que fez a massa flamenga explodir em festa, emoção, delírio, e principalmente alívio pelo fim de uma era de gozações e sofrimento.

Enfim, entre tantas vitórias épicas, goleadas impiedosas, triunfos de azarões, consagração de goleadores, mitos, craques e ídolos, foi forjada a identidade flamenga, a expressão de uma nação que se transfigura na face e na alma de cada torcedor, que se identifica e se vê representada pela multidão que ocupa cada pedaço de seu templo, seu espaço, sua casa, seu Maracanã e conclama seus representantes para a eterna batalha pela vitória, pela defesa de sua gente, de seu chão, de seu território. Do sagrado espaço do Maracanã.

Do Estádio das Mil Vitórias.

Adriano Melo, 37 anos, é engenheiro químico e trabalha como analista tributário em Salvador (BA). É pesquisador da história do Flamengo, tendo colaborado no hotsite oficial do clube o Rei do Rio.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

O Flamengo em 1933

O ano de 1933 é dos mais movimentados na vida do Flamengo. Após se recusar a aceitar o profissionalismo, o rubro negro acabou cedendo, juntando-se, em janeiro daquele ano aos clubes que haviam adotado o novo regime.

Antes de fazê-lo, no entanto, o Flamengo jogou três partidas em Montevidéu, as primeiras de sua história no exterior. A estréia foi em 2 de abril, com a vitória de 3 X 2 sobre o poderoso Peñarol, em pleno estádio Centenário, onde os uruguaios haviam conquistado em 1930 o título mundial.
O Peñarol jogou com Capuccini, Canavese (Mascheroni) e Laino; Zunico, Fernandez (Chanés) e Mainardi; Castro, Matta, Young, Anselmo e Arremendi. Quatro jogadores desta escalação integraram o grupo que ganhou a primeira Copa do Mundo: Capuccini, Mascheroni, Fernandez e Anselmo.

No dia 14 de maio, no Estádio do Botafogo, na Rua General Severiano, o Flamengo fez seu último jogo como amador, vencendo por 16 X 2 o time do River, time do bairro de Piedade. O meia direita Nelson marcou 6 vezes. O centro médio Flavio Costa, que mais tarde ganhou fama como tecnico, fez o 13° gol. O ataque do adversario, formado por cinco "inhos" - Manuelzinho, Zezinho, Bebetinho, Luizinho e Nelinho - não inspirava mesmo respeito.

O Flamengo disputava então o Campeonato Carioca da Associação Metropolitana de Esportes Atléticos (AMEA), integrada por amadores, e terminou por abandoná-la na noite de 20 de maio, quando sua diretoria compreendeu, enfim, que já não havia como ignorar o regime profissional.
É interessante destacar uma curiosidade. O Flamengo ganhou por 16 X 2 o primeira e a sua última partida como amador.

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sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Primeiro Jogador do Flamengo a marcar gol pela Seleção Brasileira

Candiota foi o primeiro jogador do Flamengo a ser convocado e marcar um gol pela Seleção Brasileira. Candiota marcou seu gol no dia 12 de outubro de 1921 em um jogo que o Brasil venceu o Paraguai por 3x0. Apesar do primeiro gol ter saído apenas em 1921, dezenas de jogadores do Flamengo já haviam sido convocados.

domingo, 21 de setembro de 2008

Mário Filho: “O Criador de Multidões”

Mário Filho: “O Criador de Multidões”
por Marco Santos *

Marco SantosNo Rio de Janeiro, dia de jogo é “dia de Maracanã”. Mas, infelizmente, nem todo mundo sabe que o verdadeiro nome do Maracanã é Estádio Jornalista Mário Filho. E mesmo entre os que sabem, há generalizadamente uma pergunta que não quer calar: “Quem foi esse Mário Filho?”

