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quarta-feira, 31 de outubro de 2007

O Flamengo não se discute, o Flamengo se ama!!!

Uma vez um jornalista perguntou a um torcedor:
- O que significa ser Flamengo?
- Você é Flamengo? Retrucou o torcedor.
- Não. Respondeu o repórter.
- Então não posso responder, porque você nunca vai entender!

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Flamengo, Coração Pulsando





Flamengo, nossos Corações Rubro Negros estão pulsando de alegria. Nossas vidas são mais felizes pelo fato de você existir.
O Flamengo é imortal e estará sempre nos trazendo contentamento.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

7 X 0 no Fla X Flu de 1945

Uma goleada no Fla x Flu - 1945

Foi mais um Flamengo e Fluminense na história do tradicional clássico carioca. Pelo Torneio Municipal carioca de 1945, em São Januário, o Flamengo aplicou uma tremenda goleada no Fluminense: 7x0. No primeiro tempo, os rubros negros já venciam por 1x0, gol de Pirilo. No segundo tempo o clube da Gávea veio arrasador – Pirilo. Adilson. Tião. Tião. Pirilo e Pirilo foram os artilheiros.

Foi um clássico tecnicamente fraco. Não foi compensado pelo entusiasmo dos contendores, da submissão dos tricolores e com a frieza que os rubros negros agiram diante da sua superioridade. E como o Flamengo agiu menos mal, alcançou uma vitória merecida por uma contagem inédita na história do Fla-Flu.

O juiz foi Fioravante D’Angelo.
O Flamengo goleou com Luis Borracha. Newton e Quirino. Biguá. Bria e Jaime. Adilson. Zizinho. Pirilo. Tião e Jarbas.
O Fluminense perdeu com Batataes. Hélvio e Haroldo. Afonsinho. Pascoal e Bigode. Pedro Amorim. Simões. Geraldindo. Nadinho e Murilinho.

sábado, 27 de outubro de 2007

Coração Rubro Negro

Essa é a imagem do Coração de quem é Flamengo, um coração Rubro Negro, onde o Urubu ocupa boa parte do espaço. Esse é o Coração de Quem ama essas cores, de quem vive esse Sentimento. Flamengo Eterno. Flamengo, nada pode ser Maior.


quinta-feira, 25 de outubro de 2007

O Flamengo em 1929

Uma breve folga no campeonato carioca levou o Flamengo a realizar dois amistosos em Vitória, capital do Espírito Santo, onde o clube jamais se apresentara, embora gozasse de significativa popularidade.

Presos a compromissos no Rio, jogadores importantes, como o zagueiro Hélcio, o centro-médio Flávio Costa e os atacantes Chrystolino, Agenor e Moderato, não puderam seguir com a delegação. E o time acabou sendo surpreendido na estréia, em 23 de junho, pois perdeu de 2 a 1 para o Rio Branco. O técnico, Joaquim Guimarães, lamentou a ausência de Hélcio e Hermínio, que formavam a zaga titular, e também aproveitou para culpar a arbitragem.

No dia seguinte, na partida mais aguardada, o Flamengo enfrentou a seleção capixaba formada por jogadores de América, Rio Branco, Santo Antônio e Vitória. O próprio Guimarães apitou. E o time venceu por 4 a 1, assinalando os quatro gols ainda no primeiro tempo. Fragoso, que marcou três vezes, foi o destaque.

Telegrama enviado por jornalistas do Espírito Santo e publicado pelo Jornal do Commércio do Rio mostra que Guimarães não teve influencia alguma sobre o resultado. “Enfim o glorioso bicampeão carioca de terra e mar deu sobejas provas dos eu valo. Reuniu todas as suas energias e pisando o field dominado pela força de vontade que já é o traço característico dos que o compõem, lutou bravamente, conseguindo abater por alto score o team representativo do esporte capichaba. Tem razão os torcedores rubro-negros quando dizem que o Flamengo é o Flamengo”, destacou.

Os próprios derrotados fizeram questão de comparecer ao chá dançante que Guimarães, também chefe da delegação carioca, ofereceu à “distincta sociedade” de Vitória, no Hotel Majestic.

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Vamos dar as mãos e torcer juntos

As torcidas organizadas do Flamengo tem cantos maravilhosos. Não aprovamos aquelas que incitam a violência mas outras são fascinantes.

Essa aqui é uma música da Raça

Vamos dar as mãos e torcer juntos
Na dividida ganha quem tem união
O nosso time é a gente em campo
A gente tem mais garra tem mais coração
Mengo, mengo é a nossa seleção de ouro
É um grito de guerra só
Vamos mengão, avante mengão
O nosso time é forte
Ô ô ô ô, ô ô ô, Mengo!
Lá lá lá lá, lá lá lá, Raça

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Levantou poeira



A música lançada por Ivete Sangalo fez muito sucesso no Brasil. Mas ela vai ser lembrada para sempre não pela interpretação da baiana, mas sim pela torcida do Flamengo cantando em um Maracanã lotado. A letra toda da música era essa:



Sorte Grande (Poeira)

Ivete Sangalo

Composição: Lourenço


A minha sorte grande,
Foi você cair do céu,
Minha paixão verdadeira.
Viver a emoção,
Ganhar seu coração,
Pra ser feliz a vida inteira...

É lindo o teu sorriso,
O brilho dos teus olhos,
Meu anjo querubim.
Doce dos meus beijos,
Calor dos meus braços,
Perfume de jasmim...

Chegou no meu espaço,
Mandando no pedaço,
O amor que não é brincadeira.

Pegou me deu um laço,
Dançou bem no compasso,
Que prazer levantou poeira.
Poeiraaaaaa...
Poeiraaaaaa...
Poeiraaaaaa...
Levantou poeira!
Poeiraaaaaa...
Poeiraaaaaa...
Poeiraaaaaa...
Levantou poeira!

A minha sorte grande,
Foi você cair do céu,
Minha paixão verdadeira.
Viver a emoção,
Ganhar seu coração,
Pra ser feliz a vida inteira...

É lindo o teu sorriso,
O brilho dos teus olhos,
Meu anjo querubim.
Doce dos meus beijos,
Calor dos meus braços,
Perfume de jasmim...

