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domingo, 19 de setembro de 2010

Presidente do Barcelona é Torcedor do Flamengo


Bandeiras do Barcelona e da Cataluña, pôsteres de equipes marcantes da história do clube. Nenhuma surpresa tratando-se da sala do atual presidente do Barça, Sandro Rossel. Mas quando perguntado se torce para algum time fora da Espanha, uma resposta enfática:

- Eu sou torcedor doente. Sou "Mengau"!

O “Mengau” é uma versão com sotaque espanhol de "Mengão", apelido do Flamengo. O presidente do clube em que jogam Messi (atual melhor do mundo), Mascherano, Daniel Alves, David Villa e cia. é torcedor do atual campeão brasileiro. Isso mesmo, do time da Gávea.

O amor pelo Rubro-Negro tem explicação. Sandro Rossel morou no Rio de Janeiro por quatro anos, sua filha mais nova é brasileira e ele tem muita identificação com o país. Inclusive, Rossel até já desfilou no carnaval carioca.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Fleitas Solich – O valioso legado do Feiticeiro


Imagine-se o Flamengo numa decisão que literalmente está parando o país. Jornais e rádios só falando no jogão, o time perto de ganhar um título que, se confirmado, será lembrado com destaque na história do clube. Pois o treinador flamengo, para esse jogo crucial, barra o seu artilheiro e coloca um garoto que ainda está se firmando no elenco. Não satisfeito, mexe na base do sistema defensivo sacando um de seus principais jogadores e põe em seu lugar um atleta que praticamente não vem atuando. Uma decisão à primeira vista temerária, quase irresponsável, atitude inconseqüente, de maluco. Ou de um bruxo.

A história do treinador paraguaio Fleitas Solich no Flamengo se inicia com a conquista, pelos paraguaios, do Campeonato Sul-Americano de 1953, torneio em que os campeões, comandados por Solich, derrotaram o Brasil na final, em Lima. A aplicação tática e o caráter aguerrido da equipe chamaram a atenção da diretoria do Flamengo, que viu em Solich o substituto ideal para Flávio Costa, desgastado na Gávea. Eram tempos difíceis, o Flamengo vinha num jejum de títulos que chegava ao seu nono ano. Inspirado pelas boas experiências recentes com atletas paraguaios (Modesto Bría, Garcia e Benítez), a diretoria flamenga decidiu apostar em Fleitas Solich para comandar um processo de renovação de elenco e mentalidade.

Ao chegar, Don Fleitas mostrou-se bastante satisfeito com a qualidade do elenco e praticamente não pediu reforços. Logo seu jeito espontâneo, paternal, bonachão e bastante exigente começaram a conquistar a Gávea. Sem falar na sua assombrosa capacidade de realizar leituras táticas que deixavam jornalistas, dirigentes e torcedores sem fôlego. Fleitas era capaz de modificar o panorama de uma partida simplesmente mudando a função de um jogador com o jogo em pleno andamento, algo que hoje soa banal mas que não fazia parte da realidade do engessado futebol brasileiro dos anos 50. As intervenções de Fleitas justificavam plenamente o apelido de "El Brujo", ganho no Paraguai. Rapidamente Solich passou a ser conhecido como o "Feiticeiro".

Fleitas Solich era adepto do futebol solidário, mostrando-se bastante à frente do seu tempo. Pregava a compactação dos setores, treinava à exaustão jogadas em que os médios (precursores dos laterais de hoje) avançavam recebendo a cobertura dos homens de frente. Costumava montar formações que atuavam com um posicionamento bastante avançado, trocando bola rapidamente e desenvolvendo intensa movimentação. Numa época em que se valorizava o individualismo de dribladores e goleadores, a visão coletiva de Fleitas causou uma revolução no ambiente do futebol da Gávea.

E logo os resultados viriam. Aliando sua privilegiada visão tática a uma aguda capacidade de revelar jogadores, Fleitas Solich montou uma das melhores equipes da história flamenga, um time que possuía um ataque devastador, que se movimentava de forma insana, levando defesas adversárias ao desespero. Era o "Rolo Compressor", que conquistou sem nenhuma dificuldade os campeonatos cariocas de 1953 e 1954, empilhando goleadas. Nesse período o Feiticeiro lançou ou deu mais espaço a nomes como os atacantes Zagalo, Paulinho, Evaristo, Henrique, Dida e Babá, dando início a uma espécie de revezamento, em que os jogadores eram escalados de acordo com as características do adversário, o que ajudou a consolidar o mito do bruxo.

A sistemática de Don Fleitas foi mantida para a temporada de 1955, em que o Flamengo marchou para seu tricampeonato. Mas o campeonato foi bem mais difícil, algumas desavenças começaram a surgir (como a barração do virtuoso e individualista Rubens, que antes de Fleitas era a estrela do time). Mesmo assim, o time chegou às finais. E eis que retornamos ao início do texto: estamos na grande decisão, jogam Flamengo x América. O Flamengo vence a primeira (1-0), mas é massacrado na segunda partida (1-5), o que provoca a negra. O jogo para a cidade, até o presidente eleito vai ao Maracanã. Fleitas surpreende a todos e tira o atacante Paulinho, artilheiro do time, pondo o garoto Dida em seu lugar. Dida ainda era reserva, e apesar de mostrar qualidade, não parecia pronto para assumir a posição de titular, ainda mais numa final. Além disso, o Feiticeiro saca o médio Jadir, um dos principais nomes da defesa, entrando o experiente e vigoroso Servílio.

Apesar da desconfiança por jogadores e torcida, as mexidas de Fleitas se mostram incrivelmente acertadas. A entrada de Servílio anula totalmente o jogo aéreo americano, que se mostrara letal no jogo anterior. Dida, por sua vez, estraçalha e acaba com a partida, e com quatro gols é o nome da acachapante goleada (4-1) que dá o tri ao Flamengo. O Feiticeiro atinge o auge de seu prestígio (com o título, Fleitas chegou a ser cotado para dirigir a Seleção Brasileira na Copa-58. Mais tarde, chegou a dirigir o Real Madrid).
Fleitas Solich permaneceria no clube até 1957. Ainda dirigiria o Flamengo em mais três oportunidades (1958-1959, 1960-1962 e 1971), em que conquistaria o Rio-São Paulo de 1961. Mas seu legado é muito maior do que os títulos conquistados. Com Fleitas, o Flamengo consolidou sua imagem de equipe ofensiva, que joga pro ataque, buscando sempre e sempre o gol, marcando quatro gols a cada três sofridos. O Feiticeiro foi o responsável pela ascensão de alguns dos mais importantes jogadores da história flamenga, como os goleadores Henrique e Evaristo, o meia-atacante Gérson (o Canhotinha de Ouro) e o volante Carlinhos (o Violino), entre outros nomes.
Também é impossível deixar de lembrar a importância de Fleitas Solich na trajetória de um dos maiores ídolos da história do clube, o atacante Dida, descoberto quase por acaso no Nordeste e tratado como verdadeiro diamante por Don Fleitas. Dida, com 264 gols, até hoje figura como o segundo maior artilheiro da história do Flamengo.