Tivemos num país em que História é “coisa de museu”, coisa de “quem vive de passado”, como se costuma dizer pejorativamente. E daí, tome de repetir alguns erros, como um estudante que não aprende a lição. Quem despreza o seu passado, se perde no presente e não constrói o seu futuro, é o que eu sempre digo. O Maracanã tem o nome de Mário Filho porque se não fosse Mário Filho não haveria Maracanã.

Mário Rodrigues Filho era pernambucano de nascimento (Recife, 3/6/1908), mas tornou-se um carioca legítimo, assim como seu irmão Nelson, teatrólogo e jornalista. Mario Filho veio para o Rio com toda a família, quando tinha oito anos. Seu pai foi dono de jornal, onde os filhos começaram no ofício. Primeiro em A Manhã e depois em A Crítica. Neste último, Mário Filho já escrevia sobre esportes, especialmente sobre futebol, em estilo revolucionário para a época (fim dos anos 20 do século passado). Sua paixão futebolística o levou a fundar, em 1931, o jornal O Mundo Esportivo, considerado como o primeiro jornal exclusivamente dedicado ao esporte no mundo. Foi nesse jornal que Mário Filho criou o concurso de escolas de samba, em 1932, desfile que hoje é tido como a maior ópera aberta do planeta.

Quatro anos depois, comprou o Jornal dos Sports, do empresário Roberto Marinho. Neste veículo, ele criou os Jogos da Primavera e o Torneio Rio-São Paulo. Quando o Brasil foi escolhido pra ser a sede da Copa do Mundo de 1950, decidiu-se que seria construído um novo estádio na então capital do país. Dois vereadores udenistas - Carlos Lacerda e Ary Barroso - se posicionaram apontando o distante bairro de Jacarepaguá como o local ideal para a instalação da nova praça de esportes. Mário Filho foi contra. Segundo ele, o antigo Derby-Club era o lugar perfeito para o estádio. E, dizia ele, teria que ser o “maior do mundo”, com capacidade para mais de 150.000 pessoas. Não era uma tarefa fácil debater com dois gigantes da tribuna e das comunicações como Lacerda e Ary. Mas Mário Filho conseguiu convencer a opinião pública, apontando o fato de ali ter várias linhas de ônibus e estação de trem, o que facilitaria bastante a chegada e saída dos torcedores.

Os dois vereadores da UDN contra-argumentaram que o entorno do Derby-Club já estava ocupado e que em breve não haveria terreno disponível para o estádio crescer e no futuro a área ficaria congestionada de construções, ao contrário de Jacarepaguá, com muitas áreas livres. A municipalidade - leia-se prefeito Ângelo Mendes de Morais - bateu o martelo e as obras se iniciaram em 2 de agosto de 1948, no antigo Derby, às margens do Rio Maracanã (nome em tupi-guarani que significa “igual a um chocalho” e também nome de uma ave da família dos periquitos e papagaios).

Não havia um dia sequer que Mário Filho não fosse acompanhar a construção, fiscalizando, animando, pedindo pressa, alertando que o gigante de concreto deveria estar de pé antes do início da Copa. E em 16 de junho de 1950, Mário Filho se emocionava com a inauguração do “Maior Estádio do Mundo”.

Mário Filho era torcedor do Fluminense, como toda a sua família. Mas na década de 1950 afirmou que não torceria por clube algum para ser mais imparcial nas suas análises. Esta isenção o levou a escrever um livro contando a história do Club de Regatas do Flamengo, time de maior torcida no país. Pesquisador minucioso, escreveu um livro seminal chamado “O Negro no Futebol Brasileiro”, onde provou que os primeiros jogadores da raça negra não foram do Vasco da Gama, como se acreditava à época.

Mário Filho era um grande admirador de Pelé e sobre ele escreveu “Viagem em torno de Pelé”, livro admirável, uma verdadeira ode ao maior atleta do Século. À Mário também é atribuída a criação do termo “Fla-Flu”, clássico que era o seu preferido. Disse seu irmão, Nelson Rodrigues, que Mário Filho foi “o criador de multidões”, pela forma apaixonada com que ele se referia aos jogos entre o clube da Gávea e o das Laranjeiras.