Chegou no meu espaço,
Mandando no pedaço,
O amor que não é brincadeira.

Pegou me deu um laço,
Dançou bem no compasso,
Que prazer levantou poeira.

Poeiraaaaaa...
Poeiraaaaaa...
Poeiraaaaaa...
Poeiraaaaaa...
Levantou poeira...
Eu quero ouvir você cantar:
Poeiraaaaaa...
Poeiraaaaaa...
Poeiraaaaaa...
Poeiraaaaaa...
Eu disse levantou poeiraaaaaaaaa..
Levantou,
Levantou poeiraaaaaa...
Poeiraaaaaa...
Poeiraaaaaa...
Poeiraaaaaa...

Mas todos vão se lembrar apenas do refrão, que a Nação do Flamengo cantava:


Poeiraaaaaa...
Poeiraaaaaa...
Poeiraaaaaa...
Poeiraaaaaa...
Levantou poeira...


Muitas torcidas imitaram, mas isso já é normal. A torcida do Famengo é única.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

O Flamengo em 1928

O Flamengo foi o único time a derrotar o América durante o campeonato Carioca de 1928, conquistado pelo clube de Campos Sales. O rubro-negro cumpria campanha irregular, mas pisou o gramado das Laranjeiras incentivado pelas torcidas de Botafogo e Vasco da Gama, que também brigavam pelo título.

O América apresentou-se com a formação base que qualquer criança da época sabia recitar: Joel, Hildegardo e Pennaforte; Hermógenes, Floriano e Miro; \Gilberto, Osvaldinho, Mário Pinto, Mineiro e Celso. O Flamengo conservava a maioria dos campeões de 1927.

O estádio quase veio abaixo quando Chagas abriu o placar para o rubro-negro, aos 27 minutos. E o empatedo América, pouco depois, provocou todo tipo de protesto. Osvaldinho ajeitou escandalosamente com a mão, deixando a bola nos pés de Gilberto,que não teve trabalho para marcar. O árbitro, Álvaro Ramos Nogueira, estava encoberto e não viu a irregularidade.

Aos 10 minutos do segundo tempo, Fragoso fez grande jogada pela direita e cruzou para Chagas completar, desempatando a partida. Osvaldinho correu em direção ao árbitro e o agrediu acintosamente. Joel, Hildegardo e Gilberto também passaram a ameaça-lo, obrigando a polícia a intervir. Osvaldinho, expulso, só deixou o campo depois que o representante a Associação Metropolitanade Esportes Terrestres (Amea) Albertino Moreira Dias foi busca-lo. O jogador saiu sob chuvas de detritos.

Osvaldinho, conhecido como “Divina Dama” pela excelência de seu futebol, era uma espécie de ponto de referência do América. Sem ele, o time descontrolou-se por completo e virou presa fácil. Aos 33 minutos, Agenor fez 3 a 1 para o Flamengo, fechando o placar e acalmando enfim os ânimo da torcida, que viveu tarde das mais agitadas.

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Virna



Infância -
A boa estatura de Virna para sua adaptação no vôlei já se prenunciava no nascimento. Ela veio ao mundo no dia 31 de agosto de 1971, na capital do Rio Grande do Norte, Natal, pesando 3kg e 175 gramas. Tinha 53 centímetros. Passados seis meses, estava com 74,5cm, quase 10 acima da média. Aos 13 anos de idade, já era, de fato, uma moça muito alta e magra. "Só tinha perna, eu era muito descoordenada", diz. Nessa época, estudava no colégio Maria Auxiliadora e tinha aversão à educação física. Estranhamente, foi aí que o vôlei surge em sua vida.

Virna lembra que sua mãe começou a incentivá-la a praticar vários esportes para que, um dia, ela tivesse um pouco mais de coordenação. Filha de Tarcísio de Carvalho Dias e Maria do Carmo Dantas (a dona Carminha), a atacante do BCN/Osasco começou no handebol, mas o excessivo contato do jogo corpo-a-corpo, "muito violento", a faria optar pelo vôlei. Simultaneamente aos esportes com bola, sua "grande paixão", Virna praticava ballet clássico - que abandonaria, após um acidente onde teve seu braço esquerdo fraturado. Nesse momento, pinta o primeiro reconhecimento no vôlei: a convocação para defender a seleção de seu estado, na categoria infanto-juvenil. A partir daí, sua ascensão foi espetacular.

Em 1989, aos 17 anos, Virna tornava-se campeã mundial juvenil para, cinco anos depois, ajudar o Brasil na conquista do Grand Prix da Ásia, além do vice na Copa do Mundo do Japão. Consagrada internacionalmente depois de duas medalhas de prata em Jogos Olímpicos (Atlanta-1996 e Sydney-2000) com a seleção, a jogadora ainda acumula os mais representativos títulos nas disputas nacionais. É bicampeã brasileira por clubes diferentes - Uniban-1999 e Flamengo-2001 - e bicampeã carioca (99/2000) com a camisa rubro-negra do Mais Querido. Sua história com o time da Gávea é, inclusive, muito mais do que uma mera "passagem" a constatar em seu currículo.

Uma vez Flamengo - Virna é uma flamenguista apaixonada. E, mesmo após sua saída do clube carioca, ela jamais ocultou a identificação que teve com a mais popular das torcidas. "O que mais me marcou no Flamengo foi o amor à camisa, não o lado financeiro. Os torcedores até iam à minha casa", relembra, com saudades. A figura de Zico também é presente na memória de Virna. "Na casa dele, tem um mural onde as grandes personalidades que vestiram a camisa do time deixam suas assinaturas. Quando estive lá, ele quis que eu também assinasse. Fiquei toda orgulhosa, ele é uma pessoa incrível", se esbalda em elogios.
Sobre o Flamengo declara: "Foi uma história muito legal que eu vivi, ter sido campeã com a camisa do Flamengo, clube pelo qual eu sempre torci."

http://www.gazetaesportiva.net/idolos/volei/virna/abertura.htm

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Charge sacaneando o Vasco.