Mas o que poucos sabem é que o Feiticeiro, já nos estertores de sua vida flamenga, no árido ano de 1971, ao aceitar o convite para tentar remontar uma base destroçada, resolveu recorrer às divisões de base. Interessou-se pelo futebol de um garoto franzino, que já vinha chamando a atenção. Viu duas atuações do menino e não hesitou em lançá-lo no time titular, mesmo avisando que o garoto não iria estourar de início.

Assim, o garoto Zico começava sua história no Flamengo. O legado de Fleitas Solich estava, dessa forma, completo.

Fleitas Solich é considerado um dos maiores treinadores da história do Flamengo. Possui a espantosa marca de 300 vitórias em 504 jogos, num aproveitamento de 69,44%. Faleceu em 1984.

http://www.flamengo.com.br/site/blog/blog.php?id=3

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Carmen Miranda era Flamengo


Quem colaborou para esse post foi ninguém menos que Ruy Castro, um dos maiores escritores brasileiros, autor das biografias de Garrincha, Nelson Rodrigues e dela, a mulher que chegou a ser a mais bem paga dos Estados Unidos.

Com vocês, Ruy Castro:

"Carmen Miranda era Flamengo, sabia? Apesar de nascida em Portugal -- veio para o Brasil com 10 meses de idade, em dezembro de 1909 -- e criada em meio à enorme colônia portuguesa do Rio, tornou-se rubro-negra aos 16 anos, quando começou a namorar Mario Cunha, remador do Flamengo e filho de um dos fundadores do clube. Nos sete anos em que durou esse namoro, até 1932, Carmen teve a chance de torcer pelo Flamengo em inúmeras provas de remo e de outros esportes.

Carmen era a única ovelha rubro-negra em sua família, toda formada por vascaínos: o irmão Mocotó, que era remador do Vasco e da seleção brasileira, a irmã Aurora, o cunhado Gabriel e os sobrinhos.

Em janeiro de 1955, no Rio, Carmen foi levada por eles ao Maracanã para assistir à decisão do campeonato carioca de 1954, entre Flamengo x Vasco. O Flamengo venceu por 2x1 e foi bicampeão. Carmen vibrou tanto nas cadeiras especiais que foi chamada à atenção por seu cunhado. Mas respondeu: "Ih, meu filho, Flamengo, Carnaval, samba, é tudo a mesma coisa!".

Em agosto daquele ano, quando Carmen morreu em Los Angeles, o presidente do Flamengo, Gilberto Cardoso, emitiu nota oficial lamentando a morte da 'grande rubro-negra'."

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Celso Garcia, O Descobridor de Zico

Quinta-feira, 28 de setembro de 1967. Esta foi a data em que a história do Clube de Regatas do Flamengo mudou. Naquela manhã, Zico, que viria a se tornar o maior ídolo da história do clube, treinou pela primeira vez na Gávea e iniciou um reinado eterno nos corações de todos os rubro-negros espalhados pelo mundo. O grande responsável por tudo isso nos deixou hoje. Trata-se de Celso Garcia, "o garoto do placar", que faleceu e será enterrado hoje à tarde no cemitério de Inhaúma, no Rio de Janeiro.

Celso foi um dos mais completos locutores esportivos da história do rádio no Brasil. Foi um dos pupilos do mestre Waldir Amaral e responsável por dar oportunidade a muitos talentos que estavam começando no rádio da época, como o hoje consagrado José Carlos Araújo, "o verdadeiro garotinho". Figura humana extraordinária, Celso era respeitado e querido por todos os profissionais atuantes no meio da comunicação esportiva, tanto que só um homem brilhante como ele poderia ter tido a iniciativa de levar um então vizinho de Quintino para treinar no Mais Querido do Brasil.

Naquele dia a história mudou e o próprio Zico conta como tudo aconteceu na sua biografia, escrita pelos jornalistas Roberto Assaf e Roger Garcia:

"Antes de ir para o Flamengo, estava apalavrado para ingressar definitivamente no América, quando o Celso entrou em cena e foi lá em casa pedir ao meu pai e me convidar para treinar no clube do meu coração. Não pensei duas vezes e resolvi ir para o Flamengo. Tinha 14 anos de idade e a certeza de ter tomado a decisão certa. No entanto, nada foi fácil. Enfrentei a resistência do paraguaio Modesto Bria, responsável pela peneira. Ele acreditava que eu não tinha "porte" para ser jogador de futebol. Pacientemente, Celso criou toda uma situação e convenceu Bria a me dar uma oportunidade. Foi ali que meu sonho começou a se tornar realidade. Eu tinha sido aceito no Clube de Regatas do Flamengo", contou Zico.

A importância de Celso Garcia na história do Flamengo é extraordinária.

Celso Garcia faleceu no dia23 de novembro de 2008. Ele morreu, mas deixa um grande legado aos Rubro Negros, e continua abençoando o Rubro Negro lá do céu.

domingo, 9 de novembro de 2008

Charges do Lan sobre o Flamengo

Lanfranco Aldo Riccardo Vaselli Cortellini Rossi Rossin, ou simplesmente Lan, é um cartunista italiano que se apaixonou pelo Brasil. E como todo bom brasileiro, se apaixonou também pelo Flamengo. Na sua obra é possível encontrar muitos elementos que remetem ao Flamengo. Seguem alguns exemplos se sua arte.





terça-feira, 9 de setembro de 2008

Ronaldo do Flamengo




















Ronaldo já treina no Flamengo. Agora só falta usar o Manto Rubro Negro para valer. Ele seguiria os passos de praticamente todos os grandes craques da história do Futebol Brasileiro, que usaram a camisa do Flamengo em alguma oportunidade.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

DIAS DE BAILE NO MARACANÃ

8DIAS DE BAILE NO MARACANÃ

(João Nogueira)

Nasci no Méier, em 1941. Nasci Flamengo. Quando o Mengo joga, tenho a premonição de que vai dar Flamengo na cabeça. Caso contrário, já vou me preparando para o pior.

Eu me sinto participando de cada jogada lá dentro do campo.