Em 17 de setembro de 1966, o coração que amava os esportes deixou de bater, fulminado por um ataque cardíaco. Tempos depois, o radialista Waldir Amaral comandou pela Rádio Globo uma campanha para que o Estádio Municipal do Maracanã recebesse o nome de seu grande estimulador. Cada pilastra do “Templo do Futebol” pulsa reverenciando quem lhe criou a mística. E as multidões que desfilam por aquele chão de pedra também celebram, mesmo sem saber, o amor de um jornalista pelo esporte.

* Marco foi responsável pela pesquisa da peça “Na Era do Rádio”, é autor do livro Popularíssimo (história de um dos mais populares autores de teatro do Brasil - Brandão, pai do ator e comediante e Brandão Filho) - popularissimo@gmail.com - e responsável pelo blog Antigas Ternuras.


Dica: Kid Ferreira

terça-feira, 12 de agosto de 2008

OS MAIORES TÉCNICOS DO FLAMENGO POR TÍTULOS CONQUISTADOS

OS MAIORES TÉCNICOS DO FLAMENGO POR TÍTULOS CONQUISTADOS

CLÁUDIO PECEGO DE MORAES COUTINHO: Taça Guanabara, Campeonato Carioca, Torneio Palma de Mallorca (1978) – Taça Guanabara, Torneio Ramôn de Carranza (1979) – Campeonato Brasileiro, Taça de Ouro, Torneio Ramôn de Carranza, Torneio Ciudad de Santander, Taça Guanabara (1980).

FLEITAS SOLICH (o Feiticeiro): Campeonato Carioca (1953, 1954, 1955), Taça dos Campeões Estaduais RJ x SP (1956) – Torneiro Rio São Paulo (1961).

LUIZ CARLOS NUNES DA SILVA (CARLINHOS): Taça Guanabara (1988 e 1999), Campeonato Carioca (1991, 1999 e 2000), Campeonato Brasileiro (11987 e 1992). Copa Merco Sul (1999)

PAULO CESAR CARPEGIANI: - Campeonato Carioca (1981), Campeonato Brasileiro (1982). Copa Libertadores da América (1981) Campeonato Mundial Interclubes (1981)

SEBASTIÃO BARROSO LAZARONI: - Taça Rio (1985), Taça Rio, Campeonato Carioca, Troféu Naranja de Espanha, Troféu Centenário do Lindifield F.C., Taça Associação dos Cronistas Esportivos do Rio de Janeiro (1986).

(Fonte: Flapédia)

Obrigado a nosso colaborador Kid Ferreira

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Juscelino Kubitschek, Então Presidente do Brasil, vibra com o Flamengo




O JOGO IMORTAL

Na história do Maracanã, existe uma noite em que o maior estádio do mundo teve sua grandeza humilhada. Foi a noite do tri, do segundo tri rubro-negro. O cerco ao estádio começou cedo. Depois virou invasão. Acossada pela polícia, a torcida entrou, no peito e na raça. Quantos? Ninguém sabe. Mas a renda foi recorde – o que não passou pela bilheteria não está escrito. Havia mais de 200 mil pessoas. Muito mais – foi a maior concentração de fervor clubístico que o futebol brasileiro já conheceu. Era a busca da conquista, a sede da vingança, a superdecisão contra o América. E acabou sendo mais. Acabou sendo, o gol de Duca, nos três gols e no carnaval de Dida, uma aula completa do futebol mais brasileiro. Acabou sendo, na invasão do campo o grande triunfo da alegria popular.

Acabou sendo o momento de identificação entre um presidente – Juscelino Kubitschek despedia o protocolo, erguia os braços, entrava na dança da paixão rubro-negra. – e a alma do Rio, a alma do Flamengo. Por tudo isso, e pela bola que se jogou, foi um jogo histórico.