O Vasco não cansa de perder jogos importantes para o Flamengo. E por isso a torcida do Flamengo faz essa homenagem sacaneando esse time que não cansa de perder.


quinta-feira, 18 de outubro de 2007

O Gol de Rondinelli

Esse gol é absolutamente histórico e nos traz boas recordações. O Vasco jogava pelo empate quando no apagar das luzes o Deus da Raça do Flamengo, Rondinelli subiu na área vascaína e decretou a vitória do Rubro-Negro

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As emoções deste clássico carioca estão guardadas até hoje.

Ninguém, nem a torcida do Flamengo reparou quando Rondinelli deixou o seu posto de sentinela na zaga rubro negra e caminhou em direção á área do Vasco com um ar de quem estava com péssimas intenções. Eram 41 minutos do segundo tempo, no dia 4 de dezembro de 1978, no maracanã, e Zico ia bater o escanteio. O empate de 0x0 dava ao Vasco o titulo do segundo turno e obrigaria a um jogo extra para decidir o campeonato. Mas, Zico levantou a bola na área e, Rondinelli penetrou, subiu mais que os zagueiros vascaínos e cabeceou violentamente para a meta de Leão. Ainda faltava quatro minutos e a torcida do Flamengo sentia que estava conquistando um novo titulo de campeão carioca. O Vasco nunca iria empatar e acabava ali, no gol imortal de Rodinelli, o campeonato Carioca de 1978.

As relações entre Rondinelli e a bola não eram exatamente cordiais. Ele era pago para tira-la da área rubro negro, se preciso espanando os atacantes adversários e passando sobre suas canelas como um rodo. A partir daquele jogo, a torcida do Flamengo passou a chamar Rondinelli de – Deus da Raça. Ele não era o melhor jogador do time do Flamengo, mas certamente, era a alma do time.

O melhor é que, desta vez, os vascaínos não podiam dizer que Rondinelli se apoiara nos ombros de alguém da defesa vascaína, como falaram que Valido se apoiara em Argemiro para marcar o gol do tri campeonato em 1944.

Quatro minutos depois do gol, o juiz apitou o final da partida e o carnaval rubro negro começou no gramado, no vestiário e pelas ruas da cidade do Rio de Janeiro.

Fonte Museu do Esportes

O Flamengo em 1927

A criação da primeira torcida organizada da história do futebol brasileiro foi iniciativa de um grupo de 21 torcedores rubro-negros de um colégio do Rio, pouco depois de o clube conquistar o título da cidade, em 1927.

Está na edição de O Globo de 10 de outubro daquele ano. “Foi no seio do Atheneu Luso Carioca que partiu o primeiro grito de júbilo lançado por um pugillo de adeptos do rubro-negro, pela grandiosa Victória obtida pelo ínclito club nas renhidas batalhas de foot-ball, demonstrando assim de quanto é capaz a vontade férrea dos rapazes que compõem o team campeão”, registrava o jornal, ao publicar com destaque notícia enviada pelos integrantes da “Ala Flamenga”.

Intitulava-se “presidente” o aluno Antônio Borges, que morreu no anonimato, mas que agora, descoberta tal curiosidade, torna-se o primeiro chefe de torcida da história do futebol brasileiro. O secretário João Fonseca, o tesoureiro José de Sá Barreto e o “procurador” Waldemar Teixeira eram os principais auxiliares de Borges na “corporação”, que era composta em sua maioria de, acreditem, mulheres, numa época em que elas não tinham sequer direito a voto.

Naquele ano, o clube sofreu a maior derrota de sua história para o Botafogo, 9 a 2, em pleno campo da Rua Paysandu, logo na quarta rodada do campeonato carioca. O primeiro tempo acabou 7 a 1. No segundo turno, voltou a perder para o alvinegro, também por placar elevado: 5 a 3. Mas terminou campeão. O ponta esquerdo Moderato Wisitainer disputou a partida decisiva, vitória de 2 a 1 sobre o América, usando uma cinta, pois havia sido operado poucos dias atrás de uma apendicite sepurada, intervenção cirúrgica complicada à época.

Saí a capacidade do rubro-negro de provocar manifestações como a criação da “Ala Flamenga”.

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quarta-feira, 17 de outubro de 2007

O Flamengo em 1926

Dois fatos poucos badalados agitaram a vida do Flamengo em 1926. No começo daquele ano, o presidente Faustino Esposel iniciou entendimentos com a prefeitura do então Distrito Federal para encontrar um local onde pudesse erguer uma nova sede para os “desportos terrestres”. Afinal, a família Guinle passara a reclamar a devolução do terreno da Rua Paysandu, que era de sua propriedade. O clube tinha opção de compra, mas não possuía dinheiro suficiente em caixa.

Sócios com alguma influência política chegaram a acreditar na possibilidade de ocupar uma área na Praia Vermelha, na Urca. Mas a burocracia impediu que o negócio evoluísse. Conta o Boletim Mensal de março daquele 1926 que a solução foi aceitar um terreno às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, considerado então “um areal de fim de mundo”, pois dependia de urbanização e até de aterro. O contrato de arrendamento da área, então com 34.120 metros quadrados – metade da extensão que ocupa hoje -, acabou sendo assinado no dia 2 de março.

Outro fato importante aconteceu no dia 15 de agosto, quando o Flamengo venceu o Botafogo por 8 a 1, a maior goleada já aplicada no rival em toda a história do clássico. “A peleja se anunciava interessante, porque a turma rubro-negra estava disposta a vencer a partida e quitar-se assim da derrota do primeiro turno”, destacou o Jornal do Brasil.

O Botafogo entrou com Ribas, Surica e Octacílio; Sorinho, Alfredo e Orlando; Maciel, Ariza, Lolô, Neguinho e Claudionor. E até começou melhor. Mas Ache fez 1 a 0, e os demais gols passaram a sair com naturalidade. O primeiro tempo acabou em 5 a 0. Neco descontou para o Botafogo quando estava 7 a 0. E o próprio Aché tratou de completar o placar, no último minuto. Um autêntico vexame alvinegro.