Minha paixão pelo Flamengo é tão louca que até mesmo diante da televisão me vejo correndo, driblando, chutando e apanhando lá dentro do campo.

Sou daqueles rubro-negros que acreditam em milagres, na força guerreira dos nossos ídolos.

Sou um torcedor apaixonado e pacato. Nunca fui vingativo, mas aquele 6 a 0 contra o Botafogo foi uma doce vingança. . Naquele chute de Andrade ele não teve só a minha companhia, mas de toda a torcida que estava lá. Foi realmente um baile, um show fantástico do Flamengo. Por todas as alegrias, quem é que pode deixar de amar o Flamengo, a camisa que dá força e empurra os jogadores para a vitória? Por isso é que normalmente procuro encerrar meus shows repetindo o samba do meu saudoso amigo Wilson Batista:

Flamengo joga amanhã,

Vai haver mais um baile no Maracanã.

O mais querido tem Rubens, Dequinha e Pavão.

Eu já rezei prá São Jorge, pedindo pro

Mengo ser campeão.

Pode chover, pode o sol me queimar

Que eu vou prá ver a charanga do

Jaime tocar.

Flamengo, Flamengo, tua glória é lutar,

Quando o Mengo perde não quero almoçar,

Não quero jantar,

Flamengo joga amanhã.

(revista placar: Flamengo)


*****

Crédito: Kid Ferreira

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Domingos Bosco

ESPAÇO DO ZICO

Na vida da gente há sempre uma época, um tempo ou um dia inesquecível. Um domingo, por exemplo. Eu conheci um grande domingo, talvez o único. Um Domingo com ¨D¨ maiúsculo, mesmo. Alegre, divertido, poucas vezes triste. Um Domingo competente e insuperável, até hoje, na função que exerceu: o de supervisor de futebol do Flamengo . Assinava Bosco no sobrenome. Assim: Domingo Bosco. Já não está mais com a gente. Deus o levou prá perto Dele.

Um Domingo Incomparável

Ele me traz grandes e eternas recordações. Como uma quarta-feira de Maracanã com a casa cheia, à noite, quando o Flamengo perdeu de 2 a 1 para o Botafogo da Paraíba. Foi pelo campeonato Brasileiro o resultado àquela altura transformou a porta do nosso vestiário num vulcão. Toda a imprensa estava lá. Queria explicações. E dizer o quê depois daquela derrota?

Bosco caminhava de um lado para o outro, mãos nos bolsos, cabeça baixa, pensativo. Nunca um vestiário nosso ficou fechado tanto tempo. Lá pelas tantas Bosco mandou abrir as portas. Todo mundo pronto prá sair – e eu ainda enrolado numa toalha. Rápido e tipo aborrecido ele deu a notícia que no dia seguinte seria manchete em toda a imprensa:

- Nosso craque está nu. Sumiram com a roupa dele. Isto é um absurdo, acontecer em pleno Maracanã. Como é que o Zico vai sair agora do estádio?

Estava ofuscada a vitória do Botafogo

Bosco sempre chamou os jogadores do Flamengo de ¨meus craques¨. Mas tinha que ser craque, mesmo. E prá nós nunca faltou nada. Tínhamos tudo, à tempo e à hora. Como morangos. Eu adoro morangos. E num domingo (olha o Domingo aí de novo...) na concentração de São Conrado, dia de Fla-Flu, Adílio, Toninho Baiano, Cláudio Adão e Júnior souberam que não tinha morango para a sobremesa. E ¨alugaram¨ o Bosco. Daí à explosão foi fração de segundo.

- Como não tem morango pro meu craque? Sem morango não tem gol...

Ato contínuo: Bosco pegou o carro dele subiu a Estrada das Canoas, colheu morangos silvestres à beira do caminho e chegou sorridente e feliz de volta à concentração.

- Não será por isso que não vai ter gol. Bota chantily e saboreia, meu craque. Depois faz o teu papel no Maraca. O Flamengo goleou o Fluminense por 4 a 0. Cláudio Adão fez dois e eu os outros dois.

Nunca mais faltou morango na concentração.

Ele nos tratava assim:

- Meus craques! Que beleza ! Que grupo unido! O Flamengo me emociona! Como eu sou feliz!

Domingo Bosco era assim. Que Deus o Tenha.

(fonte: Revista do Flamengo número 20, página 19)
Agradecimento ao Amigo Kid Ferreira

sábado, 28 de junho de 2008

Meu Flamengo Inesquecível - por Carlinhos Niemeyer

Meu Time Inesquecível

( por Carlinhos Niemeyer )

Para Carlinhos Niemeyer, o time do Flamengo verdadeiramente inesquecível é aquele que conquistou o segundo tricampeonato (53/54/55), com a escalação que venceu o América por 4 x 0, devolvendo a goleada da semana anterior, de 5 a 0. A escalação ele lembra bem:
Chamorro, Tomires e Pavão; Servílio, Dequinha e Jordan; Joel, Duca, Evaristo, Dida e Zagalo. Outros grandes jogadores participaram da campanha, mas por motivo ou por outro ficaram fora da decisão. Foram os casos de Garcia, Índio, Jadir e Paulinho.

- Era um time de craques incríveis. Dida por exemplo, foi um fora de série, que maravilhou a todos que o viram jogar. Um diabo, um atacante imarcável, um Zico melhorado na minha opinião. Ele só teve o azar de Pelé ter surgido para o futebol no momento em que ia consagrar-se numa Copa do Mundo, a da Suécia.. Joel também foi um ponta direita extraordinário, mas com o brilho ofuscado pelo gênio de Garrincha, também na mesma época.


Carlinhos Niemeyer, diretor-gerente do canal 100, torcedor Fanático do Flamengo, gostava também de Pavão, um beque duríssimo, mas leal, um verdadeiro símbolo da raça e garra rubro-negras. E de Dequinha, um center-half dos mais elegantes e de maior categoria que viu jogar. Tem elogios também para Jordan, um marcador implacável, que anulava qualquer ponta que não fosse o Garrincha.

( Fonte: Revista Placar Abril/1979 )

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Crédito: Obrigado Kid

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Torcedores Famosos do Flamengo

O Flamengo tem a maior torcida do Brasil entre todas as classes sociais. E não é diferente entre os famosos. Eis uma pequena relação de Famosos que tem a pele Rubro Negra, e torcem pelo time do Povo. Flamengo Até Morrer.