A corrida de Dida continua até hoje na memória de quem viu esse último gol de raça e magia do placar de Flamengo 4 a l América.

(fonte: Revista Placar – abril/1979)

Mais uma vez, obrigado ao amigo e Super Rubro Negro Kid Ferreira pela colaboração.

domingo, 3 de agosto de 2008

Jogadores Estrangeiros do Flamengo

AGUSTIN VALIDO: (Argentino) – Posição: atacante – Jogos: 143 – Gols: 45 – Títulos: Campeonato Carioca de 1939, Tri Campeonato Carioca de 1942/1943/1944.

ALEJANDRO VICTOR MANCUSO: (Argentino) – Posição: volante – Jogos: 66 – Gols: 10 – Títulos: Campeonato Carioca de 1996, Copa Sul Americana de 1996, Taça Guanabara de 1996, Taça Rio 1996.

CESAR RAMIREZ CAJÉ ( EL TIGRE): (Paraguaio) – Posição: atacante – Jogos: 32 – Gols: 11 – Títulos: Copa do Brasil 2006.

CLÁUDIO DANIEL BORGHI: (Argentino) – Posição: atacante – 1989 – Jogos: 6

FLORIAN ALBERT: (Húngaro) – Posição: Atacante – 1967 – Gols: 4.

CARLOS ALBERTO GAMARRA PAVÓN: (Paraguaio) – Posição: zagueiro – Jogos: 30 – Gol: 1 – Títulos: Taça Guanabara 2001, Campeonato Carioca 2001, Copa dos Campeões 2001.

DIEGO ANTÔNIO GAVILLÁN ZARTE: (Paraguaio) – Posição: Meio campista – Jogos: 5 – Títulos: Taça Guanabara de 2008, Campeonato Carioca de 2008.

HUGO COLACE: (Argentino) – Posição: volante – Jogos: 5 – Títulos: Taça Guanabara 2008, Campeonato Carioca 2008.

HUGO SÁNCHEZ: (Uruguaio) – Posição: volante – Jogos: Reserva – Títulos: Torneio Internacional Circuito das Águas 2007, Copa Macaé 2007.

JORGE DUÍLIO BENÍTEZ CANDIA: (Paraguaio) – Posição: atacante – Jogos: 115 – Gols: 75 – Títulos: Torneio Início (RJ), Torneio Quadrangular do Peru, Troféu Cidade de Arequipa (Peru) 1952 – Campeonato Carioca, Torneio Quadrangular da Argentina, Torneio Quadrangular de Curitiba 1953 – Campeonato Carioca, Torneio Internacional (RJ) 1954 – Troféu Embaixador Oswaldo Aranha (RS) 1956.

MAXIMILIANO ARIEL BIANCUCHI CUCCITTINI: -(Argentino) – Posição: atacante – Jogos: 36 – Gols: 3 – Títulos: Taça Guanabara e Campeonato Carioca 2008.

MODESTO BRIA: (Paraguaio) – Posição: Médio volante - Jogos: 369 – Gols: 8 – Títulos: Torneio Inicio (RJ), Campeonato Carioca 1943 – Campeonato Carioca 1944 – Torneio Início (RJ) 1946 – Troféu Cezar Aboud (MA) 1948 – Troféu Embaixada Brasileira (Guatemala), Troféu El Comitê Nacional Olímpico (Guatemala) 1949 – Taça Cidade de Ilhéus (BA) 1950 – Torneio Início (RJ), Troféu Elsforg Cup (Suécia) 1951 – Torneio Início (RJ), Torneio Quadrangular (Peru), Torneio Cidade de Arequipa (Peru) 1952 – Campeonato Carioca, Torneio Quadrangular da Argentina, Torneio Quadrangular de Curitiba 1953.