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segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Domingo eu vou ao Maracanã

Seguimos visitando as tradições do Flamengo, através de seus cânticos. Essa música é muito popular entre a torcida rubro-negra, que sempre canta Maracanã. A letra diz:


"Não quero cadeira numerada,
vou ficar na arquibancada,
pra sentir mais emoção.
Porque meu time bota pra ferver
e o nome dele são vocês que vão dizer".

Esse samba foi inspirado pelo melhor time que o Flamengo já teve, campeão Mundial de Clubes no começo dos anos 80. Mas foi adotado por torcidas de quase todas as cidades. É um sucesso de Neguinho da Beija-Flor.

“Olha o Maracanã aí gente!”

Em 1979, Neguinho da Beija-Flor compôs um samba que ia virar um hino. Não só do clube do coração dele, do Flamengo, mas de todas as torcidas. Também pudera, começa assim: “Domingo eu vou ao Maracanã”.

"Não quero cadeira numerada, vou ficar na arquibancada, pra sentir mais emoção. Porque meu time bota pra ferver e o nome dele são vocês que vão dizer", cantou Neguinho da Beija-Flor. “A minha felicidade foi que eu tive essa maldade de não dizer o nome do clube. Então virou um hino para todos os clubes: Paysandu, Grêmio, Inter, Bahia...”, disse.

Intimidade com a bola, o autor tem desde menino. “Eu jogava de ponta direita, mas não levei muita sorte, tive uma fratura grave e fiquei impossibilitado. Mas dos 15 aos 20 anos tive uma intimidadezinha”, contou o cantor.

Admiração pelo futebol também. “Domingo no Maracanã” foi feito para o Flamengo de Zico, Junior, Adílio, um time que colecionou títulos e que Neguinho admira até hoje. "Esse samba estourou mesmo naquele jogo Flamengo e Atlético. Gol de Nunes, 3 a 2, gol de Nunes sem ângulo", relembra.

Flamengo Campeão da Copa Rio

Copa Rio

Inicialmente, o campeao disputaria a Copa do Brasil do ano seguinte. Caso o campeao tivesse vencido tambem o campeonato estadual (o que efetivamente aconteceu nos 3 primeiros anos), o vice-campeao deste iria para a Copa do Brasil. Os clubes grandes via de regra participavam da Copa Rio com times mistos. Com o aumento de participantes na Copa do Brasil por meio de convite, a Copa Rio ficou ainda mais despretigiada e deixou de ser disputado em 1995, voltando em 1998 sem classificar o campeao para a Copa do Brasil.

Mesmo jogando com um time misto o Flamengo fez o suficiente para ganhar a primeira Copa Rio, que tinha um grande reconhecimento.
 Ano     Campeao
---- -------------
1991 Flamengo

sábado, 13 de outubro de 2007

Copa dos Campeões 2001


Em 2001, o Flamengo queria fazer da Copa dos Campeões um atalho para a Libertadores. E conseguiu. Com grandes atuações de Beto, Edílson e Petkovic, a equipe carioca sagrou-se campeã e garantiu presença no torneio sul-americano do qual não participava desde 1983.
A caminha do time da Gávea rumo ao título começou com duas vitórias contra o Bahia: 4 a 2 e 2 a 0. Logo depois, a equipe dirigida por Zagallo teve pela frente o Cruzeiro. No primeiro confronto, 0 a 0. No segundo, um implacável 3 a 0.
O São Paulo foi o adversário da final, disputada em dois jogos. Em uma partida de alto nível, o Flamengo fez 5 a 3 na primeira decisão. Desta forma, podia até perder por um gol de diferença no duelo seguinte. E foi o que aconteceu. O time do Morumbi ganhou por 3 a 2, de virada, mas não foi o suficiente.
Com a conquista, o Flamengo voltou, enfim, à Libertadores. E Zagallo, aos 69 anos, comemorou, pela primeira vez em sua vitoriosa carreira, um título em Maceió, sua terra natal.


quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Campeão Carioca de 1943

No dia 10 de outubro de 1943, o Rubro-Negro conquistava o segundo título do primeiro tricampeonato do Campeonato Estadual de sua história (1942/1943/1944) com uma acachapante goleada por 5 a 0 sobre o Bangu.

Os três gols de Perácio e os dois de Pirilo fecharam com chave de uma ouro uma campanha em que o clube da Gávea teve um aproveitamento de 83,33% nos jogos contra seus três grandes rivais.

Nos seis clássicos disputados no Campeonato Estadual de 1943, o Fla só não venceu - empates em 2 a 2 e em 1 a 1 com Fluminense e Vasco, respectivamente. Contra o Botafogo, foram duas vitórias em dois jogos (4 a 1 e 4 a 2). O Tricolor também sofreu com o Rubro-Negro, sendo batido por 2 a 0.

O jogo com o Vasco no campeonato daquele ano marca um importante capítulo da história do Clássico dos Milhões, pois no dia 3 de outubro o Flamengo fez 6 a 2 no Gigante da Colina, a maior goleada do Rubro-Negro sobre seu maior rival. Perácio (dois), Pirillo (dois), Vevé e Zizinho marcaram para o clube da Gávea. Chico e Lelé descontaram.

Destaque também mereceu a impressionate média de gols rubro-negra no campeonato de 1943, pois os 51 gols marcados em 18 jogos constituíram uma arrasadora marca de 2,83 tentos por jogo. No Brasileirão de 2007, o Fla tem apenas a nona melhor média de gols por jogo (1,43).

O Flamengo campeão carioca de 1943 venceu 11 de seus 18 jogos, empatando outros seis e perdendo apenas um jogo - 2 a 1 para o América, na terceira rodada. Perácio, com 14 gols, foi o artilheiro do Flamengo e o segundo maior da competição. Ademir Menezes, do Vasco e conhecido como Queixada, foi o principal goleador, marcando 21 gols.

Entre os principais dos elenco campeão de 1943, estavam Domingos da Guia, Pirillo, jogador que mais marcou gols em uma edição do Campeonato Estadual do Rio de Janeiro, com 39 em 1941, além de Zizinho, ex-craque e grande ídolo de Pelé, o maior jogador da história do futebol.