Adriana Esteves (atriz)

Alexandre Pires (cantor)

Ancelmo Góis (jornalista)

André Gonçalves (ator)

André Marques (ator e apresentador)

Angélica (apresentadora)

Apolinho, Washington Rodrigues (radialista)

Astrid Fontenelle (apresentadora)

Baby do Brasil (cantora)

Beth Faria (atriz)

Bochecha (cantor)

Borjalo (executivo de tevê)

Bruno Gagliasso (ator)

Canisso (músico)

Carlão (atleta, vôlei)

Carlinhos de Jesus (coreógrafo e dançarino)

Carol Castro (atriz)

Carolina Dickman (atriz)

Ciça Guimarães (atriz e apresentadora)

Cláudia Abreu (atriz)

Cláudia Raia (atriz)

Cláudio Heinrich (ator)

Cláudio Manoel (comediante)

Davi Moraes (músico e cantor)

Digão (músico)

Diogo Nogueira (cantor)

Djavan (cantor e compositor)

Eduardo Galvão (ator)

Eduardo Moscovis (ator)

Elza Soares (cantora)

Eric Faria (jornalista)

Fafá de Belém (cantora)

Falcão d'O Rappa (cantor)

Fausto Silva (apresentador)

Felipe Camargo (ator)

Fernanda Keller (atleta)

Fernando Calazans (jornalista)

Fernando Scherer (atleta, natação)

Floriano Peixoto (ator)

Gabriel Pensador (cantor)

Galvão Bueno (locutor)

Giovana Gold (atriz)

Giovane (atleta, vôlei)

Glenda Kozlowski (jornalista e apresentadora)

Gualter Salles (piloto)

Hebert Vianna (músico e cantor)

Heitor Martinez (ator)

Humberto Martins (ator)

Ivete Sangalo (cantora)

Ivo Meireles (músico)

Jards Macalé (cantor e compositor)

João Bosco (cantor e compositor)

Joãozinho 30 (carnavalesco)

Jorge Ben Jor (cantor e compositor)

Jorge de Sá (ator)

Jorge Pontual (ator)

José Maria Scassa (jornalista)

José Nêumanne Pinto (jornalista)

José Padilha (cineasta)

Lan (cartunista)

Leandra Leal (atriz)

Leila Pinheiro (cantora)

Léo Batista (locutor e apresentador)

Leo Jaime (cantor)

Lisandra Souto (atriz)

Lúcia Veríssimo (atriz)

Lúcio Mauro Filho (ator)

Luiz Ayrão (cantor)

Malu Mader (atriz)

Marcelo D2 (cantor)

Marcelo Faria (ator)

Marcelo Serrado (ator)

Márcio Garcia (ator e apresentador)

Marcius Melhem (comediante)

Maria Carolina

Maria Paula (atriz e comediante)

Mauro Mendonça (ator)

Mauro Mendonça Filho (diretor de tevê)

Milena Ciribelli (jornalista e apresentadora)

Milton Gonçalves (ator)

Moacyr Luz (compositor e violonista)

Moraes Moreira (cantor e compositor)

Nalbert (atleta, vôlei)

Neguinho da Beija Flor (cantor)

Oscar Niemeyer (arquiteto)

Paula Toller (cantora)

Paulo Serra

Pepeu Gomes (músico e cantor)

Popó Bueno (piloto)

Reginaldo Faria (ator)

Renata Cordeiro (jornalista)

Renato Maurício Prado (jornalista)

Ricardo Teixeira (presidente da CBF)

Roberto Assaf (jornalista)

Roberto Pupo Moreno (piloto)

Rodolfo (cantor)

Romário (atleta, futebol)

Ronaldo Fenômeno (atleta, futebol)

Rosamaria Murtinho (atriz)

Ruy Castro (escritor)

Sandra de Sá (cantora)

Sérgio Bessermann (economista, ex-presidente do ibge)

Tande (atleta, volêi)

Tereza Seiblitz (atriz)

Thiago Lacerda (ator)

Toni Garrido (cantor)

Tony Tornado (ator e cantor)

Vera Fisher (atriz)

Wagner Love (atleta, futebol)

Wanderley Luxemburgo (técnico de futebol)

Xuxa (apresentadora)

Zico (atleta, futebol)

Ziraldo (cartunista)

Zizi Possi (cantora)

+Ary Barroso (compositor, radialista)

+Bezerra da Silva (cantor)

+Bussunda (comediante)

+Carlinhos Niemeyer (cineasta)

+Carlos Drummond de Andrade (poeta)

+Carlos Eduardo Dollabella (ator)

+Ciro Monteiro (cantor)

+Claudinho (cantor)

+Dias Gomes (escritor)

+Evandro Carlos (jornalista)

+Garrincha (atleta, futebol)

+Grande Otelo (ator)

+Henfil (cartunista)

+Ibrahin Sued (jornalista)

+João Nogueira (cantor)

+José Lins do Rego (escritor e cronista)

+Juscelino Kubtischek (presidente)

+Maria Lenk (atleta, natação)

+Mário Filho (escritor e jornalista)

+Moreira da Silva (cantor)

+Mussum (comediante)

+Otelo Caçador (cartunista)

+Paulo Francis (jornalista)

+Roberto Marinho (jornalista)

+Rômulo Arantes (ator e atleta, natação)

+Tom Jobim (compositor)

+Walter Clark (executivo de tevê)

+Zózimo Barroso do Amaral (jornalista)

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Ivete Sangalo é Flamengo


Ivete Sangalo abraçada com a bandeira do Flamengo.
Imagem: Divulgação.


Mais um artista que se mostra Flamengo. Nessa foto a rainha do axé prova que é Flamengo se abraçando com a bandeira Rubro negra. Vale lembrar que ela teve uma de suas músicas levadas para o Maracanã pela torcida Rubro Negra (Veja aqui)