DJEAN PETKOVIC: (SÉRVIO) – Posição: Meio Campista – Jogos: 121 – Gols: 57 – Títulos: Campeonato Carioca 2000, Taça Guanabara, Campeão dos Campeões 2001, Brasileiro 2009

FRANCISCO SANTIAGO REYES VILLALBA: (Paraguaio) – Posição: Zagueiro – Jogos: 196 – Gols: 7 – Taça Guanabara 1970, Taça Guanabara 1972, Taça Guanabara 1973.

SANTIAGO TRÉLLEZ: (Colombiano) – Posição: Atacante – Jogou somente no time de juniores em 2007 e 2008.

SIDNEY PULLEN: (Inglês) – Posição: Meio Campista – Jogos: 130 – Gols: 47 – Títulos: Troféu Artístico (PA), Taça Tricentenário de Belém, Taça Madame Gaby Coelho Neto, Troféu Asilo do Bom Pastor (RJ) 1916, Taça Sport Club Juiz de Fora (MG) 1917, Torneio Triangular do (RJ), Troféu América Fabril 1919, Torneio Início (RJ), Campeonato Carioca, Taça Sport Club Mackenzie1920, Taça Guanabara, Campeonato Carioca 1921, Torneio Início (RJ), Torneio América Fabril 1922, Troféu Carioca Football Club, Troféu América Fabril, Troféu Petropolitano 1923.

SINFRÔNIO GARCIA: (Paraguaio) – Posição: Goleiro – Jogos: 276 – Gols Sofridos: 364 – Títulos: Troféu Embaixada Brasileira (Guatemala), Troféu El Comitê Nacional Olímpico da Guatemala 1949, Taça Cidade Ilhéus (BA) 1950, Torneio Início (RJ), Troféu Elfsborg Cup (Suécia) 1951, Torneio Início (RJ), Torneio Quadrangular do Peru, Troféu Cidade de Arequipa (Peru) 1952, Campeonato Carioca, Torneio Quadrangular do Peru, Torneio Quadrangular da Argentina 1953, Campeonato Carioca, Torneio Internacional do (RJ) 1954, Campeonato Carioca, Campeonato Internacional do (RJ) 1955, Troféu Embaixador Oswaldo Aranha (RS) 1956, Torneio Internacional do Morumbi (SP), Troféu Ponto Frio (RJ), Taça Brasília (RJ), Troféu Almana Idrotts Klubben (AIK) 1957, Torneio Quadrangular de Israel, Troféu Sporting Club de Portugal 1958.

UBALDO MATILDO FILLOL: (Argentino) – Posição: Goleiro – Jogos: 71 – Gols Sofridos: 0 - Título: Taça Guanabara 1984.

WALTER HORÁCIO PERALTA SARACHO: (Uruguaio) – Posição: Meia – Jogos: 20 – Gols: 4 – Título: Copa do Brasil 2006.

NARCISO HORÁCIO DOVAL: (Argentino) – Posição: Atacante – Jogos: 263 – Gols: 94 – Títulos: Taça Guanabara, Torneio de Verão do (RJ) 1970.

EUSÉBIO CHAMORRO: (Argentino) – Posição: Goleiro Jogos: 55 – Títulos: Campeonato Carioca, Torneio Quadrangular (Argentina), Torneio Quadrangular de Curitiba.

ARCÁDIO JÚLIO LÓPEZ: (Argentino) – Posição: Meio Campo – Jogos: 26 - (1937/1938).

ÁTMIO LUIS VILLA: (Argentino) – Posição: Zagueiro – Jogos: 32 – (1937/1938).

JUAN DANIEL CÁCERES RIVAS: (Paraguaio) – Posição: Zagueiro – Jogos: 4 – (22/10 a 05/12/1998)

SABINO COLLETA: (Argentina) – Posição: Meio Campo – Jogos: 10 – (17/06/1944 a 28/03/1945).

ALFONSO DARIO PEREYRA BUENO: (Uruguaio) – Posição: Zagueiro – Jogos: 12 – (18/09/1988 a 20/11/1988).

ROGÉRIO ANTÔNIO DOMINGUEZ: (Argentino) – Posição: Goleiro – Jogos: 41 (24/11/1968 a 27/08/1969).