Confira a campanha do Fla campeão de 1943:

2 x 1 Madureira
4 x 1 Botafogo
4 x 1 Canto do Rio
1 x 2 América
2 x 0 Fluminense
4 x 0 São Cristóvão
5 x 1 Bonsucesso
1 x 1 Vasco
2 x 2 Bangu
0 x 0 Madureira
4 x 2 Botafogo
0 x 0 Canto do Rio
3 x 1 América
2 x 2 Fluminense
1 x 1 São Cristóvão
5 x 1 Bonsucesso
6 x 2 Vasco
5 x 0 Bangu

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

O Flamengo em 1925

No dia 10 de janeiro, dezesseis jogadores do Flamengo deixaram o Rio a bordo do paquete Andes para disputar cinco partidas no Recife. Tais viagens eram tão raras que o chefe da delegação, João Borges de Sampaio, o técnico, José Seabra, e o jornalista convidado, José Leite de Castro, foram ao Palácio do Catete para se despedir do presidente Arthur Bernardes.

Cinco dias depois, o Flamengo chegou à capital de Pernambuco. O time estreou no dia 16, vencendo o Torre por 3 a 1, de virada. Após o jogo, começou a vida social, sem dúvida mais intensa que os compromissos dos gramados. À noite, os dirigentes do Torre ofereceram uma suculenta feijoada. No dia seguinte, a delegação compareceu ao almoço promovido pelo governador do estado, Sérgio de Loreto. E seguiu para a sede da Rádio Clube, onde recebeu homenagens diversas.

O empate espetacular de 3 a 3 com o Sport foi assunto em toda a cidade. E a vitória por 3 a 0 sobre o Santa Cruz parece não ter incomodado os dirigentes do clube pernambucano, que à noite organizaram um grandioso baile, animado por orquestra de cinqüenta músicos. No dia seguinte, o Jockey de Pernambuco ofereceu uma festa no Casino de Boa Viagem.

A agenda superlotada não atrapalhou o time, que no dia 25 venceu a Seleção do Estado por 2 a 0. Após a partida, para não perde a forma, jogadores e dirigentes seguiram para a casa do Deputado José da Silva Loyo Neto, que lhes proporcionou uma soirée blanche. No dia 26 teve almoço no Country Club e jantar no Club Internacional. O Flamengo goleou o América por 6 a 1 no dia 27. Um dia depois, antes da viagem de volta, o governador do estado ofereceu almoço no refinado restaurante Leite.

Na quarta-feira, 3 de fevereiro, a delegação chegou ao Rio de Janeiro a bordo do Itassucê, trazendo onze troféus de tamanhos variados. Dirigentes e jogadores se dirigiram à Rua Paysandu, de onde seguiram para casa, após degustar doces e champanhe.

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A torcida do Flamengo é única

"A torcida do Flamengo é única. Não apenas por seu indiscutível gigantismo, ou porque é mais apaixonada do que as outras. O que torna a torcida rubro-negra diferente é sua paixão por si mesma. Não há uma torcida que se orgulhe mais de suas virtudes, que tenha certeza absoluta de sua superioridade eterna e incomparável – não apenas numérica. A torcida do Flamengo age como uma força da natureza – como se a vitória em campo dependesse dela. Não porque seja melhor que as outras – mas porque acredita piamente em seus super-poderes. Acredita realmente que faz a diferença – e, não raro, faz."

Gustavo Poli

terça-feira, 9 de outubro de 2007

O Flamengo em 1924

O Paulistano tinha o melhor time do Brasil. Por isso, a chegada de sua delegação para um jogo amistoso contra o Flamengo, válido pelas comemorações do 29º aniversário do rubro-negro, atraiu todas as atenções dos cariocas.

Uma pequena multidão foi à gare da Ventral para olhar de perto os players de São Paulo, na manhã de 14 de novembro. Lá estavam o goleiro Júlio Kuntz, bicampeão pelo Flamengo em 1920 e 1921, e Arthur Friedenreich. Eles hospedaram-se no Palace Hotel e à noite assistiram à comédia O Ministro do Supremo, de Armando Gonzaga, no Cine-Teatro Trianon.

Na tarde do feriado de 15 de novembro, cerca de 12 000 pessoas acompanharam o match interestadual. O Paulistano apresentou-se com Kuntz, Clodoaldo e Caldeira; Sérgio Pereira, Nondas e Abate; Formiga, Mário Andrada, Friedenreich, Seixas e Netinho. Friedernreich fez dois gols, o que pôs os visitantes em vantagem, mas quem acabou brilhando foi o grandalhão Nonô, que marcou três vezes. Junqueira completou. Final: Flamengo 4 a 2. “Após uma luta cheia de phases emocionantes, em que ambos os quadros empenharam-se vigorosamente num esforço elogiável e altamente significativo, verificou-se para orgulho do sport carioca uma Victória da vallente phalange rubro-negra sobre seu leal adversário”, descreveu O Paiz. À noite, o Flamengo ofereceu um “saráo dansante” no rique da Rua Paysandu, animado pela Orchestra Sul-Americana.

Para que se tenha uma idéia da força do Paulistano, basta dizer que foi o primeiro clube brasileiro a excursionar pela Europa, realizando dez jogos na França, em Portugal e na Suíça, em 1925, e voltando com nove vitórias e uma derrota.

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segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Quisera ser imortal

"Quisera ser imortal, para viver toda a glória eterna do Flamengo."

O Flamengo em 1923

Houve uma época em que o São Cristóvão brigava com os grande pelo título carioca. Em 1923, por exemplo, o Flamengo precisou travar duas batalhas para derrotar o clube “catete”. O Imparcial, jornal que fazia à época a melhor cobertura, de futebol no Rio, acompanhou com atenção as duas partidas, que se caracterizaram pela ausência de fairplay do São Cristóvão.

O jogo do turno foi disputado em 6 de maio no estádio da Rua Figueira Melo. “O campo apanhou assistência numerosa, destacando-se nas archibancadas, o bello sexo, sempre enthusiasmado, sempre attraente”, ressaltou O Imparcial. Mas só houve poesia no começo. Quando o Flamengo estabeleceu o 3 a 1, a torcida e os jogadores do São Cristóvão perderam a linha. “O campo desse club sempre foi temido pela turma de turbulentos que alli se concentra para, em caso de derrota dos locaes, entrar em acção. Francamente que essas revoltantes scenas não podem continuar. Também não podemos deixar de consignar a violência posta em prática por alguns players sãochristovenses, na applicação de golpes condenáveis, com o facto único de inuttilizarem seus leaes adversários”, contou o jornal.