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Maradona é Flamengo



Nuestros hermanos rubro-negros
Don Diego é Fla

“No Brasil, sou Flamengo por causa do Zico e daquele time da década de 80, que era genial. Também gosto do Flamengo porque, assim como o meu Boca, ele tem uma torcida fanática, que joga com o time”. (Maradona em entrevista durante a última Copa América).
Não chorem por nós “arco-íris”. Saibam que a Argentina (isso mesmo) também é Flamengo. Por isso, lembrem sempre do Valido. O nosso Agustín, o goleador do Rio. Queimando de febre, finalzinho da decisão, zero a zero no placar, empate dando o título ao bacalhau e… cabeçada fulminante estufando as redes e glorificando o Mais Querido com o seu primeiro tri. Depois veio todo aquele característico nhen nhen nhen se arrastando ano após ano toda vez que o Mengo supera o seu principal rival e freguês de carteirinha. O ano era 1944 e o mundo estava em guerra (estava?!) e o cara já tinha até pendurado as chuteiras. Porém, a sua história no futebol brasileiro tinha que ter um último capítulo de heroísmo. O rolo compressor comandado pelo astuto e visionário Flávio Costa era formado por Jurandyr, Newton e Quirino; Biguá, Bria e Jayme; Valido, Zizinho, Pirilo, Tião e Vevé. Apenas esses.
Com passagem expressiva pela Gávea ainda tivemos o setentista craque cabeludo “bicho-grilo” Doval. O argentino que “engomou” o Manto número 10 para o Galinho, sua alteza o príncipe Zico, logo em seguida eternizá-lo. Também tivemos o excelente (e nada modesto) arqueiro Ubaldo Fillol e o raçudo Mancuso que assim como o seu genial amigo — um “tal” de Don Diego Maradona — até hoje nutre uma certa paixão platônica pelo Mengo. Sem esquecer de quando o ex-capitão Daniel Passarela confessou que por muito pouco não realizou o sonho de vestir a camisa do time mais popular do Brasil. Ou ainda um curiosíssimo fato ocorrido durante a última eleição presidencial na qual saiu vitoriosa a elegante e poderosa Cristina Kirchner. É que um intrépido chico resolveu comparecer, vestido no Manto, muito cedo à seção eleitoral da sua província e foi surpreendido por um fiscal dizendo-lhe que ele teria que assumir o lugar de um mesário faltoso. Entretanto, o hermano rubro-negro negou-se prontamente porque assim perderia o jogo do Mengo pelo canal de tevê a cabo internacional. Preferiu ser autuado e detido por algumas horas a ter que perder uma partida do seu time brasileiro do coração. E eu que sempre achei os caras marrentos demais. Agora, soy loco por ti Argentina! Mas só do seu lado flamenguista, diga-se de passagem. Pois não podemos deixar de lado essa saborosa e eterna rivalidade platina x tupiniquim.

Luiz Helio Alves de Oliveira

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Domingo eu vou ao Maracanã

Seguimos visitando as tradições do Flamengo, através de seus cânticos. Essa música é muito popular entre a torcida rubro-negra, que sempre canta Maracanã. A letra diz:


"Não quero cadeira numerada,
vou ficar na arquibancada,
pra sentir mais emoção.
Porque meu time bota pra ferver
e o nome dele são vocês que vão dizer".

Esse samba foi inspirado pelo melhor time que o Flamengo já teve, campeão Mundial de Clubes no começo dos anos 80. Mas foi adotado por torcidas de quase todas as cidades. É um sucesso de Neguinho da Beija-Flor.

“Olha o Maracanã aí gente!”

Em 1979, Neguinho da Beija-Flor compôs um samba que ia virar um hino. Não só do clube do coração dele, do Flamengo, mas de todas as torcidas. Também pudera, começa assim: “Domingo eu vou ao Maracanã”.

"Não quero cadeira numerada, vou ficar na arquibancada, pra sentir mais emoção. Porque meu time bota pra ferver e o nome dele são vocês que vão dizer", cantou Neguinho da Beija-Flor. “A minha felicidade foi que eu tive essa maldade de não dizer o nome do clube. Então virou um hino para todos os clubes: Paysandu, Grêmio, Inter, Bahia...”, disse.

Intimidade com a bola, o autor tem desde menino. “Eu jogava de ponta direita, mas não levei muita sorte, tive uma fratura grave e fiquei impossibilitado. Mas dos 15 aos 20 anos tive uma intimidadezinha”, contou o cantor.

Admiração pelo futebol também. “Domingo no Maracanã” foi feito para o Flamengo de Zico, Junior, Adílio, um time que colecionou títulos e que Neguinho admira até hoje. "Esse samba estourou mesmo naquele jogo Flamengo e Atlético. Gol de Nunes, 3 a 2, gol de Nunes sem ângulo", relembra.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Os Maiores Craques Da Crônica Esportiva

oceanus
Túlio Velho Barreto
Cientista Político e Pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco

Sem dúvida, os maiores craques da crônica esportiva brasileira foram José Lins do Rego e os irmãos Mario Filho e Nelson Rodrigues. Se não fossem da mesma geração poderiam ser comprados a Friedenreich, Leônidas e Pelé ou Domingos, Zizinho e Garrincha. Mas contemporâneos podem ser comparados ao meio-de-campo formado por Clodoaldo, Gérson e Rivellino . Infelizmente, os três não tiveram sucessores à altura, apesar da qualidade de João Saldanha, Armando Nogueira e Luis Fernando Veríssimo, por exemplo, e da profusão de craques que se sucedem dentro das quatro linhas. Para Nelson Rodrigues, o mais passional, exagerado e genial deles, foi Mario quem "inventou" a crônica esportiva brasileira, assim como a mítica do Fla-Flu. Para tanto, ampliou o espaço do futebol na imprensa e deu-lhe uma linguagem própria, em que "a palavra era viva, úmida, suada". Tudo começou quando Mario publicou uma longa entrevista com o goleiro Marcos de Mendonça, em 1926. Anos depois, já chefe de esportes de O Globo, foi dirigir, antes de comprá-lo, o Jornal de Sports, onde montou uma tribuna em defesa da construção de estádio municipal no bairro do Maracanã. Daí, após sua morte, o maior estádio de futebol do mundo ter recebido seu nome, numa justa homenagem. Para o irmão, Mario era "um desses homens fluviais", dos que banham e fertilizam gerações, e deveria ter sido enterrado no Maracanã, pois merecia "que o velassem multidões imortais". Enquanto Nelson era torcedor fanático e declarado do Fluminense, Mario parecia nutrir uma paixão secreta e platônica pelo Flamengo. Às vezes parecia tentar se justificar: "Por que o Flamengo tornou-se o clube mais amado do Brasil? Porque o Flamengo se deixa amar à vontade". Dizia, também, que fora tricolor só até 1928, quando passou a torcer pelas seleções brasileira e carioca. Segundo conta Ruy Castro, um dos netos de Mario Filho achava que o avô fosse rubro-negro, pois vibrava mais com as vitórias do Flamengo. Mas se Mario "inventou" a crônica esportiva, Nelson criou as personagens, imagens e expressões mais perenes. Por exemplo: o "Sobrenatural de Almeida", responsável pelo inexplicável no futebol; a "grã-fina de narinas de cadáver", que, em pleno Maracanã, costumava indagar "quem é a bola?"; o ceguinho tricolor, seu álter-ego; o óbvio ululante; a burrice do vídeo-teipe e dos intelectuais, verdadeiros "idiotas da objetividade" e seres incapazes de cobrar um mísero lateral e muitos outros. José Lins do Rego - Zelins, para os amigos - escreveu mais de mil crônicas esportivas no Jornal dos Sports, além de um romance ligado ao futebol, Água-mãe. Lamentava ter descoberto o futebol apenas aos 37 anos, quando o Brasil foi terceiro lugar na Copa de 1938. Era apaixonado pelo Flamengo. Não se constrangia em afirmar "vou ao futebol e sofro como um pobre-diabo" e assistir diariamente aos treinos do Flamengo. Certa vez, Zelins chamou o treinador do Vasco de "caviloso", o que gerou uma série de mal-entendidos e o levou a conhecer a fúria de sua torcida. Sobre o episódio, o próprio Zelins escreveu: "A um escritor muito vale o aplauso, a crítica de elogios, mas a vaia, com a gritaria, as laranjas... os palavrões, deu-me a sensação de notoriedade verdadeira". Noutra oportunidade, também em Soa Januário, envolveu-se numa briga com policiais e acabou preso, o que se repetiu durante a Copa de 1950. Mas Zelins não era apenas um torcedor apaixonado pelo Flamengo. Foi um de seus dirigentes e presidiu delegações do clube em viagem ao exterior, quando descobriu que o futebol já era produto de exportação equivalente ao café, e promoveu campanha financeira para o Brasil ir à Copa de 1954, após rebordosa de 50. Foi através de Zelins que Mario Filho conheceu alguém que o influenciaria de forma definitiva: o sociólogo e escritor Gilberto Freyre. De tal relação resultou o prefácio de Freire para O negro no futebol brasileiro, um clássico da historiografia e sociologia acerca do tema e seu livro mais importante. E ambos, de certa forma, serviram aos propósitos de Getúlio Vargas de usar o futebol, assim como samba, para construir nossa identidade nacional. O jornalista Ruy Castro selecionou crônicas de Mario Filho em O sapo de Arubinha e de Nelson em À Sombra das chuteiras importais e A pátria em chuteiras. Nelson Rodrigues Filho organizou O profeta tricolor, com crônicas do pai sobre o Fluminense. O escritor Edilberto Coutinho pretendia fazer o mesmo com Zelins e chegou a lançar Zelins, Flamengo até morrer, com resumos de várias crônicas, que serviram de base para Flamengo é puro amor, organizado por Marcos de Castro. Já os vários livros de Mario Filho, o mais profícuo deles, estão fora de catálogo. Mas nem tudo está perdido. Ademais, as crônicas e livros desses craques vêm sendo "descobertos" por estudantes de pós-graduação e ganhando análises mais acadêmicas. Felizmente, alguns dos estudos estão sendo publicados e não ficarão restritos às bibliotecas universitárias. O mais novo é Com brasileiro, não há quem possa! Futebol e identidade nacional em José Lins do Rego, Mario Filho e Nelson Rodrigues, em que a autora, Fátima Antunes, usa crônicas para revelar a contribuição de cada um - em especial a alquimia usada por eles - para a caracterização e difusão do estilo brasileiro de jogar o chamado esporte bretão, ou seja, o que hoje chamamos de "futebol-arte". Mostra ainda como Gilberto Freyre está na origem das idéias sobre caráter e identidade nacionais, tão em evidência nos anos 30, que permeiam os textos analisados. De fato, é relevante destacar que Freyre abordou de forma recorrente a transformação do apolíneo futebol britânico no dionisíaco futebol brasileiro e travou estreita relação pessoal e intelectual com nossos três craques. E o livro, resultado de uma tese de doutoramento em Sociologia na USP, além de recuperar dezenas de crônicas, dá, enfim, aos textos esportivos de Mario Filho, Nelson e Zelins a dimensão e a importância que devem ter. Imperdível para os amantes e estudiosos do já tão brasileiro esporte bretão.

(Publicado no Jornal do Brasil - Rio de Janeiro, em 11/12/2004 - Seção Idéias - página 06)



Mário Filho - (Recife, 3 de junho de 1908 — Rio de Janeiro, 17 de setembro de 1966)
Nascido na capital pernambucana, Mário Filho transferiu-se para o Rio de Janeiro ainda durante a infância, em 1916. Iniciou a carreira jornalística ao lado do pai, Mário Rodrigues, então proprietário do jornal A Manhã, em 1926, como repórter esportivo, um ramo do jornalismo ainda inexplorado.
Entusiasta do futebol, Mário Filho dedica páginas inteiras à cobertura das partidas dos times cariocas. Em Crítica, segundo jornal de propriedade de seu pai, Mário revolucionou o modo como a imprensa mostrava os jogadores e descrevia as partidas, adotando uma abordagem mais direta e livre de rebuscamentos, inspirado no linguajar dos torcedores. Vem desta época a popularização do "Fla-Flu", expressão que muitos julgam ter sido criada pelo próprio Mário.
Após a morte de seu pai e o fim de Crítica (que dirigiu por poucos meses), Mário fundou aquele que é considerado o primeiro jornal inteiramente dedicado ao esporte em todo o mundo, O Mundo Sportivo, de curta existência. No mesmo ano (1931) passa a a trabalhar no jornal O Globo, ao lado de Roberto Marinho, seu companheiro em partidas de sinuca. Leva para o jornal o mesmo estilo inaugurado em Crítica e ajuda a tornar o futebol -- então uma atividade da elite -- um esporte de massas.
Em 1936 compra de Roberto Marinho o Jornal dos Sports Lá, Mário criou os Jogos da Primavera em 1947, os Jogos Infantis em 1951, o Torneio de Pelada no Aterro do Flamengo e o Torneio Rio-São Paulo, que cresceu e se tornou o atual Campeonato Brasileiro. Os outros esportes, como as regatas e o turfe, também mereciam de Mário uma cobertura apaixonada.
No final dos anos 40, Mário lutou pela imprensa contra o então vereador Carlos Lacerda, que desejava a construção de um estádio municipal em Jacarepaguá, para a realização da Copa do Mundo de 1950. Mário conseguiu convencer a opinião pública carioca de que o melhor lugar para o novo estádio seria no terreno do antigo Derby Clube, no bairro do Maracanã, e que o estádio deveria ser o maior do mundo, com capacidade para mais de 150 mil espectadores.
Em coluna que escrevia no Jornal dos Sports, Mário Filho confessou na década de 50, que torcera pelo Fluminense a maior parte de sua vida, mas que parou de torcer por este clube ou por qualquer outro já havia alguns anos, para poder analisar o futebol com isenção .
Consagrado como o maior jornalista esportivo de todos os tempos, Mário faleceu de um ataque cardíaco, aos 58 anos. Em sua homenagem, o antigo Estádio Municipal do Maracanã ganhou o nome de Estádio Jornalista Mário Filho.
O grande teatrólogo e cronista Nélson Rodrigues, irmão de Mário Filho, homenageou-o com o jargão "o criador de multidões", pela sua importância na popularização do futebol no Rio de Janeiro e no Brasil .
Mário Filho teve papel fundamental na criação da mística do Fla-Flu .
Obras esportivas: Copa Rio Branco (1932), Histórias do Flamengo (1934), O Negro no Futebol Brasileiro (1947), Romance do Football (1949), Copa do Mundo de 62 (1962), Viagem em Torno de Pelé (1964)