FRITZ ENGEL: (Alemão) – Posição: Atacante – Jogos: 74 – Gols: 23 – Título: Torneio Aberto (RJ) 1936.

JOSÉ ARMANDO UFARTE VENTOSO: (Espanhol) – Posição: Atacante – Jogos: 106 – Gols: 15 – Títulos: Torneio Triangular da Tunísia 1962, Campeonato Carioca 1963.

ALFREDO GONZALEZ: (Argentino) – Posição: Atacante – Jogos: 45 – Gols: 31 – Título: Campeonato Carioca 1939.

HARAONI NINO: (Argelino) – Posição: Atacante – Jogo: 01 Participou apenas de um amistoso entre Flamengo 2 a 2 Sevilla (Espanha).

JORGE CARLOS MANICERA FUENTES: (Uruguaio) – Posição: Zagueiro – Jogos: 71 – Título: Torneio Quadrangular de Marrocos.

CARLOS ANIBAL MENDOZA: (Uruguaio) – Posição: Atacante – Jogos: 02 – (1966/19667).

ARTHUR NAON: (Argentino) – Posição: Meio Campo – Jogos 11 – Gols: 03 – (1939/1940).

JORGE PAOLINO: (Argentino) – Posição: Zagueiro – Jogos: 09 (1976/1977).

PETER TIMKO: (Tcheco) – Posição: Goleiro – Jogos: 02 – (14/05/1950 a 21/05/1950).

MARIUSZ PIEKARSKI: (Polonês) – Posição: Atacante – Jogos: 13 – (19/07/1997 a 06/12/1997).

SÉRGIO RAMIREZ D’ÁVILA: (Uruguaio) – Posição: Zagueiro – Jogos: 94 – Gols: 02 – Títulos: Taça Guanabara, Campeonato Carioca, Torneio Palma de Mallorca 1978.

RIMBO LUNDBLAD: (Sueco) – Posição: Atacante – Jogos: 02 – (19/11/1996 a 15/01/1997);

SEVERO RIVAS: (Paraguaio) – Posição: Atacante – Jogos: 06 (1945/1946).

WAGNER RIVAS: (Equatoriano) – Posição: Zagueiro – Jogos: 15 – (21/08/1996 a 20/11/1996).

RAFAEL SANZ: (Argentino) – Posição: Atacante – Jogos: 10 – (1944/1945).

ANTONIO LUIS VILLA: (Argentino) – Posição: Zagueiro – Jogos: 325 - (1937/1938).

CARLOS MARTIN VOLANTE: (Argentino) – Posição: Volante – Jogos: 14 – Gols: 04 – Títulos: Campeonato Carioca 1939, Campeonato Carioca, Torneio Relâmpago (RJ) 1942, Campeonato Carioca 1945.

Claudio Andrés del Tránsito MALDONADO Rivera - Volante 2009 -

Gonzalo Antonio FIERRO Caniullán - Meio Campo 2008 -

Darío BOTTINELLI - Meio Campo - 2011


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Fonte: Flapédia
Agradecimentos ao amigo Kid

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

O primeiro gol do Flamengo no Maracanã

No dia 23 de julho de 1950, o Flamengo fez um amistoso contra o Bangu no Maracanã. A partida, vencida pelo Flamengo por 3 a 1, foi realizada uma semana depois da decisão da Copa do Mundo, disputada em 16 de julho, quando o Brasil foi derrotado pelo Uruguai por 2 a 1.

O Flamengo entrou em campo com nomes como Juvenal e Bigode, presentes na campanha do vice-mundial. Foi o primeiro jogo entre clubes da história do estádio. Aloysio marcou aos 33 e aos 43 do primeiro tempo. Lero, aos 6 da segunda etapa, e Djalma para o Bangu, aos 18, deram números finais ao placar.