O jogo do returno realizou-se em 19 de agosto, à Rua Paysandu. “Não podemos deixar de registrar a attitude arbitrária do capitão Jayme, da Brigada Policial, que na qualidade de adepto do São Cristóvão, se esqueceu de que estava a serviço e começou a insultar o juiz. O capitão Jayme ameaçava céos e terra, querendo então prender o árbitro. Com a intervenção enérgica e criteriosa do delegado Aloysio Neiva, alli de serviço, a custo, aquelle militar cessou a fúria de que se achava possuído”, registrou O Imparcial.

No final do jogo, o atacante Arthur atingiu o goleiro rubro-negro Amado com uma joelhada no abdômen, obrigando-o a abandonar o campo. “Tão conmdenável brutalidade causou, como era natural, geral indignação”, lembrou a publicação. O centromédio Dino ocupou o lugar de Amado, mas o Flamengo soube segurar o placar de 2 a 1.



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Fla X Flu inesquecível - Marco Pellegrino




FLAMENGO 4 X 1 FLUMINESE.


Estava em disputa a TAÇA NELSON RODRIGUES, a imprensa chamava o clássico de o jogo do “troca-troca”. Os dois times permutaram alguns jogadores: Rodrigues Neto, Doval e Renato do Fla seguiram para o Flu, que em contrapartida cedera, Toninho Baiano, Roberto e Zé Roberto.

O destino era o Maracanã, e como de hábito, eu e meu velho, procurávamos sempre sair bem cedo. Naquele dia meu corpo parecia não atender aos meus comandos, seguia sozinho, talvez tomado por alguma força sobrenatural, quem sabe não era São Judas Tadeu a me guiar?


Morávamos na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Portanto, chegar ao nosso destino exigia um grande sacrifício, comparável ao desgastante Rali dos Sertões. Não existia para nós, dois rubro-negros fanáticos e oriundos de classe humilde muita alternativa em relação ao transporte. Só sobrara o bom e velho trem. Então, foi o que fizemos, entramos no formigueiro mecânico e partimos rumo ao Maraca. Chegando lá, já na subida da rampa, nos deparamos com uma grande falange de rubro-negros - todos demonstrando um sorriso largo no rosto - esbanjando bom humor. Seguimos então para as arquibancadas. Do alto uma extraordinária visão, o grande Coliseu estava tomado por uma atmosfera multicolor e abaixo a sagrada grama verde. Uma enormidade de bandeiras rubro-negras começava a desfilar pela onipotente maravilha de concreto. O grito heróico de Mengo, Mengo, Mengo…Ecoava como música de Vivaldi para os meus ouvidos.Bom…Enfim soara o apito, é o som mostrando o começo do jogo. Como todo bom FLA-FLU, tem seu início elegante. Aliás, apresentando sempre requinte e técnica no tratar da bola, mas que ao menor descuido, a rede pode balançar, e isso acontece. Numa penalidade máxima, Carlos Alberto, o capitão do Tri põe o tricolor na frente.

Entretanto, a gana, raça e fibra, características embrionárias do Mais Querido, mostram-se incessantes. Não demora Paulinho cruza e nosso redentor, Zico empata com estilo.O Flamengo naquele momento parecia jogar imantado, Geraldo com seu futebol lúdico e aparentemente descomprometido, começa pentear a bola e com sua irresponsabilidade divina, aplica um lindo lençol no pobre Manfrini, mata a bola no peito, tabela com Caio, olha e coloca o “Galo” na cara do gol, Resultado, mais um dele. 2x1 no placar.Ainda sob a batuta do maestro Geraldo o Flamengo vai tomando conta do jogo e inflamando sua legião de seguidores que vão ao êxtase quando o “Assobiador” novamente rola para o “Galinho”, e daí para as redes. 3x1 no placar! Nós, insaciados queríamos mais e mais… Zico prontamente nos atende. É falta na entrada da área, como um passe de mágica, o estádio vai se calando. Nosso craque ajeita a bola como se mesma fosse feita de cristal, bate nela com carinho, e a pelota vai trilhando seu curso, indo certeira tal e qual uma flecha desferida por índio Tupinambá, e entra no ângulo. É o quarto gol! Meu Deus, que coisa apoteótica, 4x1, é jogo digno de um Oscar. Talvez nem o mestre Spielberg escrevesse um roteiro tão emocionante. São momentos inesquecíveis como esses que trazem a consciência e a certeza de como é gratificante torcer pelo CLUBE MAIS POPULAR DO BRASIL, o Flamengo.

Sorria, você é rubro-negro!

IMPRENSA VENDIDA PARA SP – Marco Pellegrino

sábado, 6 de outubro de 2007

Tema da Vitória do Flamengo

A Nação não cansa de surpreender. A nova criação da Nação Rubro Negra é uma música capaz de unir a Raça Rubro Negra, a Torcida Jovem do Flamengo, a Urubuzada, a Fla Manguaça e todas as torcidas organizadas do Flamengo em um só canto. A música é uma adaptação do "Tema da Vitória", que ficou famosa por acompanhar as vitórias de Airton Senna na Fórmula 1. A letra da nova música do Flamengo diz:

"Eu sempre te amarei,
onde estiver estarei.
Oh! Meu Mengo
Tu és time de tradição,
raça, amor e paixão".