Nelson Rodrigues (Recife, 23 de agosto de 1912 — Rio de Janeiro, 21 de dezembro de 1980)
Nascido na capital pernambucana e quinto de quatorze irmãos, Nelson Rodrigues mudou-se para o Rio de Janeiro ainda criança, onde viveria por toda sua vida.
Como cronista esportivo, Nélson escreveu textos antológicos sobre o Fluminense clube para o qual torcia fervorosamente, a maioria deles publicados no Jornal dos Sports. Junto com seu irmão, o jornalista Mário Filho, Nélson foi fundamental para que o Fla-Flu tenha conquistado o prestígio que tem, como grande clássico do futebol brasileiro .
Obras esportivas: A pátria sem chuteiras, À sombra das chuteiras imortais
 
Fonte: http://ueba.com.br/forum/lofiversion/index.php/t24241.html

domingo, 1 de julho de 2007

O FANÁTICO TORCEDOR CHAMADO HENFIL

O FANÁTICO TORCEDOR CHAMADO HENFIL

Futebol - - Postado em Maio, 23 hr. 6:08 pm

urubu.jpgEstadão - Ubiratan Brasil

Maracanã lotado, tarde de um fim de semana dos anos 1960. O jogo corria normal quando torcedores do Botafogo soltaram um urubu carregando uma bandeira do Flamengo. Mais que uma provocação, uma crítica pesada: para os alvinegros, os flamenguistas não passavam de favelados que reviravam o lixo em busca de comida. Ou seja, urubus. A resposta, em alto nível, veio estampada na edição do Jornal dos Sports do dia seguinte: o desenho de um adorável urubu vestindo a camisa do Flamengo.

“Antes de revidar no mesmo nível, ele preferiu o bom humor e adotou o bicho como mascote do time”, conta Ivan Cosenza de Sousa, filho do autor do cartum, Henrique de Sousa Filho, mais conhecido como Henfil. Flamenguista doente, ele iniciava ali um apaixonado canal de comunicação com a torcida que, seguindo seu conselho, adotaria a provocação e acolheria o urubu, para o desespero dos adversários. Uma relação que duraria até o fim dos anos 1970 e que seria retomada nos 80, resultando em um farto material cujos cartuns mais preciosos estão no livro Urubu (144 páginas, R$ 25), que a editora Desiderata lança nesta semana.

Dividido em capítulos (Urubu, Futebol e Rei Zico), o livro trata, em sua primeira parte, das conquistas do bicampeonato e do tricampeonato carioca e relembra a derrota do tetra, além de recordar as participações dos jogadores que passaram pelo clube. O segundo abrange o futebol como tema geral: assuntos que permanecem atuais, como a gozação entre torcidas (nem sempre decidida civilizadamente), além da eterna insatisfação com a arbitragem e, até mesmo, a evasão de renda dos times.

O último capítulo é dedicado ao maior ídolo rubro-negro, lembrado tanto por seus momentos gloriosos (as grandes conquistas, os golaços) como pelos dramáticos (os problemas com o joelho, o pênalti perdido contra a França, na Copa de 1986). Uma veneração tamanha que Henfil chegou a desenhar Zico como o Flautista da Gávea, uma citação à fábula do flautista de Hamellin, em que o craque tocava uma música e era seguido por uma fila de bolas encantadas.

“Henfil era descaradamente torcedor nos cartuns, mas também generoso com os outros times, a ponto de criar mascotes para eles também”, lembra Ivan, enumerando o Bacalhau (Vasco), Cri-cri (Botafogo), Pó Pó (Fluminense) e Gato Pingado (América). “Sua paixão pelo Flamengo era tão evidente que os outros mascotes até reclamavam nas tiras, o que despertava simpatia dos demais torcedores. Uma atitude inteligente, pois conquistava a leitura também dos rivais.”

Na verdade, os flamenguistas o seguiam como guru – se o Urubu sugerisse uma faixa contra um determinado dirigente, no treino seguinte era batata: a faixa estava lá. Se lançasse um concurso da maior bandeira, o Maracanã no domingo seguinte seria encoberto por flâmulas monumentais. Até para o inexplicável encontrava respostas, como o maldito pênalti perdido por Zico no jogo em que o Brasil foi desclassificado pela França na Copa do México, em 1986. No dia seguinte, a ressaca foi brilhantemente combatida com um quadrinho reproduzindo a cena e a seguinte legenda: “Defendeu Deus!!!”

Ciente do poder hipnótico de seus desenhos, Henfil procurava usá-los também para o bem. Para minimizar a enorme rivalidade entre Vasco e Flamengo, por exemplo, que sempre beirava a violência, ele tornava Urubu e Bacalhau em cúmplices nas brincadeiras com os outros mascotes. “A força de suas tiras chegou a um grau tão acentuado que, nos últimos anos, ele desenhava em apenas 20 minutos, mas passava mais duas horas analisando o cartum, tentando descobrir algum detalhe que pudesse incentivar uma perigosa discórdia”, conta Ivan.

O resultado foi abandonar a família de mascotes, no fim dos anos 1970, depois de ter publicado nas páginas do Jornal dos Sports e da revista Placar. “Foi um fato inédito: parar por causa do excesso de retorno.” O silêncio durou pouco e, com a série de conquistas mundiais do Flamengo, Henfil voltou a desenhar, dessa vez para o jornal O Dia. Até sua morte, em 1988, aos 43 anos, em decorrência de problemas causados pela aids, Henfil manteve sua paixão pelo rubro-negro. “Ele foi um autêntico cronista da história do Flamengo”, diz Ivan.

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Descobrindo-se rubro-negro na derrota...

Descobrindo-se rubro-negro na derrota...