A partida foi a primeira de Zizinho, craque da Copa de 50, com a camisa do Bangu, após ter sido negociado pelo Fla. A escalação do Flamengo na partida foi: Cláudio (Antoninho), Juvenal, Bigode, Biguá, Bria, Valter, Aluýsio, Arlindo, Hélio, Lero e Esquerdinha.


Aloysio Cunha Tavares nasceu em Petrópolis no dia 20 de março de 1927 e jogou pelo Flamengo entre os anos de 50 e 52. Com a camisa rubro-negra participou de 65 jogos, 39 vitórias, 13 empates e 13 derrotas, marcando 23 gols. Foi dele o primeiro gol Rubro Negro no estádio que seria a casa do Flamengo: o Marcanã.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

O PRIMEIRO GOL OFICIAL DO FLAMENGO

O PRIMEIRO GOL OFICIAL DO FLAMENGO


Em 03/05/1912, O Flamengo estréia no Campeonato Carioca de Futebol, no campo do América F.C., na Rua Campos Salles. O adversário era o Mangueira, time formado por trabalhadores da Fábrica de Chapéu Mangueira. Em sua primeira partida, o Flamengo consegue o placar que já mostrava a capacidade do time: 16 x 2.

O primeiro foi marcado por Gustavo Adolfo de Carvalho. O time atuou com: Baena, Píndaro e Nery. Curiol e Gallo. Baiano, Arnaldo, e Amarante. Gustavo e Borguert.

Os gols foram de:Gustavo (4), Amarante (4), Arnaldo (4), Borgert (3) e Gallo (1).


(fonte: Flapédia)

quinta-feira, 17 de julho de 2008

MAIORES ARTILHEIROS DO FLAMENGO APENAS EM CAMPEONATO CARIOCA

ARTILHEIROS DO FLAMENGO APENAS EM CAMPEONATO CARIOCA


01º - Zico........................157

02º - Romário......................89

03º - Nono.........................55

04º - Leônidas da Silva............46

05º - Pirilo.......................39

06º - Bebeto.......................35

07º - Renato Gaúcho................28

08º - Paulinho.....................23

09º - Benitez......................22

10º - Cláudio Adão.................18

11º - Doval........................16

12º - Edílson......................16

13º - Dario........................15

14º - Charles......................14

15º - Alfredinho...................10

(fonte: Mauro Prais – atualizado em 19/05/2008)

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Quem fez mais gols pelo Flamengo em um só jogo

Durval: Marcou 7 gol
Nome: Durval Correia Nunes
Data de nascimento: 04/08/1925 Local: Maceió (Alagoas)
Posição: Atacante
Data do 1º Jogo: 14/01/1948 - Data do último jogo: 18/03/1951
Nº de Jogos: 133 - Nº de Gols: 124 - Média de Gols por partida: 0,93

A Ficha do Jogo:
C.R. Flamengo 13 x 1 Campos - Amistoso
30/04/1950 - Estádio: ? - Campo dos Goytacazes - Rio de Janeiro
Time:Garcia, Newton, Job, Biguá, Bria, Valter, Aloísio, Arlindo, Durval, Beto e Esquerdinha. Gols: Durval (7), Esquerdinha (2), Arlindo (2) e Aloísio (2).

quarta-feira, 9 de julho de 2008

O Flamengo sem o Manto

Até os dias de hoje o Flamengo só entrou em campo em os seus uniformes oficiais em duas ocasiões. Uma delas contra a equipe do Vasco da Gama. O motivo: Flamengo e Vasco se enfrentavam no dia 18/11/1945 na gávea. Pelo 2º turno do Campeonato Carioca, quando aos 71 minutos de jogo acontece um briga entre torcedores e o jogo foi paralisado, quando o placar apontava 2x2. Os 19 minutos restantes só foram disputados no dia 22/11/1945, no estádio das Laranjeira, o jogo prosseguiu sem alteração no placar. Mas sem explicação dos jornais da época os Flamengo jogou com o uniforme da Federação, e o Vasco com seu uniforme nº 1.