O autor da letra, conhecido como Alvarenga conta o que sentiu ao ver todo o Maracanã cantando a música:

‘Só tenho o Flamengo’

"Não vou ao teatro, ao cinema, ao barzinho, só tenho o Flamengo. Assim como eu, milhões de brasileiros só têm o Flamengo no coração. Via nas arquibancadas só cantos ofensivos contra outros times e nada de exaltar a instituição pela qual torcemos. Depois da derrota para o Inter, em Porto Alegre, voltei para o Rio com essa idéia na cabeça. Passei dias pensando, mostrando para amigos, e quando mostrei para membros de uma das facções organizadas do Flamengo, vi os olhos deles brilharem. Contra o Atlético-MG, o canto ainda estava pegando, mas nessa última partida, estava lindo demais, presenciei umas dez pessoas chorando nas arquibancadas",


O Flamengo é isso. Um time de tradição. Raça, amor e Paixão.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

O Flamengo em 1922

O Flamengo disputou apenas quatorze jogos em 1922. E o resultado mais expressivo acabou sendo a vitória de 1 a 0 sobre o América, futuro campeão carioca.

Não houve acontecimento mais importante para o esporte naquele ano. O jornal carioca O Imparcial relatou com fidelidade o que representou o match para o Rio de Janeiro. “Desde cedo notava-se o deslocamento da população de todos os pontos da cidade para os lados do antigo hipódromo. Pois mais de uma hora foi suficiente para que o ground da Rua Campos Sales ficasse com sua lotação mais que completa. Vimos gente pelo morro fronteiro às archibancadas e até pelos telhados e pelas árvores. Pena que os nossos campos não têm a capacidade precisa para conter a onda de apreciadores do seu sport predilecto. O resultado foi o que se viu hontem: uma agglomeração estúpida, não permitindo que o público apreciasse a partida com a comodidade que lhe deve ser assegurada, por ser elle que concorre materialmente para a existência dessas sociedade de football”, ressaltou.

O gol da vitória rubro-negra surgiu aos dez minutos do segundo tempo e vale a pena acompanha-lo pela descrição de O Imparcial. “Correndo Galvão pela extrema, dá bom centro. Ribas desvia-se do seu posto para interceptar a marcha da esphera, enquanto Junqueira avança e com bella puxada, a poucos metros de altura, faz balançar as redes americanas, sob estridentes aplausos dos seus adeptos”, explicou. De acordo com o jornal, “não obstante a avalanche de pessoas e os contratempos, a aprtida em si foi um successo, porque os dois quadros disputaram a Victória com denodo, cabendo os louros ao Flamengo, cuja actuação foi impeccável”.

O Flamengo perdeu para o Fluminense e acabou o Carioca a 2 pontos do América.

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quinta-feira, 4 de outubro de 2007

O Flamengo em 1921


No comecinho de 1921, o Flamengo foi buscar no Palmeiras o gigantesco Nono, que impressionara em toda a disputa do Campeonato Carioca do ano anterior. E o centroavante, de quase 2 metros de altura e exímio cabeceados, foi de fundamental importância para a conquista do título. A final foi realizada em partida extra contra o América, no acontecimento mais formidável da temporada.

O jogo foi disputado no campo do Fluminense, em 4 de setembro. A liga Mteropolitana passou a semana discutindo os preços que deveriam ser cobrados pelo espetáculo. Na sexta-feira dia 2, quando pôs os 13500 ingressos à venda, verdadeira multidão tomou de assalto o Estádio das Laranjeiras. Bilhetes para as gerais e para as arquibancadas, aos preços respectivamente 1000 e 3000 réis, esgotaram-se num abrir e fechar de olhos. Só escaparam da confusão os que podiam adquirir cadeiras, a 6000 réis. Para que se tenha uma noção do valor da moeda, basta lembrar que um exemplar de jornal custava 100 réis.

Flamengo e América chegaram à ultima rodada com 15 pontos ganhos cada um. O regulamento não previa nenhum critério para desempate, o que forçou a fanalíssima, decidida em três erros grosseiros. O América entrou em campo com Tomich, Peres e Barata; Oswaldo, Miranda e Avellar; Barroso, Gilberto, Chico, Muniz e Ribeiro. E fez 1 a 0 já no segundo tempo, em falha do famoso goleiro Júlio Kuntz, que foi aparar um cruzamento de Chico e caiu com a bola dentro da baliza.

Tomich retribui a bobagem de Kuntz quandoi restavam 10 minutos para o final do jogo, ao aceitar entre as pernas bola chutada por Nono, artilheiro do Carioca com onze tentos. Na prorrogação, Avellar quis fazer bonito ao tentar matar no peito o “couro”, que se ofereceu para Candiota bater de primeira e marcar o gol da vitória rubro-negra. Seguiu-se o tradicional corso de automóveis, que agitou o resto do domingo carioca.


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Flamengo: A Alegria de ser Rubro Negro


“As vitórias do Flamengo são épicas,
vitórias que fazem parte do dia-a-dia do povo,
vitórias que exigem raça.
O Flamengo é o espelho do povo brasileiro,
sofrido por corrupção e por mazelas sociais incalculáveis,
mas para tudo isso necessita-se de otimismo,
e o rubro negro é assim por natureza, basta espelhar
uma vitória que confiante passa acreditar que com raça
e determinação pode-se vencer na vida.
O Flamengo não resolve os problemas do país,
não mata a fome, o frio, mas com o consentimento dos “deuses do futebol”
sabe dar muita alegria aos seus seguidores.
Um gol, mais um título e a Nação empunha toda sua alegri
e acima de tudo o “ORGULHO DE SER RUBRO NEGRO”,
de sorrir, de cantar, de vencer, de muita das vezes não ter do que comer…
mas de ter fé, ter amor, e o que importa
é o amor pelo Clube mais Querido do Brasil!”
Que Torcida é Essa!? - Um Clube Inabalável!

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

O Flamengo em 1920

Os dois jogos contra o Palmeiras, um clube pequeno do subúrbio do Rio de Janeiro, registraram fatos importantes na trajetória do Flamengo no Campeonato Carioca de 1920, conquistado pelo clube.

Na partida do primeiro turno, o ground committee, comissão técnica da época, sem jogadores em disponibilidade, viu-se obrigado a pedir socorro ao ex-zagueiro Píndaro de Carvalho Rodrigues. Píndaro tinha apenas 28 anos, mas largara o futebol havia um ano, logo depois de sagrar-se campeão sul-americano pela seleção brasileira, em 1919.