"Domingo, 16 de novembro de 1972. O Flamengo vinha bem, acabara de conquistar a Taça Guanabara, o Campeonato Carioca e o Torneio do Povo... Mas nunca uma goleada foi tão contundente. Mal o jogo começou, e o Jair meteu uma a zero. Até aí tudo bem. O problema é que o Flamengo, naquela tarde, estava de mal com a bola, e os gols do Botafogo vinham numa sucessão alucinada, um depois do outro. Fischer marcou mais dois no primeiro tempo. Durante o intervalo, o João Saldanha vibrava durante seus comentários no rádio e eu, ali, aflito, roia um daqueles cachorros-quentes do General, que eram ótimos. Começa o segundo tempo. O Mengão era uma caricatura de time e o Jairzinho meteu mais dois, sendo o segundo de letra. A galera rubro-negra desolada abandonava o estádio, meu irmão me puxava pelo braço. “Vamos embora.” “Não – eu disse – quero ficar até o fim.” Enrolado na minha bandeira vermelha-e-preta, decidi que afundaria com o meu time de coração, tal e qual um almirante holandês. Não deu outra. Aos 43 minutos, no apagar das luzes, o Ferreti, que tinha entrado no lugar do Fischer, fechava a tampa da goleada. Seis a zero.

Foi a partir desse dia que percebi o significado transcendental de torcer para o Mengão. Entendi, no meio daquela derrota acachapante para o clube que eu mais odiava no mundo, o Botafogo, o tanto que eu amava o Flamengo, e como era grande o meu amor por aquela camisa mística."

Marcelo Madureira, comediante.

Esta é a diferença entre nós e os outros torcedores!!!

sábado, 31 de março de 2007

Flamengo até morrer... (Gilberto Cardoso)

O golpe fatal do destino levou Gilberto Cardoso a interpretar, fielmente, aquela estrofe do hino rubro negro – “Sou Flamengo até morrer”.O presidente que dedicava as 24 horas do dia ao seu clube, comparecendo e incentivando os atletas nas competições de todos os esportes, desapareceu sem ver concretizado seu grande sonho: conquistar o tri campeonato.A mais ardente vontade de um guerreiro é morrer em combate, e Gilberto Cardoso morreu na emoção de uma grande vitória do Flamengo no basquetebol, conquistada no ultimo segundo da peleja contra o Sírio, pela diferença minina. O time do técnico Kanela venceu, mas foi uma vitória que custou caro ao Flamengo. Custou a vida do seu grande comandante. Foi uma vitória amarga. Será difícil encontrar outro presidente que morra pelo Flamengo. A noticia da morte de Gilberto Cardoso cobriu de luto não só o Flamengo, como também o desporto nacional. A verdade que jamais houve um presidente que se dedicasse de corpo e alma ao clube, esquecendo a sua profissão e sua família. Por este motivo, quando levado da sede do clube para sua ultima morada, o Conselho Deliberativo decidiu outorga-lhe com o maior reconhecimento de seu trabalho incansável pelo rubro negro, esforço que lhe custou a própria vida. Gilberto Cardoso recebeu o título de Grande Benemérito.

sábado, 24 de março de 2007

Ronaldo sobre o Flamengo

"Eu sempre fui profissional,mas não aceitaria jogar pelo Vasco. Não tenho
nada contra o clube, sou até amigo do Eurico, mas não jogaria. Sou muito
Flamengo"

Ronaldo , o Fenômeno

quarta-feira, 7 de março de 2007

Declaração de amor ao Flamengo - texto do Bussunda


Declaração de amor ao Flamengo - texto do Bussunda
(19/06/2006 - 14:28)

Bussunda com a camisa Cobra Coral, foto tirada em 31 de maio de 2006

Orgulho de ser rubro-negro
Bussunda

Meu orgulho de ser rubro-negro começa pelo orgulho de ser carioca. Não dá para negar que a paisagem mais bonita e mais emocionante da Cidade Maravilhosa é a entrada no Maracanã no dia de uma decisão do Mengão.
O contraste da escuridão do túnel que leva às arquibancadas, ou o silêncio dos elevadores sociais para o Maracanã lotado e brilhando em vermelho e preto é de arrepiar qualquer torcedor.
Continua pelo orgulho de ser brasileiro e fazer parte da maior torcida do mundo, do time que foi mais vezes campeão brasileiro, no país do futebol.
Não preciso nem falar de Zico e companhia, do fato de todos os astros internacionais que nos visitam fazerem questão de usar o manto sagrado, nem da pichação: "MENGÃO CAMPEÃO DO MUNDO", que eu vi num muro em Chartres, no interior da França.
Quem é Flamengo é Flamengo até morrer, em qualquer lugar do mundo. E faz questão de acompanhar seu time, seja no Rio, em Tóquio, ou em qualquer local que o Rubro-Negro jogue.
Torcedor do Flamengo que se preze faz questão de bater no peito e dizer com o maior orgulho: "Os outros que me perdoem, mas sou Flamengo e não abro".
Para saber o que é isso, basta ir ao Maracanã em qualquer jogo do Mengão.
A emoção de ver aquela galera maravilhosa cantando e gritando palavras de ordem emociona até quem não gosta do Flamengo. Já vi muita gente chorar ao passar por essa experiência.
É por isso que a torcida rubro-negra é chamada de nação. Uma nação com muito orgulho de ser Flamengo.
Não tem jeito.
As torcidas adversárias têm razão. Os rubro-negros são muito metidos a besta
E, convenhamos, com toda razão.........

BUSSUNDA, humorista

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Essa é do Eterno Bussunda

FLAMENGUISTA – O nativo deste time tem o rei na barriga. Fenômeno típico dos torcedores que já presenciaram esquadrões fantásticos vestindo o uniforme do clube. Carregam certa nostalgia desta época. O Flamenguista possui argumentos velhos, porém eficientes, para ganhar discussões. No Rio, basta falar “campeão do mundo”, no Brasil, basta falar “todo mundo tenta, mas só o Mengão é penta”. É um empolgado de primeira hora. Mesmo na fase ruim, duas boas vitórias bastam para bradar “rumo a Tóquio”. É o time mais popular do país. É o torcedor mais democrático do país também. Gostam também de dizer que todos nascem Flamengo, e alguns degeneram. Nutrem a verdade absoluta que a massa, muitas vezes, é mais importante que o time. E são seguidores de um caso raro de experiência genética. O Flamengo, para ser Flamengo, precisa ser raça e talento. E uma coisa não exclui a outra. Veste com orgulho a camisa rubro-negra, na vitória ou na derrota. E não são monoteístas. Para eles, Zico também é Deus.

BUSSUNDA