E em outra ocasião, foi enfrentando a Seleção do Chile, em uma amistoso, no dia 18/021977, no estádio Nacional (Santiago- Chile), o resultado final foi de 1x2 Sel. Chile. O Motivo: Era que o Uniforme do Chile, eram camisas vermelhas e calções azuis, que se confundiam com as cores do Flamengo que não levou o segundo uniforme, sendo assim jogou com camisas azuis e shorts brancos.

Com esses dois jogos pode-se dizer que sem o Manto-Sagrado é dificil o Flamengo vencer os seus jogos. Valendo assim a mística da camisa rubro-negra!

http://flamengo1895.futblog.com.br/r1159/Curiosidades/5/

terça-feira, 8 de julho de 2008

O ano em que o Flamengo jogou mais

O máximo de partidas disputadas em uma ano pela equipe principal do Flamengo, foi no ano de 1993.
Foram disputadas um total de 102 partidas. Sendo que o Flamengo venceu 46, empatou 30 e perdeu 26. Marcou 179 gols e sofreu 120.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

O Flamengo em 1932

Foi em 25 de setembro de 1932 que o Flamengo disputou sua última partida no estádio da Rua Paysandu, construído em terreno da família Guinle, que voltou a tomar posse da área no primeiro dia do ano seguinte.

Na realidade, ainda havia entre alguns rubro-negros ilustres a esperança de que o Flamengo pudesse continuar mandando seus jogos no local. Pelo menos até o fim do ano. Por isso a torcida não compareceu em grande número para presenciar a goleada de 5 a 0 sobre o Sport Club Brasil na última partida disputada pelo Rubro Negro no velho estádio.

O Brasil possuía uma equipe frágil. Dos quatorze jogadores que enfrentaram o Flamengo - Aymoré, Lúcio e Bianco; Luciano, Neves e Adão; Walter (depoisVelha, depois Geraldo), Zezinho, Armando, Waldemar (Tibiriçá) e Brasil - apenas um fez fama no futebol: Aymoré Moreira que defendeu a Seleção Brasileira como goleiro nos anos 40 e a dirigiu na conquista do título mundial de 1962, no Chile.


Após chegar em segundo lugar no Campeonato Carioca, a5 pontos do Botafogo, o Flamengo o Flamengo saiu pela segunda vez em sua história em excursão pelo Nordeste. Disputou seis partidas em Salvador. Venceu cinco e perdeu a última, 3 a 2 para o Ypiranga.


Viagens como essa eram pouco comum à época. Assim a chegada da delegação ao Rio, na tarde de quinta feira 24 de novembro, foi um verdadeiro acontecimento. "Após o desembarque, no paquete Rodrigues Alves, no armazém 15 do cáes, entre acclamações da grande assistência, os jovens viajantes rumaram para a séde do club, onde já os aguardava compacta massa de povo e admiradores, que os aplaudiu com frenéticos hurrahs e vivas. Lá, foi-lhes servido um cálice de vinho do Porto", registrou o Diário Carioca. Difícil imaginar tal procedimento nos dias de hoje.

Ir para o índice da história do Flamengo ano a ano

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Maior Goleada do Flamengo sobre o Botafogo - 8 X 1

No dia 15 de agostode a1926, Fragoso marcou três na maior goleada rubro-negra sobre o Fogão em todos os tempos, uma vingança pela derrota no primeiro turno do Campeonato Carioca daquele ano, por 5 X 3. O primeiro tempo acabou 5 X 0, e Neco só descontou para o Botafogo quando o jogo já estava 7 X 0. No final, Flamengo 8 X 1.

Flamengo: Amado, Penaforte e Hélcio; Favorino, Alfredo e Japonês; Vadinho, Aché, Nono, Fragoso e Angenor

Gols: Aché (3), Fragoso (3), Nonô e Vadinho.

Fonte: Especial Placar - Os Maiores Clássicos do Brasil