Conhecido como “gigante de pedra” durante a conquista do bi carioca, em 1914-1915, Píndaro ocupava agora o respeitado cargo de médico sanitarista da Prefeitura do Distrito Federal. Mas não deixou de atender aos apelos dos antigos companheiros e se integrou à equipe que goleou o Palmeiras por 5 X 0, no dia 27 de junho. O futebol era amador, e alguns jogadores se inscreviam na Liga, embora raras vezes, como essa, chegassem a jogar. Apesar de ter disputado apenas uma das dezoito partidas do campeonato de 1920, Píndaro também entra na relação de campeões.

No jogo do returno, na Rua Paysandu, o time não passou de um empate em 1 X 1 como Palmeiras. Mas foi nessa data que os jogadores, ao lado de outros atletas rubro-negros, cantaram pela primeira vez o hino tornado oficial pelo Flamengo, sob a regência do próprio autor, o teatrólogo e jornalista Paulo Magalhães, já como parte das vomemorações do 25º aniversário de fundação do Clube.

Flamengo, Flamengo, tua glória é lutar
Flamengo, Flamengo, campeão de terra e mar

Essa era a letra, para quem não lembra.

No dia seguinte, o clube promoveu um grandioso “festival sportivo” na Paysandu. Houve disputa de provas de atletismo, seguidas de um baile animado pela banda dos “marinheiros Nacionaes”. Sobressaíram nas competições o fabuloso poliatleta Ulysses Malagutti e a associada Célia Lima e Silva, que ganhou a corrida de 50 metros para mulheres.

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terça-feira, 2 de outubro de 2007

O Flamengo em 1919

O Flamengo disputou apenas vinte jogos em 1919. O mais importante aconteceu aconteceu em 8 de junho, no estádio da Rua General Severiano, quando goleou o Botafogo por 6 X 2, em jogo válido pela segunda rodada do Campeonato Carioca.

Na realidade, o Flamengo derrotou o alvinegro duas vezes, uma dentro e outra fora de campo. Na partida, não teve lá muito trabalho. Só no primeiro tempo é que o adversário ofereceu resistência: Galvão e Carneiro fizeram 2 X 0, e Menezes diminuiu.

Os visitantes ampliaram no começo da segunda etapa com um gol curioso: o goleiro Abreu rebateu nas costas de Carneiro e a bola entrou mansamente no canto oposto, sem que fosse possível alguma intervenção. Menezes ainda descontou, mas Candiota, duas vezes, e Dias fecharam o Placar.

No dias seguinte, o Botafogo surpreendeu ao apresentar petição à Liga Metropolitana de Desportos Terrestre, na qual pleiteava a anulação da partida, alegando que o atacante Aníbal Médicis Candiota, o Candiota, não estava com a situação regularizada na entidade.

Na sessão realizada em 12 de junho, o Conselho Ordinário da LMDT deu ganho de causa aos alvinegros por 6 votos a 3. O presidente Rubro Negro, Alberto Burle de Figueiredo, foi aos jornais e fez severas críticas à entidade, garantindo que tal decisão ameaçava o futuro do próprio futebol do Rio de Janeiro, já que o Flamengo havia sido o vencedor incontestável do jogo.

Burle de Figueiredo apresentou recurso ao Conselho Superior da LMDT, instância máxima da Justiça esportiva carioca, que se reuniu na noite do dia 20 e decidiu em pouco mais de uma hora, por 7 votos a 1, que o Flamengo estava com a razão.

O Botafogo jurou vingança, mas só voltou a vencer o rubro negro em partidas do Campeonato Carioca cinco anos depois, em maio de 1924.

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segunda-feira, 1 de outubro de 2007

O Flamengo em 1918

Em 1912, o músico Bonfiglio de Oliveira gravou o choro Flamengo. Mas o primeiro a ter a idéia de compor um hino para o clube foi Humberto Malagutti de Souza, irmão de Ulysses Malagutti de Souza, um dos maiores atletas da história do Flamengo.

Durante o ano de 1918, Humberto bancou a gravação e a prensagem da música que compôs, intitulada Marcha Rubro-Negra, lançada na semana do Natal com publiciade do jornal carioca O Paiz. “A linga e suggestiva marcha da lavra do distinto sportman acaba finalmente de sair do prlo, vindo assim satisfazer à justa anciedade com que era aguardada pelas numerosas torcidas. Os admiradores do Flamengo encontrarão os exemplares na Casa Beethoven, à Rua do Ouvidor nº 175, onde foi editada”, explicava a publicação.

A letra dizia:


Seja mais uma Victória/

para nossa maior glória/

em affinco a merecer/

Flamengos! Os destemidos/

no sport, os mais queridos/

na peleja hão de vencer... Nosso pavilhão oscilla/

e nenhum de nós vacilla/

tuas glórias augmentar/

Flamengos! Avante/ ninguém há que nos supplante/

seja em terra ou quer no mar.../

A rubra cor da bandeira/

cor symbólica altaneira/

das nobres aspirações/

o negro da escura nota/

que o adversário na derrota/

sente dos nossos campeões!”

Apesar da dedicação e do esforço de Humberto, a música não emplacou. No primeiro jogo pós lançamento, o Flamengo perdeu de 3 a 1 para o América. Quatro dias depois, tomou de 5 a 1 do São Cristóvão. Na realidade, o time principal realizara temporada irregular, com dez vitórias e oito derrotas em 21 partidas, e estava há quatro jogos sem vencer quando o disco foi para a loja. Conselheiros argumentaram que a composição “não trouxera muita sorte”. Ela acabou esquecida e foi resgatada oitenta anos depois.


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Ser Flamengo - Por Álvaro Moreyra

Álvaro Moreyra:

"Ser Flamengo é ser eternamente moço, sem geléia real, sem novocaína, pílulas, gotas, poções, na alegria de estar junto do povo, andar feliz com pobres e ricos, com os que possuem o encanto da gente carioca, dizendo as coisas mais sérias com ar de riso, coração aberto, inteligência acesa, e tocando para a frente, igual e legal. Ser Flamengo é também, graças a Deus, ter sido amigo de Zé Lins do Rego, ser amigo de Ari Barroso!
Uma história de outros tempos conta que o Homem feliz não tinha camisa. A história desse tempo conta que o homem feliz tem camisa: e é a camisa do Flamengo."